"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro

RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
.

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

quarta-feira, 22 de maio de 2019

VIREI "MEME" KKKK


Uma postagem que fiz só por farra viralizou na internet com milhares de curtidas e compartilhamentos.

O brabo é que estão me mudando de cidade kkkkk mas a igreja ao fundo não vai permitir, não é verdade meu São Chico de Paula?

Cada vez mais fico impressionado com a força das redes sociais. Eu tento usá-las para o bem, mostrando que não devemos levar a vida somente aos encontros do cavalo, aos empurrões, com noticias ruins, mas com bom humor e alegria.

Abraço a todos


 
 
 
 
 

REPONTANDO DATAS / 22 DE MAIO


 


 
 Casarão onde funcionou o Grêmio Gaúcho de Porto Alegre
hoje é ponto de encontro de drogados

No dia 22 de maio, do ano de 1896, ocorreu em Porto Alegre o 1º Movimento Organizado de Tradição Gaúcha, dando origem a fundação do Grêmio Gaúcho de Porto Alegre, 2ª sociedade do gênero (a 1ª foi o Partenon Literário, em 1868).

Funcionou como sede do Grêmio Gaúcho de Porto Alegre, que teve como primeiro presidente o major João Cezimbra Jacques, hoje Patrono do Tradicionalismo, o casarão da foto, localizado no quarteirão formado pelas ruas Bispo Laranjeira, Sepé Tiaraju, Niterói e Carlos Barbosa, no Bairro Azenha, em Porto Alegre.

Tal casa que abrigou tantos intelectuais que praticamente começaram o culto ás nossas tradições, nos dias atuais, com 121 anos de existência, serve de abrigo a mendigos, moradores de rua e drogados.

Por iniciativa do saudoso vereador Bernardino Vendruscolo, foi proposto o tombamento de tal edificação e que a mesma servisse de sede do Museu do Gaúcho em projeto do mesmo vereador, aprovado pelo legislativo municipal e sancionado pelo prefeito. Os projetos, no entanto, esbarram nos trâmites burocráticos e na falta de dinheiro (que veio aos borbotões para a copa do mundo). 

 
 
 
saudoso vereador Bernardino Vendrusculo, um dos poucos
legisladores municipais que preocupou-se com a nossa cultura regional, 
propôs o tombamento da primeira sede do Grêmio Gaúcho.
 

 

terça-feira, 21 de maio de 2019

TRATATIVAS PARA O 63º RODEIO DE POETAS


 
Estiveram reunidos nesta segunda-feira pela manhã na sede da Estância da Poesia Crioula vates e membros da diretoria da entidade juntamente com coordenadores e anfitriões de São Lourenço do Sul, para tratativas do 63º Rodeio de Poetas Crioulos dias 28, 29 e 30 de junho, que acontecerá naquela cidade. 


Crédito foto: Marilene Huff



 

 
 
 

segunda-feira, 20 de maio de 2019

IDENTIDADE GAÚCHA - 143


 
 
 

