RETRATO DA SEMANA

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Retratista: Desconhecido

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

sexta-feira, 29 de maio de 2015

ARTHUR BONILLA MORRE EM ACIDENTE



- 10.55 hs - 

Atenção. Circula pelas redes sociais a trágica informação de que morreu nesta manhã desta sexta-feira, mais precisamente as 10h 05 o músico, violonista, cruzaltense, Arthur Bonilla.

O acidente teria ocorrido na BR 158 trecho entre Cruz Alta e Pejuçara. As primeiras informações foram fornecidas pela Rádio Cruz Alta AM.

Aguardamos informações mais detalhadas e precisas.

- 11.10 hs -

Infelizmente confirmamos as notícias sobre  Arthur Bonilla.

Morreu na manhã desta sexta-feira (29) o  músico Arthur Bonilla. Ele sofreu um acidente na BR-158 em Panambi. Segundo informações preliminares, ele voltava do festival Carijo da Canção Gaúcha, em Palmeira das Missões.

Arthur era um violonista consagrado com diversos trabalhos realizados com Yamandú Costa e Borghetinho. Também dividiu o palco com grandes nomes da música instrumental do Brasil, como Dominguinhos, Hamilton de Holanda, Arismar do Espírirto Santo, Alessandro “Bebê”Kramer, Oswaldinho do Acordeom.

Com Renato Borghetti, realizava frequentes apresentações por todo o Brasil e também no exterior, em países como Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Portugal e Canadá. Voltou recentemente de um tour pela Europa.

G1 - Globo / RBS



MORREU O ESCRITOR SERGIO NAPP



O escritor e letrista Sergio Napp morreu por volta das 22h desta quinta-feira, aos 75 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento havia dois meses. Ainda não há informações sobre velório e enterro.

– Ele era uma pessoa fantástica, uma pessoa sensível e um pouco melancólico até. Mas quem escreve tem que ter essa visão. Era uma pessoa que adora viajar. Super honesto, fiel. Um cara com um humor brincalhão, que muitas vezes as pessoas não entendiam – lamentou a nora, Tânia Michelena.

Engenheiro e professor universitário nascido em Giruá, Noroeste do Rio Grande do Sul, em 1939, Napp foi um intelectual múltiplo. Ficou conhecido por canções clássicas do regionalismo gaúcho, como Canto Livre, composta em parceria com Fernando Cardoso e Jair Kobe, e Desgarrados, com Mário Barbará.

Vencedoras de festivais nativistas no início dos anos 1980, essas músicas deram reconhecimento ao autor que desde a década de 1960 vinha se dedicando à poesia e à composição. São dele as canções Meus Olhos, gravada por Elis Regina, Pequeno Sol, por Hebe Camargo, e Tempo de Partir, por Clara Nunes e Walter Matesco.

Desgarrados faturou a Calhandra de Ouro na Califórnia da Canção Nativa, em 1981, e foi regravada dezenas de vezes, inclusive na Alemanha. Canto Livre acabou originando o grupo vocal homônimo, lançado com o disco de mesmo nome, também de 1981.

A formação original do Canto Livre, incluindo Jair Kobe, o Guri de Uruguaiana , reuniu-se para um show que levou grande públicp ao Theatro São Pedro em agosto de 2014.

Durante toda a década de 1980, Sergio Napp recebeu prêmios em diversos eventos da chamada era de ouro dos festivais no Rio Grande do Sul. Atuando com os parceiros de Desgarrados e Canto Livre, compôs Campesina, Recuerdos, Morada e Esse Gaiteiro, entre outras.

Com Marco Aurélio Vasconcellos, assinou Punhais de Valentia. E, com Edson Vieira e Cláudio Amaro, O Grito e Paisagem, esta última vencedora da Tertúlia da Canção Nativista, de Santa Maria, em 1986. Em 1987, Napp assumiu a direção do então incipiente projeto da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), participando do projeto de recuperação do Hotel Majestic, onde o centro cultural seria inaugurado nos anos seguintes.

