"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro


RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA

terça-feira, 9 de agosto de 2022

COMEÇA A MONTAGEM DO ACAMPAMENTO

 


Após dois anos sem acontecer em virtude da pandemia (em 2020 e 2021 a programação foi virtual), o Acampamento Farroupilha de Porto Alegre, um dos maiores eventos das comemorações, já começa a ser estruturado. A montagem começou pelos piquetes patrocinadores, da praça de alimentação, do mercado e da feira. Os 228 piquetes inscritos e habilitados serão erguidos a partir de sábado. O número é bem menor do que anos anteriores aonde chegou-se a montagem de aproximadamente 460 galpões.    

Oficialmente o acampamento começa no dia 7 de setembro a partir do acendimento da Chama Crioula e se estende até o dia 20 de setembro. 

Este será o primeiro ano sob a concessão da GAM3 Parks e talvez o último sob este formato em virtude de que o projeto para o local prevê grandes mudanças.

A expectativa é de que o acampamento receba a visitação de mais de 1 milhão de pessoas.    




CIRCUITO DE PALESTRAS

 

TEMA ESTADUAL DOS FESTEJOS FARROUPILHAS DE 2022 

ETNIAS DO GAÚCHO

Rio Grande - Terra de muitas Terras 

 

Tendo em vista a necessidade de divulgação do tema dos festejos farroupilhas do Rio Grande do Sul, partiu do proponente do tema, Maxsoel Bastos de Freitas, a iniciativa de um circuito itinerante que contemplasse o maior número possível de municípios a receber de forma gratuita, uma palestra que elucidasse não somente a nossa formação étnica, mas que mostrasse de forma material com exemplos práticos como podemos aplicar com vantagens competitivas a nossa diversidade de manifestações culturais. 

A palestra tem por objetivo levar elementos que possam ser utilizados por professores, instrutores, patronagens e para outros profissionais de interesse cultural, turístico e correlatos. A palestra não visa explorar, somente, a origem étnica do gaúcho sob o ponto de vista de acervo histórico e/ou de museologia. Vai além. Visa explorar a DIVERSIDADE de nosso povo em suas várias vertentes com a finalidade de alcance da temática em seus vários aspectos levando em conta as particularidades de cada uma das regiões e das cidades do Rio Grande do Sul. 

Da mesma forma este tema tão amplo não impede que determinados segmentos de representações culturais, turísticos e/ou educacionais, como escolas ou o próprio Movimento Tradicionalista Gaúcho, por exemplos, possam através de um corte epistemológico trabalhar parte do todo do tema proposto.   

Até o momento, a palestra já foi apresentada na região da Fronteira Oeste, Campanha, Missões, Sul, Vale do Jaguari, Meio Alto Uruguai e Metropolitana. A agenda completa atinge até o momento mais de 40 cidades, sendo que em algumas a palestra acontecerá mais de uma vez no mesmo dia para dividir os participantes de acordo com o segmento. 

É importante ressaltar que a palestra não tem custo para quem a sedia, nem cachê, nem custos de viagem, o vice-presidente dos Festejos Estadual – Maxsoel Bastos de Freitas está nesta cruzada cultural em prol de ofertar igualdade de acesso de informações que são fruto de extensa pesquisa e vivências do palestrante tanto na cultura, no turismo, no ensino, em experiências internacionais de folclore, no tradicionalismo, na música, na literatura, quanto na vida jurídica. 

Como ressalta o Palestrante: “Estou compartilhando saberes mas ao mesmo tempo aprendendo em cada um destes encontros de estudo, pois são inúmeras vivências deste povo tão aguerrido que forma o Gaúcho, hoje tenho a oportunidade deste intercâmbio cultural sem sair do RS, mas ao mesmo tempo, temos a impressão de viajar pelo mundo e pelo tempo, devido a riqueza de nossas conversas.”

Palestrante:  

Maxsoel Bastos de Freitas é poeta, declamador e escritor. Vice-Presidente da Comissão dos Festejos Farroupilhas do RS. Advogado, professor de graduação e cursos de Pós Graduação em Comércio Exterior e  Aduaneiro. Presidente da Fundação São João do GORGS, Fundador do Grupo Nativista Estampa de Fronteira. Ex-Presidente do Piquete Fraternidade Gaúcha do GORGS, Ex-Vice-Presidente da Fundação Cultural Gaúcha – MTG/RS, Venerável Mestre (Presidente) da Loja Maçônica Temática Gaúchos Templários (única loja temática da América Latina), Membro da ACADESUL Academia Maçônica de Letras, Ex-Presidente da Estância da Poesia Crioula do RS. Membro efetivo da comissão de Organização da Califórnia da Canção nativa do RS.   

Dados para contato:

Fone: 051 98028 6161

E-mail: maxsoelbastos@gmail.com

Página da Comissão na WEB: 

https://cultura.rs.gov.br/festejosfarroupilhas2022


Maxsoel Bastos de Freitas (camisa azul)
palestrando em São Francisco de Assis



segunda-feira, 8 de agosto de 2022

XV FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE

 

DE PASSO FUNDO 



Com o CTG Lalau Miranda lotado, muita alegria e emoção, foram abertos os espetáculos do XV Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo. A festa teve início oficial na noite desta sexta-feira (5) com a presença de 10 grupos, nacionais e internacionais.

O prefeito, Pedro Almeida, destacou a alegria em celebrar diversidade cultural na décima quinta edição do folclore. "É um momento de muita emoção para todos nós. Estamos voltando ao CTG Lalau Miranda, que foi a casa da vacinação em Passo Fundo, para celebrar a cultura. Sabemos o quanto as pessoas esperam e vibram pelo festival. Por isso, foi muito especial estarmos neste local compartilhando tantas expectativas e felicidade, unindo povos de muitos lugares do mundo", disse.