3 º CONGRESSO ESTADUAL DE CULTURA




Bento Gonçalves sediou, entre os dias 15 e 17 de maio de 2019, o 3º Congresso Estadual de Cultura. O evento que objetivou fomentar o debate junto às empresas financiadoras, produtores culturais, empreendedores, agentes de cultura, artistas e trabalhadores da área  uma rediscussão intensa das leis que subsidiam os editais e projetos.
O evento foi transmitido pela Rádio Web Quero-quero.net durante a quinta (16) e sexta (17), por quase de 20 horas com pequenas interrupções para as refeições. O programa Identidade Gaúcha, apresentado de terça a quinta por Rogério Bastos e Liliane Pappen saiu do estúdio e foi para a Casa das Artes, em Bento, com programação pela manhã e tarde, cobrindo todos painéis e palestras.
Na programação, o evento contou com mais de 30 palestrantes, 10 oficinas e apresentações artísticas. Teve a participação especial do secretário estadual de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto, que foi muito elogiado, além de ter custeado as despesas para participar do evento e dar seu testemunho do que é possível. As audiências públicas da Assembleia Legislativa e da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, sobre as ações especiais do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) completaram o conclave. 
O chamado sistema "S", por envolver Sesi, Sesc, Senac e Senai foram representados pelo ex-secretário da cultura, Vitor Hugo (SESI) e pelo Gerente Silvio Bento (SESC). O mediador foi o dedicadíssimo Secretário da Cultura de bento Gonçalves, Evandro Soares.
Ana Luisa Fagundes, diretora de Economia criativa, da Secretaria de Estado da Cultura falou sobre os impactos da economia criativa. Paulo Waine – Gestor cultural e Luciano Ballen – Produtor Festival Música de Rua Caxias do Sul, completaram o painel.
Outro painel que chamou a atenção foi o Financiamento de Espaços Culturais, que teve Emilio Kallil (Fundação Iberê Camargo),  Tarcisio Falconi da Cunha (CTG Porteira da Restinga) e Cristina da Rosa (Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo).  A mediação foi de Rafael Ban Jacobsen – Presidente da Academia Rio-grandense de Letras. Ao final houve uma intervenção artística: "Performance de afirmação negra em honra a ancestralidade", com Indiara Tainan e Thiago D’Ossanha. 
O Painel: "a ausência de financiamento", teve como painelistas Luciano Fernandes (Presidente da Associação do Circo), Patrick Costa (Presidente do SINDIMUS), Fábio Cunha (Presidente do SATED) com a mediação de Marcelo Mugnol, do Jornal Pioneiro. Audiência Pública com as Ações Especiais do FAC teve a condução de Carmem Langaro e Rafael Balle (na foto abaixo, ao lado do maestro André Munari).
Os Grupos de Trabalho (GTs) ocuparam salas do hotel DAll'Onder, para debater os assuntos que foram , na parte final, para a audiência pública com a Assembleia legislativa.
GT 1 – Lei de Incentivo a Cultura do RS
Mediadores: Marlise Machado, Jorge Stocker Jr.,  José Edil de Lima Alves, Rogério Bastos.  
      GT 2 – Fundo de Apoio à Cultura FAC
Mediadores: Moreno Brasil,  Airton Ortiz, Ivo Benfato, Otávio Capoano.  
GT 3 – Ações especiais do FAC
Mediadores: Marcelo Restori, Gisele Meyer, Paula Simon Ribeiro, Luis Antônio Pereira.
      GT 4 – O financiamento nos Municípios
Mediadores: Marco Aurélio Alves, Joyce Reis, Paulo Campos de Campos, Liana Richter.
   As atividades do dia terminaram após o espetáculo: "Bela, Eu Feroz" - uma metáfora de nós mesmos.
Na manhã de sexta, 17, ainda com transmissão ao vivo pela rádio web Quero-quero.net, o painel: "Os Grandes Eventos e seu Financiamento" com Iara Sartori (Festival de Cinema de Gramado – Gramadotur), Nairoli Callegaro (MTG/ENART) e Jussara  Rodrigues (Feira do Livro de Porto Alegre). Teve a mediação do jornalista, ex-vice governador e atual Presidente da Fundação do Theatro São Pedro, Antônio Hohlfeldt. 
Um painel, muito esperado foi  "O Município e a Cultura". Este contou com a presença de Marcos André Piaia – Prefeito de Barra Funda, Josias Trento – Secretário de Cultura de Marau e do deputado estadual Sebastião Mello, com a mediação do Prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pazzin. 
         Piaia disse que a cidade respira cultura e que todo investimento feito tem retorno rápido e, acima de tudo a satisfação da comunidade. "Investir em cultura diminui os custos em saúde, educação e segurança. Basta gerir os recursos" - afirmou.
Com a mediação de Alexandre Lucchese – Editor de Cultura de ZH, Beatriz Araújo – Secretária de Cultura do RS e Gilberto Freire Neto – Secretário de Pernambuco falaram sobre "O Estado Financiador de Políticas Públicas". 
Por fim, os Grupos de Trabalho redigiram as manifestações e reivindicações dos diversos setores em relação ao financiamento de cultura do estado do Rio Grande do Sul para apresentar na "Audiência Pública da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do RS", com a presença da Deputada Estadual Sophia Cavedon (PT) e do Deputado Estadual Sebastião Mello (MDB), da Secretária de Estado da Cultura Beatriz Araújo, do Presidente do COnselho Estadual de Cultura, Marco Aurelio Alves, do Secretário Municipal de Cultura de Bento Gonçalves, Evandro Soares e do Diretor de Incentivo à Produção Cultural, do Ministério da Cidadania - Odecir Luiz Prata da Costa. 


 
O Congresso Estadual de Cultura reuniu grandes pensadores da cultura no estado como artistas, produtores, políticos, financiadores, fazedores de cultura e gestores culturais. Todos com o objetivo de buscar algum tipo de solução para o setor. A divergência de ideias, até mesmo quando se refere ao valor percentual investido pelo patrocinador na LIC (25%), de passar para 10%, foi motivo de muito debate. Perdeu quem não compareceu ao evento. Quem não discutiu e não apresentou sugestões de solução.
A classe artística e gestores começam a tentar se situar neste novo cenário que o Conselho Estadual de Cultura ofereceu, através de um Congresso, que teve debates em diversas cidades do Rio Grande do Sul antes de chegar em Bento Gonçalves. Apesar do tempo parecer ter sido pouco para tanta ideia, inclusive com o exemplo da Secretaria de Cultura de Pernambuco (case de sucesso) que explanou seu funcionamento, Marco Aurélio Alves classificou como positivo o conclave estadual: "Promovemos o diálogo, não deixamos as decisões fechadas em gabinetes e deixamos o setor inquieto, buscando soluções. Se em época de crise a solução é criar, então, como disse nosso palestrante na abertura (Werner Schünemann,) vamos criar as condições para sair dela" - comemorou Alves.
O prêmio "Movimento" será lançado no segundo semestre de 2019 - terá porte de R$ 200.000,00 - obtidos através de parceria com a iniciativa privada. "Um edital, no valor de R$ 3.000.000,00 será lançado pela Secretaria de Cultura, em junho, e deve contemplar amplo segmento da área cultural" - disse Ana Fagundes, diretora de Economia Criativa da Sedac.

