RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
26º RONCO DO BUGIO (1 e 2 Setembro) - PRAZO DE INSCRIÇÕES DIA 28 DE JULHO

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

sexta-feira, 21 de julho de 2017

FALTOU O CRÉDITO !


Embora não tenha sido dado o devido crédito, os escritos lidos pelo gaiteiro Macedo, no vídeo acima, são de nossa autoria.
 
Léo Ribeiro
 

HISTÓRIAS DO RONCO DO BUGIO


AS CAPAS "NÃO RECOMENDADAS"
QUE NUNCA FORAM DIVULGADAS

Dias atrás eu estava matutando sobre quantas capas de discos do Ronco do Bugio eu havia feito. Me lembrei de 13, nestas 26 edições, ou seja, exatamente 50%.
 
Mas teve algumas que não foram bem aceitas pelo IBAMA e nunca foram divulgadas.
 
A primeira foi em 2015 quando resolvemos chamar a atenção para a extinção do primata. Foi tiro no pé. O Instituto do Brasileiro do Meio Ambiente "recomendou" que a retirássemos de circulação pois, segundo eles, não se alimenta animais selvagens, isto é, tem que deixa-los ambientar-se com o desmatamento, com o envenenamento da lavouras, dos rios... Como o festival era em homenagem ao gaiteiro Edson Dutra, numa correria louca refizemos a capa em cima do tema do evento.  
         

 
A segunda negativa do IBAMA foi no ano passado quando montei um cenário dando uma ideia de um bugio descendo de uma arvore para pegar uma gaitinha de botão, junto a uns arreios. Tudo para fazer a ligação primata/musicalidade.
 
Pois novamente batemos com a cara na porta pois estaríamos passando uma imagem comprometedora do bugio empalhado. Em riba do laço nos socorremos do tal de lápis de cor e refizemos nossa velha São Chico da década de trinta. Coisas do Ronco do Bugio...
 
 
 
  
 


quinta-feira, 20 de julho de 2017

FALECE O CORPO DO GÊNIO GENIOSO


....DO JORNALISMO GAÚCHO
 
Os outros? Terão que fazer eu abrir o jornal por suas colunas.
 
 
 
 
 

PARABÉNS, GRUPO RODEIO !



Grupo Rodeio, foto, leva pro Rio Grande o prêmio de
Melhor Grupo De Música Regional do Brasil
28º Prêmio da Música Brasileira.
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

ACAMPAMENTO FARROUPILHA 2017


MTG organizará as comemorações
e a prefeitura fiscalizará as atividades
 
A assinatura do termo de permissão de uso do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia) para o Acampamento Farroupilha 2017 foi realizada na tarde desta terça-feira, dia 18, no Paço Municipal. Sem aporte de recursos por parte do município, o termo permite que o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) organize as comemorações da festa que promove a cultura gaúcha.
 
A cerimônia contou com a participação do prefeito Nelson Marchezan Júnior, do vice-prefeito Gustavo Paim, do presidente do MTG, Nairioli Callegaro,  do Coordenador da 1ª Região Tradicionalista Luis Lamaison e dos secretários da Cultura, Luciano Alabarse, e do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, Maurício Fernandes. De acordo com o termo de permissão, entre outras determinações, caberá ao município a fiscalização das atividades e também o acompanhamento do evento para que não ocorram danos ao meio ambiente.
 
Já o MTG ficará com a responsabilidade de planejar e gerir o Acampamento Farroupilha. “Esse momento da assinatura é importante pois conclui o esforço da sociedade junto à prefeitura para a construção do Acampamento Farroupilha dentro da legalidade”, diz o presidente do MTG, Nairioli Callegaro.
 
Com recursos financeiros limitados, devido à grave crise pela qual a prefeitura passa, e devido a apontamentos feitos pelo Ministério Público sobre o repasse feito em anos passados para a festa, a prefeitura propôs o termo para regular e profissionalizar o evento.
 
(com informações da Assessoria de Imprensa Prefeitura Municipal).
 
Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
51 9370 0619
 
 

AGRADECIMENTO DO PAIXÃO


"AO LÉO RIBEIRO
 
Obrigado pelas palavras do amigo e Irmão de Ordem Maior.
 
Tô a mando. Vim pra casa!
 
Abraço.
 
JC Paixão Côrtes"
 
 
 

terça-feira, 18 de julho de 2017

PREFEITURA E MTG ASSINAM TERMO


SOBRE ACAMPAMENTO FARROUPILHA
 
Prefeito Nelson Marchezan Junior...

...e o Presidente do MTG Nairo Callegaro... 

...assinaram o termo com os regramentos do
Acampamento Farroupilha 2017.
 
