"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro


POESIA DA SEMANA


O CEPO DA FAZENDA
(Padre Pedro Luis)

Cepo agreste de três pernas,
tosco traste agamelado,
sem lavor de mãos eternas
no teu vulto mal talhado
és assento ideal do pampa
em que o povo, afadigado,
no galpão feliz se acampa.

As poltronas ruem. Tu
tens os cernes dos angicos,
sempre rude, sempre nu,
desafias plaino e picos.
Sobre ti, que o chão retalhas,
se traçaram planos ricos
de entreveros e batalhas.



RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA

domingo, 31 de maio de 2020

O SIMBOLISMO DA LIVE DO PORCA




Nossos artistas gaúchos são guerreiros. A todo momento adentram em nossos ranchos através de lives nos trazendo cantorias em troca de mantimentos para pessoas necessitadas.  

Ontem a noite o Porca Véia e o Grupo Cordeona, um dos raros conjuntos que me fazem sair de casa para forcejar num baile (devo confessar que lá pelas tantas "garrei" a Miriam pela cintura e saímos esparramando as cadeiras - nos dois sentidos), além das belíssimas músicas, nos mostraram de forma autêntica o outro lado da moeda, ou seja , a dura realidade dos artistas do Sul.

Ao leiloar uma gaita de sua propriedade em benefício de integrantes do próprio grupo Porca agiu como sempre foi, isto é, verdadeiro.


É claro que o querido amigo Porca Véia tem outras gaitas mas o simbolismo de seu ato aonde o trabalhador tem que desfazer-se de seu instrumento de trabalho foi um gesto significativo e triste.


"Tudo que eu tenho ganhei nos floreios

tocando em rodeios e bailes da vida.
Levando alegria tirei meu sustento
bendito instrumento, parceira de lida."

Quem vive do palco, a "turma da graxa", nossos artistas, precisam retornar as lides pois a propagada ajuda está pior que carreira de lesma.

A satisfação foi ver o Porca Véia bem. 
 


 

sábado, 30 de maio de 2020

COMO TORNAR NOSSA CULTURA ACESSÍVEL




Certa feita fizemos um estudo tentando entender os motivos de termos tão poucos negros participando da nossa cultura gaúcha sendo que as danças, a musicalidade, a poesia, o artesanato, fazem parte da sua vivência. Seria por vontade própria? Por falta de oportunidades? Resquícios de uma sociedade escravocrata? Temos milhares de entidades tradicionalistas e quantos patrões negros você conhece? E integrantes de invernadas?  Entre músicos, compositores e poetas, quantos negros?
Proseando com meu amigo Edegar Barboza, orgulho de sua raça, pessoa estudiosa que labutou no antigo IGTF, ele me falou: - Neste meio penso não existir racismo ou preconceito com o negro. O problema não está na cor da pele. O que ocorre é que a nossa cultura é elitista e, sendo assim, torna-se excludente. Não é um movimento popular como a cultura nordestina, como Pernambuco, por exemplo, aonde apenas uma sombrinha colorida leva o povo para as ruas a dançar o frevo. Aqui, quanto custa uma pilcha?
Isto é uma situação imutável ou existe solução?
Colocamos este tema para que juntos e sem ranços ideológicos, sem responsabilizarmos este ou aquele, possamos buscar um meio de minimizar esta situação.
Talvez um envolvimento maior das entidades tradicionalistas com a sua comunidade (sem envolver política partidária) seja um caminho. O triste evento da pandemia nos deu uma demonstração que isto é possível pois muitos Piquetes e Centros de Tradições mobilizaram-se na ajuda a pessoas carentes, ou seja, saíram da sua rotina para vivenciar o meio social que os cercam. É o velho ditado: Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé.  
Outra possibilidade seria levar nosso folclore e tradição aos bancos escolares. Mas isto depende de preparação de docentes e da boa vontade de administradores públicos. Nas escolas de Taquara, por iniciativa do meu amigo Marco Aurélio Angeli, este trabalho teve inicio tendo por tema o tropeirismo. Não sei se ainda continua e o fundamental deste projeto é a sequência.  As palestras de voluntários são um bom caminho. Contudo, na época, recebemos crítica dos mais radicais (para variar) nos contrapondo que gauchismo não se aprende em colégio e sim no lombo dos cavalos. Então tá...
Uma das melhores maneiras o jovem para os quadros culturais é através da música. Então perguntamos: Há quanto tempo não se renova os quadros de valores nos festivais poéticos e musicais? Com raras exceções nossos músicos, intérpretes, compositores, poetas, são os mesmos de trinta anos atrás. Temos que incentivar os concursos voltados para o público que está começando.
Um fator que ajudaria muito neste processo seria uma maior veiculação nos meios de comunicação. E aqui cabe um adendo. Com todos os reclames que poderiam existir temos que louvar as iniciativas da RBS com os constantes espaços que concede a tradição, especialmente por ocasião do mês farroupilhas com suas promoções como o Desafio Farroupilha. Isto dissemina e populariza nossa cultura. Os outros, não dão vasa para nossa tradição.   
O assunto é vasto e para não esgotá-lo em apenas uma postagem vamos dividir a matéria em alguma partes a serem postadas na sequência aonde debateremos sugestões para tal situação. Uma coisa, porém, temos que ter em mente, qual seja a preservação de alguns valores imutáveis. Não necessitamos nos corromper para tornar a tradição universal como fez a "sofrência" sertaneja em relação a sua música de raiz.
 
