RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Retratista: Desconhecido

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

ASSIM FICA DIFÍCIL!


PROMOTOR DE JUSTIÇA USA ATÉ MARTIN FIERRO PARA JUSTIFICAR INDEFERIMENTO A PEDIDO DE TOMBAMENTO
DO GRÊMIO GAÚCHO

Todo o esforço de um dos poucos legisladores municipais a preocuparem-se com as tradições gaúchas e em manter a nossa memória cultural, Bernardino Vendruscolo (na foto com este blogueiro), parece estar sendo em vão.

Ontem, na boca da noite, o tribuno entregou-me cópia da negativa do Promotor de Justiça Alexandre Sikinowski Saltz em promover o tombamento do prédio que abrigou o Grêmio Gaúcho, a primeira entidade tradicionalista do Estado, presidida pelo Major João Cezimbra Jacques, hoje Patrono do Tradicionalismo.

A solicitação do ilustre vereador acontece, e é negada, pela segunda vez. Com certeza tais indeferimentos não levam em conta o real valor histórico deste imóvel que agora serve de abrigo a mendigos e drogados.

E o interessante é que o MP se justifica utilizando, inclusive, uma sextilha do saudoso poeta argentino José Hernandez.

Vejam a fundamentação na íntegra:

É caso de indeferimento da instauração de inquérito civil.

Em que pese a busca por novos elementos de convicção, as novas diligências apenas ratificaram o que já estava consignado nos autos do expediente: a desnecessidade de preservar o imóvel, que se encontra descaracterizado de suas estruturas originais.

Evidenciado que o prédio encontra-se em estado avançado de degradação, havendo apenas resquícios daquilo que outrora foi. O relatório da EPAHC juntada à primeira representação expôs que paredes, forros, pisos e estruturas de cobertura foram demolidos e substituídos por novos elementos. Externamente, as fotos incorporadas nestes autos traduzem a decomposição do bem que, para alguns, faz parte da história da tradição gaúcha.

A situação do imóvel traz a mente a memória da decadência já descrita por José Hernandez em seu Martin Fierro.

"Es la memoria um gran don.
Calidá muy meritória;
Y aquellos que en esta historia
Sospechen que les doy palo,
Sepan que olvidar lo malo
También es tener memroia"
(José Hernandez, El Gaucho Martin Fierro)

É de se acreditar que a memória do Rio Grande do Sul já está preservada pelos inúmeros Centros de Tradições espalhados pelo mundo. Através destes se mantém pulsante os costumes de nosso povo e a identidade e homens e mulheres que marcaram os caminhos da formação de nosso Estado. Por isso, não há de se falar em esquecimento da história Rio Grandense ou sequer de Major Cezimbra Jacques.

Ademais, para além da situação de ruína, o imóvel foi declarado de utilidade pública para fins de desapropriação, com vistas à ampliação a Avenida Tronco.

Sendo assim, não há necessidade de tutela a ser promovida por esta Promotoria no caso em questão, tendo em vista inexistir objeto de valor histórico-cultural a ser preservado. Tão logo não se afigura a necessidade de prosseguimento com atos investigatórios ou manejo de Ação Civil Pública.

Alexandre Sikinowski Saltz
Promotor de Justiça   
  
Nota do blog: Enquanto membros do nosso poder judiciário pensarem desta maneira, amparados por intelectos do executivo que não dão o menor valor à seu patrimônio histórico, como poderemos repreender um pichador de monumentos? Como desejar possuir uma cultura própria e diferenciada? Como poderemos repassar aos nossos filhos um passado que, em pouco tempo, não sobrará nem ruínas? 

Berço do tradicionalismo recebeu um "Não" do MP  
   


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

SANTO DE CASA...



O amigo, músico, cantor e compositor Daniel Barros nos envia o seguinte chasque:

Prezado amigo Léo

Para ti que torce e acompanha nossa trajetória, te noticio que fui chamado para gravar o Sr. Brasil com Rolando Boldrin. Muito me emocionei com o convite pois não esperava e confesso, que as vezes desacredito um pouco nas minhas cantigas. A emissora (TV Cultura) paga todas as despesas (hotel, avião, translados) para mim e os músicos que vou levar. Iremos a São Paulo no próximo dia 1º de março.

A produção do Boldrin, um dos programas mais disputados por todos artistas, do samba ao sertanejo de raiz, disse que ele escutou todas minhas músicas e escolheu 3 para apresentar. Já me apresentei na Record a convite da emissora, fui lembrado no prêmio Teixeirinha, estou no mercado musical gauchesco há longos anos e parece que nada disso vale alguma coisa para nossa própria gente pois desde 2011 tentamos uma apresentação no programa Galpão Crioulo, da RBS, e nem retorno aos nossos contatos nós tivemos.

Daniel Barros

Nota do Blog: Parabéns pelo convite recebido, amigo Daniel Barros. Vá e represente como de costume a nossa cultura. Em relação ao relatado desprezo do Galpão Crioulo pela sua arte, não conhecemos os procedimentos escolhidos pela direção do programa para uma apresentação. Queremos crer que o velho "apadrinhamento" não seja um critério de escolha embora haja uma repetição muito grande de alguns nomes. E por educação, ao menos um retorno tinham que lhe dar. Na verdade, nesta história toda, quem sai perdendo somos nós que admiramos seu trabalho e ficamos privados de assisti-lo. 


 

 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

REPONTANDO DATAS / 10 DE FEV



No dia 10 de fevereiro de 1756 ocorre o Massacre do Caibaté, perto de São Gabriel. Três dias antes Sepé Tiarajú que era Morubixaba (quem exerce a função de Cacique e Pagé) guarany, foi derrubado do cavalo pela lança de um soldado luso-brasileiro e após, alvejado por um tiro de pistola pelo governador de Montevidéu, José Joaquim Viana. Os índios guaranys, que após a morte de seu líder estavam sob o comando de Nicolau Nhenguirú III, foram aniquilados pelo exército aliado (luso-brasileiro e espanhol) que estavam demarcando as terras gaúchas como mandava o Tratado de Madri – Guerra Guaranítica.