Ele dirigiria a CCMQ em duas outras oportunidades, em 1997 e 2003. Ao longo desse período, destacou-se com a publicação de romances como Jogo de Circunstâncias e Pássaro dos Dias de Verão, ambos pela editora Tchê, livros de poesia, como Memórias das Águas (IEL) e Caixa de Guardados (Travessa dos Editores), e volumes infantojuvenis, a exemplo de A Gangue dos Livros (WS Editor).

Algumas de suas centenas de canções estão reunidas nos discos Claridade, com músicas de temática urbana, e Mala de Garupa, este voltado aos temas regionalistas. Está presente em diversos outros registros, como Angela Jobim Canta Sergio Napp (álbum de 2008), Frente&Verso (parceria com Sérgio Souto), Signos (com Luciah Helena) e Vivências (com Geraldo Flach e Victor Hugo, atual secretário de Estado da Cultura).

Napp foi colunista de Zero Hora. Seu último texto publicado na coluna Pampianas, no Segundo Caderno, foi Rádio de Pilha, em 7 de fevereiro deste ano. Seu último livro foi No Cafundó das Estrelas, de poesia infantojuvenil, que saiu em 2013 com o selo da editora Paulinas.

Sergio Napp deixa a mulher, Loreta, e dois filhos, André e Eduardo.

Fonte e foto: Jornal ZH 



PRÊMIO MTG DE JORNALISMO


ABRE INSCRIÇÕES COM APOIO DA ARI, AGERT e ADJORI


O Prêmio MTG de Jornalismo abre suas inscrições no período de 1º a 30 de junho de 2015, com o apoio da ARI – Associação Riograndense de Imprensa, AGERT – Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão e da ADJORI – Associação dos Jornais do Interior do Rio Grande do Sul.

A iniciativa visa reconhecer o papel da imprensa e dos profissionais da área por seu engajamento e compromisso com a história e a tradição do Rio Grande do Sul e o formulário para inscrições e o regulamento estarão disponíveis no site do MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho a partir de 1º de junho.

Poderão concorrer ao Prêmio os trabalhos jornalísticos veiculados em TVs, jornais, revistas, rádios, sites, blogs e fanpages. Os critérios de análise são ineditismo e/ou originalidade da abordagem do tradicionalismo gaúcho; consistência na divulgação e cobertura da agenda tradicionalista; capacidade de traduzir os fatos tradicionalistas para o leitor; contribuição para preservação da memória do tradicionalismo gaúcho e contribuição para uma reflexão sobre a figura folclórica e simbologia do gaúcho.

O Prêmio contempla as categorias profissional e universitária, em diversas modalidades. 

O resultado será divulgado durante os Festejos Farroupilhas, no mês de setembro e nesta primeira edição podem ser inscritas matérias jornalísticas veiculadas até 31 de dezembro de 2014.

Sandra Veroneze
Pragmatha Laboratório de Ideias & Gestão de Projetos
sandra.veroneze@pragmatha.com.br
Twitter: @sandrazveroneze
www.pragmatha.com.br
51 3573 3455 / 9370 0619





quinta-feira, 28 de maio de 2015

A MAÇONARIA E A TRADIÇÃO GAÚCHA


NOS DIA ATUAIS

Fraternidade Gaúcha no Acampamento Farroupilha de Porto Alegre

Passada a Revolução Farroupilha, que teve grande influência da maçonaria, a Ordem Maçônica, durante a Revolução Federalista (1893) e a Revolução de 1923 que visava destituir do poder o governador Borges de Medeiros, enclausurou-se nos templos vindo a fazer-se presente com grande intensidade com o surgimento do Movimento Tradicionalista na década de quarenta, com o surgimento do Grupo dos Oitos, liderados por Paixão Côrtes (embora este tenha se tornado maçom já aos setenta e tantos anos).

De lá para cá o que se vê é uma grande interação de membros da maçonaria com inclinação para o gauchismo. São inúmeros os poetas, músicos, cantores, escritores, fazendo esta miscigenação da cultura regional gaúcha com a filosofia oriunda dos Obreiros de Salomão.

