RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Inscrições: Até hoje, 30 de janeiro, via correio, e até 06 de fevereiro por e-mail ou pessoalmente.

EMPEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

30 DE JANEIRO - DIA DO PAJADOR GAÚCHO.


A data de hoje é considerada por Lei Estadual como o Dia Do Pajador Gaúcho, tendo como marco histórico da cultura regional o dia de nascimento de Jayme Caetano Braun, considerado por muitos como o maior poeta que esta pampa já pariu e sendo, com toda a certeza, o grande mestre dos pagadores estaduais.
 
Falar sobre Jayme Caetano Braun é missão difícil devido a importância que este vate (que já foi Presidente da Estância da Poesia Crioula) retrata para a nossa cultura terrunha. Por isso, nada melhor do que uma pessoa que dedica larga parte de seu tempo para pesquisar e divulgar sobre o grande poeta missioneiro. Falo de Vinicius Ribeiro, meu amigo e grande escultor, autor de diversas obras artísticas perpetuadas em monumentos, de Don Jayme.
 
Acessem o link abaixo e saibam tudo sobre este que foi e será um dos maiores artistas rio-grandenses de todos os tempos.  

http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br/…/breve-hist…


Estátua de Jayme Caetano Braun (de autoria de Vinicius Ribeiro), no Parque da Harmonia, em Porto Alegre, durante o Acampamento Farroupilha. Destroçada pelo tempo, carcomida pela indiferença, jogada a um segundo plano pela ganância mercantilista, na verdade, relegada a um grau de insignificância.
 
A Estância da Poesia Crioula já tentou remover a estátua deste local e recoloca-la ali perto, num espaço cercado e cuidado pela própria Estância mas foi impedida pela vaidade pessoal de um Secretário Municipal que ali a colocou.

Acho que a data de hoje deve ser um marco para iniciarmos um movimento (que não fique só na prosa) para a recolocação deste memorial representativo do maior pajador gaúcho de todos os tempos.

Uma boa luta para o novo Presidente do IGTF Vinícius Brun. Se precisar, bota pra dois.


 
 
 
 
 

CANTO DOS CARDEAIS


INSCRIÇÕES PRORROGADAS

Foram prorrogadas as inscrições por email e presencial do VI Canto dos Cardeais de Canguçu. As inscrições irão até 06 de fevereiro de 2015. O festival será realizado nos dias 13 a 15 de março, e a triagem está marcada para os dias 11 e 12 de fevereiro. 

A informação foi divulgada oficialmente, hoje a tarde, no site da Prefeitura, na publicação que anunciou o "Show de Jairo 'Lambari' Fernandes" no Festival. 

O corpo de jurados é formado pelos músicos Antônio Gringo, João de Almeida Neto, José Fernando Gonzalez, Juarez Fonseca e Léo Ribeiro de Souza. 

VI Canto dos Cardeais 

Data: 13 a 15 de março, no Ginásio Municipal
Inscrições: até 30 de janeiro por Correios e até 06 de fevereiro por e-mail ou pessoalmente
Triagem: 11 e 12 de fevereiro
Linhas temáticas: Campeira e Linha Livre com ênfase na Agricultura Familiar 


Premiação:
 
Músicas da fase estadual classificadas na triagem: R$ 3 mil

Músicas locais classificadas na triagem: R$ 1 mil + R$ 2 mil se chegar à final 

Troféus:

1º lugar Linha Livre com ênfase na Agricultura Familiar – Troféu Capital da Agricultura Familiar
1º lugar Linha Campeira – Troféu Capital da Agricultura Familiar
2º lugar Linha Campeira
2º lugar Linha Livre com ênfase na Agricultura Familiar
Composição mais popular – Troféu Joaquim Teixeira Nunes e Lanceiros Negros
Melhor instrumentista do festival
Melhor intérprete do festival – Troféu César Passarinho
Melhor letra Linha Campeira – Troféu Luiz Carlos Barbosa Lessa
Melhor letra Livre com ênfase na Agricultura Familiar – Troféu Luiz Carlos Barbosa Lessa
Melhor arranjo instrumental
Melhor Melodia
Melhor tema social – Troféu Bisa Vicenta
Melhor tema do meio ambiente 

Informações:
Prefeitura Municipal de Canguçu
Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Juventude e Mulheres
Praça Dr. Francisco Carlos dos Santos, 240 -
Fones (53) 3252- 3905 ou 3252-1276. Canguçu/RS - CEP 96600-000


Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Canguçu e Comissão Organizadora 

Ítalo Dorneles
(53) 8405 2131 - (53) 8131 7401 (WhatsApp) 

Rua Fernando Osório, 313, centro
Canguçu/RS - CEP: 96600-000

 

 

ABRAÇO FANDANGUEIRO


"Abraço Fandangueiro" será o nome do novo CD do Grupo Os Monarcas, que hoje a noite anima grandioso fandango em Lagoa Vermelha.
 
 

O próximo CD do grupo Os Monarcas já tem nome, repertório selecionado e data para a gravação. Em reunião realizada hoje entre os integrantes do conjunto e os diretores da gravadora Acit foram definidas as canções que irão compor o próximo CD do grupo e o nome: “Abraço Fandangueiro”. A gravação do novo trabalho será no dia 3 de março, em Caxias do Sul (RS), na sede da gravadora Acit e a produção será de Edison Campagna. Agora, é só esperar para conferir o resultado de mais um grande trabalho. 
 
Daiana Silva
Jornalista
(51) 8187.0085 (Vivo)


 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

POR COERÊNCIA E ANALOGIA...


Quando ocorre mais fortemente algum movimento separatista aqui pelo Rio Grande do Sul por pessoas inconformadas com os rumos da centralização do País, a gauchada, como um todo, é taxada por diversos seguimentos da sociedade brasileira de antipatriota.
 
Agora, diversos grupos paulistas se organizam pela separação de São Paulo dos demais Estados. 
 
