"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro


RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Típico gaúcho com pilcha e cavalo com encilha serranas - Provavelmente da região de Criúva -

domingo, 5 de dezembro de 2021

UMA ÓTIMA NOTÍCIA

 

Léo Ribeiro, Daltro Bertussi e Paulinho Siqueira.


Ontem, dia 04, estive proseando com o acordeonista Daltro Bertussi, filho do saudoso Honeyde Bertussi. Na oportunidade Daltro, que tocou com seu pai durante 6 anos (depois assumiu seu posto o gaiteiro Paulinho Siqueira), me externou que estão preparando algumas festividades para 2023 por ocasião do centenário de nascimento daquele que foi, para mim, o ícone dos artistas regionais e que teve enorme influência nos meus rumos para a cultura gaúcha. 

Dentre as programações que já começam seus esboços a partir de agora está a provável reedição do livro que fiz em homenagem ao meu conterrâneo e que tem por título Honeyde Bertussi, o Cancioneiro das Coxilhas. É uma obra toda em versos, com 306 sextilhas, retratando a sua vida artística. Lembro que comecei este trabalho ficando uns dias na casa do Honeyde em Caxias. Depois, ele datilografava suas histórias e me enviava pelo correio quando eu as transformava em versos. O livro, há muito, encontra-se esgotado.

Por ocasião do lançamento, no salão da AABB em São Francisco de Paula, há mais de 35 anos, ocorreu um fato interessante: Sem qualquer patrocínio, resolvi bancar a obra solito. Recém casado, com poucos pilas sobrando, minha esposa e eu fomos para a ponta do lápis e vimos que daria para convidar e servir uns salgadinhos com refrigerante para umas 30 pessoas. Fiz uma lista dos amigos mais chegados do Honeyde. Dentre estes o Seu Célio Santos da Fontoura. Ocorre que o Célio era radialista da Rádio Igreja, ou seja, um microfone e quatro alto-falantes instalados na torre da Igreja. "Rádia", esta, sempre pronta para noticiar fatos do município, principalmente mortes. 

Seu Célio, mal eu tinha lhe feito o convite para, no próximo sábado, participar do lançamento do livro, correu para a igreja e anunciou o quanto a goela dos alto-falantes permitia sobre a "grande festança" com a presença do Honeyde Bertussi. 

Resumo da história: centenas de pessoas, gente saindo pelo ladrão. Até cavalgada chegando dos quatro horizontes aconteceu. 

Baita festa, e os salgadinhos acabaram em 10 minutos. 


Vamos trabalhar numa edição remodelada para festejar o
Centenário de Nascimento de Honeyde Bertussi em 2023 



um recuerdo do dia do lançamento do livro






                  


sábado, 4 de dezembro de 2021

REPONTANDO DATAS / 04 DE DEZEMBRO

 

MORREM GILDO DE FREITAS E TEIXEIRINHA


Esta data é regida por lei estadual como o Dia do Artista Regionalista Gaúcho e do Poeta Repentista Gaúcho, em virtude de ser o aniversário de falecimento de Gildo de Freitas (1982) e Vitor Mateus Teixeira - Teixeirinha (1985) . A lei 8814 de 10 de janeiro de 1989, de autoria do então deputado Joaquim Moncks, é uma homenagem aos dois referenciais da cultura popular do Estado e aos atuais artistas regionalistas e repentistas do Rio Grande do Sul.


SOMOS RESPONSÁVEIS

 

POR AQUILO QUE CATIVAMOS 

(Pequeno Príncipe)




Esta é uma postagem de agradecimento aos leitores de nosso blog pois estamos chegando a 5 mil visualizações diárias. Para um veículo de comunicação digital que não tem equipe ou experiência jornalística e visa um público alvo específico, isto é algo extraordinário.  

Mas nem sempre foi assim e quando tínhamos 100, 200, 300 pessoas por dia lendo as nossas matérias a responsabilidade e o desejo de produzir cultura era o mesmo.

Quem planta colhe.

Muito obrigado a todos pelo carinho e atenção.  


 


VASSOURA DE GUANXUMA


Vassoura de Guanxuma / Imagem: Sonia Fraga


A guanxuma é uma planta rústica, de ciclo anual, que atinge entre 40 e 80 cm, adapta-se a qualquer tipo de solo, sendo pouco exigente em relação à irrigação. Produz flores amarelas e propaga-se por suas sementes. Os agricultores a consideram um inço, pois ela é de rápido crescimento sendo considerada uma erva daninha pois não serve de alimento ao gado por não ter um sabor agradável.

É  conhecida por vários nomes tais como Vassoura, Chá-da-índia, Guanxuma-branca, Guaxima, Vassoura-de-relógio, Vassoura-do-campo e Vassourinha.

