RETRATO DA SEMANA


O retrato não é de Paris, Londres, ou alguma nação escandinava. É São Chico de Paula, meu "ermão". Foto: Marcelo Cosma.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

REPONTANDO DATAS / 28 DE FEVEREIRO


Obelisco que marca o local onde foi assinado o tratado de paz da
Revolução Farroupilha.

Em Poncho Verde, no final de fevereiro de 1845, foram examinados pelos republicanos os termos do documento, já assinado pelo Barão de Caxias, intitulado Convenção de paz entre o Brasil e os republicanos. O General David Canabarro, comandante-em-chefe do exército republicano, investido de poderes para representar a presidência da República, aceitou as condições. Farrapos e imperiais se reuniram no Acampamento Imperial de Carolina, em Ponche Verde, região do atual município de Dom Pedrito, para decretar a pacificação da província. Eram 12 as cláusulas da pacificação. Foram lidas em Ponche Verde no dia 25 de fevereiro, por Antônio Vicente da Fontoura.
Art. 1° - Fica nomeado Presidente da Província o indivíduo que for indicado pelos republicanos.
Art. 2° - Pleno e inteiro esquecimento de todos os atos praticados pelos republicanos durante a luta, sem ser, em nenhum caso, permitida a instauração de processos contra eles, nem mesmo para reivindicação de interesses privados.
Art. 3° - Dar-se-á pronta liberdade a todos os prisioneiros e serão estes, às custas do Governo Imperial, transportados ao seio de suas famílias, inclusive os que estejam como praça no Exército ou na Armada.
Art. 4° - Fica garantida a Dívida Pública, segundo o quadro que dela se apresente, em um prazo preventório.
Art. 5° - Serão revalidados os atos civis das autoridades republicanas, sempre que nestes se observem as leis vigentes.
Art. 6° - Serão revalidados os atos do Vigário Apostólico.
Art. 7° - Está garantida pelo Governo Imperial a liberdade dos escravos que tenham servido nas fileiras republicanas, ou nelas existam.
Art. 8° - Os oficiais republicanos não serão constrangidos a serviço militar algum; e quando, espontaneamente, queiram servir, serão admitidos em seus postos.
Art. 9° - Os soldados republicanos ficam dispensados do recrutamento.
Art. 10° - Só os Generais deixam de ser admitidos em seus postos, porém, em tudo mais, gozarão da imunidade concedida aos oficiais.
Art. 11° - O direito de propriedade é garantido em toda plenitude.
Art. 12° - Ficam perdoados os desertores do Exército Imperial.
(ass.) O Barão de Caxias. ( citação da Revista Militar Brasileira, abril-junho, 1978, vol. CXIII, ano LXIV, pp. 116-117. Apud Henrique Wiederspahn, ob. cit., pp. 11-12). Assinada a paz em Ponche Verde, David Canabarro redigiu uma proclamação em que anunciava o fim da Guerra dos Farrapos. O texto tem a data de 28 de fevereiro de 1845:
"Concidadãos! Competentemente autorizado pelo magistrado civil a quem obedecíamos e na qualidade de comandante-em-chefe, concordando com a unânime vontade de todos os oficiais da força de meu comando, vos declaro que a guerra civil que há mais de nove anos devasta esse belo país está acabada.
 
Concidadãos! Ao desprender-me do grau que me havia confiado o poder que dirigia a revolução, cumpre-me assegurar-vos que podeis volver tranqüilos ao seio de vossas famílias. Vossa segurança individual e vossa propriedade estão garantidas pela palavra sagrada do monarca e o apreço de vossas virtudes confiado ao seu magnânimo coração. União, fraternidade, respeito às leis e eterna gratidão ao ínclito presidente da Província, o ilustríssimo e excelentíssimo barão de Caxias, pelos afanosos esforços na pacificação da Província".


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A ARTE DA DECLAMAÇÃO

 
José Estivalet
 
De uma forma poética poderíamos dizer que a declamação é a transpiração da poesia. É um ato onde a pessoa que declama externa os sentimentos retidos nos transcritos, levando os ouvintes a vivenciarem o que o poeta quis dizer em seus versos.

Segundo algumas orientações do Movimento Tradicionalista Gaúcho, o declamador deve ter uma postura cênica sóbria e sem exageros, inclusive na indumentária. No palco, segundo o poeta Colmar Duarte, o declamador deve portar-se “como quem nada teme, porém a ninguém afronta”.

Os gestos devem ser os mais naturais possíveis, como quem conta uma história. A mímica é um recurso auxiliar, não podendo se sobrepor a interpretação vocal.

O tom de voz deve ser o tom natural do declamador, pois ao impostar a voz de forma inadequada pode ocorrer como quem canta fora do tom, ou seja, desafinar ou não alcançar determinada inflexão.

A dramaticidade é diretamente proporcional ao texto, mas sem “encarnar” o personagem como o ator de teatro. O declamador é apenas o portador da mensagem que o autor traz para os ouvintes. A mensagem deve ser transmitida com a maior sinceridade e convicção possíveis, para que as emoções sejam sentidas por quem assiste. Para isso, não é preciso levar para o palco adagas, borrachões, bandeiras, etc...

A diferença entre interpretação teatral e declamação é, portanto, esta: o ator finge ser um personagem, vestindo-se, pensando e agindo como tal. O declamador “conta” a história fazendo o possível para convencer as pessoas de que acredita no que está dizendo.

Portanto, não é aconselhável chorar, gritar, exagerar nos gestos ou adereços que não façam parte da indumentária. Segundo José Severo Marques, em declamação todo excesso é pecado.

Os julgadores de declamação observam muito os seguintes quesitos: a) Fundamentos da voz (dicção, impostação e inflexão). b) Expressão (facial e gestual). c) Fidelidade ao texto d) Transmissão da mensagem poética.

