"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro

RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Simplesmente, Luiza.

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

segunda-feira, 16 de julho de 2018

ENTREVISTA COM EDSON DUTRA


Recebemos o chasque abaixo do amigo Orlando Torinelli, nosso parceiro jornalista, leitor de nosso blog, lá de São Bento do Sul, nos enviando essa matéria em forma de entrevista que realizou com o grande gaiteiro bonjesuense Edson Dutra. 

Buenas amigo Léo.
Estou te passando entrevista realizada ontem com Edson Dutra para minha coluna Alma de Gaúcho. Se achar interessante pode publicar.
Grande abraço
Orlando Torinelli 
Foto: Eduardo Rocha 


Os Serranos chega a 50 anos de estrada. Conte um pouco dessa trajetória.   

Caro amigo, Torinelli e amigos que nos prestigiam com a leitura! Falar de 50 anos dos SERRANOS, a serem comemorados nesse ano, é falar de luta, de trabalho, de dedicação, de esforços em todos os sentidos. Mas, é também falar de ótimas amizades e relacionamentos sociais, com pessoas que nos ajudaram a chegar até aqui. Com pessoas que se identificaram com nossos ideais tradicionalistas gaúchos. Com os valores que apregoamos, como o respeito aos mais velhos, à família, à natureza, a ética, a moral, aos bons costumes e ao civismo.
 
Sou um grande fã do grupo e vou em muitos fandangos quando o grupo está pela região....como é se apresentar quase sempre com casa cheia? 
 
Uma verdadeira alegria e sinal do prestígio que alcançamos junto a milhares de fãs e amigos. Isso, por si só, nos dá mais responsabilidade, para que OS SERRANOS continuem sua senda de trabalho e sucesso! Respeitando a todos e sempre com muita humildade e gauchismo.
 
Podemos ter a alegria de ver Edson Dutra nos palcos ainda por muito tempo? 
 
O futuro a DEUS pertence, diz a célebre e certeira frase. Depois desses 50 anos de estrada, caberá aos demais colegas levarem a bom termo o trabalho artístico dos SERRANOS. Sei que o farão muito bem.  Quando me der vontade e sobretudo saudade dos palcos, deverei estar presente, mas sem aquele compromisso que sempre tive. Afinal, preciso estar a partir de agora, um pouco mais perto dos meus filhos, mulher, parentes e amigos de sempre. E, claro, dando vasa ao meu esporte preferido, a pesca.
 
O que move o artista que deixa a família e sai viajar toda as semana pelos estados do Sul?   

Vocação, profissionalismo, respeito ao seu público e à emoção das pessoas em relação ao trabalho artístico que é feito.
 
Fale um pouco da juventude que participa dos fandango e cursos de danças gaúchas.  

Jovens valorosos são esses! Eles representam a sequência da tradição gaúcha, que é o repasse de nossos usos e costumes, de uma a outra geração. A esses jovens e a seus familiares, nosso respeito e cumprimentos! Precisamos deles para um país melhor, com estudo, com trabalho, com especializações profissionais, sem vícios e com diversões sadias. 
 
Fale um pouco da atual situação política que vive nosso querido Brasil.  

A situação política está dramática, com o avanço de um discurso e ações voltadas para uma doutrinação de extrema esquerda, na qual muitos jovens são aliciados e enganados por esse “bolivarianismo”, que está sendo apregoado.  Já foram aliciados muitos jovens e famílias de outros países vizinhos como Bolívia, Equador e Venezuela. Vemos a miséria e o caos por lá instalados, em ditaduras que massacram e dominam as suas populações. Essas, desarmadas e iludidas com as migalhas distribuídas por seus algozes, subjugam-se aos seus caprichos e interesses, deixando de lado seus sonhos de progresso, de conquistas e de valores fundamentais para a dignidade humana, como a LIBERDADE, por exemplo. Nosso país, a continuarem os desmandos que vemos e temos, será igual.  Caso não saibamos votar e não reagirmos, seremos dominados por esses maus governantes e falsos líderes. Nos últimos anos, os governos que tivemos aqui, nos mostraram com efetiva competência e maestria, como se faz e pratica a mais cruel e destrutiva CORRUPÇÃO. Esta, quebrou a nossa PETROBRÁS e desviou bilhões de reais, com obras faraônicas inacabadas, com a construção de inúteis estádios de futebol e com a conivência de importantes empresas da construção civil.  Maus políticos enriqueceram às custas do dinheiro público! 
 
Em primeiro lugar rezemos, para que isso seja revertido. Em segundo lugar, vamos eleger pessoas que não sejam corruptas ou denunciadas por esses crimes.
 
O bem vencerá o mal! Fãs e amigos dos Serranos, o país precisa de nós! Façamos nossa parte! Lutemos por um BRASIL, com dignos representantes e com sonhos factíveis para todos nós. Nossa bandeira sempre será verde e amarela, com o azul e branco. JAMAIS VERMELHA E COMUNISTA!!!  
 
Você é a favor do movimento O Sul é meu País? 
 
Poderia, no momento atual, até ser uma boa solução. Mas, quero uma PÁTRIA integrada, justa e perfeita, com todos os irmãos brasileiros unidos e com dignidade. Governados por gente decente.
 
Deixe uma mensagem para os 12 mil assinantes de A Gazeta e que acompanham "Alma de Gaúcho" já a nove anos  e chegando a 20 anos em outros jornais incluindo o extinto "Buenas Chê".

Não esmoreçam, lutemos unidos por um PAÍS nosso! Doutrina comunista não! Aqui, a liberdade tem de ser nosso patrimônio, ao lado de tantos valores que sustentam e orientam a FAMÍLIA CRISTÃ.