Em diversas Lojas do Rio Grande do Sul existe Centros de Tradições voltados para a preservação dos costumes rio-grandenses (o maior que conheço é o da Fraternidade Terceira, de Caxias do Sul), ou mesmo galpões instalados nas dependências dos Templos, como é o caso da Fiat Lux, de Canoas. Além disto, foram fundados nas grandes Potências Maçônicas, departamentos com o intuito de pesquisar e difundir a tradição junto da irmandade. Nas Grandes Lojas do Rio Grande do Sul existe o Mala de Garupa, e no Grande Oriente do Rio Grande do Sul foi fundado o Fraternidade Gaúcha, que realiza um dos maiores festivais de poesia do Estado e que eu tive a honra de ser o segundo patrão.   

Por ocasião das comemorações farroupilhas, em setembro, dezenas de Lojas preparam uma sessão gaudéria, com ritualística apropriada, os Irmãos pilchados... coisa de arrepiar. E a maior (destas sessões) que  já vi, por incrível que pareça, foi organizada pelo Grande Oriente do Paraná, na cidade de Cascavel, onde, se o Grande Arquiteto do Universo nos permitir, retornaremos neste mês de setembro vindouro.   

 Fraternidade Gaúcha no Desfile Farroupilha de Porto Alegre



quarta-feira, 27 de maio de 2015

A INFLUÊNCIA MAÇÔNICA


NA REVOLUÇÃO FARROUPILHA

Após a postagem de ontem sobre a maçonaria, recebemos algumas correspondências querendo saber mais sobre a Ordem e, especialmente, a influência que os maçons tiveram na Revolução Farroupilha. Realmente, exaltados pela independência os brasileiros se dividiam entre Liberais (também chamados de farroupilhas) e Conservadores. No Rio Grande do Sul os maçons dominaram o partido liberal, adeptos da maçonaria francesa de inspiração iluminista e republicana que prejugava a independência dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário), a livre iniciativa e a propriedade privada, considerando a Monarquia brasileira um atraso ao desenvolvimento.
Dizia-se que todas as decisões tomadas de público pelos liberais já tinha sido amplamente discutido em segredo no recesso das Lojas, sendo a mais conhecida a Philantropia e Liberdade, fundada em Porto Alegre em 1831.
Próceres liberais mantinham estreito contato com maçons de idêntica orientação no Uruguai e na Argentina, sendo famosa a amizade de Bento Gonçalves, de cognome “Sucre” com Antonio Lavalleja, prestigioso caudilho uruguaio.
Diversos revolucionários, de ambos os lados do conflito eram maçons como seus líderes (o já citado Bento Gonçalves e Duque de Caxias), o General Antônio de Souza Neto, José Mariano de Matos, José Gomes de Vasconcellos Jardim, Pedro Boticário, Vicente da Fontoura, Paulino da Fontoura e Domingos José de Almeida bem como o general imperial Sebastião Barreto e o governador da província, Fernandes Braga, entre outros

Até o fim da guerra, em 1845, havia nove sedes da fraternidade na província (na frente de batalha, eram montadas lojas itinerantes).
A fuga de Bento do Forte de São Marcelo, na Bahia, é um dos episódios da insurreição em que a maçonaria teve papel mais relevante. Além disso, a Arte Real se fez presente na bandeira, no hino e na Constituição rio-grandense.  

Mas isto é uma matéria longa que trataremos mais a miúde ali por setembro, na época certa.


terça-feira, 26 de maio de 2015

UM GAUDÉRIO NA IRMANDADE



Quando em vez fico me "alembrando" da noite em que fui convidado para ingressar na maçonaria. Depois do acontecido, eu não conseguia pregar o olho. Então, saltei do catre e rabisquei em versos, a meu modo, como eu vi tudo aquilo. É a visão (um pouco exagerada) de um gaudério parido nas Contendas ao ingressar nessa Ordem filosófica e humanitária que busca a perfeição das pessoas. 