 
 

SIGNIFICADO DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS


 
A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos (que não são incluídos na Quaresma) ou quarenta e seis dias contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.

Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia, nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimônia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa até o pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.

Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia após o carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a quaresma já na segunda-feira anterior a ela.
 
 
 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

RETRATISTA



Sempre gostei desta arte de tirar retratos, desde os tempos do saudoso Tibica, um negro que era o mestre dos fotógrafos na legendária São Francisco de Paula, até os dias de hoje. Naquele tempo a gente "batia" as fotos e o Tibica mandava os filmes para Porto Alegre para serem revelados. A angústia para ver as "chapas" durava uma semana.
 
Hoje, com todos os recursos disponíveis, tudo é mais prático, instantâneo. Ao mesmo tempo a gente que fica por trás das câmeras tem que se aprimorar muito mais. É justamente isto, além de retornar com as pinturas, que pretendo fazer, em seguidita, na minha aposentadoria. 
 
Este flagrante eu colhi hoje pela manhã, terça-feira, na praia de Curumim.
 
 
 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

MEIAS VERDADES DE TAU GOLIN



No dia 01 de fevereiro de 2016, postamos a seguinte matéria em nosso blog:


Segundo informações que recebi, o historiador Tau Golin concedeu uma entrevista a ser publicada no Jornal Zero Hora onde relata que o gaúcho "dá uma importância demasiada, irreal, ao cavalo" (mais ou menos nestes termos).
O conteúdo da citada entrevista talvez seja uma resenha do contido em seu livro (terceiro volume) intitulado A Fronteira. Ainda não li o livro onde o autor debruça-se numa época importante da formação de nossa região e das guerras luso-espanholas (1763 - 1778), mas confesso que estou mais curioso pela tal entrevista.
Para quem não o conhece, Luiz Carlos Tau Golin é jornalista e professor de história da Universidade de Passo Fundo mas consegue mais projeção (ou contrariedades) em seus ataques à líderes republicanos da Guerra dos Farrapos ou ao Movimento Tradicionalista de agora.

Todos sabem do elo histórico entre o gaúcho e o cavalo, não somente para as guerras e diversões mas também, e principalmente, para o trabalho. Até hoje o animal é considerado a extensão das pernas do riograndense sendo motivo, há muitos anos, de temas musicais e poéticos. O gaúcho se considera um centauro pampeano. Portanto, se o conteúdo for no costumeiro tom de Tau Golin, vem polêmica por aí. 
Pois bem. No dia de ontem, domingo, 7 de fevereiro de 2016, saiu a tal entrevista, ou seja, com uma semana de antecedência já sabíamos, inclusive, do seu conteúdo.
Classificado pelo autor da matéria - Luiz Antônio Araujo - como escritor, cronista e "polemista" Tau Golin deixou a desejar nas três longas páginas que lhe foram concedidas. Sinceramente, esperava mais. Não conseguiu nem ao menos explorar sua maior virtude, ou seja, a polêmica
Em suma ele defende seus pensamentos em frases como:
- Não existiria o Rio Grande do Sul sem navegação.
- Os farrapos perderam em razão da cavalaria.
- Na história contemporânea, o cavalo só se presta para patrulhamento de grandes distâncias e para reprimir manifestações públicas de estudantes e operários, numa mentalidade de covardia.
Bueno. Se seguirmos nesta lógica poderíamos sintetizar que não existiria o Brasil sem navegação. Que eu saiba Pedro Álvares Cabral não chegou no litoral baiano montado a cavalo.
De fato, a navegação teve muita importância na povoação da costa litorânea brasileira e a Província de São Pedro, em face de fatores diversos, dentre eles a posição geográfica onde a distância ocasionava o afastamento do eixo econômico Brasil-Metrópole, não foi diferente. Mas os portugueses ao povoarem Laguna, até então o ponto mais avançado do litoral sul, abriram até a Colônia do Sacramento  um caminho TERRESTRE com o objetivo de atender ao comércio de gado e de muares, isto é, Tau Golin, propositalmente, não cita a importância tropeira que, primeiramente, fizeram surgir os currais, os corredores de tropas, depois as invernadas e, posteriormente as povoações oriundas das pousadas.

Sem falar que, bem antes disto, os missionários espanhóis já haviam fundado os Sete Povos onde os índios das reduções guaranis já lidavam com o gado. Por outras regiões da província circulavam os kaingangs, os carijós e os Caáguas, ou Caaguaras, índios "cavaleiros" quando então os bandeirantes vindos da Capitania de São Paulo (a pé) realizaram ataques às missões aprisionando e afugentando índios que deixaram a gadaria solta por toda a região das vacarias. Na reculuta deste gado entra, novamente, a importância do cavalo.
 
Em suma, de Laguna às Missões, das províncias do Rio Grande a São Paulo, os desbravamentos, as ligações, os povoamentos, foram feitos por via terrestre a A CAVALO.

Em relação a afirmativa de que os farrapos perderam a guerra em razão da cavalaria, podemos tecer algumas considerações como:

Realmente a falta de uma marinha foi fundamental para que o conflito farrapo pesasse em favor dos revolucionários. Tanto é assim que Garibaldi promoveu, em minha opinião, a maior epopeia da guerra ao atravessar pelo campo, com dois lanchões puxados por cem juntas de boi cada um, de Camaquã a foz do Rio Tramandaí, até desembocar no oceano e invadir Laguna. Tudo isto porque a ligação de Porto Alegre a Rio Grande, feita pelo Rio Guaíba e lagoas, sempre esteve sob o controle dos imperiais. A logística, desta forma, era realizada de maneira rápida e segura. Por isso a tentativa desesperada de Bento Gonçalves de tomar São José do Norte, porta para o mar.

De outra parte podemos afirmar que foi graças aos cavalos e aos seus excelentes e bravos ginetes que uma província esquecida pela côrte sustentou, no braço e nas patas, uma revolução/guerra por quase dez anos, com menos soldados, menos armas, mas muito mais conhecimento dos terrenos dos embates e com uma cavalaria de causar inveja aos caramurus e que proporcionou inúmeras vitórias neste embate que, ao final, terminou em acordos benéficos para ambos os lados do conflito. Não houve vencidos nem vencedores.  É dever observar, também, que demais revoltas do gênero eclodidas na época, como Sabinada, Cabanada, e outras, por não terem uma cavalaria à altura da rio-grandense, não passaram de meses.

