RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Brigada Militar de Rio Pardo 1930

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

domingo, 5 de julho de 2015

MAIS SOBRE ESTA "QUADRILHA"



Nosso amigo, escritor e conterrâneo José Carlos da Fonseca continua olhando, parando e nos mandando imagens de onde aparecemos como "artista" do filme Quadrilha do Perna Dura, do saudoso Teixeirinha, gravado em 1975, em São Francisco de Paula, quando eu ainda morava lá (nos meus áureos 19 anos de idade). Não tinha um pila no bolso da bombacha mas não perdia uma festa.
 
No flagrante de cima o ator principal,Vitor Mateus Teixeira, está ladeado pelo humorista Jimy Pipiollo e pelo Zezinho, da dupla Zezinho e Julieta, falecido recentemente. Eu apareço ao fundo, melenudo, vibrando com a carreirada. Pelo jeito torcia pelo mesmo cavalo do Teixeirinha....
 
Na chapa abaixo aparece em primeiro plano nosso saudoso gaiteiro Davenir, amigaço, que por mais de 30 anos tocou sem cobrar um tostão para diversas invernadas artísticas do CTG Rodeio Serrano. Eu apareço ao seu lado. Acho que ganhamos a carreira....
 
Mas como hoje é domingo e temos tempo, vamos contar uma breve história dentre tantas que se passaram nestas filmagens.
 
Nas cenas de briga, ocorrida nesta mesma carreirada, Seu Célio Santos da Fontoura, o Marimbondo (lá em São Chico todos tem apelido), o mesmo senhor que por longos anos anunciava as mortes dos habitantes no alto falante da torre da igreja, ficou encarregado de dar uma garrafada na cabeça do Nagê Castilhos Cardoso (cena de alto risco rsrsrsrs....).
 
Preparação do cenário, garrafa de cerveja de gesso pintado, copa do chapéu do Nagê forrado com bastante pano, algum ensaio da encenação...
 
O Seu Célio teria que bater no ombro do Nagê, que se virava e levava a garrafada (de gesso) em riba do chapéu (previamente forrado).
 
AÇÃO!
 
Briga e briga, tapa e tapa, tombo e tombo e o Nagê sente a batida no ombro. Se vira e o Seu Célio larga, com toda a força que seus 70 anos permitiam, a garrafada... na testa do Nagê. Nem lembrou-se da tal copa do chapéu. A garrafa, de um gesso duro como pedra, ficou inteirinho na mão do Marimb.., digo seu Célio. Foi uma sangueira de empanturrar vampiro. E o Nagê, entre desmaia e não desmaia, foi levado ao hospital pela ambulância de plantão, isto é, uma kombi de um assistente que tivemos que empurrar para pegar.
 
Oiga-lê tempo bueno!     

 
 
 


ESCUTE AQUI (E VOTE NA MAIS POPULAR)


MÚSICAS CONCORRENTES DO 24º RONCO DO BUGIO
 

Conforme o regulamento está aberta a votação para música mais popular do 24º Ronco do Bugio.
Ouça os áudios no link:
https://soundcloud.com/24oncodougio/sets/24roncodobugio

e vote na sua preferida na enquete no grupo do facebook.



 

sábado, 4 de julho de 2015

PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA


PARTE XIII 
 
ALDO CHIAPPE
 

Nació en Buenos Aires, Argentina, en 1962 y desde pequeño sintió el impulso de dibujar la naturaleza que lo rodeaba.

Su formación artística es básicamente autodidacta.

Luego de terminar sus estudios secundarios y tras algunos trabajos preliminares, recibió de Fundación Vida Silvestre Argentina el importante encargo de ilustrar una serie de láminas mostrando la flora y fauna de los principales ecosistemas de Argentina.

Estas láminas fueron difundidas ampliamente por el país, lo cual propició una amplia difusión a su incipiente carrera profesional.