Rogério Bastos – Assessoria Especial para eventos
Conselho Estadual de Cultura/RS


 

domingo, 19 de maio de 2019

RESULTADO DA 49ª CIRANDA DE PRENDAS


Mirim
1ª Prenda Mirim RS: Rafaela Prietsch dos Santos,CTG Mate Amargo, Rio Grande, 6ª RT
2ª Prenda Mirim RS: Amanda Bissani Tonial, Rincão da Roça Reúna, Veranópolis, 11ª RT
3ª Prenda Mirim RS:Yasmim dos Santos Ribas, CTG Mata Nativa, Canoas, 12ª RT
 
Juvenil
1ª Prenda Juvenil RS: Isabella Nunes da Silva, CTG Estância da Serra, Osório, 23ª RT
2ª Prenda Juvenil do RS: Taila Bergamin Kemerich, CTG Pousada dos Carreteiros, Cotiporã, 11ª RT
3ª Prenda Juvenil do RS: Gabriely Portela Ramos, CTG Sentinela do Pago, Marau,  7ª RT
 
Adulta
1ª Prenda: Gabriela Sarturi Rigão, DTG Noel Guarany, Santa Maria, 13ª RT.
2ª Prenda: Alessandra Hoppen, CTG Unidos pela Tradição Rio-Grandense, Carazinho, 7ª RT
3ª Prenda: Juliene da Cruz Carvalho, PL Timbaúva, Portão, 15ª RT
 
Fonte: Blog notícias do tradicionalismo gaúcho / Rogério Bastos

 
 
 

PRIMÓRDIOS DOS CONCURSOS DE PRENDAS


Enquanto aguardamos o resultado oficial da  49ª Ciranda Cultural de Prendas, que ocorreu de quinta-feira até a madrugada deste sábado, um belo evento promovido pelo MTG e que ocorreu no CTG Tropilha Crioula, na cidade de Lageado, vamos postar uma matéria que publicamos em nosso blog há vários anos e que foi resgatada pelo escritor Israel Lopes, aonde o programa de rádio Festança na Querência, apresentado por Dimas Costa e Paixão Côrtes descreveram como foi o primeiro destes concursos aonde o Rio Grande do Sul, em 1959,  homenageou pela primeira vez as suas prendas.  
 
 
 
 
Esta matéria é do JORNAL BOCA DA SERRA, de maio de 1998. Jornal que era de propriedade do amigo, poeta e historiador Léo Ribeiro de Souza. Nas páginas 2 e 3, ele estampou uma matéria, intitulada ORIGEM DAS FAIXAS E PRIMÓRDIOS DOS CONCURSOS DE PRENDAS. Ele diz: "O Primeiro Concurso para escolher, entre os CTGs do Estado, a dama gaúcha mais representativa do Atual Movimento, foi realizado em 1959, numa promoção da Rádio Gaúcha, através do programa Festança na Querência" Eram Dimas Costa e Paixão Côrtes que apresentavam esse programa. A vencedora, entre 30 candidatas, foi MARLY GUIMARÃES ZWETCH, que representava o CTG SINUELO DAS TRADIÇÕES, de Porto Alegre". 
 
Conforme a matéria do Léo Ribeiro de Souza. Essa foto que ela aparece entre DIMAS COSTA e PAIXÃO CÔRTES está no jornal. Com o meu respeito às MULHERES GAÚCHAS, publico, com a minha homenagem a todas as PRENDAS do nosso RIO GRANDE DO SUL.
 
Israel Lopes - Escritor e historiador


 

O EMBUÇADO DO ERVAL


 

Hilton Luiz Araldi

Mito e Poesia de Pedro Canga 
(do livro de Guilhermino César)
 
É quase um mito – Pedro Canga.  A tradição que dele ficou, esgarçada, nas cidades das campanhas, apresenta-o como soldado-poeta da Revolução Farroupilha. Afeito à guerra, como às lides do campo; sabendo montar, pealar, improvisar à viola. Sua vida real tem um recorte pouco preciso. Quase não ficou documento escrito sobre sua atividade, que se desenrolou toda em municípios da fronteira, a saber – Erval, Arroio Grande, Jaguarão, Bagé e Alegrete.
 
Não sabemos, assim, onde estudou, se é que fez estudos regulares. Suas poesias dizem que sim; revelam uma inteligência portadora de cultura incomum entre os habitantes daquela zona, nos primeiros decênios do século XIX. Mas a imaginação romântica insiste em dizer que não. Senta-lhe melhor, com efeito, a fama de “poeta rústico”, de “improvisador inculto”, que, “apenas sabia assinar o nome”.  Da sua destreza, em cima do cavalo, de lança na mão, ficou outra legenda que a história, de um lado, e a tradição oral, de outro, perpetuam.
 
O mito cresceu, chegou a impressionar a ficção; a falta de documentos contribuiu para isso. Em vez de um homem, o Capitão (ou Major?) Pedro Muniz Fagundes, cognominado Pedro Canga, entrou de esporas pelo romance adentro – encarnando o “monarca das coxilhas” na sua expressão mais pura.
Vejamos este lance em que ele é personagem de ficção:
 
“Nessas visitas ao posto da invernada costumava ver pelas costas e no fogão do umbu, um Gaúcho às direitas, de melenas caídas ao ombro, barba inteira, sempre de chiripá e esporas nazarenas, às vezes chimarreando, outras, tocando viola e cantando versos alegres, que me pareciam tristes pelo tom dolente das notas. Era mais um choro do que canto a sua cantoria. Não raro o Capitão Mingote atirava-lhe uma quadra já estudada, em desafio, como quem fez um chá-chá! De pelego ao touro empacado; e o trovador se vinha, sem titubiar, respondendo aquela, com floreios de língua; e seguia e seguia cantando no mais, sobre o mesmo assunto, como parelheiro que não para enquanto não chega ao laço da cancha. Pedro Canga era o nome desse cantor afamado corria mundo .”
 
