RETRATO DA SEMANA


Vamos escolher com muita consciência quem vai comandar nossa nação pelos próximos quatro anos. Estaremos todos no mesmo barco.
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

QUANTOS PILAS CUSTA UM GALPÃO?



O Acampamento Farroupilha anda a galope... Os esqueletos dos ranchos no Parque Temático Gaúcho (oiga-lê nome véio pomposo que fui inventar em contraponto ao “Favelão Gaudério”), já estão de pé, como mostra a chapa acima.

São em torno de 400 ranchos que abrigarão até o dia 20 de setembro entidades culturais, irmanando famílias apaixonadas por nossa cultura, num evento sem precedentes em se tratando de Tradição Gaúcha.

Mas qual é o custo desta estrutura toda?

Para erguer um galpão de porte médio, atendendo as normas e regras (não pode ser estrutura de lona, por exemplo), se a entidade não guardou material (costaneiras, coifas, telhado, etc..) de um ano para o outro, isto é, se tiver que montar um rancho novo, o preço andeja entre R$ 15 e $ 25 mil. 

É computado, aí, além do próprio madeiramento, santa-fé, aluguel de banheiros, transporte, construtor (para quem não ergue seu próprio galpão), peão caseiro e outras coisitas mais como bombeiro responsável, exigência a partir deste ano.

Como a maioria dos Centros de Tradições passa por uma penúria a gente se pergunta, como arrumar este dinheiro?

Muitos CTGs fazem uma “poupança” exclusiva para este objetivo. Outros, vão atrás de patrocínios que, mesmo pingadinhos, ajudam nas despesas. A maioria, abre um bolicho onde a venda de almoços amortizarão estes custos. Quando se trata de algum Departamento Tradicionalista de firmas grandes, estas arcam com os gastos.

Já um galpão mais sofisticado, o preço fica na casa dos R$ 50 mil, podendo chegar aos R$ 70 mil. Mas isto é para quem tem café no bule.

E tudo isto para ser desmanchado no dia 23 de setembro.

Mas o que importa é que, ao final, estão lá, lado a lado, centenas de galpões, uns mais simples, outros mais altaneiros, cada qual com o seu povo no objetivo comum de festejar a data maior de todos os gaúchos.  

Os galpões vão dos mais simples aos mais sofisticados





quinta-feira, 22 de setembro de 2011

MISSÕES CUMPRIDAS, COM LOUVOR!

MISSÃO CUMPRIDA - PARTE I

Foto: Emilio Pedroso
Terminada mais uma edição das comemorações farroupilhas, particularmente ouso dizer que foi uma das maiores e melhores dos últimos anos.

Não se tem notícias de faltas graves e pelo volume de pessoas envolvidas Rio Grande a fora, afirmamos que nós, gaúchos, do mais anônimo peão à mais ilustre autoridade, saímos de lombo liso. Com certeza, no decorrer das horas, alguma coisa negativa vai aparecer, mas nada que salte aos olhos já esbugalhados por fatos anteriores.

Por todo o Estado, na longitude de cada município rio-grandense, de alguma forma mais singela ou na pomposidade de quem tem mais recurso, nosso passado foi lembrado, homenageado e este legado foi repassado aos mais novos. É esta nossa missão.

A lo largo, por causa do blog, fiquei sabendo de muitas atividades comemorativas em diversas localidades pago a dentro. Uma mais bonita e mais autêntica que a outra.

Naquilo que pude participar mais diretamente posso testemunhar que:

a) O acendimento da Chama Crioula, na cidade de Taquara foi esplendoroso, da participação das Regiões Tradicionalistas a hospitalidade do povo taquarense. Contudo, recebi muitas queixas dos cavalarianos que tiveram que esperar, parados e montados, mais de duas horas até que terminasse todos os discursos alusivos, apresentações musicais e homenagens diversas. Foi de matar no cansaço.

De duas uma. Que passe a cavalaria a seu destino e depois se façam tais comemorações com o microfone a disposição de quem bem entender ou que estas comemorações comecem mais cedo. O que não pode é ginete e animal ficarem por mais de duas horas parados a bel prazer de quem está no palanque.

