RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Retratista: Desconhecido

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

E O TEMPO VELHO SE VAI... ATROPELANDO.

 
Antônio, Francisco, Zé eu e o Pelézinho, com os instrumentos que compramos para
a bandinha. Uma forma de ganhar uns trocos quando a graxa não dava nada.
 
E O TEMPO VELHO SE VAI... ATROPELANDO. 

É mais um aniversário
deste bugre Contendeiro.
Num vinte e três de janeiro,
sob a era de aquário,
acordei o vizindário
num fundão de mataria.
Era mais um que nascia
não pra ser rico ou famoso
mas pra andar e fazer pouso
no lombo da poesia. 

Quanta lembrança me bate.
Primeiro emprego (oficial)
vendendo disco e jornal,
bugigangas de mascates. 
E a turma de engraxates,
onde andarão meus parceiros?
Emocionou-se um campeiro....
A saudade é um veneno
e... por ter os olhos pequenos
eu sempre choro primeiro.  

A todos os amigos que cruzaram o meu caminho nestes tempos idos, um saudoso e chinchado abraço.
 
Francisco e o Zé. Ao fundo o antigo chafariz com a Carta Testamento
de Getúlio Vargas e o relógio. Av. Júlio de Castilhos, São Chico. 
 
Dedicatória assinada pelo Zé no verso da foto, em nome dos engraxates.
 

 

 

domingo, 22 de janeiro de 2017

FESTA NACIONAL DO CHURRASCO


Dia 25 vindouro, quarta-feira, começa o maior evento campeiro e gastronômico da legendária Lagoa Vermelha. Estamos nos referindo ao Rodeio Crioulo Internacional e a Festa Nacional do Churrasco, nesta bela, acolhedora e histórica localidade, berço do fraterno parceiro Porca Véia. 
 
Segundo meu amigo Marcelo, agora residindo em São Chico de Paula, o primeiro Rodeio Crioulo de Lagoa Vermelha aconteceu nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro de 1973, quando Celso Lima era patrão do CTG Alexandre Pato, local onde acontece estas festividades. Desde então, a cada dois anos, a comunidade se prepara para seu evento maior. Quem quiser saber onde o gauchismo floresce com autenticidade, que faça parte deste grande acontecimento. Vamos participar, minha gente. 


E já que e hoje é domingo e estamos falando em churrasco, vamos postar essa matéria sobre uma gastronomia um tanto esquecida pela gauchada, ou seja, o churrasco no couro. E quem sabe o pessoal de Lagoa não convida estes Hermanos para que, na próxima edição da Festa Nacional do Churrasco, nos brindem com esta arte de fazer um bom assado. 

          José Silveira é um dos poucos gauchos hermanos que ainda assam o churrasco no couro


O churrasco no couro é o mais raro e tradicional de todos assados. Apenas um apanhado de pessoas ainda mantém esta tradição centenária viva.

Nosso hermano José Silveira faz todo o processo de abate, limpeza e cozimento do gado sozinho. O churrasco no couro, ou asado en el cuero, em espanhol, é possivelmente o mais tradicional e antigo tipo de churrasco do gaúcho sul-americano. Após os conflitos entre europeus e indígenas no pampa, um grande número de cabeças de gado foram deixadas soltas a pastar pelas vastas planícies. As vacarias surgiram e o gado se tornou importante fonte de alimento para o gaúcho.

Silveira aperfeiçoou a técnica ao adicionar duas grelhas, uma sob e outra sobre a vaca.

O gaúcho é uma mistura de europeus, negros e indígenas, de acordo com Dr. José Fachel, da Universidade Federal de Pelotas. Com a dizimação de muitas tribos, estes gaúchos se tornaram nômades, foras-da-lei. As vacas espalhadas por tudo era um alvo fácil e excelente fonte de proteínas. Uma lenda urbana conta que o Rio Grande do Sul agüentou por tanto tempo as investidas do Império Brasileiro durante a Guerra dos Farrapos por que conseguiam sobreviver com uma dieta feita quase 100% de carne enquanto os soldados imperialistas tinha que carregar pesados mantimentos.

O churrasco no couro consiste em assar a vaca inteira utilizando o próprio couro do animal como meio de cozimento. Todos os fluidos, como gordura derretida, sangue e água são retidos pelo couro e fervem, deixando a carne bem macia e com um sabor característico. O assador uruguaio José Silveira diz que, de acordo com uma lenda, o índio, muito matreiro na época, estava sempre na disparada, portanto assava a vaca no couro para que, se estivesse em perigo, enrolava o animal na própria pele e a levava no cavalo.

Hoje este tipo de assado é uma arte que está morrendo. Existem muitas razões para tal. Silveira é provavelmente uma das últimas pessoas a manter a tradição viva. A razão mais óbvia é a dificuldade de fazer o serviço. Silveira faz tudo sozinho. Ele escolhe o animal de acordo com o número de pessoas a serem servidas e também pela qualidade de vida do animal, fato muito importante e determinante no sabor da carne. Outro problema são as leis sanitárias. - No Brasil é muito difícil cozinhar uma vaca desta forma, diz Silveira. Primeiro por causa da proibição das armas de fogo, e segundo porque a não ser que a vaca seja cozida no local do abate, não dá para assar. Não é possível simplesmente colocar a vaca aberta na traseira de uma caminhonete e levá-la para qualquer lugar, ele conta. No Uruguai as leis são mais brandas, então é lá que ele mais trabalha, normalmente perto da fronteira com o Brasil, para os brasileiros também participarem.

Veja mais sobre este tipo de assado em: www.churrasconocouro.com


 
 
 
 

sábado, 21 de janeiro de 2017

TIEMPOS IDOS



Ya había perdido la cuenta
de los años que tenía,
pa quienes lo conocían
había bandeao los noventa;
barba entera amarillenta
por el humo del fogón,
melena blanca, flacón
pero altiva su figura
parecía una escultura
¡reliquia de tradición!


 

LA PAMPA GAUCHA DE SANDALIO SANTOS


RIMANDO SUEÑOS

Mientras te aguardo soñando
quiero cantarte también;
beso de luz que a mi sien
las canas está dorando,
fuente en que voy renovando
en milagros de cariño
la plenitud y el aliño
de los romances de ayer
y el alocado placer
de mis andanzas de niño.

