"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro

RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

UMA JORNADA PAMPA ADENTRO



 
Textos: Marcelo Gonzatto
Fotos: Tadeu Vilani

Ofício que ajudou a moldar o Rio Grande do Sul, a povoar e unir esse vasto pedaço de chão ao resto do país, ainda vive. Fundadores de cidades, construtores de estradas, inspiração para versos, canções e pinturas, os tropeiros seguem riscando o mapa gaúcho na condução vagarosa dos rebanhos de gado. Não cruzam mais os campos em grande número, como até meados do século passado, quando fervilhavam no pampa a serviço de fazendeiros. Mas um punhado de herdeiros dessa lida resistiu à concorrência moderna de trens e caminhões, e preserva um meio de vida a céu aberto que faz parte da história e da cultura local.

Como carregar os animais sobre rodas é dispendioso em trechos de estrada de chão e difícil acesso, onde o frete chega a ser duas vezes mais caro do que no asfalto, os tropeiros do século 21 sobrevivem tocando levas de gado nos rincões mais remotos a um preço que chega a representar apenas um quarto do custo viário. Resistem ao tempo e às inovações tecnológicas também por serem os únicos capazes, muitas vezes, de vencer esses terrenos acidentados, lonjuras onde as BRs e as RSs não se aprochegam muitas delas, implantadas sobre traçados que os pioneiros das tropas ajudaram a sedimentar com a batida pachorrenta das patas de seus cavalos, mulas e bois.

- Essa atividade foi fundamental para o povoamento do Estado, já que os pousos de tropeiros deram origem a cidades como Passo Fundo. E rodovias como a BR-101 surgiram de antigas rotas de tropas que, por sua vez, seguiram trilhas indígenas - afirma o historiador Moacyr Flores, autor do livro Tropeirismo no Brasil.

Nos dias atuais, esses homens cumprem trajetos bem mais curtos do que quando percorriam a rota de Viamão ao antigo entreposto comercial de Sorocaba (SP). Viajam dentro de um mesmo município ou entre cidades próximas, mas se sujeitam às mesmas condições inóspitas do passado: acordam antes do sol surgir, dormem ao relento, mesmo sob frio e chuva, enrolados apenas no pelego e no pala em meio à imensidão escura do pampa. Algumas vezes, levam o gado até um ponto acessível para o embarque em caminhões. Em outras, cumprem todo o trajeto para levar os bichos de uma estância a outro pasto ou dono.

Embora sejam cada vez mais raras as tropeadas, em cidades como Santana do Livramento há dois ou três profissionais renomados que perpetuam a atividade. Chamados de capatazes, os comandantes das tropas são contratados pelos fazendeiros (ou "patrões") e recrutam os demais auxiliares da empreitada, chamados peões, sob compromisso de que nenhum bicho se perca pelo caminho. Isso exige um profundo conhecimento do terreno e do manejo com animais para evitar ameaças advindas da exaustão ou de rios capazes de arrastar um boi como se fosse um barquinho de papel.

Para mostrar como vivem e trabalham os tropeiros do terceiro milênio, ZH acompanhou uma viagem de mais de 80 quilômetros, realizada por um grupo de quatro gaúchos no interior de Livramento. De norte a sul da vasta área rural, ao longo de quatro dias, enfrentaram frio à noite e calor durante o dia, temporal dos brabos, rios cheios sem ponte para atravessá-los e o mesmo sol inclemente que iluminou seus antecessores.

Os números

São 4 tropeiros, 16 cavalos, 365 cabeças de gado e duas cachorras ovelheiras. Criador pagou R$ 2 mil pelo transporte dos bois. Por via rodoviária, serviço teria custado R$ 8,4 mil.
 
 
 

terça-feira, 13 de novembro de 2018

A CALIFÓRNIA VAI FICAR NAS RETINAS


Meu parceiro velho, grande músico e radialista Jaime Ribeiro, cria de Uruguaiana, expressa nesta postagem sua tristeza com a notícia  veiculada ontem de que a Califórnia da Canção nativa foi cancelada.    

Cidade de Lona

Jaime Ribeiro

É estamos de Luto irmãos de arte e cultura, prejuízo para quem guardou os temas para esta data, prejuízo para quem se ajustou para transmitir, prejuízo para quem preparou o coração e o clima de calor do nativismos de dezembro. Vamos ficar na lembrança dos velhos tempos na Pastoril, nos acampamentos, tertúlias e gente de todo o país. Chegaram a ter 62 mil pessoas passando pelos portões e todo mundo vivia o clima de descoberta de novas canções, de novos cantores, interpretes e instrumentistas. Califórnia teve, torneio de truco, pesca embarcada, bailes (serranos), desfiles pela cidade e cidade de lonas com Prefeitos e bairros espalhados por lá, gente de rádio e TV se pechando pelo parque, disputando uma matéria. Eram músicos lançando seus CDs (vinil) livros e palestras. Será que o nativismo esta amornando? O que falta meus irmãos para alguém levantar a bandeira do renascimento? Toda a cidade sabia o que acontecia no parque e todos tinha essa certeza de que era bom pra o município e agora? É PREJUÍZO SIM, Pois o tempo é a única coisa que nunca mais volta.
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