 
 
 

domingo, 15 de julho de 2018

ADÃO BUENO SERÁ O HOMENAGEADO


DA 7ª TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA CRIOULA
 
Léo Ribeiro (E) e Maxsoel Bastos de Freitas (D)
formalizaram o convite a Adão Bueno (C)
em nome do Fraternidade Gaúcha
 
A partir da segunda edição a Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula passou a homenagear um Irmão escolhido por seu trabalho em prol da cultura Sul Rio-grandense. Já foram honrados com esta comenda nomes como Paulinho Pires, Telmo de Lima Freitas, Alcy de Vargas Cheuiche, Jader Moreci Teixeira (Leonardo), Tadeu Martins e Paixão Côrtes.
 
Em sua 7ª edição o festival poético promovido e organizado pelo grupo tradicionalista e piquete Fraternidade Gaúcha, da maçonaria, após alguns nomes apresentados e debatidos, escolheu por unanimidade o bageense Adão Ondino de Moraes Bueno.
 
Adão Bueno labuta pela tradição gaúcha desde os tempos em que era bailarino do inesquecível e inigualável Grupo Folclórico Os Muuripás. Exímio sapateador, executor de bombo legüero, contador de causos, declamador, Bueno espraiou seus conhecimentos para centenas de crianças de diversas escolas do Rio Grande do Sul. 
 
É a primeira vez que um integrante do Grupo Fraternidade Gaúcha é reconhecido e homenageado por seus colegas de atividades tradicionalistas. Isto se deve, além de sua capacidade artística, a sua maneira fraterna, alegre, descontraída, harmônica, de conviver com seus pares.
 
Parabéns ao Grupo pela sábia e oportuna escolha.
 
As homenagens acontecerão durante o festival, no dia 11 de agosto de 2018, no Teatro do Sesc, em Porto Alegre.     
 
 
     
 

sábado, 14 de julho de 2018

A VIAGEM DE SAINT - HILAIRE AO RS - 10


Resumo 10 - Viagem ao Rio Grande do Sul - Por: Jeandro Garcia
Novembro de 1820 - Auguste de Saint-Hilaire
Montevidéu - Costumes locais
 
 
Chega a Montevidéu, com grande dificuldade para arranjar um local para ficar é acolhido por um Padre, depois em uma padaria. Apresentado às autoridades e convidado a conhecer o teatro e assistir a uma peça. Logo após seguem para um baile, onde as mulheres eram muito bonitas e bem vestidas, boas maneiras e delicadas, os homens são apáticos. Refrigerantes eram servidos e ao contrário do Rio Grande onde havia muito exagero, aqui a mesa poderia se pensar que estava posta para meia dúzia de meninos.
 
A cidade possui cerca de 15 mil habitantes, poucos negros e menos ainda mulatos, sendo a cidade mais ativa que conheceu depois do Rio de Janeiro. A maioria são negociantes. A água potável vem da chuva e é armazenada em cisternas.
 
O leite é vendido por meninos, a cavalo, com garrafas de barro amarradas por couros.
 
A gente deste país não manifesta grande interesse político, diferente de sua herança europeia/espanhola.
 
Repara que as crianças são mais ativas e se divertem mais que as brasileiras, mas lhe é avisado sobre as alterações conforme o clima, pois passou pelo Rio Grande no inverno, e agora já se faz novembro.
 
As mulheres da cidade se vestem bem, não se trancam em suas casas e reúnem-se seguidamente em outras casas. São cordiais com os visitantes mas sem afetação, conversam bem e procuram ser agradáveis. Em qualquer nível social possuem graça e delicadeza. Há também pela cidade mulheres mundanas, mas não se oferecem aos homens, como as europeias.
 
Ha um hospital equipado para 50 leitos, feitos de cavaletes, estrado de couro e um colchão pouco grosso. Desde que os portugueses estão em Montevidéu há no hospital um parte para crianças abandonadas, como uma roda na parede, onde são entregues e passadas ao interior, sendo confiadas a amas que os amamentam. No primeiro ano 40 crianças foram trazidas.
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 13 de julho de 2018

O CICLO DOS CARRETEIROS


 gravura de Marciano Schimitz.

Hoje em dia estamos vivenciando um grande número de informações sobre o tropeirismo em face de que tal ciclo foi de fundamental importância para o comércio, o escambo, o abrir de caminhos, as povoações oriundas das pousadas, enfim, de toda a riqueza que cultural que os tropeiros de mulas, de gado, de mercadorias nos legaram. Tal assunto (tropeirismo), com justiça, é o tema oficial das comemorações farroupilhas de 2018. Dois mestres nesta prosa, conhecedores, descendentes de tropeiros, com quem muito estamos aprendendo são o Valter Fraga Nunes e o Marco Aurélio Angeli (Zoreia).
 
Mas tem um ciclo a quem também devemos muito de nosso progresso e que eu gostaria de ter um pouco mais de conhecimento, ou seja, o dos carreteiros. Imagino que veio alguns anos depois da era tropeira, após a abertura das estradas, da fundação de povoamentos, isto é, pegaram um belo legado deixado pelos tropeiros, embora, por algum período, tenham sido concomitantes.
 
Como somos eternos aprendizes vamos buscar as informações e trazer aos leitores um pouco da importância que foi, também, o ciclo dos carreteiros.
 
Conto com a ajuda dos amigos a apreciadores deste periódico gaudério.   



CARRETEIRO
Cléber Mércio

Nem bem desponta a barra da alvorada,
bordando de prateado os pinheirais,
bandos de gralhas gritam nas copadas,
o gado inquieto muge nos currais!
despertam carreteiros nas pousadas;
onde - talvez - não pousem nunca mais...

Eu também fui menino carreteiro
vocês não acreditam pois lhes juro!
de sol a sol perdido nos sendeiros,
muitas vezes tomando mate puro
tendo de dia...a luz do mundo inteiro
tendo de noite...a imensidão do escuro!

De pés no chão, bombachas remendadas,
facão no cinto, porongo na mão,
a palha, o fumo, chaleira queimada
o charque, a trempe, brasas de tição;
solução o carreteiro, uma toada;
gemendo de saudade o coração.