Por coerência e analogia poderíamos também taxar os paulistas de antipatriotas?
 
Quando ocorreu aquele episódio lamentável na Arena do Grêmio, com a torcedora e o goleiro Aranha, do Santos, o Rio Grande do Sul levou a pecha de Estado Racista.
 
Agora, num jogo de vôlei (esporte de elite) entre o Sesi-SP e o Minas, em Belo Horizonte, a bicampeã olímpica e capitã da seleção brasileira Fabiana Claudino foi chamada de macaca por torcedores locais.
 
Por coerência e analogia poderíamos também tratar Minas Gerais como um Estado racista?
 
É a velha história do conhecidíssimo ditado: Pimenta nos olhos dos outros....
 
 
 
 
 

TEM FESTA GRAÚDA EM LAGOA VERMELHA!


 
Começou ontem, dia 28 de janeiro, e vai até domingo, dia 01 de fevereiro, em Lagoa Vermelha, a Festa Nacional do Churrasco e o Rodeio Crioulo Internacional, tendo por local o Parque de Rodeios Ítalo Nunes Mondadori. 

Também acontecerão a Mostra de Fotografias, Doces e Comida Campeira. 

Na festa, os shows serão atração, iniciando no dia 28 de janeiro e terminando no sábado, 29 de janeiro de 2015. Participações de diversos artistas regionais e com projeção nacional, Tchê Barbaridade, Quinteto Nativista, Vitor – O Imperador dos Trovadores, Grupo Gauderiaço, Ariel Debona, Vinícius Bianchini, Buenas M´espalho, Tatiéle Bueno, Os Monarcas, Cesar Oliveira e Rogério Melo e Luiz Marenco, Rico Baschera e Grupo Tarumã. 

Com vasta programação artística e campeira, os organizadores da festa esperam receber mais de 50 mil visitantes. A gineteada sempre é atração, levando milhares de tradicionalistas para o Parque. 

O Rodeio Crioulo Internacional de Lagoa Vermelha é uma iniciativa do CTG Alexandre Pato, com apoio da Prefeitura Municipal. 

Destaque especial para a realização da Mostra de Fotografias Usos e Costumes do Gaúcho – Eu Sou do Sul e II Encontro Internacional de Tradições Gaúchas, com show de Folclore Internacional. 

O concurso de Comida Campeira será novamente atração e terá por local as casas do Acampamento no Mato. 

O Parque de Rodeios Ítalo Nunes Mondadori recebe melhorias de usa infraestrutura, buscando recepcionar seus visitantes. 

O churrasco de Lagoa Vermelha será ponto alto da festa, onde todos poderão degustar a melhor carne do Brasil. 

Lagoa Vermelha tchê espera! Mais informações: 54.3358.3230.
 
 
 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A BANALIZAÇÃO DAS MEDALHAS....


...E O GAÚCHO ENTONADO!
 
 
Ao que parece, até o Rio Grande velho só começa a dar o ar da graça, após o carnaval. Afora as dezenas de rodeios a cada fim de semana, em matéria de eventos culturais, estamos a míngua.
 
Exceção do Congresso Tradicionalista em Uruguaiana e da belíssima Cavalgada da Costa Doce, de Guaíba a Pelotas, estamos, aí, noticiando quase todos os dias que o Vinícius Brun é o Presidente do IGTF, que... Mais nada.  
 
Nosso blog busca e rebusca datas históricas mas... Não podemos viver só do passado. Os leitores querem novidades.
 
Até mesmo nós estamos aqui por Curuma's Beach (Praia de Curumim) mais desleixados que gatos em saco de armazém, estirando 110 kg numa rede heróica, bombeando o mar da varanda do rancho.
 
Falando em mar, até a Cavalgada do Mar não dá o ar da graça em termos de divulgação. Será que já vamos ter saudades do comandante Vilmar Romera?
 
Enquanto isso temos que nos satisfazer com os noticiosos televisivos que não são nada promissores. Aumentos e mais aumentos; guerras religiosas ameaçando o planeta; dois anos da tragédia da boate Kiss sem nenhuma providência concreta; violência gerando violência; corrupção em quase todos os setores da administração pública; banalização da Medalha do Mérito Farroupilha e a entonação de um ministro gaúcho que sempre esteve ao lado do poder e imagina ser mais real que o rei mas na verdade não passa de um inimigo na trincheira de seu próprio povo.   
 
Aí é demais.
 
 
Só me resta dar uma campereada por estas dunas com as minhas perdigueiras Mel e Nina...
 
 
...mesmo sob os olhares atentos dos Guardiões do Rio Grande.
 
 
  

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

CAVALGADA DA COSTA DOCE CHEGA AO FIM



16ª Cavalgada Cultural da Costa Doce contou com cerca de 150 cavaleiros e encerrou com a chegada a Pelotas

Depois de dez dias percorrendo a costa da Lagoa dos Patos, os integrantes da 16ª Cavalgada Cultural da Costa Doce encerraram a jornada na tarde deste domingo (25) na Colônia Z3 em Pelotas. A intenção é de refazer os caminhos centenários traçados por índios e percorridos por tropeiros e escravos. Durante o trajeto de aproximadamente 300 quilômetros, paradas estratégicas são realizadas para descanso de cavaleiros e animais, além de atividades culturais para integração entre as famílias.

A tropa saiu no dia 15 de janeiro de Guaíba, passando pelos municípios de Barra do Ribeiro, Tapes, Arambaré, São Lourenço do Sul, Turuçu e Pelotas. Cavaleiros de diversas cidades do estado e também de Santa Catarina, Paraná, e Uruguai estiveram presentes.

Diferentemente do ano passado, os integrantes enfrentaram condições climáticas mais favoráveis. Ao invés das altas temperaturas, o tempo nublado e temperaturas amenas acompanharam o grupo em boa parte do caminho.