ATENÇÃO GAUCHADA


QUE GOSTA DE UM PROGRAMA COM CONTEÚDO
 
NESTA TERÇA TEM
 
 
 
 
 

CALIFÓRNIA NÃO SAI MAIS EM 2018




Buenas. Recebemos comunicado do amigo radialista Jaime Ribeiro de que, de acordo com a declaração do patrão do CTG Sinuelo do Pago, responsável pela Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, á rádio 96 FM em seu programa de notícias, o festival não acontecerá na data prevista, ou seja, início de dezembro, tudo em função do atraso na liberação pela LIC o que ocasionou a fuga dos patrocinadores. Só temos a lamentar porque, após alguns anos capengueando a Califórnia voltou com força total em 2017. Vale lembrar que este é o ícone, o pioneiro, o templo nobre de todos os festivais nativistas do Estado.

Vejam a declaração do Presidente da Califórnia no ícone abaixo.

https://www.facebook.com/96fmnoticias/videos/1748392948621190/


REPONTANDO DATAS / 12 DE NOVEMBRO


Num dia 12 de novembro, do ano de 1836, foi criada a
Bandeira da República do Piratini


 
Num dia 12 de novembro, do ano de 1836, foi oficializada a recém criada bandeira da República do Piratini. De acordo com alguns historiadores, a bandeira farroupilha foi desenhada em Buenos Aires, por Tito Lívio Zambeccari, republicano italiano que lutou no Rio Grande do Sul, ao lado de Bento Gonçalves. No livro História da República Rio-grandense do historiador Dante de Laytano, o autor diz que a  bandeira foi desenhada por João de Deus, um republicano paulista.

Muito se discute o significado da bandeira adotada, a opção da cada um vai de acordo de como se vê o movimento revolucionário, mas parece correta a interpretação que diz que eram as cores da bandeira Imperial separadas pelo vermelho da Guerra e da república, mostrando assim mais um cunho  federalista do que secessionista em si.

A bandeira era quadrada e não apresentava o brasão da República Rio-grandense, foi criada oficialmente por meio de decreto do dia 12 de novembro de 1836, assinado por Gomes Jardim e Domingos José de Almeida.

Com o fim da revolução farroupilha, ante o armistício assinado com as forças imperiais  a bandeira não caiu em esquecimento, há registro de seu uso numa brigada de voluntários gaúchos na Batalha de Tuiuti (24.05.1866)  na Guerra do Paraguai, que foi a maior batalha campal da América do Sul e em que os aliados foram vitoriosos.

Consta ainda, como símbolo da então Província de São Pedro do Rio Grande os galhardetes ditos de registro, que indicavam a província de origem dos navios mercantes brasileiros, tal informação consta do álbum da marinha francesa “Pavillons”, de 1858 (Album des pavillons, guidons et flammes de toutes les puissances maritimes). Esses galhardetes tinham a forma retangular, aproximadamente 1:16 e eram confeccionados de simples padrões geométricos representando bandeiras de sinal, lembrando muito as atuais flâmulas de Fim-de-Comissão que são hasteadas no tope do mastro principal navios.
 
 

Nota do blog: Vejam como é importante o trabalho de pesquisa quando da realização de algum filme ou documentário histórico. A imagem bem acima é da mini-série A Casa Das Sete Mulheres, da Rede Globo. Notem que a bandeira do grupo farrapo não condiz com nosso símbolo na época da revolução (imagem acima) que era quadrada.
 
 
 

PREMIAÇÃO DA 26a.TERTÚLIA NATIVISTA


Fonte: Carlinhos Lima

Etapa Geral

 Primeiro Lugar: Cantador
Gênero: Milonga ...
Letra: Adair de Freitas
Melodia: Adair de Freitas
Interpretação: Adair de Freitas


Segundo Lugar: Identidade
Gênero: Candombe
Letra: Marco Antônio Soares
Melodia: Cícero da Fontoura
Interpretação: Loma Pereira

Terceiro Lugar: Lentas e Lerdas Lembranças
Gênero: Milonga
Letra: Rodrigo Bauer
Melodia: Robledo Martins
Interpretação: Robledo Martins, Jean Kirchoff e Nilton Ferreira

Melhor Intérprete: Loma Pereira - Identidade

Melhor Instrumentista: Marcelinho Carvalho - Guitarra - Identidade

Melhor Letra: Cantador - Adair de Freitas

Melhor Melodia: Faças de Conta - Mario Tressoldi

Melhor Arranjo: Um Dia Eu Vou Voltar Pro Meu Lugar

Melhor Tema Sobre Santa Maria: De Um Tempo Saudade
Letra: Paulo Ricardo Costa
Melodia: Régis Reis/Dartagnan Portella
Interpretação: Dartagnan Portella

