RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Carlos Montefusco

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA

domingo, 25 de setembro de 2016

PREMIADOS DA SESMARIA DA POESIA


21ª QUADRA
 
Poetas, declamadores, amadrinhadores e organização da 
21ª Sesmaria da Poesia Gaúcha, de Osório 
 
1º LUGAR: SOB OS OLHOS VENDADOS DA JUSTIÇA
Autor: Sebastião Teixeira Correa
Declamador: Pedro Junior Lemos da Fontoura
Amadrinhador: Kaíke Mello 
 
2º LUGAR: SONATA PARA A MUSA REVELADA
Autor: Vaine Darde
Declamador: Guilherme Suman
Amadrinhadores: Diogo Barcellos e Dhouglas Umabel



3º LUGAR: QUEM VEM AO MUNDO PELO CHÃO DE AREIA
Autor: Léo Ribeiro de Souza
Declamador: José Estivalet
Amadrinhador: Mário Tressoldi e Rodrigo Reis
 
MELHOR DECLAMADOR(A)
 
1º LUGAR: Liliana Cardoso / Poema: Lá no Cerro dos Porongos
 
2º LUGAR: Jadir Oliveira / Poema: Um Rio de Saudade
 
3º LUGAR: Jair Silveira / Poema: Um Velho Taura Recém Nascido
 
MELHOR AMADRINHADOR
 
1º LUGAR: Zulmar Benitez / Poema: Um Velho Taura Recém Nascido
 
2º LUGAR: Adão Quevedo / Poema: Um Rio de Saudade
 
3º LUGAR: Leonardo Pinho / Poema: Lá no Cerro dos Porongos
 
 
 

 



sábado, 24 de setembro de 2016

SESMARIA DA POESIA GAÚCHA


Estamos rumando, no dia de hoje, para o mais importante festival de poesias do Rio Grande do Sul. Falamos da Sesmaria da Poesia Gaúcha da cidade de Osório. Para nossa alegria temos um trabalho a ser mostrado neste grande evento poético, intitulado Quem Vem Ao Mundo Pelo Chão de Areia o qual será levado ao palco na voz do parceiro, pajador, irmão e amigo José Estivalet, amadrinhado pelos talentosos Mário Tressoldi e Rodrigo Reis.
 
Na verdade, tenho para mim que a tarefa já foi cumprida pois o poema fará parte dos arquivos discográficos deste grande festival o que, para mim, já é o suficiente. Vamos lá para abraçar velhos parceiros de lida poética.
 
Um dos meus versos do poema diz assim:  
 
  
As concorrentes da Sesmaria da Poesia Gaúcha são as seguintes:

21ª QUADRA - SETEMBRO DE 2016
 
ORDEM DE APRESENTAÇÃO

CHARLA DE BRAVOS EM TEMPOS DE PAZ
Autor: José Luiz dos Santos
Declamador: Nairo Coutinho
Amadrinhador: Zulmar Benitez
LÁ NO CERRO DOS PORONGOS
Autor: João Antônio Marin Hoffmann
Declamadora: Liliana Cardoso Duarte
Amadrinhadores: Leonardo Pinho e Alexandre Souza

MONÓLOGO DE PASSAGEM...
Autor: Luís Cesar Soares - Gravataí
Declamador:Luis Afonso Ovalhe Torres - Gravataí
Amadrinhador: Marcus Morais (Guaíba) Douglas Umabel (Porto Alegre)

SONATA PARA A MUSA REVELADA
Autor: Vaine Darde
Declamador: Guilherme Suman
Amadrinhadores: Diogo Barcellos e Dhouglas Umabel

O MISTÉRIO DA FLOR AMARELA
Autor: Jorge Claudemir Soares
Declamador: Douglas Neves
Amadrinhador: Marcos Morais

QUEM VEM AO MUNDO PELO CHÃO DE AREIA
Autor: Léo Ribeiro de Souza
Declamador: José Estivalet
Amadrinhador: Mário Tressoldi / Rodrigo Reis
SOB OS OLHOS VENDADOS DA JUSTIÇA
Autor: Sebastião Teixeira Correa
Declamador: Pedro Junior Lemos da Fontoura
Amadrinhador: Clênio Bibiano da Rosa

UM RIO DE SAUDADE
Autor: Adão Quevedo
Declamador: Jadir Oliveira
Amadrinhador: Adão Quevedo

UM VELHO TAURA, RECÉM-NASCIDO
Autor: Caine Teixeira Garcia
Declamador: Jair Silveira
Amadrinhador: Zulmar Benitez

VESTIDA DE PRENDA
Autor: José Luiz Flores Moró
Declamadora: Betina de Faria Hugo
Amadrinhador: Benhur da Costa

E charlando em poesia, ontem saiu a lista das classificadas para a 3ª Tertúlia da Poesia, de Santa Maria. Os poemas que subirão ao palco do Theatro Treze de Maio de Santa Maria, dia 05 de Novembro de 2016, as 19h e 30min, serão os seguintes: 

De Origem Rumo e Destino - Eron Vaz Mattos

Diálogo de Vida e Morte - Guilherme Suman / Thiago Suman
Milonga em Silêncio Para Estes Dias de Hoje - Marcelo Davila
O Retorno e o Princípio - José Luiz Flores Moró

Paixão e Pedra - Carlos Omar Villela Gomes
Palavra - Adriano Alves

Prefácio em 3 Sonetos - Delci José Oliveira
Raiz - Henrique Fernandes

Reflexões - Caine Teixeira Garcia
Se For Falar de Saudade - Moisés Silveira de Menezes

