"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro

FRASE DA SEMANA


A VIDA NÃO ESTÁ AMARRADA A UM LAÇO, MAS AINDA É UM PRESENTE.

Regina Brett



RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Mate do Estribo

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

REPONTANDO DATAS / 06 DEZEMBRO


Num dia 06 de dezembro de 1976 morria em Mercedes, Argentina, o gaúcho são-borjense João Belchior Marques Goulart, Presidente do Brasil deposto em 1964.
 
João Belchior Marques Goulart nasceu na Estância de Iguariaçá, em São Borja, Rio Grande do sul, dia 1º de março de 1919. Descendente de família gaúcha abastada, seu pai, Vicente Rodrigues Goulart, era coronel e sua mãe, Vicentina Marques Goulart, dona do lar.
João era o mais velho de oito irmãos, e passou a infância em São Borja. Estudou no Colégio das Irmãs Teresianas, num município próximo à sua cidade natal, Itaqui. Por conseguinte foi estudar no Internato Santana, em Uruguaiana e mais tarde no Colégio Anchieta, em Porto Alegre.
Na capital cursou Direito na Faculdade de Porto Alegre e teve grande atuação política, ao lado de seu companheiro Getúlio Vargas. Faleceu em Mercedes, na Província de Corrientes, Argentina, dia 6 de dezembro de 1976, quando estava exilado, após ser deposto pelo Golpe Militar de 1964.
Iniciou sua carreira política em 1946, com a fundação da Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do qual foi presidente nacional entre 1952 e 1964.
Em 1947, foi eleito Deputado Estadual para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Em 1950, foi eleito Deputado Federal, com cerca de 40 mil votos, sendo o primeiro cargo que o consagrou na política, com o auxílio de seu amigo e conterrâneo Getúlio Vargas (1882-1954) que governou o Brasil de 1930 a 1945. Ademais, no segundo governo de Getúlio, João Goulart exerceu o cargo de Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio de 1953 a 1954.
Observe que João Goulart venceu duas eleições como vice-presidente da República. Primeiramente, foi eleito vice de Juscelino Kubitschek, em 1955, e, mais tarde, vice de Jânio Quadros, em 1960. Assumiu a posse da presidência dia 7 de setembro de 1961, com a renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961. Os militares e a UDN (União Democrática Nacional), contudo, se posicionaram contra sua ascensão à presidência.
Por outro lado, Jango teve grande adesão das camadas populares como a classe operária, os sindicatos, os estudantes. Quando assume a presidência, o país estava desestruturado, marcado por crises políticas e econômicas.
Assim, Jango pretendia transformar o país, renovando a constituição e sobretudo, propondo as reformas de base, nos setores educacional, fiscal, político e agrário, tal qual a reforma agrária, reforma tributária, reforma eleitoral (com o voto para analfabetos), a reforma universitária, dentre outras. Suas ações foram controversas, de modo que o país, em 1963, atingiu um nível altíssimo de dívida externa e inflação, aproximando-se de 74%.
Ocorrido em 31 de março de 1964, os adversários do governo de Jango (militares e políticos conservadores) deram um golpe que ficou conhecido como o “Golpe de 64”. Esta ação pretendia, entre outras coisas, depor o Presidente João Goulart, acusado de comunista. Uma vez que os militares assumiram o poder, Jango se refugiou no Uruguai e morreria no exílio.
 
 
 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

PRESIDENTE DO MTG ENTRA NA JUSTIÇA


CONTRA A CBTG (Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha)


 
Fonte: De Galpão
 
O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul entrou, no dia 29 de novembro, com ação judicial contra a CBTG – Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha. O presidente da entidade, Nairo Callegaro, pede liminar para que as eleições da confederação sejam realizadas ainda em 2019 ou que, em outra data, ele possa indicar os delegados eleitores.

Para Callegaro, a indicação dos delegados é questão central, uma vez que a representatividade do Rio Grande do Sul, proporcional ao número de entidades constituídas, garantiria um número significativo de eleitores para sua chapa como candidato à presidência da confederação. Pelo estatuto da CBTG, indica os delegados votantes o presidente em exercício. Portanto, Callegaro teria até meados de janeiro, quando deixa o cargo, para indicá-los. O outro candidato à presidência da CBTG é Roberto Basso, do MTG do Mato Grosso.
O Congresso da CBTG que sediaria a realização das eleições estava marcado para o dia 23 de novembro, em Santa Catarina. O CTG que seria o local do evento, algumas semanas antes, enviou ofício à CBTG informando que não o realizaria em razão de dificuldades técnicas e financeiras. Na sequência, os MTGs do Rio Grande do Sul e do Paraná se candidataram a realizá-lo, sendo escolhido Paraná, com data em fevereiro.
No processo, Callegaro acusa o presidente da CBTG de autoritarismo e diz que a entidade apresenta insegurança jurídica. Também anexou documento em que se comprometia a realizar o pagamento da anuidade do MTG RS, que está em aberto, até o dia 18 de novembro, desde que as eleições fossem realizadas no Rio Grande do Sul. 
Por Sandra Veroneze

ENTENDA O CASO

Nairo Callegaro, em meados de janeiro, deixa a presidência do MTG. Seu intuito era candidatar-se a presidência da CBTG. Para tanto teria sua chapa pronta e, com a indicação do maior número de delegados face a proporcionalidade de entidades do Rio Grande do Sul em relação aos outros estados, sua eleição era praticamente certa.