Agora vamos aguardar para ver o que diz o documento mas, ao que parece, felizmente a coisa vai andar. Parabéns a todos os envolvidos.  
 
 
 
 
 
 

CHASQUE DO MTG


 Abertas inscrições para Cfor Patronagem
 
 
O Movimento Tradicionalista Gaúcho realiza, no dia 19 de agosto, o Curso de Formação Tradicionalista voltado para patrões. O curso acontece em Fontoura Xavier, na 14ª Região Tradicionalista.
 
O CFor Patronagem tem por objetivo de externar esclarecimentos para todos os interessados em atuar ou que já estão atuando em algum caro de liderança, junto à entidade ou região tradicionalista. Os conteúdos abrangem História do Rio Grande do Sul e do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Estrutura e Funcionamento do MTG e de Centros de Tradições Gaúchas, Responsabilidades Fiscais e Legais do CTG, Lei do Voluntariado, Gestão de Pessoas e Administração de Conflitos, Eventos e Protocolos: organização e desenvolvimento; e Indumentária Gaúcha.
 
O investimento é R$ 65,00 (sem refeições) e as inscrições podem ser feitas pelo link
Foto: Mauro Heinrich
 
Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
51 9370 0619
 
 
 

A BOMBACHA DE "DOIS PANOS"



Muitos imaginam que a bombacha serrana sempre foi estreita, ou não muito larga, adequada a geografia dos campos dobrados e mais prática para as lides rurais. Mas enganam-se. Lembro-me de minha avó Maria Elisa Fogaça Ribeiro falar das bombachas do seu tempo, principalmente de um tal de Celino Fagundes, onde só enxergava-se a planta do pé. Até mesmo o cano da bota desaparecia ante a Bombacha de Dois Panos, tal qual esta foto dos arquivos pessoais da Professora Dinorá, lá de São Francisco de Paula.

Chamava-se Bombacha de Dois Panos porque um pano só, mesmo infestado (dobrado) não era suficiente para compor uma perna, ou seja, precisavam de dois comprimentos (um para cada perna).
 
 
 

CHASQUE DA ESTÂNCIA DA POESIA


 
 
 

LEITORES ATENTOS


Sobre nossa postagem de ontem, falando da criação do festival Ronco do Bugio, nosso amigo velho, o Marcelo Ferreira Cosma, um filho de Lagoa Vermelha aquerenciado lá por São Chico de Paula, leitor assíduo deste chasqueiro da cultura gaúcha, nos manda dizer o seguinte (e ainda nos remete a capa do primeiro Ronco do Bugio):
 
Na foto que você postou em seu blog aparece Fátima Gimenez acompanhada do Grupo Tempero defendendo a música Pinheiro Gringo, de Eriam Fogaça. Tal música tirou o segundo lugar e Fátima foi a Melhor Intérprete.
 
Capa do 1º Ronco do Bugio, com ilustração de João Cincinato
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

COMO SURGIU O FESTIVAL


RONCO DO BUGIO
 
Fátima Gimenez e grupo no 1º Ronco do Bugio em 1986
 
Na década de 1980 proliferava no estado os festivais nativistas. Tendo a Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana por pioneira, ocorreu no Rio Grande, em determinado tempo, em torno de 80 festivais ao ano.
O serrano João Cincinato Terra sentiu a necessidade do município de São Francisco de Paula acompanhar aquele movimento musical que se acentuava nas cidades riograndenses. Trocando ideias com o diretor do conjunto Os Serranos, Edson Dutra, os intentos foram amadurecendo. Tendo a convicção de que o ritmo bugio era originário dos campos de cima da serra, Edson havia tentado constituir em sua terra natal, Bom Jesus, um festival do gênero. Como esta localidade já realizava o ACORDE, um encontro de conjuntos musicais, seus ideais não foram postos em prática. Por que não realizar então tal festival no Berço do Bugio, São Francisco de Paula? Foi o que ocorreu.
Recebendo o apoio do então prefeito Luiz Antônio Salvador, do Cancioneiro das Coxilhas Honeyde Bertussi  e dos integrantes do grupo Os Mirins (Chico e Albino), também serranos, no ano de 1986, sob um lonão de circo e um frio de renguear cusco, num meio de semana, para que os conjuntos de baile pudessem participar, aconteceu o 1º Ronco do Bugio que teve como vencedora a composição “Levanta Bugio” do cantor Leonardo, acompanhado pelo grupo Os Monarcas.
O Festival Ronco do Bugio, agora em sua 26ª edição, é um evento genuíno, sendo o único do Rio Grande do Sul onde só podem participar concorrentes que executem o mesmo ritmo musical, ou seja, o bugio.
Se o nascedouro do "balanço de passo de ganso" ainda gera discussões, uma coisa é certa: São Francisco de Paula preocupou-se em preservar, através da música, não só o primeiro e único gênero musical gaúcho, como também chamar a atenção de todos para a quase que extinção deste primata de nossas matas, onde, em nome do progresso, quase não se ouve mais roncar o bugio.
 