Sinal da Cruz - Anderson Fonseca
 
 
De Origem Rumo e Destino - Eron Vaz Mattos
Diálogo de Vida e Morte -
Guilherme Suman / Thiago Suman
Milonga em Silêncio Para Estes Dias de Hoje - Marcelo Davila
O Retorno e o Princípio -
José Luiz Flores Moró
Paixão e Pedra - Carlos Omar Villela Gomes II
Palavra - Adriano Alves
Prefácio em 3 Sonetos - Delci José Oliveira
Raiz -
Henrique Fernandes
Reflexões - Caine Teixeira Garcia
Se For Falar de Saudade - Moisés Silveira de Menezes
Sinal da Cruz -
Anderson FonsecaDe Origem Rumo e Destino - Eron Vaz Mattos
Diálogo de Vida e Morte -
Guilherme Suman / Thiago Suman
Milonga em Silêncio Para Estes Dias de Hoje - Marcelo Davila
O Retorno e o Princípio -
José Luiz Flores Moró
Paixão e Pedra - Carlos Omar Villela Gomes II
Palavra - Adriano Alves
Prefácio em 3 Sonetos - Delci José Oliveira
Raiz -
Henrique Fernandes
Reflexões - Caine Teixeira Garcia
Se For Falar de Saudade - Moisés Silveira de Menezes
Sinal da Cruz -
Anderson FonsecaDe Origem Rumo e Destino - Eron Vaz Mattos
Diálogo de Vida e Morte -
Guilherme Suman / Thiago Suman
Milonga em Silêncio Para Estes Dias de Hoje - Marcelo Davila
O Retorno e o Princípio -
José Luiz Flores Moró
Paixão e Pedra - Carlos Omar Villela Gomes II
Palavra - Adriano Alves
Prefácio em 3 Sonetos - Delci José Oliveira
Raiz -
Henrique Fernandes
Reflexões - Caine Teixeira Garcia
Se For Falar de Saudade - Moisés Silveira de Menezes
Sinal da Cruz -
Anderson FonsecaDe Origem Rumo e Destino - Eron Vaz Mattos
Diálogo de Vida e Morte -
Guilherme Suman / Thiago Suman
Milonga em Silêncio Para Estes Dias de Hoje - Marcelo Davila
O Retorno e o Princípio -
José Luiz Flores Moró
Paixão e Pedra - Carlos Omar Villela Gomes II
Palavra - Adriano Alves
Prefácio em 3 Sonetos - Delci José Oliveira
Raiz -
Henrique Fernandes
Reflexões - Caine Teixeira Garcia
Se For Falar de Saudade - Moisés Silveira de Menezes
Sinal da Cruz -
Anderson Fonseca

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

CARTA ABERTA DE UM GAÚCHO


Esta matéria eu escrevi no final de setembro de 2014. Agora, alguém foi lá no facebook e "curtiu" e a postagem voltou a milhão, novamente. Fui reler meus escritos e percebi que é um tema atemporal, ou seja, se eu vier a recolocá-la daqui há uns 30 anos, estará atual. Então, compartilhei de mim mesmo aqui no blog para àqueles leitores que não leram anteriormente:

 
CARTA ABERTA DE UM GAÚCHO

Agora que passaram os festejos farroupilhas, algo que instiga, que agita, que revolta algumas pessoas intolerantes e que vem arrebanhando muitos adeptos sem personalidade, inclusive dentro do próprio gauchismo, quero dar uma dicas a ilustres que nesta época do ano reaparecem com seus textos bem articulados para atacarem àqueles que têm por culto, ou mesmo por gosto, usar umas bombachas.

Creio que muitos destes que escrevem são do tempo dos antigos LPs, também chamados de “bolachões” e por isso não estranharão se eu lhes propuser para o próximo ano “virarem o disco” (ou, para que os mais novos entendam), trocarem o tema, não baterem na mesma tecla.

Digo isto por que todos eles, anualmente, são intencionalmente tendenciosos a vincularem os nossos costumes com a Revolução Farroupilha fixando a identidade do gaúcho com um determinado período histórico. Para estes, o Rio Grande do Sul nasceu no dia 20 de setembro de 1835. Com todos os seus tempos de escola estes colunistas, escritores, mestres acadêmicos, e seus puxas, acabam se nivelando ao gaúcho que vai ao “acampamento” para comer, beber, ouvir uma gaita, dar “cantadas” numa “chinoca”, e se achar o maior “cara” do mundo. Ao determinar que o tradicionalista de hoje vive de histórias fantasiosas de uma guerra que para eles, de repente, nem aconteceu, estes “gaúchos por acidente geográfico” (pois gostariam de ter nascido em Paris, Rio, Nova York...) se equiparam ao bombachudo de rompantes, de falar alto, de faca na cintura, mas que nem imagina quem foi um João Simões Lopes Neto, por exemplo. 
     
- Caros amigos (para não dizer caras-pálidas): O chimarrão, nosso mate-amargo, nossa comunhão fraternal, símbolo da hospitalidade que não pode faltar em qualquer rancho sulino por mais humilde que seja, vem lá das missões guaraníticas, portanto, bem antes da revolução farroupilha.

- O Cavalo, extensão das pernas do gaúcho, e que foi arma letal da briosa cavalaria farrapa, enfrentando por quase dez anos todo o império, com menos homens, menos armas, mas muito mais valentia, se faz presente em nossa terra bem antes deste decênio heroico e ajudou a gauchada a sustentar as fronteiras brasileiras nas Guerras Cisplatinas, enquanto a côrte comia, bebia e promovia saraus no Rio de Janeiro. Além disto foi parceiro de trabalho nos tempos das sesmarias sem alambrados, no reponte do gado alçado, na formação cultural do gaúcho. Nos dias de hoje, continua amigo fiel nas lides de campo, nas centenas de cavalgadas de integração familiar, nas festas e rodeios. 
 
- A bombacha, que vocês orgulham-se de nunca ter vestido, mas que a milhares de rio-grandenses serve de segunda pele, nem existia na época da revolução. Surgiu a partir da Guerra do Paraguai. Se vivêssemos a cultuar exclusivamente o tempo que vocês maldosamente apregoam, teríamos que andar por aí, pelas praças, pelos shoppings, pelas “casas”, de CHIRIPÁ.

- As nossas danças, as nossas músicas, as nossas poesias, nossa literatura regional é toda posterior a Revolução Farroupilha e poucas destas manifestações artísticas fazem referência exclusiva e esta epopeia que tanto nos orgulha mas que não é motivo único de nossa existência. 