Ocorre que para tais indicações dos delegados votantes os presidentes estaduais precisam estar em exercício de poder. Com o adiamento de 23 de novembro para o mês de fevereiro, a candidatura de Nairo Callegaro estaria inviabilizada.

Alguns integrantes da chapa de Nairo sinalizam que tal transferência foi proposital para retirá-lo da disputa.       
 
 
 

REPONTANDO DATAS / 05 de dezembro



A Organizações das Nações \Unidas institui, em 1985, o dia 05 de dezembro como Dia Internacional do Voluntário. A intenção da ONU era promover ações de voluntariado em todas as esferas da sociedade, ao redor do mundo. Um bom modo de promover essas ações é refletir sobre elas.
 
Outros acontecimentos que marcaram, mundo a fora, o dia 05 de dezembro:  

 

1791 - Morre em Viena o compositor Amadeo Mozart. Ele é enterrado em uma vala comum, devido a sua pobreza, sem lápide ou marca que o identifique. Aqui pelo Rio Grande do Sul tivemos diversos artistas que morreram pobres e que tiveram sua arte reconhecida após sua morte. O caso mais conhecido é do escritor pelotense João Simões Lopes Neto. 
 
1891 Morre em Paris, França, D. Pedro II que esteve a frente do império durante toda a segunda metade da Revolução Farroupilha. Conta a história que nosso segundo e último imperador morreu de tristeza de saudades do Brasil. 

1901 - Nasce Walter Elias Disney, o Walt Disney, desenhista de tantos personagens que se tornaram célebres e empresário de parques temáticos espalhados pelo mundo.  
 
1908 - É fundada a Cruz Vermelha Brasileira.
 
1926 - Morre o pintor francês Claude Monet, criador do Impressionismo.
 
1967 - É criada a Funai, a Fundação Nacional do Índio.
 
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

REPONTANDO DATAS / 04 DE DEZEMBRO.


37 ANOS SEM GILDO DE FREITAS

 
 
 
Por: Israel Lopes - Escritor
 
Gildo de Freitas, O Trovador dos Pampas, faleceu no dia 4 de dezembro de 1982, Este foi o primeiro livro escrito sobre GILDO DE FREITAS, O TROVADOR DOS PAMPAS, de autoria do Cel. Orlando Menezes Silveira, o Xiru Vaqueano, que era de Livramento. Foi editado pela Folha Popular, de Santana do Livramento, no "Ano do Jubileu do Tradicionalismo". Então, foi em 1973?. ...Digo, primeiro, porque têm mais quatros livros, sobre O TROVADOR DOS PAMPAS. Gildo de Freitas gravou o seu primeiro LP O TROVADOR DOS PAMPAS, em 1964, através da Continental. Já havia gravado dois discos de 78 rotações. Antes, já tinha músicas gravadas por Ademar Silva (1961), Teixeirinha e Tiarajú (em 1963). GILDO DE FREITAS é um dos ÍCONES DO REGIONALISMO GAÚCHO. Ele e o TEIXEIRINHA continuam VIVOS na MEMÓRIA do POVO GAÚCHO e BRASILEIRO. Gildo de Freitas, além de ser considerado O TROVADOR DOS PAMPAS, também é o REI DO IMPROVISO! Um Mestre no VERSO DE-A-PORFIA!
 
 
34 ANOS SEM TEIXEIRINHA
 
 
Por: Israel Lopes. Escritor 


Capa do 1º LP de TEIXEIRINHA, O Gaúcho Coração do Rio Grande, lançado em fevereiro de 1961, através da Chantecler. Teixeirinha, antes do LP, já havia gravado discos de 78 e compactos. Todos com grandes sucessos de vendagens. Teixeirinha faleceu no dia 4 de dezembro de 1985. Ele e o GILDO DE FREITAS são os maiores ÍCONES DO REGIONALISMO GAÚCHO. Teixeirinha continua fazendo... sucesso no Rio Grande do Sul, no Brasil e em outros Países. Suas músicas são tocadíssimas nas rádios e nos programas de televisão. Nas festanças do pago, sempre tem um violonista ou um gaiteiro, interpretando suas músicas. Seus filmes continuam sendo assistidos por milhares de fãs. O seu clássico CORAÇÃO DE LUTO continua fazendo sucesso em todo o Brasil. O xote QUERÊNCIA AMADA tornou-se um clássico do regionalismo gaúcho. Um hino gaudério do nosso Rio Grande do Sul. E, além disso, têm outras músicas que continuam fazendo grande sucesso! TEIXEIRINHA: UM FENÔMENO QUE PERMANECE! O REI DO DISCO no BRASIL! Eu tive o privilégio de pesquisar e escrever um livro sobre O GAÚCHO CORAÇÃO DO RIO GRANDE!
 