Foto: Eduardo Amorim
 
 
 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

COMEÇA HOJE A FESTA DO CHAMAMÉ


Grande público superlota o local do evento todas as noites

Começa hoje, dia 20, a Festa do Chamamé de Corrientes, um dos maiores eventos musicais da América do Sul com a participação de milhares de pessoas e dezenas de artistas voltados para a execução deste ritmo fascinante.

O pajador brasileiro Paulo de Freitas Mendonça, pela nona vez consecutiva, será um dos mestres de cerimônias. Vejam a programação da 27ª Festa Nacional do Chamamé e 13ª Do Mercosul em Corrientes em:
http://paulodefreitasmendonca.blogspot.com.br/ 

O guitarreiro argentino radicado no Rio Grande do Sul Lucio Yanel
e o pajador e apresentador Paulo de Freitas Mendonça
 
 
 
 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

18ª CAVALGADA CULTURAL DA COSTA DOCE


COMEÇA HOJE
 
 

A tradicional Cavalgada Cultural da Costa Doce, uma das mais bonitas e organizadas do Estado, começa no dia de hoje, 19 de janeiro e vai até o dia 29, passando por lugares que são verdadeiros colírios para os olhos dos participantes. O movimento é organizado pelo grupo “Cavaleiros da Costa Doce” e o tema deste ano é “Caminho Farroupilha no Rastro da História”. 

De acordo com os organizadores, são esperados neste ano cerca de 180 cavaleiros que participam para reviver a tradição e a história ao percorrer cerca de 270 quilômetros margeando a Lagoa dos Patos. As trilhas passam pelos municípios de Barra do Ribeiro, Tapes, Arambaré, Camaquã, São Lourenço do Sul, Turuçu e Pelotas nos quais são feitos algumas paradas estratégicas para o descanso de cavalos e cavaleiros. Em cada parada uma pausa para integração com os moradores locais quando uma roda de chimarrão, um bom churrasco e uma tertúlia mostram a hospitalidade do gaúcho.

O diretor social do projeto, Carlos Souza Gonçalves diz que participam cavaleiros de 8 a 80 anos e que além de cavaleiros experientes há também turistas inclusive de outros estados e até países vizinhos como o Uruguai. De acordo com ele, o grande objetivo do evento é a confraternização e o intercâmbio cultural.

Mais informações:

Site:www.cavaleirosdacostadoce.com.br
https://www.facebook.com/cavaleiros.dacostadoce
E-mail: ccd18@cavaleirosdacostadoce.com.br
Fone: (53)9103-3410
 

 
 
  
 
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

GRANDE GILDINHO



Feliz aniversário, meu galo cinza. Que este 18 de janeiro seja recheado de alegrias e que tua vida seja longa para nos trazer, cada vez mais, gauchismo no abrir da cordeona e parceria no sorriso largo e franco. 
 
 
 

"REFLEXÃO E IDEOLOGIA"


No 65º Congresso Tradicionalista acontecido neste fim de semana em Bento Gonçalves, um encontro bonito, importante, bem organizado, dentre as dezenas de acertos eu coloco como ponto alto do evento a manifestação do ex-presidente do MTG Manoelito Carlos Savaris, porta voz de um documento que leva o nome de “reflexão e ideologia”, e que é fruto de debates realizados em reuniões do Conselho Diretor do MTG. Savaris comprometeu-se de colocar no papel para que os Patrões de entidades e Coordenadores Regionais tenham como base para decisões necessárias. É um documento extenso e pode ser encontrado no site do MTG.
 
Com a autoridade e o respeito que angariou dentro do Movimento, Savaris tocou em pontos cruciais com os quais comungo há vários anos mas que se fossem ditos por outra pessoa não teriam o mesmo alcance, tais como:
 
a) O uso da pilcha. Na parte campeira se refere ao uso correto da pilcha e na área artística, o pior, parece que os concorrentes usam as pilchas por obrigação. Estas (pilchas) somente são colocadas na hora da apresentação, sendo desprezadas logo em seguida.
 
 b) A profissionalização dos concorrentes. Onde anda o voluntariado, o amadorismo (no sentido romântico)? O mercantilismo está tomando conta da tradição.   
 
c) A saga dos Instrutores de Invernadas que, sem um apego maior a entidade, acabam sendo mais importantes que os próprios patrões.
 
d) A complexidade das Planilhas de Avaliações, que ocasionam erros e debates frequentes. Eu, a moda antiga, sempre julguei pelo que me tocou na alma sem importar-me com caretas, expressões faciais, etc... Para ser avaliador, hoje, é necessário um curso profissionalizante e ter uma calculadora ao lado.
 
Duas perguntas que ficam são:
 
1ª - Se Manoelito Savaris, com propriedade, agora defende estas proposições, porque não colocou-as em prática no longo período em que presidiu a entidade? 
 
2ª - Se existem problemas na seara campeira e artística porque os encarregados foram reconduzidos na função?
 
A resposta é a mesma para as duas questões. O "exército romano" foi crescendo tanto que hoje está difícil controla-lo. Quem vai fiscalizar e punir pilcha e encilha em rodeio? Quem vai obrigar o dançarino a tirar sua bermuda e recolocar a bombacha? Quem vai dizer para a prenda que ela fica muito mais bonita de saia do que de bombacha? Que patrão vai encarar o instrutor de danças? Qual invernada vai se deslocar a um rodeio para competir por troféu?
 
É uma guerra inglória que, sinceramente, esperamos que seja vencida pelo MTG.
 
 
 
Aqui um resumo da manifestação de Manoelito Savaris extraídas do blog Notícias do Tradicionalismo Gaúcho, do Rogério Bastos.
 
Savaris iniciou com algumas considerações preliminares e que, uma das primeiras coisas, foi que no século XX, os jovens tomaram uma atitude de reação a invasão cultural, especialmente a norte-americana. Os jovens reagiram a essa invasão, resgatando elementos fundamentais para a preservação da cultura tradicional do RS. Afirmou que uma coisa fundamental a ser dita é que a evolução é da essência das entidades, que movimento é mudança e aponta para o futuro. 