A secretária estadual de Cultura, Beatriz Araújo, esteve na abertura e enfatizou que a retomada do festival é uma conquista para o estado. "Passo Fundo aposta na cultura e na diversidade. É um município gaúcho que tem se destacado na educação. Então, estou muito feliz por estar participando deste momento", disse.

A abertura teve participação surpresa dos músicos Roberto Borghetti e Daniel Sá, das crianças que fazem parte do projeto Fábrica de Gaiteiros, de Lagoa Vermelha, e uma apresentação artística da escola de dança Petipá.

Durante a noite, Passo Fundo recebeu um título da Organização Internacional de Folclore e Artes Populares (IOV). O presidente da seção Brasil, Clerton Vieira, enfatizou o reconhecimento do mundo ao festival de Passo Fundo. "Ele é reconhecido em mais de 160 países ligados à nossa organização", pontuou.

O XV Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo movimentará a cidade até o 12 de agosto e terá um novo formato: mais popular, inclusivo e estendido. Os espetáculos passarão pelos bairros e região central para que toda a comunidade possa prestigiar.

Para a secretária de Cultura, Miriê Tedesco, essa conexão contribui com o conhecimento sobre as diversas culturas que compõem o mundo. “O Festival de Folclore é um evento educador por natureza, que possibilita compreender as diferenças e entender que cada cidade, estado e país tem suas peculiaridades culturais. É um exercício base para a tolerância, a interação social e a aceitação. Para além disso, temos aprendizados sobre a geografia, a história e a língua. Percebemos como os 30 anos de festival foram importantes para a ampliação da visão de mundo da comunidade”, destaca.

Na próxima semana, apresentações diurnas serão realizadas em quatro escolas municipais, situadas nos bairros José Alexandre Zachia, Leonardo Ilha, Santo Antônio e Boqueirão. São elas, em ordem: Guaracy Barroso Marinho, Eloy Pinheiro Machado, Romana Gobbi e Notre Dame. Antes das apresentações, por volta de 14h, haverá um desfile nas ruas que levam a essas escolas. O Bairro Boqueirão receberá o espetáculo no dia 8 de agosto. O Zachia, no dia 9. O Loteamento Santo Antônio terá intervenções no dia 10. Já o Leonardo Ilha será palco de apresentações no dia 11.

Haverá, ainda, espetáculos diurnos no CTG Lalau Miranda para os alunos de escolas públicas e privadas, do município e da região, e apresentações itinerantes, como no Parque da Gare, programada para o dia 7 de agosto, no aniversário de Passo Fundo. Os tradicionais desfiles nas ruas seguirão acontecendo, e o primeiro deles já foi realizado nessa quinta-feira (5). A programação completa do XV Festival Internacional de Folclore pode ser acessada em www.pmpf.rs.gov.br/festival.

Ingressos

Enquanto os espetáculos nas escolas e demais espaços públicos serão abertos e gratuitos a toda comunidade, as noites no CTG Lalau Miranda têm ingresso com preço reduzido. Essa também é uma proposta para aproximar os passo-fundenses da festa cultural.

Para apresentações no CTG, o ingresso é de R$ 20 por pessoa. Estudantes, idosos e crianças têm direito à meia-entrada. Ou seja, na prática, grande parte dos ingressos serão vendidos pelo custo de R$ 10.

Alunos e professores das escolas das redes municipal, estadual e privada do município, mediante agendamento prévio, não pagarão a entrada. O agendamento das escolas municipais deve ser feito com a Secretaria Municipal de Educação. O das estaduais e privadas, na 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).



REPONTANDO DATAS / 08 DE AGOSTO

 

NASCE APPARÍCIO DA SILVA RILLO



 
Apparício Silva Rillo é o gaúcho com o violão


No dia 08 de agosto, do ano de 1931 nascia em Porto Alegre o escritor, compositor, contista e poeta Apparício da Silva Rillo. 

Apesar de ter nascido em Porto Alegre, fixou residência em São Borja. Publicou artigos e ensaios na imprensa, livros de contos e de poesia e peças de teatro. Autor de Literatura de Latrina, sobre frases escritas nos sanitários das cidades gaúchas e da série Rapa de Tacho, além de diversos livros de poemas. Ganhador do Prêmio Ilha de Laytano em 1980 e do Prêmio Nacional de Crônicas em 1978.

Estudou em Novo Hamburgo, Ijuí e Porto Alegre, onde se formou Técnico em Contabilidade. Mais tarde cursou Ciências Contábeis e Economia na PUC.

Em 10 de outubro de 1953 (dia do Padroeiro de São Borja - São Francisco de Borja), aos 22 anos, foi morar em Nhu-porã - distrito de São Borja, para trabalhar como contador na Propriedade dos Irmãos Pozzueco.

A partir de 1957 adotou São Borja como sua terra, da qual sempre teve orgulho de falar em seus poemas e músicas. Dois anos mais tarde, em 1959, escreveu seu primeiro livro de poesias: "Cantigas do Tempo Velho" - versos crioulos. A partir desse, vieram mais de 40 obras, entre elas poesias, prosa, peças de teatro, novelas, teses, monografias, antologias, além de folclore e história.

Considerado um dos nomes mais importantes na cultura gaúcha, Rillo registrou grande parte da história de São Borja; criou festivais e CTGs, deixando sua marca no contexto cultural, artístico e histórico de nossa cidade, da 3ª RT e de todo o Rio Grande do Sul.

Foi membro da Academia Rio-grandense de Letras e da Estância da Poesia Crioula. Foi premiado em concursos de nível regional, nacional e até internacional (na Alemanha com o conto "Bicho Tutu").

Em 1962, fundou o Grupo Amador de Arte "Os Angüeras", o mais antigo em atividade no Rio Grande do Sul. Em 1979 junto à sede do Grupo organizou o Museu Ergológico da Estância, que na linha folclórica um dos únicos do Brasil.