Outro ponto importante da cavalgada é a convivência entre gerações. Segundo o comandante Carlos Gonçalves, muitas crianças e mulheres decidiram participar neste ano, surpreendendo as expectativas, totalizando 10 jovens abaixo de 16 anos. Prova disto foi a titulação do cavaleiro mais jovem a um menino com apenas sete anos.

Os objetivos dos eventos paralelos foram fortalecer o espírito campeiro, agregar os amantes da prática de cavalgadas e integrar os cavaleiros com outros desportistas. Aliada a isto, a ideia é divulgar os atrativos turísticos, históricos e naturais de região da Costa Doce. Utilizando sempre como base os costumes e valores cultura gaúcha.

Mais informações e vídeos:
www.cavaleirosdacostadoce.com.br

Fotos atualizadas desta edição:
http://www.facebook.com/cavaleiros.dacostadoce

Jeândro Garcia (comunicação online)
(51) 9943-4742 / jeandro@uol.com.br
Carlos de Souza Gonçalves – Coordenador
(53) 9103-3410


AGENDA DA SEMANA DOS MONARCAS


 
Olá, amigos.
Segue a agenda da semana dos fandangos do conjunto Os Monarcas.

 
27/01
Cidade: Pitanga/PR
Local: Clube Dom Antônio
30/01
Cidade: Lagoa Vermelha/RS
Local: CTG Alexandre Pato
Horário: 22h30
31/01
Cidade: Curitiba/PR
Local: Gaitaço Sertanejo
Horário: 00h
01/02
Cidade: Irati/PR
Local: Park Dance
Horário: 21h
 

PARA ORÇAMENTO E CONTRATAÇÃO:
(54) 3321.4876 / (54) 3321.5505 / (54) 9605.8558 /
(54) 9917.0670 / (54) 8413.0611

 
OS MONARCAS NA INTERNET:
Instagram: @osmonarcas
Twitter: @osmonarcas

 
Atenciosamente,

 
Daiana Silva - Jornalista
Assessoria de Imprensa
(51) 8187.0085
 
 
 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

SEMPRE ESTOURA NA CULTURA...



Em breve o nosso amigo, pajador Paulo de Freitas Mendonça, apresentador brasileiro no Festival Del Chamame de Corrientes, república Argentina (fotos) nos trará um relato do que foi a maravilhosa edição de 2015 deste evento folclórico sem igual por estas paragens. É a união de um povo ao de redor de um ritmo criado na própria região que, por seu compasso contagiante, ganhou o mundo e nutre especial preferência dos gaúchos.
 
São dias e dias de lotação máxima no anfiteatro e uma empolgação pouco vista em outros espetáculos. Mesmo sob chuva a festa não para. Para se ter uma ideia, são mais de 500 pessoas apenas na organização do festival, com dezenas de atrações que reúne os maiores artistas do gênero. O Rio Grande do Sul, além de Paulo Mendonça, sempre se fez representar com grandes delegações de músicos convidados.
 
Por aqui, o que nos deixa tristes, como gaúchos, é ver o esforço de meia dúzia de pessoas abnegadas, em cada localidade, para erguer um festival, com pouca ajuda financeira, sem patrocínios e, muitas vezes, sem o reconhecimento e a participação da própria comunidade. 
 
Fala-se que o Estado está quebrado e já se escuta que muitos projetos culturais serão cortados, como já está acontecendo agora, com a TV E. Também acho que, nesta situação, deve-se priorizar a educação e a segurança mas como um batalhador por nossa cultura fico triste com tudo isto (e com muito ciúme de quem consegue organizar e manter um festival como este de Corrientes). Mas vamos esperar que, um dia, a gente retorne ao nosso posto de Estado referência em cultura.



domingo, 25 de janeiro de 2015

25 DE JANEIRO - DATA MARCANTE PARA...


... A HISTÓRIA DA POLÍTICA RIOGRANDENSE
 
Foi num dia 25 de janeiro, do ano de 1898, que assumia a presidência do Estado o caçapavano Borges de Medeiros, o “Antônio Chimango”(livro satírico de Ramiro Barcelos, seu inimigo político), pessoa que por mais tempo governou o Rio Grande do Sul, sucedendo seu padrinho político Dr. Júlio Prates de Castilhos.
 
Também foi num dia 25 de janeiro, mas do ano de 1923, que o mesmo Borges de Medeiros frauda as eleições e assume pela terceira vez a presidência do RS. Desta feita os gaúchos inconformados, pegam em armas contra o ato. Inicia-se, então, a sangrenta revolução Maragatos x Chimangos.
 
 Como percebe-se, o dia 25 de janeiro tem fortes ligações com esta figura histórica, Borges de Medeiros, pois foi, novamente, num dia 25 de janeiro, do ano de 1928, que Getúlio Dornelles Vargas assume a presidência do Estado substituindo, exatamente, Borges de Medeiros.
 
MAS O QUE FOI A REVOLUÇÃO DE CHIMANGOS E MARAGATOS?
 
A Revolução de 1923 foi o movimento armado ocorrido durante onze meses daquele ano no Rio Grande do Sul, em que lutaram, de um lado, os partidários do presidente do Estado, Borges de Medeiros (borgistas ou Chimangos, que usavam no pescoço como característica o lenço branco) e, de outro, os revolucionários, aliados de Joaquim Francisco de Assis Brasil (assisistas ou maragatos, que usavam no pescoço o lenço vermelho).
 
Republicano e positivista, mas nada simpático à democracia, Júlio Prates de Castilhos, o Patriarca, como era chamado, governou o Rio Grande do Sul com mão de ferro de 1891 até sua morte prematura, em 1903. Para se manter no poder, tomou duas providências: redigiu praticamente sozinho e fez aprovar uma Constituição autoritária e montou uma poderosa máquina política no Partido Republicano Rio-grandense (PRR), com seus incontáveis chefes locais e seu séquito de agregados, presentes em mais de cem municípios rio-grandenses. Ao morrer, ficou claro que se fora o ditador, mas a ditadura republicana continuava viva.
 
