RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
José Estivalet declamando na Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

REPONTANDO DATAS / 20 DE FEVEREIRO



 NASCE HONEYDE BERTUSSI
O CANCIONEIRO DAS COXILHAS
 
Pelo escritor são-borjense: Israel Lopes 
 

Hoje, dia 20 de fevereiro, Honeyde Bertussi, nascido em 1923, estaria completando 94 anos de idade. Há pouco, por ocasião do aniversário do grande artista, estive fazendo a minha humilde reverência ao esse PALADINO DA MÚSICA REGIONALISTA GAÚCHA. Naquela oportunidade, postei as capas dos livros: "HONEYDE BERTUSSI, O Cancioneiro das Coxilhas", de autori...a de Léo Ribeiro de Souza (1994) e "HONEYDE BERTUSSI - Música, Festas e Bailes", organizado por Guadalupe Teresinha Bertussi e Neura Cecília Todeschini (Educs/Edigal, 2014). Livros importantíssimos para melhor conhecermos a trajetória desse grande músico, compositor, cantor, pesquisador, historiador e folclorista. Pois, agora, para reverenciar o aniversário natalício de HONEYDE BERTUSSI, reproduzo a capa do livro "IRMÃOS BERTUSSI - História de uma Grande Dupla de Acordeonistas", de autoria de Charles Tonet e Tânia Tonet (Editora Belas Letras, 2012). Além disso, quero destacar mais dois grandes trabalhos sobre Honeyde Bertussi e consequentemente sobre a História dos Bertussi: "Os Gaiteiros de Criúva", da historiadora Lisana Bertussi, publicado na REVISTA GAÚCHA, de Caxias do Sul, na década de 1970. Também, "OS IRMÃOS BERTUSSI E A MÚSICA DE BAILE NO RIO GRANDE DO SUL", do professor Fernando Ávila (tese de Bacharel em Música Popular, UFRGS, 2015). Todos esses trabalhos são importantíssimos para conhecer a obra musical desse grande artista que foi HONEYDE BERTUSSI e OS BERTUSI, é claro. Então, como homenagem a HONEYDE BERTUSSI e ao seu irmão ADELAR BERTUSSI e a todos os BERTUSSI, eu reproduzo o que disse o grande folclorista João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes na contracapa desse livro, dos jornalistas Charles Tonet e Tânia Tonet, de Caxias do Sul:

"Os Bertussi, no início da década de 1950, começaram a surgir com gravações de 10 polegadas, produzindo os discos Coração Gaúcho I e II. E a partir daí começou, no cenário fonográfico e sonoro brasileiro, uma coisa inédita: a música com dois acordeonistas e cantando em duas vozes. Isso não existia no cenário brasileiro. Eles abriram um importante momento histórico nacional e, consequentemente, rio-grandense, até então restrito a Pedro Raymundo.

"Em razão de duas gaitas, um desenvolvia a mão direita, que era a melodia, e o outro, a esquerda, que era o acompanhamento. Então, eles surgiram da junção da sensibilidade musical e das heranças musicais transmitidas pelo pai, o velho Bertussi, que eu conheci e alegrou muito, antes dos filhos começarem a tocar os dois acordeões".