A partir de allí comenzaron a sucederse colaboraciones para importantes editoriales, libros, publicaciones periódicas, etc., siempre relacionados con la vida silvestre y su conservación.

Su profesión le permitió ilustrar las más diversas especies animales e incursionar en temas como la ecología, botánica, etnografía, arqueología, paleontología, etc., e incluso en la ficción, ilustrando cuentos y leyendas populares de su región.

Muchas de sus obras han formado parte de programas de difusión de la problemática ambiental y para recaudar fondos para proyectos de conservación.

Algunas de sus ilustraciones realizadas para el diario El Clarín, de Buenos Aires han recibido premios internacionales (Society of Publication Designers, The Society for News Design, etc.)

Al mismo tiempo ha desarrollado una carrera como artista plástico.

Desde 1992 ha realizado diversas exposiciones de sus obras.

ALGUMAS OBRAS
 









VEJAM NO ECO DA TRADIÇÃO DE JULHO


Editorial do Presidente: Bancada do Gauchismo

Opinião: Rodi Borghetti fala sobre a Fundação Cultural Gaúcha

A despedida do ídolo: O ultimo adeus a Nico Fagundes

Lei dos Rodeios: Giovani Cherini e o apego as coisas da terra

Os resultados dos concursos regionais: Os 35 anos da Fundação Cultural Gaúcha MTG / Vem ai o Tchencontro e o Acampamento da Juventude / O acendimento da Chama Crioula Internacional / Congresso Internacional da Tradição Gaúcha.

Quando o limite é não ter limites: Uriel supera seus limites e é peão pioneiro da 13ªRT / Conheça as segundas prendas do RS e o 3º Peão Farroupilha

Encontro de Promotores de Rodeios: Será em julho no centro de eventos do Parque da Harmonia 


Leiam o Eco da Tradição de julho acessando:



ATENÇÃO, PROMOTORES DE RODEIOS!





 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

ONDE NASCEU O BUGIO?



Meu amigo Giovani Grizotti me falou que desejava divulgar na RBS o 24º Ronco do Bugio, que acontece agora, dias 10, 11 e 12 de julho, em São Francisco de Paula, mas que precisa de um “mote”, ou seja, algo diferente, que saísse do lugar comum. Argumentou que em São Francisco de Assis havia filmado os bugios (primatas) saltitando livremente na praça da cidade.

Dei a sugestão a este grande repórter investigativo para que filmassem o Adelar Bertussi, 83 anos, que, ao lado de seu irmão Honeyde, foi o primeiro gaiteiro a gravar um bugio em disco (Casamento da Doralice). Tal filmagem poderia ser diante do memorial erguido aos Irmãos Bertussi lá em São Jorge da Mulada, Criúva, local onde nasceram (na época pertencente a São Francisco de Paula mas hoje fazendo parte de Caxias do Sul).
Tiro dado, bugio deitado (só no ditado, pois hoje se luta pela preservação deste primata já quase em extinção devido a ganância do homem). E a gravação, através da RBS Caxias, vai ao ar no sábado do festival (dia 10).    
Mas muitos ficam indagando: - Onde, realmente, nasceu o ritmo bugio?
A discussão existe porque São Francisco de Assis se diz berçário deste compasso crioulo. Segundo os assisenses, o gaiteiro Neneca Gomes teria, com sua gaita de botão, imitado o ronco do bugio macho, no alto dos pinheirais. O escritor Salvador Lamberty acaba de escrever um livro a respeito. Não tive a oportunidade de apreciá-lo, mas deve ter muitas pesquisas de fundamento.
Já São Francisco de Paula, que também requer a paternidade do bichinho, alega que Virgílio Leitão, ali pelas bandas do Juá, fez o mesmo, isto é, imitou no foles de sua botoneira o roncar do macaco quando o tempo está para chuva ou quando se vê acuado. Os advogados de São Francisco de Paula são os próprios Irmãos Bertussi. Adelar, por sinal, me presenteou com uma pesquisa segundo a qual os tropeiros birivas já dançavam o bugio com as índias Caingangues da região serrana de Caxias.
O Folclorista Paixão Côrtes nunca chegou a uma definição sobre o tema mas acha que nenhum dos dois “Chicos” tem razão porque tanto Neneca Gomes como Virgilio Leitão tocavam gaita de oito baixos, que abre num tom e fecha em outro, sendo, por isso, impossível o jogo-de-foles que caracteriza a imitação do ronco. Para ele (Paixão), sem muita convicção ou argumento, a origem do ritmo seria ali pelos arredores de Júlio de Castilhos, já com gaita pianada. Vá entender...
Costumo brincar seguidamente com meu amigo, poeta e compositor Paulo Ricardo Costa, ilustre filho de São “Chico” de Assis sobre o tema. Para nós é mais uma maneira de se divertir e de valorizar o único rítmo genuinamente gauchesco pois é da alma e da criatividade do gaúcho que brotou este trotão sincopado do Rio Grande.
Mas na verdade não é todo o gaúcho que aprecia tal musicalidade porque o pessoal das bandas da pampa prefere mil vezes a milonga. Eu ouvi de Luiz Marenco que jamais gravaria um bugio. E até hoje não gravou... Respeitamos.

PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA


PARTE XII
BEREGA


Luiz Alberto Pont Beheregaray, conhecido por Berega, nasceu em 26 de maio de 1934 em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, Brasil, e falecido em 09 de abril de 2012, na mesma cidade.

Desenvolveu seu gosto e talento pelo desenho ainda na infância mas somente passou a trabalhar profissionalmente como artista plástico no início da década de 70.

Sua temática foi recorrente às impressões da cultura de sua terra, sua região e suas impressões de sua infância em meio ao pampa gaúcho: sua gente, sua cultura e suas coisas e o inseparável cavalo. Neste quesito, rompeu fronteiras e o retratou em inúmeras raças, nos infinitos movimentos, usos, culturas e esportes.

Apaixonado pela cultura regional gauchesca, é um estudioso meticuloso de todos os aspectos relacionados, de sua história aos seus costumes. De suas matizes às suas texturas. De seus movimentos à sua impressão estática de sua forma. De sua força à complascência na fragilidade de linhas tênues e delicadas perpetuadas em seu trabalho.

Tem sido sempre lembrado pelos tradicionalistas, estudiosos e artistas por ter marcado referência em vários aspectos, recebendo ainda homenagens e citações em outras obras como poesias e letras de músicas.

Berega em seu traço forte, meticulosamente trabalhado, vai desde o lado jocoso dos tipos terrunhos nos sempre lembrados Calendários da Petróleo Ipiranga S.A. às centenas de retratos realistas de pessoas e animais usando uma técnica que aprimorou por anos na pintura sobre couro como suporte.
Mostrando desenvoltura do desenho à pintura, do humor ao retrato realista, nunca deixou de estudar à fundo os detalhes, os porquês, a origem. Reflete assim um artista que sempre buscou o completo e o fiel embasado em sua pesquisa, características de seriedade com seu trabalho e disposição na busca da melhoria contínua.

ALGUMAS OBRAS 









quinta-feira, 2 de julho de 2015

ARTISTA POR UM DIA



Bombeiem só a figura melenuda a esquerda da foto. Sou eu, aos 18 anos, nas gravações do filme Quadrilha do Perna Dura, do Teixeirinha, filmado lá em São Chico de Paula. A cena é de uma briga generalizada na cancha de carreiras em que nós, da invernada artística do CTG Rodeio Serrano, éramos coadjuvantes. O diretor do longa metragem, Pereira Dias, ficou tão impressionado com a nossa "atuação" que pediu para irmos mais devagar pois não estava disposto a gastar com hospital.
 
Nosso "cachê" foi um engradado de fanta laranja....
 