A segunda parte do trabalho aborda, especialmente, baseada nas teses que temos em nossa literatura tradicionalista sobre fundamentos e objetivos, que é a carta de princípios e os estatutos. Documentos que nos dão a direção para onde iremos. “Simplicidade. Nós somos simples, pois o gaúcho é simples no jeito de vestir, de se comportar, em nossos galpões” - disse Savaris. “Tradicionalidade. Nós somos tradicionais, acima de tudo. 
Tradicionalista é aquele que usa a tradição como seu rumo, como seu norte, mas a tradição que é o legado, os valores princípios e costumes dos antepassados, o que tem valor para mim e para o meus filhos” - concluiu. 
E, finalmente, o voluntariado. De forma graciosa, sem esperar retorno, somente a satisfação de fazer algo pelo todo e que atinge 95% dos participantes do Movimento. Fez ainda, uma analise do momento atual do Movimento, que tem duas grandes áreas que apresentam conflitos. Na área campeira, que afeta a questão da tradicionalidade, especialmente na questão da pilcha. E na área artística, na questão da indumentária, cujo problema é o não uso, principalmente, em rodeio gaúcho, onde, no domingo, somente estão pilchados os que ainda não subiram ao palco. “Na campeira o laçador não tira a bombacha, na artística sim, por quê?” – perguntou Savaris. Afirma que os dirigentes não tomam atitude para não se indispor com os participantes. 
             “Temos questões competitivas, pois levaram a quase profissionalização em algumas áreas. Voluntariado ali quase não existe mais. Laçadores voluntários quase não existem, também. Os laçadores somente se interessam pelos prêmios e, quem faz isso, somos nós. Na portaria que passa a sede deste congresso, por exemplo, diz o seguinte: “Por tratar-se de um evento amador....” ou seja, são eventos amadores. Perguntamos: todos são amadores? Especialmente os músicos, instrutores, avaliadores são amadores? Queremos ser amadores ou profissionais, nós temos que dizer isso. Ou queremos que o Enart não seja amador. Diz que os profissionais estão prestando seu serviço da melhor forma, nós é que temos que dizer o que queremos. Disse ser contrário ao uso do cd nos grupos de dança, pois, do jeito que está como vou criticar quem dança com esse recurso? Se contratar músicos se torna muito caro. Precisamos parar e questionar. Para projetar o futuro, esse modelo que nós temos é o que nos interessa”- concluiu. 
Savaris falou ainda, do domínio dos instrutores dentro dos CTGs. Isso acontece porque o patrão é um voluntário que, pressionado pela gurizada e pelos pais desses jovens, fica contra a parede. Ou se submete à pressão ou fica sozinho, porque o instrutor pega todo mundo e vai embora, para outra entidade. São  impostas condições, as quais sempre são de custo elevado, ficando, muitas vezes, para a entidade quitar. Essas são as consequências paralelas. Cada vez mais as entidades do interior não conseguem manter grupos adultos para fazer frente aos custos de avaliação. A planilha da dança foi encarada da forma que “um comum não entende, só especialistas podem entender”. As demais planilhas, de outras modalidades artísticas, também estão iguais. Se alguém subir no palco e cantar musica do Gildo é ultimo lugar garantido. Por quê isso? Nós somos um” the voice”, ou uma entidade tradicionalista? Essas são as reflexões que devemos ter a coragem de repensar essas questões.
 
 
 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

QUEM É DA LIDA COMPREENDE

 
 


AO GALOPE, QUE É FERVURA, PREFIRO O TROTE, QUE DURA
Seja prudente. Devagar se vai ao longe.

BOMBACHA MUITO PREGUEADA NÃO É PRA LIDA FORÇADA
Homem muito enfeitado pouco agüenta a dureza do serviço

BURLEQUEAR SEM MAIS AQUELA, MANTÉM VAZIA A PANELA
Burlequear é vadiar. Quem por motivos fúteis deixa de cumprir as obrigações acaba sem recursos.

TOURINHO SOLTO NA ESTRADA NÃO TEM QUARTOS NEM PAPADA
Animal sem boa alimentação. Raquítico. Homem de físico acanhado.

REDOMÃO QUE EMBRETA GADO É CAVALO RESSABIADO.
Redomão é cavalo que ainda não está bem domado. Botá-lo em serviço de mangueira poderá estragá-lo

QUEM SE ATRACA A PARILHEIRO, A LO LARGO SEM DINHEIRO
Parilheiro é cavalo de carreira. É o maldito jogo.

QUEM POUCO MUDA O BAIXEIRO, LA FRESCA, QUE TEM MAU CHEIRO
Baixeiro, xergão, que vai no lombo do cavalo. Aqui, camisa, roupa de baixo...

MARCA DE RELHO OU DE ADAGA PASSA O TEMPO E NÃO SE APAGA
Não carece explicações.

COM RELHO NÃO SE FAZ FESTA. PERIGA BALA NA TESTA.
Dependendo dos recursos que temos, o melhor é ficar quieto.
 
AO COLHUDO VELHO SÓ RESTA O RELINCHO
Á pessoa de idade, só restam recordações.

BAGUAL EM TROPILHA É POLVADEIRA NA COXILHA
Animal chucro entre cavalos mansos leva estes a perder. Os baguais disparam campo a fora seguidos da tropilha mansa. Mau exemplo.

NÃO É POR GOSTO QUE SE ANDA EMBRETADO
Embretado é estar no brete. Brete, corredor estreito que dá passagem a um animal de cada vez. Quem se mete em apuros e não tem alternativas.

QUEM TIRA O LEITE, BEBE O APOJO
Apojo é o leite tirado no final da ordenha. É mais gordo e mais gostoso que o retirado antes. É uma regalia do tirador.

VELA ACESA NÃO ACORDA DEFUNTO
Depois do fato consumado só temos que aceitá-lo

PÉROLAS FICAM BONITAS, SEU MOÇO, ATÉ EM QUEM NÃO TEM PESCOÇO
Não carece de maiores explicações

PEÃO CAPAZ SE CONHECE SE EM CAVALO MAGRO ANOITECE
Só bom campeiro é capaz de trabalhar em cavalo magro de sol a sol. Não há maior prova de sua competência.

TOURINHO CRIADO NA ESTRADA NÃO TEM QUARTOS NEM PAPADA
Animal sem boa alimentação nem raça. Raquítico. Homem de físico acanhado. Pessoa largada ao Deus-dará.

DE MADRUGADA, BEM CEDO, É QUE DESMAMO O PULGUEDO
Desmamar o pulguedo é levantar-se da cama. Acordar.