Quanto a chamar de covardes os policiais que se utilizam de cavalos para reprimir manifestações de estudantes e operários, isto é uma questão para nossa brigada militar responder ou questionar. 

 
 Tau Golin... Perdendo a Guerra.
 
 
 
 
 
         

domingo, 7 de fevereiro de 2016

sábado, 6 de fevereiro de 2016

CAVALEIROS DA PAZ


SÃO RECEBIDOS NA EMBAIXADA BRASILEIRA NO MÉXICO
 
 
El Grupo Caballeros de la Paz visitó hoy la Embajada de Brasil, en el marco de su paso por México, donde recorrerán algunos de los caminos históricos del país.
 
Fundado en Río Grande del Sur hace más de 20 años, el Grupo nació bajo inspiración del folclorista Antônio Augusto Fagundes, con el fin de cabalgar por rutas que sus antepasados recorrieron en épocas de guerra, pero con un mensaje de paz.
 
El Embajador Enio Cordeiro recibió al grupo que realizará, en los próximos días, un viaje por los caminos de la Revolución Mexicana y de la Ruta de la Plata. Los caballeros visitarán las ciudades de San Miguel de Allende, Atotonilco y Guanajuato, además de minas y haciendas en la región del Bajío mexicano.
 
Las cabalgatas internacionales realizadas por los Caballeros de la Paz incluyen destinos en Argentina, Bolivia, Chile, Paraguay, Mongolia, Sudáfrica, Canadá y Portugal.

 
 
Somos agradecidos pela distinta recepção na Embaixada do Brasil no México, o Diplomata Enio Cordeiro, com refinada fidalguia nos franqueou o acesso ao histórico casarão colonial onde está sediada a Embaixada Brasileira, além da calorosa hospitalidade nos proporcionou uma aula de conhecimentos históricos e culturais.
 
Elton Saldanha
 
 
 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

MARGS FECHA AS PORTAS


POR TEMPO INDETERMINADO
 
Falta de vigilância expões crise da Secretaria da Cultura do Estado
 
Por Gustavo Foster / A. Zero Hora

 Alegando "motivo de força maior", o Margs fechou suas portas nesta quinta-feira.
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS 

A crise financeira que assolou a Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac) – e o Governo como um todo – fez mais uma vítima: o Museu de Artes do Rio Grande do Sul (MARGS). Um dos espaços culturais mais importantes de Porto Alegre, o museu fechou suas portas nesta quinta-feira por falta de segurança. Pelo segundo dia consecutivo, a empresa responsável pela vigilância do local enviou apenas dois funcionários para trabalhar no prédio – normalmente, o Margs opera com 20 vigilantes (nove pela manhã, nove à tarde e dois à noite). De acordo com a administração da instituição, não há previsão de retorno das atividades.
 
Desde a última quarta, a Sedac vem tendo que lidar com uma equipe de segurança reduzida. Uma série de dívidas, que vêm pelo menos desde 2014, estão sendo cobradas pela Job Vigilância, empresa terceirizada que fornece profissionais para diversos prédios administrados pela pasta. Na quarta, Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), Margs e Memorial do Rio Grande do Sul receberam, cada um, apenas dois vigilantes – a CCMQ teve de operar apenas parcialmente e, nesta quinta, teve sua segurança reforçada com profissionais pagos com verba da Associação de Amigos da CCMQ.
 
Atualmente, o Margs tem quatro exposições em cartaz, que tiveram as visitações suspensas com o fechamento do prédio. A administração do museu afirma que a reabertura fica por conta da Sedac, que atua em duas frentes: ao mesmo tempo em que trata diretamente com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) a quitação das dívidas referentes aos anos anteriores, dialoga também com a empresa de vigilância. A previsão da Sefaz é que parte dos pagamentos seja feita até a próxima quarta-feira. Até lá (e mesmo depois da data), a situação do Margs é alvo de suspense.

Placa afixada na porta do Margs não especificava o motivo do fechamento 
 
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
 
Caso o valor não seja quitado, existe a possibilidade de uma diminuição ainda maior no efetivo de segurança dos três prédios, o que poderia acarretar mais dias de atividades suspensas. A Job Vigilância tem contratos ativos para segurança de prédios administrados por outras secretarias do Estado, mas, de acordo com o executivo, as únicas dívidas são da Cultura.  

Nota do Blog: E nós se clamando para que se crie o Museu do Gaúcho em Porto Alegre rsrsrsrr........



 

ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA I



 
 
 

ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA II


 
 
 
 


ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA III


 
 
 
 


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

MAL COMPARANDO...


"PODE COMPARAR! NÃO TEM CARNAVAL IGUAL AO DO BRASIL" Com esta frase, ilustrada pelo vídeo acima, a Rede Globo de televisão inicia suas chamadas para o carnaval 2016.
 
Não sou publicitário mas sinto quando uma coisa soa mal aos meus ouvidos e confunde as vistas. Acho que foi tiro no pé.
 
Se comparassem com outras festas similares em outros cantos do planeta, como por exemplo o carnaval de máscaras de Veneza, o mais antigo do mundo, tudo bem, mas tecer comparações com gente de outros países TRABALHANDO?... Tenho minhas dúvidas...
 
Botar o bloco na rua, no Chile, é pessoas fazendo calçamento; Harmonia nota 10, no Japão, é uma fábrica de automóveis toda automatizada; Carro Abre Alas, no Canadá, é um caminhão limpando a nevasca das ruas; Trio Elétrico, no México, mostra três operários trabalhando na rede de eletricidade.... E no Brasil a tradicional mulata seminua sambando. Diversão é diversão, trabalho é trabalho. Não tem como comparar até porque todos os países citados estão em situação econômica muito melhor do que a nossa.