Melhor Tema Campeiro: A Luz do Meu Canto
Letra: Carlos Eduardo Nunes
Melodia: Carlos Eduardo Nunes
Interpretação: Daniel Cavalheiro e Juliano Moreno

Música Mais Popular: Cantador
Letra: Adair de Freitas
Melodia: Adair de Freitas
Interpretação: Adair de Freitas

Etapa Local:

Primeiro Lugar: Recorrendo Sonhos
Letra: Hilo Paim
Melodia: Luiz Carlos Ranoff
Interpretação: Fernando Saccol

Segundo Lugar: Companheira Madrugada
Letra: Ramires Monteiro
Melodia: Francisco Alves
Interpretação: Paola Mattos

Melhor Intérprete: Gustavo Isser – Das Veredas Que Trago

Melhor Instrumentista: Alexandre Scherer – Das Veredas Que Trago

Mais Popular: Benedito
Letra: Humberto Gabbi Zanatta
Melodia: Evandro Zamberlan
Interpretação: Angelo Franco e Vitor Caprioli

5ª Tertulinha

Categoria Juvenil:

Primeiro Lugar: Matheus Pimentel Nunes - Assim No Osso do Peito

Segundo Lugar: Luiza Barbosa Dias - Eu Tenho Inveja dos Mansos

Categoria Mirim:

Primeiro Lugar: Julia Antonini - Dos Abraços que Guardei

Segundo Lugar: Marina Duarte - Renascimento


 

domingo, 11 de novembro de 2018

UM DOS MAIORES POETAS DAS AMÉRICAS


JOSÉ HERNÁNDEZ



 
Uma matéria do amigo, cantor,  radialista e irmão  Jaime Ribeiro

sábado, 10 de novembro de 2018

PROGRAMA "DE CAMPO E ALMA"


exibe segundo episódio da Festa Nacional da Música
 

O De Campo e Alma do próximo domingo, 11 de novembro, exibe o segundo episódio da Festa Nacional da Música. Tatieli Bueno, Cristiano Quevedo, Berenice Azambuja, Thomas Machado, Paloma e Miquie e Délcio Tavares são algumas das atrações.
A Festa Nacional da Música é considerado o maior encontro da música brasileira, reunindo artistas de todos os estilos – autores, compositores, entidades representativas e imprensa especializada.
O programa vai ao ar todos os domingos, a partir das 8h, pela Record News, em nível nacional., com produção de Pierre Luz e comandado pelos apresentadores Fábio de Oliveira e Liliana Cardoso.
É o primeiro programa essencialmente gaúcho produzido para todo o Brasil e, além de música, também apresenta a gastronomia do Rio Grande do Sul e turismo.
SERVIÇO
O que: Programa De Campo e Alma
Quando: 11 de novembro de 2018
Onde: Rede Record News
Horário: 8h
Periodicidade: Semanal, aos domingos

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

PATINETI - DO LITORAL A FRONTEIRA




Desde o mês de agosto eu não participava do programa Do Litoral a Fronteira, comandado pelo meu amigo Jairo Reis. Nesta quarta-feira, a convite do Jairo, apareci na gravação do matutino dominical que vai ao ar a partir das 6 horas, na Band. Por lá estava o grande produtor musical Airton dos Anjos  - Patineti - que nos contou diversas e engraçadas histórias dos bastidores de diversos artistas que lançou.
 
Assim o Jairo Reis fez a chamada para o programa no facebook:  
 
Ele é hiperativo, fala pelos cotovelos, ostenta um “botton” em branco na camisa, pra dizer que não tem patrocínio e usa um relógio sem máquina nem ponteiro, para ter certeza de que, para ele, o tempo não passa. E não passa mesmo. No patamar de seus 77 anos, ele demonstra energia e vitalidade de um guri, agitado e esperto, sempre em busca de algo novo. Ele é Ayrton dos Anjos, o Patineti, o maior produtor musical do Rio Grande do Sul, que estará conosco na edição do próximo domingo, 11/11, do programa Do Litoral à Fronteira, a partir das 6h da manhã, na Rádio Bandeirantes AM640 e FM94,9. 

 Responsável pela descoberta e pelo lançamento dos principais artistas rio-grandenses, Patineti contará algumas das inúmeras experiências vividas nos seus quase 60 anos de atividades, todas registradas na sua biografia recentemente lançada em livro. Falará também sobre os preparativos pra a 6ª edição do Grande Encontro, fantástico espetáculo musical que reunirá mais de 70 artistas no palco do Auditório Araújo Viana, na noite de 20 de novembro.
 