Mas atenção aos curiosos e "fiscais" de plantão. Tudo o que retrato neste poema (agora em vídeo) e que já circula pelo Brasil afora, há mais de 10 anos, pode ser visto e falado. Portanto, não há nada de mais e quem não sabe do riscado, se depender desta amostra, vai ficar sem saber. Agora, quem reconhece um rengo sentado....  




   

segunda-feira, 25 de maio de 2015

FALECEU ZEZINHO,


DA DUPLA ZEZINHO E JULIETA


Segundo nos repassou o músico De Lima, da dupla De Lima e Leninha, faleceu nesta sexta-feira, dia 22, o artista Zezinho, da dupla Zezinho e Julieta, que acompanhavam Teixeirinha e Mary Terezinha em diversas apresentações e fizeram parte de alguns filmes da dupla. 



REPONTANDO DATAS / 25 DE MAIO



Num dia 25 de maio, do ano de 1803, nascia em Povo Novo, atual Rio Grande, Antônio de Souza Netto, proclamador da república Rio-grandense.

 pintura a óleo sobre tela da proclamação da república rio-grandense

O General Netto prestou assinalados serviços à Integridade e a Soberania do Brasil nas guerras da Cisplatina 1825-28, contra Aguirre 1864 e da Tríplice Aliança contra o Paraguai, de 1865-66. Na Guerra do Paraguai, no comando de uma Brigada de Cavalaria Ligeira de Voluntários, fazendo a vanguarda do Exército Brasileiro, ao comando de Osório, de Uruguaiana até Tuiuti. 

Foi dos primeiros, junto com o General Osório a pisar no solo adversário, em Passo do Rosário, em 16 de abril de 1866. 

Em 24 de maio de 1866, por ocasião da batalha de Tuiuti, a maior batalha campal da América do Sul, desempenhou com seus cavalarianos montando cavalos amilhados, importante função tática em Potrero Pires, de grande significação para aquela vitória de nossas armas ao conter uma tentativa de envolvimento de nosso Exército.

Na Revolução Farroupilha, foi a segunda figura militar, depois de seu grande amigo, o general Bento Gonçalves. 

Iniciando a Revolução em 1835 como capitão da Guarda Nacional ascendeu, por seu valor e liderança, ao posto de general da República pela qual lutou como ninguém e sem descanso, do primeiro ao último dia, ou até a Paz de Ponche Verde que referendou, após o que foi residir no Uruguai, por ser o Império incompatível com o seu ideal. 

Foi o maior cavaleiro e tornou-se o maior líder de combate da Cavalaria da República Rio Grandense.

 Comandou a Brigada Liberal integrada por filhos dos atuais municípios de Piratini, Canguçu, Pedro Osório, Pinheiro Machado e Bagé, até o Pirai, no combate de Seival, de 10 de setembro de 1836, o maior feito das armas dos republicanos, que criou condições para ele proclamar a República Rio- Grandense, em 11 de setembro de 1836. Em Seival recebeu o reforço do Corpo de Lanceiros Negros recém criado. 

Seival foi um fato auspicioso que reacendeu a chama da esperança, num período extremamente adverso à Revolução Farroupilha, assinalado por derrotas frustrantes e a prisão de Bento Gonçalves, na ilha de Fanfa, em 4 de outubro de 1836, por Bento Manuel Ribeiro. 

Netto desempenhou por largo tempo, até a fuga de Bento Gonçalves da Bahia, as funções de Comandante- em- Chefe do Exército interino . E , com retorno de Bento, à liderança da Revolução as funções de Chefe do Estado- Maior do Exército da República Rio-Grandense.




MARINA GIOLO, DE PASSO FUNDO,


É A PRIMEIRA PRENDA DO RIO GRANDE

Marina Giolo, do CTG Lalau Miranda, de Passo Fundo, 7ª Região Tradicionalista, saiu-se vencedora da 45ª Ciranda Cultural de Prendas. O evento ocorrido neste final de semana na cidade de Rio Grande foi um sucesso, apesar do número considerável de Regiões Tradicionalistas que não enviaram representantes na categoria principal (13). As candidatas são escolhidas após um encontro de dois dias com provas orais, escritas e de vivência e conhecimento sobre a cultura regional gaúcha. A edição de 2016 ocorrerá na cidade de Passo Fundo.