Ou este outro:
 
“Entre os presentes estava o poeta dos poetas do Rio Grande, sempre com seu ar estranho de quem anda com um pé no sonho e outro na realidade. Vestido rigorosamente à gaúcha, desta vez de ceroulas de franja por cima das botas de potro, delicadamente lavradas, havia  cuidado bem da sua cabeleira abundante. Era um oficial de quem todos conheciam as proezas; era um campeiros às direitas, mas também um vate, um trovador capaz de prender a atenção na mais fina sociedade” (Felix Contreiras Rodrigues – Piá do Sul – Farrapo – (memórias de um cavalo) pág. 203).

“Passaremos a transcrever umas rimas de um destes bardos rústicos, que fora soldado farrapo, o qual apenas sabia assinar o nome :
 
Pode do mundo a grandeza
Reduzir-se toda ao nada,
E ver-se toda mudada
A ordem da natureza;
Essa vasta redondeza
Matizada de mil cores
Pode o autor dos autores
Mudá-la em céu de repente;
E desse modo igualmente
Pode o sol produzir flores.
 
João Cezimbra Jacques, em Ensaio sobre os Costumes do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Gundlach & Comp. 1882.
 
Mais grave, porém, é a assertiva de que se trata de um “brado rústico”, de um homem que “apenas sabia assinar o nome”. As poesias atribuídas ao embuçado do Erval são bastantes para desfazê-la.
 
Que trovador inculto, que apenas soubesse assinar o nome, seria capaz de produzir peças poéticas tão adubadas com os ingredientes da poesia clássica, como esta que nos ficou de Pedro Canga?
 
Ninguém pode fugir,
E se alguém raivoso o encara,
Cupido o arco prepara
Para seu peito ferir,
Te que a seus pés vem cair
Humilhado ao mundo seu.
Plutão mesmo suspendeu
Seus martírios e tormentos,
Té se abrandaram os ventos
No dia em que o amor nasceu.


 Biografia de Pedro Muniz Fagundes – segundo Manuel da Costa Medeiros
 
“Descendente do tronco dos Munizes, nasceu no Erval Pedro Muniz Fagundes, nos primeiros anos do século passado, ou talvez nos últimos do entepassado. Aprendeu a ler e escrever com o professor Costa Vale, e tanto se distinguiu que, antes de um ano, nada mais teve que aprender com o benemérito mestre.
 
Pedro Muniz quando entrou para a escola do mestre Vale já era moço, sendo levado  a aprender a ler e escrever pelo desejo de registrar as suas poesias, que produzia verdadeiramente inspiradas e de forma impecável desde menino.
 
Em 1835 serviu com Silva Tavares, quando rebentou a Revolução, desavisando-se com o seu chefe abandonou-o e refugiou-se no Uruguai. Em 1824 reconciliou-se com Silva Tavares e voltou a pegar em armas. Por esse tempo perdeu dois filhos, mortos em combate, fato que lhe inspirou uma de suas mais perfeitas e sentidas composições poéticas, infelizmente perdida. Constava a sentimental e impressionante composição de vinte e cinco quintilhas, correspondendo cada uma à sucessão do alfabeto, do A ao Z.
 
Eis a primeira:
Árvores que ouvis meu pranto,
Na medonha habitação
Não deve causar-lhe espanto
Ver-me assim em confusão
Coberto de negro manto.
 
Violento, satírico, feria os seus desafetos com mordaz veemência. Silva Tavares não escapou das suas terríveis sátiras. Contra ele dardejou uma décima:
 
Pelos sinais que tu tens
Já se pode ver quem és:
Cola fina, orelhas grandes,
Redondo dos quatro pés.
 
Pedro Muniz costumava registrar as suas poesias, o qual havia sido extraviado pelos ignorantes e negligentes filhos do poeta, perdendo-se assim a ocasião de glorificar este dileto filho das musas.
 
Pedro Fagundes, já depois de velho, fez um assassinato e foi processado, preso e condenado a desterro perpétuo para a Ilha de Fernando de Noronha. De lá fugiu e, desembarcando em Pernambuco, fez a travessia até Rio Grande a pé, ocultando-se pelos matos. Já então sua família residia no Arroio Grande, para onde se recolheu o desaventurado poeta, acabando seus dias em casa de um seu filho de nome Sérgio. A princípio vivia meio oculto e logo depois livremente, acobertado pela tolerância que as autoridades lhe concederam. 
 
Era Pedro violento e perigoso, e o assassinato que perpetrou foi cometido num momento de furioso ímpeto. Dispunha de uma força hercúlea que causava admiração aos centauros de seu tempo.
Pedro Muniz Fagundes creio ter morrido pelos anos de 1860 a 1865.”
 
Obs – Todo o texto foi transcrito do Livro (editado 1968). Portanto, erros de datas, de acentuação, português ou concordância ficam por conta do autor.
 