Teu vulto, carreteiro, é conhecido,
teu nome, carreteiro é venerado
teus causos carreteiro! repetidos,
na glorificação do teu passado;
em torno do braseiro, reunidos,
rodeio que o minuano tem parado.

Carreteiro Herói da minha terra!
Bandeirante do pampa estremecido,
abrindo estradas nos campos e serras,
tornaste o teu Rio Grande conhecido
Trabalhador na paz, fiel na guerra,
este rincão te canta agradecido!

Noites de inverno...a imensidão deitada
o gado inquieto muge nos currais...
geme o urutau sentando nas ramadas,
e soluça a juriti nos taquarais!
Despertam carreteiros nas pousadas,
onde talvez - não pousem nunca mais!





E ASSIM CAMINHA A TRADIÇÃO



Será que sem as pesquisas e os repasses de informações de Paixão Côrtes e Barbosa Lessa o nosso  tradicionalismo, o apego a terra sulina e o amor a cultura gaúcha seriam hoje o que são?



O meu cabo de vassoura
é o meu pingo altaneiro.
Quando monto meu cavalo
faço o diabo no terreiro.
 
(Dimas Costa)
 
 
 
 

quinta-feira, 12 de julho de 2018

DOIS GRANDES TRADICIONALISTAS



COMPLETAM 91 ANOS NA DATA DE HOJE

PAIXÃO CÔRTES 
 
 
Nascido a 12 de julho d 1927, em Sant’Ana do Livramento, RS, João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes é a figura mais identificada com as tradições do Rio Grande do Sul. Aliás, a tradição e Paixão se confundem, se mesclam, tem uma só personalidade. Paixão, ao lado de Luis Carlos Barbosa Lessa, é considerado o maior folclorista que este terra de São Pedro viu crescer. É precursor de todo este movimento que visa cultuar nossas raízes, pois fez parte do Piquete da Tradição, também chamado do Grupo dos Oito que, em 1947, de acavalo e pilchados a moda gaúcha, acompanharam os restos mortais do General Farrapo David Canabarro pelas ruas de Porto Alegre e, no mesmo ano, criaram a primeira Ronda Crioula, precursora da Semana Farroupilha de hoje, sendo, esses fatos, a fonte inspiradora de tudo o que se percebe agora em se tratando de tradicionalismo.  
 
Paixão Côrtes tem suas origens ligadas á vida pastoril e iniciou muito cedo suas pesquisas folclóricas. No transcorrer dos tempos se viu obrigado a comprar sua própria aparelhagem (gravador, filmadora, máquina fotográfica, etc..) para registrar a cultura popular gauchesca. Deste trabalho resultou um acervo de milhares de slides, centenas de fitas e vídeos, enfim, um arquivo histórico sobre os usos e costumes do povo gaúcho.
 
Sua bibliografia é riquíssima e de suma importância e vai de posar como modelo para o artista Antônio Caringi esculpir a estátua do Laçador até dezenas de livros e discos que serviram de base para os primeiros passos para as centenas de invernadas artísticas por este mundo afora. Impressionantemente seu trabalho, hoje, é pouco considerado pelos "doutos" da tradição.
 
No ano de 1999, quando éramos proprietários do Jornal Boca da Serra, um periódico mensal voltado para a cultura gaúcha, entrevistamos Paixão Côrtes. Notem que suas respostas servem como uma luva para os dias de hoje, 19 anos após.


Boca da Serra – Depois de Paixão Côrtes, poucos ativistas dedicaram-se a pesquisar nosso folclore. Por que são poucos os interessados nesta área? Não há mais nada o que pesquisar?

Paixão Côrtes – Bem. Eu acho é que as pessoas estão mais preocupadas é em festar do que fundamentar. Estão mais voltados para a recreação e o lazer antes de procurar as raízes que deram origem a esses momentos literários, sociais e culturais. Mas eu acho que ainda há muita coisa para se pesquisar. Existem muitas manifestações que estão aí a espera de pessoas preocupadas em revitalizar essas fontes.

Só como informação: em 1950 eu pesquisei a dança jardineira, em Vacaria. Quarenta e quatro anos depois eu vim encontrá-la aqui, em Santo Antônio da Patrulha. Esperei 44 anos para que realmente reconstituíssem com toda a fidelidade. Seria muito mais fácil se eu não tivesse essa preocupação de veracidade e do respeito ás fontes originais como muita gente, irresponsavelmente, anda fazendo por aí. Minha preocupação é essa: reconstituir fielmente para que as novas gerações sejam portadoras da verdadeira raiz nativa riograndense.

Boca da Serra – Sendo o maior estudioso do assunto, como o senhor vê as danças de invernadas artísticas de hoje?

Paixão Côrtes – O que eu acho é o seguinte: as pessoas, as vezes, tem dificuldade de interpretar o que a gente escreve por que não conhecem português. Então, para essas pessoas, torna-se difícil entender o que a gente escreve traduzindo expressões artísticas, coreógrafas, musicais e de vestuário. Como as pessoas acham mais fácil olhar e acrescentar sua opinião pessoal, o que nós estamos vendo aí é uma verdadeira fantasia de vestuário e uma deturpação de temas originais que eu encontrei. Não quero dizer que as danças que eu investiguei sejam as únicas, mas estas, até que me provem o contrário, são as primitivas, as originais.

Hoje é muito comum a modificação, a estilização, a deturpação em razão da falta de documentos da época.

Boca da Serra – Nosso povo gosta muito de prestar homenagens “in memorian”. Que homenagem o senhor gostaria de receber em vida?

Paixão Côrtes – Eu estou recebendo todas as homenagens de pessoas sinceras que comungam com o espírito que me levou a criar, em 1947 o início do movimento tradicionalista através do Departamento de Comunicações do Colégio Júlio de Castilhos e, consequentemente o 35 CTG, que sou um dos fundadores.