Marina Giolo - 7ªRT - CTG Lalau Miranda - Passo Fundo
Foto: Carlos Fabris

Prendas Adultas do RS 2015/2016
1ª Prenda - Marina Giolo - 7ªRT - CTG Lalau Miranda - Passo Fundo
2ª Prenda - Aline Almeira De Souza - 8ªRT - CTG Alexandre Pato - Lagoa Vermelha
3ª Prenda - Diana Juciéli Ribeiro - 3ªRT - CTG Fronteira Da Amizade - Tuparendi 

Prendas Juvenis do RS 2015/2016
1ª Prenda Juvenil - Tassya Pereira Marasciulo - 6ªRT - CN Sentinela Do Rio Grande - Rio Grande
2ª Prenda Juvenil - Jéssica Villar Rodrigues - 18ªRT - CTG Prenda Minha - Bagé
3ª Prenda Juvenil - Daiana Dal Ros - 9ªRT - CTG Clube Farroupilha - Ijui 

Prendas Mirins do RS 2015/2016
1ª Prenda Mirim - Gabriely Portela Ramos - 7ªRT - CTG Sentinelas Do Pago - Marau
2ª Prenda Mirim - Yasmin De Castro Reinehr - 20ªRT - CTG Tropeiros Do Buricá - Três De Maio
3ª Prenda Mirim - Milena Oliveira Correa 4ªRT - Centro Farroupilha De Trad.Gaúcha - Alegrete 

Foto: Extraída do blog G1 Repórter Farroupilha



domingo, 24 de maio de 2015

REPONTANDO DATAS / 24 DE MAIO


NUM DIA 24 DE MAIO, DE 1818, NASCE JOCA TAVARES  

O então Coronel João Nunes da Silva Tavares, conhecido como Joca Tavares (segundo sentado, da esquerda para a direita) e seus auxiliares imediatos, incluindo Francisco Lacerda, mais conhecido como "Chico Diabo" (terceiro em pé, da esquerda para a direita). 

João Nunes da Silva Tavares, primeiro e único barão de Itaqui, nasceu em Herval, em 24 de maio de 1818 e morreu em Bagé, em 9 de janeiro de 1906. Foi presidente do Rio Grande do Sul de 17 de junho a 4 de julho de 1892 e o responsável por iniciar uma guerra civil, que se transformaria, posteriormente, na Revolução Federalista (1893-1895). Também era conhecido por "Joca Tavares". 

Membro de importante família estabelecida na Colônia do Sacramento, que teve início com João da Silva Tavares e sua mulher Natália de Jesus. Filho do visconde de Serro Alegre, João da Silva Tavares, e de Umbelina Bernarda da Assunção, e irmão do Barão de Santa Tecla. 

Sentou praça em 19 de setembro de 1835, na véspera de estourar a Revolução Farroupilha, tendo acompanhado seu pai e se juntado ao lado legalista. Três dias mais tarde teve seu batismo de fogo no arroio Telho, combatendo as forças revolucionárias de Gervásio Verdum.

Refugiou-se no Uruguai, retornando em 1836 para tomar parte no combate do Rosário, sendo feito prisioneiro pelo coronel Corte Real. 

Na Batalha do Seival é novamente preso, instado pelo farroupilhas a mudar de lado, recusa-se inclusive a permanecer neutro, motivo pelo qual é mantido preso. Mais tarde é libertado, através da intermediação do chefe uruguaio Calengo. Após um curto descanso na fazenda da família em Taquari retorna ao combate, junto à seu pai. Atacado e sitiado, perto de Arroio Grande, pelas forças de Davi Canabarro, é obrigado a capitular, sendo feito, novamente prisioneiro, com seu pai. Ambos fogem e formam uma nova brigada. 