 
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O CHICO ESTÁ DE VOLTA


Chico e Dra. Daniella, de volta ao lar 
(olhar de gratidão) 
 
Graças ao esforço voluntário e o conhecimento jurídico apesar de recém formada da Dra. Daniella dos Santos Pinto o cervo Chico, na tarde desta terça-feira, voltou a sua antiga morada em São Francisco de Paula, lugar onde andejava livre e de onde nunca deveria ter sido arrancado pela SEMA para ser atração comercial a milhares de turistas na Aldeia do Papai Noel em Gramado.
 
Minha comadre Giselda, lá pelas Sesmarias do Infinito, deve estar orgulhosa de ti, Dra. Daniella.
 
Que este ato seja simbólico a inúmeras ocorrências desumanas que acontecem mundo afora não só em relação aos animais e a natureza mas também as pessoas que sofrem pela exploração, pobreza, maus tratos, feminicidios, injúrias, enfim, pela falta de justiça e pela sobra de ganância.
 
Mil gracias a todos que colaboraram demonstrando sua indignação através de comentários e compartilhamentos nas redes sociais. 
 
Uma boa noite a todos.    
 
 
   

MUSEU JULIO DE CASTILHOS


RECEBERÁ VERBA PARA RESTAURO

Foto: Roberta Amaral


Por: Rafael Varela / ASCOM SEDAC

Recriada no começo da gestão do governador Eduardo Leite, a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) colhe agora, os benefícios de quase um ano de trabalho. São aproximadamente R$ 26 milhões captados em editais, parcerias, doações e emendas parlamentares.
A boa notícia mais recente beneficia o Museu Julio de Castilhos, o mais antigo em funcionamento no Estado, que completa 117 anos em janeiro de 2020. O museu vai receber R$ 10,5 milhões provenientes do Edital do Fundo de Defesa de Direitos Difusos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. É o maior valor já aprovado pelo Fundo para um museu gaúcho, segundo o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O projeto de restauro foi aprovado por unanimidade na reunião do Conselho do Fundo de Direitos Difusos.  A verba será utilizada para restauro completo das duas edificações (casa de Julio de Castilhos e casa anexa) que compõem o museu, além da construção de uma edificação para reserva técnica do acervo, execução do paisagismo nos pátios e produção de mobiliário expositivo.    
A museóloga e diretora do Julio de Castilhos, Doris Couto, comemora: "Pensando no acervo de mais de 10 mil peças, a construção da reserva técnica assegura a correta conservação. No futuro, muitas pessoas poderão ter contato com as narrativas que as mesmas evocam, enquanto novas salas e mobiliários irão qualificar e modernizar a forma de apresentar as coleções. O museu merece esse novo momento. Estamos muito felizes." Além deste edital, a Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas (VEPMA) de Porto Alegre também está destinando R$ 165 mil para requalificação das estruturas do Museu Julio de Castilhos.
Em outro edital do Fundo de Direitos Difusos, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) foi contemplado com R$ 5,5 milhões. A inscrição foi feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a verba será usada para recuperação dos torreões e do terraço e para instalação do novo sistema de ar condicionado. A secretária da Cultura, Beatriz Araujo, destaca que os recursos que beneficiarão o Museu Julio e o MARGS tiveram apoio fundamental do Ibram, na figura de seu presidente, Paulo Amaral.  
Outras instituições da Sedac também foram beneficiadas pelo Fundo Nacional de Cultura (FNC - Ministério da Cidadania). O Theatro São Pedro é uma delas. A casa de espetáculos vai receber R$ 1 milhão e deverá utilizar a verba para modernização dos espaços. A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) também vai receber dinheiro do FNC - R$ 600 mil, valor que será usado para complementação de equipamentos da Casa da OSPA.
Em edital do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados do Ministério Público do RS, a secretaria foi contemplada com dois projetos. Um deles, no valor de R$ 10,7 mil, contempla a instalação de cortinas de proteção nas salas expositivas do Museu Histórico Farroupilha, localizado em Piratini. Outro, de R$ 11,7 mil, prevê a execução do sistema de contenção de retorno das águas pluviais no subsolo do MARGS. Agora, a Sedac está encaminhando a documentação solicitada. Tanto os recursos do Fundo para Reconstituição quanto dos Direitos Difusos devem ser liberados em 2020.
O Ministério Público do RS também tem apoiado as ações de requalificação das instituições culturais da Sedac, através do direcionamento de um termo de ajustamento de conduta, no valor de R$ 50 mil, que está custeando a recuperação da cobertura do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa e a instalação do sistema de climatização nas reservas técnicas de cinema e fotografia.
Já a empresa Rio Grande Seguros e Previdência doou para o Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul – que funciona no Memorial do RS – cortinas de proteção contra raios solares e três módulos de armários deslizantes, somando um total de R$ 100 mil.
A cobertura da Biblioteca Romano Reif, localizada no IAPI, também foi recuperada neste ano, com recursos do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico do RS (Sinmetal).
 