A todo o momento eu me reencontro com as novas gerações e isto é um júbilo que a gente carrega pois já com 72 anos mas perfeitamente lúcido e me sentindo espiritualmente jovem, bastante jovem, porque estou dando muitos cursos e dançando continuadamente. Ensino setenta e tantas danças a cada curso que dou, a cada exposição coreográfica que faço aos mirins, juvenis, adultos e o reencontro com xirus veteranos, são momentos de homenagens perenes.

Isto sempre pensei em minha vida: o rever amigos são momentos de glórias, assim como a glória está na preservação original de nossos estudos, no reconhecimento destes trabalhos por parte das novas gerações e na causa maior que é o bem estar de todos nós.
 
estátua de Paixão Côrtes na entrada de Santana do Livramento

ZENO DIAS CHAVES
 
 
Zeno Dias Chaves nasceu no mesmo dia, mês e ano que Paixão Cortes (12/07/1927), mas não param por ai as coincidências, seguiram a mesma trilha, da manutenção das tradições gaúchas. Zeno e Paixão Cortes muito cedo formaram uma grande amizade, ocorrendo o mesmo em relação a Barbosa Lessa.
 
Aos 89 anos, nascido na Fazenda Cerro Colorado, distrito de Seival, interior do município de Caçapava do Sul, Zeno Dias Chaves é casado com Isaura Ferreira Chaves, com quem teve três filhos, depois vieram os sete netos, e os três bisnetos.
 
Iniciou as atividades em 1949, no primeiro encontro com os ex-colegas Antônio Candido Silva Neto, Luiz Carlos Correa da Silva, Robis Pinto, entre outros. Este encontro ocorreu na esquina das Ruas da Praia com Borges de Medeiros, tendo ali a informação do que Paixão Cortes e Barbosa Lessa estavam fazendo. Deste encontro em diante não parou mais.
 
Em Caçapava do Sul, é sócio fundador do CTG Sentinela dos Cerros, onde foi patrão, diretor cultural e artístico e membro de outras patronagens por várias vezes. Sócio fundador e benemérito do CTG Clareira da Mata, CTG Sentinela do Forte, CTG Heróis do Seival, PL Guarda Velha, PL Os Maragatos, CTG Pampa e Querência e também sócio fundador do CTG Família Nativista. Participou da criação de departamentos tradicionalistas em 11 (onze) colégios do município de Caçapava do Sul, ainda, por várias vezes faz palestra nos colégios sobre história.
 
Em 1977 foi eleito para o Conselho Diretor do MTG, onde permaneceu por 10 anos, intercalando para ser Coordenador Regional da 18ª RT em 1980/1981. De 1987 a 1989 foi Presidente do MTG e Fundação Cultural Gaúcha, neste período, destaca as seguintes criações:
1 - Criação do Departamento Jovem;
2 - Criação da Festa Campeira do Rio Grande do Sul;
3 - Criação de um departamento cultural, atuante;
4 - Agilizou a criação da CBTG, onde foi o 1 ° Vice-Presidente.
 
Criada a CBTG foi escolhido doze patronos, 3 (três) de cada Estado, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul, neste, Zeno Dias Chaves foi escolhido juntamente com José Theodoro Belaguarda de Menezes e Nei Zardo.
 
Em 1990 ficou mais um ano no Conselho Diretor, após foi passou a Conselheiro Vaqueano e Benemérito do MTG. Ainda, neste mesmo ano, foi Patrono da 18ª RT.
 
Recebeu as Comendas:
"Negrinho do Pastoreio" - Governo do Estado do Rio Grande do Sul;
"Medalha Barbosa Lessa" - MTG;
“Bento Gonçalves” e “Charrua” - Caçapava
 
Participou de 33 (trinta e três) dos 64 (sessenta e quatro) Congressos Tradicionalistas Gaúchos realizados.
De 4 Congressos Tradicionalistas Brasileiros:
De 5 Congressos Tradicionalistas Internacionais presidindo, ainda, o 3º
De 20 (vinte) Convenções Tradicionalistas. Participou em 18 cavalgadas, conduzindo a Chama Crioula pelo Rio Grande.
 
Chaves também foi patrono da 10ª Feira do Livro de Caçapava do Sul, em 2000, tem dois livros editados e mais oito a serem publicados. Ministrou cursos sobre História e Tradição para alunos de escolas públicas e continua fazendo palestras. Gravou vários seriados e documentários para a TV Globo, RBS, Canal Futura, TV Pampa, Record e TVE, falando sobre a história do Rio Grande do Sul, seus usos e costumes. Foi criador e hoje presidente a Comissão do Projeto do Rio Camaquã e sua história, que envolve 14 municípios da região.
 


 
 
 
 

quarta-feira, 11 de julho de 2018

A VIAGEM DE SAINT - HILAIRE AO RS - 8



Resumo 8 - Viagem ao Rio Grande do Sul - Por: Jeandro Garcia
Novembro de 1820 - Auguste de Saint-Hilaire

Costumes militares - Xuí - Uruguai – Plantio e colheita – Cachorro Chimarrão - Cavalos selvagens

 



Em geral os homens desta província são muito corajosos, contam diversos feitos, nunca deserdam por covardia, apenas por ficarem inativos. Deixam sem pena alguma casa e família, mas após a vitória retornam.

Aqui na Estância do Xuí tem sido bem tratado, o proprietário está ausente mas sua esposa faz as honras da casa, todas as senhoras que conheceu na província tem lhe tratado com gentileza, com certeza possuem mais bom senso que seus maridos.

A dona da casa lhe apresentou tecidos feitos em casa muito fortes, sendo os de lá mais grosseiros e destinados às roupas dos negros. De costume pela região é emprestar cavalos e dar alimentos aos viajantes.