GALO-CINZA, QUE NÃO CANTA, ALGO TEM EM SUA GARGANTA
É claro o significado, pois quem está triste, com um nó na garganta, se ensimesma e emudece.


Do livro Bruaca, de Sylvio da Cunha Echenique
 
 
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

35ª GAUDERIADA - RESULTADO



Marcelo Oliveira: Melhor Intérprete da Gauderiada
A 35ª Gauderiada da Canção Gaúcha, um dos mais importantes e longevos festivais de música do Rio Grande do Sul, aconteceu de 12 a 15 de janeiro em Rosário do Sul e destacou os seguintes trabalhos:






Primeiro Lugar:  PRINCÍPIO
Letra:  Gujo Teixeira/Evair Gomes
Melodia: Juliano Gomes
Interpretação: Adriano Gomes e Ita Cunha

Segundo Lugar:  GOTA DE SOMBRA
Letra:  Guilherme Collares
Melodia: Edilberto Bérgamo
Interpretação: Marcelo Oliveira

Terceiro Lugar:  PERFIL
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Melodia: Marcello Caminha
Interpretação: Pepeu Gonçalves, Anomar Danubio Vieira e Os Caminhas

Mais Popular:   SENHORA VANERA
Letra: Anomar Danúbio Vieira
Melodia: Juliano Gomes
Interpretação: Ita Cunha

Melhor Tema Campeiro:   PERFIL
letra: Anomar Danúbio Vieira
Melodia: Marcello Caminha
Interpretação: Pepeu Gonçalves e os Caminhas

Melhor Conjunto Vocal: GOTA DE SOMBRA - Marcelo Oliveira e Grupo
Melhor Melodia:   MEU AMOR QUE ELA ROUBOU - Marcelo Oliveira
Melhor Instrumentista: RICARDO COMASSETO -  Gaita Botoneira
Melhor Intérprete:  MARCELO OLIVEIRA -  Gota de Sombra
Revelação: RODRIGO COLLARES
 
Fonte: Blog Ronda dos Festivais / Jairo Reis
 
 
 
 
 
 

65º CONGRESSO TRADICIONALISTA GAÚCHO


Ocorreu neste fim de semana, de 13 a 15, no CTG Laço Velho de Bento Gonçalves,  o 65º Congresso Tradicionalista Gaúcho. Neste evento muito concorrido, além das diversas proposições apresentadas, foram preenchidos os nomes para compor o Conselho Diretor, Junta Fiscal, Departamento Jovem e os Coordenadores Regionais para a gestão do ano corrente da entidade.

Nairo Callegaro, atual presidente, na foto apresentando seu relatório de atividades em 2016, foi eleito para seu segundo mandato à frente do Movimento. 
 

Diretoria eleita no 65º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado na cidade de Bento Gonçalves, 11ªRT:

Presidente – Nairioli Antunes Callegaro
Vice-presidente de Administração e Finanças – Elenir De Fátima Dill Winck
Vice-presidente de Cultura: Anijane Luiz Varela
Vice-presidente Campeiro – José Alvoni Araújo Silva
Vice-presidente Artístico - José Roberto Fischborn
Vice-presidente de Esportes Campeiros – Martim Guterres Damasco
Secretário Geral – Nilton Otton
Tesoureiro Geral - Gerson Luiz Ludwig
Vice-Presidente da Fundação Cultural Gaúcha - MTG – Vitor Hugo Pochmann 
 

 
 

domingo, 15 de janeiro de 2017

CRUZ DE LORENA OU CRUZ MISSIONEIRA?



PRIMEIRAS REPRESENTAÇÕES

Encontram-se representações da cruz dupla em La Ferrasie, na Dordonha e em Las Batuecas, na Espanha, desde a era pré-histórica.

Na interpretação de alguns, o montante vertical é um meridiano e localiza o Norte e o Sul; a barra horizontal mais curta, representa o solstício de inverno, e a mais longa, o de verão; o conjunto simboliza, portanto, o percurso do sol durante um ano.

A CRUZ DUPLA NA HISTÓRIA

É em Jerusalém que se identificam os primeiros vestígios da cruz dupla. Desde o século IV é sob a forma da cruz dupla que são representadas as relíquias da Cruz Verdadeira utilizada na Paixão de Cristo, reencontrada por Santa Helena sobre o Monte das Oliveiras. Esta representação foi adotada porque seria o símbolo do poder dos Patriarcas de Jerusalém, guardiões da Cruz Verdadeira.

A mesma figura se encontra sobre todos os túmulos de Patriarcas, de Byzance até o Monte Athos, em Attica e a partir dessa região difundiu-se na Rússia, onde foi chamada “Cruz Russa” e na Hungria, onde se tornou “Cruz de Hungria”, passando a ser um emblema da realeza. A cruz dupla chegou ao Ocidente com o comércio de relíquias, à época dos merovíngios. No século VI, o Imperador de Byzance, Justino II ofereceu uma relíquia a Santa Radegonde. Chegando a Tours dentro de um magnífico relicário esmaltado esta relíquia foi festejada com euforia por uma multidão entusiástica ao som do hino “Vexila Regis prodeunt”, composto especialmente pelo poeta Fortunat e está, atualmente, guardada na Igreja da Santa Cruz de Poitiers. Existem relicários semelhantes, cada qual mais ricamente adornado, em muitas partes da Europa e, naturalmente, na França, em Eymoutiers na Haute-Vienne.

Também conhecida como “Cruz de Santo Eloi” ou de “São Luis da Santa Capela”, este símbolo está relacionado às Cruzadas e, até mesmo, atribuem-lhe poderes mágicos. Sua forma serviu de modelo para a planificação de belas igrejas e catedrais: na Inglaterra, em Lincoln, Rochester ou Worcester e na França, como é o caso das igrejas da Abadia de Cluny, de Saint Benoît no Loire, e Saint Quentin.

A cruz dupla aparece também nas moedas e nas insígnias dos cruzados, iniciando com os Templários, desde que estes foram constituídos como Ordem pelo Patriarca de Jerusalém, Guarimond, em 1119. Deu-se o mesmo com a Ordem dos Hospitaleiros do Espírito Santo ou de Saint Géréon, na Palestina e depois com a Ordem da Cruz de Anjou.