A declamação é uma arte quase que obrigatória nos diversos eventos artísticos do Rio Grande. Em nenhum outro Estado nota-se tamanha dedicação pela declamação. Existem milhares, isto mesmo, milhares de declamadores espalhados aos sete ventos desta velha província de São Pedro. É de praxe, nos Centros de Tradições Gaúchas, nos galpões de fazendas, as pessoas receberem seus convidados com belos retrechos de poemas. As prendinhas, os piazitos, desde cedo, vão se embrenhando nestes meandros e, cada qual com seu estilo, retratam histórias, aventuras, ficções, bravuras do povo riograndense, arrancando as mais entusiásticas admirações por serem transmissores do pensamento poético. Em suma, o declamador é a garganta do vate.
 
 
 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

COMIDA CAMPEIRA EM FOGÃO CAMPEIRO



Companheirada. Como hoje é domingo, dia de uma bóia com mais tempo, vamos repassar aos leitores uma receita campeira. Bombeiem o detalhe do fogão, na sequência de chapas abaixo. Bom apetite!

Carne frita na panela

Carne de tatu (lagarto) de 1 quilo ou 1 e ½ quilos
Vinha d’alhos
2 (sopa) de óleo
6 batatas inglesas
1 cebola inteira

Temperar com vinha d’alhos um bom peso de tatu, deixando-o neste tempero de véspera, para que a carne fique mais saborosa. Fritar a carne em gordura quente, deixando dourar todos os lados. Depois que a carne estiver dourada, acrescentar 1 cebola inteira e um pouco de água para que se inicie a cocção. A água deve ser colocada aos poucos e sempre que houver evaporação, até a carne amaciar, criando um molho relativamente grosso. Servir com batata inglesa inteira frita na panela, mandioca, moranga, quibebe, etc. Serve 6 pessoas.






 
 
 
 
 
 
 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

DO "GAUCHÊS" PARA O PORTUGUÊS...


.... SOBRE O JAPONÊS
 
 
 
 Gurizada, é o seguinte: Canso de dizer que nosso blog é voltado para as tradições gaúchas, coisa e tal. Que nosso público alvo são os amantes da cultura riograndense

Então eu vos pergunto: o que a foto aí de cima tem a ver com isso? Nada! Mas ela é muito representativa dessa gente trabalhadora, de tradições milenares, que vem lá do outro lado do mundo. Por isto eu pensei assim: vamos colocar um texto bem gaudério que compense a imagem não ser do sul. Então aí vai, com a devida tradução do "gauchês" para o português, sobre o japonês.

O retrato (foto) aí de riba (cima) vem de regalo (presente) para os incréus (descrentes) do forcejo (trabalho) e do falquejo escolar (estudo).

O povo de luz baixa (olhos amendoados) dá amostra do pano (demonstra) de como sair das patas da égua (dificuldades) estribado (firmado) na lida ( serviço).

Rebrotaram de um borralho morto (fogo apagado) após esgualeparem-se (ficarem feridos) de lombo e espírito (corpo e alma) por uns foguetes covardes (bombas atômicas).

Hoje são laranjas de amostra (exemplos) para o resto do povaréu (mundo).

E aqui pela província (Rio Grande) ainda nos descem o pau (criticam) por cultivar nossos repasses (tradições). Mas lá na querência do acendimento da chama crioula (terra do Sol Nascente) eles tem esta balda (costume) há mais de dois mil anos e ninguém fica de beiço torcido (contrariado). Lado avesso (ao contrário), eles se entonam (orgulham) pelos seus que já bateram as botas (ancestrais que morreram).

Que esta chapa (imagem) nos faça queimar os miolos (pensar).

Matuto com meus botões (penso comigo mesmo) que agora o bilhete (texto) ficou nos conformes (de acordo) com o blogue (blog)!

Ass: Léo Ribeiro
 
 
 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

MEDICINA CAMPEIRA



 
Mesmo com este calorão, andei pegando uma gripe daquelas. Ando amolado, com o lombo doído e sem ânimo para o trabalho (coisa comum neste corpo).

Por este motivo me vali de algumas receitas lá de fora, que sempre dão resultados positivos nestas horas.

Em todos os ranchos campeiros costuma-se efetivar uma série de recursos nativos quando acontece um acidente ou anormalidade na saúde.

Uma das primeiras providências é buscar saber se uma pessoa está febril. Não dispondo de um termômetro para “tirar” a febre, costuma-se colocar os lábios na testa do paciente. O calor dirá se a pessoa está com temperatura alterada.

Tratando-se de uma dor de garganta, comum nas oscilações climáticas do sul, introduz-se na garganta uma colher de sopa pelo cabo. O estado das amígdalas fornecerá o diagnóstico.

Para aliviar uma dor de dentes violenta, faz-se o paciente gargarejar um chá com semente de papoula ou folhas de malva.

Uma dor de cabeça é aliviada colocando-se nas fontes (fronte ou testa) rodelas de batata crua.

Um desfalecimento ou desmaio, conhecido popularmente por chilique, recebe logo uma terapêutica popular: a vítima deve aspirar vinagre, ou, na falta deste, álcool puro.

Um engasgue é aliviado de imediato com umas batidinhas nas costas do engasgado, acompanhadas da competente oração.

Se uma espinha de peixe tranca na garganta, faz-se o sinistrado engolir farinha de mandioca ou miolo de pão.

Contra cortes que produzem hemorragias, costuma-se colocar no local pó de café.

Os “galos” produzidos por batidas são aliviados colocando-se, sobre o local, a face fria de uma faca.

O veneno produzido por ferrão de certos peixes como o pintado, é tratado com urina logo após o acidente.

As picadas de insetos, com uma pasta de fumo mascado sobre o ferimento.

O bicho-de-pé (tunga penetrens), exige sua extirpação, retirando-se o saquinho contendo os ovos. Aplica-se sobre o ferimento querosene ou creolina.