 
 

REPONTANDO DATAS / 30 DE MAIO


Num dia 30 de maio, do ano de 1840 os farroupilhas abandonam Caçapava e passam por um longo período itinerante, de estância em estância, passando por Bagé e São Gabriel até a capital ser instalada em Alegrete, em 15 de julho de 1842 

Também num dia 30 de maio, mas no ano de 1855, morria em Porto Alegre Bento Manuel Ribeiro general que bandeou-se diversas vezes de lado para lado na Guerra dos Farrapos, um dos maiores melancias, pró e contra o governo farroupilha.


 

sexta-feira, 29 de maio de 2020

TRADICIONALISMO SOLIDÁRIO



Campanha do MTG
incentiva confecção e doação de brinquedos folclóricos
 
 

“Tradicionalismo Solidário – Abrace uma Criança” é a campanha das Prendas e Peões do Rio Grande do Sul, lançada na quinta-feira, 28 de maio, durante live transmitida na página do Movimento Tradicionalista Gaúcho.
A ação tem como objetivo incentivar as prendas mirins e piás, em parceria com suas entidades e regiões, a confeccionarem brinquedos folclóricos, como pandorga, boneca, bodoque e cinco marias, para serem doados a crianças de comunidades carentes.
Segundo a vice-presidente de cultura do MTG, Roberta Jacinto, a pandemia da Covid-19 tem impactado a vida de muitas crianças e a confecção de brinquedos proporcionará uma ocupação saudável, além de beneficiar aquelas não têm condições de adquirir brinquedos.
Com as hashtags
#tradicionalismosolidario #abraceumacriançamtg, as ações serão divulgadas nas redes sociais.


Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
51 993700619
 
 
 

quinta-feira, 28 de maio de 2020

NOSSAS FAÇANHAS SÃO MODELO?



 
 
Apesar do alto preço a ser pago como o desemprego, a reclusão social através do isolamento, a falência de dezenas de empresas e o pior, as mortes, o Rio Grande do Sul está conseguindo sair desta pandemia de uma maneira um tanto satisfatória se formos comparar com o restante do país, mesmo sendo uma região mais fria, o que propicia a expansão do vírus.
 
Até o dia de ontem, 27 de maio, tivemos no Brasil a triste marca de 25.598 mortes enquanto que no Estado  foram totalizados 209 falecimentos. Só que isto não são números. São vidas humanas.
 
Duas coisas me deixam muito triste além do que foi citado acima.
 
A primeira é o descaso ante o vírus de pessoas que eu considero inteligentes. Ignoram o que ocorre no mundo inteiro, minimizam mortes, pensam saber mais que os próprios médicos, fecham os olhos para as evidências. Não estou me referindo a quem necessita trabalhar, a estes rogo a proteção de Deus, mas sim aqueles que corrompem as regras porque não podem ficar sem a cerveja do bar, a prosa na praça, e são contrários ao "incômodo" das máscaras.    
 
O segundo motivo que me deixa descrente no ser humano é o aproveitamento canalha desta situação de tristeza para roubarem, para mostrarem sua face corrupta, como foi o caso de alguns administradores públicos do Rio de Janeiro e, para nossa vergonha, a cidade de Rio Pardo, terra aonde foi concebido o nosso Hino Rio-grandense. "Sirvam nossas façanhas..."
 
Não desejo o mal de ninguém mas queria ver como se comportariam estes bandidos se alcançados pelo Coronavírus precisassem de leitos e lhes faltasse. 
 
     

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A ORIGEM DA MISSA CRIOULA



Missa Campal, precursora da Missa Crioula, nos idos de 1930,
em frente a antiga Igreja Matriz de São Francisco de Paula
 

Através da Missa Crioula – qual rodeio de reza – queremos louvar e agradecer ao Bom Patrão do Céu pelas maravilhas que Ele proporcionou ao povo gaúcho ao longo da História.

Mas donde vem esta Missa tão diferente? A Igreja sempre apóia àqueles que defendem e promovem os autênticos valores do Homem. E vê no Tradicionalismo Gaúcho aquela terra boa para semear e fazer crescer tais valores. Por isso, a presença de sacerdotes e de seminaristas faz-se notar desde a formação do Departamento de Tradições Gaúchas, em 1957, no Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia no Seminário Maior Imaculada Conceição de Viamão. No ano seguinte, esse departamento tornou-se uma entidade independente com o nome de CTG Centauro dos Pampas e o lema: “Conhecer para Amar”, sob a liderança de Paulo Aripe e Caetano Secundino Borges Caon.

E já em 1959, a 5 de julho, teve lugar a Missa Gauchesca, durante a realização do 1º Congresso Tradicionalista Estudantil, na Escola Técnica de Agricultura de Viamão. Tendo como presidente da celebração o saudoso Pe. Érico Ferrari (mais tarde Bispo de Santa Maria), ainda em latim, a missa foi acompanhada pelos “potrilhos de padre” com cânticos e comentários em linguagem gauchesca.

Com o advento do Concílio Vaticano II, houve a possibilidade de uma adaptação da Santa Missa aos usos, costumes e tradições do Rio Grande do Sul. E a 7 de abril de 1967, o Sr. Arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer, aprovou para “ocasiões extraordinárias” o texto da Missa Crioula elaborado pelo Pe. Paulo Aripe. Aos poucos, os demais Bispos do Estado deram apoio e aprovação. E o Rio Grande ganhou um rito crioulo da Santa Missa, fazendo jus às suas raízes cristãs.