No Uruguai chega a localidade de Santa Teresa, e conhece o forte de mesmo nome. Já em parte destruído por portugueses e espanhóis mas ainda sendo utilizado em partes, já que suas muralhas continuam de pé.

Aqui planta-se trigo, depois de colhido é jogado em um curral, os burros correm em círculos para soltar os grãos, um sistema muito precário. O camponês pobre não cava fossos em volta da lavoura, o que o leva a cuidar noite e dia da invasão de animais, pensa que seria mais fácil cavarem pouco a pouco.

Conhece o cachorro chimarrão, cães selvagens soltos ao campo, com traços de fila e galgos. Cada vez mais raros pois são exterminados pelos fazendeiros, já que devoram rebanhos.

Locais onde há cavalos selvagens toma-se muito cuidado com os domados, pois tedem a fugir com estes bandos. Cercados em formato de parabólica são utilizados para caçar estes cavalos selvagens. Na viagem de carroça com o governador seis cavalos a puxavam, e dois cavaleiros ajudavam a empurrar com cordas de couro presas a sela e nas laterais.
 
 
 
 
 
 

A VIAGEM DE SAINT- HILAIRE AO RS - 9



Resumo 9 - Viagem ao Rio Grande do Sul - Por: Jeandro Garcia 
Novembro de 1820 - Auguste de Saint-Hilaire

Indumentária - Lida do gado – Estilos de vida - Definição do Gaúcho
 


O traje do homem aqui é o chiripá (saiote), calças largas de algodão onde a extremidade de cada perna termina em franjas, um pouco melhor vestidos que os camponeses franceses, mas as mulheres vestem-se como damas.

Entre os portugueses do Rio Grande são estes que fazem as honras das casas, mas tem visto aqui ser o contrário e certamente neste local detestam seus vizinhos portugueses.

Haviam muitas pessoas na casa de um agricultor, galopavam atrás das reses para serem marcadas. Um laçava os chifres e outro as pernas para cair e com ferro em brasa eram marcadas no couro.

O homens da lida, que não são proprietários de nada, se possuem chiripá e poncho já estão satisfeitos, gastam todo resto em bebida e jogos. Julgam ter feito muito pelos filhos quando lhes dá um par de calças e uma camisa. Crianças logo que aprendem a andar aprendem a jogar e beber, abandonando o hábito somente quando deixam de existir.

Os estrangeiros prosperavam muito, chegavam pedindo esmolas e logo estavam com escravos, casa e mercadorias. A guerra empobreceu a região, mas continuando a paz logo irá prosperar. Mas estes não passam os valores aos seus filhos, que aprendem o que há de ruim com os locais e dilapidam a fortuna do pai.

Garruchos ou gaúchos são nomes dados pelos portugueses a mestiços sem moral ou religião, sob a bandeira da revolta praticavam a pilhagem de gado, mas agiam por conta própria para vender o gado e gastar com jogos. Bradavam "Viva lá pátria!", sendo marcado como o " tempo da pátria", este período de guerra.

Era uma terra muito rica, muitos vieram de regiões como Chile e Paraguai para viver na ociosidade, de estância em estância, pouco trabalhavam, uma vaca custava 1 pataca, pois havia muita abundância, agora já custam 50. Com a insurreição muitos destes se juntaram a Artigas e começaram a roubar os agricultores, por vezes matavam apenas retirar a língua ou uma tira de couro, e assim exterminaram grande quantidade destes animais.

Muitos destes desapareceram, foram mortos, aprisionados ou seguiram Artigas. Deixando os estancieiros muito menos ricos, já não podendo mais também manter qualquer um em sua propriedade.

De Castilhos pra cá a comida é servida em uma travessa de carne e cada um come como pode, sem talheres.

 
 
 

terça-feira, 10 de julho de 2018

NOSSA SENHORA GAÚCHA DO MATE


Hoje, 10 de Julho é dia da Nossa Senhora Gaúcha do Mate.




A devoção à Nossa Senhora Gaúcha do Mate não teve origem em nenhum milagre proclamado. Ela surgiu para cristalizar o amor pelo mate. Um ritual em que se expressa o símbolo da amizade e da família, do encontro e da partilha e que fortalece e cria novos vínculos entre irmão e amigos.

A invocação à santa é quase tão antiga quanto este ritual. Por isto um grupo de leigos e os padres salesianos da província argentina de Missões, liderados pelo sacerdote Domingos Lancelotti, encabeçaram um movimento junto à Santa Sé a fim de obter o reconhecimento à essa nova devoção mariana. João Paulo II, fervoroso devoto da Virgem, visitou oficialmente a Argentina em 1982 e 1987. Nas duas ocasiões foi fotografado tomando mate e presenteado com muitos mates e cuias para aprecia-lo. 

Também recebeu importantes testemunhos favoráveis à devoção de Nossa Senhora Gaúcha do Mate como evangelizadora e reflexo da cultura deste pedaço da América.

Assim, no dia primeiro de maio de 1993, o Núncio Apostólico Argentino recebeu um documento escrito e assinado pelo Papa João Paulo II, onde se lê: “De todo coração outorgamos a implorada benção apostólica, sob os auspícios de Nossa Senhora Gaúcha do Mate.”

Então, o dia 10 de Julho torna-se o dia de Nossa Senhora Gaúcha do Mate, agora oficialmente portadora dos desejos de unidade, fraternidade, amizade e encontro entre os homens.

Gaúcha é uma palavra que significa pessoa nobre e generosa, usado para identificar os povos originários das planícies dos Pampas do sul da América do Sul. Mate é uma infusão obtida com as folhas da planta "ilex paraguayensis", amplamente consumida pelas famílias da Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile e do sul do Brasil. Cada localidade tem sua particularidade na hora do preparo e consumo. Neste ritual, a exemplo do chá, se expressa o símbolo da família, amizade, encontro e partilha, entre irmãos e amigos, que fortalece e cria novos vínculos. É uma celebração plena de conteúdo humano, cristão e muito regional. 
 