 
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

AUGUSTE DE SAINT - HILAIRE NO RS


Resumo 23 - Viagem ao Rio Grande do Sul - Por: Jeandro Garcia
Fevereiro de 1821 - Auguste de Saint-Hilaire
 


 São Borja - construções - índios militares e músicos - dos jesuítas aos militares espanhóis

Avistam a igreja de São Borja, as primeiras casas são simples cabanas, esparsas. A aldeia encontra-se se muito degradada, enquanto na parte militar há diversos militares e sentinelas que fazem guarda na casa do comandante, que antes era uma residência de jesuítas, hoje com muitos canhões alinhados.

Saint Hilaire relata detalhes da grande igreja de São Borja e seus ornamentos. Também a rusticidade de algumas imagens sacras. O local é limpo, mas sem manutenção, logo cairá em ruínas. Fica surpreso como casas e construções deste porte foram feitas por um povo selvagem, orientado por religiosos.

Era preciso que os sacerdotes dominassem todas as técnicas e tivessem paciência de ensinar aos índios, também sendo obrigados a fazer todo planejamento já que os mesmos não tinham noção de futuro.

A noite a banda do regimento dos guaranis executou a marcha da corporação com gosto e precisão extremas, na missa as crianças entoavam cânticos com voz afinada e agradável. Os jesuítas se serviam da música para cativar os índios e suavizar seus costumes. Como os índios nunca ouviam os instrumentos fora das cerimônias religiosas, logo adotaram os instrumentos - que eram apaixonados - como parte essencial do culto Divino. Após a expulsão dos jesuítas continuaram o gosto pela música, o que talvez também os tenham tornado bons soldados.

Durante os primeiros 8 anos os espanhóis seguiram exatamente o plano traçado pelos padres da Companhia de Jesus, e o número de índios até aumentou. Mas para governar as missões foram enviados somente aqueles que almejavam fortuna através da exploração dos índios, os brancos se misturaram a estes que logo assimilaram vícios e doenças destruidoras, assim logo tudo entrou em decadência.

Quando os portugueses se tornaram senhores das sete aldeias pouco restava a fazer, os índios pouco guardavam os costumes de origem jesuíta e retornando a barbárie. Restam apenas 14mil almas, 10% do que haviam nas missões.

Pelo seu estado atual pouco possui conforto, tendo uma choupana mal construída, alguns farrapos, um pedaço de carne suspenso e sua cuia cheia de mate, será mais feliz que o mais rico e poderoso branco. Contudo esse mínimo conforto o prende a sociedade e tende a destruí-lo, pois para matar a sua fome é preciso que trabalhe, sendo oprimido.
 
 
 

ESQUENTA O CLIMA NA ELEIÇÃO DO MTG


* matéria do Informe Especial - Tulio Milman - pag 02 - ZH 

"Ditador arrogante" e "mentiroso". Parece eleição para presidente do Brasil, mas é a campanha do Movimento Tradicionalista Gaúcho.  O clima entre as duas chapas andam mais quente do que churrasqueira em dia de festa. A eleição é em janeiro e apoiadores de ambos os lados repetem a lógica que pautou a disputa nacional. A tensão transbordou para as redes sociais, com postagens acusatórias.
 
O atual presidente Nairo Callegaro, busca o quarto mandato. A segunda chapa é encabeçada por Elenir Winck, vice de Callegaro e primeira mulher a disputar a presidência da entidade. "Não sou oposição", faz questão de frisar.
 
O MTG engloba  cerca de 1,7 mil entidades no Brasil e no exterior e conta com um milhão de associados.
 
- É uma pena que isto esteja acontecendo - afirma Nairo, que ressalta o clima de respeito entre ele e a oponente.
 
O atual presidente concorda que "alguns" apoiadores se deixaram contaminar pelo clima de tensão que veio da eleição de outubro. - O movimento precisa evoluir neste aspecto - avalia.
 
Elenir também identifica a influência da campanha presidencial no ânimo dos apoiadores: - Não é salutar e ninguém ganha nada com isso, só o movimento perde. - Não me envolvo nesses excessos, me dedico a fazer o meu trabalho - completa.
 
 
 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

AOS OLHOS DE CADA UM


 
Um dos maiores eventos da cultura gaucha uruguaia na cidade de Taquarembó já é motivo de polêmica antes mesmo de sua abertura em março do ano que vem. Os debates tem origem no cartaz promocional da 33ª Fiesta de la Patria Gaucha onde uma mulher negra amamenta uma criança branca.
 
Particularmente achei a pintura linda e não vi razões para manifestações de discórdias. Não vi sinais de discriminação na pintura, como muitos que se manifestaram nas redes sociais.
 
Penso que, se olharmos o que nos cerca com os olhos da alma haveremos de levar esta vida com mais leveza mas....é apenas o que penso.  
 
 
 
 

terça-feira, 6 de novembro de 2018

UM BELO FILME


 
Fui assistir ontem a noite o filme escrito e dirigido por Tabajara Ruas intitulado A Cabeça de Gumercindo Saraiva, uma ficção baseada no general revolucionário, comandante das forças maragatas na Revolução Federalista de 1893.
 