Almejamos que a Missa Crioula continue a ser, como até agora nestes 40 anos, um momento de celebrar a vida do nosso povo e um instrumento eficaz de evangelização.

Padre Amadeu Canellas
 
 
 

terça-feira, 26 de maio de 2020

O POETA E O BOI FRANQUEIRO



SEBASTIÃO FONSECA DE OLIVEIRA
 
 
 
Sebastião Fonseca de Oliveira é Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Franqueiros (ABCBF) e um guerreiro em busca das origens e culturas gaúchas. Ele faz um resgate histórico do Gado Franqueiro, a primeira e mais pura raça que movimentou o comércio no Rio Grande do Sul por séculos e que agora sofre ameaça de extinção.

Orelhano, Franqueiro ou Chimarrão, o gado xucro gaúcho. No início do século XVII, a região onde hoje é o Rio Grande do Sul, era considerada “terra de ninguém”, nela viviam os índios Guaranis e Charruas. Nesta época começou a ser ocupada com a chegada da Companhia de Jesus, que fundaram as Missões Jesuíticas. 

As missões jesuíticas, nessa região, tinham como principal característica o grande número de índios guaranis convertidos por grupos pequenos de religiosos. Com o objetivo de garantir a alimentação dos índios convertidos, o Padre Jesuíta Cristóvão de Mendonça introduziu o gado nas missões em 1634.

Em 1641, os bandeirantes saqueando e escravizando os índios entram em guerra e expulsam os jesuítas da região. Na fuga dos jesuítas, grande parte do gado se espalhou pela região, virando selvagem. Essas cabeças de gado por não ter predadores naturais se multiplicaram em rebanhos e devido ao clima, alimentação e terreno formaram a raça xucra e resistente ao ecossistema gaúcho. O pampa tem uma vegetação apropriada, os rios foram as cercas naturais e assim se formou as condições favoráveis para um grande rebanho conhecido hoje e dando origem ao gado “Franqueiro ou Orelhano”, (ou chimarrão, como se dizia na época). Essa raça hoje se encontra em perigo de extinção!

Mas além de preservar o boi franqueiro o bonjesuense Sebastião Fonseca de Oliveira é um grande poeta e declamador com larga história discográfica integrada com os hermanos do Plata (Uruguai e Argentina), pois são vastas as suas obras com a participação de renomados artistas gauchos. Fonseca também dedica-se a pesquisar o povoamento das sesmarias serranas tendo publicado livro sobre o tema.

Com toda o seu passado cultural, sua sensibilidade e versatilidade artística, vive meio que ermitão, solito com seus pensares pelas ermos de um galpão num fundo de campo em São Francisco de Paula.

Sebastião é o típico gaúcho que, por sua importância e conhecimento, vai se esvaindo deste Rio Grande velho (e a reposição é menor do que se espera).




segunda-feira, 25 de maio de 2020

"CIRANDA DO AGASALHO"



 arrecada mais de 100 mil itens
 
 

A “Ciranda do Agasalho”, ação promovida pela Gestão de Prendas e pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, arrecadou mais de 100 mil itens para doação a famílias carentes. Finalizada no final de semana, a campanha mobilizou as gestões regionais de prendas e também entidades engajadas no projeto Tradicionalismo Solidário.
Segundo a 1ª Prenda do Estado, Gabriela Sarturi Rigão, a campanha assinalou o mês de maio no calendário tradicionalista, uma vez que a Ciranda Estadual de Prendas, que em sua 50ª edição seria realizada neste mês em Santa Maria, foi suspensa em decorrência da pandemia da Covid-19. “A Ciranda do Agasalho fortalece o papel social da prenda e demonstra a força de engajamento em todo Rio Grande do Sul”.
Gabriela cita como exemplos as ações do final de semana. Em Espumoso, na 14ª Região Tradicionalista, foram arrecadados 1400 itens, como agasalhos, cobertores e calçados. As doações foram levadas para o CTG Sinuelo das Coxilhas. Em Guaporé, na 11ª Região Tradicionalista, no CTG Estirpe Gaúcha, a campanha encerrou com a arrecadação de mais de 1000 itens, entre roupas, jogos de lençóis e calçados. Em Jaguari, na 10ª Região Tradicionalista,  no CTG Invernada do Chapadão quem fazia a doação de agasalhos recebia em troca uma máscara de proteção.

Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
51 99370 0619
 
 
 
 
 