 
 

BELA INICIATIVA, PAULLO COSTA !


 
Meu fraterno amigo e excelente intérprete Paullo Costa, que a recém lançou um belo CD (isto será assunto para uma próxima matéria), com sua sensibilidade e fraternidade sempre aflorando nos brinda com esta verdadeira seleção de artistas regionais com o intuito de arrecadar fundos para o Asilo Padre Cacique que, como todos sabem, precisa de muita ajuda e solidariedade. Vamos lá. minha gente, assistir um belo espetáculo musical e darmos nossa contribuição.  
 
 
 
 

OFICINA "O FAZER POÉTICO"


COM PAULO DE FREITAS MENDONÇA

 
 
 

segunda-feira, 9 de julho de 2018

MÚSICA, GASTRONOMIA E TURISMO


na estreia do programa “De Campo e Alma”
 
 

“De Campo e Alma” é o programa gaúcho da Record News em nível nacional que estreou neste domingo, dia 8 de julho, com inúmeras atrações. Os apresentadores Fábio de Oliveira e Liliana Cardoso pegaram a estrada e foram até Santo Antônio da Patrulha, a terra do sonho, da cachaça e da rapadura, onde receberam os convidados.
 
No programa deste domingo foi apresentado o Estribo Hotel Estância, a casa da Família Orso, que mostrou toda beleza e encanto da vida no campo. O grupo Tchê Guri também esteve por lá apresentando seus principais sucessos. E teve até parilla com o Chefe Maurício.
 
O programa “De Campo e Alma” será exibido em nível nacional, a partir das 8h de todos os domingos, apresentando a cultura, gastronomia, turismo e boa música gaúcha.
 
 
SERVIÇO
O que: Programa De Campo e Alma
Quando: Todos os domingos 
Onde: Rede Record News
Horário: 8h
Periodicidade: Semanal, 
 
Sandra Veroneze

 

REPONTANDO DATAS / 09 DE JULHO


MORRE PEDRO RAYMUNDO

Nota do blog: Embora os jornais da época relatem que Pedro Raymundo tenha morrido na madrugada do dia 10 de julho, esta postagem do escritor Israel Lopes sãoborjense, que pesquisou a fundo e lançou um belo livro sobre a vida e a obra deste catarinense pioneiro da musicalidade gauchesca, atesta que foi, na verdade, no dia 09 que o autor de diversos clássicos do regionalismo nos deixou.
 
Vejam o contido na página 155 desta riquíssima obra do amigo Israel Lopes, especialista na historicidade de Pedro Raymundo, sobre os 44 anos de sua ausência.
 
 
 
 
NASCE DOMINGOS JOSÉ DE ALMEIDA
 
Também num dia 9 de julho, mas no ano de 1797, nascia em Diamantina (MG) Domingos José de Almeida, rico comerciante que veio para o Rio Grande de São Pedro instalar uma charqueada e tornou-se um político de destaque na Revolução Farroupilha e foi fundador da cidade de Uruguaiana em 18 11 de 1841.
 
 
 

ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA


PROMOVE CONCURSOS LITERÁRIOS
DE POESIA, CONTO E TROVA.






domingo, 8 de julho de 2018

REPONTANDO DATAS / 08 DE JULHO


MORREM JAYME CAETANO BRAUN E RUI CARDOSO NUNES

 
Num dia 08 de julho de 1999 morria, em Porto Alegre, aquele que foi o maior improvisador na forma de pajada, poeta, ex-presidente da Estância da Poesia Crioula, nascido na Timbaúva, São Luiz Gonzaga, Jayme Caetano Braun.

E parece que foi ontem que fui dar meu último adeus ao mestre do canto puro, do verso terrunho, lá no Salão Nobre do Palácio Piratini, onde foi velado.

E nunca esqueço, também, aquela cena em que um apresentador muito conhecido tirou o lenço vermelho do pescoço de Jayme alegando que ele nunca fora maragato. Na mesma hora foi impedido por um cantor, também muito conhecido, não permitindo que tal apresentador lhe colocasse um lenço branco (chimango). A discussão só parou com a intervenção da viúva que colocou os dois lenços entre os dedos do pajador.

Hoje, em São Luiz Ganzaga, como acontece há vários anos, por certo haverá manifestação de fãs e amigos, na estátua de Jayme Caetano Braun, esculpida pelo artista plástico Vinícius Ribeiro. É uma das tantas homenagens que serão prestadas a memória deste grande poeta rio-grandense.
 

Também num dia 08 de julho, do ano de 2009, portanto 10 anos redondos após a morte de Jayme, morria em Porto Alegre o grande poeta, membro da Academia Rio-grandense de Letras, meu conterrâneo Rui Cardoso Nunes que, ao lado de seu irmão Zeno Cardoso Nunes escreveu um dos livros mais vendidos da cultura gaúcha, o Dicionário de Regionalismo do Rio Grande do Sul.

Rui Cardoso Nunes nasceu na Fazenda do Chapéu, Jaquirana, então pertencente a São Francisco de Paula. Era meu amigo particular e com ele e seu irmão escrevi um livro intitulado Três Poetas Serranos (foto).

Por ocasião do velório de Rui também aconteceu um fato pitoresco e que jamais eu tinha presenciado. Uma sessão de fotos de seus amigos em volta do caixão. Havia uma fila, principalmente de integrantes da Estância da Poesia Crioula, entidade da qual era membro desde sua fundação, batendo chapas para recordação daquele momento. Não sei porque, mas eu não me senti a vontade para participar daquele ato e não me fiz presente em nenhuma foto.
 
