RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Retratista: Eduardo Amorim

EMPEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

UM DIA DEPOIS DO OUTRO...


É... Nada como um dia depois do outro...

Quando alguns rio-grandenses falavam em separatismo, por trazerem na alma resquícios farrapos, ou por serem alijados na política do café-com-leite que beneficiava escancaradamente os habitantes de Minas e São Paulo, ou mesmo por sentirem-se desprestigiados ante as benécies da côrte outrora postada no Rio de Janeiro e posteriormente transferida para Brasília, estes gaúchos foram taxados de tudo por parte dos brasileiros. Adjetivos como antipatriotas, argentinos enrustidos, povo chorão... foram poucos.

E como fica agora, quando movimentos do centro do pais, principalmente em São Paulo, onde grupos organizados, deputados e policiais vem com a mesma proposta, sob o pretexto de que o nordestino é o câncer da pátria? 

Eu vou é ficar quieto para não dizer bobagens...


Vejam o que diz apenas uma das dezenas de manifestações que envolvem até políticos, defendendo a separação de São Paulo do Resto do Pais.



Você ai, já parou para se perguntar qual a identidade do brasileiro? Se um estrangeiro te perguntasse pra definir em 3 características básicas o povo brasileiro, como você definiria?


Samba, futebol e bunda? Amazônia, praia e carnaval? Desenvolvimento e cidades-vanguarda ou pobreza extrema e miséria? Agora, se o mesmo estrangeiro te pedisse uma definição do povo Paulista, você saberia descrever, certo? E do povo Baiano? E dos gaúchos, dos Amazonenses?


O povo Brasileiro NÃO tem identidade. Na verdade, o Brasil é um país que nunca existiu na prática. Nasceu por interesses políticos e econômicos na época do colonialismo europeu, e até hoje é assim: União apenas por interesse político e econômico. Por esse, e outros motivos, eu defendo o direito ao separatismo e ao resgate da cultura local de cada povo. Defendo o direito ao separatismo dos Baianos, dos Paulistas, dos Mineiros, dos Gaúchos, dos Amazonenses e dos Pantaneiros. Defendo o direito de todos reconhecerem e valorizarem sua própria cultura, fortalecer sua identidade e seus costumes, e não a identidade genérica que o Governo Federal quer nos vender, mas a identidade da Nação de cada um. Não existe uma identidade da nação Brasileira, nunca existiu, e provavelmente nunca vai existir.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

1ª TERTÚLIA DA POESIA DE SANTA MARIA



A primeira edição da Tertúlia da Poesia vai encantar os amantes da arte poética riograndense, no dia 1º de novembro, a partir das 20h, no Theatro Treze de Maio. O evento é uma realização da Prefeitura de Santa Maria, Secretaria de Cultura, Galpão da Poesia Crioula, CPF Piá do Sul, e se integra às atividades da XII Tertúlia Musical Nativista, que acontece no final do mesmo mês.

A Comissão Executiva do concurso divulgou os 12 poemas concorrentes, que subirão ao placo no dia do evento. Estes passaram por uma triagem que avaliou 325 trabalhos, pelo poeta Colmar Duarte, pelo declamador Pedro Junior da Fontoura e pelo amadrinhador Claudio Silveira. A divulgação contém o nome do poeta, autor, intérprete e amadrinhador, artista que faz o acompanhamento musical. (confira abaixo)

Cada um dos 12 poemas selecionados para participar da 1ª Tertúlia da Poesia receberá a título de ajuda de custo, o valor de R$ 800, entregues logo após a apresentação do trabalho no palco. Além deste valor, os vencedores concorrem a troféus mais de R$ 5 mil em premiação. No dia do festival já será lançado o CD com os doze poemas.

A Tertúlia da Poesia homenageia dois grandes nomes da poesia nativista: os poetas Colmar Duarte e Antonio Augusto Ferreira, já falecido. Na noite do festival, além da apresentação dos poemas concorrentes, o público poderá acompanhar os shows de Nilton Ferreira e Grupo Pampa y Cielo.