- Talvez a grande mágoa de vocês seja a escolha do 20 de setembro como o Dia do Gaúcho, mas queriam o que? A data em que Elis Regina nasceu? Também gosto da “formiguinha” mas não é para tanto... Poderíamos, talvez, escolher o 01 de março de 1845, data do Tratado de Paz de Ponche Verde, ou o 11 de setembro de 1836, data da Proclamação da República Rio-grandense, mas aí seria tudo dentro do mesmo tema (Revolução Farroupilha - Guerra dos Farrapos).    

Ficaríamos aqui indo além, enumerando dezenas de fatos que desvinculam os costumes do gaúcho da Revolução Farroupilha e ligando-os, muito mais, a sua labuta de peão, a sua vivência nas estâncias, a busca de trabalho na cidade grande e a consequente saudade do campo, a sua veia artística, a sua adaptação com a rudeza do clima, a sua alma desbravadora e colonizadora, mas nem desejamos tudo isto em face de que também temos orgulho pelos feitos heroicos de nossos antepassados farrapos, mas não só disto. 

Vivenciamos intensamente os dias de hoje pois estes são os nossos momentos mas, no mesmo compasso, cultuamos uma tradição bonita, pura, legada por nossos antepassados. A Revolução Farroupilha teve narrativas épicas que deixaram marcas indeléveis na nossa história e permanecerá como um marco na alma de todos os rio-grandenses mas nossa devoção ao Rio Grande vai bem além de uma Guerra e talvez por tudo isso sejamos um povo diferente de nossos irmãos brasileiros (nem melhores, nem piores – apenas diferentes) o que magoa, inibe, enrubece estes escritores e cria rompantes indesculpáveis em alguns gaúchos que se julgam superiores. 

Ninguém precisa andar de bombachas, de lenço no pescoço, de chapéu tapeado na testa... Só precisamos que respeitem o nosso espaço assim como respeitamos o espaço que não nos pertence. Se não gostam de nosso proceder, por nos considerarem retrógrados, por preservarmos costumes antigos, por apreciarmos músicas que vocês não apreciam, por termos um atavismo que vocês não têm, por termos identidade própria, desvinculem-se de nós

Que busquem outros temas para seus pitorescos escritos. O universo é vasto. O Brasil é rico em diversidades culturais. Preocupem-se com os carnavais, as festas juninas, os festivais de Parentins, as religiosidades nordestinas, os pantaneiros, os sertanejos... Se nossa história é fictícia, que comentem sobre Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Guerra nas Estrelas, O Rei Leão, mas nos larguem de mão....

E parem com esta ladainha de que comemoramos e vivemos em função de uma guerra que perdemos pois aí vou ser obrigado a pergunta-lhes (um questionamento que não é meu) e guardando as devidas proporções: - Jesus Cristo não cumpriu sua missão porque morreu crucificado? A sua história é “fictícia”?  A Escócia, recentemente, não obteve nenhuma vantagem embora seu SIM tenha sido rejeitado, como país independente da Inglaterra?

Quem lê sabe e não precisa vir um "historiador" clarear nossas ideias de que nem todos os revolucionários eram separatistas, ou mesmo abolicionistas, ou que os alemães não se integraram na luta... Mas qual é a guerra que teve integração total de seus habitantes? Estas pessoas de quem falo se pegam apenas no que lhes importa para defender seus pensares. Não bombeiam o todo. O resultado político do embate.

Aproveitamos a olada e solicitamos aos detentores do poder público e que não sabem utilizá-lo, a não ser em benefício próprio, que não queiram empurrar goela abaixo da tradição, costumes que não fazem parte da mesma. Objetivem seu trabalho naquilo para que são pagos por nós, contribuintes. Respeitamos todos os segmentos da sociedade mas queremos preservar, fidedignamente, aquilo que nos foi repassado, caso contrário, na primeira curva da estrada, não enxergaremos mais o quão bonita e prestimosa foi a nossa história. 

Cordialmente 

Léo Ribeiro
Um Peão do Rio Grande do Sul
 
 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

AS GINCANAS CULTURAIS


Se me perguntarem qual a atividade mais importante dentro das comemorações da Revolução / Guerra dos Farrapos, eu diria, sem sombra de dúvidas, que são as gincanas culturais que envolvam a comunidade escolar.
 
Tudo é muito bonito. Desfiles de cavalarianos, desfiles temáticos, acampamentos, bailes, shows, acendimentos de chamas, cavalgadas, rondas crioulas, concursos de danças, gastronomia... mas nada se compara com uma gincana cultural bem organizada, com tarefas inteligentes que busquem levar o conhecimento através da diversão e arte de seus participantes.
 
Sei que diversos municípios do interior do Estado, como São Francisco de Paula, organizaram gincanas culturais. É uma forma envolvente, alegre, educadora, de participar sem gastar mundos e fundos.
 
Abaixo, descrevemos um resenha do que foi a gincana cultural de Caxias do Sul, que teve a participação, na organização, de meus amigos da Rádio Clarim Farrapo.      


Marcio Gomes, da Rádio Clarim Farrapo, o representante da Escola Santa Corona
e o Prefeito de Caxias do Sul Alceu Barbosa Velho

Gincana Cultural de Caxias do Sul, uma das maiores e mais bem organizadas do Estado.
 
A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal da Educação (SMED), informa que as quatro escolas participantes da Gincana Cultural da Semana Farroupilha, foram premiadas com as quatro primeiras colocações da competição. A E.M.E.F Santa Corona foi a grande campeã com 1830 pontos. O segundo lugar ficou com a E.M.E.F. Ângelo Francisco Guerra com 1820 pontos e para completar o pódio, a E.M.E.F. Professora Ester Justina Troian Benvenutti fez 1780 pontos e ficou com o terceiro lugar. A E.M.E.F. Dolaimes Stédile Angeli – CAIC ficou com o quarto lugar com 1765 pontos. A gincana era voltada às turmas dos 4º e 5º anos. A premiação ocorreu nesta terça-feira, feriado de Vinte de Setembro, antes do Desfile Farroupilha, na rua Plácido de Castro.
 