Significado de Embuçado - adj (part de embuçar) 1 Que se embuçou. 2 Disfarçado, dissimulado. sm O que tem o rosto oculto.

 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

AUGUSTE DE SAINT - HILAIRE NO RS


Resumo 41 - Viagem ao Rio Grande do Sul - Por: Jeandro Garcia
Maio de 1821 - Auguste de Saint-Hilaire
 


 RIO JACUÍ - ADMINISTRAÇÃO DAS ALDEIAS - FALTA DE HOSPITALIDADE

Saint Hilaire e seus companheiros chegam a margem do Rio Jacuí; e sua carroça passa apoiada em duas pirogas, dando muito trabalho a todos. Levando um dia inteiro contando a passagem dos bois, cavalos e cargas.

Logo foi muito bem recebido por um barqueiro, onde as casas da região tem seus telhados feitos de folhas de jerivá, que cortadas ao meio e sobrepostas funcionam exatamente como telhados de barro.

Relata que o Marechal Chagas começa com um bom governo na província, onde parecia ter afeição pelos índios e até o último momento parecia favorecer os homens desta raça. Porém demonstraria melhor esta amizade se tomasse providencias para evitar a decadência das aldeias, introduzido a vacinação, ensinado ofícios aos jovens e evitado que administradores enriquecessem as custas destes infelizes, desmoralizando-os e deixando-os morrer de fome.

Indicado a passar a noite na casa de um homem, pouco cordial, é informado que não possui bois para emprestar pois está cansado das frequentes humilhações impostas pelos soldados, que até poucos dias também lhe levaram o último cavalo. Havia a promessa de entregar na próxima estância, mas com certeza sabe que não o verá mais. Saint Hilaire se soubesse que seria assim por este caminho, certamente teria comprado bois qualquer preço.

Ao chegar próximo ao rio decidiu que deixaria na casa do barqueiro sua bagagem e atravessaria apenas as carroças, pois se aproximava uma tormenta. Foi recebido com muita rispidez, não querendo colocar em risco toda a jornada fez valer de seu título nobre e cartas de recomendação, jogando também duas patacas no chão do quarto.

Tendo pago, considerava-se no direito de não dormir na rua, sem dizer nada o homem preparou um quarto para acomodar suas bagagens. Mas acredita que seu título fez maior efeito do que o dinheiro.
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 16 de maio de 2019

E AGORA, JOSÉ?


Depois de ver a desumanidade daquela empresária jogando água na moradora de rua, em Esteio, me veio em mente esta que é uma das mais belas postagens que vi no face. O poema José.
 
O poema "José" de Carlos Drummond de Andrade foi publicado originalmente em 1942, na coletânea Poesias. Ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo na cidade grande, a sua falta de esperança e a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar. 

Mas talvez a mensagem mais importante contida neste poema é que somos finitos e que tudo (inclusive a arrogância) um dia termina.
 
 
José 

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José? 

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José? 

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora? 

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora? 

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José! 

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?


 

 

quarta-feira, 15 de maio de 2019

NOTA DE FALECIMENTO


Fonte: Blog Notícias do Tradicionalismo Gaúcho / Rogério Bastos

Albeni Carmo de Oliveira


          É com imensa tristeza, pesar e dor que comunicamos o falecimento do ícone da trova na 1ª Região Tradicionalista e no Rio Grande do Sul, Albeni Carmo de Oliveira. Trovador, Pajador, versejador e acima de tudo amigo dos amigos.
          Albeni parte muito cedo, aos 69 anos. Natural de São Vicente do Sul, brigadiano radicado na capital, ele parte e deixa dona Mariazinha, esposa que caminhava ao lado dele por todo Brasil, onde fosse trovar, avaliar ou mesmo tomar um mate e contar causos.
         Beni foi comunicador ao lado de Elomir Malta por muitos anos na Radio Parque do Parque da Harmonia e apresentador do Lonão do Acampamento Farroupilha, função que passaram a desempenhar quando ainda fazíamos as transformações no Parque da Harmonia. Elomir partiu ano passado e agora seu parceiro de microfone. Ainda gravou, hoje pela manhã na RBS TV, o Desafio dos trovadores em homenagem à Gildo de Freitas. E, à tarde, recebemos a triste noticia. 

"A vida é pra ser vivida
Pois não se sabe o final
E o patrão celestial
As vezes chama sem aviso
Por isso viver é preciso
Aproveitando a cada instante
Porque o céu é distante
Mas fica perto repente E ñ existe um vivente
Que um dia não vá partir
Por isso eu peço pra ti
O grande pai do universo
Receba aí o "Rei"do verso  
Nosso saudoso "BENI" 

- Homenagem de Fernando Espíndola do Alma Gauderia 

"Meu querido Amigo Irmão Beni. Muito triste receber esta notícia.

Que a alma do Albeni descanse na paz, nos braços do Patrão Divino, na Querência do Céu. Que sua esposa Maria, sua filha Thaís, toda sua Família encontre conforto na fé. Uma grande perda para a Família Tradicionalista e CBTGeana!!!" - Francisco Fighera, de São Paulo, com quem Albeni fez diversas parcerias em musicas e versos.
 