A planta é usada, em forma de chá, em varias regiões, para alívio de tosses, febre, enxaqueca, gripe, cistite, transtornos menstruais, dores reumáticas, relaxamento, dores de cabeça e dentes além de possuir  outras propriedades medicinais, tais como fortificante, diurética, antidiarreica, antisséptica, antibiótica, tônica e anti-inflamatória. As folhas e raízes maceradas são usadas em doenças respiratórias como a asma, bronquite, dispneia e pneumonia. As flores são aplicadas em picadas de vespa ou comidas para aliviar as dores do parto, em algumas regiões.

Também é utilizada para lavar o cabelo e o couro cabeludo para torná-los mais resistentes. Sua madeira é rija e tenaz, servindo como matéria prima para a fabricação de palitos.

É muito procurada pelos míticos para ornamentação de jardins e canteiros pois acredita-se nos seus poderes milagrosos juntamente com a espada-de-são-jorge.

Tem grande serventia na preparação de cordas, fibras e variados artesanatos em várias partes do mundo, principalmente na Índia, onde é chamada de bala.

Aqui pela Sul do continente a guanxuma, além das propriedades já citadas, tem outras utilidades tais como limpar pátios e galpões. Se colhe um chumaço de guanxuma, amarra-se fortemente com arame ou couro a um cabo de madeira e está pronta para bailar nas mãos da peonada ao varrer o chão batido dos ranchos crioulos do Rio Grande.  

Além disso, serviu como tema para o imortal Jayme Caetano Braun rabiscar uma letra pura, autêntica, como poucos sabem fazer. Tal versos foram musicados pelo grande cantor Luiz Marenco.   


    




 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

SEMINÁRIO POÉTICO-MUSICAL

 

DE PASSO FUNDO

A Mostra de Poemas é um evento inserido na programação do Seminário Poético-musical de Passo Fundo a se realizar em dezembro deste ano.




Alguns tópicos do Regulamento:


DA PARTICIPAÇÃO:  O Festival terá caráter de concorrência exclusivamente para a seleção dos dez poemas que vão participar da mostra, depois de selecionados deverão ser apresentados em vídeo sem concorrer a nenhuma premiação.

Os poemas deverão ser inéditos. Entende-se por inédito o poema que não tenha sido gravado em CD ou DVD, nem impresso em livros, tampouco tenha participado como finalista de outro festival do gênero ou sido veiculado na internet.

DA TEMÁTICA: A temática é livre, desde que possua características estéticas e culturais do Rio Grande do Sul.

DA INSCRIÇÃO: Cada autor poderá inscrever até dois poemas com no máximo cinco minutos cada, considerando todo o tempo de execução na gravação em vídeo.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo E-mail: projetodecultura@bol.com.br com o envio do poema e os respectivos dados de inscrição: Nome do poema: Nome do autor:

DOS PRAZOS: O prazo limite para o envio dos poemas será o dia 08 de dezembro de 2021, às 23h59min.

Os poetas, cujos poemas forem classificados, deverão enviar os vídeos de seus trabalhos com qualidade áudio e imagem até às 23h59min do dia 19de dezembro de 2021, sob pena de desclassificação do evento.

DA CLASSIFICAÇÃO: Serão classificados 10 (dez)poemas para a mostra em vídeo sendo um de cada autor devendo, o classificado, se responsabilizar pela gravação de sua obra com o elenco definitivo, a remessa da gravação aos organizadores dentro do prazo estipulado neste regulamento.

DA GRAVAÇÃO: A gravação do poema deverá ser realizada com acompanhamento musical, com uma única câmera e numa única cena, em local fechado, com boa qualidade de iluminação e de áudio.

DAPREMIAÇÃO: Cada autor classificado receberá, perante Nota Fiscal, a título de premiação de classificação o valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) para custear as suas despesas, inclusive a gravação. Os valores serão pagos aos autores das obras classificadas, via transferência bancária, após os organizadores receberem o audiovisual de seu poema, autorização de imagem assinada e a Nota Fiscal do referido valor.

DA APRESENTAÇÃO:  Os autores serão responsáveis pelas apresentações das suas obras em áudio e vídeo e seu encaminhamento ao Seminário Poético-musical de Passo Fundo, não podendo repetir declamador, nem músico que participe de outra atuação na mostra de poemas.

A Comissão Avaliadora será composta por três pessoas de reconhecida competência e idoneidade.

ALCINDO NECKEL

PRESIDENTE DA COMISSÃO ORGANIZADORA DO SEMINÁRIO POÉTICO-MUSICAL DE PASSO FUNDO.