REPONTANDO DATAS / 25 DE MAIO


NASCE O GENERAL FARRAPO ANTONIO DE SOUSA NETTO 

Antônio de Sousa Netto nasceu em Rio Grande em 25 de maio de 1803 e morreu em Corrientes em 2 de julho de 1866.
Veio ao mundo na estância paterna, em Capão Seco (Rio Grande), no distrito de Povo Novo; lá é lembrado pelo CTG General Netto (de Povo Novo). Era filho de José de Sousa Neto, natural de Estreito (São José do Norte), e de Teutônia Bueno, natural de Vacaria. Por parte de pai, era neto de Francisco Sousa, natural de Colônia do Sacramento. Descendia, pelo lado materno, do português João Ramalho, que vivia em São Paulo antes do povoamento e que casou com a índia Bartira (Isabel), filha do cacique Tibiriçá.
Era coronel comandante de legião da Guarda Nacional de Bagé, quando começou a Revolução Farroupilha. Organizou, junto com José Neto, Pedro Marques e Ismael Soares da Silva, o corpo de cavalaria farroupilha. Era o general da primeira brigada do exército liberal republicano.
Em 1º de junho de 1836, participou do ataque a Rio Grande sem sucesso. Após a Batalha do Seival, proclamou a República Rio-Grandense, no Campo dos Menezes, a 11 de setembro de 1836. Lutou em diversas batalhas pelos republicanos, tendo comandado o cerco a Porto Alegre, durante vários meses, e a retomada de Rio Pardo, que estava nas mãos dos imperiais.
Em 7 de janeiro de 1837, travou o combate do Candiota, em que foi derrotado por Bento Manuel, mas já no dia 12 de janeiro, em Triunfo, vencia as tropas do coronel Gabriel Gomes, que morreu em combate.
Em abril de 1837 comandou a conquista de Caçapava, recebendo a adesão dos novecentos homens da guarnição imperial ali comandada por João Crisóstomo da Silva, apoderando-se de quinze peças de artilharia, quatro mil armas de infantaria e farta munição de boca e de guerra. Esses recursos possibilitaram a subsequente conquista de Rio Pardo, a 30 do mesmo mês, levando a que o comandante militar da Província, marechal Barreto, respondesse a um Conselho de Guerra.
Em Rio Pardo, em 30 de abril de 1838, junto a Davi Canabarro, Bento Manuel e João Antônio da Silveira, derrotou os legalistas, comandados por Sebastião Barreto Pereira Pinto e os brigadeiros Francisco Xavier da Cunha e Bonifácio Calderón. Em 18 de junho de 1840, acampado perto do Arroio Velhaco, foi atacado de surpresa por Francisco Pedro de Abreu e perdeu diversos homens, inclusive o coronel José de Almeida Corte Real, um dos melhores oficiais farroupilhas.
Abolicionista ferrenho, foi morar no Uruguai após a guerra, com os negros que o acompanharam por livre vontade e onde continuou com a criação de gado.
Retornou à luta em 1851, na Guerra contra Rosas, com sua cavalaria na brigada de Voluntários Rio-Grandenses, organizada inteiramente à sua custa, o que lhe valeu a promoção a brigadeiro Honorário do exército, e a transformação de sua brigada em Brigada de Cavalaria Ligeira.
Voltou ao combate na Guerra contra Aguirre e depois, juntamente com seu exército pessoal, na Guerra do Paraguai. No comando em brigada ligeira fez a vanguarda de Osório na invasão do Paraguai, no Passo da Pátria, em 16 de abril de 1866. Sua brigada ostentava sempre, ao lado da bandeira do Brasil Imperial, o pavilhão tricolor da República Rio-Grandense. Na batalha de Tuiuti, foi importante na defesa do flanco da tropa brasileiro, mas foi ferido a bala e mandado para um hospital em Corrientes, Argentina, onde morreu e foi inicialmente sepultado. Em 1966, no centenário de sua morte, seu corpo foi exumado e transferido para um mausoléu em Bagé.


 

domingo, 24 de maio de 2020

LOCALIDADES DO RIO GRANDE DO SUL



QUE DERIVAM DA ETNIA DO TUPI-GUARANI
 
Por:  João Antunes

 
 


Eis aqui, em linhas gerais e num breve relato, uma amostra de diversas localidades gaúchas podendo estas, obviamente, ter ainda outros significados e interpretações que aqui não foram citados.
 