O cobreiro (cobrelo) só pode ser tratado por meio de benzedura.

As frieiras são tratadas com vinagre, querosene, creolina ou açúcar.

Uma diarréia não resiste a um tratamento a base de chá com folhas de pitangueira, goiabeira e casca de romã.

Já a prisão de ventre encontra no velho óleo de rícino (purgante) o seu remédio ideal.

Para curar uma borracheira (embriaguês) nada melhor do que um café preto, sem açúcar,com cinzas do fogão.

Para cólicas, bolsa de água quente sobre o local dolorido.

Obtém-se um ótimo vomitório, irritando a campainha (úvula) com uma pena de galinha.

O excesso de gases é combatido com bicarbonato de sódio.
 
 
 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

FESTIVAL DE BOBAGENS


Um projeto como este, aprovado pela Câmara Municipal de Novo Hamburgo, só denota o despreparo da grande maioria de nossos políticos legisladores.
 
Imagino que pensaram uma coisa e escreveram outra pois se tal proposição for sancionada quem tiver cavalo só poderá utiliza-lo como montaria em seu próprio pátio. Em vias públicas, está proibido. Em suma vão multar e prender quem andar de cavalo no município de Novo Hamburgo. É de dar risadas.

Enquanto isso a segurança, a educação, a saúde....

 
 
 

POR ESTA E OUTRAS...


..ACABO ME CURVANDO ÀS "DIRETRIZES DAS PILCHAS" DO MTG
 
 
 
 

INDUMENTÁRIA GAÚCHA - CHAPÉU


Gravura de Vasco Machado

Os portugueses trouxeram dois tipos de chapéu: o de feltro, de copa alta, e o de palha, comumente chamado de "abeiro". O chapéu de feltro era caro, usado normalmente por homens de posse. O de palha (de arroz, de trigo ou de milho) era do homem comum e da gurizada das estâncias. Militares, magistrados e pessoas importantes usavam até a primeira metade do século 19 o chapéu bicórnio estilo napoleônico, conforme descrição dos cronistas do passado e de pinturas de Jean-Baptiste Debret, substituído depois pelo chapéu tricórnio.

Após a guerra do Paraguai, a copa do chapéu de feltro vai se achatar e a aba do chapéu ficará mais larga, tomando as formas que o chapéu campeiro gauchesco ostenta até hoje, invariavelmente preso por um barbicacho que passava por baixo do queixo ou abaixo do lábio inferior. O barbicacho surgiu pela necessidade de fixar o chapéu á cabeça durante o ato de cavalgar, sobretudo nas galopadas. O chapéu do tropeiro sempre foi característico: para não juntar água em caso de chuva, a copa era e ainda é amassada em forma de pirâmide. O gaúcho da fronteira gosta de usar o chapéu de feltro com abas mais ou menos retas, como o chapéu português do campino ribatejano. Já o gaúcho serrano tradicionalmente usava o chapéu desabado na frente e atrás. Depois do advento do cinema e do caubói, o gaúcho serrano passou a levantar as abas do chapéu dos dois lados.

Mas o chapéu mais tipicamente gauchesco, o mais original, era o "chapéu pança de burro", cortado circularmente da barriga de um muar e amoldado, ainda fresco, na cabeça de um palanque. Com o uso, perdia o pêlo e tomava uma cor esbranquiçada, conforme aparece em quadros de Debret (abaixo).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

REPONTANDO DATAS / 22 DE FEVEREIRO



Num dia 22 de fevereiro, do ano de 1845 o comandante em chefe David Canabarro promove uma reunião do Conselho dos Generais farroupilhas em Ponche Verde, Dom Pedrito, para tratar do prosseguimento ou não da Guerra dos Farrapos. 

Também num dia 22 de fevereiro, do ano de 1904, nascia em Quarai o poeta Juca Ruivo. 

Em 22 de fevereiro, do ano de 1959, morria aquele que é considerado por muitos como o maior poeta gaúcho de todos os tempos, ou seja, Aureliano de Figueiredo Pinto.
 
No mesmo dia e mês mas no ano de 1983, também morria em Porto Alegre o poeta cruzaltense Pery de Castro, fundador e ex-presidente da Estância da Poesia Crioula.
 
 
 

RECOMEÇANDO AS LIDES


 
Ontem a noite, parte do rebanho do Grupo Tradicionalista Fraternidade Gaúcha que anda perdido pela capital nestes dias de mormaço, reuniu-se na aconchegante morada do Irmão, poeta, compositor uruguaianense Maxsoel Bastos de Freitas, em Canoas. Foi um breve recomeço das atividades deste grupo de amigos que comunga e integra o movimento terrunho da cultura gauchesca com a Arte Real. Neste ano em que não teremos a Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula o Piquete já estuda uma grande atividade envolvendo a maçonaria e os costumes do povo gaúcho. Trata-se do .... Não vamos estragar a surpresa.
 
Até lá, já esta agendada uma ida a Uruguaiana para uma Sessão Gaudéria a Campo, com muita música, poesia, ritualística e espiritualidade. Será no dia 28 de abril.  
 
Me orgulho em ser mais um desta irmandade pois rengueamos da mesma perna. 
 