Para encerrar o tema, ainda tenho minhas dúvidas sobre este acendimento no dia 20 de agosto. Para mim o que vale é aquela repetição do gesto de Paixão Côrtes no dia 07 de setembro, na pira da Pátria. Mas tudo bem...

b) Em relação ao Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, o único que fui e poucas vezes, posso dizer que houve uma evolução muito grande na parte estrutural e organizacional. As oficinas de repasse de informações a piazada foi constante e este (repasse), na minha opinião, é um dos fundamentos mais importantes.

Os ranchos se aprimoram a cada edição e não se tem notícias de faltas graves e dissabores relevantes.

c) No tocante aos desfiles (temático e tradicional), já fiz referências neste mesmo blog, mas volto a dizer que ambos foram os melhores que já presenciei apesar do aguaceiro que derramou-se sobre nossa cidade.

Da escolha do Patrono Alcy de Vargas Cheuyche ao apagar do candeeiro crioulo, estão de parabéns a Comissão dos Festejos e todos que fizeram parte neste grandioso evento.

Algum senão com certeza aparecerá mas, como disse, não terá o poder de ofuscar a luminosidade da alma farroupilha.

MISSÃO CUMPRIDA – PARTE II

De minha parte, um grão de areia nesta duna chamada gauchismo, posso dizer que lavrei meu eito de roça na quarteada que visa alumbrar as tradições de meu pago.

Mesmo rengueando de uma perna, penso que foi o ano que mais lidei na missão de relatar sobre a influência da maçonaria na revolução farroupilha, bem como na de dizer uns versos em forma de poemas por estes templos da Arte Real.

Que me lembre, estive no dia 06 de setembro no Loja Jonathas Abbott, de São Francisco de Paula; dia 12 na Loja Fiat Lux nr 97, de Canoas; dia 13 na Loja Fraternidade Terceira, de Caxias do Sul; dia 15 na Loja Cidade de Gravataí, de Gravataí; dia 19 na Loja Coronel Tristão José de Fraga, de Viamão; hoje, dia 22, irei a Loja Cidade das Hortências nr 59, de Canela e dia 04 de outubro na Loja Amigos do Interior nr 73, de Curitiba, PR.

Que assim seja!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DESFILE FARROUPILHA RIO GRANDE A FORA

EM PORTO ALEGRE - foto: Darci Garate

EM CAXIAS DO SUL - foto: Marcos Damasceno

EM SANTA CRUZ DO SUL - foto: Luane Magalhães

EM JULIO DE CASTILHOS - foto: Caio Portela

EM GRAVATAÍ - foto: Daniela Heack

EM BAGÉ - foto: Radar Bagé

EM URUGUAIANA - foto: Dario Carvalho

EM TAQUARA - foto: Mateus Portal

EM SÃO LOURENÇO DO SUL - foto: Val Borck

EM SANTO ÂNGELO - foto: Juliana Gomes

EM SANTANA DO LIVRAMENTO - foto: Ligiane Lopes

EM SANTA ROSA - foto: Deise Froelich

EM SANTA MARIA - foto: Germano Rorato

EM PELOTAS - foto: Nauro Junior

EM PASSO FUNDO - foto: Fernanda Costa

EM NOVO HAMBURGO - foto: Miro de Souza

EM NOVA PETRÓPOLIS - foto: Marco Dieder

EM LAGEADO - foto: Thiago Stürmer

EM GRAMADO - foto: Janaina Casanova

EM ERECHIM - foto: Diana Rocha

EM ALEGRETE - foto: Vanessa Barcelos

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DESFILE TRADICIONAL

Terminou, há poucos minutos, o Desfile Tradicional, ou de cavalarianos, na Av. Edvaldo Pereira Paiva, em Porto Alegre. Concentrados nas dependências do estádio Beira Rio, os participantes desfilaram em direção ao Acampamento Farroupilha.

O desfile foi aberto pela Brigada Militar sendo composto por diversas entidades como o Lions Club, escoteiros, escolas, polícia civil e outros.

A cavalaria, propriamente dita, entrou em cena com o pedido do Presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Erival Bertolini (foto acima), ao Governador Tarso Genro, para que este autorizasse a passagem das entidades tradicionalistas.

Com poucos vácuos entre uma agremiação e outra, sem dúvida alguma este foi um dos maiores e mais bem organizado desfile tradicional, apesar da chuva que, insistentemente, derramou-se sobre Porto Alegre, espantando um público que poderia ser bem maior mas não fazendo com que a gauchada de fé, no lombo do cavalo, afrouxasse o garrão.