Foi um dos maiores letristas da história da música do Rio Grande do Sul, por esse motivo, falar de Apparício Silva Rillo sem fazer referência aos Festivais Nativistas é impossível.  Em 1971, escreveu "Andarengo", com música de José Bicca (considerado seu irmão de arte); esta foi a primeira música a subir ao palco da 1ª Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, sabidamente o mais antigo Festival Nativista do Estado. Daí o seu pioneirismo. Meses mais tarde, idealizou o Festival da Barranca. Criou também o Clarim, extinto festival de músicas regionalistas.

Rillo é o autor dos Hinos de São Borja, Cerro Largo e Santa Rosa.

Apparício foi um homem a frente do seu tempo, soube colocar nas suas narrativas, usando o ficcional como cortina, fatores de ordem histórico-sociais e econômicos, seus temas também eram alicerçados nesses fatores.

Era dono de uma inteligência e sensibilidade privilegiadas.

Homem de bom coração, Rillo era amigo dos amigos. Tinha a "mania" salutar de dar forças a todos os que o cercavam, incentivou o aparecimento de vários poetas e compositores, como: José Hilário Retamozo, José e Miguel Bicca, Mano Lima e um de seus mais fiéis discípulos Rodrigo Bauer.

Em maio de 1991, escreveu "Poço de Balde", o seu último livro de poemas. Obra estranhamente premonitória, de remate, que exigiu do artista maduro um de seus maiores esforços.

Afinal, no limiar dos sessenta anos, detentor de um lugar definido e um nome consagrado, multiplicou-se a responsabilidade em razão da expectativa em torno dessa nova obra - um momento de perplexidade em que o autor sentiu, e anunciou, empreender o seu "rito de passagem".

E na manhã do dia 23 de junho de 1995 (na véspera de São João) Apparício Silva Rillo aos 63 anos deixou um pouco mais órfãos a cidade e o Rio Grande do Sul.

"Seu Rillo", como era carinhosamente chamado foi e continua sendo reconhecido e aplaudido por todos, deixou-nos um imensurável trabalho que ficará gravado nas páginas da história rio-grandense.


domingo, 7 de agosto de 2022

 

Diante das recentes mortes de Jô Soares e Sirmar Antunes, postamos estes belos versos da poetisa Mary Elizabeth Frye que o próprio Jô gostava de recitar: 


Foto: de minha marca


"Não chore à beira do meu túmulo, eu não estou lá.

Estou no soprar dos ventos, nas tempestades de verão 

e nos chuviscos suaves da primavera.

Não chore à beira do meu túmulo, eu não estou lá.

Estou no brilho das estrelas e no cantar alegre dos pássaros.

Não chore à beira do meu túmulo, eu não estou lá, eu não morri.

Eu sou a vida incessante e livre que corre nas águas dos rios"


 

A VIDA FORA DOS PALCOS, TELAS E LIVROS 

NÃO É BEM ASSIM


Em uma semana o Rio Grande do Sul despediu-se de dois grandes nomes da nossa cultura. A semelhança entre os dois casos estão nas dificuldades financeiras e no ostracismo de ambos. Nos referimos ao poeta Luiz de Miranda, uruguaianense membro da Academia Rio-grandense de Letras, autor de mais de 40 livros e do ator Sirmar Antunes, ativista dos Lanceiros Negros Contemporâneos e participante em diversos filmes e interpretações teatrais. 

Os amigos de Luiz de Miranda, que nestas horas já não eram muitos, tiveram que se cotizar para dar uma despedida digna ao poeta. Quanto ao Sirmar Antunes, residia na Casa do Artista Rio-grandense que também abriu uma campanha nas redes sociais solicitando colaboração para os procedimentos de seu funeral. 

Na pandemia, não foram uma nem duas as lives para arrecadações de valores para artistas enfermos. Isto tudo é muito triste porque o fã não imagina que o seu ídolo passa pelas mesmas dificuldades das pessoas comuns. Não enxergam o artista como um personagem e imaginam que tudo aquilo que cantam, escrevem ou representam são papeis inerentes a vida de cada um. Ledo engano.  

Volto a citar aquela letra que escrevi e que foi musicada pelo grupo Os Tiranos: Quem me olha com apreço / chapéu tapeado na testa / não sabe o quanto padeço / quando estou longe de festa.           



HOJE É DIA DO ESCULTOR

 


A Associação dos Escultores do RS - AEERGS convida a comunidade para participar do Dia do Escultor, comemorado anualmente em 7 de agosto, dia do nascimento de Xico Stockinger!

Franz Alexander Stockinger nasceu em 7 de agosto de 1919, na Áustria, e se mudou criança para o Brasil. Em 1954 adotou a capital gaúcha como casa e nela permaneceu até seu falecimento, em 12 de abril de 2009, aos 89 anos. Além de excepcional escultor, também foi gravador, fotógrafo, chargista, artista gráfico, professor, gestor cultural e colecionador de cactos. A data de 7 de agosto foi declarada oficialmente como o Dia do Escultor pela Lei 14.129/2015, e todos os anos a AEERGS realiza as ações comemorativas de visibilidade da produção artística do segmento de escultura.

A entrada é franca! Confira a programação:

10:30 - Bate-papo no jardim: “Laços entre Arte e Patrimônio”, com JUSSARA STOCKINGER (Advogada, filha de Xico Stockinger), PAULO AMARAL (Artista plástico, Coordenador de Artes Visuais da Prefeitura de Porto Alegre - CAV/SMCEC), JOSÉ FRANCISCO ALVES (Professor de escultura do Atelier Livre Xico Stockinger e autor do livro A Escultura Pública de Porto Alegre) e JOÃO DE LOS SANTOS (Historiador, Conselheiro de Estado da Cultura - segmento Memória e Patrimônio).

11:30 - Música na Estrela: “Piano”, com BENITO CRIVELLARO (Pianista e Diretor da Crivellaro Escola de Música)

12:30 - Ação “Traga seu quilinho”. Encontro colaborativo da AEERGS em que os participantes trazem as bebidas e comidas para almoço coletivo.