Sempre gostei de carnaval. Quando moço fiz parte de blocos na legendária Sociedade Cruzeiro, em São Francisco de Paula. Hoje, gosto de olhar, pela televisão, os desfiles das escolas de samba. Contudo, esta propaganda me fez lembrar do poema O MEU PAÍS - que muitos pensam, erradamente, ser de autoria de João de Almeida Neto - dos autores Orlando Tejo, Gilvan Chaves e Livardo Alves.  
 
Um país que crianças elimina;
E não ouve o clamor dos esquecidos;
Onde nunca os humildes são ouvidos;
E uma elite sem Deus é que domina;
Que permite um estupro em cada esquina;
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão passa a servis;
E maltratam o negro e a mulher;
Pode ser o país de quem quiser;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis
não têm voz, não têm vez, nem diretriz;
Mas corruptos têm voz, têm vez, têm bis,
E o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que os seus índios discrimina;
E a Ciência e a Arte não respeita;
Um país que ainda morre de maleita,
Por atraso geral da Medicina;
Um país onde a Escola não ensina;
E o hospital não dispõe de Raios X;
Onde o povo da vila só é feliz;
Quando tem água de chuva e luz de sol;
Pode ser o país do futebol;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que é doente; não se cura;
Quer ficar sempre no terceiro mundo;
Que do poço fatal chegou ao fundo;
Sem saber emergir da noite escura;
Um país que perdeu a compostura;
Atendendo a políticos sutis;
Que dividem o Brasil em mil brasis;
Para melhor assaltar, de ponta a ponta;
Pode ser um país de faz de conta;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que perdeu a identidade;
Sepultou o idioma Português;
Aprendeu a falar pornô e Inglês;
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade;
De saber o que pensa e o que diz;
E não sabe curar a cicatriz;
Desse povo tão bom que vive mal;
Pode ser o país do carnaval;
Mas não é, com certeza, o meu país!






quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

MUITAS GRACIAS, DONA ROSE ORTAÇA.


Há certo tempo publicamos uma matéria onde leitores da região de Timbaúva - Bossoroca - nos mostravam, através de fotos, um certo estado de abandono do local de nascimento de pajador missioneiro Jayme Caetano Braun, grande mestre da arte pajadoril e maior responsável pela popularização desta forma poética no Rio Grande do Sul. 
 
Sempre foi nossa preocupação cultural mostrar neste periódico terrunho locais importantes onde sucederam-se fatos históricos, memoriais, monumentos, e alertar as autoridades responsáveis destacando a importância da preservação de tais marcos significativos.

Faz parte deste nosso trabalho de busca e resguardo de lugares importantes os locais de nascimento de artistas, tradicionalistas, políticos, revolucionários, enfim, pessoas que de alguma forma deixaram sua marca no pelo da história deste pago, pois não basta saber onde está enterrado, ou a cidade onde nasceu fulano de tal. Os fãs, os admiradores, gostariam de mais informações de seus ídolos e neste contexto se insere o local exato onde a pessoa nasceu. Sei que Teixerinha nasceu em Rolante, mas onde? Paixão Côrtes é de que local de Santana do Livramento? O que é feito do lugar onde o tronco missioneiro Pedro Ortaça nasceu? Sabemos que, com o passar dos anos, muitos destes lugares mudaram, não são mais como naquela época mas, em contrapartida, muitos ainda guardam alguma lembrança e ali poderia ter uma placa indicativa como: - AQUI NASCEU NOEL GUARANY -

Pois Dona Rose Ortaça, esposa do grande músico Pedro Ortaça, leitora de nosso blog, levou aquela matéria aos atuais proprietários do local onde Jayme Caetano Braun deu ôh de casa nesta querência os quais entenderam a importância de nossa preocupação e agora, conforme as fotos do Gabriel Ortaça, tem mantido o lugar que é um brinco.

Muito obrigado por sua contribuição, Dona Rose, e parabéns ao Senhor Oscar Pires, que preserva com carinho e cuidado este marco que é o berço de nascença do mestre Jayme.

Abaixo, a mensagem que nos enviou a amiga Rose Ortaça e as fotos do Gabriel.     


Olha Léo Ribeiro de Souza valeu os teus comentários, agora está bem como era esse local maravilhoso, digno de ser preservado, mostrei sua crônica e eles, fizeram da melhor maneira possível!



Lindo lugar onde nasceu payador Jayme Caetano Braun. Parabéns ao amigo Oscar Pires por preservar este local. Timbaúva, Bossoroca!




terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

REPONTANDO DATAS


Num dia de 2 de fevereiro, do ano de 1893, o líder maragato Gumercindo Saraiva  invade o Rio Grande de São Pedro pela primeira vez (por Aceguá) e toma a cidade de Bagé -  Revolução Federalista -.
 
 
 
 

OS MAIS VENDIDOS DA MINUANO DISCOS


Nosso amigo Fernando Rosso, diretor proprietário da Loja Virtual Minuano Discos, nos envia a relação dos CDs, DVD e Livro mais vendidos deste mês de janeiro que ora termina. Segundo Rosso, esta informação acontecerá mês a mês e, ao final do ano, teremos os mais vendidos em cada categoria.
 
Portanto, as obras mais solicitadas deste janeiro de 2016 foram:   


 
 
 
 
 


CAVALEIROS DA PAZ


RUMO AO MÉXICO
 
Nesta segunda feira, as 14 h partiram para o México, Os Cavaleiros da Paz. Vão fazer à Cavalo as trilhas históricas da Revolução Mexicana onde percorreram personagens como Pancho Villa e Zapata.

 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

VEM POLÊMICA POR AÍ!


Segundo informações que recebi, o historiador Tau Golin concedeu uma entrevista a ser publicada no Jornal Zero Hora onde relata que o gaúcho "dá uma importância demasiada, irreal, ao cavalo" (mais ou menos nestes termos).
O conteúdo da citada entrevista talvez seja uma resenha do contido em seu livro (terceiro volume) intitulado A Fronteira. Ainda não li o livro onde o autor debruça-se numa época importante da formação de nossa região e das guerras luso-espanholas (1763 - 1778), mas confesso que estou mais curioso pela tal entrevista.