54 981 100 855  


URUTAU - AVE DO CANTO TRISTE


Que estamos cruzando tempos difíceis não precisa eu dizer. É só nos inteirarmos do que acontece em nossa volta, no mundo todo. A pandemia não arrefeceu os ânimos. Ao contrário, as pessoas parecem mais raivosas, donas de si, sem humildade. Pior que isto, continuamos a perder amigos e conhecidos a todo o momento. Anteontem foi mais um parceiro, o Tiaraju. Rapaz novo, tatuador, cantor de banda de rock, guri gente fina e querido por todos da minha terra.  

Essas coisas todas me fazem lembrar da Lenda do Urutau. 

Os antigos diziam que o urutau aparece na hora em que a lua nasce e seu canto triste se assemelha a “foi, foi, foi...”. Também comentavam que o pássaro seria uma mulher que perdera seu amor. Por isto, ele teria o nome de pássaro-fantasma. Mas o pior das relações com o canto desta ave é que este seria um presságio ou aviso de morte de algum familiar.

Não tenho ouvido urutaus mas, se as lendas corresponderem a realidade, eles devem estar com a garganta judiada de tanto cantar. Que coisa. 


O urutau (Nyctibius griseus), pássaro que em tupi-guarani significa ave-fantasma, durante o dia permanece totalmente imóvel sobre um tronco, um galho ou um mourão de cerca. À noite, faz ecoar um canto melancólico, parecido com um lamento humano.

O urutau vive em bordas de florestas, campos com árvores e cerrados e é encontrado nas regiões mais quentes desde a Costa Rica até o Uruguai. Não constroem ninhos. Põem um único ovo num oco de galho de árvore e este ovo é chocado pelo macho. O tempo de incubação dura, aproximadamente, 33 dias. O filhote permanece mais 51 dias no ninho, um dos períodos de desenvolvimento mais longos para as aves no continente americano.

O pássaro adulto possui cerca de 37 centímetros de comprimento e 160 gramas de peso. Muitas vezes é confundido com uma coruja porque possui olhos grandes e desproporcionais ao tamanho da cabeça larga e achatada. À noite, quando iluminados por uma lanterna, os olhos refletem uma luz avermelhada, visível a grande distância. Os olhos enormes são de grande utilidade para a sua vida noturna porque favorecem a entrada da luz no cristalino permitindo uma visão noturna privilegiada. Mas isto não é tudo. As pálpebras superiores do urutau possuem fendas que permitem que "veja mesmo com os olhos fechados". É por esse "olho mágico" que ele consegue enxergar em todas as direções sem precisar mexer muito a cabeça. Esta fenda também controla o movimento que ele faz quando algum predador se aproxima. Lentamente, ele estica o corpo e levanta a cabeça até a cauda tocar o tronco. Sem abrir os olhos, a camuflagem se torna tão perfeita que o inimigo não consegue percebê-lo. Com isso, confunde-se com uma ponta de galho seco ou o prolongamento de uma estaca, uma camuflagem chamada "mimetismo de galho".

A boca do urutau é enorme, parecida com a de um sapo cururu. Essa aparência assustadora é usada como arma para afastar a maioria dos predadores e, é lógico, para facilitar a ingestão das suas refeições de insetos.

O urutau só dorme quando se sente totalmente seguro. Sai à noite para se alimentar de insetos noturnos, em especial de grandes mariposas, cupins e besouros. Ele caça em vôo, nunca pousa no chão, preferindo voar alto de uma árvore para outra.

Outra lenda sobre o pássaro, esta vinda da Amazônia. Acredita-se que as penas da cauda do urutau protegem a castidade. Por isso, a mãe varre debaixo das redes das meninas com uma vassoura feita com estas penas. Outra lenda garante que aquele que escrever uma carta para a pessoa amada com uma pena de urutau terá o amor correspondido.


"ninho" do urutau





quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

FILOSOFIAS GAUDÉRIAS (em trovas literárias)

 

- Ninguém gava o Zeca gava!

Disse meu pai, certa vez,

para mim que me elogiava

sem a menor timidez.


- Léo Ribeiro - 



NÃO É QUERER ME EXIBIR

 

MAS ESTE MEU RIO GRANDE É LINDO


Canyon Itaimbézinho

Foto: Renato Machado


NOTÍCIAS VINDAS DE VACARIA

 

Os 13 laçadores que acertaram 119 armadas cada um 
dividindo um prêmio de 500 mil 
Foto: Blog Falando de Laço 


Se foi a época de laçar por um troféu como acontecia nos áureos e românticos tempos em que se atirava uma armada por puro prazer. O amadorismo e a própria cultura cederam lugar ao esporte e ao profissionalismo. Hoje em dia, os "caça-prêmios" são laçadores patrocinados que andejam de rodeio em rodeio na busca das melhores premiações.