 
  
 
   

FESTA CAMPEIRA DO RS - PROGRAMAÇÃO



 
 
 

CHASQUE

 
CTG Chimangos iniciará Invernada Xirú 
no estilo Paixão Côrtes 
No  dia 14/02/17 em reunião de planejamento de atividades no CTG Chimangos, sito rua Pitoresca, 611 no Bairro Partenon foi definido o início dos ensaios da nova invernada no dia 03/03/17 às 21horas.
O grupo de danças será criado com o objetivo de cultuar a tradição, preservar os costumes antigos e transmitir para as novas gerações dentro de um espírito de camaradagem, voluntariado em que todos participam, fazem novas amizades, respeitando as condições físicas de cada membro. 
A invernada ensaiará todas as sextas feiras das 21 h às 23 horas e inicialmente para o seu desenvolvimento está contando com a ajuda prestigiosa da Invernada Xirú - estilo Paixão do CTG Gildo de Freitas de Porto Alegre. 
Membros do grupo também participaram do curso de Danças- estilo Paixão Côrtes, que será  ministrado por José Moacir Gomes dos Santos e Rinaldo Souto de Olivera promovido no CTG Gildo de Freitas nos dias 01 e 03 de abril de 2017. 
Interessados em participar dessa invernada do CTG Chimangos entrar em contato com Guimarães pelo face, Messenger ou whatsapp- 99987.5880. 

 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

MAS COMO?


Muitos dos que defendem a teoria de que "arte não se avalia, não se compara, não se julga, não se dá nota" mandam seus trabalhos para festivais e ficam felizes quando passam na triagem e tristes (para não dizer outra coisa) quando isto não acontece. Mas como? "arte não se avalia, não se compara, não se julga, não se dá nota".  Que parem os festivais!
 
Buenas tarde e me desculpem se, mesmo de atravessado, continuo falando em cultura. É só para não falar deste mundo imundo e sem governo pelo qual estamos perpassando.
 
Vai em paz meu irmão Léo Schwalb, assassinado covardemente ontem a tarde. 
 
 
 

ACHO QUE EU TINHA RAZÃO


Acho que, por minha mania de formas perfeitas em relação a arte pois gosto dos quadros definidos, de monumentos que reflitam o mais próximo da realidade possível aquilo que deseja expressar, desde que visitei o memorial aos Irmãos Bertussi, em São Jorge da Mulada, quando comandamos, o Agnel Pacheco e eu, uma turma de mais de cem amigos que partiram de acavalo de São Francisco de Paula até a Criúva, na data de inauguração do citado monumento, uma coisa me incomodava.    
 
Passado o tempo, mas sem me entregar na minha teimosia, pensei ter descoberto o que era e até fiz uma postagem aqui no blog sobre o tema. Achei que podia ser o tamanho da gaita do Adelar ou o corpo muito magro e alto do mano de Honeyde Bertussi. Algo não estava batendo ao bombear a foto.
 
Pois ontem, data de aniversário do grande Honeyde Bertussi, ao postar este retrato recolhida pelo amigo e escritor Israel Lopes tive a certeza. O tamanho da gaita está desproporcional.
 
Vejam que na foto original o teclado vai até a altura do peito. No monumento em bronze, vai até o ombro, fazendo com que até o movimento do braço de Adelar Bertussi seja diferente.
 
E também penso que ele está magro e alto. Basta ver a altura do cano da bota.
 
Realmente, acho que eu tinha razão. O Monumento está desproporcional.  Vamos fazer um novo em São Francisco de Paula, rsrsrsrsrsr.......   


 
 
 
 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

REPONTANDO DATAS / 20 DE FEVEREIRO



 NASCE HONEYDE BERTUSSI
O CANCIONEIRO DAS COXILHAS
 
Pelo escritor são-borjense: Israel Lopes 
 

Hoje, dia 20 de fevereiro, Honeyde Bertussi, nascido em 1923, estaria completando 94 anos de idade. Há pouco, por ocasião do aniversário do grande artista, estive fazendo a minha humilde reverência ao esse PALADINO DA MÚSICA REGIONALISTA GAÚCHA. Naquela oportunidade, postei as capas dos livros: "HONEYDE BERTUSSI, O Cancioneiro das Coxilhas", de autori...a de Léo Ribeiro de Souza (1994) e "HONEYDE BERTUSSI - Música, Festas e Bailes", organizado por Guadalupe Teresinha Bertussi e Neura Cecília Todeschini (Educs/Edigal, 2014). Livros importantíssimos para melhor conhecermos a trajetória desse grande músico, compositor, cantor, pesquisador, historiador e folclorista. Pois, agora, para reverenciar o aniversário natalício de HONEYDE BERTUSSI, reproduzo a capa do livro "IRMÃOS BERTUSSI - História de uma Grande Dupla de Acordeonistas", de autoria de Charles Tonet e Tânia Tonet (Editora Belas Letras, 2012). Além disso, quero destacar mais dois grandes trabalhos sobre Honeyde Bertussi e consequentemente sobre a História dos Bertussi: "Os Gaiteiros de Criúva", da historiadora Lisana Bertussi, publicado na REVISTA GAÚCHA, de Caxias do Sul, na década de 1970. Também, "OS IRMÃOS BERTUSSI E A MÚSICA DE BAILE NO RIO GRANDE DO SUL", do professor Fernando Ávila (tese de Bacharel em Música Popular, UFRGS, 2015). Todos esses trabalhos são importantíssimos para conhecer a obra musical desse grande artista que foi HONEYDE BERTUSSI e OS BERTUSI, é claro. Então, como homenagem a HONEYDE BERTUSSI e ao seu irmão ADELAR BERTUSSI e a todos os BERTUSSI, eu reproduzo o que disse o grande folclorista João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes na contracapa desse livro, dos jornalistas Charles Tonet e Tânia Tonet, de Caxias do Sul:

"Os Bertussi, no início da década de 1950, começaram a surgir com gravações de 10 polegadas, produzindo os discos Coração Gaúcho I e II. E a partir daí começou, no cenário fonográfico e sonoro brasileiro, uma coisa inédita: a música com dois acordeonistas e cantando em duas vozes. Isso não existia no cenário brasileiro. Eles abriram um importante momento histórico nacional e, consequentemente, rio-grandense, até então restrito a Pedro Raymundo.