Para quem não o conhece, Luiz Carlos Tau Golin é jornalista e professor de história da Universidade de Passo Fundo mas consegue mais projeção (ou contrariedades) em seus ataques à líderes republicanos da Guerra dos Farrapos ou ao Movimento Tradicionalista de agora.

Todos sabem do elo histórico entre o gaúcho e o cavalo, não somente para as guerras e diversões mas também, e principalmente, para o trabalho. Até hoje o animal é considerado a extensão das pernas do riograndense sendo motivo, há muitos anos, de temas musicais e poéticos. O gaúcho se considera um centauro pampeano. Portanto, se o conteúdo for no costumeiro tom de Tau Golin, vem polêmica por aí. 

 
 

domingo, 31 de janeiro de 2016

CAVALGADA DO MAR



Na manhã chuvosa deste domingo, ali por riba das 10 horas, a 32ª Cavalgada do Mar passou por Curumim. Trezentos e quarenta e dois cavalarianos - de tão tranquila deu para contar - e só eu na praia para reverenciar este ato cultural. Uma pena este tempo, pois afastou os banhistas e muitos dos próprios participantes - eram esperados em torno de 500 - além, é claro, das exigências veterinárias para cada proprietário ter seu animal habilitado a cavalgar. 
 
De toda a forma, apesar dos sagrados retardatários, foi uma cavalgada bonita, serena, onde o cinza das capas mesclarem-se com o das nuvens, ocasionando um momento quase que triste, de um piquete farrapo retornando de uma refrega sem a natural alegria e o colorido das pilchas. 
 
Parabéns aos participantes que não afrouxaram o garrão para as intempéries.
 
 

DE ONDE VEM A PALAVRA " GAÚCHO"?



O Jornal Zero Hora de quinta-feira, dia 28 de janeiro, em sua página 44 (Almanaque Gaúcho) escrito interinamente por Antônio Goularte, nos traz uma interessante matéria sobre a origem da palavra Gaúcho, a qual reproduzimos na íntegra (a foto é de nossos arquivos).  

Nem brasileiros, argentinos, uruguaios e chilenos se entendem. 

Tudo indica que não existe no Rio Grande do Sul uma etimologia mais controvertida que a relacionada ao vocábulo "gaúcho". Até um dos expoentes de nossa cultura no século passado, Augusto Meyer (1902 - 1970), realizou minuciosas pesquisas, apontou inúmeras versões, mas deu o assunto por encerrado sem adotar nenhuma. O mineiro Guilhermino César (1908 - 1993), um riograndense por adoção, viu o caso como um "quebra-cabeça". Na década de 1920, o mestre João Ribeiro já chegara a uma conclusão semelhante quando o considerou como um "problema insolúvel". Mais recentemente, quando perguntaram a Barbosa Lessa sobre a origem da palavra, ele respondeu: "Ninguém sabe". Citou o professor  Fernando Assunção, que reporta ao francês "gauche" (esquerdo), mas sem muita convicção. 

Dois estrangeiros, nossos vizinhos e interessados diretamente na matéria, foram um pouco além. O argentino Costa Alvarez - conforme pesquisas de Carlos Reverbel - chegou a encontrar 25 etimologias da palavra, e o uruguaio Buanaventura Caviglia Hijo ampliou esse número para 36, Segundo ele, a origem pode ter vindo nada menos do que 17 idiomas, do castelhano ao latim, passando por tupi-guarani e árabe. No final, Hijo concluiu que gaúcho vem de "garrucho", portador de garrocha (a nossa garrucha). 

Temos ainda mais duas opiniões de estrangeiros. O chileno Rodolfo Lenz indica a palavra araucana "cachu" ou "cauchu" como possível origem. E o argentino Paul Groussac optou por "guacho". Em resumo, até agora, parece que ninguém se entendeu. 

Sobre um aspecto do caso, porém, não pairam dúvidas. Durante mais de um século, a palavra "gaúcho" teve uma conotação nada simpática: marginal, ladrão, vagabundo, contrabandista coureador, aquele que saqueava fazendas só para roubar o couro das reses, que chegou a vale quatro vezes o preço do gado em pé. Hoje, a palavra é tratada com orgulho e respeito por todos os rio-grandenses e está presente, em tom maior, no nosso cancioneiro: "Eu sou gaúcho, eu sou do sul...". 
 
 
      

 
 

sábado, 30 de janeiro de 2016

DIA DO PAJADOR GAÚCHO


O dia 30 de janeiro é considerado dos mais pródigos para a arte poética do Rio Grande do Sul. Neste dia, no ano de 1903, nascia em São Borja aquele que é considerado "O Príncipe dos Poetas" gaúchos, ou seja Vargas Neto, Patrono da Estância da Poesia Crioula.

No mesmo dia, no ano de 1924, nascia onde hoje é o município de São Luiz Gonzaga, Jayme Caetano Braun, considerado o maior pajador do Estado e, por esse motivo, foi instituído o "Dia do Pajador Gaúcho" conforme a Lei abaixo.   

Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul  
Sistema LEGIS - Texto da Norma LEI:   11.676  
           LEI Nº 11.676, DE 16 DE OUTUBRO DE 2001.
           Dispõe sobre a instituição do "Dia do Pajador Gaúcho". 
           O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. 

           Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:
           Art. 1º - Fica instituído o "Dia do Pajador Gaúcho", que será comemorado no Estado do Rio Grande do Sul no dia 30 de janeiro, data de nascimento do poeta e pajador gaúcho Jaime Caetano Braun.
           Art. 2º - O "Dia do Pajador Gaúcho" deverá fazer parte do calendário de eventos culturais do Estado.
           Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
           Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário. 
           PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 16 de outubro de 2001.

           Olívio Dutra - Governador


Falar sobre Jayme Caetano Braun é missão difícil devido a importância que este vate (que já foi Presidente da Estância da Poesia Crioula) retrata para a nossa cultura terrunha. Por isso, nada melhor do que uma pessoa que dedica larga parte de seu tempo para pesquisar e divulgar sobre o grande poeta missioneiro. Falo de Vinicius Ribeiro, meu amigo e grande escultor, autor de diversas obras artísticas perpetuadas em monumentos, de Don Jayme.
 