- ACEGUÁ: em tupi significa "yace-guab". Localidade de descanso eterno, ou seja, “acé” é gente e “gua” é parente, conterrâneo, procedência.
- AJURICABA: pessoa pronta a ajudar e amável, com força de vontade.
- ARAMBARÉ: cerração, bruma, névoa.
- ARARICÁ: um tipo de arara.
- ARATIBA: pequenas araras, periquitos.
- BAGÉ: sozinho, solidário.
- BARRA DO GUARITA: Guarita: abrigo para sentinelas, vigias.
- BARRA DO QUARAÍ: Quarai: rio das garças ou rio dos buracos.
- BOSSOROCA: Iby-Soroc, “iby” chão, ”soroc” rasgado, barroca, voçoroca, sanga funda, chão rasgado.
- BUTIÁ: Mbutiá, árvore frutífera, palmeira de frutas.
- CAÇAPAVA DO SUL: Caá-açapaba, clareira na floresta.
- CACEQUI: água do cacique, rio do cacique.
- CACIQUE DOBLE: é uma homenagem ao cacique Faustino Ferreira Doble, da tribo Kaigang.
- CAIBATÉ: mata em lugar alto, elevado.
- CAIÇARA: cercado feito com ramos de árvores, cerco de estacas.
- CAMAQUÃ: vem de Icabaquã. Água que corre. Correnteza.
- CANDELÁRIA: festa das candeias.
- CANDIOTA: habitante da ilha de Creta ou Cândia.
- CANGUÇU: onça pintada, cabeça grande.
-CAPÃO BONITO DO SUL: Capão: “caá” é mato e “páu” é bosque isolado.
- CAPIVARI DO SUL: rio das capivaras. “capivara” de “capi” que significa grama e relva mais “guara” que significa roedor, comedor e “i” significa arroio, rio.
- CARAÁ: palmeira, talo armado de espinho.
- CATUÍPE: rio bom, água boa.
- CHARRUA: tribo indígena que habitava o Estado do Rio Grande do Sul, na Argentina e no Uruguai.
- CHIAPETTA: origina-se do sobrenome de Carlos Chiapetta onde a sua família veio da Itália em 1883, sendo ele um pioneiro desta localidade.
- CHUÍ: policial.
- COTIPORÃ: Coti significa habitação, morada, região e Porã significa bela, bonita, atraente.
- CRISSIUMAL: taquara pequena ou vara que pode ser lisa ou torcida.
- EREBANGO: campo grande.
- ERECHIM: campo pequeno.
- GIRUÁ: significa Jerivá, palmeira.
- GUAIBA: lugar pantanoso.
- GUAPORÉ: cachoeira no campo.
- HUMAITÁ: pedra preta.
- IBARAMA: terra das árvores.
- IBIAÇÁ: fonte de água cristalina.
- IBIRAIARAS: lanceiro, senhor da lança.
- IBIRAPUITÃ: arroio da madeira vermelha.
- IBIRUBÁ: pitangueira do mato.
- IJUÍ: rio das águas grandes, das águas claras.
- ILÓPOLIS: cidade da erva-mate.
- IMBÉ: planta trepadeira.
- INHACORÁ: campo cercado pela natureza.
- IRAÍ: água ou rio do mel.
- ITAARA: pedra alta, altar de pedra.
- ITACURUBI: “ita” é pedra, “curub” é caroço e “i” é rio. Então Itacurubi é rio do pedregulho.
- ITAPUCA: pedra fendida, pedra mole.
- ITAQUI: pedra mole, pedra d’água, pedra fácil de afiar.
- ITATI: água da pedra.
- ITATIBA DO SUL: relevo acidentado, muita pedra, “princesa da colina”.
- IVORÁ: rio da praia formosa.
- IVOTI: flor.
- JABOTICABA: fruta da pele escura.
- JACUIZINHO: significa yaku, ave silvestre, por exemplo, semelhante à galinha.
- JACUTINGA: também chamada jacuapeti, jacupará e peru-do-mato.
- JAGUARÃO: onça grande.
- JAGUARI: rio do jaguar, rio das onças.
- JAQUIRANA: cigarra cantadeira.
- JARI: pequeno riacho.
- MAÇAMBARÁ: capim de pasto onde acampam os tropeiros.
- MAMPITUBA: rio de muitas curvas.
- MAQUINÉ: gota que pinga, cachoeira.
- MARATÁ: lugar de combate.
- MARAU: luz do sol ao amanhecer.
- MIRAGUAÍ: povo que sorri, povo alegre.
- PANAMBI: vale das borboletas.
- PEJUÇARA: caminho das palmeiras ou dos palmitos.
- PIRAPÓ: salto do peixe.
- PIRATINI: peixe seco, peixe barulhento.
- PUTINGA: fonte de água limpa.
- QUARAÍ: rio das garças ou rio do sol.
- SAPIRANGA: olho vermelho.
- SARANDI: arbusto ribeiro, da beira de lagos.
- TABAÍ: rio da taba, rio da aldeia.
- TAQUARI: rio das taquaras.
- TOROPI: caminho do tatu.
- TRAMANDAÍ: rio sinuoso.
- TUPANCIRETÃ: terra da mãe de Deus.
- TUPARENDI: relâmpago, a luz de Tupã.
- UBIRETAMA: terra pátria.
 
 
 

REPONTANDO DATAS / 24 DE MAIO


Num dia 24 de maio no ano de 1870 o Presidente da Província do Rio Grande de São Pedro cria as colônias Conde D'Eu (atuais Garibaldi e Carlos Barbosa) e Dona Isabel (atual Bento Gonçalves).
 
Também num dia 24 de maio, mas no ano de 1818, nascia em Herval João Nunes da Silva Tavares, primeiro e único barão de Itaqui.


O então Coronel João Nunes da Silva Tavares, conhecido como Joca Tavares (segundo sentado, da esquerda para a direita) e seus auxiliares imediatos, incluindo Francisco Lacerda, mais conhecido como "Chico Diabo" (terceiro em pé, da esquerda para a direita). 


João Nunes da Silva Tavares, primeiro e único barão de Itaqui, nasceu em Herval, em 24 de maio de 1818 e morreu em Bagé, em 9 de janeiro de 1906. Foi presidente do Rio Grande do Sul de 17 de junho a 4 de julho de 1892 e o responsável por iniciar uma guerra civil, que se transformaria, posteriormente, na Revolução Federalista (1893-1895). Também era conhecido por "Joca Tavares". 

Membro de importante família estabelecida na Colônia do Sacramento, que teve início com João da Silva Tavares e sua mulher Natália de Jesus. Filho do visconde de Serro Alegre, João da Silva Tavares, e de Umbelina Bernarda da Assunção, e irmão do Barão de Santa Tecla. 

Sentou praça em 19 de setembro de 1835, na véspera de estourar a Revolução Farroupilha, tendo acompanhado seu pai e se juntado ao lado legalista. Três dias mais tarde teve seu batismo de fogo no arroio Telho, combatendo as forças revolucionárias de Gervásio Verdum.

Refugiou-se no Uruguai, retornando em 1836 para tomar parte no combate do Rosário, sendo feito prisioneiro pelo coronel Corte Real. 

Na Batalha do Seival é novamente preso, instado pelo farroupilhas a mudar de lado, recusa-se inclusive a permanecer neutro, motivo pelo qual é mantido preso. Mais tarde é libertado, através da intermediação do chefe uruguaio Calengo. Após um curto descanso na fazenda da família em Taquari retorna ao combate, junto à seu pai. Atacado e sitiado, perto de Arroio Grande, pelas forças de Davi Canabarro, é obrigado a capitular, sendo feito, novamente prisioneiro, com seu pai. Ambos fogem e formam uma nova brigada. 