As tarefas iniciaram há duas semanas com a criação do grito de guerra, do slogan sobre a importância da realização da Semana Farroupilha, bem como a exposição de objetos tradicionalistas que foram executadas nas escolas. Na tarde da última quinta-feira (15/09), nos Pavilhões da Festa da Uva, as turmas precisaram apresentar uma estátua viva com os principais personagens do Estado, a exemplo de Giuseppe Garibaldi, Bento Gonçalves da Silva, David Canabarro, Anita Garibaldi; além de realizar apresentações artísticas e culturais como danças gaúchas; exibir um vestido de prenda confeccionado com material reciclado e brinquedos folclóricos, como peão, chocalho, cavalinho de pau, peteca.
 
A diretora da Escola Santa Corona, Elione Subtil Santi, comemorou o resultado. “Os alunos e os professores estavam muito motivados para a gincana, a organização foi exemplar e todos se uniram para conseguir o resultado. A felicidade está tomando conta da escola inteira,” disse.
 
A gincana teve o objetivo de enfocar a construção das relações entre o tradicionalismo como movimento cultural organizado no Rio Grande do Sul e as escolas como instituições educacionais, resgatando o cunho histórico da Semana Farroupilha. Ela foi promovida pelo Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos dos Vinhedos, Querência da Poesia Xucra e Rádio Web Clarim Farrapo, com o apoio da SMED, 4ª CRE e 25ª Região Tradicionalista.
 
 
 
 
 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

FIM DE FESTA



Fim de festa é só afeto,
é harmonia entre os lotes,
onde até os sacerdotes
vem rezar por Bento e Netto.
É o desmanche de tetos
que nos cobriram do frio.
No fim de festa os bugios
já metem a mão em cambuca
e o jacaré dá garupa
pra onça cruzar o rio.


*Até o ano que vem, amigos e amigas
que festejam com orgulho a Guerra dos Farrapos.


 
 
 

COM MORMO OU SEM MORMO


FOI UM GRANDE DESFILE
 
 carga de lanceiros em plena avenida
 
Em Porto Alegre, como em diversas cidades do interior gaúcho, os desfiles tradicionais voltaram a acontecer com maior afinco, ao contrário do ano passado onde, por causa da doença equina do Mormo, muitos foram cancelados.
 
A bem da verdade a crise ainda continua maltratando nossas comemorações pois o número de participantes ainda é bem menor do que em anos anteriores. Mas já melhorou bastante. E o entusiasmo? Este continua em alta, pois quem entra na avenida parece estar carregando o Rio Grande no colo em face da alegria e do orgulho de crianças, jovens e da chiruzada já vaqueana. 
 
Esperamos que 2017 traga mais patacas no bolso da gauchada para voltarmos aos tempos de povoar a avenida com milhares de cavalarianos. Que assim seja!  

até o Tio Nanato, de faca na bota e na cintura, apareceu por lá
 
 
 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

FESTEJOS FARROUPILHAS


LÁ PELA CIDADE MARAVILHOSA


Aqui estou eu mais uma vez trazendo notícias do Tradicionalismo Gaúcho diretamente dos pagos do Rio de Janeiro. No dia 18 de setembro (domingo) aconteceu a famosa costelada gaúcha de Laranjeiras, uma realização da Casa do Gaúcho nas dependências da Casa do Minho.
 
Mesmo com o calor que estava fazendo, a indiada não se intimidou e lotou a Casa do Minho. Tinha viventes de todas as querências, desde o Norte ao Sul do nosso país.
 
 
No início tivemos uma Missa Crioula regida pelo Padre Silvério, e bem no estilo campeiro. Houve também a apresentação do Grupo Rancho Gaúcho, um grupo que foi criado recentemente e que justamente no dia 20 (hoje) de setembro está completando 1 ano de fundação. Além das apresentações individuas de Paulo Celso Nogueira e Elaine Barreto nas boleadeiras, e claro, do Grupo Marcas do Sul. Um grupo que já vem há anos se apresentando não só nas Costeladas de Laranjeiras, mas também em diversas partes da Cidade Maravilhosa.
 
Peço aos amigos que ainda não curtiram minha página ou não se inscreveram ainda no meu canal, que deixem seu clique lá. Isso me ajuda a manter esse projeto que iniciou-se em 2010. Ah, logo mais terá vídeo no canal sobre a festa. Vamos lá indiada.. e siga o baile!
 
 
Texto e Retratos: Valmir Gomes
 
 
 
 
 
 

NÃO FOI NENHUM "CHINELÃO"!


Certa feita, mais ou menos por esta época de eleições municipais, em um comício partidário lá no Centro de Tradições Gaúchas Rodeio Serrano (completamente lotado), em São Francisco de Paula, depois que alguns candidatos a vereadores já tinham feito seus pronunciamentos, o Germinaro (nome fictício porque a pessoa em questão ainda está viva e pode não autorizar o causo), um vivente grosso umas quantas vezes, candidato a vereador, foi chamado ao microfone para sua apresentação. Ai o ..... Germinaro saiu-se com esta:
 
- Bueno, meu povo! Depois que falaram tudo os dotor, agora vai falar um chinelão que nem vocês!
 
Abri esta prosa para falar do nosso vinte de setembro, o Dia do Gaúcho. 
 
Vocês sabem de minha indignação com certos escritores que teimam em achincalhar esta data e tudo o que ela representa. Mas eu (Léo Ribeiro), mal comparando, sou o Germinaro do causo anterior, ou seja, um chinelão, e por ser assim minha voz não encontra eco. 
 
Mas vejam o que escreveu o melhor jornalista de Zero Hora na atualidade, David Coimbra, em sua coluna de hoje, 20/09/2016:
 
"O gaúcho intelectual adora esculachar o Rio Grande do Sul no 20 de Setembro. Pega bem com outros gaúchos intelectuais. Se o gaúcho intelectual mora em São Paulo, então, a primeira coisa que ele faz, logo de manhã, é pegar uma notícia ruim sobre o seu Estado e publicar no facebook com a legenda: Sirvam nossas façanhas.....
 