Apenas como exemplo, no fim de semana retrasado no Rodeio de Rolante, no Vale do Paranhana, a inscrição individual chegou ao absurdo valor de 10 mil reais. Mesmo assim 189 concorrentes se inscreveram totalizando um prêmio de 500 mil. Tal competição adentrou na madrugada de segunda-feira quando, após 12 horas seguidas e tendo acertado 119 armadas cada um, 13 laçadores resolveram parar e dividir o prêmio resultando num total de 38 mil a cada competidor.

Tocamos neste assunto por que, segundo informações vindas das Vacarias dos Pinhais, mesmo após a suspensão do Rodeio Internacional em função da pandemia, um evento em proporções menores vai acontecer de 04a 06 de fevereiro de 2022. Será um rodeio nacional. A grande mudança é que tal acontecimento será nos moldes de antigamente, ou seja, duplas com inscrições limitadas, piquete de 10 homens, e sem esta história de "laço comprido". É um resgate que o Porteira do Rio Grande pretende implantar para um retorno as origens.  

Vamos aguardar para ver, e aplaudir.      


quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

QUEM ERAM AS CARPIDEIRAS


Carpideiras

Há três ontontes falamos aqui sobre as benzedeiras e fiz uma breve referência sobre as carpideiras. Pois alguns de nossos leitores fizeram contato solicitando que falássemos um pouco mais sobre o tema.

Nos meus tempos de moço, os velórios eram realizados nas próprias casas dos finados. Se a sala fosse pequena, como os ranchos eram de madeira, se retirava alguma parede para dar mais espaço.

Diante do corpo inerte, entre um terço cantado e outro  (as mulheres cantavam as contas do rosário), era servido roscas de milho, bolinhos fritos, torresmo e, na madrugada, um brodo quente (caldo de galinha). Disfarçadamente a gauchada repassava uma boteja de canha, para aguentar o tirão da noite fria.

Nestes encontros não faltava assunto. Se falava de lavouras, se atava algum câmbio ou  mesmo alguma carreira, se tratava de serenatas, se iniciava algum namoro... Tudo com muito repeito!

Hoje em dia os velórios são feitos em capelas e aqui pela capital tem que abrir o olho. Não se fica mais a noite inteira guardando o finado por causa dos assaltos. Mas lá pelo interior os tiriricas, os mãos-peladas, os graxains, os sorros-mansos, ainda não deram as caras pois sabem que o pau-de-fogo esquenta o cano...

Nunca vi, lá pela região da serra, as famosas "carpideiras".

Carpideira é uma profissional feminina cuja função consiste em chorar para um defunto alheio. Os homens eram considerados impróprios para isso porque deveriam ser fortes e líderes da família, não dispostos a mostrar qualquer tipo de emoção crua como a tristeza.

É feito um acordo monetário entre a carpideira e os familiares do defunto, a carpideira chorava e mostrava seus prantos sem nenhum sentimento, grau de parentesco ou amizade.

A profissão existe há mais de 2 mil anos. Mencionada na Bíblia e em outros textos religiosos, a ocupação é amplamente invocada e explorada na literatura, desde os épicos ugaríticos do início dos séculos AC à poesia moderna. Há também menções às carpideiras em documentações iconográficas e documental da Antiguidade e, em alguns países do mundo, diferentes culturas continuam praticando usos semelhantes.

Seu uso sempre foi variável no ritual fúnebre, desde a possibilidade de infectar ou causar imitações de choro nos familiares para realizar uma catarse de luto, até para aumentar a importância social de um falecido. Algumas culturas creem que o uso das carpideiras traz uma certa aplicação religiosa e histórica às procissões fúnebres. De acordo com Tom Lutz, em seu livro “A História Cultural das Lágrimas”, nos tempos antigos, o luto dos enlutados ajudava a limpar a alma do falecido e a trazê-lo à plenitude.

No Brasil este ofício é mais comum na região nordeste.


terça-feira, 30 de novembro de 2021

ROTA TURÍSTICA DOS JESUÍTAS NO RS

 

De acordo com o Ministério do Turismo, o roteiro recebe 250 mil turistas todos os anos, conduzindo-os pela história da Companhia dos Jesuítas, que catequizou os índios Guarani no Sul do Brasil. A rota completa cruza Brasil, Paraguai, Uruguai, a Argentina e a Bolívia e a ideia é que o trajeto seja feito a pé – como o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha – e percorrido totalmente em um mês.

No Brasil, o roteiro é composto por 26 municípios do Rio Grande do Sul, englobando as ruínas de São Miguel das Missões, que foram declaradas Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco em 1983. A Aldeia Guarani, o Museu das Missões, a Cruz Missioneira, a Fazenda da Laje, a Fonte Missioneira, o Ponto de Memória Missioneira e o Pórtico com escrita em guarani – CO YVY OGUERECO YARA, que significa "esta terra tem dono", completam a parte da rota brasileira.