Mais tarde serve nas forças do general João Paulo, e depois do coronel Manuel dos Santos Moreira. Encarregado da defesa de Pelotas, ali recebe ao barão de Caxias, nomeado presidente da província e comandante das armas. Com Tratado de Ponche Verde, termina a revolução, Joca Tavares tinha o posto de major, com 27 anos de idade e 10 de combate, tendo conquistado todas suas promoções por atos de bravura. 

Quando da Guerra contra Aguirre, em 1864, se voluntaria às tropas do general João Propício Menna Barreto, participando da tomada de Paiçandu, Uruguai. 

Promovido à coronel, ao iniciar a Guerra do Paraguai, no ano seguinte, organiza um corpo de voluntários para liberar Uruguaiana. Após a retomada da cidade, 18 de setembro de 1865, segue para Bagé como comandante de brigada. Incorpora-se, pouco depois, ao 3° corpo de exército, comandado pelo General Osório, com o qual marcha para o Paraguai. 

Participou nos reconhecimentos de Passo-Pucu, Espinillo e da trincheira de Humaitá. Depois, em 1868 combate em Palmas, recebendo a medalha do mérito militar por sua ação no combate de 11 de dezembro. No dia 21 combate em Lomas-Valentinas, na linha Paqueceri, até o forte render-se. 

Em 1869 segue para Assunção, onde aguarda a chegada do novo comandante em chefe, Conde D'Eu.1 Combate sucessivamente em Peribebui, Campo Grande, Picada de Caraguataí, bate em Itopitanguá as forças do coronel Caneto, vence em Loma-Uruquá ao coronel Chênes. Braço direito do visconde de Pelotas, comandava sempre a vanguarda de suas forças. 

Em uma das ocasiões, ao transpor o arroio Negla, aprisiona o coronel Salinas e por ele toma conhecimento do paradeiro de Solano López, na margem esquerda do arroio Aquidaban. Após avisar seus superiores, que para lá deslocaram as tropas, chega em 28 de fevereiro de 1870 a Aquidaban. Ataca o acampamento de Solano, que morre em fuga. 

Terminada a guerra foi nomeado brigadeiro honorário do Exército, em 11 de maio de 1870, recebendo também o título de barão de Itaqui e cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, além de receber a medalha da Campanha do Paraguai, com passador de ouro. 

Em 1871 foi nomeado comandante da Guarda Nacional em Bagé, tendo sido comandante da guarnição de fronteira de 1874 a 1878. Entre maio de 1886 e julho de 1889, serviu sob o comando do marechal Deodoro da Fonseca, quando pediu exoneração, no mesmo mês declarava-se republicano e renunciava ao título de barão. 

Proclamada a República é nomeado comandante da guarnição de Bagé, até ser exonerado em 18 de janeiro de 1892. 

Em 17 de junho de 1892, Vitorino Ribeiro Carneiro Monteiro tornou-se presidente temporário do estado do Rio Grande do Sul na sucessão ao Marechal José Antônio Correia da Câmara, enquanto aguardava a instalação de um novo presidente. No mesmo dia, Júlio de Castilhos, candidato do Partido Republicano Riograndense, (PRR) se proclamou presidente em Porto Alegre. O governo durou apenas um dia, pois, no mesmo dia, Joca Tavares, filiado ao Partido Federalista do Rio Grande do Sul também se proclamou presidente na cidade de Bagé, onde permaneceu no poder até 4 de julho de 1892. 

Quando Júlio de Castilhos novamente se tornou presidente do Estado do Rio Grande do Sul em 1893 (pela terceira vez), Joca Tavares se revoltou e iniciou uma guerra civil que logo se tornaria uma revolta generalizada contra os que eram apoiados pelo governo republicano do Brasil. Este confronto ficou conhecido por Revolução Federalista, e durou até 1895, quando ele e Inocêncio Galvão assinam a paz em Pelotas.

sábado, 23 de maio de 2020

PRIMEIRA RONDA VIRTUAL DA CANÇÃO


PREMIADOS
 
 
 
 
 

MTG SE ENGAJA NA CAMPANHA



pela aprovação de PL que beneficia classe artística
 
 

O Movimento Tradicionalista Gaúcho engajou-se na campanha que pede aos deputados federais do Rio Grande do Sul para que votem a favor do PL 1075/2020. O projeto de lei é da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e estabelece ações emergenciais para o setor cultural durante o tempo de isolamento por causa da pandemia da Covid-19.
Nos canais oficiais do MTG estão sendo publicados cards dirigidos aos deputados e a entidade também assina, juntamente com a Secretaria Estadual de Cultura e a Famurs – Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul, um documento solicitando o apoio na votação, uma vez que as entidades tradicionalistas são contempladas nas especificações e critérios dos benefícios.
Algumas das propostas do projeto são a prorrogação por um ano da aplicação de recursos do Executivo para atividades culturais já aprovadas e concessão de moratória de débitos tributários com a União por seis meses a pequenas empresas do setor cultural. O projeto veda o corte de água, energia elétrica e serviços de telecomunicação, como internet, de empresas do setor cultural, durante as medidas de isolamento ou quarentena previstas na Lei 13.979/20. O projeto garante um salário mínimo mensal (atuais R$ 1.045,00) para os trabalhadores informais do setor cultural, respeitados critérios como realização de atividades culturais no período e a falta de outra renda, entre outros.
Para viabilizar as despesas, o projeto prevê uso de recursos do Fundo Nacional da Cultura (FNC) e de 3% da arrecadação das loterias federais.
O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul entende que o projeto de lei é fundamental para os artistas gaúchos, que constituem uma das classes mais prejudicadas pela pandemia.
Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
51 99370 0619


 

REPONTANDO DATAS / 23 DE MAIO


Num dia 23 de maio, do ano de 1992 morria o cantor argentino Athaualpa Yupanqui, que tinha por pseudônimo Héctor Roberto Chavero.