 Borges de Medeiros.
 
Castilhos foi substituído na presidência do Estado por Borges de Medeiros, que seguiu adotando os mesmos métodos e que também tinha como objetivo perpetuar-se no poder. Em 1922, Borges resolve se candidatar mais uma vez à presidência do Estado e contava, como sempre, com a força do PRR, que não hesitava em apelar para a fraude e a violência, para garantir a reeleição.
 
Todavia, dessa feita, há um fato novo: forma-se uma aliança entre vários segmentos da sociedade gaúcha para estimular uma oposição organizada. O veterano político Assis Brasil desafia Borges na disputa nas urnas.
 
Divide-se, assim, o Rio Grande, entre borgistas ou chimangos (numa alusão ao pseudônimo dado a Borges por Ramiro Barcelos, Antônio Chimango) e assisistas ou maragatos (como eram chamados os adeptos do Partido Federalista, identificados pelo uso do lenço vermelho).
 
A campanha eleitoral ocorre sob um clima de repressão e violência. Opositores do governo são presos, espancados e até mortos. Locais de reunião dos assisistas são fechados e depredados pela polícia borgista.
 
Quando se anuncia o resultado das urnas, com a previsível vitória de Borges de Medeiros, a revolta é geral. A comissão apuradora de votos, formada por pessoas fiéis ao governo, é acusada de fraude eleitoral pela oposição. A disputa nas urnas transforma-se em disputa pelas armas. A oposição, liderada por Assis Brasil, adere à revolta armada para derrubar Borges de Medeiros, que toma posse para um novo mandato em 25 de janeiro de 1923.
 
Setores importantes da sociedade gaúcha já andavam descontentes com o governo. A política econômica de Borges precipitara o Estado numa crise financeira que contribuíra para descontentar tanto a elite estancieira como boa parte do movimento operário e estudantil. No plano nacional, Borges se isolara ao fazer oposição à candidatura de Artur Bernardes, afinal eleito Presidente da República.
 
Em verdade, o ódio entre as facções era mais antigo. Vinha desde a Revolução Federalista de 1893, que teve como marca a degola, dilacerando vidas e trazendo desgraça e tristeza para muitas famílias. Essa Revolução deixou sentimentos de vingança e violência em muitos corações, que teve quase continuidade na Revolução de 1923.
 
Os combates se iniciaram ao final de janeiro. As cidades de Passo Fundo e Palmeira das Missões foram atacadas pelos caudilhos maragatos vermelhos de Mena Barreto e Leonel da Rocha, que encontraram forte resistência de ambos os lados, não havendo vitória. 
 
A expectativa de Assis Brasil e seus aliados, ao partir para a luta armada, era a de que o Presidente da República Arthur Bernardes, que não nutria simpatias por Borges, decretasse intervenção federal no Rio Grande do Sul. Mas Borges, um político hábil, se aproximou de Bernardes e frustrou as expectativas de seus opositores.
 
Os maragatos, que não estavam devidamente organizados para enfrentar as forças governistas, nem tinham objetivos militares definidos, ficaram confusos ao verem que a pretendida intervenção federal não viria. A continuidade da luta dependia das ações isoladas empreendidas por caudilhos como Honório Lemes e José Antônio Matos Neto, o Zeca Netto. Mas as operações militares ficavam restritas a regiões distantes de Porto Alegre e não conseguiram causar dano às forças dos borgistas. Logo os maragatos começaram a se ressentir da falta de homens e de armas.
 
Para Assis Brasil e seus aliados mais lúcidos, ficou claro desde logo que não havia possibilidade de vitória militar; por isso, manifestaram disposição de negociar com o lado contrário.
 
A Campanha de São Francisco de Assis
 
Na madrugada de 2 de outubro, um maragato estava encilhando cavalos nos arredores do centro de São Francisco de Assis, quando foi atacado e morto por borgistas que haviam escavado uma trincheira naquele local. Foi a gota d’água. A cidade amanheceu cercada e um exército de aproximadamente 700 revolucionários atacou de forma suicida. Protegidos por sacos de areia colocados nas ruas que davam acesso à praça, 80 homens das tropas governistas resistiram abrindo fogo. Mesmo com várias baixas, a supremacia dos maragatos permitiu que a coluna continuasse avançando. Carlos Gomes percorria as trincheiras tentando animar os companheiros, quando foi atingido por vários tiros. “...o sangue espadanara por toda parte: manchando trincheiras, calçadas, portas, telhados das casas e o próprio salão da Intendência”, escreveu Flores da Cunha, governador do Estado, recordando sua passagem por São Francisco de Assis um dia depois da peleja.
 
Zeca Netto, que se opunha a qualquer acordo com Borges, tentou uma última cartada. Imaginou que se atacasse e tomasse uma cidade importante poderia intimidar os borgistas. Assim, em 29 de outubro, atacou Pelotas, então a maior cidade do interior gaúcho, de surpresa, ao alvorecer, mas a manteve sob seu controle por apenas seis horas, porque as hostes governistas conseguiram se rearticular e receber reforços. Na iminência de ser atacado por forças superiores, o velho caudilho de 72 anos de idade retirou suas tropas, sem ter havido batalha, como ocorreu em São Francisco de Assis.
 
A partir deste episódio, os maragatos já não tinham condições de seguir lutando. Por iniciativa do governo federal, realizaram-se negociações comandadas pelo ministro da Guerra, general Fernando Setembrino de Carvalho, com a participação do senador João de Lira Tavares, representante do Congresso. 
Em dezembro de 1923, pacificou-se a revolução no Pacto de Pedras Altas, no famoso castelo daquela localidade, residência de Assis Brasil. Pelo Acordo, Borges pôde permanecer até o final do mandato em 1928, mas a Constituição de 1891 foi reformada. Impediu-se o instituto das reeleições, a indicação de intendentes (prefeitos) e do vice-presidente do Estado.
 
