"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro


RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA

domingo, 24 de janeiro de 2021

OLHA A MANGUEIRA AÍ GEEENTE !!

 

Como hoje é domingo, vamos contar um causo de procissão. 



È muito comum nas pequenas comunidades deste interior gaúcho, nos dias de festas dos padroeiros, a procissão fazer parte dos cultos religiosos, onde os fiéis saem em oratória pelas ruelas desparelhas das cidadezinhas.

Nunca esqueço, quando fui candidato a vice-prefeito de São Francisco de Paula, lá no Campestre do Tigre, um lugar esquecido pelo tempo, na festa do santo padroeiro (que não recordo o nome), quando eu e o Nilson Monarca saímos paleteando o andor com a imagem do santo, a comitiva de atrás, um padre puxando as rezas e, ao seu lado um gaiteiro que tocava “Que Linda é Minha Terra”, uma valsa do saudoso Honeyde Bertussi.

Pois Bueno. O causo que conto agora tem muito a ver com tudo isto:

Num domingo pela manhã numa destas festas interioranas, vinha a procissão em suas rezas e cantorias trazendo a santa padroeira do distrito com o andor todo ornamentado em verde e rosa.

Na passagem diante do bolicho da rodoviária estava o Antero, na frente da venda, duro de trago, já borracho aquela hora da matina. Vocês já repararam que onde tem música, comício e procissão, sempre tem um bêbado na volta?

Pois bem. Ao ver aproximando-se a romaria, com aquela santa decorada em verde e rosa, o Antero prendeu o grito:

- Olha a mangueira aí geeeeente!!!!!!!!!!!!!!!

Foi o motivo para o padre enlouquecer e descarregar sua ira contra o Antero, que mal parava em pé diante da bodega.

- Seu excomungado!!! - Onde está sua fé?????!!!! - Não respeita nem uma imagem sagrada???!!!!

Andaram mais um pouco e logo adiante o andor bateu no galho de uma linda mangueira que era sombra e pousada dos tropeiros da região. Uma enorme árvore. 

A imagem da santa espatifou-se no chão com cacos de gesso para todos os lados.

Aí foi a vez do Antero estufar o peito e arrematar:

- EU AVISEI, MAS O PADRECO É TODO ESTRESSADINHO.......


COMEMORAÇÃO ESTRANHA

 

Estamos começando a lida do blog um pouco mais tarde - madrugada de lagarto, meio dia, com sol alto - fruto de uma ressaca aonde não teve nem muito alcool nem pouco sono, mas uma coisa estranha. A ausência dos amigos em minha comemoração natalícia. 

Quando eu era criança minha família não tinha o costume de festejar esse dia. Uma feita, fui saber que meu pai estava de aniversário de noite, quando minha mãe pediu para lhe dar um abraço. Quando moço, com a rapaziada, passei a comemorar a data que é a mais importante na vida de cada um mas só fui dar valor a esta festividade quando passei a namorar minha esposa. Em sua família não se deixa passar nada em branco no que refere-se a este momento tão significativo.

Pois ontem, aconteceu esta ambiguidade, ou seja, feliz por completar mais um ano de existência, com saúde, mas longe dos meus filhos, parentes e demais amigos. Tudo isso, fruto deste momento único que estamos atravessando. Contudo, tem que ser assim. Estamos na reta final e não podemos facilitar. 

O que me consola foi as centenas de mensagens de carinho que me chegaram de todas as formas e de todos os rincões, e as quais estou respondendo uma a uma (sem copiar+colar) de forma pessoal. Que leve uma semana, mas vou retribuir a todos. Nestas horas percebemos o quanto somos queridos.  

Senti falta, entretanto, de uma pessoa que nesta data sempre me cumprimentava, ou por telefone, ou por mensagens de voz no whats, por vezes com a fala rouca, cansada, mas sempre relembrando de nossa amizade. Mas senti tua presença, meu fraterno Porca Véia. 


            

sábado, 23 de janeiro de 2021

 



Hoje completo 65 janeiros. É uma bela idade. Desde que brotei no mundo por mãos da Dona Augustinha, parteira de campanha lá pela legendária Contendas, passei por alguns bocados. Tudo me serviu de lição. 

Pois nesta balda de escritor resolvi, no dia-a-dia, ir anotando ditos, alguns de minha marca, outros recolhidos e adaptados, que me serviram de "auto-ajuda gaudéria" (rsrsrsr) e reculutei tudo num livro que está para ser lançado.

Neste meu natalício deixo algumas destas seclas torcendo para que em 23 de janeiro do ano que vem eu possa abraçar cada um de vocês.  

 

SOBRE VIVÊNCIAS DE UM GAÚCHO ANTIGO


- Sofrene o pingo se enveredar pra fuzarca. Se não puder evitar, saia batendo na marca.

- Não saia atirando os encontros em prenda comprometida. Reserva não é covardia.  

- Nestas andanças reiúnas olha bem quem tu adula. Cuida a dianteira do boi e a traseira da mula. 

- Não permita que tomem decisões por você. A faca é quem comanda o tamanho da bainha. 

- Seja prudente. Ao galope, que é fervura, prefira o trote, que dura.

- Proseie de forma direta, sem entrelinhas ou ironias. Seja reto como goela de joão-grande (pássaro com garganta comprida).

- Cumprimente com mão firme e sem olhar de mormaço. Não se entusiasme, também, com muito beijo e abraço.    

- Trate bem os animais. Meu cavalo é um irmão de tomar água em balde e comer milho na mão.   

- Reflita ao decidir. Antes de montar na onça pense em como vai bolear a perna.   