Athaualpa nasceu em Pergamino, Buenos Aires, em 31 de janeiro de 1908. Foi compositor, cantor, violonista e escritor. É considerado um dos maiores divulgadores da música folclórica daquele país. Suas composições foram cantadas por grande artistas como Mercedes Sosa, Alfredo Zitarroza, Elis Regina, entre outros.
Filho de pai quéchua e mãe basca, mudou-se ainda criança com a família para Augustin Roca em cuja ferrovia seu pai trabalhava. Com seis anos começou a ter aulas de violino e violão viajando diariamente 15 quilômetros para suas aulas. Quando tinha 13 anos teve suas primeiras obras literárias publicadas no jornal da escola. Nessa época, começou a utilizar o nome "Athaualpa" em homenagem ao último soberano Inca. Alguns anos depois, agregou "Yupanqui" ao seu pseudonômio, em homenagem a Tupac Yupanqui, penúltimo governante inca.
Quando tinha 19 anos, compôs a canção: "Camino del Indio", que se tornou um hino da identidade indígena na Argentina.
Depois de algum tempo viajando pelas Américas, em 1934, regressou à Argentina para se estabelecer em Rosário na Província de Santa Fé. Em 1935, mudou-se para Raco na Província de Tucumán. Percorreu muitas províncias em lombo de mulas para melhor conhecer as antigas culturas sul-americanas.
Em 1941, foi publicado seu primeiro livro de versos: "Piedra sola".
Em 1945, se filiou ao Partido Comunista da Argentina, junto com um grupo de intelectuais. Essa atitude resultou em represálias: proibiram sua atuação em teatros, rádios, bibliotecas e escolas, além de ter sido preso várias vezes.
Em 1947, publicou a novela "Cerro Bayo", que anos depois seria o roteiro do filme: "Horizontes de Puedra", com música e atuação como protagonista do próprio Yupanqui. Esse filme, em 1956, foi premiado no Festival de Cinema da Tchecoeslováquia.
Em 1949, fez uma viagem para a Europa para apresentar-se em diversos países. Em Paris gravou o disco "Minero soy", que obteve o prêmio de melhor disco estrangeiro de um Concurso Internacional de Folclore. Em 1953, retornou à Argentina e tornou publica seu desligamento do Partido Comunista da Argentina, que de fato ocorrera dois anos antes.
Em 1965, publicou o livro poético-autobiográfico: "El canto del Viento".
A partir de 1967 voltou a residir em Paris.
Em 1986, foi condecorado como Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras na França.
Após sua morte seus restos mortais foram enterrados em Cerro Colorado na Província de Córdoba.
Dentre suas canções mais populares, pode-se citar: "El arriero", "Trabajo, quiero trabajo" e "Los ejes de mi carreta". 


 

sexta-feira, 22 de maio de 2020

MTG CONCLUI PLANO


para retomada das atividades tradicionalistas
 
 
O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul, na tarde da quarta-feira, 20 de maio, concluiu o Plano de Contingência para retomada das atividades tradicionalistas. O documento foi entregue à Secretaria Estadual de Cultura e estabelece medidas sanitárias para o retorno gradual de eventos, no contexto da pandemia pela Covid-19, em espaços públicos e privados. Segundo o vice-presidente de administração e finanças, César de Oliveira, após análise e detalhamento, o Plano deverá ser protocolado junto ao decreto do Governo do Estado.
As orientações são de caráter genérico para todo e qualquer evento nas áreas de atuação das entidades filiadas ao MTG, independente de setor ou segmento. Entre outros detalhes, estabelecem, por exemplo, o número de pessoas permitido em um mesmo ambiente, uso de equipamentos para higiene pessoal, distanciamento entre pessoas e higienização dos ambientes.
“Há que se ficar bastante claro que o Movimento Tradicionalista Gaúcho preza pela legalidade em suas ações e pelo cumprimento irrestrito das orientações das autoridades de saúde pública”, afirma.
O MTG, para montar o Plano, reuniu uma equipe técnica de trabalho, sob a coordenação de César de Oliveira.
 
Sandra Veroneze
 
 
 

REPONTANDO DATAS / 22 DE AGOSTO


 Casarão onde funcionou o Grêmio Gaúcho de Porto Alegre

 

No dia 22 de maio, do ano de 1896, ocorreu em Porto Alegre o 1º Movimento Organizado de Tradição Gaúcha, dando origem a fundação do Grêmio Gaúcho de Porto Alegre, 2ª sociedade do gênero (a 1ª foi o Partenon Literário, em 1868).

Funcionou como sede do Grêmio Gaúcho de Porto Alegre, que teve como primeiro presidente o major João Cezimbra Jacques, hoje Patrono do Tradicionalismo, o casarão da foto, localizado no quarteirão formado pelas ruas Bispo Laranjeira, Sepé Tiaraju, Niterói e Carlos Barbosa, no Bairro Azenha, em Porto Alegre.

Tal casa que abrigou tantos intelectuais que praticamente começaram o culto ás nossas tradições, nos dias atuais, com 121 anos de existência, também de abrigo a mendigos, moradores de rua e drogados e, recentemente, foi aprovado projeto para sua demolição.