Ruinas de São Miguel das Missões

Com um cenário cinematográfico, as Ruínas de São Miguel das Missões (RS) surpreendem pela suntuosidade que garantiu o título de conjunto arqueológico mais importante do Brasil e também de patrimônio cultural da humanidade, concedido pela Unesco. O conjunto, remanescente dos Sete Povos das Missões Jesuíticas na América, conta um pouco da história da Companhia de Jesus.


Sítio Arqueológico de São João Batista / Entre-Ijuís 

O viajante pode aproveitar para conhecer outros atrativos da região como a Catedral Angelopolitana, de Santo Ângelo, e os Sítios Arqueológicos de São João Batista, São Lourenço e São Nicolau.

O Ministério do Turismo vem implementando programas de incentivo para a elaboração e o fortalecimento dos equipamentos turísticos da região. A expectativa da pasta é triplicar o número de visitantes da região em dois anos, passando dos atuais 100 mil [somente na parte do Brasil] anuais para 300 mil.

Lançado em parceria entre os governos de todos os países que possuem partes da trilha e pelo Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), o Smart Challenge tem como objetivo fazer empresas criarem soluções e produtos para desenvolver a capacidade turística do Caminho dos Jesuítas.

Ao todo, são 7 desafios propostos: logístico/administrativos, de desenho da oferta turística, de marketing, de gestão turística, de captação de investimentos público-privados, de coordenação intersetorial e empresarial e de reativação turística pós-pandemia. O projeto faz parte de um acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que destinou US$ 500 mil para a estruturação turística do roteiro multidestino.

 

Catedral Angelipolitana, na cidade de Santo Angelo (RS)


Sobre a importância da rota neste momento de retorno pós pandemia e o desafio lançado, o ministro do turismo destaca que ela é uma opção que pode ser conhecida em família e pequenos grupos, formato que é apontado como grande tendência para a retomada segura o turismo.

“Sabemos que o turismo iniciará sua recuperação pelo  turismo doméstico e, também, pelo turismo regional  e essa iniciativa realizada em parceria com os ministérios de países vizinhos e com o BID certamente será imprescindível para que o turismo volte a crescer e gerar emprego e renda em nosso país”, afirmou Gilson Machado Neto.

 


segunda-feira, 29 de novembro de 2021

AS BENZEDEIRAS

 

Neste Rio Grande velho de Deus, de lendas e histórias, de crenças e muita fé, tivemos figuras importantes na construção de nossos costumes mas que hoje em dia andam um tanto esquecidas. A juventude, por exemplo, não sabe o que foi uma carpideira, uma parteira ou uma benzedeira. 

Como sempre acreditei em uma benzedura, por vezes o único remédio naqueles fundões de campo, trago a todos um pouco deste costume de nossos tempos.  

Benzer vem do latim bene dicere, que significa bem dizer.  Dizer bem de alguém e fazer o bem.

No Brasil, está presente desde o descobrimento porque é uma herança do catolicismo português. Em Portugal, as mulheres ou são benzedoras ou são demoníacas. Pode fazer o bem ou o mal. Quanto mais a mulher envelhece, ela vai se tornando feiticeira e indesejável. Mas no Brasil, a benzedeira passa elementos sincréticos, misturados, com influências indígenas e africanas, ligada às influências portuguesas. Elas tinham uma grande preocupação de fazer o bem. As benzedeiras fundamentalmente são pessoas do bem.

Não é qualquer um que sabe as plantas certas para cada problema. E, dependendo da quantidade, a mesma erva que pode curar, também pode fazer mal. Normalmente se benze com uma raminho de arruda.  

Um outro tipo de benzimento é feito com a costura de pedacinhos de pano durante as orações. O comprimento da linha é medido na parte machucada do corpo da pessoa. A reza recupera contusões e dores musculares. Quando terminar, tem que deixar pendurado, quando inteirar três vezes, se joga no fogo ou  num formigueiro.




Que esta semana que hoje se inicia traga muitas alegrias a todos os leitores do blog. Se algo der errado não custa nada uns benzimentos. E, se tivermos fé, isto pode ser feito até no recanto de nossos ranchos. Para tanto, aqui vai uma forma de reza. 


BENZIMENTO ANTIGO

Deus te viu, Deus te criou

Deus te livre de quem para ti

com mal olhou.

Em nome do pai, do Filho

e do Espírito santo

Virgem do pranto,

quebrai este quebranto.

Eu te benzo pelo nome que te puseram na pia,

em nome de Deus e da Virgem Maria,

e das três pessoas da Santíssima Trindade,

eu te benzo.

Deus nosso Senhor que te cura,

Deus que te acuda nas tuas necessidades.