 

EU SOU ARTUR ARÃO


Por: Sergio Gaúcho Azevedo



Falando-se em bandoleiros do Rio Grande, não se pode deixar de mencionar o famoso Artur Arão, cujo verdadeiro nome era Artur Alberto de Melo. Nasceu no povoado de Giruá, município de Santo Ângelo, em 1904, Seu pai coronel Pedro Arão, chefe maragato, foi emboscado e assinado por seus inimigos políticos, nas margens do rio Uruguai, tendo os seus bens saqueados, de modo que sua família que era abastada, ficou na miséria sua mãe era dona Francelina Dornelles. 

Foi tropeiro, contrabandista, cometeu toda espécie de atrocidade num tempo onde “ser gaúcho era um delito”. Considerado bandido por uns e herói por outros, na década de 30, Artur Arão era notícia. Suas façanhas corriam de boca em boca nas 'pulperias e bolichos, nas vilas, povoados e cidades da região missioneira. 

O território de atuação de Artur Arão, foi a região missioneira, Santo Ângelo, Sete de Setembro, Giruá, Santiago, Guarani das Missões até Porto Xavier e municípios vizinhos, mas sua ação se estendeu também pelos estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e outros, para onde viajava, fugindo da polícia. Também agiu na Argentina, para onde contrabandeava gado roubado e emigrava nas horas de aperto.
   
Onde Costumava chegar, gritava: EU SOU ARTUR ARÃO, como se fosse um grito de guerra. Apreciava cachaça com açúcar. Misturava com o que estivesse à mão: uma colherzinha, o lápis do bolicheiro ou então o cano do revólver, quando queria deixar bem explícitas as suas intenções. Artur Arão para comer não tinha cerimônia: quando via um animal no campo, cortava o arame, abatia-o a tiros, assava um churrasco ali mesmo, colocava outro debaixo dos pelegos e a marcha continuava. Praticamente morava em cima do cavalo e dentro do seu poncho.
   
Participou em 1935 como capitão mercenário, do exército paraguaio, na Guerra do Chaco, travada entre aquele país e a Bolívia. Comandou uma companhia de infantaria, notabilizando-se por sua valentia e recebendo o codinome de 'El Capitán de Fierro'.
   
O episódio mais conhecido da saga de Artur Arão foi quando sobreviveu a um fuzilamento e uma execução. Perseguido, foi preso quando atingido por um tiro que lhe quebrou o braço. Foi levado para execução, quando ao enforcamento preferiu o fuzilamento. Sobreviveu, baleado, percorreu um quilômetro, até achar ajuda e levado para um hospital, onde tinha permanecido em coma por 18 dias. Passou três meses em tratamento e mais um de recuperação. ​Depois de ter se recuperado foi atrás de seus algozes e exterminou a todos.
   
Sua história foi publicada nos quatro livros escritos por Ludovico Meneghello, Eu Sou Artur Arão, Artur Arão O Vingador, Artur Arão Na Guerra do Chaco e A Volta de Artur Arão.
   
A morte de Artur Arão, entre tanta versões, a mais aceita, conta que foi assassinado em Itapiranga, Santa Catarina, num baile pediu para um rapaz para dançar uma marca com sua esposa, tendo este concordado. Dançando, convidou a moça para tomar um mate juntos. O marido concordou, quando Artur estendeu a mão para pegar a cuia o marido da jovem deferiu-lhe um golpe de facão na cabeça, Artur levou a mão para sacar o revolver 38, mas antes que pagasse o revólver recebeu outro golpe, vindo a morrer em menos de uma hora.
   
Artur Arão foi sepultado em um cemitério no município de Itapiranga, encerrando a sua história de bandoleiro.

 Fonte de Consulta: Os Últimos Bandoleiros a cavalo, Sejanes Dornelles.
 
 
 

terça-feira, 14 de maio de 2019

REPONTANDO DATAS / 14 DE MAIO



MORRE CESAR PASSARINHO 


Num dia 14 de maio do ano de 1998, morria no Hospital Saúde em Caxias do Sul, onde estava internado havia 43 dias tratando de um câncer no pulmão direito, o cantor uruguaianense nascido em 21 de Março de 1949, César Escoto, conhecido artisticamente como Cesar Passarinho, um dos maiores intérpretes de festivais do Rio Grande do Sul. O músico das milongas começou a carreira musical tocando nos bailes de Uruguaiana. Foi com a 3ª Califórnia, em 1973, que ele descobriu a música regionalista com a apresentação da composição Último Grito. Neste festival deixou registrado verdadeiros clássicos para o cancioneiro gaúcho como Negro da Gaita e Guri. Com quatro Calhandras de Ouro – troféu máximo da Califórnia da Canção Nativa – e a conquista de sete prêmios de melhor intérprete, Passarinho foi o mais destacado dos vencedores deste festival.
  
Discografia
  
    1983 - Fundamento
    1985 - Solito
    1988 - Negro de 35
    1991 - Assim no Más
    1993 - 18 Sucessos de César Passarinho
    1995 - De Alma Leve
    1996 - Milongueando essas Lembranças Tuas
 
 

III CONGRESSO ESTADUAL DE CULTURA




A comunidade cultural está convidada para o 3º Congresso Estadual de Cultura, que será realizado em Bento Gonçalves, entre os dias 15 e 17 de maio. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site www.eventoscultura.com.br. Está chegando o dia.
 