A CRUZ DE ANJOU

Em 1241, o bispo Thomas de Hierapetra, em Creta, doou uma relíquia da Verdadeira Cruz de Cristo, que teria pertencido anteriormente a Gervais de Comène, patriarca de Constantinopla, a Jean de Allaye, cavaleiro angevino que retornava ao seu país, de volta da Terra Santa. Jean de Allaye doou-a, por sua vez, para a Abadia Bernardina de La Boissière, em Anjou. Esta relíquia, é feita de uma madeira dura, provavelmente cedro e composta de três ramos: um vertical com 28 cm, e dois atravessados, um com 8 cm e o outro com 11 cm. Em 1357 foi colocada sob a proteção dos Jacobinos de Angers e durante a Guerra dos Cem Anos, em 1379, guardada em segurança no Castelo de Angers por Luis I de Anjou que criou, nesta ocasião, a ordem de cavalaria, “Ordem da Cruz de Anjou”. Ao fim da Guerra dos Cem Anos, em 1456, a relíquia retornou para a Abadia de La Boissière. Em 1790, foi transferida para o Hospício dos Incuráveis, de Baugé e escapou miraculosamente às destruições revolucionárias. Em Heráldica, a Cruz de Anjou é negra e a Cruz de Hungria é branca.

A Cruz de Anjou foi reconhecida como Cruz de Lorena, apenas no século XV, graças a René I de Anjou, o Bom, Duque de Lorena de 1431 a 1453 que a difundiu pelos seus estados. Seu neto, René II, Duque de Lorena de 1473 a 1508, utilizou-a para atestar ser herdeiro direto de Godofredo de Bulhões e, portanto, do Reino de Jerusalém e para justificar suas pretensões sobre o Reino da Hungria, como herdeiro da Rainha Joana II. René II escolheu como divisa para seu selo real : “Rinatus Dei Gratia Hungria Ierusalem et Siciliae Rex.” “René pela graça de Deus, rei de Hungria, de Jerusalém e da Sicília.”

SIGNIFICADOS DA CRUZ DE LORENA

A Cruz de Lorena, simbolizava que os Duques de Lorena eram duplamente cristãos: por serem príncipes de um Estado cristão e como os conquistadores de Jerusalém.

• É uma representação cristã de uma cruz comum de suplício com a tabuleta de inscrição, escolhida como símbolo da Paixão de Cristo.

• É uma afirmação do poder dos Patriarcas do Oriente nos tempos de perseguições e da resistência da Fé contra todos os ataques.

• É um símbolo das Cruzadas e da Cavalaria e, portanto, sempre da resistência e da honra da Fé.

• É um símbolo dos direitos dos duques de Lorena sobre seus diversos estados e de suas pretensões sobre os reinados de Jerusalém e da Hungria.

• É um símbolo da resistência da Lorena e do direito de permanência dos seus habitantes em sua terra, contra todos os seus inimigos.

Na Batalha de Nancy, contra Carlos O Temerário que nela perdeu a vida, René II de Anjou fez suas tropas portarem a cruz dupla para se distinguirem dos borgonhenses, que ostentavam a Cruz de Santo André.

O SIMBOLISMO CRISTÃO DA DUPLA TRAVESSA

O símbolo da cruz, uma trave vertical com uma transversal, representa a Paixão de Cristo e o instrumento de tortura sobre o qual Jesus foi crucificado. Então por que se juntou a esta uma transversal menor? Era costume dos romanos escrever em uma prancheta (chamada titulus ou superscriptio) e colocá-la sobre a cabeça do crucificado com o seu nome e o motivo de sua condenação. Assim foi colocada sobre a cabeça de Jesus a prancheta com a inscrição “I.N.R.I”: Iesus Nazarenus, Rex Iudaecorum (Jesus de Nazareth Rei dos Judeus)! Pilatos usou este costume, para humilhar e ridicularizar um pouco mais o povo colocando em subentendido à expressão "rei dos judeus", ou "aquele que se pretendia...". Nessa ocasião, em resposta aos protestos do povo, depois do “eu lavo as minhas mãos”, ele pronunciou a famosa frase: " o que está escrito está escrito!".

Esta prancheta nominativa teria se desenvolvido, na segunda travessa horizontal da cruz dupla, pois, os romanos costumavam repetir a inscrição em latim, grego e hebraico nos títulos, o que torna o texto, longo o suficiente para justificar a utilização de um pedaço de madeira com um bom tamanho.

Os historiadores se esforçam para comprovar como verdadeira a relíquia de Santa Helena mantida na Basílica Santa Cruz, em Roma. Encontrada por acaso em 01 de Fevereiro de 1492, dentro de uma caixa de chumbo escondida em um nicho da igreja, a relíquia seria um grande pedaço da tabuleta da "Verdadeira Cruz" descoberta por Santa Helena no Calvário em 326 .

Desde essa época, a cruz dupla aparece nas armas das cidades que pretendem demonstrar o seu apoio à Lorena. Ela também servirá como símbolos dos restabelecimentos católicos durante as guerras religiosas.
 
 
 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

MORRE HORACIO GUARANY


Informações vindas da Argentina dão conta da morte do grande cantor Horácio Guarany, aos 91 anos, em face de uma parada cardíaca. O fato aconteceu na cidade em que residia, Luján. 
 
Vejam, em espanhol, notícias sobre o acontecido e um pouco da trajetória deste artista tão importante dentro do folclore da América Latina.  


El reconocido cantante Horacio Guarany murió este viernes 13 de enero de un paro cardíaco, en Luján. En esa ciudad, donde residía desde hace un tiempo en una chacra (Plumas Verdes) muy cercana a la Basílica, también será velado. La noticia de su fallecimiento fue confirmada en Twitter por su representante, Rubén López.

"Con profundo dolor tengo que confirmar que nuestro maestro ha partido a otros festivales celestiales. Gracias Guara por todo", escribió. Luego, en comunicación con Clarín.com, informó que su partida había sido "tranquila, en paz y en su casa junto a su gente", y que los motivos de su muerte tenían que ver con "cosas de la edad, sumado a las enfermedades que se van acumulando con el paso de los años".

Asimismo, informó que por decisión de sus familiares no habría velorio público y que, al menos por el momento, la intención es hacer algo más íntimo. En ese plano, Kike Teruel, músico de Los Nocheros, confirmó que sólo se haría una ceremonia para sus familiares y amigos cercanos en Luján, donde Guarany tenía su casa.
 