Agradeço ao amigo e historiador José Carlos da Fonseca por ter o trabalho de parar o filme e mandar-me este flagrante lá de 1974.
 
E agora eu fico matutando: - Como o tempo é malvado. O que ele faz com um pobre vivente...
 
 
   

PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA


PARTE XI 

CARLOS MONTEFUSCO


Considerado por muchos el continuador de la obra de Don Florencio Molina Campos, Carlos Montefusco decidió hace ya veinte años tomar la posta de aquel gran artista argentino y de tantos otros representantes de nuestra pintura costumbrista como Eleodoro Marenco, Prilidiano Pueyrredón, León Palliere, Rugendas o Monvoisin. Lo une a todos ellos el cariño y la admiración por nuestra gente de campo y por la historia de su Patria. 

Fue en su niñez en Avellaneda, cuando conoció los horizontes ilimitados al descubrir la costa del Plata, y tomó contacto por vez primera con la creación divina. Allí la naturaleza enraizó en su alma para siempre. 

Contrariamente al gran interés que su obra despierta en el público, sus trabajos originales son muy difíciles de ver por hallarse diseminados entre muchos coleccionistas particulares, tanto argentinos como extranjeros.

ALGUMAS OBRAS



 






 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O PRUMO DA TRADIÇÃO



O PRUMO DA TRADIÇÃO
(Léo Ribeiro)

Num metro e meio de espaço
um século e meio de arte...
Desta hora, quem fez parte
aos céus que erga seus braços!
Duas legendas de aço
do Rio Grande topetudo.
Paulinho, sem muito estudo,
o Ibarra um velho aluno,
na humildade mostram o prumo
a quem pensa saber tudo. 

Foto: Marilene Huff

 

VEM AÍ A BUGIADA!



 


ISTO É A TRADIÇÃO GAÚCHA!



Com necessidades especiais, guri de 10 anos conquista título nas Missões.


O menino Uriel Colombo Pereira, 10 anos, foi escolhido o "Piá Pioneiro", no Entrevero de Peões da 3a Região Tradicionalista, nas Missões. O título foi dado porque o guri foi a primeira criança com deficiência a participar do concurso, realizado no fim de semana. Pertencente ao CTG Tropilha Crioula, de São Borja, do qual foi Piá Farroupilha em 2014, ele possui dificuldades para caminhar. 

Por isso, se locomove com andador. Mesmo assim, fez as provas campeiras e artísticas (fotos). Para a mãe, a professora Carmem Regina Colombo, o título conquistado pelo filho serve de exemplo para mostrar que as crianças especiais são capazes de participar de diversas atividades, não apenas na tradição. Que exemplo!! Parabéns ao Uriel e a sua família. Obrigado ao Telismar Lucca pelas fotos!




PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA


PARTE X

MARCIA BASTOS


Artista Plástica de estilo clássico hiper realista, natural de São Luiz Gonzaga, teve formação profissional com renomados mestres. Atua como professora desde 1987, quando começou a participar de exposições, congressos e concursos internacionais, obtendo vários prêmios. 

Desenvolveu vários cursos e seminários frente a seu atelier e também levou seu conhecimento à várias cidades como, Porto Alegre, Santa Maria, São Borja, São Luiz Gonzaga, Posadas e Oberá na Argentina. Atualmente reside em Santa Maria, RS, onde mantém seu atelier com aulas semanais e freqüenta a Universidade no curso de Arquitetura e Urbanismo na ULBRA. 

Faz parte da Associação Centro de Criatividade São Luizense onde foi presidente e organizadora de várias exposições de artistas da região de São Luiz Gonzaga, atualmente também faz parte da Associação dos Artistas Plásticos de Santa Maria. 

Como uma autêntica missioneira sua maior inspiração está em retratar suas raízes, lidas campeiras, índios guaranis, paisagens da terra e principalmente o seu tema preferido cavalos crioulos, que é sua especialidade.