Não sou crítico de cinema e, sendo assim, não vou rebuscar palavras para definir esta obra. O que posso dizer, dentro de meu senso crítico, é se gostei ou não. E afirmo, com segurança, de que gostei.
 
Eu venho do tempo em que a sétima arte gatinhava em nosso Estado. Vi de perto a produção (e até participei) de alguns filmes do Teixeirinha e do José Mendes. Com exceção de alguns longas como Um Certo Capitão Rodrigo, a coisa puxava mais para o pastelão. Houve uma evolução muito grande. A Cabeça de Gumercindo Saraiva tem uma fotografia muito bonita, fidedignidade com o figurino da época, bons atores (saudade do Leonardo Machado que morreu logo em seguida) e uma história interessante e bem filmada.
 
Mesmo sendo ficção onde a história real deve ser relevada, principalmente em questões geográficas, o filme nos dá uma noção do quão violento foi este embate que envolvia gaúchos contra gaúchos e onde quem caísse prisioneiro das forças inimigas recebia como prêmio o fio da adaga no pescoço. Para os leitores terem uma ideia, na chamada Guerra da Degola, em dois anos de duração mataram quase dez vezes mais que a Guerra dos Farrapos, que durou dez anos.
 
Eu sempre digo que escrever um livro, gravar um CD ou produzir filmes na época de hoje é coisa para abnegados. Tabajara Ruas é um destes.
 
Vamos assistir que vale a pena.
 
 
     
 
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

DIA NACIONAL DA CULTURA BRASILEIRA




Israel Lopes: escritor Sãoborjense 

Em homenagem ao grande RUI BARBOSA é comemorado o Dia Nacional da Cultura Brasileira. Escolhemos esse quadro onde estão representados alguns tipos regionais do Brasil. Estamos vivenciando esse ENCONTRO DE CULTURAS REGIONAIS entre o PAJADOR PEDRO ORTAÇA (do Rio Grande do Sul) e o REPENTISTA BULE BULE (da Bahia). É como dizia o escritor Afrânio Coutinho (da Academia Brasileira de Letras): "O regionalismo é uma colcha de retalhos que formam um todo nacional". Ou, como lutava o grande folclorista Mário de Andrade, por um BRASIL BRASILEIRO!

Cantor rio-grandense Pedro Ortaça e o repentista baiano Bule Bule
no encontro das culturas regionais, em São Borja.  
 
 
 
 

IMPARCIALIDADE TOTAL


 
SE nossa direção tivesse comprado peças de reposição; SE o Bressan metesse aquela mão noutro lugar; SE o Ewerton tivesse a mínima qualidade na hora da conclusão; SE o Grêmio não se achicasse em sua própria casa; SE a COMEBOL não fosse uma entidade patriarcal, desavergonhada e protecionista aos de língua castelhana, meu Tricolor dos Pampas estaria buscando seu QUARTO título da Libertadores. Mas como a vida não é feita de SEs, nesta decisão entre Boca e River vou manter minha tradicional imparcialidade.
 
 
 
 
 
         

domingo, 4 de novembro de 2018

REPONTANDO DATAS / 04 DE NOVEMBRO



Num dia 04 de novembro, do ano de 1934, nascia na cidade de Alegrete o folclorista Antônio Augusto Fagundes. Também num dia 04 de novembro, mas no ano de 1959 morria em Porto Alegre o legendário Flores da Cunha. 
 
 
Antônio Augusto Fagundes - foto: divulgação

Nico Fagundes nasceu em 4 de novembro de 1934, em Inhanduí, interior de Alegrete. Nico iniciou a carreira jornalística aos 16 anos, como cronista e repórter do jornal Gazeta de Alegrete. No mesmo período, começou a atuar na rádio local, apresentando programa humorístico e gauchesco. Foi secretário dos Cadernos do Extremo Sul, editando diversos poetas.

Em 1954, mudou-se para Porto Alegre, onde ingressou no 35 CTG, a convite do poeta Lauro Rodrigues. No mesmo ano, tornou-se redator do Jornal A Hora, no qual atuou durante muitos anos escrevendo a página Regionalismo e Tradição.

Em 1955, passou a fazer parte do Instituto de Tradições e Folclore da Divisão de Cultura do Estado. Durante oito anos, estudou folclorismo, especializando-se em Cultura Afro-gaúcha. Eleito Patrão do 35 CTG, tornou-se professor de danças folclóricas e literatura gauchesca no Instituto de Tradições e Folclore. Viajou para a Europa como sapateador do grupo Os Gaudérios, morando em Paris por quatro meses.

Iniciou pesquisas de indumentária gaúcha, tornando-se a maior autoridade sobre o assunto no Rio Grande do Sul. Contratado como ator pela TV Piratini, foi um dos fundadores do Conjunto de Folclore Internacional, mais tarde batizado de Os Gaúchos, do qual foi diretor durante 15 anos.