Acessem o link abaixo e saibam tudo sobre este que foi e sempre será um dos maiores artistas rio-grandenses de todos os tempos.  

http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br/…/breve-hist…

Estátua de Jayme Caetano Braun, na praça de mesmo nome, em São Luiz Gonzaga
obra do escultor Vinícius Ribeiro 
 
Abaixo, um texto do também pajador Paulo de Freitas Mendonça sobre Jayme e sobre o Dia do Pajador Gaúcho:
Dia do Pajador no aniversário de nascimento de Jayme Caetano Braun
A gloriosa Bossoroca via nascer, há noventa e dois anos, o magistral poeta e pajador Jayme Caetano Braun. Tremeram os alicerces dos quatro pontos cardeais do Rio  Grande do Sul, segundo as palavras proféticas do poeta Balbino Marques da Rocha. Bossoroca nesta época era distrito de São Luiz Gonzaga, por isso Braun tornou famosa a frase que ilustra o seu poema mais conhecido, o Bochincho: “não é a toa chomisco que sou de São Luiz Gonzaga”. 
Braun viveu nos campos da região missioneira e lá foi bolicheiro, morou em Passo Fundo e Cruz Alta, depois migrou para Porto Alegre, onde ganhou fama, viveu até seus últimos dias e onde descansam seus restos mortais. Na capital teve como pares os mais importantes intelectuais da cultura crioula, integrou o Grupo Os Teatinos, juntamente com Glênio Fagundes e Paulo Fagundes, foi sócio fundador da Estância da Poesia Crioula e do Conselho Coordenador, que veio a se transformar no MTG, em 1966. Foi diretor da Biblioteca Pública do Estado e conselheiro de cultura do Rio Grande do Sul, além de radialista, mantendo um programa por quinze anos na mesma emissora e no mesmo horário.
No ano de 1958, durante o segundo rodeio de poetas da Estância da Poesia Crioula, em Caxias do Sul, conheceu o poeta uruguaio Sandálio Santos (Nicácio Garcia Beriso) de quem aprendeu a Décima Espinela. No congresso do ano anterior, Braun coordenava os estudos sobre as correntes da poesia crioula, dentre os temas estava o que denominaram pajadorismo. Já era um brilhante improvisador, foi o único pajador profissional durante vinte anos e conquistou por mérito o reconhecimento de ser o mais importante pajador de todos os tempos no Rio Grande do Sul. Faleceu em Porto Alegre, aos 75 anos, em 08 de  julho de 1999. 
Em novembro daquele ano surgiu na cidade de Sapucaia do Sul o primeiro festival de pajada intitulado com seu nome, evento vigente atualmente. Em 30 de janeiro de 2000, o Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria apresentou um encontro de pajadores e declamadores em homenagem ao pajador missioneiro. No final do espetáculo, sob a euforia de um público de mais de cinco mil pessoas, tomado de emoção, proclamei que a partir daquele dia, a data de nascimento de Jayme Caetano Braun passaria a ser considerada o Dia do Pajador Gaúcho. Posteriormente encaminhei uma sugestão de projeto de lei ao então deputado Estadual João Luiz Vargas, que concordou em apresentar ao plenário, vindo a ser aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa. No dia 16 de outubro de 2001, o então governador Olivio Dutra, conterrâneo de Braun, sancionou a lei nº 11.676 que criou o Dia do Pajador Gaúcho. Hoje, a pajada passa a ser reconhecida pelos países formadores do bloco, como o primeiro Patrimônio Imaterial do Mercosul. Muito dos êxitos alcançados atualmente, deve-se a perspicácia de Braun que resgatou e resguardou por décadas uma arte genuinamente gaúcha, que até então não se reconhecia como tal, tanto que o MTG somente veio a aceitar a pajada como tradição gaúcha no ano de 2000.
Finalizo este breve texto, parafraseando o poeta Balbino Marques da Rocha e ratificando que ele tinha razão, o calendário do Rio Grande do Sul foi mudado para antes e depois de Jayme Braun. Em outubro deste ano vai completar quinze anos que é instituída por lei a data de nascimento de Jayme Caetano Braun, 30 de janeiro, como o Dia do Pajador Gaúcho.
(Texto de Autoria de Paulo de Freitas Mendonça, escrito em 30/01/2016)   
 
 

UM TEXTO QUE CONVIDA A REFLEXÃO


 
 
O Brasil não é... o país do agricultor gaúcho!
 
Como assim não é o país do agricultor gaúcho se este é o responsável pelo desenvolvimento do cerrado brasileiro e tantas outras regiões como Goiás, por exemplo, quando todos acreditavam que o desenvolvimento só ocorreria mudando o endereço da capital! Qual país do mundo que mudou sua capital de endereço? Pois bueno, vamos analisar de forma bem simples, nada acadêmica, como se estivéssemos proseando no bolicho da colônia enquanto tomamos uma canha.
 
Assim começa um interessante texto sobre agricultura no Rio Grande do Sul, tema não muito comum em nosso blog, mas abordado com muita propriedade por nosso amigo Voni Santos com edição de Rafael Garcia dos Santos.
 
Como o assunto é um tanto extenso convidamos nossos leitores a acessarem o endereço abaixo e lerem na íntegra tal matéria.
 
https://www.facebook.com/252706428079557/photos/a.252941444722722.83608.252706428079557/1241117559238434/?type=3&theater



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CANTE UMA CANÇÃO EM VACARIA


 
MEMÓRIA DE CAMPEIRO é a grande vencedora do 10º "Cante Uma Canção Em Vacaria", festival realizado nos dias 25, 26 e 27 de janeiro, durante a programação do Rodeio Internacional de Vacaria. Além do Primeiro Lugar a música conquistou os troféus de Mais Popular e Melhor Conjunto Vocal. 