"Em razão de duas gaitas, um desenvolvia a mão direita, que era a melodia, e o outro, a esquerda, que era o acompanhamento. Então, eles surgiram da junção da sensibilidade musical e das heranças musicais transmitidas pelo pai, o velho Bertussi, que eu conheci e alegrou muito, antes dos filhos começarem a tocar os dois acordeões".
 
 
 

MORRE A PRIMEIRA TROVADORA


A trovadora, repentista e acordeonista Doralice Gomes da Rosa morreu neste sábado, em sua casa, quando se recuperava de um Acidente Vascular Cerebral. Nascida em 20 de janeiro de 1933, era natural de São Francisco de Paula, mas vivia em Porto Alegre há muitos anos.
 
Doralice começou a fazer improvisos em rimo de trova e logo se consagrou no estilo "mi maior de gavetão", a mais tradicional. Em 2009 recebeu da Assembleia Legislativa o prêmio Vitor Mateus Teixeira de Melhor Trovadora.
 
Foi reconhecida por Paixão Côrtes como a primeira mulher trovadora do Estado. Em 2007 o folclorista fez um documento registrando em cartório o pioneirismo de Doralice.
 
Em 1955, ela foi a primeira voz feminina do programa de rádio Grande Rodeio Coringa, comandado por Paixão e Darcy Fagundes. Era viúva do poeta Conrado da Rosa. 
 
 
 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

VELHOS TEMPOS DE CHARGISTA


Meu amigo Rogério Bastos, que é uma pessoa muito organizada, me manda alguns cartuns que fiz para o Jornal Eco da Tradição, isto lá por 2007 e me faz relembrar os tempos em que eu fazia charges. Também fiz desenhos similares, por longos anos, para o Jornal do Nativismo. Um dia vou reculutar estas brincadeiras (alô, alô, Paulo de Freitas Mendonça) e postar aqui. É uma forma de recordar com humor um tempo bueno que não volta mais. 

 Carnaval de 2007
 

 Época em que proliferou os pedágios no Estado
 
 
comício eleitoral...
 
 
Penso que o assunto era frutos do mar...
 
 
 
 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

DIFERENÇAS


Por: Leandro Araújo
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

COMEÇA HOJE A 33ª CAVALGADA DO MAR


Um dos acontecimentos mais importantes do calendário de eventos que resgatam e preservam o gauchismo no Rio Grande do Sul tem início em sua 33ª edição, hoje, em Dunas Altas. Falamos da Cavalgada do Mar (que entrou para o Livro dos Recordes pelo número de participantes), uma atividade para a s pessoas que amam esta trilogia de gente, animal, natureza. Por uma questão de justiça não podemos esconder as dezenas de manifestações de protestos de ambientalistas contra a cavalgada que eles consideram como "judiaria" nos animais e a quantidade de dejetos deixados pelas praias.

A bem da verdade tal "judiaria" é meio controversa pois o gaúcho sempre tratou seu animal com estima e cuidado e sabemos que a fiscalização tem aumentado, entretanto, em qualquer lugar sempre tem as exceções. Quanto aos dejetos, existe um serviço de limpeza que acompanha a cavalgada, embora isto não garanta que a urina, por exemplo, se entranhe nas areias.   

Dia 17 concentração em DUNAS ALTAS (Palmares do Sul)
 
18/02 Dunas Altas - Pinhal
19/02 Pinhal - Cidreira
20/02 Cidreira - Tramandaí
21/02 Tramandaí - Imbé...
22/02 Descanso e Rodeio em Imbé
23/02 Imbé - Capão da Canoa
24/02 Capão da Canoa - Arroio do Sal
25/02 Arroio do Sal - Torres (encerramento)


BREVE HISTÓRICO DA CAVALGADA DO MAR
 
 
A criação da Cavalgada do Mar ocorreu, em outubro de 1984, através da iniciativa de João José de Oliveira Machado (O Machadinho), advogado da Prefeitura de Palmares do Sul, João Carlos Wender, interventor municipal de Tramandaí, e Ney Cardoso Azevedo, prefeito de Palmares do Sul. 

A 1ª Cavalgada do Mar foi realizada em 14/02/1985 e tinha aproximadamente 60 participantes. Os idealizadores buscaram apoio dos demais municípios do Litoral Norte Gaúcho, principalmente com relação à alimentação dos cavalarianos. Num trajeto de 240 Km de Palmares do Sul até Torres, ficou combinado que os integrantes da cavalgada passariam por todas as prefeituras, grandes e pequenas. 

Cabe salientar que Machadinho comandou da 1° a 4° edição. A partir da 5ª edição assumiu o comando o tradicionalista Vilmar Romera, indo até a 30ª edição, em 2014. Com a morte de Vilmar Romera o desembargador Bráulio Marques, ativo participante, assumiu as rédeas do evento. Contudo, em outubro de 2016, o ex-parlamentar gaúcho também foi andejar em outros planos. Ainda não tivemos informações de quem estará no comando da jornada de 2017, que começa hoje em Dunas Altas.
 

 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

FOTO SINTOMÁTICA


Ontem, quando postamos aqui sobre o projeto do Vereador Moacir, de São Francisco de Paula, que aborda a instituição de um Memorial em homenagem aos filhos ilustres desta terra, Os Irmãos Bertussi e Os Mirins, grupos de baile ícones no Rio Grande do Sul, tivemos uma receptividade muito boa. Gostaria de ter uma pesquisa sobre a idade das pessoas que se manifestaram. Sabem por que? Porque a grande maioria dos jovens de hoje, geração internet, não está muito preocupada com o seu passado, com a sua origem, com as suas raízes. Quer viver o momento, abraçar o mundo através da tela de um celular.  
 
A rapaziada de agora não anda descalça pelo capinzal, não perde muito tempo para aprender com uma pessoa mais velha, não sabe de onde vem a comida que digere.
 