Ele fica contente quando faz isso. Ele se sente superior. Ele se sente moderno"
 
Então, minha gente amiga, cada vez sinto-me mais a vontade para bradar: - VIVA O RIO GRANDE! VIVA O VINTE DE SETEMBRO!
 
 
 
    
 
 
  

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

20 DE SETEMBRO PELO MUNDO



Enquanto nós ficamos aqui, dando explicações a meia dúzia de "historiadores" dos motivos pelos quais comemoramos a Revolução / Guerra, nossa gente, espalhada pelo mundo, vai se divertindo e matando a saudade do pago neste vinte de setembro. 
 
As imagens que nos chegam vem do Canadá, mais precisamente do Parc Angrignon, em Montreal. É isto aí, gurizada. Perto ou longe da querência, mas sempre gaúchos. E deixemos estes "locos" preocuparem-se com a gente, ao invés de nós perdermos tempo com seus devaneios. VIVA O RIO GRANDE! 

 
 
 

domingo, 18 de setembro de 2016

DEZ MOTIVOS PARA COMEMORAR


A GUERRA DOS FARRAPOS
 
 
 Sobre o porquê de comemorar "uma guerra que perdemos", eu respondo:
 
 
1° - Comemoro a insubmissão de um povo a uma Monarquia, chamando a atenção da Corte para uma Província esquecida e explorada nos confins da república.
 
2º - Comemoro a bravura de quem, com menos homens, armas e cavalos, mas sobrando valentia, enfrentou por dez anos o Império deixando marcos históricos como a Batalha do Seival, a Tavessia dos Lanchões de Garibaldi e a Fuga de Bento Gonçalves. 
 
3º - Comemoro o surgimento nesta terra de heróis como o General Antônio de Souza Netto, Coronel Teixeira Nunes e da 1ª Brigada de Cavalaria dos Lanceiros Negros   
 
4º - Comemoro o fato de, apesar dos esparsos recursos probatórios, não nos acomodarmos com as definições e rebuscarmos a veracidade histórica de passagens como a Batalha dos Porongos.

5 - Comemoro porque a "guerra que perdemos" nos deu uma identidade própria, diferenciada, no Sul do Brasil.
 
6º - Comemoro poder cantar, como em nenhum outro Estado brasileiro, o Hino da minha terra, e ver fulgurar em milhares de eventos o pavilhão tricolor surgido naquele decênio heroico.

7° - Comemoro porque essa epopeia foi um dos motivos para o surgimento de um movimento cultural que fez avivar nosso folclore através da musicalidade, da poesia, das danças, dos cinemas, dos rodeios, expandindo-se para o resto do mundo, aonde houver um gaúcho.  
  
8º - Comemoro o orgulho que ainda resta, apesar da violência, da pobreza educacional, enfim, da falência monetária desta outrora pujante Província de São Pedro.  
 
9 º - Comemoro porque, graças a "petulância" dos Farroupilhas, a cada mês de setembro eu posso rever meus amigos de causa e tradição.   
 
10° - Comemoro para saborear o desgosto dos escritores "rio-grandenses" (e seus asseclas) que se indignam com a minha comemoração.


 
 
 
 

PALESTRA SOBRE A POESIA CRIOULA



Meu amigo, irmão, poeta e versejador Cândido Brasil, com a prestimosa colaboração de nosso vice-presidente da Estância da Poesia Crioula, Cezar Tomazini, ministrou excelente palestra sobre a Origem da Poesia Crioula, ontem a noite, no Galpão do Fraternidade Gaúcha. Muitas gracias, meus manos velhos.



 

CHASQUE DO 3º ESTEIO DA POESIA


 
Buenas, amigos do verso gaúcho.
 
Queremos dar uma notícia de primeiríssima mão. A Hospedaria Provençal, de Canela, assim como foi na segunda edição de nosso festival, vai oferecer diárias para casal para os campeões do 3º Esteio da Poesia Gaúcha. Nosso amigo Luiz Carllos Damasceno confirmou a parceria que é muito importante para nosso evento, incentiva e valoriza, ainda mais, os concorrentes. 

E, como sabem, na terça-feira, dia 20, às 17h30min, vamos lançar o 3º Esteio da Poesia, pouco antes do encerramento da Semana Farroupilha de Esteio, com declamação do campeão de 2016 Jair Silveira. Será ali no Parque de Exposições Assis Brasil.


 
 
 
 

sábado, 17 de setembro de 2016

JORNALISTA PERUANO FICA ENCANTADO


COM ACAMPAMENTO FARROUPILHA
 
este blogueiro e Roberto Revoredo Castro
jornalista peruano
 
Ontem, durante o Jornal do Almoço, da RBS TV, uma reportagem chamou-me a atenção. Foi a visita de um grupo de senegaleses, imigrantes, talvez, agora, moradores de Porto Alegre, ao Acampamento Farroupilha. Percorreram os galpões, tomaram chimarrão, comeram o tradicional costelão... Perguntado sobre o que achara do evento um dos convidados respondeu rebuscando o português: - Acho bonito e importante... estão vivendo o presente sem esquecer o passado.... isto é garantia para o futuro....
 
Esta semana, também, vivenciei uma experiência semelhante, pois recebi um fraterno amigo e irmão para uma entrevista televisiva que vai ser retransmitida para o Peru e para diversas partes do mundo. Até virei ator (espero que a Globo me contrate) pois tive que, artisticamente, recebe-lo em nosso galpão. Abrir a cancela, tomando um mate, e mostrando enorme alegria ao vê-lo (o que não precisei representar).
 
O que deu para perceber foi a enorme admiração e encantamento do jornalista Roberto Revoredo Castro por essa atividade comemorativa que é o Acampamento. Disse que conhece diversas partes deste mundo velho e que um acontecimento cultural, de apego as coisas da terra, como este, não é comum.

Agora vamos esperar para ver como ficaram as filmagens rsrsrsrrsr..... 
 