Em 1960, fundou, no Instituto de Tradições e Folclore, a Escola Gaúcha de Folclore, de nível superior, que funcionou durante seis anos. Atuou como titular nas cadeiras de danças folclóricas e indumentária gaúcha. Foi diretor da escola durante seis anos.

Formado em Direito, pós-graduado em História do Rio Grande do Sul e Mestre em Antropologia Social, todos os seus cursos foram realizados na Universidade Federal do RGS (UFRGS). Por todas essas suas qualificações, Antonio Augusto Fagundes é respeitado como autoridade em Folclore gaúcho, História do Rio Grande do Sul, Antropologia, Religiões afro-gaúchas, Indumentária gauchesca, Cozinha gauchesca e danças folclóricas.

Entretanto, a face menos conhecida deste intelectual é também sua face mais antiga, a de poeta. Ganhou prêmios e distinções importantes, como a Medalha do Pacificador, do Exército Brasileiro, a Comenda Osvaldo Vergara, da Ordem dos Advogados do Brasil, da qual é também advogado jubilado, e a Comenda do Mérito Oswaldo Aranha. Recebeu inúmeros prêmios em poesia, canções gauchescas, declamações, danças folclóricas e teses. É autor de mais de 100 músicas, entre as quais, "O Canto Alegretense".

Escreveu o roteiro do filme "Para Pedro". Atuou como ator, assistente de direção e consultor de costumes do filme "Ana Terra". Escreveu o roteiro, dirigiu e trabalhou como ator no filme "Negrinho do Pastoreio", com Grande Otelo. Atuou ainda como ator no filme "O Grande Rodeio", o qual também produziu e dirigiu.

Em 1976, ingressou na Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. Em 1990, fundou e assumiu o comando do grupo Cavaleiros da Paz, com o qual empreendeu cavalgadas por diversos países da América do Sul. Quatro anos depois, assumiu a presidência do IGTF.

Na RBS TV, Nico apresentou o Galpão Crioulo por três décadas, de 1982 a 2012. Sua despedida da televisão foi marcada por uma edição comemorativa do programa, gravada com grandes nomes da música regionalista em Venâncio Aires. No ar, Nico foi substituído pelo sobrinho Neto Fagundes e pela cantora Shana Müller.

Em 2000, teve um acidente vascular cerebral (AVC), e chegou a se afastar do Galpão Crioulo, mas se recuperou. Em 2001, juntou-se aos sobrinhos Neto e Ernesto e ao irmão Bagre Fagundes para formar o grupo Os Fagundes.
 
Morreu no dia 24 de junho de 2015.
 
 
 Flores da Cunha
 
José Antônio Flores da Cunha nasceu na estância São Miguel, uma das propriedades rurais de sua família, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul. Era filho de Evarista Flores e Miguel Luís da Cunha (1852 - 1918), e bisneto do Coronel José Antônio Martins. Casou-se em 1905 com Irene Guerra. Estudou em São Paulo; depois, no Rio de Janeiro, onde se bacharelou em Direito em 1902. Após formado, atuou como delegado no Rio de Janeiro e como advogado em Santana do Livramento e Uruguaiana, destacando-se pela eloqüência.

Em 1909, filiado ao Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), iniciou carreira política como deputado estadual. Iniciou seu primeiro mandato como deputado federal em 1912, eleito pelo Ceará. Em 1917, foi reeleito, desta vez pelo seu estado natal, renunciando ao mandato em 1920 para concorrer à prefeitura de Uruguaiana, sendo eleito com expressiva votação. Em 1923, destacou-se como chefe militar legalista na luta que conflagrou o Rio Grande do Sul, opondo os partidários do governador Borges de Medeiros aos oposicionistas liderados por Joaquim Francisco de Assis Brasil. Renovou seu mandato de deputado federal em 1924. Em 8 de outubro de 1925 prendeu Honório Lemes e garantiu sua integridade quando populares quiseram linchá-lo. Reeleito deputado federal em 1927, renunciou em 1928 para ser eleito senador.

Atuou ativamente na revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à chefia do país em novembro daquele ano. No dia 28 de novembro de 1930 foi nomeado interventor no Rio Grande do Sul. Ajudou a fundar o Partido Republicano Liberal (PRL), em novembro de 1932. Na Revolução Constitucionalista de 1932 permaneceu leal a Getúlio Vargas. Em abril de 1935 foi eleito governador do Rio Grande do Sul, exercendo o mandato até outubro de 1937. No mesmo ano da eleição, já como governador constitucional, começou a se afastar do presidente Vargas. Buscando ampliar sua influência política nacionalmente, envolveu-se em disputas sucessórias em outros estados, como Santa Catarina e Rio de Janeiro. Defensor do federalismo, atritou-se com os setores militares que, como o general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, defendiam a centralização do poder no governo federal. Em 1937, rompido com Getúlio Vargas, foi forçado a deixar o governo gaúcho. Exilou-se, então, no Uruguai e só voltou ao Brasil cinco anos depois, durante a Segunda Guerra Mundial, quando cumpriu pena de nove meses na Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Foi libertado por Vargas em 1943.