Veja os concorrentes da 1ª Tertúlia da Poesia:

Poema: A Boca Do Monte Grande
Autor: Moisés Silveira de Menezes
Intérprete: Nairo Coutinho
Amadrinhador: Henrique ArboitteTorrel de Bail

Poema: Certas Coisas
Autor: Silvio Aymone Genro
Intérprete: Neiton Perufo
Amadrinhador: Kayke Mello

Poema: Desavença
Autor: Zeca Alves
Intérprete: Zeca Pereira
Amadrinhador: Daniel Cavalheiro

Poema: Dom Divino
Autor: Juliano Costa dos Santos
Intérprete: Louise Antunes
Amadrinhador: Juliano Moreno

Poema: Meu Verso De Olhar Antigo
Autor: Henrique Fernandes
Intérprete: Jadir Oliveira
Amadrinhador: Jadir Oliveira Filho

Poema: No Sarau Dos Meus Fantasmas
Autor: Luis Lopes de Souza
Intérprete: Paulo Ricardo dos Santos
Amadrinhador: Rodrigo Cavalheiro

Poema: O Duelo
Autor: Bianca Bergmam / Rodrigo Bauer
Intérprete: Silvana Giovanini
Amadrinhador: Adão Quevedo

Poema: O Preço Da Lã
Autor: Maximiliano Alves de Moraes
Intérprete: Romeu Weber
Amadrinhador: Pedro Flores

Poema: Razões Das Insônias Que Há Em Mim
Autor: Sebastião Teixeira Correa
Intérprete: Jair Silveira
Amadrinhador: Gustavo Campos e Luciano Salerno

Poema: Toda Gente Que Eu Conheço
Autor: Carlos Omar Villela Gomes
Intérprete: Liliana Cardoso
Amadrinhador: Christian Guterres

Poema: Um Quixote no Sul
Autor: Guilherme Suman
Intérpretes: Thiago Suman / Guilherme Suman
Amadrinhador: Diogo Matos

Poema: Vozes do Maçambique
Autor: José Luiz Flores Moró
Intérprete: Priscila Alves Colchete
Amadrinhador: Marcus Morais / Marcelo Maresia

Fonte: redacao@extrasm.com.br




terça-feira, 28 de outubro de 2014

ENTRE ALFAFAS, QUEIJOS E... LIVROS!



 

Neste fim de semana eleitoral subi a serra geral para os rumos de minha querência, São Francisco de Paula. Aproveitando a olada, fui pagar uma visita a minha amiga Luciana Soares, proprietária da Livraria Miragem, uma das maiores casas de livros do Brasil e ponto de referência que transcende, muitas vezes, o nome de minha cidade, dado a importância e ao reconhecimento, inclusive internacional, que tem este local. A professora Luciana sempre foi uma visionária que realiza nesta Livraria o sonho de muitos anos.

Mas a visita que eu devia a minha amiga é porque, há uns 15 dias, ela inaugurou, dentre tantas salas temáticas que tem a Miragem, um espaço só para autores gauchescos e, convidado especial que fui, ao lado do meu irmão Paulinho Pires, não pude comparecer.   

Mas sábado eu fui, e lhes conto...    


... que lugar lindo, aprazível, calmo, autêntico, onde Jayme Caetano Braun, Aureliano de Figueiredo Pinto, Vargas Netto, os irmãos Cardoso Nunes, e tantos outros, se acham em casa. Neste recanto com tábuas centenárias retiradas dos galpões interioranos o velho Blau, de Simões Lopes Neto, encontra-se com Capitão Rodrigo Cambará, de Erico Veríssimo. E para orgulho deste fazedor de versos, as páginas de meus livros podem ser folhadas no mesmo ambiente rústico em que o grande Mário Quintana tem registrado os seus pensares.


O chão é composto de pedras de taipas (cercas de pedras) com fardos de alfafas, selas, vassouras de guanchuma, tudo para levar as pessoas, principalmente os turistas ao ambiente em que o gaúcho campeiro foi criado. Nas paredes, os livros intercalam-se com objetos antigos.  

Para dar mais autenticidade uma música, gauchesca é claro, retrecha num velho megafone e numa prateleira suspensa um lote de queijos serranos vai secando, dando um cheiro característico ao galpão encravado dentro desta que é uma das maiores livrarias de nossa pátria verde-amarela.  

Quem for até São Francisco de Paula não pode deixar de conhecer a Livraria Miragem e o galpão temático dos escritores regionais. Sejam todos muito bem-vindos. 

  
Soneto a Livraria Miragem
(Léo Ribeiro)

Lúdica paisagem, ilusão da mente,
és tu, miragem, ao sofrido olhar.
Falso oásis no deserto quente,
irreal navio na vastidão do mar.