 
 

domingo, 16 de julho de 2017

APRESENTAÇÃO DAS CAVALHADAS


Quando: Hoje, domingo, dia 16 de julho.
Onde: Parque Davenir Peixoto Gomes (Balança) - São Francisco de Paula
Horário: 14:00 horas

 
AS CAVALHADAS
(Léo Ribeiro)
 
Vem de fundo religioso
a batalha simulada
de lança, garrucha, espada
em equestre evolução.
Vinte e quatro cavaleiros
mostrando todo o entrevero
entre Mouros e Cristãos.
 
Dos tempos de Carlos Mágno,
das lutas medievais,
pra reviver ancestrais
na velha e lendária Europa,
nasceu este simbolismo
onde os crentes do islamismo
perderam toda sua tropa.
 
Os Doze Pares da França 
foram ali representados
e os diálogos recriados
entre os embaixadores
Sarracenos e Cristãos
foi dos romances d' então:
cavalaria e amores.
 
Foram muito praticadas
ne Espanha e Portugal
donde se vieram, afinal,
parar nos campos daqui.
Assoviando florestes
em Santo Antônio, Alegrete,
São Chico e Gravataí.
 
Perdeu popularidade
na guerra de vinte e três
mas retornou outra vez
nas festas dos padroeiros.
Cavalos ajaezados,
aperos lindos, prateados,
pra orgulho do cavaleiro.
 
Os súditos de Maomé
co'estandarte do crescente,
vão topando cós valentes
seguidores do evangelho.
Essa representação
vai paleteando emoção
de piás, moços e velhos.
 
Ainda hoje, em São Francisco,
se pratica a cavalhada
por patrões e peonada
lá de Cazuza Ferreira.
São gente da cepa pura
cabresteando esta cultura
de forma mais altaneira.
 
 
 

GAÚCHOS RUMO AO NACIONAL DE LAÇO




Por: Jeandro Garcia
 
Seleção de Laçadores do Rio Grande do Sul disputam na Cidade de Querência no MT o Nacional de Laço 2017.
 
Nesta segunda-feira (17/07) estarão embarcando rumo a Cidade de Querência no Mato Grosso a Seleção de Laçadores da 23ª RT que venceu o 29º FECARS na cidade de Rolante.
 
Hoje a Seleção de laçadores do Litoral Norte repersenta o Estado do RS na Festa Nacional de Laço, nos dias 21,22 e 23/07 no CTG Pousada do Sul.
 
O laço Seleção é a modalidade mais esperada durante o 18º Rodeio Crioulo Nacional de Campeões, que conta também com outras categorias, como vaca parada, laço piá, guri, rapaz, prenda, veterano, vaqueano, provas de rédeas, gineteada e demais modalidades.
 
A Seleção do Rio Grande do Sul é composta pelo Capitão Ramón Barbosa, Dênis Batista, Yuri Teixeira, Diogo Kruger, Gustavo Grassi, Matheus Guaranha, Ezequiel Medeiros, Lucas Peris, Rodrigo Moretto e Lucas Forgiarini (atual braço de ouro do Estado).
 
O CBTG – Confederação Brasileira de Tradição Gaúcha é a organizadora do Evento que será transmitido ao vivo através do YouTube.
 
 
 

sábado, 15 de julho de 2017

REPONTANDO DATAS / 15 JULHO



No dia 15 de julho, do ano de 1842, os farroupilhas instalam sua capital em Alegrete. Depois de deixar Caçapava os farroupilhas passaram por um período itinerante até estabelecerem-se na Vila de Alegrete, que foi a terceira capital farroupilha. Nela, em 1843, foi concluída e aprovada a Constituição da República Rio-Grandense, que nunca chegou a ser votada.
 
 
 

JORNAL ECO DA TRADIÇÃO



QUEREM ACESSAR E LER POR AQUI?
 

 
 

CHASQUES DO MTG


84ª Convenção Tradicionalista acontece em Lagoa Vermelha
 
 
O Movimento Tradicionalista Gaúcho realiza, no dia 29 de julho, no CTG Alexandre Pato, em Lagoa Vermelha, a 84ª Convenção Tradicionalista. 
 