Por isso acho por demais importante que cada município tenha um local, um museu, um memorial contando sua história. Essa é nossa missão. O repasse de informações. Se eles vão querer saber ou não, é outro problema.   

 
Para ilustrar o que proseamos acima, postamos esta foto que denota o total desinteresse dos jovens visitando o Rijksmuseum um dos mais importantes museus do mundo. O quadro que eles ignoram em troca do celular é uma obra-prima pintada pelo holandês Rembrandt Van Rijn, intitulado Ronda Noturna. Está entre os quadros mais caros desta circunferência chamada terra.
 
Com certeza o descaso cultural que assola os dias de hoje não é privilégio de nossa velha e legendária Província de São Pedro. 
 
Falando nisto. Quantos de nós, rio-grandenses, já visitamos o MARGS (Museu de Artes do Rio Grande do Sul)?
 
 
 
 
 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

REPONTANDO DATAS / 15 FEVEREIRO


Num dia 15 de fevereiro, do ano de 1933, nascia em São Jorge da Mulada, São Francisco de Paula, aquele que é considerado um dos maiores acordeonistas do Estado, ou seja, Adelar Bertussi e que ao lado de seu irmão Honeyde Bertussi formou a primeira dupla de gaiteiros do Brasil sendo os precursores da chamada música de baile, ou fandangueira. Os Irmãos Bertussi marcaram uma época de ouro da musicalidade rio-grandense e servem de luz a centenas de músicos que carregam o mesmo estilo alegre, com letras simples mas de mensagens profundas. Adelar, hoje, divide seu tempo entre Curitiba e Caxias do Sul, sempre acompanhado de sua inseparável cordeona.    
 
Adelar Bertussi. Ao fundo a casa principal da Fazenda da Mulada
 
 
 
 
 
 

PARABÉNS, VEREADOR MOACIR!


Somos sabedores da ótima notícia de que meu amigo e irmão, médico conceituado, ex-prefeito e atual vereador do município de São Francisco de Paula, Moacir Castello Branco de Albuquerque (foto) apresentou projeto na Câmara Municipal com o intuito de criar o Memorial Os Irmãos Bertussi e Os Mirins, grupos de baile filhos desta terra e que propagaram o nome do município aos sete ventos.

Tal proposição foi aprovada por unanimidade no legislativo serrano (e aqui também vai um muito obrigado a todos os vereadores).

Há anos venho lutando, só com o cabo da faca, por algum reconhecimento a estes artistas, infelizmente não alcançamos nosso objetivo. 
 
O Memorial Os Irmãos Bertussi, hoje localizado na Fazenda da Mulada, em Criúva, Caxias do Sul, ponto turístico de intensa visitação, era para ter sido erigido em São Francisco de Paula. Por falta de verbas o citado monumento e todo acervo do histórico conjunto não ficou em sua querência nativa. 
 
Da mesma forma, tentamos homenagear os legendários Os Mirins com estátuas na rótula do bairro Rincão, de onde são crioulos, mas não obtivemos sucesso.
 
Agora, esta notícia alvissareira. Utilizar uma moradia desocupada em plena avenida Júlio de Castilhos para exposição das carreiras destes dois grandes conjuntos difusores da música galponeira que tornaram-se ícones em todo o Estado e mesmo fora dele. Quanto material. Quanta relíquia histórica a ser mostrada e contada. Isto é o reconhecimento de um povo a seus ídolos.
 
Turismo também se faz assim, ou seja, mostrando aos viajantes os valores culturais de cada lugar.
 
São Francisco de Paula é uma localidade de forte tradição. Pelo jeito de vestir, de falar e de cumprimentar de sua gente, já foi considerada pelo então Presidente do M.T.G. Onésimo Carneiro Duarte  como uma das cinco cidades mais gaúchas do Estado. É precursora da autêntica música de fandango, terra de laçadores, de grandes gaiteiros, só que estas potencialidades tem que ser exploradas e expostas ao grande público. 
 
Pelo que fomos informados o ilustre Prefeito Marcos Aguzzolli, pessoa sensível aos anseios de sua comunidade, vai sancionar e apoiar a proposição. No que precisar de nossa ajuda, estamos a disposição. 
 
Imaginem uma inauguração com farto material e a presença de Adelar Bertussi e Albino Manique, dois dos maiores acordeonistas de todos os tempos deste garrão de Brasil, além dos familiares de Honeyde Bertussi e Francisco Romeu de Castilhos?
 
Esperamos que o projeto se torne realidade o mais rápido possível e, mais uma vez, parabéns vereador Moacir.
 
 
   
 
 

    

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O QUE É UM AVATAR?


Pois aquela brincadeira (séria) sobre a minha ignorância de não saber o que é um avatar, postada no blog a partir de uma visita da Lili e o Rogério, lá em nosso rancho praieiro, deu o que falar.
 
Pude perceber que não era só que não sabia o que era um avatar. Outros, davam definições diversas. Por isso resolvemos fazer esta postagem esclarecedora.
 
Como disse meu amigo Sandro Pacheco, "somos eternos aprendizes".
 
Eu já sou mais da filosofia do Mano Lima, ou seja, "temo aprendendo, temo ensinando".  

NA RELIGIÃO HINDU

Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma das encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade. Muitos não-hindus, por extensão, usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.
 
"Avatara, ou a encarnação da Divindade, descende do reinado divino pela criação e manutenção da manifestação em um corpo material. E essa forma singular da Personalidade da Divindade que então se apresenta é chamada de encarnação ou Avatara. Tais Personalidades estão situadas no mundo espiritual, o reinado divino. Quando Eles transcendem para a criação material, Eles assumem então o nome Avatara." - Chantajar-charitatva 2.20.263 - 264.
 