Confira o resultado completo: 

Primeiro Lugar:  MEMÓRIA DE CAMPEIRO (milonga)
 Letra: Rômulo Chaves
 Melodia: Robledo Martins
 Interpretação: Robledo Martins, Cristiano Fantinel e Jean Kirchoff 

Segundo Lugar: BENZIDO (milonga)
 Letra: Adriano Silva Alves
 Melodia: Juliano Gomes
 Interpretação: Ita Cunha 

Terceiro Lugar: SERENATA... SERENATA (chamamé)
 Letra: Helvio Casalinho
 Melodia: Marcelo Oliveira
 Interpretação: Marcelo Oliveira 

Melhor Intérprete: ITA CUNHA - "Benzido"
Melhor Instrumentista: LUCIANO MAIA  - "O Tempo é um Curandeiro"
Melhor Letra: BENZIDO  -    Adriano Silva Alves
Melhor Melodia: SERENATA... SERENATA -  Marcelo Oliveira
Melhor Tema Campeiro: FOLCLOREANDO
Autores: RogérioVillagran/Kiko Goulart
Interpretação: Quarteto Coração de Potro
Melhor Arranjo: DE GUITARRA E GUITARREIRO 
Autores: Ademir Disconzi/Valdir Disconzi/Halber Lopes
Interpretação: Cristiano Fantinel
Melhor Conjunto Vocal: MEMÓRIA DE CAMPEIRO
Interpretação:  Robledo Martins, Cristiano Fantinel e Jean Kirchoff
Mais Popular:  MEMÓRIA DE CAMPEIRO
Letra: Rômulo Chaves
Melodia: Robledo Martins
Interpretação: Robledo Martins, Cristiano Fantinel e Jean Kirchoff 

Troféu Origens: Marcelo Oliveira 

Fonte: Blog Ronda dos Festivais - Jairo Reis
Foto:  Almanaque
 
 
 
 

UMA QUESTÃO DE CULTURA


OU DE EDUCAÇÃO? 

 
 
Sinceramente, a curto prazo, não vejo saída para no Brasil velho de guerra. Há algo encroado na maioria de nosso povo que somente com um trabalho efetivo ao longo de duas ou três gerações veríamos algum resultado. O "algo encroado" que me refiro é a falta de educação. 
 
Enquanto o desrespeito as leis e a impunidade vigorarem neste País, do galpão a casa grande, isto é, dos mais humildes aos mais nobres, nada mudará. Corrigindo. Mudará para pior.
 
Esta semana a prefeitura de Capão da Canoa deu uma geral na Praia de Curumim, onde tenho meu rancho. Limpeza de ruas, reposição de lâmpadas, cortes de gramas, enfim, ficou a altura dos impostos pagos.  Tiveram o cuidado de colocar placas em locais onde comumente os moradores erradamente colocavam lixo.
 
Exatamente um dia após a colocação da placa proibindo o depósito de lixo inclusive com dizeres elucidativos como: "Cuide de nossa cidade. Estamos fazendo a nossa parte. E você?", passo na rua como faço diariamente para ir buscar o jornal e o pão e o que vejo: uma cama de casal, talvez tomada pelo cupim, colocada, como um deboche, em baixo da placa proibitiva. E olha que por ali não tem favelado, é só gringo graúdo dos pilas. 
 
Então eu pergunto: - É uma questão de cultura ou de educação?    
 
Eu vivo uma luta inglória contra a depredação de nossos monumentos e memoriais. Não adianta. Deem uma olhada como andam as estátuas de Bento Gonçalves, de Júlio de Castilhos, do Laçador, do Seival, da Paz do Ponche Verde.... Tudo deteriorado, pichado, carcomido ...
 
Mas como exigir punição a destruidores de monumentos quando verdadeiros corruptos, ladrões e bandidos, andejam impunes pelas ruas de Porto Alegre, do Rio Grande e do Brasil?
 
E como exigir algum castigo aos grandes malfeitores quando os pequenos delitos começam dentro de nossa casa (ou na frente delas)?
 
 
 
 
 
   
 
  

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

REPONTANDO DATAS / 28 JANEIRO



Num dia 28 de janeiro, do ano de 1916, morria em Porto Alegre o jornalista, médico, político e escritor Ramiro Fortes Barcellos, de cognome Amaro Juvenal,  autor da célebre obra Antônio Chimango, um poemeto campestre, escrito entre 1910 e 1915, que criticava através de versos satíricos seu primo e inimigo político Antônio Augusto Borges de Medeiros, então governador do Estado.  
 
 
 

ATENÇÃO CAVALEIROS DO MAR!




Vão dando a última (e leve) adelgaçada nos fletes, revisando os cascos, tosando as crinas, emalando os "trem" de arreio e de acampamento, reculutando as guias de transporte e vacinas, que amanhã, dia 29 de janeiro, começa a concentração no Parque de Balonismo da Praia de Torres para a maior de todas as cavalgadas do Rio Grande e talvez do planeta. Estamos nos referindo a Cavalgada do Mar, agora em sua 32ª edição com saída prevista para o dia 30, sábado, e chegada em Palmares do Sul no dia 06 de fevereiro.

Existe uma grande expectativa em relação ao número de participantes montados, tudo em face das exigências veterinárias, principalmente em relação a doença do Mormo, cujas preocupações ainda perduram. Fala-se em 500 cavalarianos. Para quem já computou 3.5 mil para integrar-se ao livro dos recordes, é uma diferença considerável. Mas, como sempre falei ao então comandante Vilmar Romera, o importante é a qualidade e não a quantidade. Então, vamos em frente até porque temos que preservar a saúde de animais e de ginetes e demonstrar a milhares de veranistas este lado cultural do tradicionalismo gaúcho.

Pela programação, domingo, dia 30, a cavalgada estará passando diante de meu rancho praieiro aqui pelas bandas de Curuma's Beach. Vou tirar uma porção de chapas e enviar a vocês, leitores deste blog terrunho.


 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

REPÓRTER POR UM DIA EM VACARIA


COM O PADRE ALESSANDRO CAMPOS

Foto: divulgação do Rodeio de Vacaria
 
 
O Programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo, dia 24, esteve no 31º Rodeio Internacional de Vacaria com o seu quadro Repórter Por Um Dia,  tendo como apresentador o padre paulista Alessandro Campos (a direita da foto), que também é cantor de música sertaneja. O padre se diz um apaixonado pela nossa cultura regional.  