O acordo foi importante para o Rio Grande do Sul. O sucessor de Borges no governo gaúcho foi Getúlio Vargas, lenço branco. Em 1930, a Frente Única Rio-grandense, sob sua liderança, assumiu o governo do país, na Revolução de 1930.
 
A Revolução de 1923 é narrada de forma romanceada por Erico Verissimo no livro O Arquipélago, terceira parte da trilogia O Tempo e o Vento.

 Momento do Tratado de Paz das Pedras Altas
Assis Brasil é o primeiro a direita

 
 
 


sábado, 24 de janeiro de 2015

OBRA LINDA NO LUGAR ERRADO



Esta linda pintura, óleo sobre tela, do artista plástico Antônio Parreras, intitulada "Fim de Romance", encontra-se na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Nada contra esta belíssima obra fazer parte do acervo de um Estado que não seja o Rio Grande do Sul, apenas... uma pontinha (bem grande) de inveja. Mas fazer o que, se vivemos em um Estado em que sua capital não tem nem um museu representativo de sua cultura regional? 
 
 
 
 
 
 

A PURA CÊPA CRIOULA - PEDRO ORTAÇA


 
Pedro Ortaça é o único dos “Troncos Missioneiros” ainda vivo. Essa denominação foi dada a Noel Guarany, Jayme Caetano Braun, Cenair Maicá e a esta Pura Cepa Crioula, Pedro Ortaça.

Pedro Ortaça é músico, cantor, compositor missioneiro, nasceu no Pontão de Santa Maria em São Luiz Gonzaga Rs, em 29 de junho de 1942. Hoje é Mestre das Culturas Populares Brasileira- Prêmio Humberto Maracanã- Ministério da Cultura.Tem mais de 120 músicas de sua autoria, 07 discos gravados, 12 CDS e 01 DVD o Primeiro em Alta Definição no RS. DVD Pedro Ortaça, gravado em São Miguel das Missões, São Borja, São Luiz Gonzaga, Santo Ângelo.

Pedro Ortaça iniciou-se na vida artística quando guri, com amigos de calças curtas, tocando violão. Ele foi aprendendo música com Carlito, Desidério, Felício e Nego Juvenal, que foram imortalizados como personagens da música Bailanta do Tibúrcio. Conta Ortaça: "Na realidade, eles eram homens de idade e eu muito pequeno. Formei-me ouvindo-os tocar e conversar, ao amanhecer, os causos e músicas do Tibúrcio, Desidério, Carlito e do Felício. Fui cultivando um amor pelas coisas nossas com cheiro de terra, já que meu pai cantava e meu avô e minha mãe tocavam gaita. Naturalmente eu trazia no sangue a música e principalmente o amor pela terra. Ortaça dedilhou o primeiro violão com o Emílio de Matos. Era um violão velho e quebrado, que ele mandou reformar numa marcenaria. "Custou muito caro, tive que pegar em três vezes", lembra Ortaça que foi se apresentando em galpões, estâncias e canchas de bocha. "Naturalmente muitos me ajudaram e outros diziam que eu tinha é que trabalhar, pois naquele tempo só o pessoal vagabundo é que cantava e tocava.

Em meados de 1966 eu, juntamente com Noel Guarani e Cenair Maíca nos reunimos para tocar e cantar, e decidimos que iríamos criar um novo modo de cantar e tocar, a maneira que as coisas do Rio Grande eram colocadas não nos satisfaziam não era a maneira que queríamos como norte para nosso trabalho.

Digo, nosso, por que surgimos nesse contesto na mesma época e com os mesmos ideais.E juntamente com o grande payador Jaime Caetano Braun que nos serviu de fonte e vertente para o nosso trabalho.

Fomos denominados pelo grande payador como “Os quatros troncos da cultura missioneira”, pois conseguimos cada qual com seu estilo criar uma nova identidade na cultura musical gaúcha.

“Hoje estou aqui, com muito carinho do Rio Grande e do Brasil", diz o bem-sucedido intérprete e patriarca de uma família musical que segue o estilo missioneiro.
 
 

 

MIL GRACIAS A TODOS


Agradeço às centenas de manifestações de carinho recebidas, ontem, por ocasião de meu aniversário. Sempre é bom receber um afago e quando vem de amigos de longa data e de pessoas que, inclusive, nunca vimos pessoalmente, esta emoção se redobra.
 
Vamos continuar nesta estrada, meio que ao tranco de cavalo velho, mas sem desistir. Com humildade, repontando esta sina que Deus nos deu de nascença, ou seja, um apego ao pago nativo e um desejo enorme de propagar nossos costumes regionais.
 
Mais uma vez muito obrigado e um beijo no coração de todos.
 
Léo Ribeiro
 
 
 
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

DE POUSO EM POUSO...


...ATÉ AS SESMARIAS DO INFINITO


Companheirada! Num dia 23 de janeiro, do ano de 1956, este peão do Rio Grande dava "ôh de casa" no mundo, amparado pelas mãos bentas de Dona Augustinha, parteira de campanha, num fundo de mato na localidade de Contendas, interior de São Francisco de Paula.
 
Por esta dádiva e por ter chegado onde cheguei, rodeado de gente buena, agradeço comovido ao Supremo Arquiteto do Universo.
 
Agora, se meus amigos me permitem, vou tirar o dia para refletir sobre o que tenho feito e se esta oportunidade única tem sido bem aproveitada, principalmente revendo em que níveis andeja a minha fraternidade.
 
Buenos dias a todos!


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

VOCÊ AINDA NÃO OPINOU?


Então vote agora mesmo! Qual o nome vem a sua mente quando nos referimos a diversas categorias (cantor, pajador, trovador, etc) da cultura regional gaúcha, relacionadas abaixo? 
 