Este evento é um evento diferenciado e único na história da cultura do Rio Grande do Sul. Pela primeira vez serão ouvidos, em forma de congresso, os mais diferentes atores do universo cultural buscando propor políticas de financiamento que contemple as culturas populares, as ações continuadas, as manifestações artísticas e todas as ações que podem ou devem receber incentivo” — afirma Marco Aurélio Alves, presidente do Conselho Estadual de Cultura.
 
Quando o governo, tanto em âmbito municipal, estadual ou federal, vem aplicando cortes em programas, projetos e leis de fomento à cultura o 3ºCongresso Estadual se torna imprescindível para o debate. Entre as pautas a serem tratadas há temas relevantes e que sempre estiveram fora da mesa de discussões e, o financiamento de ações culturais populares, está entre elas. “O 1º Congresso aconteceu há mais de 30 anos, o 2º realizamos no ano passado e vamos dar continuidade a essas discussões” concluiu Alves.
 
Para fechar o Congresso, dia 17, ocorrerá a Audiência Pública da Assembleia Legislativa sobre financiamento da Cultural, seguido de painel com o resultado das discussões e debates desta edição do Congresso.
 
Programação do 3º Congresso Estadual de Cultura
 
Quarta-feira, dia 15 de maio:
18h30min - Abertura com a Orquestra Jovem da OSPA e palestra inaugural
 
Quinta-feira, 16 de maio:
9h - As Organizações da Sociedade Civil viabilizadoras
10h20min - O Sistema S e suas ações culturais
11h20min - A economia criativa e a economia
12h40min - intervalo para almoço
13h30min - O financiamento dos centros culturais
14h30min - o financiamento dos coletivos criativos
15h50min - Ausência de financiamento
17h - Financiamento sobre a perspectiva de culturas populares - Quilombolas, índios, diversidade
18h - Grupos de Trabalhos: O financiamento à Cultura
Motivadores: Presidentes de Entidades e Diretores das diversas instituições da SEDAC, Secretários ou técnicos ligados ao Conselho dos Dirigentes Municipais de Cultura (Codic)
Mediação: Conselheiros de Estado
20h - espetáculo convidado
 
Sexta-feira, 17 de maio:
9h - Os grandes eventos e seu financiamento
10h20min - O Estado Financiador das políticas
12h20min - intervalo para almoço
14h - Encontro de todos os Grupos de Trabalho para as conclusões sobre o financiamento
16h - Audiência Pública da Assembleia Legislativa sobre o financiamento da Cultura
17h30min - Resultado das discussões e debates dos Grupos de Trabalho
18h - encerramento do Congresso
 
Serviço:
O que: 3º Congresso Estadual de Cultura
Quando: 15 a 17 de maio
Onde: Casa das Artes – Bento Gonçalves
Inscrições gratuitas: www.eventoscultura.com.br
 
À disposição para mais informações
Rogério Bastos - 51 997658633
Assessoria Especial Eventos CEC
 
Contatos para entrevistas e informações:      
Evandro Soares (Sec Cultura) 54 992489450                                                                    
Marco Aurelio Alves (CEC): 51 980550088
 
 
 
 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

PROPOSTA DE MUDANÇAS NO PRÓ-CULTURA



O deputado Estadual Luiz Marenco (PDT), juntamente com os deputados Edegar Pretto e Zé Nunes (PT), apresentou um projeto de lei (PL 25/2019) que propõe alterações no Pró-cultura de modo a facilitar os patrocínios via Lei de Incentivo à Cultura no Estado. O texto prevê que os projetos de até R$ 1 milhão aprovados pelo Sistema LIC destinem 10%, e não mais os 25% atuais, ao FAC – Fundo de Apoio à Cultura. Na prática, isso deve significar maior adesão das empresas ao patrocínio da cultura através da renúncia fiscal, pois diminuirá o valor que a empresa deve investir de forma direta. Hoje, os patrocinadores devem fazer o aporte de 25% do valor total do projeto com recursos próprios. Se a proposta for aprovada, essa alíquota diminui para 10%. Dessa forma, objetiva-se que mais projetos sejam efetivamente executados, uma vez que que muitas das propostas aprovadas pelo sistema LIC não são colocados em prática por falta de captação dos recursos.
 
Esta é uma reivindicação antiga dos agentes culturais do Estado, que chegou à Assembleia através do grupo “Todos Pela Cultura”, formado por produtores e por representantes da classe artística. “Tenho a cultura como prioridade do mandato, pois sei que é um investimento que retorna para a sociedade, não só economicamente como também em bem-estar social. A cultura é transformadora, promove a inclusão, e precisa de investimentos. Acredito que este projeto é um avanço importante no mecanismo de financiamento à cultura, e pode gerar um aumento da produção e circulação de eventos e atividades artísticas no Estado”, diz Marenco.

 
 
Crédito das fotos: Leandro Molina
 
Mariana Pires
Jornalista – Gab. Dep. Luiz Marenco
051 32101473 - 996669083
 
 
 

domingo, 12 de maio de 2019

MÃE É... MÃE.





Na foto acima, Doralice Ribeiro de Souza, minha mãe que, se viva estivesse neste dia 09 de maio estaria completando mais um aniversário.