Por iniciativa do saudoso vereador Bernardino Vendruscolo, foi proposto o tombamento de tal edificação e que a mesma servisse de sede do Museu do Gaúcho em projeto do mesmo vereador, aprovado pelo legislativo municipal e sancionado pelo prefeito. Os projetos, no entanto, esbarram nos trâmites burocráticos e na falta de dinheiro (que veio aos borbotões para a copa do mundo). 

 
 

 
saudoso vereador Bernardino Vendrusculo, um dos poucos
legisladores municipais que preocupou-se com a nossa cultura regional, 
propôs o tombamento da primeira sede do Grêmio Gaúcho.
 
 

quinta-feira, 21 de maio de 2020

RONDA VIRTUAL DA CANÇÃO



A noite de 22 de maio de 2020, será um marco no cenário do nativismo gaúcho, com a realização da tão esperada Ronda Virtual da Canção, primeiro festival cibernético de música nativista, de larga abrangência, a ser produzido no Rio Grande do Sul.  
 
Depois de um período para inscrições, quando foram acolhidas 141 obras musicais inéditas, uma comissão avaliadora formada por Germano Reis, Juliano Javoski, Marcos Abreu, Pepeu Gonçalves e Vaine Darde, todos com reconhecida capacidade, analisou as canções inscritas e selecionou 12 delas para concorrerem à premiação estabelecida no regulamento do certame.  
 
As canções, interpretadas por grandes vozes do nativismo, serão apresentadas em transmissão ao vivo, com início programado para as 20 horas, na página Ronda Virtual, no Facebook, e para as 21 horas, no canal Jairo Reis Festivais, no Youtube. 
 
Logo após a mostra competitiva, nos minutos que antecedem a divulgação do resultado, os internautas poderão acompanhar, nas mesmas plataformas, um "pocket show" de intervalo, estrelado por três talentosos músicos: Germano Reis, Juliano Javoski e Pepeu Gonçalves.  
 
Confiram as 12 músicas concorrentes, já na ordem de apresentação:  
 
1.A Alma Que Habita em Mim          
Gênero:          Milonga
Letra:              Leonardo Quadros
Melodia:         Leonardo Quadros
Interpretação: Leonardo Quadros 
 
2. Baita Abraço  
Gênero:           Pasaje
Letra:              Mario Amaral/Cleiber Rocha  
Melodia:         Zulmar Benitez
Interpretação: Igor Tadielo
 
3. (Des)Encontro                       
Gênero:           Milonga
Letra:              Jaime Brum Carlos                            
Melodia:         Raineri Spohr
Interpretação: Raineri Spohr
 
4. Estampa Lendária                       
Gênero:           Chamamé
Letra:              Mario Nenê
Melodia:         Eliandro Luz
Interpretação: Eliandro Luz
 
5. Mas Que Tal o Parceiro!
Gênero:          Milonga
Letra:             José Cézar Matesich Pinto                          
elodia:        Tuny Brum
Interpretação: Ildefonso Milchareck
 
6. Meu Abraço é um Chamamé
Gênero:           Chamamé
Letra:              Passarinho Nunes/Maximiliano Moraes
Melodia:         Cristiano Fantinel
Interpretação: Cristiano Fantinel
 
7. Nestes Tempos de Silêncio              
Gênero:           Milonga
Letra:              Juliano Santos
Melodia:         Kayke Mello
Interpretação: Kayke Mello
 
8. O Meu Próximo Abraço
Gênero:           Toada Canção
Letra:              Rômulo Chaves
Melodia:         Wilson Paim
Interpretação: Wilson Paim
 
9. O Passado Mostra a Cara
Gênero:           Valseado
Letra:              Guilherme Suman/Thiago Suman    
Melodia:         Ricardo Martins
Interpretação: Ricardo Martins
 
10. Os Dois Extremos de Um Laço
Gênero:           Milonga
Letra:              Martin César
Melodia:         Pedro Guerra Pimentel
Interpretação: Pedro Guerra Pimentel
 
11. Para Lembrar do Sul
Gênero:           Canção
Letra:              Moisés Silveira de Menezes
Melodia:         João Chagas Leite
Interpretação: Natalício Cavalheiro
 
12. Rapador
Gênero:           Milonga
Letra:              Gederson Fernandes
Melodia:         Felipe Goulart
Interpretação: Nilton Ferreira
 
 
A Ronda Virtual da Canção é uma iniciativa do blogue Ronda dos Festivais, com produção executiva de Jairo Reis e assessoria técnica de Germano Reis.   
 
O festival conta com os fundamentais apoios culturais dos seguintes parceiros: 
 
Armazém Vida de Cão, Pousada Caseira Tia Leonor, Facas Don Cássio Selaimen, Pousada Temática das Missões, Da Colônia Produtos Naturais, Churrascaria Garfo e Bombacha, Emoções Laser e Floricultura, Minuano Discos, Erva-Mate Ximango, Chapéus João Luiz Corrêa, Pampiana Acordeons, Vinhos e Sucos Debastiani, Tanto Estúdio, Carlos Hahn, Juliano Javoski, Rodrigo Bauer 
 
A Ronda Virtual da Canção solicita àqueles internautas que tiverem condições para tanto, que façam doações de cestas básicas para serem encaminhadas aos inúmeros profissionais da arte e da cultura que, em função da pandemia do Coronavírus, tiveram suas atividades paralisadas, ficando sem qualquer faturamento financeiro. 
 
Quem quiser e puder contribuir, basta manifestar-se através do whatsapp  nº (51) 999.067.413