Segundo o presidente do MTG, Nairo Callegaro, a Convenção Tradicionalista tem papel fundamental na revitalização do Movimento Tradicionalista, por reunir as principais lideranças e os jovens diretamente envolvidos com as principais atividades culturais realizadas no pago gaúcho. “Dos debates realizados nas Convenções resultam os rumos do Movimento, pois em suas plenárias decidem-se as normas que regem s relações internas e externas do MTG”, afirma.
 
A Convenção Tradicionalista é o órgão integrado pelos membros do Conselho Diretor, Conselho de Vaqueanos, Junta Fiscal, Conselheiros Beneméritos e Coordenadores Regionais, que reúne-se ordinariamente, todos os anos, no mês de julho, em local fixado na Convenção anterior ou por convocação extraordinária.
 
A primeira Convenção Tradicionalista foi realizada no ano de 1968, no CTG “Invernada do Chapadão”, em Jaguari, 10 ª Região Tradicionalista.
 

Últimas vagas para Cfor de Três Passos

 
O Movimento Tradicionalista Gaúcho está encerrando as inscrições para o Curso de Formação Tradicionalista – CforBásico, que será realizado no dia 23 de julho em Três Passos. Segundo o presidente da entidade, Nairo Callegaro, restam ainda algumas vagas.
 
O Cfor Básico aborda temas como História do Rio Grande do Sul; História do Tradicionalismo Gaúcho; Noções básicas da Cultura Gaúcha; Carta de Princípios; Gestão de Pessoas: liderança, relacionamento interpessoal e gerenciamento de conflito e Voluntariado.
 
Mais informações podem ser obtidas no site
Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
51 9370 0619
 
 
 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

LUTO !


Na terça-feira desta semana fizemos uma postagem sobre a dor de um pai, no caso meu amigo Daniel Barros, por ver seu filho enfermo. Sendo músico, ele compôs uma canção para seu filho.... vejam como foi o sucedido na transcrição do próprio Daniel:  
 

"A ESPERA DE UM ACENO!! ...para meu guri...

Ontem ao meio dia, meio derrubado, peguei o violão no colo e batizei uma canção que na hora me foi assoprada com o nome acima! Gravei no meu celular e a noite coloquei no ouvido do meu piá que está sedado e entubado na UTI a alguns dias...na visita de hoje, agora a noite, ele abriu os olhos, olhou pra mim e apertou de leve a minha mão!

Uma mera coi
ncidência talvez! Pedi a um grande amigo e um dos melhores músicos que conheço, o Lazaro Nascimento que grave pra mim para quem sabe eu possa lhe dar esse presente!

Não vale dinheiro...mas me vale a vida!

Nossa Senhora do Caravággio por certo está conosco ! Úihahahah"
 
Infelizmente, hoje pela manhã, recebemos esta notícia:  
 
"Com profundo pesar participo a partida do meu filho Daniel Lopes de Barros acometido nos últimos dias por um câncer muito agressivo !! Perdemos a batalha...
 
Velório nas Capelas Cristo Redentor e sepultamento as 16:30 em Caxias do Sul RS !!

A perda de um filho é uma punhalada no peito que nos condena a sangrar até o último dos dias !! Úiaahahaha"

Dizer o que !?!?

Apenas que estamos de luto compartilhando esta dor com este parceiro.

 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

AS CAVALHADAS NO RIO GRANDE DO SUL


Tempos atrás recebemos este lindo flagrante abaixo, infelizmente não datado. É um retrato dos preparativos para mais uma Cavalhada em Cazuza Ferreira, São Francisco de Paula, manifestação folclórica que tornou-se brazão desta localidade serrana. Já assisti umas duas ou três vezes esta significativa peça teatral realizada de acavalo e ao ar livre. É bonito e histórico. Para quem nunca teve esta oportunidade, agora, no dia 16 de julho, domingo vindouro, as 14:00 hs o mesmo grupo de cavalhadas, um dos últimos no Rio Grande do Sul, fará mais uma apresentação. Desta feita será na Festa do Pinhão, evento que acontece no Parque Davenir Peixoto Gomes (Balança), em São "Chico". Não deixe de prestigiar.
 
 
Aqui um breve histórico sobre as Cavalhadas:
 
Não tivemos por aqui as guerras entre cristãos e mouros (os muçulmanos) que agitaram a Europa e a Terra Santa, mas os torneios medievais inspirados nesses conflitos foram muito populares até o início do século passado no Rio Grande do Sul e voltaram a ressurgir no último quarto desse século, com um reflorescimento das velhas tradições em algumas cidades do interior.

São Francisco de Paula, através do Grupo de Cavalahdas de Cazuza Ferreira está as cidades onde a tradição das Cavalhadas chegou aos dias atuais.