Possui obras na Argentina, Itália, EUA, Inglaterra, Cuba, Suécia e em vários estados brasileiros. Suas obras poderão ser encontradas em exposição permanente na Galeria Só Arte no Shopping Monet em Santa Maria – RS e pode ser feita uma visita virtual em seu site www.marciabastos.com.br
 




 
 
 
 
 
 

terça-feira, 30 de junho de 2015

MERCOSUL RECONHECE A PAJADA


A Pajada é o primeiro bem cultural reconhecido como
Patrimônio Imaterial do Mercosul.

pajadores de diversos países no encontro com a Ministra da Cultura argentina
Tereza Parodi

A pajada foi reconhecida como Patrimônio Imaterial do Mercosul, em recente reunião dos representantes dos Ministérios de Cultura dos países formadores do Bloco, acontecida no dia 18 de junho deste ano, em Brasília, capital federal do Brasil. A demanda partiu das autoridades culturais da Argentina e do Uruguai e a concordância dos demais países. 

O êxito dos pajadores acontece depois de seis anos de trabalho de convencimento. Esta intenção teve início na cidade de Casablanca no Chile, em 2008, quando o pajador brasileiro Paulo de Freitas Mendonça sugeriu, em reunião almoço, aos demais improvisadores presentes que trabalhassem juntos para que a Unesco reconhecesse a poesia oral improvisada como Patrimônio Imaterial da Humanidade. A partir de então alguns pajadores do sul da América começaram a fazer nas suas comunidades um trabalho de convencimento.  

Em seguida, as autoridades de San Vicente, na Província de Buenos Aires, Argentina, criaram uma lei municipal determinando a “payada” como patrimônio imaterial da cidade, assessorados por David Tokar, que se encontrava no Chile em 2008 e por Luis Genaro, também pajador, ambos residente naquela cidade. A partir deste momento, o diretor de cultura de San Vicente, Javier Carbone, abraçou a causa e levou a proposta a âmbito nacional. Em 02 de março de 2013, na tarde do dia em que acontecia o Encontro de Pajadores de San Vicente, houve uma primeira reunião com os pajadores da Argentina, Uruguai e Brasil, a equipe cultural da cidade e os representantes do Ministério da Cultura da Argentina. Porém, antes disso, em abril de 2012, aconteceu na cidade de Montevidéu, capital do Uruguai, um seminário, coordenado por Edgardo Muscarelli, para tratar do assunto em âmbito planetário, gerando um documento denominado Carta de Montevidéu, que posteriormente foi aporte importante para o êxito da intenção. Em abril deste ano de 2015, o Ministério da Cultura da Argentina promoveu o primeiro Encontro de Pajadores do Mercosul e chamou aos improvisadores de seis países para mais uma reunião de trabalho. Foram recebidos pela ministra Teresa Parodi que demonstrou interesse em fazer o processo andar. Em maio de 2015 aconteceram duas reuniões das autoridades culturais dos países do Mercosul, no Brasil, uma em Porto Alegre e outra em Jaguarão, culminando com a terceira reunião em território brasileiro. Esta foi em Brasília no dia 18 de junho, quando o acordo foi firmado consagrando a pajada como o primeiro bem cultural a ser considerado como patrimônio imaterial do Mercosul.   Participaram desta reunião, pela Bolivia, Marko Machicao; pelo Brasil, Juca Ferreira; pelo Chile, Ernesto Ottone; pelo Paraguai, Mabel Causarano. Representando a ministra da Cultura da Argentina, Teresa Parodi, esteve a diretora nacional de Política Cultural e Cooperação Internacional, Mónica Guariglio. Pelo Ecuador, esteve presente o embaixador no Brasil, Horacio Sevilla Borja e pelo Uruguai, o secretario da Embaixada em território brasileiro, Pablo Gorosito. Também participou pela Secretaria do Mercosul Cultural, Carolina Patrone. 