- Não se engrandeça. Tem muito índio gavola que vive arrastando a cola.   

- Não julgue os outros. Quem nunca se perdeu numas carreiras, num litro de canha, num rabo de saia? Seja juiz de si mesmo.

- Tolere até esticar a corda. Depois, não leve ofensas para o rancho (nem que tenha que dormir numa pensão).

- A convivência pode induzir seu comportamento. Cuide-se, portanto. Cavalo passarinheiro não é um bom companheiro.   

- Preze sua liberdade. Nos rumos que o mundo entalha ande sempre sem cangalha.  

- Em política, não confie em sorrisos largos. Lembre do autoconfiante candidato que proferiu: - Ao terminar a contagem dos votos minha mulher vai dormir com o futuro prefeito. Ocorre que ele perdeu...

- Observe quem anda triste ao seu redor. Um quebra-costelas (abraço forte) resolve muitos problemas.

- Quando estiveres nos pés da égua, dois ou três se lembrarão de você. Cuide-se, portanto.

- O bom patrão não espera o capataz orque quem manda e desmanda deve saber como faz. 

- Não é o som das esporas que anuncia tua chegada mas o respeito que trazes, fruto de anos de estrada. 

- Orgulhe-se de seu labor. O violão não te faz ocioso. Suas cordas arrastam seu pão pra mesa.  

- Preserve suas origens. Podem tirar seu corpo do campo mas não tiram o campo de sua alma.

- Busque sempre a perfeição naquilo que for fazer. A carroça com desleixo tranca a roda e quebra o eixo.

- Nem piores, nem "os tais". O respeito as diferenças faz de nós, seres iguais.

- As pessoas que você ama devem estar na primeira classe nesta viagem da vida.

- Ser famoso é diferente de ser importante. Meus pais não eram famosos.

- Mãe. As varas de marmelo nas minhas pernas deixaram marcas de gratidões eternas. 

- Não se arrisque por pouca coisa. Se ao sol vagueia o sorro, as goelas lhe vai o cachorro. 

- Não se dê por derrotado. Não é por gosto que se anda embretado.

- Valoriza o que é seu. O ninho do vira-bosta foi outro que concebeu. 

- Tchê. Ao vício não te entrega. A coragem de cachaça é labareda em macega. 

- Dê atenção a sua morada. Zorrilho em volta das casas periga os bichos de asa.  

- Não queira abraçar o mundo. Tropa mui grande e pesada, acaba sendo judiada. 

- O que está feito... Está feito. E deixa morto o assunto pois não é a vela acesa que vai acordar defunto.

- Siga suas intuições. Vaqueano que o rumo indaga é bainha sem adaga.  

- Não ande na solidão. Uma coisa é cantar só outra é cantar com violão.   

- Não tenha medo do erro e nem da porta que fecha. Não vá pintar o seu alvo depois que atirar a flecha. 

 



sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

BOA CONVERSA = ENTENDIMENTO


Em reunião realizada no dia de hoje com os três candidatos a Presidência do Conselho Diretor do MTG, Silvânia Affonso, Manoelito Carlos Savaris e Fabiano Vencato, junto à Presidente Gilda Galeazzi, decidiu-se por unanimidade e em nome da união e harmonia do Movimento Tradicionalista Gaúcho, que a eleição para o Conselho Diretor será de forma presencial regionalizada, observando todas as medidas sanitárias para o combate ao COVID-19. Além desta decisão, a finalidade da reunião resumiu-se na necessidade de estabelecer um diálogo entre a atual administração e a posterior, a fim de uma transição tranquila e transparente.



UMA FRASE UNIVERSAL

 

A melhor frase que extraí do belo discurso de posse do novo presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, foi: "podemos divergir, mas divergir em paz". 

Mas aí o leitor poderá perguntar: O que tem a ver com a cultura regional gaúcha? 

Respondemos que, no momento atual, a frase é universal. Cabe para os ranços políticos, religiosos, futebolísticos, raciais e até para nossa cultura, sim, ou alguém ainda tem paciência para ouvir disputas e ladainhas sobre gaúcho raíz ou gaúcho nutella, largura de bombacha, eu conheço o MTG tu não conhece, música galponeira ou música nativista...? 

 



O CAVALO SEM CAVALEIRO


Foto: Correio do Povo

 

Uma das cenas mais tristes para mim é quando vejo, em um funeral, a imagem do cavalo sem seu dono. Isto ocorreu novamente ontem, nas cerimônias de enterro do General Miotto, da arma de cavalaria. 

Aqui no Rio Grande do Sul esta cena é muito comum. Eu mesmo já participei de alguns cortejos aonde o animal acompanhava o corpo inerte de seu parceiro de lidas e festas.  

Outro detalhe que chama a atenção neste simbolismo são as botas de quem parte deste plano, no estrivo, viradas ao contrário. 

Mas qual a origem desta triste despedida? 

Acredita-se que o costume remonte à época de Genghis Khan, quando um cavalo era sacrificado para servir ao guerreiro caído no outro mundo. 

O cavalo sem cavaleiro mais tarde passou a simbolizar um guerreiro que não cavalgaria mais. 

Nos Estados Unidos, o cavalo sem cavaleiro faz parte das honras militares dadas a um oficial do Exército ou do Corpo de Fuzileiros Navais que foi coronel ou superior; inclui o Presidente, por ter sido o comandante-chefe do país, também com as botas e esporas de seu ex-cavaleiro invertidas nos estribos. 