 — A Cavalhada é uma luta simulada, na qual os participantes principais, em número de 24, representam, através de evoluções eqüestres e movimentos de espada, lança e garrucha, uma batalha de fundo religioso entre mouros e cristãos, e que acaba sendo vencida por estes, após a tomada do "castelo" na praça e a "submissão" dos mouros ao cristianismo, através do "batismo" destes, na Igreja — explica o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) em publicação sobre as Tradições Gaúchas.

As Cavalhadas, segundo mostram pesquisas históricas, surgiram no reinado de Carlos Magno, na França, que se destacou pelo combate ao Islã, no final do século VIII. O objetivo era destacar as vitórias do cristianismo sobre o islamismo, o que levou o esporte a se tornar muito popular também em Portugal e Espanha, que sofreram bastante com uma prolongada dominação dos muçulmanos, os mouros, como eram conhecidos na Península Ibérica. Por conseqüência, as Cavalhadas terminaram chegando ao Brasil, ainda nos primeiros tempos da colonização portuguesa, alastrando-se por todo o território nacional e, no caso do Rio Grande do Sul, nos principais núcleos portugueses do Estado.

As Cavalhadas consistem em dois grupos, de cristãos e mouros, com 12 cavaleiros cada um, número esse que remete aos 12 Pares de França. Os diálogos das Cavalhadas, entre os embaixadores dos dois lados, também têm inspiração histórica, baseando-se em grandes romances da cavalaria como "Cid Campeador", "La Canción de Rolando" e "Mata-Mouros".


A popularidade das Cavalhadas no Rio Grande do Sul foi impulsionada pela tradição do estado ligada ao cavalo, em decorrência das características da formação histórica do homem gaúcho e do próprio Estado, fortemente marcadas pelas lutas de fronteira e revoluções.

Os estudos mostram que, encerrada a Revolução de 1923, as Cavalhadas se tornaram manifestações isoladas, mas que voltaram a se fazer presentes nos últimos 25 anos do século passado.

Novamente, mouros e cristãos se defrontam em homenagem ao santo padroeiro de uma vila interiorana; ali, integrando as comemorações cívicas, turísticas e festivas (por exemplo) do centenário daquela cidade, o estandarte da lua crescente dos súditos de Maomé desafia os defensores do Evangelho de Cristo.

 
Vestimentas muito coloridas e fogosos e enfeitados cavalos tornam o espetáculo muito bonito.
 
 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

PARABÉNS, PAIXÃO CÔRTES!


Paixão Côrtes e Léo Ribeiro
 
Quem de nós que vivencia a cultura regional gaúcha não tem admiração por João Carlos D'Avila Paixão Côrtes? Pois hoje este grande ícone do tradicionalismo está completando 90 anos de idade, a maioria dele em prol de do resgate e preservação de nossos costumes. Será que as nossas tradições como um sodo seriam as mesmas se não fosse o denodo, a iniciativa, a crença, a perseverança deste filho de Santana do Livramento?
 
Convivi diversas vezes com este ser iluminado e, em todos estes preciosos momentos, só tive a aprender, a me espelhar.
 
Para falar da importância de Paixão Côrtes para este processo de renovação cultural pelo qual passamos a conviver a partir da década de 40 precisaríamos de muito tempo e outras pessoas, com certeza, saberão expressar-se melhor. Queremos ocupar este espaço apenas para agradecer-lhe por tudo que tem feito em matéria de autenticidade, de pesquisa, de devotamento a esta que é, no planeta, uma das mais belas formas de cultivo as raízes de sua terra, ou seja, a tradição gaúcha.
 
Gracias! Obrigado! Deus lhe pague, meu Irmão de uma Ordem Maior, por nos guiar nesta jornada de luz. Ao sermos influenciados desta forma pelo solo onde nascemos precisávamos de um guia, pois tudo podia ser vago, ter outras cores, outras perspectivas. Se somos puros, atávicos, retos como goela de João-Grande devemos a tua paixão, Paixão, por este Rio Grande velho.
 
Longa vida, Mestre.
 
Foto: Agência RBS 
 
 
    
 
         

PAULLO COSTA - DVD E CD AO VIVO


 
Recebemos, ontem essas belas obras de meu amigo o cantor Paullo Costa.  É o DVD e o CD gravado ao vivo em Carlos Barbosa. Nestes trabalhos estão resumidos 20 anos de vida artística deste versátil intérprete que andeja com a mesma naturalidade da música mais introspectiva até a musicalidade bailável, galponeira. Imagino que tenha sido muito difícil para os produtores  escolher apenas 17 composições em meio a 19 álbuns gravados durante sua carreira. Para minha alegria tenho duas letras nesta verdadeira seleção musical (De Como Cantar um Hino e Isto é Rio Grande).
 