Sua manifestação é muito importante para nossa pesquisa que visa promover nossas tradições tão relegadas, inclusive por nós mesmos. 
 
No dia 01 de março estaremos postando a matéria com os escolhidos, ou seja, os nomes mais lembrados.
 
Opine em cada uma das categorias, copie, cole e mande via e-mail (blogdoleoribeiro@hotmail.com)
para nosso blog.
 
Você pode remeter, também, através de mensagem via facebook buscando nosso nome (Léo Ribeiro).
 
Não esqueça: Sua interação com nossa iniciativa é de suma importância para buscarmos os...
 

NOMES MAIS LEMBRADOS
DA CULTURA GAÚCHA
(TOP OF MIND GAUDÉRIA)
 
BLOG:
CANTOR(A):
CAVALGADA:
COMPOSITOR:
CTG:
DECLAMADOR(A):
ENTIDADE:
ERVA MATE:
EVENTO CULTURAL GAÚCHO:
FESTIVAL:
GRUPO DE BAILE:
GRUPO DE SHOW:
INSTRUMENTISTA (Guitarreiro):
INSTRUMENTISTA (Gaiteiro):
INSTRUMENTISTA (Gaiteiro / Gaita de botão):
INVERNADA ARTÍSTICA:
JORNAL:
LIVRO:
MAIOR NOME DA CULTURA GAÚCHA:
MÚSICA:
PAJADOR:
POETA:
PROGRAMA DE RÁDIO:
PROGRAMA DE TELEVISÃO:
RODEIO:
SÍMBOLO DO RIO GRANDE DO SUL:
TROVADOR:

Regras:

- Por uma questão de transparência e legitimidade, nosso nome (Léo Ribeiro) não pode ser lembrado em nenhuma das categorias acima relacionadas.

- Pessoas que já partiram para as Sesmarias do Infinito podem ser mencionadas.


 

GRANDES SHOWS NO CANTO DOS CARDEAIS


LA PILCHA DOMINGUERA



 Nuestro paisanos tienen como todos, "ropa de trabajo" y la de paseo, llamada correctamente "pilcha dominguera" como vemos a don Caco en la ilustración. Tanto paisanos como tradicionalistas con orgullo así se visten, rindiendo homenaje a nuestros ancestros. En tanto que el caballo, también es engalanado con lo mejor. Se trata de un autentico amigo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

SHANA MÜLLER FARA SHOW EM ESTEIO



A cantora Shana Müller, um dos nomes mais conhecidos da música gaúcha na atualidade, fará o show de encerramento do 1º Esteio da Poesia Gaúcha, promovido pelas secretarias municipais de Arte e Cultura e de Comunicação Social de Esteio. A apresentação será antes da divulgação dos vencedores do festival de poemas inéditos, cuja final será no dia 27 de fevereiro, a partir das 20h, na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya (Rua Padre Felipe, 900). A entrada para o evento é gratuita.

Além do show de Shana Müller e da apresentação dos 10 trabalhos que estão disputando troféus, o 1º Esteio da Poesia Gaúcha terá, na abertura, a participação do declamador Gustavo Oliveira, jovem esteiense que vem se destacando em rodeios e festivais gaúchos, e do conjunto vocal Acordes e Canções, tetracampeão do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart).
 
Ao todo, serão 14 declamadores e 13 amadrinhadores no palco para defender as poesias selecionadas pela comissão avaliadora e o poema Esteio: Pelo Caminho do Progresso, trabalho que fala do Município e que não foi classificado para a final, mas foi convidado pela Comissão Organizadora para abrir o festival na voz de seu autor, o poeta/declamador radicado em Esteio Leandro de Araújo.
 
O 1º Esteio da Poesia Gaúcha recebeu a inscrição, entre setembro e novembro, de 343 trabalhos. Foram exatos cem poetas participantes de 50 cidades diferentes, sendo seis de Santa Catarina e uma do Paraná. Os demais concorrentes foram do Rio Grande do Sul. Os trabalhos foram triados pela Comissão Avaliadora (Carlos Omar Villela Gomes, Adão Quevedo e Érico Rodrigo Padilha), que selecionou 10 temas para serem apresentados ao público, sendo gravados em CD e impressos no livreto do festival.
 
Serão premiados, com troféus e premiação em dinheiro, os três melhores poemas, os três melhores declamadores e os três melhores amadrinhadores (músico que acompanha o declamador na apresentação). A melhor poesia do festival recebe R$ 500. Já o melhor declamador e amadrinhador ganham R$ 300 cada. Além disso, todas as 10 poesias selecionadas para a final, que terá apresentação da declamadora e cerimonialista Liliana Cardoso Duarte, recebem uma ajuda de custo de R$ 300.

1º Esteio da Poesia Gaúcha – Final

Festival com apresentação de poesias inéditas e shows com Gustavo Oliveira, conjunto vocal Acordes e Canções e Shana Müller

Quando: 27 de fevereiro, a partir das 20h
Local: Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya (Rua Padre Felipe, 900)
Quanto: Entrada gratuita
 
Fotos: Djuliane Rodrigues/Divulgação
 

EXCELENTE INICIATIVA DO MTG


"Para cada competição, momento de confraternização"
 

            ‘A competição é saudável. Ela nos faz crescer nas esferas intelectual e emocional, desde que não ultrapasse os limites da razoabilidade das regras que limitam a convivência social.’

           A afirmativa é da vice-presidente de Cultura do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Elenir de Fátima Dill Winck, em justificativa ao tema anual que será trabalhado nas 30 regiões tradicionalistas do Rio Grande do Sul ao longo de 2015, definido no 63º Congresso Tradicionalista Gaúcho: “Para cada competição, momento de confraternização”.