Franz Alexander Stockinger nasceu em 7 de agosto de 1919, na Áustria, e se mudou criança para o Brasil. Em 1954 adotou a capital gaúcha como casa e nela permaneceu até seu falecimento, em 12 de abril de 2009, aos 89 anos. Além de excepcional escultor, também foi gravador, fotógrafo, chargista, artista gráfico, professor, gestor cultural e colecionador de cactos. A data de 7 de agosto foi declarada oficialmente como o Dia do Escultor pela Lei 14.129/2015, e todos os anos a AEERGS realiza as ações comemorativas de visibilidade da produção artística do segmento de escultura.

Realização: Associação dos Escultores do RS - AEERGS

Apoio: Coordenação de Artes Visuais - CAV

Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa - SMCEC

Prefeitura de Porto Alegre


sábado, 6 de agosto de 2022

 

ATENÇÃO COMPANHEIRADA !

A Casa do Artista Rio-grandense, local aonde o ator Sirmar Antunes (falecido esta manhã) estava residindo nos últimos tempos, é uma instituição que tem por objetivo amparar nossos artistas sem condições econômicas. Há muito tempo tal abrigo vem peleando só com o cabo da faca pois passa por uma situação de abandono e muita dificuldade. Em vista disto, solicita a quem puder ajudar nas despesas do velório do Sirmar, que colabore com qualquer quantia através da Chave PIX (CNPJ) 883163360001/09

É na hora da fumaça que o ser humano mostra quem é. 



 

Sirmar Antunes declama o poema SOU, de Oliveira Silveira,
ao receber o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre, em 2012,
uma proposição do saudoso Tarciso Flecha Negra. 


FALECE O ATOR GAÚCHO SIRMAR ANTUNES


Sirmar Antunes

Nesta manhã de sábado recebemos a triste notícia do falecimento repentino do ator gaúcho Sirmar Antunes Corrêa. Sirmar Antunes, como era conhecido artisticamente, nasceu no bairro Medianeira, em Porto Alegre, no ano de 1955. 

Conhecido por sua destacada atuação como representante da comunidade negra no meio artístico, o porto-alegrense Sirmar Antunes integrou, em 1977, o elenco da peça O Evangelho Segundo Zebedeu, de Cezar Vieira, com direção de Luciano Alabarse. Atuou também em peças como Calabar, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra, em Porto Alegre, vivendo o personagem Henrique Dias, e também no Espetáculo Afro-Latino, um musical sobre raízes negras no Rio Grande do Sul.

No teatro, foi dirigido em peças como O Elogio da Traição, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra, e também em Jornada de um Imbecil até o Entendimento, de Plínio Marcos. Em 1987, Sirmar fundou o grupo de teatro dos Correios e Telégrafos e, em 1988, representou o Rio Grande do Sul no Seminário Nacional de Dramaturgia, que teve como proposta debater o espaço do negro na mídia e a violência policial contra a comunidade negra.

Sirmar morou em São Paulo, onde trabalhou na TV Bandeirantes e na Casa Aberta Leide das Neves como voluntário, tornando-se arte-educador para jovens de menor renda, na área do teatro. No ano 2000, de volta a Porto Alegre, teve presença marcante em performances cênicas, como no Tributo a Oliveira da Silveira, em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra. Também participou como ator no espetáculo de dança Lanceiros Negros.

A partir do retorno à Capital, o artista esteve presente em especiais de TV, curtas e longas metragens e também em espetáculos que, inclusive, renderam-lhe o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Recife, em 2001, pelo espetáculo teatral João Candido Vive.

Apesar do extenso currículo em atuações teatrais, a carreira do homenageado também foi marcada pelo cinema, participando de filmes como Domingo no Grenal, O Dia em que Dorival Encarou a Guarda, Lua de Outubro, Concerto Campestre, Netto Perde Sua Alma, Netto e o Domador de Cavalos e os Senhores da Guerra. Era um dos artistas preferidos do escritor e diretor Tabajara Ruas. 

O ator também possuía habilidades de um ótimo declamador e seguidamente participava de festivais de poesias gauchescas pelo Estado. Por suas atividades artísticas e por sua defesa da comunidade negra, o saudoso vereador Tarciso Flecha Negra propôs e foi aceita por unanimidade a comenda de Cidadão Emérito de Porto Alegre ao ator. 

Sirmar Antunes, atualmente, residia na Casa do Artista, em Porto Alegre.


Um de seus últimos trabalhos Os Senhores da Guerra, de Tabajara Ruas 



 

UM LINDO DOCUMENTÁRIO 


Tio Bilia


Ontem, dia 05 de agosto, comemorou-se o aniversário deste artista que é uma verdadeira legenda da musicalidade missioneira e rio-grandense como um todo. Considerado o Rei da 8 Baixos, Tio Bilia nasceu no ano de 1906 localidade de Serra de Cima, interior de Santo Ângelo. Este autodidata da gaita botoneira voz trocada, que gravou seu primeiro disco apadrinhado pelos seus fãs, os Irmãos Bertussi, foi dono de um estilo musical único, inconfundível, que é seguido por muitos gaiteiros até os dias de hoje. 

Para relembrar um pouco da história deste músico, Cristina Xavier Noal dirigiu e nos apresenta um belo documentário que todos poderão acompanhar através do seguinte endereço: 


Monumento ao Tio Bilia, em Santo Ângelo
Foto: Site Portal das Missões 


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

NOSSA REVERÊNCIA A JÔ SOARES

 


O Brasil perdeu hoje um de seus artistas mais talentosos de todos os tempos. José Eugênio Soares, o Jô Soares, 84 anos, nasceu em 16 de janeiro de 1938 no Rio de Janeiro e foi um multifacetado comunicador. Entrevistador, escritor, ator, dramaturgo, colunista, diretor teatral, artista plástico e um dos melhores humoristas que esta país já teve.  