Tradicionalmente, botas de montaria pretas simples são invertidas nos estribos para representar um comandante caído olhando para trás em suas tropas pela última vez e como forma de transporte do corpo de forma nobre, ainda à cavalo, as botas invertidas representam tudo isso em um cortejo fúnebre, uma homenagem ao seu dono caído, mas o espírito guerreiro segue à cavalo. Tal ato também é muito usado nos combates sulistas e cisplatinos do Brasil Império originando tal ato por todo nosso Estado.  


Funeral de Antonio Augusto Fagundes
Foto: Léo Ribeiro





quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

BEM CUIDADOS, OS NOSSOS MONUMENTOS !



É claro que o título da matéria contém ironia. Nossos memoriais estão jogados as traças, ou melhor, aos vândalos. Esta obra do escultor Xico Stockinger é apenas um exemplo. Sua filha, há pouco tempo, reclamou deste descaso do poder público. 

Na verdade somos um povo com pouca ou nenhuma preocupação em relação as nossas memórias culturais.     

Uma pena. 





Francisco Alexandre Stockinger (Traun, Áustria 1919 - Porto Alegre RS 2009). Escultor, gravador, desenhista, caricaturista, xilógrafo, professor. Vem para o Brasil em 1921. Em 1929, fixa-se em São Paulo e faz curso de desenho com Anita Malfatti (1889-1964) no Colégio Mackenzie. Em 1937, passa a viver no Rio de Janeiro e inicia estudos no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro em 1946. Trava contato com Bruno Giorgi (1905-1993), e freqüenta o ateliê do artista, no antigo hospício da Praia Vermelha, entre 1947 e 1950. Convive também com Oswaldo Goeldi (1895-961), Marcelo Grassmann (1925-2013) e Maria Leontina (1917-1984). Realiza caricaturas e charges políticas para jornais. Em 1954, transfere-se para Porto Alegre, para trabalhar na diagramação do jornal A Hora. Nesse período, começa a realizar xilogravuras. Em 1956, ano em que se naturaliza brasileiro, é eleito presidente da Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, cargo que ocupa em 1957 e em 1978. É fundador e primeiro diretor do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre, em 1961, e diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - Margs e da Divisão de Artes do Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, em 1967. Ministra curso de escultura com modelo vivo com Vasco Prado (1914-1998), no Margs em 1985. Recebe, em 1994, o título de cidadão honorário de Porto Alegre e, em 1997, o prêmio do Ministério da Cultura na área de artes plásticas. 


O GRANDE RODEIO CORINGA

 

Ontem publicamos sobre o nascimento de Dimas Costa e muitos leitores fizeram contato querendo saber mais um pouco sobre o programa Grande Rodeio Coringa, dominical radiofônico que marcou época em nosso estado, citado na matéria. 

Ainda criança, morando na Aratinga, lembro que meu pai retirava a bateria do seu ônibus para colocar no rádio quando esperávamos ansiosamente esquentar as válvulas da "caixa falante" e, com a família reunida na volta, escutar as trovas, declamações e cantorias.
 
Para aqueles mais novos que não conheceram tal programa, sempre feito ao vivo com os artistas de renome do Rio Grande, publicamos abaixo um texto do nosso amigo, escritor e poeta Dr. Israel Lopes.     

Darcy Fagundes e Dimas Costa, na apresentação do programa
 Grande Rodeio Coringa,
 
Coluna Regionalismo
Por ISRAEL LOPES
Advogado e Pesquisador da Música Regional

O GRANDE RODEIO

No artigo anterior, falei que no início do programa regionalista “Grande Rodeio”, os apresentadores foram Paixão e Dimas. No entanto, a participação do Dimas foi quando saiu o Paixão. Paixão Côrtes, em 1953 apresentou o “Festa no Galpão” na Rádio Farroupilha, que foi o primeiro programa gauchesco de auditório, onde se apresentavam pilchados, interpretando danças folclóricas. Então, na época, chegou a Porto Alegre, o paulista Octávio Augusto Vampré, para reestruturar a Rádio Farroupilha. Paixão Côrtes, diz no livro “Falando em Tradição & Folclore Gaúcho – Excertos Jornalísticos (1981):

“Tivemos, o privilégio de, a convite de nosso diretor artístico, Vampré, participar da estrutura definitiva de um novo programa, que foi lançado a 1º de maio de 1955, com nossa animação e de Darcy Fagundes, com o nome de Grande Rodeio Coringa”.

Darcy Fagundes, “O Gaúcho Vaqueano do Rádio”, participou desde o primeiro programa ao lado do Paixão, depois ao lado do Dimas e até o final ao lado do Luiz Menezes. Com a saída do Paixão, aí é que entra a participação do Dimas, no Grande Rodeio, a convite do próprio Darcy Fagundes, como esclarece o folclorista Antonio Augusto Fagundes, na matéria “A Verdade sobre o Grande Rodeio Coringa”, na ZH, de 15 de abril de 1989:

“ Aí ele mesmo lembrou de um moço de Bagé que redigia como free lancer uns textos para a emissora, onde entrava o gauchismo, uns versos crioulos, de vez em quando. Seu nome era Dimas Costa. (...). Nasceu, assim, a dupla Darcy Fagundes e Dimas Costa, que durou muito pouco: em seguida, o Maurício Sobrinho chamou o Paixão (Maurício tinha comprado a Rádio Gaúcha e queria botar no ar um programa no horário do Grande Rodeio Coringa e à altura daquele da rádio rival, a Farroupilha)”.