DESFILE TEMÁTICO

Na noite de ontem, dia 19, ficou comprovado o acerto em separar o Desfile Temático do Desfile Tradicional (de cavaleiros).

Com tempo, espaço, originalidade, criatividade e muita emoção, o Desfile Temático, em seu terceiro ano de atividade, mostrou a que veio. Nem a chuva forte espantou o grande público (bem maior do que o do Desfile Tradicional) ou arrefeceu os ânimos dos participantes que teatralmente compuseram os temas propostos.

O desfile foi aberto às 21h15min pelo domador Nito, de Viamão, montado num lindo corcel negro e fazendo o papel de "chasqueiro". - Cruzei campos, rios, fronteiras. Trago notícias da Província de São Pedro e conto histórias de nossas raízes - recitou, ele.

O trabalho de 60 profissionais, entre marceneiros, ferreiros e decoradores, que durou quase 50 dias, não foi prejudicado pelo mau tempo. Luzes abrilhantaram a avenida e os carros temáticos de aproximadamente 15 metros de comprimento bem como os três elementos cênicos contando passagens da história gaúcha que vai desde a permanência dos jesuítas em nosso território até a Revolução Federalista. O projeto que custou mais de R$ 900 mil juntou carnavalescos das mais variadas escolas, mas não aconteceu a temida descaracterização da tradição gaúcha, inclusive com os participantes sendo proibidos de acenar para o público para se concentrar na encenação e não se confundir com outras manifestações como o próprio carnaval.

A lamentar, a ausência do Governador Tarso Genro

sábado, 20 de agosto de 2011

ACENDIMENTO DA CHAMA (Em Primeira Mão)

Gauchada amiga! Ainda estamos aqui pela cidade de Taquara, aonde, daqui a pouquinho, começa o show do cantor Joca Martins, dentro das festividades do Acendimento da Chama Crioula e a Abertura Oficial das Comemorações Farroupilhas.

O que podemos avalisar é que tudo transcorreu dentro da mais perfeita organização. A equipe organizadora, capitaneada pelo prefeito municipal, fez tudo como manda o figurino para que milhares de pessoas, oriundas de todo o Estado, sentissem como se estivessem em seu próprio rancho.

Até o tempo, que previa chuva e frio, colaborou com um sol gostoso. Abaixo, uma série de fotos que tiramos para que vocês, leitores do blog, tivessem, em primeira mão, uma idéia superficial do que foi este grande festejo que me tapou de orgulhou, por ter nascido gaúcho.

O escritor Ubiratan, e o tradicionalista Marco Aurélio (Zoreia), que carregam nos ombros o gauchismo taquarense, recepcionaram este serrano.




Depois que cavalguei em um burro (Ademenciano), mesmo com meu joelho estourado, acho que vou dar uma folga para meu mouro velho. Que "cosa" buena, tchê!



Nairioli Callegaro, Coordenador da 1ª Região Tradicionalista, Alcy de Vargas Cheuiche, Patrono da Semana Farroupilha e este blogueiro.


Meu grande amigo Agnel Pacheco dos Reis, serrano e parceiro de tantas andanças, foi o escolhido, entre milhares de cavalarianos, para conduzir a bandeira do Brasil.


Calcula-se que, em torno de três mil cavalarianos das trinta regiões tradicionalistas, estiveram presentes para recolher uma centelha da Chama Crioula em Taquara, hoje a tarde.


Muitos estavam a rigor, como este Lanceiro Negro.


A turma de Tramandaí, trouxe até uma réplica do lanchão Seival.


O acendimento foi programado para a praça central de Taquara, aonde um grande palco foi armado.


Também foi inaugurado, na mesma praça, um memorial a Carta de Princípios, documento que norteia o MTG, concebida em um congresso, na mesma cidade de Taquara, há cinqüenta anos atrás. Vinícius Ribeiro, de São Luiz Gonzaga, na foto comigo, foi o escultor escolhido para a confecção do monumento.


Érlon Péricles cantou a música tema da Semana Farroupilha deste ano, obra sua e de Duca Duarte.


Joca Martins interpretou a canção que homenageia a Carta de Princípios, e que tem letra do poeta Rodrigo Bauer.


Uma bonita escultura representativa da Chama Crioula, ficou aguardando o acendimento.


Chegada dos cavalarianos com a Chama na praça central de Taquara.