Muito obrigado, Jô Soares, por sua inteligência, por seu talento diferenciado, por nos alegrar durante tantos anos. Fui e continuarei sendo seu fã. Um admirador de sua criatividade, irreverência, humor refinado e dos bordões e personagens que acompanharam nossa mocidade. 

O BUGIO ALÉM DOS PALCOS

 


Como já me manifestei em uma postagem anterior, nesta edição do 29º Ronco do Bugio não estou fazendo parte da organização do evento. Não iria nem participar concorrendo pois a ideia era dar um tempo em tantas atividades culturais. Contudo (e sempre existe um contudo, mas, porém, entretanto...) não poderia negar aos pedidos de meus velhos amigos José Claro (Zezinho) e Ubiratã Reis (Bira) e acabamos fazendo duas letras que, tão bem musicadas por estes dois gaiteiros, acabaram tendo o privilégio de serem classificadas. Agora, já estamos entreverados novamente mesmo que de outra maneira.    

Da mesma forma, jamais eu poderia dizer não ao pedido das minhas amigas Vanessa Spindler e Maria Eduarda, da Secretaria de Turismo, Cultura e Desporto de São Francisco de Paula e no dia 27, as 9.30h, paralelo ao festival, estaremos ministrando uma palestra (na verdade dois dedos de prosa) sobre Patrimônio Imaterial "Ritmo Bugio e Ronco do Bugio, história ao largo no tempo..." e, as 10.15h estaremos mediando uma mesa redonda sobre o mesmo tema com os convidados Israel Da Sóis, músico e escritor; Volnei Gomes, músico e intérprete; Sérgio Barbosa, ativista cultural e Lucas Gusen, músico e gestor ambiental. 

É o Ronco do Bugio indo além dos palcos pois a capa do CD foi desenvolvida através de um concurso na rede escolar do município e os Cozinheiros de São Chico estarão novamente presentes com uma bóia sensacional distribuída gratuitamente. 

Todos estão convidados. Participem. 

Quanto aos espetáculos? O banner responde (a programação completa sairá em outra postagem). 


    



quinta-feira, 4 de agosto de 2022

REPONTANDO DATAS / 04 DE AGOSTO

 

MORRE ANITA GARIBALDI  


Anita Garibaldi.


Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em Laguna, a 30 de agosto de 1821 e morreu em Mandriole, Itália, 4 de agosto de 1849. 

Alguns estudiosos alegam que Anita Garibaldi teria nascido em Lages, que na cúria metropolitana daquela cidade estaria o registro dos irmãos mais velho e mais novo dela, e que teria sido retirada do livro a folha do registro de Ana Maria de Jesus Ribeiro. Em 1998, entidades representativas da sociedade civil de Laguna promoveram uma ação judicial para obter o registro de nascimento tardio de Anita Garibaldi. A ação tramitou na primeira vara da comarca de Laguna, sendo instruída com diversos documentos que comprovariam que Anita nasceu no município de Laguna.

Descendente de portugueses imigrados dos Açores à província de Santa Catarina no século XVIII, provinha de uma família modesta. O pai Bento era comerciante em Lages e casou-se com Maria Antônia de Jesus. Anita era a terceira de 10 filhos (6 meninas e 4 meninos).

Após a morte do pai e o casamento da irmã mais velha, Anita cedo teve que ajudar no sustento familiar e, por insistência materna, casou-se, em 30 de agosto de 1835, aos 14 anos, com Manuel Duarte de Aguiar, na Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos da Laguna. Depois de somente três anos de matrimônio, o marido alistou-se no exército imperial, abandonando a jovem esposa.

Anita tinha 18 anos quando encontrou-se com Giuseppe Garibaldi. Ele tinha 32 anos. Garibaldi tomava parte das tropas farroupilhas de Davi Canabarro, em julho de 1839, que chegaram para tomar Laguna e formar a República Juliana.

Ao chegar a Laguna, a bordo da embarcação "Itaparica", tomada do inimigo e armada com sete canhões, Garibaldi observava com uma luneta as casas da barra de Laguna. Observou então, em um grupo de moças que passeava, uma jovem cujo rosto conquistou sua imaginação e seu coração. Providenciou um barco, foi até a margem e depois até o local onde a tinha visto, porém não a encontrou.

Tinha perdido a esperança de encontrá-la, quando um habitante local o convidou a ir a sua casa para um café. Garibaldi aceitou e na casa encontrou a jovem que procurava. Assim Garibaldi relata o encontro em suas memórias: "Entramos, e a primeira pessoa que se aproximou era aquela cujo aspecto me tinha feito desembarcar. Era Anita! A mãe de meus filhos! A companhia de minha vida, na boa e na má fortuna. A mulher cuja coragem desejei tantas vezes. Ficamos ambos estáticos e silenciosos, olhando-se reciprocamente, como duas pessoas que não se vissem pela primeira vez e que buscam na aproximação alguma coisa como uma reminiscência. A saudei finalmente e lhe disse: 'Tu deves ser minha!'. Eu falava pouco o português, e articulei as provocantes palavras em italiano. Contudo fui magnético na minha insolência. Havia atado um nó, decretado uma sentença que somente a morte poderia desfazer. Eu tinha encontrado um tesouro proibido, mas um tesouro de grande valor."

Em 20 de outubro de 1839, Anita decide seguir Garibaldi, subindo a bordo de seu navio para uma expedição militar.

Em Imbituba recebeu o batismo de fogo, quando a expedição corsária foi atacada pela marinha imperial do Brasil. Dias depois, em 15 de novembro, Anita confirma sua coragem sem fim e seu amor heroico a Garibaldi na famosa batalha naval de Laguna, contra Frederico Mariath, na qual se expõe a grande risco de morte, atravessando uma dúzia de vezes a bordo da pequena lancha de combate para trazer munições em meio a uma verdadeira carnificina.