Se teu mal é quebranto, mal invejado,

olhos atravessados ou qualquer outra enfermidade,

se te deram no comer, no beber, no sorrir,

no zombar, na tua formosura,

na tua gordura, na tua postura,

na tua barriga, nos teus ossos, na tua cabeça,

na tua garganta, nas tuas lombrigas, nas tuas pernas.

Que Deus Nosso Senhor que há de tirar,

vem um anjo do céu,

deita no fundo do mar

onde não ouça galinha e nem galo a cantar.

Com dois puseram, com três eu tiro.

Com as três pessoas da Santíssima Trindade,

que tira quebranto e mau-olhado,

'pras ondas do mar,

'pra nunca mais voltar.

Com dois puseram, com três eu tiro.

Com as três pessoas da Santíssima Trindade,

que tira quebranto e mau-olhado,

'pras ondas do mar,

'pra nunca mais voltar.

Virgem Mãe da Conceição

Mãe do poderoso Deus

Tirai este mal, este quebranto

Do corpo de…

Deus te fez, Deus te criou

Deus perdoa, a quem mal te olhou

Em louvor à Virgem Maria

Padre Nosso e Ave Maria.

Mal do ar, mal do mar,

mal do fogo, mal da lua,

mal das estrelas,

mal do ponto do meio dia,

mal do ponto da meia noite.

Se estiveres com quebranto,

mau olhado, feitiçaria e bruxaria,

que em nome de Deus e da Virgem Maria,

seja levado para as ondas do mar sagrado,

onde não canta o galo nem a galinha

nem chora a criancinha

nem há nenhum cristão batizado...


domingo, 28 de novembro de 2021

CAUSO DE GALPÃO

 

O POÇO DO SEU EURICO LOURENÇO

O velho Eurico Lourenço se mudara do Itacurubi, interior de São Borja, para a cidade. Cansara de carretear. Cinquenta anos de corredores, pega boi e larga boi, amansa tambeiros e conserta eixos e cambotas, cansam qualquer vivente. Levantou um rancho pobre no bairro do Paraboi. Cavou um poço que deu água com cinco metros de fundo. Perto, a "casinha" para as necessidades. 

Bateu-lhe a porta, um dia, o fiscal do Posto de Higiene. Identificou-se, pediu licença para verificar o estado sanitário do local. O velho Lourenço no costado, rente como pão quente. Ao se dar com o poço próximo da "casinha" o fiscal comentou: 

- Seu Lourenço, que barbaridade. O poço de beber água ao lado da privada. Vai adoecer todo mundo. Este poço tá contaminado. Deve ter micróbio de tudo quanto é espécie. 

O "Gralha" - apelido do seu Lourenço - apotrou-se:

- Mas que micróbio coisa nenhuma, seu fiscal. Meu poço tem cinco metros e o maior micróbio que eu conheço é o tatu que não cava mais que dois metros de fundura. 


Da coletânea Rapa de Tacho. Apparicio Silva Rillo




       

SÓ RINDO



Do livro Gauderiadas Cartuns Gauchescos / 1993
- Léo Ribeiro de Souza - 



 

NÚCLEO DE PESQUISAS HISTÓRICAS

 

MAPEIA PROVÁVEL LOCAL DA BATALHA DO SEIVAL
E LOCAIS ONDE CRUZAVA ZECA NETTO
 
Sr. Mario Salis

Por Cássio Lopes

Em trabalho de pesquisa de campo, integrantes do Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota-NPHCAN visitaram a propriedade do Sr. Mario Salis, localizada na estrada do Arbolito, Terceiro Distrito do Baú, interior do Município de Candiota. Na oportunidade foi conhecido o provável local da Batalha do Seival, ocorrida em dez de setembro de mil oitocentos e trinta e seis, onde foi proclamada a República Rio Grandense, após a vitória dos Farroupilha comandada pelo General Antônio de Souza Netto e Coronel Manoel Lucas de Oliveira sobre as forças legalistas chefiadas pelo Coronel João da Silva Tavares. 

Também foi conhecida a “Picada do Zeca Netto”, local que atravessa o Arroio Seival, onde o importante líder maragato fazia seus deslocamentos e manobras militares na revolução de mil novecentos e vinte e três.
 
O coronel legalista João da Silva Tavares tinha se refugiado no Uruguai, depois de reveses que sofreu em combates isolados. Voltou para a Província em setembro de mil oitocentos e trinta e seis, comandando uma força de quinhentos e sessenta homens, a maior parte recrutada entre rio-grandenses no exílio. Bem armado, Tavares provocou os farroupilhas, passando pela região de Candiota, território guarnecido pela tropa do coronel Antônio de Souza Netto, formada por quatrocentos soldados, muitos dos quais eram   uruguaios.