   
 
 

PALESTRA SOBRE POESIA, HOJE A NOITE.


TODOS CONVIDADOS
 
 
 
 
 

SOBRE A SESSÃO DE ONTEM


 
O flagrante registra o sucesso da Sessão Magna Pública realizada no Templo Nobre Caldas Junior, ontem a noite, em comemoração a Epopeia Farroupilha. O evento foi coordenado pelo Grupo Tradicionalista e Piquete Fraternidade Gaúcha. 
 
 
 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

UM CONVITE DIFERENTE

 
 
Você, amigo leitor do blog, quer assistir uma sessão da maçonaria? Pois hoje a noite, no Templo Nobre Caldas Junior - rua Gerônimo Coelho 116, em Porto Alegre - o Grande Oriente do Rio Grande do Sul, juntamente com o Grupo Tradicionalista e Piquete Fraternidade Gaúcha,  estará realizando uma Sessão Magna Pública (aberta) em comemoração a epopeia farroupilha. O evento acontecerá ás 20:00 hs. Nos sentiremos honrados em recebe-los.  
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ALMOÇO COM OS VEREADORES


Vereadores de Porto Alegre no Galpão do Fraternidade Gaúcha
 
Diversos legisladores da cidade de Porto Alegre estiveram almoçando, como fazem anualmente, em nosso galpão do Fraternidade Gaúcha, o que é uma honra para nosso Piquete. 
 
Alguns, que tem projetos interessantes sobre o Acampamento Farroupilha como a transferência para outro local ou mesmo a troca do nome, não apareceram... Não sabiam o endereço do Acampamento (desculpem a ironia, mas não podia perder a piada).
 
 


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

UMA BRASA QUE, AO SOPRAR, SE AVULTA.


 
Tirando uma vasa para entender melhor sobre
A BATALHA DOS PORONGOS
 
Ando meio recluso, refugando convites, nestas comemorações do mês farroupilha. Uma palestra aqui, uma ida no Acampamento ali... No mais vou ficando pelas casas. Mas não de valde. Tirei meu tempo para ler uns livros sobre um assunto que me interessa por demais. A Batalha dos Porongos, um episódio nebuloso que ainda hoje é debatido. Como quero me posicionar, devo esmiuçar o assunto.
 
Os livros que estou lendo são Lanceiros Negros, de Geraldo Hasse e Guilherme Kolling, e Porongos: Fatos e Fábulas, de Cesar Pires Machado. Devo confessar que estou gostando muito pois nenhum traz a passionalidade da obra Negros na Revolução Farroupilha, de Moacyr Flores, por exemplo, um crítico contumaz da Revolução.
 
Ontem a noite, nas comemorações dos 11 anos do Piquete Fraternidade Gaúcha, lá no Acampamento Farroupilha, o assunto veio a baila e os ânimos se exaltaram novamente, mas tudo dentro da normalidade de Homens de Bons Costumes.
 
Assim que terminar minhas leituras vou fazer uma matéria sobre o assunto. Uma coisa, porém, eu adianto: Existe muitas tendências do que tenha ocorrido. Poucas ou quase nenhuma verdade definitiva, o que dá vasa para todo o posicionamento. Para cada ponto há um contraponto.
 
Mas que a matéria é instigante, há, isto é...
 
 
    
 
   


terça-feira, 13 de setembro de 2016

ELTON SALDANHA RECEBE COMENDA


SEPÉ TIARAJU
 
Léo Ribeiro, Adão Bueno, Elton Saldanha, Jones Bridi e Rodrigo Bueno
 
Nesta segunda-feira a noite, dia 12 de setembro, o cantor Elton Saldanha recebeu a Comenda Sepé Tiaraju, uma homenagem da Loja Maçônica Fiat Lux, de Canoas, por seus serviços prestados a cultura nativa do Rio Grande do Sul. O momento alusivo ocorreu no Galpão Crioulo anexo ao Templo.
 
Num cerimonial bonito e gaudério que contou com a presença do Respeitabilíssimo Irmão Paulo Roberto Pithan Flores, Grão-Mestre das Grandes Lojas do Rio Grande do Sul, Elton agradeceu a lembrança de seu nome e falou da importância da maçonaria em sua vida. Sou testemunha da dedicação que o Piá Benício de Itaqui mantém a Ordem.
 
Adão Bueno, acompanhado de seu filho Rodrigo Bueno ao violino, recitou um belo poema de Aureliano de Figueiredo Pinto enquanto eu fiz uma breve explanação sobre a Influência Maçônica na Revolução Farroupilha. 
 
A noitada ritualística, telúrica e cultural terminou com uma suculenta paeja campeira. Parabéns a todos.  
 
 
 
      
 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO!


 
 
 

VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE...


...FARROUPILHA E FARRAPO?
 
Revolução Farroupilha: Começa em 20 de setembro de 1835 

Muitas pessoas acham que Farroupilhas e Farrapos são sinônimos, criados ao acaso ou por lados opostos da revolta.

A verdade é que existem muitas diferenças entre Farroupilhas e Farrapos, em suma são dois eventos completamente diferentes....


Os Farroupilhas:

 A corte do Império brasileiro denominava Farroupilha todo e qualquer revoltoso que se levantasse contra o Império. Sendo que existiam Farroupilhas por todo o território brasileiro, como no Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia e outras localidades.

 Logo os Farroupilhas Riograndenses atuaram de 20 de Setembro de 1835 á 10 de Setembro de 1836, (momento que surgem os Farrapos).

Esse movimento teve por objetivo lutar contra os desmandos da corte, a alta aplicação de impostos na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, tornando o charque Gaúcho mais caro que o charque dos concorrentes platinos, o descaso e abandono do povo, e principalmente reivindicar um presidente de província que defendesse os interesses locais.

Tivemos Osório que foi Farroupilha mas não Farrapo, tendo iniciado a revolta como Farroupilha ao lado de Bento Gonçalves, mas não aprovando a separação no período Farrapo lutou pelos imperiais.