          O objetivo é a conscientização de todos os tradicionalistas da necessidade de paz e harmonia antes, durante e após os eventos, onde a disputa por titulação ou prêmios pode estar sendo mais presente que as integrações e amizades entre os tradicionalistas. “Vamos nos valer da nossa Carta de Princípios e orientar os participantes das atividades competitivas, quer sejam concorrentes ou torcedores, para que façam o melhor, mas não percam a oportunidade de comemorar o encontro com amigos, que valorizem a roda de mate e a boa prosa entre tradicionalistas”, afirma.

 
Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa

Nota do blog: Estava mais que na hora do MTG intervir nos rumos que as acirradas disputas, principalmente das invernadas artísticas, iam tomando. A interação, o construir e fomentar amizades, a troca de conhecimentos, estavam cedendo lugar a rixas, discussões e... vias de fato.

Parabéns ao Movimento pela excelente iniciativa de tentar trazer de volta as horas de prazer e de confraternização entre os concorrentes. Como disse o poeta, se os senhores das guerras sentassem para matear ao de redor de um fogo de chão, o mundo seria outro... Comecemos, então, por aqui, arrumando nossa casa.




  
 
 
 

NOTÍCIAS DA CAVALGADA DA COSTA DOCE



A Cavalgada Cultural da Costa Doce já está na metade do percurso.
 
Os cavaleiros partiram de Guaíba, na quinta-feira(15) e já estão na metade do percurso que percorre a costa da Lagoa dos Patos, entre Guaíba e Pelotas. Tida como uma das mais belas cavalgadas do Rio Grande do Sul, a 16ª Cavalgada Cultural da Costa Doce, saiu do às 14horas do Sítio Histórico, em frente ao Cipreste Farroupilha e a Casa de Gomes Jardim e chegará em Pelotas, no Sul do estado, no dia 25.
 
O prefeito Henrique Tavares acompanhou a o início da cavalgada e cumprimentou os cavaleiros pela realização de um evento tão representativo. “ Guaíba é o Berço da Revolução Farroupilha e a Cavalgada fortalece nossas raízes farroupilhas e fomenta o turismo cultural”, declarou. A 16a Cavalgada Cultural da Costa Doce  passará por Barra do Ribeiro, Tapes, Arambaré, Camaquã, São Lourenço do Sul, Turuçu e Pelotas. Chegando nesta terça-feira(20) em Camaquã. Sendo que quinta-feira(22) e sexta-feira(23) estarão na Fazenda do Sobrado em São Lourenço do Sul, onde uma série de eventos marcarão a passagem pela cidade, e no sábado(24) partem em direção a lha da Feitoria.
 
A pretensão é de que cheguem ao destino final por volta das 13h30min, do domingo. Em Pelotas, serão recepcionados na Igreja Católica – Vila Z3. Para celebrar o encerramento da Cavalgada, acontecerá uma confraternização com almoço para todos os cavaleiros que participaram.


Mais informações e vídeos:
www.cavaleirosdacostadoce.com.br
Fotos atualizadas desta edição:
http://www.facebook.com/cavaleiros.dacostadoce

Jeândro Garcia (comunicação online)
(51) 9943-4742 / jeandro@uol.com.br
Carlos de Souza Gonçalves – Coordenador
(53) 9103-3410




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

CRIA DE SANTO ANTÔNIO




Meu amigo, comunicador e produtor de eventos, Jairo Reis, seguidamente me diz que eu sou seu conterrâneo (Santo Antônio da Patrulha) pois embora eu seja filho de São Francisco de Paula, meu município de nascença pertencia, originalmente, a sua terra natal patrulhense. 

Ontem, para atestar sua afirmativa, mandou-me, pelo face, um mapa lá do ano de 1809 e completou a imagem com o texto abaixo:  

- Olha aí, meu amigo Léo Ribeiro de Souza. Este mapa confirma as minhas afirmativas de que tu, assim como eu, também és rapadureiro, hehehe...  

 Baita abraço  

No que respondi: 

- Pode ser, meu amigo Jairo. Mas se eu realmente fosse filho de Santo Antônio, e como aí, além das rapaduras, se produz a melhor "azulzinha" do Brasil, ficaria melhor com minha identidade ser chamado de "cachaceiro". rsrsrs... Grande abraço.
 
 
 

VOLTEANDO DATAS / 20 DE JANEIRO

Num dia 20 de janeiro, do ano de 1926, nascia em Bagé Dimas Nogues Costa, ou simplesmente Dimas Costa, o Xiru Divertido. Foi um os maiores poetas do Rio Grande e uma das suas poesias mais conhecidas é A Morte do Brigadiano. Também escreveu livros específicos para crianças e por esse motivo é muito declamado nos rodeios ainda hoje.
 
Foi apresentador de programas regionalistas no rádio e televisão como Festança na Querência (com Paixão Cortes), Grande Rodeio Coringa, Céu e Campo, Entardecer na Querência, Pelos Caminhos do Pago, Alma do Rio Grande, Fogo de Chão e tantos outros.
 
Compositor músical nativista, é autor do conhecido Parabéns crioulo, em parceria com Eleu Salvador. Teve atuação no cinema voltado também a temas regionalistas. Morreu a 11 de julho de 1997.


 

TRABALHO DE LOUVOR NO IGTF



Quando se completa 10 anos da morte do cantor e intelectual Edson Otto é com grande orgulho que entregamos o MEMORIAL DOS FESTIVAIS DE MÚSICA NATIVISTA ao povo do Rio Grande do Sul.
 
Trabalho executado pelo museólogo Rodrigo de Oliveira Schneider, que organizou em 60 caixas de arquivo mais de 22 mil documentos referentes aos festivais nativistas.

 
 
 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

19 DE JANEIRO - MORRE JOCA TAVARES


General Joca Tavares, fotografado durante a Guerra do Paraguai
 
Num dia 19 de janeiro, de 1906, morria o General Joca Tavares, personagem por demais conhecido pois foi um dos comandantes maragatos na Revolução Federalista, em 1893, uma das mais sangrentas de nossa terra gaúcha, em face de que não se faziam prisioneiros, se degolava o inimigo. Foi Joca Tavares o comandante das tropas Federalistas (Maragatas) no famoso e épico Cerco de Bagé. 
 