Pelo facebook, que é um campo aberto para manifestações de todos os tipos, diversas pessoas mostraram-se indignadas contra a participação de um padre caipira num rodeio gaúcho, bem como pela qualidade do material divulgado para todo o País, inclusive com dança de "homem com homem" (na verdade foi uma apresentação dos gaiteiros dos Monarcas mostrando suas habilidades com o instrumento) alimentando, ainda mais, esta ideia errônea que têm-se dos gaúchos....
 
Não vamos entrar no mérito da qualidade da matéria apresentada, pois isto é uma discussão que vai do gosto de cada um, embora eu ache que, pelo tempo disponível, tenha sido dado uma amostra razoável dos nossos costumes, do que é este sensacional rodeio e também demonstrado os cuidados com o bem estar animal.

Em relação ao "padre caipira" sou obrigado a discordar dos tradicionalistas mais ortodoxos que criticaram a escolha de quem conduziu Repórter Por Um Dia pois é justamente neste diferencial do apresentador em relação a matéria apresentada que mora o ineditismo, a visão expressada a milhões de pessoas de alguém que, como eles, não conhece a miúde o nosso folclore. Qual seria a graça colocar, por exemplo, o Neto Fagundes a fazer a reportagem? Alguém que é do meio e onde tudo soaria como natural?

Também sinto uma má vontade em relação a RBS. Então eu pergunto: - Qual outra emissora no Estado fez repercutir tão alto e tão longe este que é o maior rodeio gaúcho do mundo? Nossa TV Educativa esteve em Corrientes, Argentina, fazendo a cobertura do Festival do Chamamé. Bonita transmissão. Mas vejo muito pouco ou quase nada em nossa TV E, órgão estatal, e demais emissoras, a respeito deste nosso grandioso evento que demonstra num só lugar o todo de nossa cultura.

Concluindo, penso que a matéria foi boa e teve real importância.



   

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

DICIONÁRIO POÉTICO


GAÚCHO BRASILEIRO
 UMA OBRA DIFERENCIADA


Recebi o convite para o lançamento do livro Dicionário Poético Gaúcho Brasileiro, do meu amigo, poeta de marca maior José Atanásio Borges Pinto, uma obra com mais de 9750 termos e cerca de 5.000 exemplos práticos, que ele estará autografando no galpão da Prefeitura Municipal de Vacaria, no Parque dos Rodeios, durante o Rodeio de Vacaria. Desejo ao vate, membro da nossa Estância da Poesia Crioula, que ora reside nas plagas lageanas, muito sucesso e que esta obra alcance seus reais objetivos de clarear aos leitores leigos diversas nomenclaturas poéticas gauchescas. É algo novo, criativo, coisa que só poderia brotar de uma mente privilegiada como do grande José Atanásio Borges Pinto.

Apenas uma observação em relação ao lançamento que estava previsto para hoje, dia 26, às 16hs. Por problemas de logísticas a tarde de autógrafos foi adiada para o dia 30 de janeiro, no mesmo local.


 
 
 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

MATE DO ESTRIBO



Muitos leitores do blog querem saber a origem desta música que postamos ontem no espaço COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA. Pois bueno:

Meu grande amigo Adão Quevedo, homem que admiro como artista por seu talento e como pessoa por sua personalidade, pediu-me uma letra para o disco de seu conterrâneo de São Lourenço do Sul e grande intérprete nativista Pandiá Cardoso. O pedido do Adão é uma ordem, mas preocupou-me, por seu estilo primoroso, detalhista e perfeccionista em seus trabalhos. Comigo, a coisa já é mais aos encontros do cavalo.... 
 
Mas não podia deixar meu parceiro na mão e compus a letra Mate do Estribo. Resumo da história: Em meio a tantos compositores de renome como Paulinho Pires, Telmo de Lima Freitas, Simão Goldmann, Mário Barros, Elton Saldanha, Tito Made e o próprio Adão Quevedo, ou seja, dentre verdadeiros clássicos do regionalismo gaúcho a minha letra acabou no agrado dos produtores que, com a belíssima melodia do Adão Quevedo, a música acabou sendo escolhida para abrir o CD e emprestou nome ao disco. Eu, é claro, fiquei mais bobo do que já sou.

A bela obra será lançada em São Lourenço do Sul no início de março.  
 
A letra está abaixo e o vídeo aí em riba, já anda circulando pela internet com enorme sucesso.


MATE DO ESTRIBO
Letra: Léo Ribeiro
Música: Adão Quevedo
Interpretação: Pandiá Cardoso

Sorvo do estribo o último mate deste domingo
que foi bem lindo, de prosas brandas e sem alarde.
O sol se pondo, as carucacas vindo pras casas,
tropéis de asas sonorizando um fim de tarde.

O teu silêncio é quase um grito pra que eu não vá
e vem de lá da estrada longa rojões de ventos.
Tudo se aninha pra que eu apeie e solte o pingo.
porque um domingo pra tanto amor é pouco tempo.

Mate do estribo (mate do adeus) é o mais amargo,
em tragos largos eu vou sorvendo bem aos pouquinhos.
Tal qual a seiva que agora mata a minha sede
teus olhos verdes eu vou levar pelos caminhos.

Por estes dias só vou beber mates de espera,
pelas tigüeras, pelos varzedos, pelos galpões,
e um mate doce com a vó bugra, só por lembrança,
da minha infância que foi embora com as ilusões.

E quando a noite se vier pro rancho com seu negrume
tendo por lume um fogo grande que sobe a esmo
na solitude que me arrincona onde nasci
pensando em ti vou chimarrear comigo mesmo.  
Mates do estribo... já sorvi muitos por toda a vida
as despedidas andam comigo desde menino
porém agora que encontrei  a flor-do-campo
os seus encantos hão de mudar o meu destino.

Que passe logo esta semana cá nestes fundos
onde meu mundo não vai além deste horizonte
porque o domingo é o dia santo que me acalma
bebendo a água mais clara e pura de tua fonte.