Os Farrapos:

No dia 10 de Setembro de 1836 o então Coronel Antônio de Souza Netto bateu as forças imperiais comandadas por Silva Tavares. A vitória foi tão impactante que no dia seguinte culminou na Proclamação da República, tendo como título “República Riograndense”.

Finda-se então o período Farroupilha e inicia-se o movimento dos Farrapos. Movimento este que tem caráter separatista, que visa a formação de um estado independente do Império brasileiro, autônomo e “desgarrado” do poder central.

A partir desse momento deixa-se de ser uma revolta por melhorias e toma um teor de luta por defesa de fronteiras e território.

Formando uma aliança com Rivera, então presidente da Banda Oriental (Uruguai), os Farrapos conseguem uma forma de escoar seus produtos pelo Rio da Prata, já que os acessos marítimos estavam fechados pelo inimigo.

Os Farrapos tiveram uma constituição, bandeira e hinos próprios, caracterizando uma nação completamente alheia ao domínio brasileiro.

Durante quase nove anos sustentaram essa República, com inúmeras batalhas contra os Legalistas brasileiros.

No final de Fevereiro de 1845 é cada vez mais inevitável o fim a guerra, já que os Farrapos não tem mais condições de logística, nem de homens suficientes para manter os combates.

No dia 01 de Março de 1845 é finalmente assinado o Tratado de Ponche Verde.

Esse tratado incluía as seguintes cláusulas:
1ª – O indivíduo que for pelos republicanos indicado Presidente da Província, é aprovado pelo Governo Imperial e passará a presidir a Província;
2ª – A dívida nacional é paga pelo governo imperial, devendo apresentar-se ao Barão, a relação dos crédidos para ele entregar à pessoa, ou pessoas para isto nomeadas, a importância a que montar dita dívida;
3ª – Os oficiais Republicanos que por nosso Comandante em Chefe, forem indicados, passarão a pertencer ao Exército do Brasil no mesmo posto, e os que quiserem suas demissões ou não quiserem pertencer ao Exército, não serão obrigados a servir, tanto em Guarda Nacional como em primeira linha;
4ª – São livres, e como tais reconhecidos, todos os cativos que serviram a República;
5ª – As causas civis não tendo nulidades escandalosas, são válidas, bem como todas as licenças, e dispensas Eclesiásticas;
6ª – É garantida a segurança individual e de propriedade, em toda sua plenitude;
7ª – Tendo o Barão de organizar um Corpo de Linha, receberá para ele todos os oficiais republicanos sempre que assim voluntariamente queiram;
8ª – Nossos prisioneiros de guerra serão logo soltos e aqueles que estão fora da Província serão reconduzidos à ela;
9ª – Não são reconhecidos em suas patentes os nossos Generais, porém gozam das imunidades dos demais cidadãos designados;
10ª – O Governo Imperial vai tratar definitivamente da Linha Divisória com o estado Oriental;
11ª – Os soldados da república pelos respectivos comandantes relacionados ficam isentos de recrutamento de primeira linha;
12ª – Oficiais e soldados que pertenceram ao Exército Imperial e se apresentaram ao nosso serviço serão plenamente garantidos como os demais Republicanos.

Muitos afirmam ter sido uma paz honrosa, porém eu não vejo nada de honroso nisso, considerando que quase nenhuma das cláusulas foi respeitada.

Alguns dos negros que sobraram foram feitos novamente escravos e enviados para corte do Rio de Janeiro.

Para o presidente da província foi eleito Luis Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias).

Muitos dos Farrapos foram perseguidos e mortos.

E nesse tratado sequer é discutido a dissolução da República, o que me diz que por direito ela ainda é legal, porém, o Império jamais a reconheceu.

Caxias deu fim a guerra chegando ao fim também o ciclo dos Farrapos, que com muito amor e honra lutaram por um ideal que havia iniciado a quase nove anos lá nos Campos do Seival.

Por: Jéferson Pimentel
 
 Guerra dos Farrapos: Começa em 11 de setembro de 1836
 
 
 

domingo, 11 de setembro de 2016

REPONTANDO DATAS / 11 DE SETEMBRO


DE 1836
 
"Camaradas! Nós que compomos a 1ª Brigada do Exército Liberal, devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência desta Província, a qual fica desligada das demais do Império, e forma um Estado livre e independente, com o título de REPÚBLICA RIO-GRANDENSE, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará competentemente. Camaradas! Gritemos pela primeira vez: VIVA A REPÚBLICA RIO-GRANDENSE. VIVA A INDEPENDÊNCIA! VIVA O EXÉRCITO REPUBLICANO RIO-GRANDENSE!"

- Campos dos Menezes, 11 de setembro de 1836 - Antônio de Souza Neto - Coronel - Comandante da 1ª Brigada.
 
 
 
 
 

sábado, 10 de setembro de 2016

GESTO DE PAIXÃO É REPETIDO


NO COLÉGIO MILITAR DE PORTO ALEGRE

Deu-se muita visibilidade ao acendimento da Chama Crioula na cidade de Triunfo, há alguns dias atrás, mas poucas foram as citações da repetição do gesto de Paixão Côrtes e o Grupo dos Oito que, em 1947, procuraram a Liga de Defesa Nacional e contataram o Major Darcy Vignolli, responsável pela organização das festividades da “Semana da Pátria”, expressaram o desejo do grupo de se associarem aos festejos, propondo a possibilidade da retirada de uma centelha do “Fogo Simbólico da Pátria” para transformá-la em “Chama Crioula”, como um símbolo da união indissolúvel do Rio Grande à Pátria Mãe, e do desejo de que a mesma aquece o coração de todos os gaúchos e brasileiros durante até o dia 20 de setembro, data magna especial. Nessa oportunidade, Paixão recebeu o convite para montar uma guarda de gaúchos pilchados em honra ao herói farrapo. David Canabarro, que seria transladado de Sant’Ana do Livramento para Porto Alegre.