Em 12 de janeiro de 1840, Anita participou da batalha de Curitibanos, na qual foi feita prisioneira. Durante a batalha, Anita provia o abastecimento de munições aos soldados. O comandante do exército imperial, admirado de seu temperamento indômito, deixou-se convencer a deixá-la procurar o cadáver do marido, supostamente morto na batalha. Em um instante de distração dos guardas, tomou um cavalo e fugiu. Após atravessar a nado com o cavalo o rio Canoas, chegou ao Rio Grande do Sul, e encontrou-se com Garibaldi em Vacaria, oito dias depois.

Em 16 de setembro de 1840, nasceu no Estado do Rio Grande do Sul, na então vila e atual cidade de Mostardas o primeiro filho do casal, que recebeu o nome de Menotti Garibaldi, em homenagem ao patriota italiano Ciro Menotti. Doze dias depois, o exército imperial, comandado por Pedro de Abreu, cercou a casa para prender o casal, e Anita fugiu a cavalo com o recém-nascido nos braços e alcançou um bosque aos arredores da cidade, onde ficou escondido por quatro dias, até que Garibaldi a encontrou.

Em 1841, quando a situação militar da República Rio-grandense tornou-se insustentável, Garibaldi solicitou e obteve do general Bento Gonçalves a permissão para deixar o exército republicano. Anita, Giuseppe e Menotti mudaram-se para Montevidéu, no Uruguai, receberam um rebanho de 900 cabeças de gado, das quais, depois de 600 km de marcha, 300 chegaram a Montevidéu, em junho de 1841.

No Uruguai, em 1842, dois anos e meio após seu encontro, o casal legalizou sua união, na igreja de São Francisco de Assis, em Montevidéu. A certidão de casamento era exigida pela constituição do Uruguai a quem aspirava cargos públicos. Garibaldi foi indicado comandante da pequena frota uruguaia, que combatia a potente esquadra naval argentina, comandada pela almirante William Brown.

No Uruguai nasceram os outros três filhos do casal: Rosa (1843), Teresa (1845) e Ricciotti Garibaldi (1847). Rosa faleceu aos dois anos de idade por asfixia, por causa de uma infecção na garganta, o que fez Anita e Garibaldi sofrerem muito.

Em 1847, Anita foi para a Itália com os três filhos e encontrou-se com a mãe de Garibaldi. Elas depois viajaram para a cidade de Nizza, (atual Nice, na França), onde ficaram morando. O próprio Garibaldi reuniu-se a eles alguns meses depois, quando voltaram a Itália. Os filhos de Anita e Garibaldi ficaram na França com a mãe dele.

Em 9 de fevereiro de 1849, presenciou com o marido a proclamação da República Romana, mas a invasão franco-austríaca de Roma, depois da batalha no Janículo, obrigou-os a abandonar a cidade. Com 3 900 soldados (800 deles a cavalo), Garibaldi deixou Roma. Em sua perseguição saíram três exércitos (franceses, espanhóis e napolitanos) com quarenta mil soldados. Ao norte lhes esperava o exército austríaco, com quinze mil soldados. Anita e o marido tinham que enfrentar a guerra e lutar para salvar o território italiano. Mesmo grávida do 5º filho, ela enfrentou tudo até o fim.

Anita, no final da gravidez, tentou não ser um peso para o marido, querendo deixá-lo despreocupado para lutar sozinho na guerra, em que ela poderia ir morar com a mãe dele, como seus filhos moravam, mas suas condições de saúde pioraram quando atingiram a República de San Marino. Ela e Garibaldi decidiram não aceitar o salvo-conduto oferecido pelo embaixador americano e continuaram a fuga, pois não teriam como lutar contra milhares de soldados e se fossem presos, morreriam na cadeia. Com febre e perseguida pelo exército austríaco, foi transportada às pressas à fazenda Guiccioli, próximo a Ravenna, onde morreu no parto junto com a criança, em 4 de agosto de 1849, para desespero de Garibaldi.

Caçado pelos austríacos, sem nem sequer poder acompanhar o sepultamento da esposa, Garibaldi saiu outra vez para o exílio e nos dez anos em que esteve fora da Itália, os restos mortais de Anita foram exumados por sete vezes. Por vontade do marido, seu corpo foi transferido a Nice. Em 1932, seu corpo foi finalmente sepultado no monumento construído em sua homenagem no Janículo, em Roma.

Considerada, no Brasil e na Itália, um exemplo de dedicação e coragem, Anita foi homenageada pelos brasileiros com a designação de dois municípios, ambos no estado de Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis. Muitas cidades brasileiras possuem também ruas e avenidas com seu nome, como a avenida Anita Garibaldi, em Salvador, Bahia. Em abril de 2012 foi sancionada a Lei 12.615 que determinou que seu nome fosse inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.


Túmulo de Anita, no Janículo em Roma. O escultor Rutelli retratou a fuga de Mostardas nesse monumento.



SETE DIAS DE LUZ

 


Durou apenas sete dias a tentativa da IPSUL de iluminar praças e monumentos em Porto Alegre.  Exatamente há uma semana postávamos sobre esta bela iniciativa mas, ao mesmo tempo, chamávamos a atenção que não adianta apenas iluminar. A fiscalização e a punição aos responsáveis pelos vandalismos tem que ser algo constante. Não somos um povo culturalmente preparado para respeitar nossos espaços públicos e muitos só aprendem quando sentirem na pele (ou no bolso) o peso da responsabilidade. 

Tocamos neste assunto porque ontem a primeira das 55 praças projetadas para receber esta iluminação bonita em forma de arte cênica, a Brigadeiro Sampaio, no Centro Histórico de Porto Alegre, teve suas luzes coloridas furtadas. 

Tivemos sete dias de civilidade.      