En enero de 2016 Horácio debió ser internado en un centro médico de la ciudad de Buenos Aires, debido a un problema de próstata. Mientras que en septiembre de 2015 permaneció por varias semanas en la terapia intensiva de la Fundación Favaloro, debido a una insuficiencia cardíaca.
 
Guarany tenía 91 años, y había construido una importante carrera artística, siendo uno de los grandes referentes del folclore argentino. De esa manera Argentina despide hoy a uno de sus músicos más transcendentes.
 
Nacido en Las Garzas, Santa Fe, el 15 de mayo de 1925, su verdadero nombre era Heráclito Catalín Rodríguez. Dio sus primeros pasos en elmundo de la música con la Orquesta de Herminio Giménez, cantando música paraguaya. Con 57 disco solistas lanzados a lo largo de una prolífica trayectoria que se inició en 1957, con un disco homónimo. En 1985 lo entregaron el premio Konex de Platino, por considerarlo el cantante más importante del folclore nacional. Sucede que el folclore puede empezar a definirse a través de los clásicos de Guarany, como Si se calla el cantor -su canción emblemática-,Guitarra de medianocheMilonga para mi perro Regalito, entre muchas más. También incursionó en el cine, con Argentinísima, de 1972, Si se calla el cantor, un año más tarde, y La vuelta de Martín Fierro, en 1974. Casi cuatro décadas más tarde volvió a la pantalla grande con El grito en la sangre, basado en una novela suya, Sapucay.
 
Hombre de una potente voz sobre el escenario (¡pero lo han acusado de ser desafinado!), y de una gran verborragia bajo las tablas, Guarany solía acercar declaraciones muy particulares en cada uno de sus reportajes. "Me provoca mucha vergüenza -dijo, sobre una distinción que le habían propuesto-. El único homenaje que vale es el que me hace el pueblo, llenando plazas, clubes, teatros, durante más de 60 años. Rechazo los homenajes".
 
 
 
 

TEMPO BUENO



Minha comadre Marcia de Carvalho Schuch, esposa do Tomaz, revirando sua caixa de retratos, encontrou esta relíquia que nos remete a um tempo bueno onde tudo era divertimento. Um tempo onde se cultuava a arte crioula num amadorismo puro, sem as rusgas, as pirotecnias e a busca de projeção de hoje. Se dançava por amizade, por prazer, para estar juntos.  
 
Por dez anos a Invernada Artística do CTG Rodeio Serrano, de São Francisco de Paula, ensaiou, dançou e andejou da boca da serra aos sete ventos. Afora o saudoso gaiteiro Davenir, de cinza, um solteirão inveterado que tocou para todas as invernadas por mais de 30 anos, dos cinco pares, quatro tornaram-se casais "além da vida artística", ou seja, formaram lares e constituíram famílias.
 
Da esquerda para a direita: Aloir, Jari, Léo, Tomaz, Davenir, Pedro, Giselda, Ana, Miriam, Marcia e Elisete.
 
Quanta saudade....
 
 
 
 
 
 

REPONTANDO DATAS


Num dia 13 de janeiro, do ano de 1626, o padre jesuíta Roque Gonzales, funda o aldeamento guarany San Nicolas (São Nicolau) na margem direita do Rio Piratini, perto da sua foz com o Rio Uruguai. Foi o primeiro ato de brancos na pátria dos gaúchos – nascia o Rio Grande de S. Pedro.
 
Ruinas do tempo da colonização de São Nicolau
 
Também num dia 13 de agosto, no ano de 1852, nascia na vila de Arroio Grande (RS) Gumercindo Saraiva, líder maragato na Revolução Federalista e braço direito de Gaspar Silveira Martins.
 
Gumercindo Saraiva, montado no cavalo tordilho (claro) 
 
 
 
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A ORIGEM DA PALAVRA SAUDADE


Portal da Saudade, de Marciano Schmitz

Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".

Diz a lenda que foi cunhada na época dos descobrimentos e no Brasil Colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim "solitáte", solidão.

Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia. A gênese do vocábulo está diretamente ligada à tradição marítima lusitana.

No Brasil, o Dia da Saudade é 30 de janeiro.


 
 
 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

QUERÊNCIA DA POESIA VOLTANDO


Atenção poetas deste Rio Grande Velho. Até o dia 13 de fevereiro estão abertas as inscrições de trabalhos na 8ª Querência da Poesia Xucra de Caxias do Sul, um dos maiores festivais poéticos do Estado e que está voltando a ocupar um lugar onde teve destaque e representatividade não só na região serrana, como de todo o Rio Grande do Sul.

A realização da 8ª QUERÊNCIA DA POESIA GAÚCHA, ocorrerá no dia 29 de Abril de 2017, às 20h em Caxias do Sul junto ao CTG GINETES DA TRADIÇÃO no Bairro de Ana Rech, onde subirão ao palco e deverão ser apresentados os dez (10) poemas finalistas.
 
Parabéns aos organizadores, uma turma de bravos, de abnegados que, mesmo contra tantas intempéries comuns a quem labuta na poesia, encontram rumos para seguir adiante.
 
Mandem seus poemas. vamos prestigiar este grandioso evento.

Cliquem no link abaixo para bombearem o Regulamento e a Ficha de Inscrição.

http://querenciadapoesia.blogspot.com.br/2016/11/8-querencia-da-poesia-gaucha-caxias-do.html?m=1


 

CAVALGADA DO MAR 2017


 
Atenção interessados em participar da 33ª Cavalgada do Mar.
 
Eis datas e roteiros. Agendem-se
 
Dia 17 concentração em DUNAS ALTAS (Palmares do Sul).
18/02 Dunas Altas - Pinhal
19/02 Pinhal - Cidreira
20/02 Cidreira - Tramandaí
21/02 Tramandaí - Imbé
22/02 Descanso e Rodeio em Imbé
23/02 Imbé - Capão da Canoa
24/02 Capão da Canoa - Arroio do Sal
25/02 Arroio do Sal - Torres (encerramento)
 
 
 


PONHAM AS BARBAS DE MOLHO!


 
 
Atenção organizadores do Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, evento maiúsculo das comemorações de setembro. 
 