Mas o leitor sabe o que foi o CERCO DE BAGÉ?  Se não sabe, acompanhe por aqui:
 
 
Durante a Revolução Federalista, desencadeada no Rio Grande do Sul em oposição ao governo de Floriano Peixoto, a cidade de Bagé resistiu ao cerco das forças federalistas durante 47 dias, em um dos mais notáveis episódios da História Militar brasileira.  
 
Entre novembro de 1893 e janeiro de 1894, os republicanos, comandados pelo coronel Carlos Maria Silva Telles, buscaram abrigo na Catedral São Sebastião.  Os antigos moradores de Bagé presenciaram de camarote um dos muitos episódios sangrentos que tornaram a Revolução Federalista. uma das mais violentas da história do Rio Grande do Sul e do Brasil. 
 
Bagé era um objetivo importante, pois uma das maiores cidades do Estado, sediava uma importante guarnição militar, tinha ligação por trem com Rio Grande e situava-se em posição estratégica em relação à Campanha e à fronteira.  Além disso, era a terra dos Tavares e de Silveira Martins, principais lideranças maragatas, que faziam de Bagé um dos centros da conspiração e sede do Partido Federalista, uma das frentes de oposição à Júlio de Castilhos. 
 
Natural, portanto, que, ao primeiro refluxo dos rebeldes, os republicanos tratassem de assegurar o controle da cidade. Natural, também, que fosse Bagé o primeiro alvo do general Joca Tavares em seu retorno ao Brasil, depois de refazer suas forças em território uruguaio.  Ele retorna em novembro de 1893, à frente de quase três mil combatentes e ataca em duas frentes. De um lado, Zeca Tavares, seu irmão, toma a estação ferroviária de Rio Negro, a 20 quilômetros da cidade, guarnecida por 500 soldados comandados pelo general Isidoro Fernandes.  A outra frente cerca a cidade. Desde o dia 24 de novembro era possível avistar os piquetes de lanceiros federalistas da cidade, defendida por pouco mais de mil combatentes, sob as ordens do coronel Carlos Maria da Silva Telles. A população, pouco mais de 20 mil moradores, foge da cidade levando o que é possível. 
 
O coronel Telles se prepara para o pior: requisita a comida disponível no comércio, manda construir trincheiras ao redor da praça e concentra ali a resistência. Nas bocas de rua, arma barreiras com fardos de lã, terra, pedras e paus. 
 
Durante quase um mês, os federalistas mantêm o cerco à distância e depois apertam. Ocupam chácaras do subúrbio e entram na cidade. Tomam o Teatro 28 de setembro, a Beneficência Italiana, o Mercado Público, os quartéis, a Rua Barão do Rio Branco e a Enfermaria Militar. Em poucos dias toda a cidade é dominada, menos a Praça da Matriz. 
 
Telles dispunha de batalhão e um regimento de Artilharia, uma companhia de engenheiros, um batalhão da Brigada Militar e um corpo de transporte, comandado por Bento Gonçalves da Silva Filho (filho do líder farroupilha). 
 
Tinha também dois corpos provisórios, gente da Guarda Aduaneira e, a partir do momento em que apertou o cerco, um “batalhão republicano”, com voluntários civis. O coronel tem ordens expressas de Floriano Peixoto para resistir até o fim. 
 
Corre na cidade sitiada uma notícia apavorante: as forças de Isidoro Fernandes haviam sido massacradas no Rio Negro, com mais de trezentos prisioneiros degolados. Começa a faltar comida, há deserções, as fugas se dão pela zona sul da praça, onde era mais fácil chegar ao cemitério que ficava a 600 metros. Joca Tavares ordena que o cerco se feche num “cinturão de ferro e fogo”. Quando o sítio completa um mês, Joca Tavares manda propor ao coronel Telles que se entregue sob garantias. O coronel responde: “Vocês é quem devem depor as armas, porque estão fora da lei. Garanto a todos a anistia ampla!”.  
O natal foi terrível. Atordoada, Bagé enterrava mortos civis atingidos por balas perdidas, chorava as vítimas de violências, saques, incêndios e arrombamentos. Já não havia sequer figos crus e caruru para cozinhar na água e sal. A farinha e as últimas bolachas estavam reservadas para os feridos amontoados na nave central da igreja. 
 
Para aliviar a fome, já se matavam gatos e cães, e o próprio comandante da resistência manda matar seu cavalo para alimentar a tropa. Fome, sede e doenças substituíram a famosa degola na tarefa de abater o inimigo. Quando a situação parecia insuportável, chegam informações de que duas divisões do Exército se aproximam para socorrer Bagé. Com a aproximação dos reforços solicitados pelas tropas legalistas, em cinco de janeiro de 1894, Joca Tavares resolveu promover o ataque final. Derrubando muros e perfurando paredes, os maragatos avançaram. Informado da ação, o coronel Carlos Telles antecipou a defesa, colocando abaixo paredes de dois prédios que ainda não haviam sido alcançados pelos rebeldes. O tiroteio foi intenso até que os legalistas dispararam os canhões e uma descarga de granadas contra a linha federalista. 
 
Na noite de sete de janeiro, começa a ser desfeito o cerco, e os federalistas seguem desolados para Santana do Livramento. Antes de o dia raiar, um vulto se aproxima das trincheiras, solitário, e diz aos cansados e famintos soldados: “Bom dia! os revolucionários deixaram a cidade”. Eles haviam resistido 47 dias de cerco. Telles envia um telegrama ao ministro da Guerra: “Tivemos o desprazer de vê-los em debandada e mal montados, sem terem tentado o ataque decisivo pelo qual tanto ansiávamos...”. No seu boletim, registrou 34 mortos (quatro oficiais) e 91 feridos.