O MUNDO EM NOSSOS PÁTIOS

 

José Bitencourt, Maria Luiza Benitez, Maxsoel Bastos de Freitas,
Léo Ribeiro e Jader Leal no Fronteira Aberta - POA Streaming.
 Foto: Tatiana Tetzlaff 

Ontem a tarde, dia 03, participamos da estreia do programa Fronteira Aberta pelo POA Streaming, empresa de comunicação comandada pelo Fabiano Brasil com canal no YouTube aonde são apresentados conteúdos de jornalismo e entretenimento.  

Na primeira edição do Fronteira Aberta, um programa voltado para a divulgação da cultura gaúcha e que tem como âncora "La Negra dos Pampas" Maria Luiza Benitez, tivemos a honra de sermos convidados. Muita música, história e descontração. Na oportunidade divulguei meu mais recente trabalho literário Os Farrapos e a Maçonaria. 

Mas o que me chamou a atenção, motivando esta postagem, é o alcance destas plataformas pois, no momento que se desenvolvia o programa, eu recebi, via WhatsApp, cumprimentos vindos de Maceió. Ao mesmo tempo meu sobrinho nos parabenizava da Austrália.   

Eu sou um zero a esquerda nestas mídias digitais mas imagino que, na hora que nossos artistas gaúchos descobrirem a fundo o potencial destes canais de comunicação, sabendo utiliza-los com qualidade, bateremos asas sem sair do lugar, ou seja, o mundo virá para dentro de nossas cancelas. 

Não pretendemos a unificação de culturas mas que sejamos vistos, reconhecidos e respeitados além fronteiras e o melhor caminho para a universalização da rica tradição gaúcha, sem dúvida alguma, são esses atalhos virtuais. É o futuro dando hô de casa no Rio Grande velho. 

Mas muito cuidado pois, como diz aquele filósofo gaudério, isto pode ser uma faca de dois "legumes".      

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

VOLTANDO AS ORIGENS

 


Após muitos anos envolvido com o Ronco do Bugio, de São Francisco de Paula, aonde, nestas 29º edições, por paixão ao evento fiz de tudo um pouco pois fui avaliador 14 vezes (acho que é um recorde no RS), criei 16 capas, coordenei em 7 oportunidades e ainda escrevi um livro sobre o festival, neste ano, embora convidado a participar, resolvi ficar de fora da organização. Meu desejo era ir lá, dar uma bombeada de longe, tomar uma gelada escorado no balcão, sem o estresse normal de quem participa. Muitos amigos pedindo vasa para shows, outros tantos reclamando por diversos motivos, e assim vai.... 

No máximo que aceitei, a pedido da Secretária de Cultura, Desporto e Turismo, foi ministrar uma palestra de forma voluntária em um seminário sobre o ritmo e o festival, evento que vai acontecer paralelamente.  

Contudo meu amigo José Claro, o Zezinho do Grupo Floreio, tinha uma letra minha que ele guardava há mais de 4 anos esperando a oportunidade de, no dia que eu me afastasse, mandar para o Ronco. Também o Bira (Ubiratã) lá de São Chico, um guri humilde, bom gaiteiro, e que está começando sua vida artística, me pediu uma composição e tivemos a felicidade de ver classificadas as duas marcas. Com tanto tempo tropeando a gente aprende o caminho menos pedregoso. 

Na verdade relutei um pouco em concorrer devido a minha forte identidade com o festival mas, em contrapartida, penso que não posso ser penalizado por ter ajudado por tantos anos esta festividade, mesmo porque sou talhado como compositor. E se, desta forma, com minha modesta participação, puder cooperar para a grandeza do festival, melhor ainda.   

Volto então às minhas origens quando, a partir do 2º Ronco, comecei a participar concorrendo. Para mim pouco importa ser premiado ou não. Isto são circunstâncias do jogo e tem muita gente capacitada. Até porque minha música de maior sucesso (Brasil de Bombachas) participou de um Ronco e não ganhou prêmio algum. 

Em suma tento me afastar do Ronco (do Bugio) mas o Ronco não se afasta de mim. Total, quem nasceu para tatu há de morrer cavocando. 

Parabéns a todos os participantes e que vença quem for merecedor. 


         

terça-feira, 2 de agosto de 2022

 

FALECE NILZA LESSA

 ESPOSA DO FOLCLORISTA BARBOSA LESSA






 

MÚSICAS CLASSIFICADAS 

PARA O 29º RONCO DO BUGIO










ATENÇÃO ENTIDADES PARTICIPANTES 




 

JOVENS TRADICIONALISTAS MORREM EM ACIDENTE



Quatro pessoas morreram  no final da noite de domingo (31) em um grave acidente na BR-290, entre Rosário do Sul e São Gabriel. O acidente aconteceu por volta das 23h40min.

Em uma Sandero viajavam três jovens, moradores de São Gabriel, que estariam retornando do 18º Juvenart, realizado no final de semana no Recanto Maestro, em Restinga Sêca/13ªRT. As vítimas foram identificadas como Gabriel Miranda, 16 anos, Alexia Samira Velloso, 18, e Melissa Guarienti, 19. Eles faziam parte dos CTGs da terra dos Marechais.

O tradicionalismo gaúcho está de luto pela morte desses jovens. Nossa solidariedade e forças ao grupo Os Carreteiros, do CTG Caiboaté pela perda prematura da prenda Melissa Guarienti, e dos jovens Gabriel Miranda e Alexia Velloso.

Fonte: Diario de Santa Maria/Caderno 7/Blog do Rogério Bastos



 

COMITIVA DO MTG VISITA O GOVERNADOR


Presidente Manoelito Savaris com o Governador Ranolfo  Vieira Júnior
Foto: Rogério Bastos
 

Uma comitiva formada pelo Presidente do MTG, Manoelito Carlos Savaris, a vice-presidente de Cultura, Renata de Cássia Pletz, o vice-presidente Campeiro, Nicanor Castilhos, o vice-presidente da Fundação Cultural Gaúcha - MTG, Paulo Matukait, a Secretária Geral, Odila Savaris, as Prendas e os Peões do RS, foi recepcionada pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior, a Secretária de Estado da Cultura, Beatriz Araújo e o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Joel Maraschin, que foi Guri Farroupilha do RS em 2004.