Com a ida de Paixão para a Rádio Gaúcha, ele levou o Dimas e apresentaram o programa de auditório “Festança na Querência” (de 1957 a 1962) aos domingos, das 20 às 21 horas. Com a saída de Dimas, Antonio Augusto Fagundes, conhecia o compositor Luiz Menezes, que se apresentava no programa “Campereadas”, do Lauro Rodrigues, na Rádio Gaúcha, então sugeriu a Darcy Fagundes que o convidasse, na apresentação do Grande Rodeio Coringa, que depois passou a ser Grande Rodeio Farroupilha, também apresentado aos domingos, mas no horário das 21 às 22 horas. Foi, sem dúvida, o maior programa de auditório de todos os tempos no Rio Grande do Sul, por onde passaram os principais nomes da música regional gaúcha, da época, que iam surgindo até o final da década de 1970 enquanto o programa se manteve no ar.

(Publicado no Jornal Armazém da Cultura de São Borja, edição de novembro de 2011)


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

NOTA

 

O deputado Luiz Fernando Mainardi (PT) desistiu de propor à  Assembleia um projeto para alterar a letra do Hino Riograndense. Mainardi argumenta que pretendia unir, mas que “a iniciativa acabou, paradoxalmente, por incentivar nossas divisões”.



 


NA SOLIDÃO DE UM CHAMAMÉ

Letra: Léo Ribeiro / Música: Adriano Claro
Interpretação: José  Claro / Gabriel Claro e Grupo Floreio



FOTO / POEMA




Foto: Angela Castilhos Teixeira

Poema: Cândido Brasil


CAMPO ABERTO


Campo aberto, sobejo... Onde o pago suspira,

O vento toca sua lira com um campeiro arpejo

E o senhor tempo, andejo, ao tranquito se embala,

Com seus passos de bengala, entre um e outro bocejo...


Campo aberto, moldura... De paisagens multicores,

De personagens, olores, espraiados na lonjura,

Com nuanças de ternura e adornos transcendidos,

Docemente concebidos do ventre da mãe natura.


Campo aberto, magia... No despertar das manhãs,

Com vozes anfitriãs ecoando na geografia,

Em rústica sinfonia decantada amiúde,

Com o hálito do açude saudando raiar do dia.


Campo aberto, altar... Para salmos, orações,

Galanteios e canções, na arte de conquistar,

Bandos de cores a voar, com gorjeios de alegria,

Espalhando poesia emplumada pelo ar.


Campo aberto, rocio... Capão de mato fechado,

Barbas de bode em bailado, sarandeando em estio,

Murmúrio de água no rio, cochichando num mergulho,

Espumas ao pedregulho com limos de arrepio.


Campo aberto, fortim... Feito de terra e de pedra,

Onde o verdejo se medra entre touceira e cupim,

Timbre com som de clarim em bico de bem te vi,

Proteção de "laus sus cri" e guarda de camoatim.


Campo aberto, remanso... De reses e cavalhadas,

Pelagens descortinadas no silêncio do descanso,

Seres de espírito manso a ruminar o capim,

Esperando pelo fim do senhor tempo em avanço.


Campo aberto, mundéu... Prendedor de tardes mansas,

Casulo de remembranças cabresteadas a lo léu,

Condomínio de téu-téu, que desperta num estorvo,

Com asas negras de corvo em cruz flutuando no céu.


Campo aberto, fronteira... Cortada por corredor,

Artéria que vai compor armas, brasão e bandeira,

Da velha pátria campeira que tem coração no mapa

E aos olhos se destapa no cruzar d’uma porteira.


Campo aberto, cartilha... De seleção natural,

Vertebrado e vegetal comungando maravilhas,

Sepilhado de coxilha com rodeios casuais

E saltos ornamentais de insetos nas flexilhas.


Campo aberto, memória... Na tarca de tempos idos,

Combates enaltecidos nas páginas da história,

Pretérita trajetória, pra formação no presente,

De um futuro decente,pra geração sucessória.


Campo aberto, reponte... De ágeis sombras andarengas,

Véus de nuvens avoengas que se desfraldam defronte,

No consagrado apronte do encontro em lampejo,

Do dia e noite num beijo, sobre a linha do horizonte.


Campo aberto, missal... De causos, lendas e medos,

Território de segredos em guarnição eternal,

Bênção de pia batismal com rosários sacrossantos,

Que espantam sarapantos dos ermos do matagal.


Campo aberto, encerra... De um mundo singular,

Com aura crepuscular, onde a visão se descerra

E o sentimento aferra, com sinete de certeza,

Que esta rural beleza é um naco do céu na terra.


Campo aberto, cenário... De coloridos matizes

Fauna e flora em raízes de perfeito relicário

E o senhor tempo, lendário, com sua sapiência certeira

Abre e fecha a porteira das folhas do calendário.



REPONTANDO DATAS / 20 DE JANEIRO

 


Num dia 20 de janeiro, do ano de 1926 nascia em Bagé

DIMAS COSTA

Dimas Costa, o Xiru Divertido 

 
Poeta e radialista, apresentador do programa Grande Rodeio Coringa, Dimas Nogues Costa. O Xiru Divertido, como era conhecido, comandou, na Rádio Farroupilha de Porto Alegre, nos anos 50, os programas Festança na Querência, Céu e Campo, Entardecer na Querência, Pelos Caminhos do Pago e Alma do Rio Grande.

Foi poeta com 12 obras editadas e, mais ao final de sua carreira literária, dedicou-se a criar poemas para mulheres e crianças declamarem.

Como compositor foi autor do conhecido Parabéns Crioulo, em parceria com Eleu Salvador. Teve atuação no cinema voltado também a temas regionalistas, onde trabalhou como ator em oito longas metragens.