 
 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

o SER e o ESTAR tradicionalista


Seguidamente escuto o seguinte comentário: -Não sou tradicionalista porque não ando pilchado (traje de gaúcho); não sou vinculado a nenhuma entidade tradicionalista; não vou a rodeios ou festivais; não escrevo poesias ou textos gauchescos...

Há um grave erro nesta afirmativa. Tradicionalista, em princípio, é toda aquela pessoa que cultiva alguma tradição, ou seja, preserva algum costume.

Se alguém cultua uma tradição Afro, por exemplo, este alguém é um tradicionalista. Se um pernambucano resguarda e repassa sobre o frevo, ele é um tradicionalista.

O vocábulo “tradição” tem origem no termo latino “tradere”, cujo significado literal é entregar. É entendido como o conjunto de crenças, práticas e valores materiais e espirituais que unem um povo. Corresponde à conservação e à transmissão desses legados culturais através das gerações.

Buenas, isto posto, vamos reduzindo o universo e chegando ao tradicionalista gaúcho e que muitos chamam de Regionalismo.

Dentro desta lógica, então, tradicionalista, para nós, do Rio Grande do Sul, é todo aquele que preserva a tradição gaúcha, não importando qual sua atividade dentro de nossa cultura. Ao contar uma história para um neto, o avô está sendo tradicionalista. Ao levar seu filhinho para dançar numa invernada artística, essa mãe está sendo tradicionalista.

Uma corrente muito forte e que tem ganhado força dentro do gauchismo é a de que só quem tem o Cartão Tradicionalista pode-se considerar um (tradicionalista). Mas não é bem assim.

O Cartão Tradicionalista é um instrumento fornecido pelo M.T.G. aos seus filiados e que visa identificá-los nos concursos artísticos e campeiros promovidos por esta entidade. Ninguém é obrigado a alinhar-se ao Movimento mas, quem o fizer, deverá ter tal cartão.

Na própria Estância da Poesia Crioula criamos a Carteira de Associado, mas não é este documento que vai te fazer um bom ou um mau poeta.

Como diz  a letra escrita por mim e gravada pelo gaiteiro Gonzaga dos Reis:

“Um xiru de guampa torta,
um rio-grandense de fato,
entra e sai em qualquer porta
sem mostrar o seu retrato”.


Da mesma forma, não é por botar umas pilchas, escrever uns versos (ou mesmo livros), tocar e cantar gauchescamente, andar em cavalgadas, que vamos caracterizar nosso tradicionalismo. Este, meus amigos, vai muito além.

Isto tudo é um preâmbulo para chegar aonde realmente quero e mostrar o abismo de diferença que existe entre o SER tradicionalista e o ESTAR tradicionalista.

SER tradicionalista são os 12 meses do ano.
ESTAR tradicionalista é o mês de setembro.

SER tradicionalista é alma.
ESTAR tradicionalista é aparência.

SER tradicionalista NÃO PRECISA estar pilchado
ESTAR tradicionalista PRECISA estar pilchado

SER tradicionalista não depende da ocasião
ESTAR tradicionalista depende da ocasião

SER tradicionalista é cavalgar sob as luzes das estrelas.
ESTAR tradicionalista é cavalgar sob a luzes das máquinas fotográficas.

SER tradicionalista é alpargata esfiapada.
ESTAR tradicionalista é bota apertada.

SER tradicionalista é matar o assunto no ovo.
ESTAR tradicionalista é falar pelas cartilhas.

SER tradicionalista é erguer a cabeça e bombear o tempo.
ESTAR tradicionalista é atrelar-se ao que o rádio fala da chuva.

SER tradicionalista é saber que Deus é grande, mas o diabo não é petiço.
ESTAR tradicionalista é não saber o outro lado das coisas.
 
 
 

domingo, 1 de dezembro de 2019

ABANDONEI MEU BABY LOOK




Desde que fundamos oficialmente nosso Piquete Fraternidade Gaúcha, em 2005, estou no meu quarto (4º) colete, a identidade do grupo. A coisa é engraçada porque, mesmo sendo de couro, a medida que eu ia engordando os coletes iam encolhendo... Por último, por ser de alto valor e eu não nadar em dinheiro, fui usando.. usando.. até virar um baby look, tipo roupa de criança.
Pois ontem recebi, de presente, um colete que finalmente, posso fechar seus botões.
O Irmão Hugo Schunck foi embora para São Paulo e achou por bem deixar seu colete para alguém que muito trabalha pela tradição gaúcha (palavras suas) e me escolheu.
Acho que minha missão neste plano está sendo cumprida pois, em uma semana, são dois regalos pessoais a este vivente. Primeiro foram mais de mil CDs do radialista e poeta Wilson Tubino, agora, esta surpresa no gesto nobre deste parceiro de lida.
Um beijo no coração e que sejas feliz por lá, meu Irmão Hugo Schunck.
Obs necessária: O Hugo não é gordo como eu kkk... É proporcional, pois deve medir beirando os 1m e 90 cm.    
 