Mais tarde serve nas forças do general João Paulo, e depois do coronel Manuel dos Santos Moreira. Encarregado da defesa de Pelotas, ali recebe ao barão de Caxias, nomeado presidente da província e comandante das armas. Com Tratado de Ponche Verde, termina a revolução, Joca Tavares tinha o posto de major, com 27 anos de idade e 10 de combate, tendo conquistado todas suas promoções por atos de bravura. 

Quando da Guerra contra Aguirre, em 1864, se voluntaria às tropas do general João Propício Menna Barreto, participando da tomada de Paiçandu, Uruguai. 

Promovido à coronel, ao iniciar a Guerra do Paraguai, no ano seguinte, organiza um corpo de voluntários para liberar Uruguaiana. Após a retomada da cidade, 18 de setembro de 1865, segue para Bagé como comandante de brigada. Incorpora-se, pouco depois, ao 3° corpo de exército, comandado pelo General Osório, com o qual marcha para o Paraguai. 

Participou nos reconhecimentos de Passo-Pucu, Espinillo e da trincheira de Humaitá. Depois, em 1868 combate em Palmas, recebendo a medalha do mérito militar por sua ação no combate de 11 de dezembro. No dia 21 combate em Lomas-Valentinas, na linha Paqueceri, até o forte render-se. 

Em 1869 segue para Assunção, onde aguarda a chegada do novo comandante em chefe, Conde D'Eu.1 Combate sucessivamente em Peribebui, Campo Grande, Picada de Caraguataí, bate em Itopitanguá as forças do coronel Caneto, vence em Loma-Uruquá ao coronel Chênes. Braço direito do visconde de Pelotas, comandava sempre a vanguarda de suas forças. 

Em uma das ocasiões, ao transpor o arroio Negla, aprisiona o coronel Salinas e por ele toma conhecimento do paradeiro de Solano López, na margem esquerda do arroio Aquidaban. Após avisar seus superiores, que para lá deslocaram as tropas, chega em 28 de fevereiro de 1870 a Aquidaban. Ataca o acampamento de Solano, que morre em fuga. 

Terminada a guerra foi nomeado brigadeiro honorário do Exército, em 11 de maio de 1870, recebendo também o título de barão de Itaqui e cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, além de receber a medalha da Campanha do Paraguai, com passador de ouro. 

Em 1871 foi nomeado comandante da Guarda Nacional em Bagé, tendo sido comandante da guarnição de fronteira de 1874 a 1878. Entre maio de 1886 e julho de 1889, serviu sob o comando do marechal Deodoro da Fonseca, quando pediu exoneração, no mesmo mês declarava-se republicano e renunciava ao título de barão. 

Proclamada a República é nomeado comandante da guarnição de Bagé, até ser exonerado em 18 de janeiro de 1892. 

Em 17 de junho de 1892, Vitorino Ribeiro Carneiro Monteiro tornou-se presidente temporário do estado do Rio Grande do Sul na sucessão ao Marechal José Antônio Correia da Câmara, enquanto aguardava a instalação de um novo presidente. No mesmo dia, Júlio de Castilhos, candidato do Partido Republicano Riograndense, (PRR) se proclamou presidente em Porto Alegre. O governo durou apenas um dia, pois, no mesmo dia, Joca Tavares, filiado ao Partido Federalista do Rio Grande do Sul também se proclamou presidente na cidade de Bagé, onde permaneceu no poder até 4 de julho de 1892. 

Quando Júlio de Castilhos novamente se tornou presidente do Estado do Rio Grande do Sul em 1893 (pela terceira vez), Joca Tavares se revoltou e iniciou uma guerra civil que logo se tornaria uma revolta generalizada contra os que eram apoiados pelo governo republicano do Brasil. Este confronto ficou conhecido por Revolução Federalista, e durou até 1895, quando ele e Inocêncio Galvão assinam a paz em Pelotas.