Pela atitude que se viu ontem, dia 10, onde o prefeito da capital Nelson Marchezan Júnior não afrouxou o garrão em sua decisão de não liberar verbas para o carnaval da cidade, frustrando a comissão dos festejos de Momo que lá se encontravam, o mesmo vai acontecer com o Acampamento.
 
Neste ano que passou o aporte financeiro da prefeitura já foi bastante reduzido. Pelo que estou percebendo, o mesmo não vai existir. E para o mal dos pecados a porta de diálogo com o governo estadual (FIGTF) foi trancada para sempre.
 
Então, minha gente, vamos desde agora se organizar, buscar alguma coisa junto a iniciativa privada - que também está difícil - para não lamentar o leite derramado. 
 
Eu bem sei que a gauchada se vira, não espera pelo poder público, mas é bom ir botando as barbas de molho.
 
 
 
 
 
      

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PERGUNTA:


Manifestantes se reuniram no Chalé da Praça XV, na Capital,
em oposição ao fechamento de instituições de pesquisa 
           Foto: Camila Domingues / Especial
 
Segundo matéria do Jornal Zero Hora, de hoje, 10 de janeiro, uma Carta Em Defesa de fundações foi redigida e assinada por dezenas de artistas e intelectuais, reunidos em grande número nas dependências do Chalé da Praça XV, em Porto Alegre.
 
Eles tentam abrir um canal de diálogo com o Governo Sartori, apesar de a Assembleia Legislativa já ter votado e aprovado o fechamento de diversos órgãos culturais e de pesquisa em projeto proposto pelo Piratini.
 
— Estamos nos opondo a essa suposta economia com as extinções e reivindicando a possibilidade de falar a partir da sociedade civil. Não é um sindicato, não é uma entidade. É a sociedade civil por meio da ciência e da cultura querendo declarar coisas e ser ouvida pelo governador. Estamos querendo montar uma alternativa com debate e discussão — afirmou o escritor Luís Augusto Fischer, um dos organizadores da mobilização.
 
O documento é assinado por mais de 60 personalidades do Rio Grande do Sul, entre os quais os músicos Vitor Ramil e Ernesto Fagundes, os escritores Martha Medeiros e Luis Fernando Veríssimo, além de outros.
 
Então nosso blog deixa a pergunta: - Quantas pessoas preocupadas com o fechamento do IGTF (Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore) estavam presentes no ato?
 
 
 
 
 


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

GAUCHINHOS FAZEM SUCESSO NO


THE VOICE KIDS

Piazada do Rio Grande do Sul matam a pau na segunda edição do programa The Voice Kids, da Rede Globo de Televisão, neste domingo, dia 08 de janeiro.

 
Luiz Arthur Seidel de Souza (foto), 12 anos, de Guaíba fez os jurados Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e Victor e Leo."virarem a cadeira" antes de terminar o primeiro verso da canção My Girl (The Temptations). Luiz Arthur, criado no ambiente tradicionalista onde faz parte da invernada Mirim Darci Fagundes, andeja com a mesma técnica e naturalidade em diversos estilos musicais.
 
Muito emocionado, ao final de sua apresentação e após receber rasgados elogios de todos os avaliadores, acabou escolhendo para sua "técnica" a cantora baiana Ivete Sangalo. 
 
 
Outro que causou um enorme rebuliço de choro e contentamento foi o menino Thomaz Machado (foto), 9 anos, de Estância Velha, que defendeu o clássico sertanejo de raiz, Beijinho Doce. Thomaz, que desde os 5 anos é gaiteiro e faz parte da conhecidíssima dupla Os Irmãos Machado, apresentou-se acompanhado de sua gaita e trajado a moda gaúcha. Com esta estampa e seu jeito carismático encantou a todos fazendo com que cantora Ivete Sangalo comentasse da importância de manter a identidade e a cultura regional. Ela também foi a técnica escolhida por Thomas Machado.
 
Muitas manifestações nas redes sociais questionam o por que de os meninos, sendo crias do ambiente cultural gauchesco, não interpretarem canções de músicos desta linha. 
 
Ocorre que ainda estamos muito longe de sermos reconhecidos pelo resto do Brasil, musicalmente falando. Os concorrentes tem que apresentar em torno de 20 músicas para que os organizadores escolham aquela que melhor se adapta ao gosto popular nacional, de acordo com as características de cada intérprete. 
 
Em face disto não seria louvável o Luiz Arthur Seidel de Souza cantar uma canção em inglês, pilchado. Da mesma forma, quem garante que o Thomaz Machado fosse visto com os mesmos olhos brilhantes de todos interpretando, por exemplo, Batendo Água, uma canção linda e conhecidíssima... para nós, gaúchos.
 
Penso que, enquanto não apelarmos com letras que falam em cerveja, em traição, em desgraça, com um refrão repetitivo, não alcançaremos o sucesso do Sertanejo Universitário, por exemplo. Contudo, a este preço, prefiro ficar no ostracismo.
 
Enquanto isto, resta-nos ficar emocionados com tão belas apresentações desta gurizada e aqueles 7 minutos do Thomaz "pilchadito no más", para todo o Brasil, valem mais, promocionalmente falando, que muitos anos de luta em prol de nossas tradições.
 
A gente só pede que não esqueçam jamais de suas raízes.
 
 
 
  
 
       
         

domingo, 8 de janeiro de 2017

UM BOM DOMINGO A TODOS


MEUS AMIGOS E AMIGAS
 
 
Que aproveitem com muita alegria cada minuto
deste presente divino que é a vida.
 
 
 
 
 


sábado, 7 de janeiro de 2017

REPONTANDO DATAS - 07 DE JANEIRO


NASCE O POETA CYRO GAVIÃO

Num dia 07 de janeiro, do ano de 1913, nascia em Itaqui Cyro Gavião, autor do livro Querência Xucra e de dezenas de poemas espalhados por este Rio Grande velho. Foi membro da Estância da Poesia Crioula. Faleceu em Porto Alegre, onde morava, no ano de 1976. Abaixo uma de seus belos poemas intitulado:

 
PETIÇO       
Cyro Gavião

 
Esse petiço troncho que, ao passito,
Vem chegando co'a pipa, lá da fonte,
Foi quebra noutros tempos... foi bonito,
Foi mestre, num rodeio e num reponte.