Na ocasião, Savaris apresentou a gestão estadual de prendas e peões para o governador e secretários, fez o convite para geração e distribuição oficial da Chama Crioula do Estado, dias 12 e 13 de agosto, em Canguçu, e entregou um livro dos 50 anos do MTG para o governador Ranolfo.


Comitiva do MTG com o Secretário de Desenvolvimento Econômico Joel Maraschin
Foto: Rogério Bastos




segunda-feira, 1 de agosto de 2022

EXPOSIÇÃO CELEBRA MARIO QUINTANA



Foto: Dulce Helfer / Divulgação 


A Biblioteca Pública do Estado (BPE) do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, abre nesta quinta-feira (28) mostra para comemorar o aniversário de nascimento do poeta Mario Quintana (1916 -1994). Com fragmentos da vida e obra do autor e tradutor, a exibição está na Sala de Leitura da BPE e segue até 18 de agosto.

A exposição “Mario Quintana: 116 anos de poesia” apresenta o manuscrito de poema inédito do autor, doado esse ano pela Associação dos Amigos da BPE, assim como cópias de outros originais, fotografias, informações e documentos, além das edições dos seus principais livros.

“Mario Quintana era frequentador assíduo da Biblioteca Pública do Estado, considerada por ele um refúgio de estudo e lazer”, comenta a diretora da BPE, Morgana Marcon.

De acordo com a diretora, pesquisas recentes indicaram que o escritor frequentava a biblioteca desde adolescente. "Uma passagem do livro 'Da preguiça como método de trabalho' cita que, quando o poeta tinha 17 anos, seu pai, incomodado, veio à Biblioteca Pública consultar o fichário para informar-se sobre quais livros o filho lia, e saber de onde o menino tirava aquelas ideias”, relata Morgana.

Como lembrança, os visitantes poderão escolher em um baú alguns poemas de Mario Quintana para levar para casa.

A Biblioteca Pública do Estado funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, com entrada gratuita. Visitas guiadas podem ser agendadas pelo (51) 3244-5045.

Quintana nasceu em Alegrete, na Fronteira Oeste do estado, em 30 de julho de 1906 e morreu em Porto Alegre, em 5 de maio de 1994. Considerado o poeta das coisas simples, seu estilo foi marcado pela ironia, profundidade e técnica. Além da poesia, atuou como jornalista quase toda a sua vida.

Entre 1953 a 1977, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de cultura, que saía aos sábados. Na Editora Globo, traduziu mais de 130 obras da literatura universal. Em 1940, lançou o seu primeiro livro, "A Rua dos Cataventos", iniciando a carreira de poeta, escritor e autor.

Por residir de 1968 a 1980 no Hotel Majestic, no Centro Histórico de Porto Alegre, o prédio ganhou seu nome e foi transformado na atual Casa de Cultura Mario Quintana, inaugurada em 1990.




CORAÇÃO DE POTRO VENCE A COXILHA

 

Grupo defendeu a composição Laço de Estância
com letra de Francisco Brasil e melodia de Kiko Goulart

Foto: Lucas Nunes

A 42ª Coxilha Nativista iniciou na quarta-feira, 27, e chegou ao ápice na noite deste sábado, 30, com a apresentação de 15 canções finalistas.

A comissão avaliadora, integrada por Anomar Danubio Vieira, Edilberto Bérgamo, Juliana Spanevello, Marçal Furian e Márcio Correa, apontou os seguintes destaques:

Primeiro Lugar: Laço de Estância

Ritmo: Chamarrita

Letra: Francisco Brasil

Melodia: Kiko Goulart

Interpretação: Quarteto Coração de Potro


Segundo Lugar: Na Hora do Aperto

Ritmo: Milonga

Letra: Eduardo Muñoz

Melodia: Cristian Camargo

Interpretação: Marcelo Oliveira

 

Terceiro Lugar: Figueirilha

Ritmo: Milonga

Letra: Henrique Fernandes

Melodia: Juliano Moreno

Interpretação: Pirisca Grecco


Mais Popular: Fina Estampa

Ritmo: Vaneira

Letra: Maximiliano Tchetuco

Melodia: Raineri Spohr

Interpretação: Raineri Spohr e Pirisca Grecco


Melhor Tema Alusivo a Cruz Alta: Eu Também Sou Cambará

Ritmo: Milonga

Letra: Jorge Nicola Prado

Melodia: Edu Novakoski

Interpretação: Edu Novakoski


Melhor Intérprete: Lu Schiavo

Música: Picumã


Melhor Instrumentista: Jonatan Dal Monte

Insturmento: Bandoneon

Música:  Pescador de Soles


Melhor Letra: Laço de Estância

Autor: Francisco Brasil


Melhor Melodia: Na Hora do Aperto

Autor: Cristian Camargo


Melhor Arranjo: Laço de Estância


Melhor Conjunto Vocal: São João da Uma e Quinze

Interpretação: André Teixeira, Roberto Borges e Cristian Camargo


Melhor Indumentária: Quarteto Coração de Potro

 

Resultado da 36ª Coxilha Piá:

Categoria Piá:

Primeiro Lugar: Valentina Corrêa

Música: Rancho de Luz

 

Segundo Lugar: Victoria Heck

Música: O Arco e a Flecha

 

Terceiro Lugar: Marina Duarte

Música: Renascimento


Categoria Piá Taludo

Primeiro Lugar: Amanda Nunes

Música: Cicatriz

 

Segundo Lugar: Henry Guilherme Ramos

Música: De Campo, Alma e Silêncio


Terceiro Lugar: João Victor Camargo

Música: O Que me Tira de Casa


Fonte: Blog Ronda dos Festivais / Jairo Reis