O seu poema mais conhecido tem por título A Morte do Brigadiano e começa desta maneira:

Houve o tempo em que a "folha"
era a arma respeitada,
pois assim era chamada
a espada do brigadiano.
E nas pendengas do pago,
quando a indiada se atracava,
muitas vezes ela cantava
no lombo de algum paisano.


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

CONVENÇÃO DO MTG

 



Em Convenção Tradicionalista realizada ontem a noite, a proposta de um novo turno para a eleição do MTG foi retirada pelo autor
Durante a 89ª Convenção Tradicionalista, ocorrida ontem em caráter extraordinário, foi apreciada a proposição do Vice-Presidente Artístico do MTG, Valmir Bohmer, a qual previa a realização de um novo turno caso haja mais de duas chapas para a eleição ao Conselho Diretor, e nenhuma obtenha mais de 50% dos votos válidos. A proposta, no entanto, foi retirada pelo autor, após a manifestação contrária de alguns tradicionalistas.
A relatoria apresentou seu parecer, expressando ser contrária a proposta, e ainda, considerando que a proposição seria relevante se a alteração tivesse validade a partir do ano seguinte. Após relatos de três convencionais que também se mantiveram contrários à proposta, a autoria decidiu pela retirada da mesma.
As eleições para o Conselho Diretor do MTG devem acontecer no dia 27 de fevereiro de 2021.

 

Segundo meu amigo Valter Portalete esta é a legítima 

MILONGA ABAIXO DE MAU TEMPO






TRAILER:  BOCHINCHO - O FILME




 

SOLUÇÃO FILMES APRESENTA:

 

FLORÊNCIO GUERRA & SEU CAVALO



Em 2020, a obra do imortal Jayme Caetano Braun virou filme. Estreou em setembro, no 48º festival de cinema de Gramado. De lá para cá, foi exibido na TVE-RS, Globo play e outras plataformas (a maioria gratuita). São 18 festivais e 10 premiações até aqui. O filme também foi citado entre os 12 melhores filmes brasileiros do ano segundo importante portal de críticas (Pipocas Club). Foi exibido na Argentina, EUA, Espanha, Portugal, Inglaterra, Japão, Paraíba, Rio de Janeiro, RS, São Paulo, Brasília, Minas Gerais, Rio grande do Norte... 

Pois a mesma produtora desse filme gaúcho que ganhou o mundo, agora em 2021, está produzindo outro. 

Dos mesmos criadores de "Bochincho - o filme" vem aí - inspirado na obra de Mauro Ferreira e Luiz Carlos Borges, dois autores icônicos do nativismo e da cultura regional gaúcha, FLORÊNCIO GUERRA & SEU CAVALO. 

O filme, a exemplo da produção anterior, conta com elenco de reconhecidos artistas gaúchos para levar às telas mais do conteúdo nativo. 

Para viabilizar este projeto, precisamos do apoio de todos e todas (sem enfadonhos e amortecidos projetos de lei), com orçamentos saudáveis e transparentes e que oferecem boas recompensas aos seus apoiadores. 

Faça parte dessa história, venha colaborar com a manutenção do cinema gaúcho e brasileiro, das tradições, divulgação de nossos costumes e paisagens, valorização de nossa arte. Saiba como contribuir - e se beneficie das recompensas -  para que esse projeto ganhe vida!

Link da Vakinha: 


 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

89ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA

 

Acontece hoje a noite, de forma extraordinária. 




O Movimento Tradicionalista Gaúcho realizará hoje, em formato online, a 89ª edição da Convenção Tradicionalista, em caráter extraordinário. Com pauta única, o evento pretende pôr em debate o percentual mínimo de votos que uma candidatura deve obter para se eleger ao Conselho Diretor do MTG. A proposta prevê a possibilidade de um novo turno caso nenhuma das chapas alcance o percentual de 50% dos votos válidos.  

Propondo a alteração do artigo 127 do Regulamento Geral, a ideia embasa-se num formato já adotado pelas Regiões Tradicionalistas, conforme o Art. 201, § 3⁰ do regulamento geral dispondo com relação a eleição de Coordenadores: § 3º - Não ocorrendo maioria absoluta repetir-se-á a votação, quando concorrerão apenas os 2 (dois) candidatos mais votados no primeiro turno, sendo então apurado o vencedor por maioria simples. 

A proposta, que tem como autoria o atual vice-presidente artístico do MTG, Valmir Bohmer, prevê que por haver possivelmente três chapas concorrentes ao pleito, existe a possibilidade de uma composição eleita sem alcançar sequer metade dos votos. Para isso, o proponente defende que será considerada eleita a chapa que alcançar mais de 50% dos votos válidos, caso contrário a nova votação será composta pelas duas candidaturas com o maior número de votos.

O evento acontecerá a partir das 20h, e será transmitido ao vivo pela página do Facebook do Movimento Tradicionalista Gaúcho e no canal do YouTube do Eco da Tradição. Confira a proposta na íntegra em 
https://www.mtg.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Convencao-MTG.pdf  


Sandra Veroneze | Pragmatha Business
São Paulo: 11 98878 9079
Porto Alegre: 51 99370 0619




QUE VERGONHA, MINHA GENTE !



Ontem a noite o programa Fantástico da Rede Globo passou, a nível nacional, uma reportagem que me deixou além de triste, envergonhado como gaúcho. Trata-se das corridas de cães galgos, uma matéria do repórter investigativo Giovani Grizotti.