Mas pra nós, serranos, Miragem é vida,
não é um fruto da imaginação.
Pode ser tocada, pode ser sentida
e, por bela, prende a nossa visão.

É o lar dos livros, casa de cultura,
querência das artes de essência pura,
altiva e nobre, com cheiro de terra.

É a nossa origem materializada,
é a nossa história sendo recontada,
é assim Miragem, no altar da serra. 



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

EL SANTOS VEGA FRANCÉS





La legendaria figura del payador del Tuyú, ha sido motivo de inspiración para escultores, pintores y poetas.

El primero en abordar el tema desde la poesía fue Bartolomé Mitre en el año 1838.

En 1872, el escritor Hilario Ascasubi - nacido en una carreta en la que viajaba su madre ,en Fraile Muerto la actual ciudad de Bell Ville, en 1807- publicó en París "Santos Vega "o "Los mellizos de la flor", extenso poema en el que Vega desempeña el papel de narrador de la historia de los mellizos Luis y Jacinto. Ascasubi estaba exiliado en Montevideo, alli puso una panadería donde, además del pan , "amasó" una considerable fortuna. Gracias a ella, realizó varios viajes a Francia, y en uno de esos viajes,vió la luz este Santos Vega francés...

Eduardo Gutiérrez contó a la manera de folletín la historia de Santos Vega y de su amigo Carmona, perseguidos por la justicia.

En 1885, el poeta Rafael Obligado (1851-1920), tras leer la obra de Gutiérrez, concibió su inmortal poema, En 1950, el novelista Manuel Mujica Láinez publicó el cuento «El ángel y el payador», donde también relata la leyenda de Santos Vega. El cuento está incluido en la obra Misteriosa Buenos Aires (1950). José Larralde lo personificó en el cine.

Muchos dicen que a Vega lo venció el diablo...Otros afirman que fue el progreso...o Juan sin Ropa...Y hasta se sostiene que la memorable payada final fue con el mendocino Gualberto Godoy...

Lo cierto es que NO HAN PODIDO VENCERLO ..Y hoy sentimos que está más vivo que nunca!

VENCEDORES DO 2º SINOS DO VERSO GAÚCHO



 1º Lugar Poesia - A ORIGEM DA PALAVRA

PREMIAÇÃO

Tema do Festival – TAPERA
VELHAS TAPERAS
Autora: Joseti Gomes
Declamadora: Silvana Giovaninie
Amadrinhador: Geraldo Trindade

1º Lugar Poesia
A ORIGEM DA PALAVRA
Autor: Adão Quevedo
Declamador: Paula Daniele Stringhi
Amadrinhador: Adão Quevedo

2º Lugar Poesia
PELOS SONIDOS DO MEU FILHO
Autores: Anderson Fonseca e Paulo Ricardo Costa
Declamador: Leonardo Andrade
Amadrinhadores: Willian Andrade e Gustavo Thomazi Zart

3º Lugar Poesia
PAJONAL
Autor: Sérgio Sodré Pereira
Declamador: Fabrício Vasconcelos
Amadrinhador: André Gonçalves

1º Lugar Declamador
PAULA DANIELE STRINGHI
Poema: A ORIGEM DA PALAVRA \ Autor: Adão Quevedo

2º Lugar Declamador
ANDRÉA ELÓI
Poema: QUANDO O POETA CHOROU \ Autor: Caine Teixeira Garcia

3º Lugar Declamador
NEITON PERUFO
Poema: APOLOGIA DE CAMPO AOS OLHOS TERNOS DA ALMA \ Autor: Henrique Fernandes

1º Lugar Amadrinhador
VINICIOS FREITAS - Poema: QUANDO O POETA CHOROU \ Autor: Caine Teixeira Garcia

2º Lugar Amadrinhador
ADÃO QUEVEDO - Poema: A ORIGEM DA PALAVRA \ Autor: Adão Quevedo

3º Lugar Amadrinhador
RIMICHEL TONINI - Poema: APOLOGIA DE CAMPO AOS OLHOS TERNOS DA ALMA\ Autor: Henrique Fernandes




sábado, 25 de outubro de 2014

CLARIM HISTÓRICO



Está exposto no Museu Nossa Senhora do Rosário Bonfim, antiga Igreja do Galo, em São Gabriel, um clarim histórico, feito em bronze e cobre, que teria sido usado em 20 de setembro de 1835, na tomada de Porto Alegre, a primeira vitória dos "Farroupilhas", na Guerra que durou 10 anos.