No dia dez de setembro, os inimigos se encontraram nas margens do Arroio Seival. Inicialmente houve pequena vantagem das forças imperiais, mas o cavalo de Silva Tavares, com o freio rebentado na peleia, disparou em velocidade, causando a impressão de fuga, mesmo entre seus comandados. A confusão entre eles foi aproveitada pelos cavaleiros de Netto, que atacaram com força redobrada. O resultado deste mal-entendido foi ficarem os revoltosos quase intactos, enquanto houve cento e oitenta mortos, sessenta e três feridos e mais de cem prisioneiros do lado dos imperiais. No dia seguinte, após a renhida luta, Netto marcha para o Campo dos Meneses onde proclama a Independência do Rio Grande do Sul, sob a forma republicana.
 
Cássio Lopes, Presidente da entidade, relata que existem trincheiras de guerra nas barrancas do arroio, as quais foram usadas pelos farroupilhas na emboscada contra as forças do império. No Passo foram encontrados dois binóculos e três ponteiras de lanças. “Todas as evidências são concretas, nos levando a crer que esse Passo sobre o Arroio Seival, tem grandes possibilidades, de ter sido realmente o local onde se travou a batalha que culminou no feito mais importante da história Sul Rio Grandense.” Completa Lopes.
  
 
Picada do Zeca Neto





sábado, 27 de novembro de 2021

PEDRO ORTAÇA SE RECUPERA

 

Foto Divulgação


O cantor missioneiro Pedro Ortaça, 79 anos, está internado no Hospital Conceição, em Porto Alegre. Na última quinta-feira (25), ele passou por uma cirurgia de ponte de safena na perna esquerda, em procedimento que durou seis horas. Segundo a filha do músico, Marianita, o procedimento foi um sucesso e o quadro de Ortaça é estável.

Em postagem nas redes sociais a família pede doações de sangue:   

Informamos que Pedro recebeu 04 componentes do sangue no Hospital Nossa Senhora da Conceição, no dia 25 de novembro de 2021. Ressaltamos que não há substituto para o sangue humano a não ser através de doações. Por isso, a fim de repor os estoques, pedimos a gentileza de trazer 04 doadores de sangue. Dúvidas favor ligar para (51) 3357-2072.  Pode acessar também www.ghc.com.br para maiores informações.


NOSSA BANDEIRA TEM ORIGEM AFRICANA?

 

Segundo o site abaixo a versão farrapa da bandeira do RS tem origem na nação Bantu (africana) e de inspiração artiguista.

A verdadeira origem da bandeira do RS:
http://nacion-bantu-oriental.blogspot.com.br/
   



Uma resenha do que fala o citado site:

La primera insurrección de los esclavos de la Banda Oriental, fue en 1795, 1801 y luego en 1803 donde un grupo de esclavos rompió la sujeción a sus amos y se dirigió a las costas del río Yi, al Monte Grande, donde fundaron una Comunidad Negra Independiente a la que llamaban nación Bantú del Hum (río Negro) en Uruguay.

Hum chonik (gente negra en charrúa)
Kamba yvypóra (gente negra en guaraní)

Los colores que representaban a los afrouruguayos eran el verde, amarillo y rojo que eran utilizado por los negros de Kikongo.

Esto mismo colores fueron elegido para la bandera de la Nación Gaucha de la Banda Charrúa o Banda Oriental y por último terminado siendo los colores de la bandera de la República Riograndese hoy estado de Río Grande do Sul.

La bandera gaucha fue creada con el rojo y verde portugues, y el rojo y amarillo español. Para simbolizar las dos madres patrias blancas, pero además simbolizaba la madre patria de la Nación Charrúa representada por el verde y rojo. Y los colores del Africa en especial de la nación Bantú que había realizado movimientos revolucionarios en Brasil y el Uruguay.

La bandera fue utilizada por los gauchos en su lucha contra el imperio de Brasil contando con blancos, negros, indios y mestizos siendo apoyados por el ejercito gaucho uruguayo en forma indirecta.


Los negros africanos llegaron al Río de la Plata a Montevideo pues era el único puerto de entrada de esclavos a dicha zona.


Los primeros negros que llegaron a la Banda Oriental fueron introducidos al fundar la Colonia del Sacramento el Reino de Portugal en enero del 1680 Portugal fue la madre patria de la mayoría Banda Oriental con el Reino de España.


En Montevideo la penetración de buques negreros, en forma sistemática, puede situarse en el período que va desde 1743 a 1814, quienes hablaban su idioma original y el portugues


La mayoría de las naciones llegadas a Montevideo eran de etnia y cultura Bantú. Bantú significa gente "nosotros la gente" como Chonik nombre verdadero de nuestros hermanos charruas. Chonik significa gente "nosotros la gente"


Las Naciones que fueron sometidas al apresamiento por parte de los negreros e invasores blancos fueron: Sierra Leona, Guinea, Cabinda, Kenia, Loanda, (hoy Camerún), Angola y el Congo.