Este tipo de disputa era muito comum na Argentina até que foram proibidas, com leis condenatórias aos infratores com penas de até 4 anos de prisão. Os galgueiros, como são chamados os envolvidos, migraram para o vizinho Uruguai até que, também neste pais, o "esporte" foi banido em 2018 pelo presidente Tabaré Vázquez. Os responsáveis, então, foram recebidos de braços abertos, em cidades gaúchas como Bagé, Santana do Livramento, Quaraí, São Gabriel e Aceguá.

As corridas consistem num pedaço de pano, como isca, puxado por um cabo, atraindo os cães em louca disparada numa pista de terra de aproximadamente 400 metros. Ocorre que estes cachorros não tem a natureza para tais disputas e sua preparação chega a ser criminosa pois agem sob efeitos de injeções de estimulantes como cafeína e cocaína gerando uma hiper-exitação.  

O que me deixa desacreditado em nossa raça racional é que os cuscos, os perros, os cachorros, os vira-latas, os cães de raça, sempre foram, ao lado do cavalo, grandes amigos e fieis parceiros do gaúcho.

E o que é pior. Tais práticas desumanas são defendidas pelo prefeito de Bagé Divaldo Lara (PTB) inclusive recebendo dinheiro público (nosso) numa verba parlamentar do Deputado Federal Dionílso Marcon (PT) no valor de 250 mil reais para ampliação e modernização de uma pista de corridas no centro da cidade. 

O que resulta disto tudo além dos maus tratos é o abando de dezenas de cães que não tem mais utilidade, carregados de cicatrizes, queimaduras e até fraturas expostas. Por vezes, o castigo de quem perde corridas que envolvem altas apostas é ter seu rabo cortado na própria cancha, sem anestesia, sem pena.

Penso que temos que criar leis específicas no Brasil que terminem de uma vez por todas com esta pratica vergonhosa para todos nós. Não vivemos mais num mundo aonde a judiaria de animais era pura diversão.          

   

GRACIAS, PEPEU GONÇALVES.

 


Meu irmão, amigo, grande intérprete da música regional gaúcha, Pepeu Gonçalves, está colocando em prática um projeto que me orgulha por demais. Trata-se da gravação na voz inconfundível deste renomado artista, de algumas letras de minha marca. 

Essa carreira nós atamos lá por 2019 mas com a função da pandemia nossos intentos foram sendo adiados. Contudo, Pepeu continuou trabalhando, montando repertório, buscando autorizações de alguns parceiros musicais, e o processo foi se estruturando. 

Tenho o maior orgulho nesta parceria porque admiro o Pepeu Gonçalves não só como profissional mas como ser humano de alma grande. 

Acho que vem coisa mais ou menos por aí. 

Crédito foto Léo Ribeiro: Vanessa Mendonça

     


COMPARTILHANDO VIVÊNCIAS

 


Rodrigo Trevisan, lá da legendária Jaquirana no altar da serra do nordeste rio-grandense, mais uma vez, usa de seu conhecimento campeiro e do seu sentimento de ajuda ao próximo. Após coordenar I Desafio Estadual Virtual de Vaca Parada do MTG-RS o Rodrigo está participando de um novo projeto. Trata-se de compartilhar sua experiência na Escolinha de Laço Juliano Souza e Amigos nas plagas de Bom Jesus. A primeira aula foi destinada a crianças carentes da região.

Rodrigo Trevisan acredita que, mais que formar novos laçadores e, provavelmente, futuros campeões, estarão transmitindo ensinamentos que ajudarão na formação de caráter de pessoas nos rumos da correção e dignidade.

Acompanha o Rodrigo na sua empreitada neste repasse cultural nada mais, nada menos, que a grande campeã do Torneio de Vaca Parada do MTG, Categoria Prendinha, sua filha Cecília Trevisan.

Parabéns e sucesso, meu amigo velho. 

     



domingo, 17 de janeiro de 2021

HOJE É DOMINGO

 

E TEM FUTEBOL PELO INTERIOR DO MEU RIO GRANDE



Nove horas da matina. Na costa do Capão do Enforcado a cancha está preparada. Só falta botar as redes que vem chegando de carroça. O cal já foi largado por de riba do capinzal seco. O juncal da restinga, se dobrando ao vento, entoa um hino onde ninguém se preocupa com sua letra. 

O time do Boqueirão se prepara para receber o Canela Preta, escrete formado, em sua maioria, pela peonada da Estância São Gregório. A rivalidade já vem dos torneios de laço da região.
 
O guarda-metas do Canela, o Mão de Pilão, arqueiro da moda antiga aonde "jogar com os pés" significava dar uma voadora por cima da bola, já adiantou que:  se perderem nas quatro linhas, ganham no jogo do osso, no truco cego, no cuspe a distância.... 

Na capela o vigário dá um apurão no seu sermão dominical pois percebe que os beatos estão impacientes, em virtude da grande peleja.
 
Nos preparatórios, na sede do Boqueirão, o salão de bailes Sete Facadas, o Juvenal Pouca Ideia, misto de treinador, bolicheiro e beque que visa mais a medalhinha no pescoço do atacante adversário do que a própria bola, utiliza seu cigarro de palha para acender os foguetes, num chamamento do vizindário, enquanto a patroa fecha uns pastéis para fritura e a rapaziada vai se fardando com os calções oveiros (com várias cores) pois não tem igual para todo mundo.

Os políticos aproveitam a ocasião para despejar suas promessas. Outros atam negócios, carreiras, serenatas... e a gauchada negaceia suas pretendidas. Chinocas mais lindas do que laranjas de amostra. 