Mas, hoje, nem o relho, nem o grito
Da gurizada já lhe altera a fronte
Indiferente a tudo, ao infinito,
A mais um dia que se lhe desconte.

Até dá pena ver esse sotreta,
Trocando perna, ao lado da carreta
Num caminhar tristonho, passo a passo...

Petiço velho,... jóia do meu pago!
Saudade amarga que, comigo, trago,
Espera,...qu'eu também sinto cansaço.





sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

HOJE É DIA DOS SANTOS REIS


No flagrante acima, Paixão Côrtes e Os Três Xirus (com o saudoso Leonardo tocando tambor a esquerda, Elmo Neher ao violão e Bruno Neher com o acordeom) numa cantiga de reses.


Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país.
 
Na tradição católica, a passagem bíblica em que Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três "Reis Magos", denominados Melchior, Baltasar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como santos a partir do século VIII.

Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal
 
Mas como se compõe e qual a função do Terno de Reis?

Segundo o folclorista Paixão Côrtes, é variável o número de participantes de um "terno" pois nem sempre os cantadores são também instrumentistas, e isto obriga a uma maior divisão de funções. No geral, não vai além de oito pessoas: o mestre ou guia e o ajudante de mestre; contra-mestre e ajudante de contra-mestre; o tipe; o tambor; o triângulo e a rabeca. O mestre, que é o diretor, deve não só ser um bom repentista como também um bom conhecedor da história do nascimento de Jesus, principalmente no que se refere à visita dos Reis Magos. É o mestre (em primeira voz) que inicia o canto acompanhado de seu ajudante (em segunda voz); o verso é então repetido pelo contra-mestre e seu ajudante, também em primeira e segunda voz, respectivamente. O tiple ou tipe ou ainda tipi, é ordinariamente uma criança que se encarrega de cantar as firmatas características do segundo e do quarto verso de cada estrofe ou somente deste último. Podem existir um ou dois tipes em cada terno. Sobre esta figura assim se expressou o folclorista Mário de Andrade: "A mim me parece que o quipe que 'faz o contracanto' é o mesmíssimo 'tiple', também 'tipe' pela nossa gente folclórica, palavra de terminologia musical espanhola que nomeia o soprano (se trata dum menino) muito generalizada nas cantorias brasileiras para indicar uma voz subalterna.
 
Embora raro, encontramos o terno acompanhado de pau de fita, boizinho, bumba-meu-boi etc., então com suas representações coreográficas algo dramáticas, lembrando um rancho definido por Mário de Andrade. Aparecem também por vezes homens vestidos de mulheres, bem como os arcos de flores das "jardineiras", os cavalheiros, os porcos, caiteto, uma verdadeira bicharada.

Letra e música

As estrofes de nossos ternos de Reis, são quadrinhas na maioria das vezes de feitura popular, heptasílabas que narram episódios referentes ao nascimento de Cristo. Podemos classificá-las como religiosas e profanas. As primeiras são aquelas que no seu conteúdo mantêm bem vivo o motivo cristão das comemorações da Bíblia. As profanas são as que fogem ao tema do ciclo natalino religioso. Mas antes desta narração encontram-se os versos de chegada ou de saudação, à porta da casa. Os versos compreendem vários ciclos: anterior ou véspera de 25, dia de Natal, de 25 à 1º do ano e de 1º de janeiro ao dia de Reis. As estações são cantadas de acordo com o decorrer dos dias, e obedecem as seguintes principais frases: Chegada, Entrada, Louvação, Peditório, Agradecimento e Despedida.

Cada terno tem mais ou menos decorado um número grande de versos, podendo no entanto "o mestre" acrescentar improvisos que a situação exigir.

São numerosas as melodias existentes. Variam de região para região. Talvez os tipos de instrumentos musicais acompanhantes tenham contribuído para o surgimento dessas variedades. Em nossas pesquisas registramos inúmeras "toadas". As melodias geralmente apresentam duas partes distintas: uma bastante lenta, corresponde aos versos cantados; a outra somente tocada, no geral caracteriza-se por uma aceleração do ritmo.

A seguir damos um exemplo da maneira de como é "tirado" um verso pelos cantores:

Cantam: mestre e seu ajudante
Os três Reis por serem Santos
Os três Reis por serem Santos
Se puseram a caminhar
Repetem: contra-mestre e seu ajudante
Os três Reis por serem Santos
Os três Reis por serem Santos
Se puseram a caminhar
Cantam: mestre e seu ajudante
Procurando Jesus Cristo
Procurando Jesus Cristo
Em Belém foram encontrar
Repetem: contra-mestre e seu ajudante
Procurando Jesus Cristo
Procurando Jesus Cristo
Em Belém foram encontrar

Em outros ternos, porém, cantam os "reses" quadrinha por quadrinha; assim como as melodias, as maneiras de cantar são também distintas.

Geralmente eles terminam o verso bem "choroso", acrescentando "oi"...
Instrumentos

Os instrumentos musicais que podem considerar como tradicionais são: viola, rabeca, gaita, violão, tambor ou caixa de triângulo.

Comum outrora era a parceira da viola com a rabeca acrescida quase sempre de tambor ou triângulo. Na falta deste último um estribo de meia picaria é também usado.

Atualmente a gaita tomou conta da parte musical, fazendo-se acompanhar do violão e não raro de pandeiro, chocalho e cavaquinho.

Visita

Em traços gerais a visita dá-se da seguinte maneira: no terreiro da casa, o "terno" tendo a frente o "mestre" e o "ajudante", faz em verso de "saudação" ao dono da residência, solicitando permissão para cantarem e ao mesmo tempo justificando-se da sua chegada:

Chegada
Agora mesmo chegamos
Na beira do seu terreiro
Para tocar e cantar
Licença peço primeiro

Entrada
Se o proprietário concorda — geralmente muito satisfeito e feliz — abre a porta, convidando o mestre e seus cantadores para passarem. Existe mesmo uma certa tradição que consiste em o proprietário aguardar alguns versos para no caso positivo de receber o terno, acender as luzes da casa.

Porta aberta, luz acesa
Sinal de muita alegria
Entra eu, entra meu terno
Entra toda a companhia


Na saída, após muita cantoria, os cantores e os familiares ficam de alma limpa pela visita que representa a presença do menino Jesus em seu lar.