Se os amigos me permitem, na imagem de minha Mãe, quero desejar a todas as Mães desta existência, saúde e paz. E se você ainda tem a alegria de desfrutar do convívio de sua Mãe, abrace-a, beije-a, escute-a, converse com ela, porque... Mãe é única, como é única a palavra Mãe. Não há nada que rime com Mãe, não há nada que se compare com Mãe, não há amor igual ao de Mãe.

A vocês neste dia, FLOR DO CAMPO, um poema de minha lavra que compus no bater da saudade.

Os meus sonhos se avivaram
de luzes, povo e distância
quando deixei minhas ânsias
seguirem seu rumo em frente.
No lugar onde nasci
ficaram restos de mim
e uma tristeza sem fim
nos olhos de minha gente.

Busquei horizontes largos,
cruzei fronteiras e serras,
na solidão das taperas
me fiz homem ainda guri.
Fui braço nas semeaduras,
fui folha ao sopro do vento
e pra contar falta tempo
histórias que já vivi.

Eu vi milênios de fé
nos arcanjos dos vitrais,
nas portas das catedrais
vi orgulho e vi pobreza.
Tive mulheres formosas,
razões de perder a calma,
tive outras que na alma
guardavam sua beleza.

De tudo, o que mais recordo
é alguém de cabelos brancos,
pureza de flor-do-campo,
ternura sempre ao dispor.
Minha Mãe, quanta saudade,
que trago tempos após....
Ainda escuto tua voz
falando coisas de amor.
 
 
 

sábado, 11 de maio de 2019

FESTEJOS FARROUPILHAS 2019


CÉSAR OLIVEIRA É O PATRONO
 
O músico regionalista, César Oliveira, da dupla César Oliveira & Rogério Melo, foi escolhido como patrono da Semana Farroupilha 2019 e entra para o rol daqueles que foram homenageados pelo estado do Rio grande do Sul, desde 2005, quando Luiz Menezes foi o escolhido.

 
Patronos dos festejos farroupilhas desde 2005
2005 – Luiz Alberto de Menezes
2006 – João Carlos D’Avila Paixão Cortes
2007 – Antonio Augusto Fagundes
2008 – Wilmar Winck de Souza
2009 – Telmo de Lima Freitas
2010 – Rodi Pedro Borghetti
2011 – Alcy José de Vargas Cheuiche
2012 – Nilza Lessa
2013 – Nésio Correa – Gildinho dos Monarcas
2014 – Benajmim Feltrin Netto
2015 – Padre Amadeu Gomes Canellas
2016 – Zeno Dias Chaves
2017 – Elma Sant’Anna
2018 – Renato Borghetti


2019 - Cesar Oliveira
            A escolha de Cesar foi feita pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, que se reuniu segunda feira e definiu a vida e a obra de Paixão Côrtes como o tema do maior evento de tradição e folclore do Rio Grande do Sul que começa, este ano, nos dias 16 e 17 de agosto, com o acendimento da Chama Crioula, em Tenente Portela. 

       A cidade deverá ser o centro do tradicionalismo neste ano, pois são esperadas mais de 1500 pessoas ao acendimento da chama, para que as regiões tradicionalistas saiam do município carregando o símbolo dos Festejos que se espalhará por todo o estado e também para fora dele. E o Patrono estará lá, como seus outros 14 antecessores estiveram, entre eles, Paixão Cortes em 2006.

Fonte: Blog Notícias do Tradicionalismo Gaúcho / Rogério Bastos





sexta-feira, 10 de maio de 2019

AUGUSTE DE SAINT - HILAIRE NO RS


Resumo 40 - Viagem ao Rio Grande do Sul
Maio de 1821 - Auguste de Saint-Hilaire / Por: Jeandro Garcia
 

Confiscos - Recusas de recompensas - Respeito x cordialidade

Hospeda-se na Estância Potreiro da Estiva, o proprietário, assim como os outros, queixa-se muito dos bois e cavalos requisitados pelos soldados. Prometem deixar na próxima estância, mas nunca fazem, por vezes são levados para muito longe, e quando já cansados são abandonados e lhes cortam as pontas das orelhas, como marca da propriedade real.

Como tudo é feito com arbítrio e violência, não se observa nenhuma regra nas requisições, não consultam seus comandantes e até mesmo roubam os animais soltos no campo, assim toda carga cai sobre os proprietários vizinhos as estradas.

Em outra estância envia um de seus soldados para conseguir bois e deram-lhe quatro juntas, embora não tenha exibido sua portaria e o soldados estivesse a paisana. Isso prova como já estão acostumados a este tipo de aborrecimento.

Quanto a Saint Hilaire, sempre que faz o pedido de bois tenta ser muito respeitoso e oferece recompensa, que sempre é recusada. Ao contrário de Minas Gerais onde quanto mais se esforçava em ser agradável, melhor recebido era, já aqui devido ao sistema militarizado não acreditavam que algum homem simples e honesto mereça ser respeitado. Quanto mais procura usar de simplicidade, menos respeito tem em retorno.

Hoje e sexta-feira Santa, todos jejuam com muito rigor. Seus hospedeiros apenas serviram pão e água. Curiosamente seu empregado Mariano foi o primeiro a falar do jejum, até recusando cachaça, mas passou o dia fazendo zombarias sobre Deus e os santos.