VELHA GUARDA SE REENCONTRA

 

Velha Guarda do CTG Rodeio Serrano - 26/11/2021
- as máscaras foram retiradas somente para o retrato -

Após um longo período de incertezas e afastamentos em função da pandemia, diversas confrarias Rio Grande a fora, saudosas de um abraço, aos poucos vão se reencontrando. 

Foi o que aconteceu ontem a noite com a Velha Guarda do CTG Rodeio Serrano, de São Francisco de Paula, uma junção de amigos que marcaram época nas invernadas e patronagens da entidade nos idos tempos da década de 70 e que a cada ano matam a saudade, contam de suas andanças e compartilham alegrias e tristezas. Em 2020 este esperado encontro foi suprimido mas agora, graças a vacinação e sem descuidar dos devidos resguardos, esta distância foi amenizada. 

Que venham mais destes momentos fraternos e que os intervalos, por motivação de doenças, nunca mais aconteçam. 




HISTÓRIA. QUEM FOI ZECA NETTO ?

 

Zeca Netto e Simões Lopes Filho

Nasceu em Jaguarão na sede da estância da família (Rincão dos Netto) no dia 24 de junho de 1854. Filho de Florisbelo de Souza Netto e Raphaela de Mattos Netto, era trineto de Dionísio Rodrigues Mendes por parte de mãe e também tinha como ancestral, Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera.

Ele trazia em suas raízes genealógicas sangue dos primeiros desbravadores e colonizadores do Brasil. Dioníso e Jerônimo de Ornelas são considerados os dois primeiros sesmarianos do Rio Grande do Sul.

Aos 12 anos, já em Porto Alegre, estudava no Colégio Fernando Ferreira Gomes, onde se encantou com a história romana e seus feitos militares.

Com 18 anos foi morar no Rio de Janeiro, onde ingressou na Escola de Engenharia do Exército, ficando lá por um ano. Depois voltou para retomar os negócios da família na República Oriental Del Uruguay.

Antevendo a queda do império, retorna ao Rio Grande do Sul e alinha-se às ações dos republicanos. Em 1892 é nomeado delegado de polícia em Camaquã onde depois de 4 meses recebe a patente de Tenente Coronel do Estado Maior da Guarda Nacional.

Na Revolução Federalista de 1893, teve forte atuação na região sudoeste do estado, atritado ambiente político do RS devido à constituição estadual extremamente positivista e concentradora de poderes no executivo, e a forma de Estado do Brasil, o qual, apesar de nominalmente federalista, portava-se como se unitário fosse. Os maragatos, então, pegaram em armas contra os pica-paus.

Irrompe a revolução de 1923, Netto alia-se ao movimento sendo o primeiro chefe a levantar-se em armas no sul rompendo-se do PRR - Partido Republicano Riograndense. Foi um dos maiores líderes maragatos.

Em 1924 se exilou no Uruguai, regressando em 1930; inicia a reconstrução de seus bens, depredados em sua ausência.

Em 1908, Netto, como homem metódico e empreendedor, mandou vir da Itália algumas famílias da região arrozeira daquele país, a fim de iniciar seus empreedimentos de forma racional. Com a experiência da agricultura do velho mundo, implantou a orizicultura sob a forma de parceria nas estâncias Galpões, Coxilha, Barra Grande e Granja Netto.

Zeca Netto usou os maiores Cabos-de-Guerra do mundo ocidental como fontes de inspiração para seus feitos militares. Dentre eles estão César, Alexandre, o Grande, e Napoleão Bonaparte.

Zeca Netto, ao centro, sentado, e seu alto comando

Sua fama logo após a revolução de 1923 era cantada nos galpões.

"Lá de trás daquele cerro
passa boi, passa boiada!
Também passa o Zeca Netto
no seu cavalo tordilho
com o toso a cogotilho
repontando a chimangada
como tropa de novilho."

Às sete horas do dia 22 de maio de 1948, na sede da Estância da Chacrá, impropriamente chamada de Forte Zeca Netto, faleceu aos noventa e quatro anos e foi sepultado no cemitério São João Batista em Camaquã, RS, onde repousa até hoje no mausoléu que mandara fazer em memória de sua filha que falecera anos antes, Anna Theotonia. O seu passamento teve repercussão nacional.

Seu maior feito foi militar; a tomada de Pelotas pelas forças maragatas em 29 de outubro de 1923.

Zeca Netto, sem chapéu, entrando em Pelotas 
com as tropas maragatas em 29 de outubro de 1923 

Paulo foi nosso guia na visita ao Museu Forte Zeca Netto
em Camaquã