Os dez avatares de Vishnu (em sentido horário, a partir do canto superior esquerdo): Matsya, Kurma, Varaha, Vamana, Krishna, Kalki, Buda, Parshurama, Rama e Narasimha, (no centro) Krishna.
 
Segundo Rogério Bastos, o desenho que fiz para uma eleição do MTG
é um "avatar gaudério" 
 


EM INFORMÁTICA

Em informática, avatar é um cibercorpo inteiramente digital, uma figura gráfica de complexidade variada que empresta sua vida simulada para o transporte identificatório de cibernautas para dentro dos mundos paralelos do ciberespaço.
 
O cibernauta pode incorporar uma ou mais dessas máscaras digitais para representá-lo em ambientes bi ou tridimensionais, encontrar outros avatares e comunicar-se com eles, além de teleportá-lo de sala a sala, controlar sua posição no quadro, fazê-lo dizer coisas e mesmo produzir efeitos de som e gestos animados pré-programados. Neste nível de imersão, o usuário produz uma multiplicação na sua identidade, uma hesitação entre presença e ausência, estar e não estar, ser e não ser, certeza e fingimento.
 
 
 

QUE VENTOS TE TRAZEM?


Se vens,
num flete negro-de-ciume,
repontando uma tropa magra de anseios
e uma tropilha de inveja, volte!...
...volte que eu não tenho pouso pra ti.

Se vens,
não apenas para matar a sede,
mas para secar a fonte de esperança
ou pra falar de outros que adiante seremos nós.
Volte! Volte que não tenho tempo pra te escutar!
Me desculpe a franqueza,
mas bateste na porta do rancho errado.

No entanto
se vens num cavalo de vento
mais leve e mais branco que a neve...
...de alma aberta e coração em brasa, entre.
Entre a casa é tua!
Já vou aquecer a água pro chimarrão.

Poema: Julio César Paim
Foto: Eduardo Amorim






segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

REPONTANDO DATAS - 13 FEVEREIRO


Num dia 13 de fevereiro, do ano de 1923, nascia em São Borja esta lenda viva do Rio Grande, Telmo de Lima Freitas, um dos artistas mais autênticos de nossa terra.

 
 
 

ESSA LINGUAGEM "CIBERNÉTICA"


NÃO É PRA UM TAURA DAS CONTENDAS
 
 
 
Os caros amigos e futuros compadres Liliane Pappen e Rogério Bastos, pessoas entendidas do riscado em se tratando de tradição e costumes do Sul nos deram o prazer de suas visitas, ontem, lá na praia.
 
Antes disto, há uns dois meses atrás, o Rogério me pediu que eu fizesse um "avatar" dele. Eu, que nasci ignorante e não mudei muito de lá pra cá, não sabia o que é avatar e, de vergonha, não quis perguntar.
 
Pois ontem o Rogério me cobrou seu pedido. Enrolei, enrolei... e como não havia feito e não tinha a mínima ideia do que seria acabei me entregando ao perguntar: - MAS O QUE É ESSE TAL DE AVATAR? Foi uma chacota só.
 
Avatar, meus amigos, é um desenho (ou talvez retrato) do rosto de uma pessoa num corpo que a gente bem entender. 
 
Mas por que não dizem charge, cartoon, reprodução, sei lá o que. Mas avatar.....
 
Realmente, ovelha não é pra mato. 
 
Mas, em seguidita, vai sair teu "avatar", amigo Rogério Bastos.
 
 
  
 
 

 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

ONDE ANDAM OS CONTADORES DE CAUSOS?


 
Tem certas pessoas que tem o dom de contar causos fazendo a gente visualizar e imaginar o que estaria se passando. O grande Paulinho Pires (foto) é um destes.

Quanto a mim, podem entregar-me a piada mais engraçada do mundo com a missão de fazer alguém gargalhar, que não consigo.

Há três ontontes encontrei com o Paulinho Pires, que nunca anda com pressa, e quase tive uma dor de barriga de tanto rir ao contar quando um conterrâneo meu, seu Juvenil Souza, pai do meu amigo Luiz Souza, fez um bonde lotado parar, na descida da Borges de Medeiros, em Porto Alegre, porque ele (Juvenil) tinha enxergado o Paulinho na parada.

Uma narrativa que seria singela torna-se uma epopeia contada pelo Paulinho Pires. Ele imita a freada do bonde, o motorneiro tentando fazer parar a condução, os passageiros brabos com aquela pessoa que tentava passar meio que a força e que todo aquele transtorno era somente para o seu Juvenil dar um abraço no Paulinho.

O grande serrotista e figura humana sem par neste mundo velho de Deus, Paulinho Pires, ainda arremata que o seu Juvenil teve o cuidado de deixar uma das pernas no estribo do bonde para que o motorneiro não seguisse adiante. - Segurou o bonde com um pé - diz o Paulinho.

Mas estou tocando neste assunto porque esta arte de contar causos está desaparecendo do Rio Grande. Sei que no ENART existe esta categoria mas penso que, assim como tem concursos de trovas, de poesias, de piadas, devíamos promover mais concursos de causos. Não é verdade meu amigo Paulinho Pires? 
 
 
 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

TRÊS OLHARES SOBRE A NOITE


 
Quando sucumbe o dia, calmo e sério
e o céu sangrado, aos poucos, escurece,
toda a paisagem que desaparece
vai se perdendo em sonhos e mistérios!

Dormem os homens: aldeões, gaudérios...
Cochila a estância e o povo permanece
de olhos fechados desde que anoitece
até que a Vésper ronde os hemisférios!

E enquanto a vida, súbita, adormece,
taperas, ermos, fundos, cemitérios
acordam lendas que o presente esquece...

É quando o espectro suplica a prece
e a treva exulta sobre o medo etéreo
que desintegra-se quando amanhece!