 
 

sábado, 7 de julho de 2018

ARQUEIRO DE BIGODE


Certa feita o grande e saudoso jornalista Paulo Santana, no alto de sua eloquência, de sua característica de gênio-idiota, criou o estigma de que goleiro não poderia usar bigode. Goleiro de bigode não prestava. Podia ter barba, cavanhaque, menos bigode. Zagueiro sim, "deveria" ter bigode, arqueiro não. A tese que vinha reforçar sua teoria era o guarda-metas uruguaio Valter Corbo que jogou no Grêmio e que, cá entre nós, não era de confiança e ....usava bigode.  
 
Dentro da minha humildade, de minha quase insignificância em relação ao idolatrado colunista de Zero Hora, eu ouço afirmar que: - Centroavante com cara de choro não merece carregar a camisa número 9 da seleção brasileira nas costas.
 
Centroavante tem que morder as traves da chuteira adversária, tem que carregar um canivete escondido nas meias, tem que gritar para o parceiro que discute com o adversário: - Bota pra dois!!!
 
Centroavante tem que ser como o Bugre Alcindo, do grande esquadrão tricolor, que não terminava um grenal sem sair no braço com o goleiro Gainete, do Inter. Tem que ser como o Claudiomiro, o Bigorna, que entrava com bola, goleiro, juiz e tudo, para dentro do gol.
 
Centroavante não pode ter aquelas sobrancelhas arqueadas do Gabriel Jesus, como a pedir perdão por tudo que faz ou deixa de fazer.
 
Desculpe, Tite. Mas centroavante com cara de choro NÃO!!!!

(Léo Ribeiro)
 
Crédito: Lucas Cartunista
 
 
 
      

sexta-feira, 6 de julho de 2018

7ª TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA CRIOULA


POEMAS SELECIONADOS
para apresentarem-se no dia 11 de agosto
 
 
 
A Comissão de Triagem reunida hoje, dia 06 de julho, após muita dificuldade devido ao alto nível dos poemas concorrentes, escolheu as dez poesias que mais se adequaram à identidade do Festival. Tais poemas subirão ao palco no dia 11 de agosto, no Teatro do SESC, para apresentação ao público.
 
Nunca nos preocupamos com a quantidade de inscritos pois, como já nos referimos, primamos pela qualidade dos trabalhos. Contudo, por acreditarmos que arte não se compara, apresentamos nesta edição uma grande novidade em se tratando de festivais, ou seja, trocamos a premiação por uma mostra poética, sem concorrência e, por isso mesmo, o número de inscrições era uma incógnita. No entanto o que presenciamos foi um verdadeiro recorde de participantes, superando a 3ª edição onde tivemos 209 concorrentes (sempre lembrando que 50% do "público alvo" são maçons).  Isto tudo denota que poetas, declamadores, amadrinhadores, abraçaram a ideia.
 
Os dez poemas escolhidos foram os seguintes:
 
CATEGORIA MAÇÔNICA 
 
Poesia: Para ser Maçom 
Autores: Rafael Paulo e Hermeto Silva  

Poesia: A banhadora de sapos, torturadora de grilos.
Autor: Carlos Omar Villela Gomes
 
Poesia: Peregrino dos quatro elementos
Autor: Moises Silveira de Menezes
 
Poesia: Quando o verso ganha asas.
Autor: Carlinhos Lima
 
Poesia: Irmandade
Autor: Mario Amaral  
 
Suplentes
 
01 - Poesia: De doma e revolução
Autor: Fábio Fossati
 
02 - Poesia: Galpão Sagrado
Autor: Rafael Netto
 
CATEGORIA NÃO MAÇÔNICA
 
Poesia: Os versos que eu extraviei
Autor: Marcelo Dávila
 
Poesia: Pingo de corredor
Autor: Matheus Costa
 
Poesia: Destas heranças de campo
Autor: João Antônio Marin
 
Poesia: Romance de estrada e estância
Autores: Vítor Ribeiro e Rosa Linn
 
Poesia: O Roubo de Santo Antônio
Autora: Joseti Gomes 
 
Suplentes:
 
01 - Poesia: Cartas a saudade
Autor: Caine Teixeira
 
02 - Poesia: Escravagista
Autor: Paulo de Freitas Mendonça
 
 

 
 
 
 
 
 

O SÃO BERNARDO É NOSSO




Essa foto linda que foi postada em ZH sob o título "Entardecer direto de Gramado", como sendo mais uma atração das dezenas que esta cidade serrana tem, está incorreta. Faltou revisor na matéria.  Este é o nosso querido Lago São Bernardo, tendo ao fundo o Hotel Cavalinho Branco, na nossa humilde e terrunha São Francisco de Paula, cidade que não tem o mesmo Glamour mas onde tudo é mais natural, mais nativo. 
 
Gramado é uma cidade exuberante, progressista, onde tudo funciona quase que perfeitamente, com um Lago (Lago Negro) conhecido nacional e internacionalmente. Então, não nos tirem o pouco que temos (rsrsr....). Como diria o saudoso Nilson Monarca: - É pouco mas é meu!
 
 
      

SÓ FALTA FALAR.


 
Com as pernas curtas que tenho, com o peso que passa longe dos três dígitos na balança, preciso arrumar com urgência um burro igual a este do Werneck, ali de Viamão, parceiro sempre presente nas tropeadas Cristóvão Pereira de Abreu, que vai ali do sítio do Zoreia, no Açouta Cavalo, entre Taquara e Rolante, até a cidade de Bom Jesus. Ele encilha, o burro deita, ele monta, cutuca na espora, o burro se ergue e...segue a jornada. 
 
 
 

GAÚCHO DA FRONTEIRA GRAVA DVD


EM SÃO PAULO



Buenas amigo,
 
Eu, Gaúcho da Fronteira, estou convidando vocês para o maior show de toda a minha vida, que acontecerá em São Paulo, no dia 20 de setembro (dia do gaúcho) a partir das 22:00 (uma quinta-feira louca de buena) no Citibank Hall, pra passarmos bons momentos juntos.
 
Teremos vários artistas convidados do Rio Grande e de outros estados, todos amigos ilustres, para abrilhantar ainda mais a festança.
 