Em 1945, participou da fundação da UDN, legenda pela qual se elegeu deputado constituinte. Nas eleições para sucessão de Vargas, faz campanha para o Brigadeiro Eduardo Gomes. Reelegeu-se deputado federal em outubro de 1950 e em outubro de 1954, sempre na legenda udenista. Assumiu a presidência da Câmara dos Deputados no dia 8 de novembro de 1955, substituindo o deputado Carlos Luz, que fora empossado na chefia do Executivo Federal em virtude do afastamento de Café Filho por motivos de saúde. Coordenou as sessões que garantiram a posse de Juscelino Kubitschek. No mesmo ano, rompeu com a UDN e renunciou à presidência da Câmara.

Em 1958, aos 78 anos de idade, foi eleito pelo PTB, mas morreu antes do fim do mandato. Foi sepultado em Santana do Livramento.
 
 
 
 

5ª TERTÚLIA DA POESIA - RESULTADO



Priscila Colchete, no poema vencedor,
acompanhada pelos amadrinhadores Pablo e Rodrigo.
A 5ª Tertúlia da Poesia foi realizada com sucesso, na noite de sábado, 03 de novembro, na cidade de Santa Maria. 
 
Os destaques são os seguintes:

GERAL: 


Primeiro Lugar: A PAZ DAS PRAÇAS
Autor: Marcelo Dávila
Intérprete: Priscilla Colchete
Amadrinhadores: Pablo Cardoso/Rodrigo Filipini

Segundo Lugar: O ETERNO E O ETÉREO
Autor: Carlos Omar Villela Gomes
Intérprete: Romeu Weber
Amadrinhador: Rodrigo Cavalheiro

Terceiro Lugar: MUITO ALÉM DO BOJADOR
Autor: Moisés Menezes
Intérprete: João Batista de Oliveira
Amadrinhador: Henrique Arboitte Torrel de Bail
POESIA: 
 
Primeiro Lugar: A PAZ DAS PRAÇAS
Autor: Marcelo Dávila
Intérprete: Priscilla Colchete
Amadrinhadores: Pablo Cardoso/Rodrigo Filipini
 
Segundo Lugar: MUITO ALÉM DO BOJADOR
Autor: Moisés Menezes
Intérprete: João Batista de Oliveira
Amadrinhador: Henrique Arboitte Torrel de Bail
 
Terceiro Lugar:  O SEXTO SENTIDO
Autor: Rodrigo Bauer
Intérprete: Pedro Junior da Fontoura
Amadrinhadores: Texo Cabral/Lucas Ferrera/Duca Duarte  


INTÉRPRETE:
 
Primero Lugar:  ROMEU WEBER
Poema: O Eterno e o Etéreo
Autor: Carlos Omar Villela Gomes


Segundo Lugar:  PAULA STRINGHI
Poema: O Meu Terrunho
Autor: Érico Padilha


Terceiro Lugar:  JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA
Poema:  Muito Além do Bojador
Autor: Moisés Menezes
AMADRINHADOR:

Primeiro Lugar:   PABLO CARDOSO/RODRIGO FILIPINI
Poema:   A Paz das Praças

Segundo Lugar:  TEXO CABRAL/LUCAS FERRERA/DUCA DUARTE
Poema: O Sexto Sentido

Terceiro Lugar: RODRIGO CAVAHEIRO
Poema:  O Eterno e o Etéreo

3ª Tertúlia Piá
 
Mirim:Primeiro lugar:  JOÃO PEDRO SIMONATTO
Amadrinhador: João Batista de Oliveira
Poema: Passagem (Xavier Valter Fritsch)


Segundo Lugar: MARIA LUIZA GUIMARÃES
Amadrinhador: Kayke Mello
Poema: Alma de Poço (Antônio Augusto Ferreira)
 

Juvenil:
Primeiro Lugar:   LUIZA BARBOSA DIAS
Amadrinhador: Jorge Araújo
Poema: Travessia (Caine Teixeira Garcia)


Segundo Lugar: RODRIGO JUNIOR
Amadrinhador: Kayke Mello
Poema: Transcendência Atemporal Equina... (Guilherme Collares)
Fonte:  Djalma Pacheco / Blog Ronda dos Festivais


OS SANTOS MÁRTIRES BRASILEIROS

 
PARTE I
 
 
 
Por: Roger Jaekel / Site Portal das Missões
 
A maioria dos Brasileiros, e mesmo muitos Padres, ignora a existência de outros três Santos Canonizados, do Brasil. Desde 1988 o Brasil tem três Santos Jesuítas, martirizados em solo do Rio Grande do Sul, há muito tempo venerados como Santos Rio-Grandenses (Gaúchos!): 

Quando conhecemos a história destes homens, é impossível não se apaixonar por eles! Sua dedicação, sacrifício contínuo em meio a tantas dificuldades, falta de tudo, fome, frio, os índios carentes de evangelização e uma outra cultura e língua, perigos por todo lado, deixam suas casas e conforto para cumprir a sua missão e finalmente o martírio! 
 