Paullo Costa sempre teve a preocupação de cercar-se de bons músicos. Nomes como Edson Dutra, Luiz Carlos Borges, Renato Borghetti, Gilberto Monteiro, Luciano Maia, Carlitos Magalhanes, entre outros, já lhe fizeram um costado .
 
Com um trabalho gráfico muito bonito e de bom gosto o DVD e o CD tem tudo para ser mais um sucesso nesta linda carreira deste fraterno parceiro e grande cantador rio-grandense.
 
 
 

EDITORIAL DO PRESIDENTE DO MTG


A Paixão Côrtes, nosso Muito Obrigado!

Nairo Callegaro e Paixão Côrtes
 
 Ao longo de nossas vidas percorremos muitos caminhos, nos quais vamos deixando nossa marca. Algumas são permanentes e outras não; pessoas, empresas, instituições e amigos, e àqueles que nos marcam devemos agradecer e reconhecer pelo bem que nos foi feito.
 
Desta vida nada levamos, apenas deixamos marcas e temos que ter o extremo cuidado de fazer isto com muita responsabilidade. O mês de julho, para os tradicionalistas, deve ser um mês de agradecimento a um ser humano que nos marcou tão profundamente em nossas vidas e na forma de olharmos nossa sociedade, valorizando e descobrindo nossa identidade cultural regional, de nos reencontrarmos com nossa formação, com nossas origens.
 
Falo aqui porque no dia 12 de julho completa 90 anos nosso querido amigo João Carlos Paixão Côrtes, um homem capaz de unir jovens e despertar de uma forma incontrolável este sentimento de pertencimento de nossa gente pela nossa cultura regional. Ele faz parte de um tempo em que grandes pensadores e intelectuais percorriam nosso meio de uma forma simples e contributiva a todo este processo que desencadeou em setembro de 1947 o surgimento do movimento organizado. O MTG é uma consequência do processo social iniciado neste período, desenvolvendo desde o início a capacidade de organizar e orientar, na medida do possível, esta caminhada em nossa sociedade.
 
Vivemos um momento de profunda transição que com certeza deveríamos voltar aos ideais e princípios daqueles jovens liderados por Paixão Cortes. Vivemos o momento de retomarmos o chamado “Velho Tradicionalismo”, aquele que inspirou inúmeras pessoas a participarem deste movimento. Um tradicionalismo que aprendi com meus pais, e que alguns julgam como ultrapassado, mas que penso ser o verdadeiro e único caminho de reencontro com nossas origens.
 
Neste cenário que nos encontramos devemos dar um muito obrigado muito especial em nome de todos os tradicionalistas, de nossa sociedade, pela insuperável contribuição de seu trabalho de pesquisa para com nossa cultura regional.
 
Agradecer é pouco, reconhecer e lutar verdadeiramente por estes valores basilares de nossa identidade é nosso dever e obrigação, pela nossa consciência de implementarmos uma sociedade mais coletiva, mais justa e mais humana capaz de efetivamente mantermos nossa unidade com aquele espírito.
 
Não podemos olhar a foto do Grupo dos Oito, a foto do acendimento da chama, do primeiro candeeiro, da primeira ronda ou do primeiro baile gaúcho e sermos somente saudosistas. Devemos nos reencontrar, voltar um pouco ao passado, buscarmos nossa essência, nossos referenciais. Qual tradicionalismo queremos continuar praticando?  Aquele em que nos perdemos em competição, em vaidades pessoais, disputas de poder, regras, ego...... ou aquele que começou com aqueles jovens de 1947? Aqueles jovens nunca imaginaram onde chegaríamos e o tamanho do movimento atualmente, mas tenho certeza de que gostariam que algumas questões fossem revistas e readequadas às suas origens.
 
Nossa grande referência completa 90 anos. Neste dia 12 de julho, obrigado Paixão Côrtes por ter nos dado a oportunidade de descobrirmos e preservarmos nossas origens. Agradeço em meu nome e do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Muita saúde e vida longa.


Nairo Callegaro
Presidente do MTG
 
 
 

terça-feira, 11 de julho de 2017

AGUENTA FIRME, MEU MANO VELHO !


Não há quem não se emocione ao despertar pela manhã, dar uma campereada nas redes sociais e encontrar uma manifestação igual a esta do meu grande amigo, o cantor Daniel Barros.
 