Quero dizer que vocês, meus parceiros gaúchos e que gostam da nossa cultura, que todos podem comprar ingressos com um desconto louco de especial. Basta entrar no site desta tal de T4F, nesse link:  premier.ticketsforfun.com.br   
 
Coloca o meu nome pra abrir a página certa e, quando abrir, coloque a senha gauchodvd no local indicado para comprar ingressos promocionais com 30% de desconto no setor que você quiser.
 
Ah, tem que fazer um tal de cadastro, mas é mais ligeiro e curto que coice de porca. É dois pulinhos e tá pronto.
 
No mais, espero a todos nesse entrevero de gente buena, pra cantarmos a cultura gaúcha todos num coro só, igual enxame de abelha braba.
 
Nosso encontro tá marcado.
 
Um baita quebra-costela pra vocês, suas famílias, amigos e amigas, tchê!
 
Gaúcho da Fronteira
 
 
 
 
 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

EU SOU PROVINCIANO



 
Um dos músicos pelo qual sempre tive a maior admiração é o gabrielense Edilberto Bérgamo. Gaiteraço de primeira é destes de se lavar com um bochecho d'água de tão bueno naquilo que se propõe a fazer, ou seja, alegrar milhares de fãs ao dedilhar de uma botoneira. Sempre fazendo um costeio a grandes nomes do nativismo como Luiz Marenco, Cesar Oliveira e Rogério Melo, Edilberto Bergamo retorna a carreira solo que, tenho certeza absoluta, será um verdadeiro sucesso.
 
EU SOU PROVINCIANO, com letra de Gujo Teixeira e melodia em parceria com André Teixeira, é a música de trabalho que está sendo lançada hoje, dia 05 de julho, nas redes sociais. Eu sou Provinciano faz parte do CD Coração de Cordeona, um disco que contará com trabalhos inéditos, instrumentais e cantadas, comemorativo aos 30 anos de carreira do gaiteiro e que será lançado ainda este ano.    
 
Eu trago uma grande mágoa comigo. É a de não ter dom para a música. Tenho alguma facilidade para a escrita mas o que gostaria mesmo era florear uma cordeona e, de preferência, de botão. Por isso mesmo esqueço do mundo quando bombeio um gaiteiro da estirpe de Edilberto Bergamo abrindo um foles e despejando gauchismo puro, autêntico, regional, em nossos ouvidos.
 
Parabéns e sucesso.  
 

PÉ RAPADO



Este "aparelho" de ferro fixado diante das igrejas, clubes e casas de antigamente tinha a finalidade de retirar o excesso de lama dos sapatos daquelas pessoas que caminhavam por lugares embarrados. Como os mais abastados tinham cavalos ou charretes e pouco sujavam seus sapatos, tal utensílio era bem mais utilizado pelos mais pobres. Dai a origem da terminologia "pé rapado".  
 
 
 

REPONTANDO DATAS / 05 DE JULHO


Num dia 05 de julho, do ano de 1839, teve início um dos acontecimentos mais épicos da Guerra dos Farrapos, a travessia por terra (em torno de 80 km) dos lanchões de Garibaldi. Tal jornada cruzando campos e varzedos durou até dia 14, ou seja, durante 9 dias verdadeiros heróis deixaram marca indelével na história de nosso Rio Grande do Sul. Vejam como foi: 
 
Em 24 de janeiro de 1837, Giuseppe Garibaldi saiu da prisão onde fora visitar Bento Gonçalves carregando uma carta de corso que lhe dava o direito de apresar navios em nome da República Rio-Grandense, destinando metade do valor da carga para o governo da República. Ainda no Rio, ele toma o navio "Luiza", rebatizando-o de "Farroupilha". É o primeiro barco da armada Rio-Grandense. Depois de muitas aventuras (prisão no Uruguai, tortura em Buenos Aires), Garibaldi apresenta-se em Piratini em fins de 1837. Ao chegar à capital farroupilha, ele recebe uma missão: construir barcos e fazer corso contra navios do império. Dois meses depois, ele apresenta dois lanchões: o "Rio Pardo" e o "Independência". Mas havia um grande problema: a ausência de portos. Com Rio Grande e São José do Norte ocupadas pelo inimigo, e Montevidéu pressionada pelo governo imperial, os farrapos planejam a tomada de Laguna, em Santa Catarina. A ideia era um ataque simultâneo por mar e por terra. Mas como sair da Lagoa dos Patos? John Grenfell atacou o estaleiro farrapo, mas Garibaldi escapou com os Lanchões "Farroupilha" e "Seival" pelo rio Capivari, a nordeste da Lagoa. Daí resultou o mais fantástico acontecimento da guerra, e talvez um dos lances de combate mais geniais da história Foram postas gigantescas rodas nos barcos, e eles foram transportados por terra, levados por juntas de bois, até Tramandaí, a aproximadamente 80km do ponto de partida. O transporte foi feito através de campos enlameados pelas chuvas de inverno.
 

Travessia dos lanchões sobre rodas
 
O ataque é feito de surpresa, com Davi Canabarro por terra e Garibaldi a bordo do "Seival" (o Farroupilha naufragou em Araranguá-SC) e resulta na conquista da cidade e na apreensão de 14 navios mercantes, que são somados ao "Seival",  e armas, canhões e fardamentos. Em 29 de julho de 1839 é proclamada a República Juliana, instalada em um casarão da cidade. Mas o sonho durou apenas quatro meses. Com a vitória de Laguna, os farrapos resolveram tentar a conquista de Desterro, na ilha de Santa Catarina. Mas são surpreendidos em plena concentração e batem em retirada, com pesadas perdas materiais. Os navios de corso, contudo, vão mais longe.O "Seival", o "Caçapava" e o novo "Rio Pardo" vão até Santos, no litoral paulista. Encontrando forças superiores, voltam para Imbituba-SC.