 
 

sábado, 30 de novembro de 2019

RIO GRANDE DE SEMPRE



Emoldurando o verde campechano das coxilhas serranas em contraponto com o céu azulado, infinito, lá vai, com seus 78 anos de vida plena, uma das maiores declamadoras deste Rio Grande antigo, Jacira Andrade.  
 
Com olhos profundos que cruzam neblinas,
sorriso que encanta, em tons de carmim,
és luz desta terra onde a pampa termina
e os lençóis de geada branqueiam o capim.



 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

REPONTANDO DATAS / 28 NOVEMBRO


OCORRE O MASSACRE DO RIO NEGRO, BAGÉ 

Adão Latorre no momento em que degola um legalista
 
Num dia 28 de novembro, do ano de 1893, ocorre o Massacre do Rio Negro, Bagé, RS, atual município de Ulha Negra, onde o carrasco maragato, Adão Latorre, degola 300 pica-paus. Contudo, segundo testemunhas oculares, tal número seria exagerado e não teria passado de 30 prisioneiros em face de que, depois de contado os mortos na batalha, estes chegariam a 270.

Sob o comando de Zeca Tavares combatentes federalistas (Maragatos) e republicanos (Pica-paus), comandados pelo general Isidoro Fernandes se enfrentaram ferozmente durante sete dias, às margens do Rio Negro, e dos relatos sobre a carnificina que lá aconteceu no decorrer desse sangrento entrevero, em 23 de novembro de 1893, consta que trezentos soldados republicanos foram rendidos mediante garantia de vida e contidos em um cercado (mangueira de pedra) para gado, que ficou conhecido como “Potreiro das almas” friamente degolados à beira de uma lagoa lá existente, embora os historiadores reduzam esse número a trinta.

Comenta-se que a degola do Rio Negro, foi muito mais uma desforra do comandante e fazendeiro Zeca Tavares, contra Maneco Pedroso, outro proprietário rural que antes havia invadido a propriedade do primeiro e lhe deixado um recado insultuoso. Conta a história, que invadida a fazenda de Zeca Tavares, por Maneco Pedroso, foi deixada sobre sua cadeira uma cabeça de porco e um bilhete: “Tua cabeça será minha”. 
 
Argumento fortalecido pelo fato de que o próprio Maneco Pedroso e muitos dos degolados mantinham relações estreitas com este. Como não existem dados que assegure a veracidade de tal hipótese, ela deve ser encarada como mais uma das muitas versões não comprovadas sobre os fatos de guerra registrados em 1893. 
 
Diz à tradição que entre os degolados encontrava-se um rapaz que era tocador de clarim da sua tropa. Mesmo, depois de receber o corte no pescoço, ferido de morte ele ainda encontrou forças para correr até a lagoa levando seu instrumento musical, desaparecendo nas águas escuras que o engoliram como num passe de mágica.
 
A lenda assevera que até hoje o soldado morto gosta de tocar o seu clarim nas noites de lua cheia, o que acabou dando à lagoa a fama de um lugar mágico, de onde saem notas musicais que ninguém consegue explicar, e o nome da mesma: Lagoa da Música.
 
Mas a melodia continua, amedrontando quem passa desavisado pela Lagoa da Música.
 
Desde esse dia o lugar ficou amaldiçoado.
 
O povo do lugar evita passar por ali à noite, quando os espíritos dos degolados vagam, dizem que de faca na mão, procurando vingança. Mesmo quem não passe por perto é capaz de se assustar: ouvem-se gritos, berros de gente morrendo. Muitos juram que pode se ouvir o som das gargantas sendo cortadas.
 
“300 prisioneros fueron encerrados em um corral de piedras de donde los sacaron uno por uno, a lazo, para desjarretarlos y degollarlos como reses” (Florêncio Sánchez).
 
“Relatam os sexagenários que no mais admirável recanto daquela zona, justamente no ponto onde a natureza melhor caprichou e embelezou, teve o Rio Grande do Sul, em 1893, seu acontecimento mais trágico...”.
 
“Lagoa da Música, em que há um instante em que cessa a barulhada do mato e a própria correnteza das águas modera até silenciar por completo. Em que repentinamente, um atento e religioso respeito se apossa de tudo o que estava em rebuliço, algazarra. É quando chegando às dezesseis horas, vai se realizando o encantamento daquelas águas”.
 
“Então, lá do fundo de certo trecho da lagoa vem um som harmonioso que pouco a pouco vai aumentando de intensidade, até que, aflorando à tona, estruge forte e enérgico, deixando atônitos os que não estão acostumados com ele. Mas os dali sabem que é o encantamento produzido pelo sangue de trezentos e muitos gaúchos degolados, com seus corpos atirados na lagoa, que está se realizando”.
 
“Os incrédulos dizem que os sons harmoniosos nada mais são que fenômenos da acústica. Querem explicar que no leito da lagoa, por ser lugar de carvão, deram-se escavações formando galerias subterrâneas que vão se ligar com outras já meio soterradas, existentes em terra firme, e que o ar vindo destas, ao atravessar as águas, produz como uma música de flauta gigantesca”.
 