Há poucos dias atrás o Daniel e eu fomos visitar seu pai, Bonifácio Barros, em Camaquã. Quando estávamos atando a jornada, por telefone, ele me disse: - Essa jornada vai ser bom pra mim. Preciso espairecer um pouco... No caminho eu te conto.  
 
Pois a dor que afligia o Daniel era justamente esta, a doença de seu filho.
 
Fiz de tudo para alegrar este parceiro velho e até umas "marcas" cantamos com o Seu Bonifácio, que é gaiteiro. 
 
Assim é a vida, minha gente. Fazer o que quando a medicina pouco resolve? Manter nossa fé e as nossas orações.   
 
Vejam abaixo o transcrito pelo Daniel Barros, na noite de ontem e notem que, ao final, ele ainda encontra vasa para uma disfarçada alegria.   

 
A ESPERA DE UM ACENO!! ...para meu guri...

Ontem ao meio dia, meio derrubado, peguei o violão no colo e batizei uma canção que na hora me foi assoprada com o nome acima! Gravei no meu celular e a noite coloquei no ouvido do meu piá que está sedado e entubado na UTI a alguns dias...na visita de hoje, agora a noite, ele abriu os olhos, olhou pra mim e apertou de leve a minha mão!

Uma mera coi
ncidência talvez! Pedi a um grande amigo e um dos melhores músicos que conheço, o Lazaro Nascimento que grave pra mim para quem sabe eu possa lhe dar esse presente!

Não vale dinheiro...mas me vale a vida!

Nossa Senhora do Caravággio por certo está conosco ! Úihahahah
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

REPONTANDO DATAS - Morre Pedro Raymundo


Nota do blog: Embora os jornais da época relatem que Pedro Raymundo tenha morrido na madrugada do dia 10 de julho, esta postagem do escritor Israel Lopes, que pesquisou a fundo e lançou um belo livro sobre a vida e a obra deste catarinense pioneiro da musicalidade gauchesca, atesta que foi, na verdade, no dia 09 que o autor de diversos clássicos do regionalismo nos deixou.
 
Vejam o contido na página 155 desta riquíssima obra do amigo Israel Lopes, especialista na historicidade de Pedro Raymundo, sobre os 44 anos de sua ausência. 
 
 
 
 
 
 
 

HOMENAGENS A PAIXÃO CÔRTES

 
 
 
Diversas homenagens estão sendo preparadas por todo o Estado para depois de amanhã, dia 12 de julho, data do natalício deste ícone cultural, João Carlos D'Àvila Paixão Côrtes. Em sua terra natal, Santana do Livramento, as entidades tradicionalistas vão reunir-se diante do memorial erigido ao grande folclorista. Aqui em Porto Alegre, em proposição da Deputada Regina Becker Fortunati, a Assembleia Legislativa vai reunir-se em Grande Expediente para reverencia-lo. Todos estão convidados.
 
 
  
 
 

E ASSIM CAMINHA A TRADIÇÃO


Será que sem as pesquisas e os repasses de informações de Paixão Côrtes e seus parceiros o tradicionalismo e o amor a cultura gaúcha seriam hoje o que é?


O meu cabo de vassoura
é o meu pingo altaneiro.
Quando monto meu cavalo
faço o diabo no terreiro.
 
(Dimas Costa)
 
 
 

domingo, 9 de julho de 2017

CHURRASCO DE PINHÃO


Master Chef gaudério 

Como hoje é domingo, dia de invenções na cozinha e nesta sexta-feira passada começou mais uma Festa do Pinhão na minha querência, São "Chico" de Paula, vamos demonstrar como se prepara um gostoso CHURRASCO DE PINHÃO, prato típico da culinária de minha terra.   
 
Corram no mercado que ainda dá tempo de comprar os ingredientes. 
  • 400g de pinhão cozido e moído
  • 500g de carne de porco moída
  • 500g de carne de gado moída
  • 2 colheres de tempero verde
  • Uma cebola
  • 2 dentes de alho
  • Sal a gosto
Modo de Preparo

1. Passe no moedor o pinhão cozido e descascado e as carnes.

2. Misture as carnes com o pinhão, tempere a gosto.
Deixe a mistura descansar por 1h.
 
3.  Abra a mistura entre dois plásticos, formando um retângulo.
 
4, Retire o plástico e coloque a carne na grelha especial para peixe.
 