Pajadores brasileiros Paulo de Freitas Mendonça e Pedro Junior da Fontoura 
no Primeiro Encontro de Pajadores do Mercosul - Chile, Cuba, Brasil. 

Foram importantes para a consagração da pajada como arte comum aos países do sul da América, as leis que oficializam o Dia do Pajador. No Brasil, mais precisamente no Rio Grande do Sul, o Dia do Pajador Gaúcho é oficializado por lei o dia 30 de janeiro, em homenagem a data de nascimento de Jayme Caetano Braun. No Uruguai o Dia Nacional do Pajador é 24 de agosto, Em homenagem a data de nascimento de Bartolomé Hidalgo, considerado o primeiro poeta da pátria. Na Argentina, o Dia Nacional do Pajador é 23 de julho em memória à pajada entre o oriental Juan Nava e o argentino Gabino Ezeiza, acontecida neste dia no ano de 1884, em Montevidéu. O Chile ainda não consegui oficializar sua data, porém comemora-se extraoficialmente no dia 24 de julho, em memória o contraponto entre Javier de la Rosa e Mulato Taguada, que teria durado dois dias com suas noites. 

O esforço conjunto dos pajadores do sul da América e o engajamento de algumas autoridades culturais dos países formadores do bloco resultam no êxito do processo e a pajada se torna o sinuelo de outros bens imateriais que possam se tornar patrimônio imaterial do Mercosul. Nada mais justo, porque o improviso é o nascedouro da arte autóctone do território pampiano, antes da definição das fronteiras, quando este território era habitado por maioria de povos àgrafos.

versejadores latino-americanos em mais um encontro da arte pajadoril
na Universidade de Avellaneda

PINTORES DE TEMÁTICA GAUCHESCA


PARTE IX

FRANCISCO MADERO MARENCO 

 Francisco Madero Marenco, de gravata

El joven pintor costumbrista Francisco Madero Marenco (nieto del recordado Eleodoro Marenco) inauguró una nueva muestra de sus obras en el local de Arandú Atalajes en la Ciudad de Buenos Aires.

La exposición de 18 nuevas obras (incluso uno a la que le dió las últimas pinceladas la noche anterior a la inauguración) puede visitarse hasta el Viernes 6 de Noviembre de 2009 en Talcachuano 949 - Buenos Aires en estos horarios: de Lunes a Viernes de 10 a 20.30 hs, y los Sábados de 10 a 13 hs.

De la inauguración realizada el Jueves 22 de Octubre participaron distintas personalidades del tradicionalismo, como el Dr. Romero Carranza: Pintor, Escritor y Jurado de la Sociedad Rural Argentina; el Artesano Armando De Ferrari, quien escribiera unas afectuosas palabras como presentación del catálogo de la muestra y que fue quien dió la nota de la tarde al ser el único que lucía Pilchas Gauchas; el Soguero Pablo Lozano; El Pampa Cura de los pagos de Chivilcoy; la Sra. del recordado Soguero Luis Alberto Flores; y muchos otros que se acercaron a disfrutar no sólo de las obras de arte, sino también de unas empanadas y una copa de vino.

La obra de "Panchito", como le dicen sus allegados, reflejan escenas del campo, el gaucho, sus caballos, sus tareas, los indios; todo con una cantidad de detalles que hacen que uno se quede mirando un largo rato cada cuadro.
 

Como dice Armando De Ferrari en la presentación del catálogo: "De su pincel salieron potros y redomones, paisanos y domadores, vacas recien paridas y yeguadas, yerras y tolderías, indios y milicos, patrones y capataces, federales y unitarios, postas y galeras, muchos cielos y casi todos los paisajes de nuestra querida patria..".

Agradecemos a Nicolás Bunge de la Librería Capítulo I por hacernos llegar la invitación, y a Luis María Loza, de Arandú Atalajes, por la deferencia que tuvo con nosotros.

ALGUMAS OBRAS