“Os incrédulos, homens que leem livros complicados e enredadores, ignoram por certo que a água das lagoas e dos rios, na campanha, guarda consigo o espírito dos gaúchos valentes e sinceros que são pela liberdade de seu povo...”. 


ADÃO LATORRE

Por Cássio Lopes
 
 
Oriundo do Uruguai fixou residência no interior de Bagé. Adão Latorre sobre o qual pesam as acusações de haver degolado no dia 28 de novembro de 1893 em torno 300 prisioneiros no combate do Rio Negro,(nos campos do atual município de Hulha Negra); segundo testemunhas oculares do acontecimento, foram degolados realmente e no máximo, 34 pessoas já que, após o combate e antes da degola, foram contados 270 mortos espalhados no campo da batalha.
 
Na importante obra “Alma, Sangue e Terra” de Cândido Pires de Oliveira, encontramos às páginas 189 e 190, uma nota sobre Latorre cujo conteúdo é uma transcrição de um depoimento do próprio Adão feito ao Sr. João Cavalheiro durante a revolução de 1923 com o seguinte teor:
 
Depois de haver participado da Guerra do Paraguai ao lado de Joca Tavares, ao eclodir a revolução de 1893, novamente, ingressou nas forças daquele general. Ao partir para a revolução, deixou em sua residência, como guardião de sua esposa e filhos, o seu pai já com avançada idade. Passando por aquele local um contingente castilhista, seus componentes assassinaram cruelmente o seu pai, conduziram ao acampamento a esposa e filhas que indefesas, foram submetidas a estúpidas sevícias. Por ocasião do combate do Rio Negro, Adão Latorre logrou aprisionar os responsáveis por aqueles crimes horrendos contra a sua família. Valendo-se de testemunhas, que identificaram um por um dos assassinos, os abateu degolados. Entre os executados estava o Coronel Legalista Manoel Pedroso.
 
No livro nº 4 dos Contratos Diversos do 8º Distrito, encontramos registrado no dia 27 de setembro de 1922 o Testamento do Lendário Cel. Adão Latorre que possui o seguinte teor: “Adão Latorre, solteiro, uruguaio, com 83 anos de idade, domiciliado no 1º Distrito a quem conhecemos e atestamos a sua perfeita sanidade, declara em seu testamento sua última vontade pela maneira seguinte: Que não tendo herdeiros necessários, descendentes ou ascendentes, embora reconhecendo verdadeiros e naturais os seus dois filhos havidos com Maria Francisca Nunes, brasileira, solteira já falecida, João Latorre com 52 anos de idade e Nicamoza Latorre com 42 anos, solteiros, uruguaios, residentes no município, deixa oito braças de sesmaria e a casa para Josefina Machado companheira com que reside, cuja área tem limites com a propriedade de Gaudêncio Furtado de Souza e a estrada real de Bagé ao Camaquã e nomeia como testados  Gaudêncio Furtado de Souza e substituto Vergílio Alfredo de Almeida. Testemunhas: Plínio Azevedo (funcionário público), José Otávio de Lima (comerciante), Miguel Ravizo (comerciante), Anaurelino Francisco Ferreira (funcionário público) e Jônatas José de Carvalho (proprietário). Escrivão ao Sr. José Maria Lopes”.
 
Adão Latorre morreu fuzilado no dia 15 de maio de 1823, no combate do Santa Maria Chica (Passo da Ferraria) município de Dom Pedrito, após sofrer emboscada dos capangas do Major  Antero Pedroso. (Irmão do Coronel Manoel Pedroso)
 
 Pedro Antônio de Souza Neto (tio Pedro), ferreiro do antigo 12º RC, hoje 3º Batalhão Logístico (Batalhão Presidente Médici), foi quem no ano de 1923, com a patente de 3º sargento do Exército, foi designado a integrar um pelotão para fazerem o translado do corpo de Adão Latorre do Passo da Maria Chica para Bagé, onde foi sepultado no cemitério dos anjos.
 
Adão deixou 13 filhos dos quais 9 eram Uruguaios e dois deles possuíam o nome de João.
 
Cássio Lopes, presidente do Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota, salienta que além de Adão Latorre, existiram outros uruguaios, que lutaram na Revolução de 1893, defendendo a causa Maragata, podendo destacando o valente General Aparicio Saraiva e sua força, que era composta por vários de seus compatriotas.


Distantes cinco quilômetros de Bagé o Cemitério dos Anjos, onde está enterrado Adão Latorre, mítico personagem histórico que lutou na Revolução Federalista.

 
Sepultura de Adão Latorre, escurecida pelo fogo para espantar as abelhas, reside esquecido em meio ao matagal - Créditos: Francisco de Assis

 
 
 
 

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

QUANTO CUSTA UMA INVERNADA CAMPEÃ


Numa bela e elucidativa matéria de página inteira assinada por Elana Mazon, a ZH de hoje traz uma ideia de custos para uma invernada artística que deseje competir com chances de ser campeã no ENART tendo como parâmetro o atual vencedor de 2019, CTG Tiarayú, entidade que nos últimos seis anos foi vice-campeão 4 vezes (2014, 2015, 2017 e 2018) e campeão duas vezes (2016 e 2019).   
 