Depois da contenda, com qualquer resultado, haverá churrasco assado na vala, canha na guampa, cantoria e dança na ramada do rancho. 

Enquanto no resto do mundo os jogadores que ganham milhões perderam a identidade, o amor a camiseta, por aqui os atletas dão a vida pelos seus escretes.

Este é o futebol pelas bandas das Contendas no interior do meu Rio Grande. Que assim permaneça por muito tempo.


sábado, 16 de janeiro de 2021

NÃO SOU BAIRRISTA...

 

...MAS SE TEM COISA QUE ME IRRITA 

É ESTA GRINGALHADA QUERENDO NOS IMITAR !


 Fotos da Esquerda:  Nova York   -   Fotos da Direita:  Porto Alegre

Nova York

Porto Alegre


SÓ RINDO




 

DISCO VOADOR OU DISCO DE ARADO ?

 

O jornalista e crítico musical Juarez Fonseca, pessoa que respeito mas que não compactuo das mesmas ideias principalmente em relação a cultura regional do nosso Estado pois, sistematicamente, ataca o Movimento Tradicionalista Gaúcho, em uma postagem sobre a mudança da letra do hino rio-grandense justifica seu posicionamento favorável a modificação dizendo que, se o gaúcho evoluiu da carroça para as camionetes gabinadas (sic), da chaleira preta para a garrafa térmica, se o MTG (não podia deixar de citar) passou das bombachas largas para estas calças de punho, porque não aceitar a alteração do hino? 

Não vou entrar no mérito desta discussão até porque considero suas justificativas fracas e o debate vai muito além deste ranço particular do Juarez com o Movimento. 

Mas estou falando neste tema e neste crítico porque, incrivelmente, concordamos num ponto, ou seja, quanto a esta boina argentina, gigante, por vezes mais larga que a aba de um sombreiro, que no seu entender parece um disco voador. Com todo o respeito a quem gosta desta moda (e gosto é gosto) eu jamais usaria. É o tipo de vestimenta que não combina com a indumentária do gaúcho sul-brasileiro.

Não chegaria ao ponto de dizer que se assemelha a um disco voador, mas.... um disco de arado posto sobre a cabeça.

     

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Nesta sexta-feira,  dia 15.01.2021 começa a 31a Festa  Nacional do Chamamé e Chamamé do Mercosul, em Corrientes. Esta edição será  virtual com os melhores momentos dos últimos anos.



Tudo isso e muuuuuuuuuito mais

 

DESTAQUES DA NOVA DÉCADA

 



Quando iniciamos nosso blog, lá em março de 2010, resolvemos fazer uma promoção para escolher quais seriam os destaques daquela década (2000/2010) na seara da cultura regional gaúcha.

Primeiramente foi feita uma votação aberta, via e-mail, para escolher três nomes em cada categoria. Posteriormente, um júri técnico composto por 30 convidados escolheram os grandes vencedores. Mas porque estamos tocando neste assunto neste momento? Por que estamos pensando em refazer esta promoção agora escolhendo os destaques desta última década (2010/2020). 

Será que mudariam muitos nomes daqueles escolhidos anteriormente?

Vejam quem foi apontado lá em 2010: 

OS TRÊS MAIS VOTADOS NO
DESTAQUES DA DÉCADA 2000 / 2010


FESTIVAL (MUSICAL) 
Cooperativismo (diversas cidades) - Coxilha Nativista (Cruz Alta) - Reponte (São Lourenço do Sul).

FESTIVAL (POÉTICO) Querência da Poesia Gaúcha (Caxias do Sul) - Seival (São Lourenço do Sul) - Sesmaria (Osório).

GRUPO DE BAILE  - João Luiz Corrêa - Os Monarcas - Os Serranos.

GRUPO DE SHOW - César Oliveira e Rogério Melo - Mulheres Pampeanas - Oswaldir e Carlos Magrão.

SHOW INDIVIDUAL - Elton Saldanha - Luiz Marenco - Rui Biriva.

INTÉRPRETE MASCULINO - Délcio Tavares - Joca Martins - Nilton Ferreira.

INTÉRPRETE FEMININO - Juliana Spanevello - Maria Luiza Benitez - Shana Müller.

ARTISTA NATIVISTA - Joca Martins - Luiz Carlos Borges - Luiz Marenco

ARTISTA REGIONALISTA - Mano Lima - Pedro Ortaça - Walther Moraes.

QUEM MELHOR REPRESENTA A MUSICALIDADE DO SUL, FORA DO ESTADO - Gaúcho da Fronteira - Renato Borghetti - Yamandu Costa.

GAITEIRO (GAITA PIANO) - Elio Xavier (Porca Véia) - Luciano Maia - Luiz Carlos Borges.

GAITEIRO (GAITA PONTO) - Chico Brasil - Edilberto Bérgamo - Renato Borghetti.

VIOLONISTA - Marcelo Caminha - Maurício Marques - Valdir Verona.

COMPOSITOR MELODISTA - Érlon Péricles - Luiz Carlos Borges - Luiz Marenco.

COMPOSITOR LETRISTA  - Gujo Teixeira - Rodrigo Bauer - Vaine Darde.

POETA OU POETISA  - Antônio Augusto Ferreira - Carlos Omar Vilela Gomes - Rodrigo Bauer.

DECLAMADOR - Patrocínio Váz Àvila - Romeu Weber - Wilson Araújo.

DECLAMADORA - Cassiana Oliveira - Liliana Cardoso - Silvana Giovanini

PAJADOR  - Jadir Oliveira - José Estivalet - Paulo Mendonça

TROVADOR - José Estivalet - Macedinho - Volmir Martins.