Paixão Côrtes, para atender o honroso convite, reuniu um piquete de oito gaúchos pilchados e, no dia 5 de setembro de 1947, prestaram a homenagem a Canabarro. Esse piquete hoje conhecido como o Grupo dos Oito, ou Piquete da Tradição. Primeira semente que seria seguida no ano seguinte, na criação do “35” CTG.
 
Vejam como a retirada da centelha no Colégio Militar:
 

Escrito por Cel Araújo


No final da tarde do dia 07 de setembro, em cerimônia havida no Pátio Plácido de Castro, no interior do Colégio Militar de Porto Alegre, foi encerrada a Semana da Pátria, com a extinção da Chama da Pátria, contando com a presença de autoridades civis e militares, de representações das Forças Armadas e da Brigada Militar, de membros da Liga de Defesa Nacional, de integrantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e de populares.

Antes de a Chama da Pátria ser ali extinta, um piquete de cavalarianos do Movimento Tradicionalista Gaúcho retirou dela uma centelha e a conduziu para o Acampamento Farroupilha, no Parque da Harmonia. Simultaneamente, outro piquete de cavalarianos buscou uma centelha da Chama Crioula na sede da Primeira Região do MTG, no Bairro Tristeza, centelha esta que é tirada da chama gerada em Triunfo e que percorre as estradas do Rio Grande do Sul a casco de cavalo, quando quase mil cavaleiros levam às 30 regiões do MTG aquele que é um dos símbolos dos festejos farroupilhas.  

Os dois piquetes se encontraram no Acampamento Farroupilha, onde ocorreu a solenidade de "fusão das centelhas", como manda a tradição que é seguida desde 1947. A Chama Crioula, gerada por essa fusão ígnea ficará acesa no Parque da Harmonia até dia 20 de Setembro, guardada 24 horas por dia em uma alternância de guardiões voluntários. 

O momento foi histórico e revestido de grande simbolismo para o Velho Casarão da Várzea e para o Movimento Tradicionalista Gaúcho, pois, pela primeira vez desde 1947, a retirada da centelha foi realizada em local diferente do Parque Farroupilha, indo acontecer, com muita propriedade, no vizinho e histórico prédio onde o Major de Cavalaria João Cezimbra Jacques, herói da Guerra do Paraguai e Instrutor da Escola Militar do Rio Grande do Sul, idealizou o livro "Ensaio Sobre os Costumes do Rio Grande do Sul" - obra pioneira sobre as tradições gaúchas. Servia ele no mesmo local quando, em 1898, com um grupo de militares, de alunos da Escola Militar e de civis, fundou o Grêmio Gaúcho, primeira entidade destinada ao estudo e ao culto das tradições gaúchas. 

Pelo seu pioneirismo e pelo excepcional conjunto de sua obra em prol das tradições do Rio Grande do Sul, o Major João Cezimbra Jacques foi agraciado com o honroso título de Patrono do Tradicionalismo Gaúcho, resolução tomada no 6º Congresso Tradicionalista Gaúcho, efetivado na cidade de Cachoeira do Sul em 1959, e patrocinada pelos ilustres Carlos Galvão Krebs e Antônio Augusto (Nico) Fagundes, então presidente e diretor administrativo, respectivamente, do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.

 
 
 

NÚCLEO DE PESQUISAS HISTÓRICAS


MAPEIA PROVÁVEL LOCAL DA BATALHA DO SEIVAL
 
Sr. Mario Salis

Por Cássio Lopes

Em trabalho de pesquisa de campo, integrantes do Núcleo de Pesquisas Históricas de Candiota-NPHCAN visitaram a propriedade do Sr. Mario Salis, localizada na estrada do Arbolito, Terceiro Distrito do Baú, interior do Município de Candiota. Na oportunidade foi conhecido o provável local da Batalha do Seival, ocorrida em dez de setembro de mil oitocentos e trinta e seis, onde foi proclamada a República Rio Grandense, após a vitória dos Farroupilha comandada pelo General Antônio de Souza Netto e Coronel Manoel Lucas de Oliveira sobre as forças legalistas chefiadas pelo Coronel João da Silva Tavares. Também foi conhecida a “Picada do Zeca Netto”, local que atravessa o Arroio Seival, onde o importante líder maragato fazia seus deslocamentos e manobras militares na revolução de mil novecentos e vinte e três.
 
O coronel legalista João da Silva Tavares tinha se refugiado no Uruguai, depois de reveses que sofreu em combates isolados. Voltou para a Província em setembro de mil oitocentos e trinta e seis, comandando uma força de quinhentos e sessenta homens, a maior parte recrutada entre rio-grandenses no exílio. Bem armado, Tavares provocou os farroupilhas, passando pela região de Candiota, território guarnecido pela tropa do coronel Antônio de Souza Netto, formada por quatrocentos soldados, muitos dos quais eram   uruguaios.

No dia dez de setembro, os inimigos se encontraram nas margens do Arroio Seival. Inicialmente houve pequena vantagem das forças imperiais, mas o cavalo de Silva Tavares, com o freio rebentado na peleia, disparou em velocidade, causando a impressão de fuga, mesmo entre seus comandados. A confusão entre eles foi aproveitada pelos cavaleiros de Netto, que atacaram com força redobrada. O resultado deste mal-entendido foi ficarem os revoltosos quase intactos, enquanto houve cento e oitenta mortos, sessenta e três feridos e mais de cem prisioneiros do lado dos imperiais. No dia seguinte, após a renhida luta, Netto marcha para o Campo dos Meneses onde proclama a INDEPENDÊNCIA DO RIO GRANDE DO SUL, sob a forma republicana.
 
Cássio Lopes, Presidente da entidade, relata que existem trincheiras de guerra nas barrancas do arroio, as quais foram usadas pelos farroupilhas na emboscada contra as forças do império. No Passo foram encontrados dois binóculos e três ponteiras de lanças. “Todas as evidências são concretas, nos levando a crer que esse Passo sobre o Arroio Seival, tem grandes possibilidades, de ter sido realmente o local onde se travou a batalha que culminou no feito mais importante da história Sul Rio Grandense.” Completa Lopes.  
 
Picada do Zeca Neto