Alguns tópicos da reportagem:
 
A equipe do Tiarayú no ENART era composta por mais de 100 pessoas.
 
A invernada artística foi composta por 68 bailarinos.
 
O gasto com as pilchas foi de cerca de R$ 50 mil.
 
O gasto total para o ENART é estimado em R$ 160 mil.
 
 
 
 
 

terça-feira, 26 de novembro de 2019

AGORA ME CAIU OS BUTIÁS DO BOLSO !!!






Meus amigos.
Com certeza a maioria de vocês ficou sabendo da história do Chico, o cervo vermelho que foi retirado da propriedade de Jorge Luiz Ribeiro Marques em São Francisco de Paula, aonde foi salvo, tratado e andejava livre, sendo levado pela Divisão de Fauna/SEMA para a Aldeia do Papai Noel, da cidade de Gramado, para servir de vitrine aos milhares de visitantes e os proprietários forrarem os bolsos.
Tudo com o intuito de "proteger" o animalzinho.   
Tal solicitação a Aldeia do Papai Noel foi realizada pela DIFAU e formalizada através de e-mail que foi enviado pela Analista Ambiental CAROLINE WEISSHEINER COSTA GOMES ao Médico Veterinário e Responsável Técnico pelo empreendimento Aldeia do Papai Noel Sr. ELISANDRO OLIVEIRA DOS SANTOS.
O que isto tem de estranho?
APENAS que os dois, CAROLINE e ELISANDRO são casados, como demonstra certidão anexa ao processo pela advogada Daniella dos Santos Pinto.
Isto é para tirar as esperanças de que o ser humano ainda tem jeito. VERGONHA!  

 
 
 

NOTÍCIAS DA CALIFÓRNIA


Após verificação de ineditismo, a comissão da 41ª Califórnia retirou duas concorrentes selecionadas na triagem:
 
Batuque Derradeiro, letra e música de Valmir Ribeiro de Carvalho e Rio de Estrelas, com letra de Colmar Duarte e música de Sérgio Rojas. 


Sendo substituídas pelas canções

Protagonistas, com letra e música de Carlos Eduardo Nunes e Num Fundo de Campo com letra de Didi Teixeira e Rafael Ferreira e música de Mateus Neves da Fontoura 


 

RESPOSTA SIMPLES


PORQUE FESTIVAIS DE POESIA NÃO ATRAEM GRANDE PÚBLICO?

Simples.
Porque a poesia precisa de público específico. Precisa de almas sensíveis e que alcancem além do que os olhos veem.
Em resumo.
A poesia precisa de um púbico que goste de poesia.
Pode ter coisa mais chata do que parar um baile para alguém recitar uma poesia?
Alguém consegue focar num poema dentre crianças correndo e homens oitavados no balcão dando gritos com o bolicheiro?
A poesia é uma arte sublime e precisa de gente sublime que a ouça.
Junto da poesia vem o murmúrio do vento nas ramagens, o coachar das rãs nos banhadais, o canto dos grilos, o silêncio da noite longa. Na poesia, se escutarmos bem, ouviremos o clamor dos esquecidos, o grito dos injustiçados, o retrechar das águas contra as pedras dos rios.
Se a cada recital poético tivermos que pedir silêncio ao público, algo está errado.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

MTG CANCELA CONGRESSO E CONVENÇÃO


EXTRAORDINÁRIOS

        

O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul cancelou na tarde de 22 de novembro, dois eventos que aconteceriam dia 30, em Campo Bom: O Congresso Extraordinário e a Convenção Extraordinária. O documento que circula nas redes traz a alegação que as entidades que participariam estariam com dificuldade financeira por estarem comprometidas financeiramente com o Congresso ordinário, que acontece em janeiro (68º edição).
           Ocorre que uma série de equívocos, no que se refere a observância dos regulamentos e prazos, acabaram deixando em dúvida até mesmo quem iria participar dos conclaves. Documentos foram enviados para o Conselho Diretor do MTG solicitando o cancelamento dos eventos de Campo Bom, mas não se tem noticias que tenham sido respondidos.
          Em documento enviado ao Conselho Diretor, Manoelito Savaris, Conselheiro Vaqueano da entidade, afirma que:
     "A proposta de reforma do Estatuto deve receber parecer de comissão nomeada pelo Presidente do MTG e ser apreciada pelo Conselho Diretor. Esta apreciação não ocorreu. O que ocorreu, na reunião do Conselho Diretor realizada no dia 1º de setembro, foi uma informação apresentada pelo Conselheiro Paulo R. Fraga Cirne, de que estava em elaboração uma proposta de alteração estatutária e citou algumas ideias que não foram debatidas e nem apreciadas".

 

Portanto queridos leitores, internautas e tradicionalistas, da pura cepa campeira, diria-se em linguagem bem popular: "Deu ruim!" ou "preteou o olho da gateada!" - Cancelados, o Congresso e a Convenção, Extraordinários.
 