5. Leve à churrasqueira e deixe assar por cerca de 20min.


 

sábado, 8 de julho de 2017

DESCASO COM A CULTURA

 
 
Claudio Knierin, que foi diretor do IGTF na gestão de Rodi Borghetti, viu e fotografou um descaso com nossa cultura. Aliás, descaso com a cultura tem sido algo banal neste governo. Segundo Claudio um caminhão estava sendo carregado com o acervo do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, entidade recém extinta, e peças de valor histórico eram tratadas como lixo. Eis o que o ex-funcionáio postou nas redes sociais:  
 
"É urgente. Trabalho no Centro Administrativo do Estado e percebi que estão removendo o acervo da extinta Fundação IGTF sem o menor critério técnico, isto é, com acompanhamento de arquivistas e museólogos.

Encontrei originais em papel vegetal do grande artista Edison Acri, roteirista, cenógrafo, figurinista de inúmeros filmes brasileiros e gaúchos, como "Negrinho do Pastoreio", "Pára Pedro", "Não Aperta, Aparício" etc..., junto ao lixo.

Parte da correspondência de 1976 com argentinos e uruguaios eu retirei da lata do lixo. É a nossa história que está se perdendo."
 
 Resta que alguém encarregado por tal "mudança" se manifeste em relação ao citado acima.


 
 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

RECUERDOS MUSICAIS


CONJUNTO FARROUPILHA 
O grupo era integrado por Danilo Vidal de Castro - Porto Alegre, RS - 1927; Tasso José Bangel - Taquara, RS - 1931; Iná Bangel - Porto Alegre, RS - 1933; Estrêla d'Alva Lopes de Castro - Livramento, RS - 1934 e por Sidney do Espírito Santo - Sorocaba, SP - 1925.

O grupo foi criado em 1948 na Rádio Farroupilha em Porto Alegre. Inicialmente dedicou-se a interpretar um repertório de canções típicas do Rio Grande do Sul. Em 1952 gravaram o primeiro disco pela Copacabana, que foi o quarto LP a ser prensado no Brasil. Em 1956 o conjunto transferiu-se para São Paulo iniciando uma série de excursões pelo Brasil e exterior. No mesmo ano gravaram "A chimarrita", toada em estilo gaúcho de Dilu Melo. Em 1957 gravaram o LP "Gaúchos em hi-fi". Gravaram também no mesmo ano "Gauchinha bem querer" de Tito Madi. Durante vários anos o grupo manteve contrato com a VARIG e com o Ministério das Relações Exteriores, promovendo o Brasil no exterior. Visitaram diversos países, entre os quais a China e a antiga União Soviética. Em cada país visitado, o grupo incorporava a seu repertório uma canção típica para homenagear as plateias locais. Dessa forma foi crescendo o seu repertório internacional, com músicas que depois eram lançadas em seus discos aqui no Brasil, como "Noites de Moscou" e "Liechtensteiner Polka". Em países como a União Soviética, Alemanha e Venezuela, gravaram discos que nem foram lançados no Brasil. O Conjunto Farroupilha foi o primeiro a projetar nacional e internacionalmente a música gaúcha. Lançaram entre outros os nomes de Barbosa Lessa e Paixão Côrtes. Entre seus grandes sucessos incluem-se, "Gauchinha Bem-Querer", "Piazito Carreteiro", "Negrinho do Pastoreio", "Prenda Minha", "Boi Barroso" e "Chimarrita Balão". Nos anos 1960 enveredaram pela Bossa Nova, tendo gravado entre outras, "Por causa de você" de Antônio Carlos Jobim e Dolores Duran e "Moça da chuva" de Paulinho Nogueira e Rita Moreira. Em 1961 gravaram com grande sucesso, "A mesma rosa amarela" de Capiba e Carlos Pena Filho. Também nos anos 1960 mantiveram um programa exclusivo na TV Record de São Paulo. Por volta de 1963, Tasso Bangel e Danilo Vidal criaram a gravadora Farroupilha, a qual passaram a se dedicar. Em 1971 o grupo desativou suas atividades devido aos compromissos pessoais de seus integrantes. Até aquele momento haviam gravado 15 LPs e vários compactos e discos de 78 rpm. Em 1983 voltaram a se apresentar no programa "Som Brasil", mantendo a formação original - Tasso, Danilo e Estrela d'Alva - entrando Norma Nagib e Sabiá. Foram oito meses de ensaio para que o retorno mantivesse a qualidade dos trabalhos anteriormente desenvolvidos pelo grupo. No mesmo ano, lançaram pela RGE um LP, com destaque para as composições "Viagem de Carreta", "Meu Tesouro", "Sal grosso" e "Tempo de rancheira", todas de Tasso Bangel; "Jardim da saudade" e "Amargo", de Lupicínio Rodrigues; "Hino ao Rio Grande" de Simão Goldman; "Minuano" de Arthur Elzner e Ney Messias; e "Gaúcho largado" e "Mariana" de Pedro Raimundo.