 

sábado, 23 de maio de 2015

TADEU MARTINS RECEBERÁ COMENDA


SEPÉ TIARAJU

A Grande Loja Maçônica Fiat Lux 97, da cidade de Canoas, em sua Sessão Magna Farroupilha, a cada ano, homenageia com a linda Medalha Sepé Tiaraju, algum maçom que tenha trabalhos relevantes em prol da tradição gaúcha. Neste ano de 2015 o agraciado será o grande artista plástico, escritor, compositor, escultor e poeta Tadeu Martins.


Nascido no Rincão da Timbaúva em São Francisco de Assis/RS, o artista plástico, escritor, desenhista e compositor Carlos Tadeu Andretta Martins é membro da Academia Santo-Angelense de Letras, onde ocupa a cadeira número 21, cujo patrono é Aureliano de Figueiredo Pinto. Além disso, integra a Estância da Poesia Crioula do Rio Grande do Sul.

Como escritor possui nove livros publicados, entre desenhos, poesias e crônicas, além de participar de todas as edições da Antologia dos Escritores de Santo Ângelo. Entre as suas obras, “Tarcas de Estância Antiga”, “Sonetos”, “Exemplário Gaúcho”, “Campeiragem Caricata”, “De Mi Flor”, “Haveres da Pedra”, “Cantata pra Boi Dormir”, “Narrativa de um Bom Dia” e “Jura”. “Muitos amigos dizem que sou um contador de estórias poéticas, aguardem o livro que vou terminar com o Chiquinho Aripuca. Ainda são cinco livros que possuo para editar”, define Tadeu.

Como artista plástico realizou muitas exposições individuais e coletivas pelo Brasil e no Exterior. Vencedor do Cartaz Troféu Martin Fierro/DF. Destaque em Artes Plásticas no Troféu Missões; destaque da década de 1980 em Artes Troféu Clave de Sol; premiado com o Galo de Ouro de Gramado/RS, em artes Congresso Latino-americano de Publicidade; 1º lugar no 10º Festival Nacional de Teatro Cenário; destaque em Arte no RS em 1994; pintou o Acervo Tupambaé (exposto na prefeitura de Santo Ângelo); escultor do Busto de Cenair Maicá, exposto no Hall do Teatro Municipal Antônio Sepp, 1999; escultor dos seguintes monumentos: Tio Bilia, localizado na rótula Tio Bilia, 1999; do Milho, localizado no trevo de acesso à Fenamilho; Delta Luminoso, no acesso à Santo Ângelo, 1998 e Pórtico de São Miguel das Missões, 2002. Laureado como destaque em Artes pelo RS com o troféu “Estado em Arte 2003”. Possui decorações em diversas cidades gaúchas.

Como ilustrador, deixou trabalhos em grande número de livros de autores gaúchos e também em Revistas da Argentina e de Portugal; destaca ainda como vencedor de inúmeros Festivais de Música destacando duas Calhandras de Ouro (prêmio máximo da música nativa do RS 1999/2007); jurado em outros tantos Festivais de Música do RS e de Santa Catarina e jurado também em Salões de Artes no RS. Criação do Papai Noel Missioneiro, Santo Ângelo 2005. Monumento ao imigrante, Salvador das Missões 2006; Baralho de truco gaúcho, 2006; CD de música nativa “Por detrás da tarde”, 2006; Sua obra é tema do desfile estudantil de escolas municipais de Santo Ângelo, 2006; Revitalização total do Centro Histórico da Praça Pinheiro Machado- Santo Ângelo, 2006 a 2008. Jurado da 30ª Coxilha Nativista (Coxilha Histórica de Cruz Alta). Como diz Tadeu Martins, “o importante na vida é sempre ter uma obra por realizar. A vida é a rosca sem fim. Às vezes uma palavra ouvida nos dá um poema. Por isso que o escritor tem que andar, refazendo alguns cumprimentos e ouvindo. Não que seja o mais importante, porque até uma sombra de folha pode nos levar a um invento. E quando a inspiração não vem? Aí tiramos uma folga.”