PS: E que bom que se preocuparam com a  dificuldade financeira das entidades, que já estão comprometidas financeiramente para comparecerem ao evento. Nossa! Isso que eu chamo de  empatia. 

Fonte: blog Notícias do Tradicionalismo Gaúcho, de Rogério Bastos




TRIAGEM DA CALIFÓRNIA



Resultado da Triagem da
41ª CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA-2019
 
 
 

Fase Geral

Passo das Carretas
Letra: Erlon Péricles
Música: Olgi Zauza Krejci

Milongas, Ondas do Mar
Letra: Paulo Righi
Música: Erlon Péricles

Batuque Derradeiro
Letra e Música: Valmir Ribeiro de Carvalho

Sob os Olhos do Luar
Letra: Bianca Bergmam
Música: Igor Alexsânder Silveira Corrêa

A Dom Ivo Rodrigues
Letra: João Sampaio
Música: Orides de Souza

Leilão de Aperos
Letra: Flávio Saldanha
Música: Nilton Ferreira

O Anjo e o Louco
Letra: Vaine Darde
Música: Lenin Nunes

Do Chão Batido dos Galpões à Infinitude das Galáxias
Letra e Música: Piero Ereno

Rio de Estrelas
Letra: Colmar Duarte
Música: Sérgio Rojas

Milongão de Fronteira
Letra e Música: Márcio Manoel Borges

Vanerão Pra Uruguaiana
Letra e Música: Roberto Carvalho de Souza

Norte Mais ao Sul
Letra: Paulo Timm
Música: Martim César

Artes de Ubirajara
Letra: Silvio Genro
Música: Gilberto Schmidt da Silva

Querência Morena
Letra: Tadeu Martins
Música: Lenin Nunes

Suplentes:

Protagonistas
Letra e Música: Carlos Eduardo Nunes

Num Fundo de Campo
Letra: Didi Teixeira e Rafael Ferreira
Música: Mateus Neves da Fontoura

Fase Local

Guria
Letra: Maxsoel Bastos de Freitas
Música: Jaime Ribeiro

Ode ao Guitarreiro
Letra e Música: Adão Quintana

Prosa de Louco
Letra: Augusto Wawginiak e Luciano Bertoluzi
Música: Josemar Busanello

Na Solidão da Milonga
Letra e Música: Paulo Maldonado

Amigo Antigo
Letra e Música: Luiz Felipe Delgado Brandolt

Jeitão de Fronteira
Letra: Valdir Quintana
Música: Fernando Carrazzoni

O Campeiro, a Califórnia e o Carnaval
Letra e Música: José Candido Vieira

Quando os Remos Batem na Água
Letra e Música: Silvio Carvalho

A Última Travessia
Letra: Armando Vasques
Música: Valdir Santana

Ronda e Solidão
Letra e Música: Paulo Maldonado

 
Porto Alegre, RS, 25 de novembro de 2019.
Comissão de Triagem



VELHA GUARDA DO RODEIO SERRANO



Sexta-feira a noite, dia 21, como fazemos a longos anos, a "Velha Guarda" do CTG Rodeio Serrano esteve reunida para rememorar histórias e estorias que marcaram nossa época. É um encontro alegre aonde somos gratos por valorizar os costumes comuns que nos uniram, orando pelos que já se foram e agradecendo por vivenciarmos de forma tão fraterna aquilo que nos foi legado. Não vivemos de tempos idos, simplesmente o respeitamos e o cultivamos para que as novas gerações tenham uma noção da rica tradição que nos trouxe até aqui.

  

    

sábado, 23 de novembro de 2019

UM PRESENTE DE VALOR IMENSURAVEL


NA VÉSPERA DO NATAL
 
Nesta sexta-feira fui buscar uma verdadeira história musical 
 
Wilson Tubino é um reconhecido radialista voltado para a cultura rio-grandense. Vem dos bons tempos de Dimas Costa, Luiz Menezes e outros tantos do mesmo naipe. Pessoa centrada e espiritualizada retransmite, há longos anos, seu vasto conhecimento, via "ondas" do rádio, de uma forma criativa e visionária. Por isso seu grande sucesso diante de um microfone. 
 
Pois o Wilson Tubino, por algum motivo que não vem ao caso, resolveu doar todo o seu acervo adquirido nestes idos anos, composto de verdadeiras relíquias que marcaram época e que lhe são muito caras. 
 
E sabem que foi seu escolhido para regalo tão valioso nesta véspera de natal? EU. 
 
Meu mestre, poeta, escritor, sábio do mate, irmão e amigo: Não tenho muita dificuldade com as palavras mas elas me fogem neste momento. Tanto pela preciosidade do bem que recebo quanto pela honraria de você achar que sou merecedor.  
 
Passei a tarde contando. Somente CDs, fora as fitas cassetes com suas entrevistas com verdadeiros ícones da nossa tradição, foram 1.123.
 
Já que o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore liquidou seu acervo, meu sonho de um dia abrir um recanto que conte a história de nossa musicalidade regional só aumenta.     
 
1.123 relíquias do nosso  cancioneiro gaúcho