O clarim que se encontra em São Gabriel é considerado uma autêntica relíquia da "Revolução Farroupilha". Os registros do museu atestam que ele foi doado em 1932 pelo ex-governador de Santa Catarina, Ptolomeu de Assis Brasil, que era filho de São Gabriel. Segundo se sabe, ele devolveu o instrumento ao Rio Grande do Sul, pois teria sido levado para o Estado vizinho durante as ações militares que desencadearam a proclamação da "República Juliana", em 1839. 

Assim, quase um século depois de ter anunciado combates, avanços e recuos de tropas dos "Farrapos" que lutaram pela proclamação da República Catarinense, a peça acabou retornando ao solo rio-grandense. Esse clarim sempre anunciava todos os processos que o "Exército Farroupilha" realizava em Santa Catarina
.
Já o historiador Osório Santana Figueiredo lembra que, naquela época, cada exército tinha a sua corneta, e o corneteiro andava sempre ao lado do comandante, cumprindo uma função importante, sendo um verdadeiro instrumento de guerra.

O corneteiro oficial dos farrapos foi Antônio Ribeiro, que era peão da estância de Bento Gonçalves e permaneceu morando na estância Cristal, em Camaquã, após o fim da guerra, em 1845. Quando morreu, com mais de 80 anos, teria sido enterrado com sua inseparável corneta, que tantos combates anunciou nos 10 anos da Guerra dos Farrapos.

Tataraneto de Bento Gonçalves, o publicitário Raul Moreira disse que até o fim da vida Ribeiro manteve o hábito de tocar a corneta diariamente, como forma de homenagear o antigo líder, MORTO em 1847. Mas esta já é uma outra história. (Fonte: Jornal “Zero Hora”)




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CLASSIFICADAS DA XXII TERTÚLIA


MUSICAL NATIVISTA DE SANTA MARIA

 

Clique na imagem para ampliar



ANIVERSÁRIO DO MTG



4h – Recepção e credenciamento
16h – Outorgas da OrCav
            Homenagem à Rodrigo Moretto
20h – Jantar
20h30min – Entrega dos títulos de Conselheiros Honorários
                        Entrega dos títulos de Conselheiros Beneméritos
                        Comenda João de Barro
                        Entrega das medalhas Barbosa Lessa

Após as cerimônias inicia o Fandango.


XII ENCONTRO DE BANDONEON DE PF



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

JUSTIÇA DOS EUA DECIDE:

Do site: terra


 QUEM SABE FAZER CHURRASCO É O GAÚCHO!


Restaurante Fogo de Chão, assim como no Brasil, trabalha em esquema de rodízio nos Estados Unidos, o que faz muito sucesso no país

A rede de churrascaria brasileira "Fogo de Chão" ganhou, nesta terça-feira, um processo americano que garante ao restaurante o direito de levar, do Brasil para os EUA, seus churrasqueiros altamente especializados — ou “chefs gaúchos”, segundo o jornal The Washington Post. Segundo o processo, o conhecimento de tais profissionais são "adquiridos culturalmente" e, por isso, os americanos não podem realizar as tarefas com a mesma habilidade.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Federal de Recursos do Distrito de Columbia (o distrito federal dos EUA). Com três juízes no júri, dois votaram a favor do Fogo de Chão e um votou contra.

A churrascaria, assim como no Brasil, trabalha em esquema de rodízio nos Estados Unidos, o que faz muito sucesso no país. "Eles realizam uma cerimônia ritual de corte na mesa, levantando grandes espetos de carne e cortando fatias do alimento, com base nas características solicitadas pelos clientes", diz o jornal, com um discurso deslumbrado.

O juiz Brett Kavanaugh M., nomeado por George W. Bush em 2006, foi quem votou contra a decisão. "O restaurante Fogo de Chão já emprega funcionários americanos em suas unidades nos EUA, o que desmente que americanos não possam realizar o trabalho", diz ele. "Com uma pitada de bom senso, conseguimos perceber que os chefs americanos são aptos para aprender a cozinhar carnes no método brasileiro", afirma ele.

O Fogo de Chão se defende dizendo que nem todos os chefs são brasileiros, mas que é necessária a presença de alguns brasileiros para que seja feito o treinamento com os funcionários americanos. Afinal, a distância, tais conhecimentos são "particularmente difíceis de serem transferidos".