INVERNADA ARTÍSTICA - Aldeia dos Anjos (Gravataí) - DTG Clube Juventude (Alegrete) - Rancho da Saudade (Cachoeirinha).

PROGRAMA REGIONALISTA (TV) - Galpão Crioulo (RBS TV) - Galpão Nativo (TV E) - Raízes do Sul (Cruz Alta).

PROGRAMA REGIONALISTA (RÁDIO) - Galpão do Nativismo (Rádio Gaúcha) - Hora do Mate (Rádio Rural) - Ronda dos Festivais (Rádio Rural).

APRESENTADOR (TV)  - Antônio Augusto Fagundes - Glênio Fagundes - Neto Fagundes -

APRESENTADOR (RÁDIO) - Dorotéo Fagundes - Ernesto Fagundes - Wilson Tubino.

ENTIDADE QUE MELHOR REPRESENTA O TRADICIONALISMO - Estância da Poesia Crioula - Movimento Tradicionalista Gaúcho - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.

EVENTO QUE MELHOR REPRESENTA O TRADICIONALISMO - Acampamento Farroupilha de Porto Alegre - Encontro de Artes (ENART) - Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria.

PESSOA QUE MELHOR REPRESENTA O TRADICIONALISMO - Antônio Augusto Fagundes - Paixão Côrtes - Telmo de Lima Freitas.
 
 
E OS ESCOLHIDOS FORAM
 
FESTIVAL (MUSICAL)
Reponte (São Lourenço do Sul)

FESTIVAL (POÉTICO)
Sesmaria (Osório)

GRUPO DE BAILE
Os Monarcas

GRUPO DE SHOW
César Oliveira e Rogério Melo

SHOW INDIVIDUAL
Luiz Marenco

INTÉRPRETE MASCULINO
Joca Martins

INTÉRPRETE FEMININO
Shana Müller

ARTISTA NATIVISTA
Luiz Carlos Borges

ARTISTA REGIONALISTA
Pedro Ortaça

QUEM MELHOR REPRESENTA A MUSICALIDADE DO SUL, FORA DO ESTADO
Renato Borghetti

GAITEIRO (GAITA PIANO)
Luciano Maia

GAITEIRO (GAITA PONTO)
Edilberto Bérgamo

VIOLONISTA
Marcello Caminha

COMPOSITOR MELODISTA
Érlon Péricles

COMPOSITOR LETRISTA
Gujo Teixeira

POETA OU POETISA
Antônio Augusto Ferreira

DECLAMADOR
Romeu Weber

DECLAMADORA
Liliana Cardoso

PAJADOR
Jadir Oliveira

TROVADOR
José Estivalet

INVERNADA ARTÍSTICA
Aldeia dos Anjos (Gravataí)

PROGRAMA REGIONALISTA (TV)
Galpão Crioulo (RBS TV)

PROGRAMA REGIONALISTA (RÁDIO)
Galpão do Nativismo (Rádio Gaúcha)

APRESENTADOR (TV)
Antônio Augusto Fagundes

APRESENTADOR (RÁDIO)
Ernesto Fagundes

ENTIDADE QUE MELHOR REPRESENTA O TRADICIONALISMO
Movimento Tradicionalista Gaúcho

EVENTO QUE MELHOR REPRESENTA O TRADICIONALISMO
Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria.

PESSOA QUE MELHOR REPRESENTA O TRADICIONALISMO
João Carlos Paixão Côrtes


    

     

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

ECONOMIA CRIATIVA DO RS

 

TERÁ LINHA ESPECIAL DE FINANCIAMENTO 




Economia Criativa terá linha especial de financiamento.  Em parceria com o governo do Estado, BRDE ofertará crédito para capital de giro e investimento. O anúncio acontece nesta quinta-feira (14/01), às 9h30min, com as presenças do governador Eduardo Leite, da diretora-presidente do BRDE, Leany Lemos, e das secretárias da Cultura, Beatriz Araujo, e de Trabalho e Assistência Social, Regina Becker.

ECONOMIA CRIATIVA DO RS Linha Especial de Financiamento 

Quando: nesta quinta-feira, dia 14/01 

Horário: 9h30min 

Transmissão Youtube: @brdeoficial e @GovernoDoRS



No dia 04 de dezembro o Adido Cultural do Rio Grande do Sul César Oliveira e diversas lideranças do segmento de eventos reuniram-se com o Governador Eduardo Leite. A partir desta reunião uma cartilha de necessidades foi elaborada culminando neste processo de abertura de linha especial de financiamento que vem beneficiar a quem trabalha com eventos aonde se inclui, naturalmente, a seara musical tão prejudicada em virtude da pandemia.  



quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

SE REVIRANDO NA COVA

 

Como já me manifestei neste espaço não considero o Hino Rio-grandense imbuído de teor racista mas acho legítimas as reinvindicações de quem pensa diferente e sente-se ofendido. O bom debate é sempre salutar. Contudo, é de um oportunismo descarado a proposta de mudança da letra oferecida pelo deputado estadual do PT Luiz Fernando Mainardi em seu projeto de lei, se alvorando de escritor ao sugerir novo verso para o Hino: "povo que não tem virtudes acaba por escravizar". 

Pelo amor dos meus filhinhos! Rima, métrica, sentido, poesia, tudo foi para o fundo do poço. Francisco Pinto da Fontoura, o Chiquinho da Vovó, deve estar se revirando na cova. 

Por isso que eu digo: - Povo que não tem a virtude de escolher bem os seus representantes, acaba por ser escravo de deputados assim.