Fragmentos do poema Três Olhares Sobre a Noite, do poeta Rodrigo Bauer
Gravura La Ramada, de Jean Leon Palliere
 
 
 
 
 
 

ECO DO RIO GRANDE


Mais uma visita ilustre em nosso rancho. Sedenir Sauthier.
 
Muito me deixou contente este ôh de casa do amigo Sedenir Sauthier, que veio lá de Carlos Barbosa para me presentear com este que é o primeiro trabalho do grupo ECO DO RIO GRANDE, intitulado Sangue Gaúcho. O disco tem a direção do excelente Nelcy Vargas, o que, por si só, já avalia a qualidade do trabalho e traz a assinatura de compositores de renome no cenário discográfico gaúcho como Paullo Costa (que também faz a apresentação da obra), Érlon Péricles, Hilo Paim, Elson Lemos, Mario Nenê, Milton Canal, Robinson Pires, Hermes Lopes, Salvador Lamberty, Sedenir Sauthier e este peão que aqui escreve. 
 
O Grupo Eco do Rio Grande é novo, mas já sabe bem o que deseja no mercado cultural rio-grandense. Traçou um rumo e assim deverá seguir, retos como goela de socó. Na resenha de apresentação seus diretores expõe o que segue:
 
"O grupo ECO DO RIO GRANDE fundado em fevereiro de 2014, por Sedenir Sauthier e Milton Canal, da cidade de Carlos Barbosa, tem como princípios levar alegria, enaltecendo sempre valores de nosso aguerrido povo gaúcho, com muito respeito e carinho a quem aprecia uma música de fundamento, com autenticidade e compromisso com a nossa cultura gaúcha. Apresentamos nosso primeiro CD intitulado  SANGUE GAÚCHO, fruto de grandes parcerias musicais"  
 
Sucesso, rapaziada, pois vocês merecem.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
    

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

REPONTANDO DATAS / 10 DE FEVEREIRO



No dia 10 de fevereiro, do ano de 1756 aconteceu o Massacre do Caibaté, perto de São Gabriel. Os índios guaranys, que após a morte de Sepé estavam sob o comando de Nicolau Nhenguirú III, foram aniquilados pelo exército aliado (luso-brasileiro e espanhol) que estavam demarcando as terras gaúchas como mandava o Tratado de Madri. Foi o que muitos chamam de Guerra Guaranítica, mas que prefiro falar como Genocídio Guarany pois dois exércitos que, antes, peleavam entre si por limites de fronteiras no Sul do continente, resolveram unir-se, numerosos e fortemente armados, para aniquilar índios que atrapalhavam seus planos de conquistas e que lutaram bravamente com flechas e lanças na defesa de seus direitos.  Talvez tenha sido o fim de uma sociedade quase que perfeita com divisão de tarefas e igualdade entre todos. - Léo Ribeiro
 
 

Também num dia 10 de fevereiro, mas no ano de 1843 aconteceu a Dissolução da Constituinte Riograndense,  recém elaborada na então capital farroupilha Alegrete. A não aprovação e consequente dissolução foi motivada por dissenções entre Bento Gonçalves e seu primo Onofre Pires. Era o começo do fim do sonho de separação do Império. Além de outros motivos para a derrocada que ria a acontecer dois anos após, a disputa de poder já ocorria naqueles tempos. Onofre Pires acusou Bento Gonçalves de ladrão. Este, para lavar sua honra, desafiou seu primo para um duelo. Em tal disputa Onofre Pires foi atingido perto do ombro. Perdendo muito sangue, veio a falecer de gangrena três dias após. Em seguida, o General Bento Gonçalves retirou-se do conflito. - Léo Ribeiro 
 
 
 
 
 
   

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS


PATRIMÔNIO CULTURAL DA UNESCO
 
Segundo a jornalista Carolina Bahia, que contou nesta matéria com a colaboração de Silvana Pires, o Secretário de Articulação e Desenvolvimento Institucional do Ministério da Cultura, Adão Cândido, desembarca hoje em Porto Alegre com uma missão especial: trabalhar para que os CTGs ganhem o selo de Patrimônio Cultural da Unesco. O secretário, que é gaúcho de Porto Alegre, se reunirá com Nairo Callegaro, Presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, para dar inicio ao processo de candidatura ao Registro de Melhores Práticas de salvaguarda.  
 
 
 

NOS IDEAIS DAQUELES LENÇOS



Ontem, dia 08, tive a honra de receber em meu rancho povoeiro este grande amigo, irmão, poeta, declamador, compositor, cria ilustre de Uruguaiana agora morando pelas bandas de Canoas, meu afilhado na Estância da Poesia Crioula e parceiro de Piquete Fraternidade Gaúcha, Dr. Maxsoel Bastos de Freitas, o "Chamongo dos Bastos", que veio regalar-me, EM PRIMEIRA MÃO, com esta sua belíssima obra intitulada Nos Ideais Daqueles Lenços que, como ele mesmo realça, é um Rodeio de Versos e Poesias de Alma e Coração.

O livro traz o prefácio do poeta Vaine Darde e diversas manifestações de parceiros musicais e poéticos como Clodoy Gonçalves, Jaime Ribeiro, Ricardo Tubino, Claudionir Araújo Bastos e Duca Duarte. É uma edição da Martins Livreiro com 134 pág. que será lançado, oficialmente, na Feira do Livro de Porto Alegre. A capa é uma criação do próprio autor, que também é um bueno artista plástico.

Embora vivamos num tempo virtual, onde a internet irmana culturas, ainda tenho a "balda" da coisa posta no papel, pois é perene. O livro é eterno. O dito se esvai mas o escrito fica. Por isso valorizo por demais quando um parceiro, um amigo, em tão pouco tempo de atividade na escrita e no mundo festivaleiro realiza seu sonho.

Parabéns meu galo, e pela tua volúpia em cultivar o que de bom nossa cultura nos oferece, tenho a certeza que será o primeiro de tantos.