Já eram mártires antes, pela vida de caridade e abnegação que levavam. Dedicaram-se totalmente a sua missão, fazendo pulsar, germinar e nascer de uma terra avermelha influencias, que até hoje norteiam um povo que se diz nação independente de cor ou credo. Sendo estes homens pedra fundamental e humilde de um sentimento conhecido como o Espírito Missioneiro comparado ao Espírito Olímpico, cantado em hino como “Exemplo a Toda a Terra”.

Exemplo de compreensão e caridade são contagiantes: Pe. João de Castilho, enquanto já era agredido brutalmente pelos seus algozes, dizia "Filhos meus, que é isso?"
Sabia muito bem o que estava acontecendo... Os índios não tinham como entender tudo o que vinha acontecendo.
 
São Roque González de Santa Cruz,
São Afonso Rodrigues e
São João de Castilho.

São Santos do Brasil, pois isso se baseia nos mesmos critérios que são usados para todos os santos na canonização, como o vaticano usou para Santa Paulina é brasileira, ou então Pe. Anchieta, Pe. Eustáquio, etc..., todos nascidos em outros países. 

Os Três Santos Mártires do Brasil aqui trabalharam e aqui morreram. Por graças e cultura são idolatrados também no Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile. Embora sejam Santos Missioneiros, de uma nação de várias bandeiras, são Santos “Brasucas”, que deixaram seu legado e histórico em nosso território, no garrão do Brasil. 

Sim! Então são considerados Santos Brasileiros.

Alguns pensam que esses três Santos são do Paraguai, porque o Papa João Paulo II canonizou-os em 1988, em Assunção, capital do Paraguai. Mas são santos que tiveram suas façanhas e martírio em território Brasileiro.
 
Esses nossos três Santos Jesuítas não foram apenas martirizados em solo Gaúcho, o que já seria um título de pertença ao Brasil, mas exerciam o seu apostolado aqui: são mais do Brasil, em certo sentido, que dos outros países da Região Missioneira, como Paraguai e Argentina. O povo Gaúcho sempre os chamou de "Mártires Rio-Grandenses". Embora possamos considerá-los também como Santos da Região Missioneira, incluindo nossos vizinhos, seria absurdo excluí-los do nosso país.
 
 
PARTE II
 


Os crimes que os bandeirantes fizeram em nome da tirania e riqueza do centro do país ainda têm reflexos até hoje, não dá pra entender os motivos. Santos Mártires do Brasil em Caaró formam os primeiros brasileiros canonizados pelo Papa João Paulo II em 1989, mais do que seu sacrifício, foram semeadores de um estilo de vida em comunhão que nunca se repetiu na história da humanidade, tirando o índio da era selvagem e o elevando ao primeiro mundo em cima de pilares como a Arte, Agropecuária, Alfabetização, Metalurgia e Musica e milhos de histórias ainda a ser descobertas... o pampa altivo, a Nação Missioneira hoje dividida em várias bandeiras fez tremer impérios que dominavam o mundo.

Nossos mártires fizeram mais que milagres, são o exemplo vivo ainda hoje de fé e humildade, qualidades que fizeram brotar uma raça que acredita no trabalho e faz seus maus feitores (descendentes de bandeirantes) terem suas propriedades, poder e status garantidos no centro do país. Na guerra os sulistas são os primeiros... bem mais isto é outra história. É difícil compreender que homens santos, que deram sua vida como exemplos de fé, foram estudados e pesquisados, tiveram que provar cientificamente seus milagres para serem canonizados e isso sem falar na fonte de água mineral considerada milagrosa, local de beleza natural impressionante e pouco se fala dos “Primeiros santos Brasileiros”. Quando noticiários nacionais publicam estratégias de turismo religioso para o centro norte e os mártires do pampa não tem sua história publicada...  

Santos já canonizados pela Igreja. Atualmente em número de trinta e seis:
São 
Roque González de Santa Cruz,
São 
Afonso Rodrigues 
São 
João de Castilho. (mártires do Rio Grande do Sul)
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (nascida na Itália)
Santo Antônio de Sant'Ana Galvão (nascido no Brasil)
São José de Anchieta, SJ (nascido na Espanha)  

Serão proclamados 15/10/2017 Santos André de Soreval, Ambrósio Francisco Ferro e 28 companheiros ( estre estes, Mártires de Cunhaú e Uruaçu), santos mártires do Brasil!

Eles se recusaram a ser convertidos à força ao calvinismo e foram barbaramente assassinados pelos invasores holandeses no Nordeste do país.