Marco Aurélio (Zoreia), Alcy Cheuiche e o presidente do MTG Erival Bertolini conduzem a Chama.


Alcy Cheuiche, Rodi Borghetti (Diretor do IGTF) e Erival Bertolini preparam-se para o acendimento.


Momento exato em que foi acesa a Chama Crioula.


Chama esta que "alumiou" a praça e o coração de todos os gaúchos.


E mais uma vez estivemos presentes neste ato cívico de amor ao Rio Grande do Sul.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PREMIADOS NO DESFILE FARROUPILHA

Cândido Brasil, Presidente da Estância da Poesia Crioula e Patrão do CTG Chama Nativa, do Grupo Hospitalar Conceição. Quarto Lugar no Desfile Tradicional de 20 de setembro em Porto Alegre.

Aconteceu na noite deste 20 de outubro de 2010 no CTG Gildo de Freitas, em Porto Alegre, a premiação aos destaques do Acampamento e Desfile Farroupilha 2010.

No evento estavam presentes representantes das mais de 300 entidades tradicionalistas que participaram da Semana Farroupilha, além de autoridades, artistas e convidados.

PREMIADOS NO DESFILE TRADICIONAL

MELHOR PIQUETE

1º LUGAR - Piquete Cavalo Tostado - patrão, Abraão Cardoso Borges
2º LUGAR - Piquete Bate Casco - patrão, Ricardo Assenato
3º LUGAR - Piquete Querência Gaúcha - patrão, Vilson Paulo Alves de Alves
4º LUGAR - Piquete Chama Nativa do Grupo Hospitalar Conceição - patrão, Cândido Brasil
5º LUGAR - Piquete 38 - patrão, Heitor

Piquete Visitante - Piquete Rancho Manotaço - patrão, Sérgio Poeta

MELHOR INVERNADA

1º LUGAR - Invernada 03 - Religiosidade
CTG Laço da Querência
CTG Estância da Figueira
Responsável: Célio da Rosa

2º LUGAR- Invernada 05 - Jogos
CTG Lanceiros da Zona Sul
Responsável: Vagner Escobar

3º LUGAR - Invernada 02 - Lida Campeira
CTG Rancho da Saudade
CTG Vaqueanos da Tradição
Responsável: Ermerson Ribeiro

4º LUGAR - Invernada 04 - Festas
CTG Chaleira Preta
CTG Campo dos Bugres
Responsável: Willian Paiva Gomes

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

CADA ESTAMPA... MAS FOI CRIATIVO!

Enquanto o desfile de cavalarianos de Porto Alegre demorava uma eternidade entre uma invernada e outra (ao menos após o palanque oficial), este gaúcho distraía o público com seu cavalo-a-motor, num equilíbrio de dar inveja aos melhores domadores. Notem que foi colocado dois peleguinhos sobre os rodados, para melhor tipificar sua montaria.

Foto: LRS

RESCALDOS DO ACAMPAMENTO

É notória a evolução na construção dos galpões do ano passado para cá. Este, do flagrante acima, chamado de República Riograndense, do Piquete Aporreados do 38, é uma demonstração de criatividade e grandiosidade. Tem ranchos, como o da RBS, da Record, da Nestle, da GM e muitos outros, que, realmente, dá uma pena desmanchar. Quem sabe uma cidade temática permanente?

Enquanto alguns galpões de CTGs preocupam-se somente com o comércio de comidas, bebidas e bailões, de onde se originam as brigas e até mortes, sem nenhum comprometimento com os projetos culturais, outros levam um bonito arsenal de antigüidades para seus ranchos. São verdadeiros museus a céu aberto.

Como a procura por espaço para instalar-se é maior do que a demanda, uma solução encontrada, este ano, foi a de subir com seus ranchos. Penso que 20% das entidades tinham edificações com dois andares. Futuramente teremos arranha-céus de costaneiras. O problema é a construção sem o mínimo de segurança. Este ano, dois ranchos desabaram.

Com todos os problemas enfrentados (o do alagamento é crônico) penso que, no balanço geral, o acampamento foi bom. Há que se observar melhor, na hora da inscrição, quem realmente quer participar para engrandecer e perpetuar nossos costumes e apartar da manada aqueles que pensam que Semana Farroupilha é sinônimo de borracheira. O que realmente importa é repassarmos as gerações povoeiras um pouco da vida lá de fora, como na foto acima.

Fotos: LRS