RETRATO DA SEMANA


No rancho de Jeová / mais um Tronco se aproxima / e o Braun faz uma rima / - Vá se chegando pra cá. / O Noel e o Maicá, / e o próprio Jayme Caetano / já caseriando por anos / nesta querência lindaça / recebem o Pedro Ortaça / pra verseja noutro plano.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

BRUXAS EXISTEM SIM!

As pessoas que costumeiramente recebem minhas comunicações sabem que tenho projetos em diversas áreas, e entre elas defendo imperiosamente a valorização da Cultura Gaúcha.

Sou autor de vários projetos e indicações que tratam dos nossos usos e costumes, alguns já aprovados e outros tramitando, como por exemplo:

- Museu do Gaúcho – PLL 01500/2010 (proposta inicial Museu Farroupilha – PLL 01414/2007)

- Memorial em Homenagem ao Chimarrão – PLL 0329/2010

- Parque Temático da Cultura e Folclore Gaúcho – PLL 0732/2010

- Acampamento Farroupilha extraordinário durante a realização da Copa de 2014 – PLL 3298/2010

Se não valorizarmos nossos usos e costumes quem os valorizará?

Nos últimos tempos tenho notado que tem gente que fica “gorando”, esperando que algo errado ou negativo aconteça no Acampamento Farroupilha para comentar e fazer manchetes.

Uma hora é o cavalo pisoteando pessoas, outra é o sujeito que deu facadas. Estas questões merecem mais responsabilidade, ninguém de sã consciência defende cavalos no meio da multidão, nem tão pouco duelo à faca.

Com licença! Não podemos esquecer que moramos na capital internacional do gaúcho, que temos obrigações morais em defesa da cultura, “queiram ou não queiram”, eis a questão.

Se algo não esta bem, ou não ocorre como deveria, devemos discutir e propor mudanças, o que não pode é alguém ditar regras sem ouvir os interessados e entendedores do assunto. Afinal Porto Alegre não é a cidade que ouve a população? Não consultam o “tal Orçamento Participativo” para assuntos menos polêmicos?

Em fim, o que querem fazer com nosso Acampamento Farroupilha? Eu já começo a desconfiar das bruxarias que estão preparando. Não estarão buscando motivos para a transferência do Acampamento Farroupilha? Eu me proponho a fazer a primeira defesa contra a realização da Formula Indy nos arredores do Parque da Harmonia em 12 de setembro de 2012. Veja matéria em anexo, ou no site: www.vereadorbernardino.com.br

Para Fazer Justiça:

O Prefeito José Fortunati em reunião com este vereador e os representantes do Movimento Trincheira da Tradição, disse que não ocorrerá a Formula Indy no local e data prevista. “Podem ficar tranqüilos”.

Claro que a reportagem diz o contrário, mas preferimos confiar no Prefeito. Para que saibam já ESTAMOS DE PRONTIDÃO.

Bernardino Vendruscolo

Vereador – PMDB
51-32204296


terça-feira, 13 de setembro de 2011

O POR QUÊ DE DUAS CHAMAS

Alguns dias atrás fiz uma postagem indagando sobre o por quê da existência de duas Chamas Crioulas, ou seja, a itinerante, acesa no dia 20 de agosto em localidades diferentes (este ano foi em Taquara) e aquela fagulha retirada da Pira da Pátria no dia 07 de setembro de 1947 por Paixão Côrtes. Na minha concepção a de 1947, por seu pioneirismo e representatividade deveria ser a única.

Cutuquei meu amigo Rogério Bastos porque sabia que dali, por sua vivência nos preâmbulos do tradicionalismo, poderia sair alguma explicação lógica. Pois o Rogério não demorou muito e respondeu-me, em seu blog (rogeriobastos.blogspot.com), no que repasso aos nossos leitores, não sem antes agradecer a prestimosa ajuda:


Caro Léo, andei conversando com algumas pessoas para entender esse processo e lendo sobre isso. E vem ao encontro do que já desconfiava (pra dizer a verdade as coisas acontecem, não se nota, e, quando a gente se dá conta, faz parte do folclore, e ai, criam-se lendas).

A chama, como dissestes em teu Blog, nasce em 1947 num ritual tradicional que acontece anualmente no dia 07 de setembro, quando se retira uma centelha da pira da pátria. Até ai, todos sabemos. O que não nos damos conta é que em cidades do interior, nem sempre era "agradável" vir sempre à Porto Alegre. Então começa a nascer uns acendimentos em lugares diversos. Na Fazenda Boqueirão (aquela que tem o fogo de chão acesso à mais de dois séculos), em festividades de aniversário de municípios, enfim, começaram uma série de acendimentos chamados "oficiais".

Buscando oficializar o conceito da importancia da Chama Crioula e valorizar momentos e acontecimentos históricos pelo Rio Grande do Sul, sem deixar de lado a tradicionalidade da chama de 47, foi criado um evento Estadual e itinerante, para o acendimento do símbolo dos Festejos Farroupilhas. A chama Crioula começou a ser acessa em sítios históricos pelo estado promovendo o turismo e a cultura. Guaíba, antiga Pedras Brancas, fazenda de Gomes Vasconcelos Jardim, em 2001. A Chácara de Barbosa Lessa, em 2003 (ele que havia falecido em 2002), na cidade de Camaquã, reverenciando o cérebro e a genialidade do Einstein das tradições gaúchas.

Recentemente Taquara comemorou os 50 anos da Carta de Princípios. Porto Alegre, no dia 07 de setembro, funde as duas chamas e transforma em um só o símbolo da maior festa popular do nosso estado.

Fiz um levantamento dos locais de acendimento da chama desde 2001:

2001 - Guaíba, na fazenda de Gomes Jardim
2002 - Santa Maria, no centro do estado
2003 - Camaquã, na Chácara das Aguas Belas, de Barbosa Lessa
2004 - Erechim, no Recanto dos Tauras
2005 - Viamão, cidade fundamental na história do RS
2006 - São Gabriel, na Sanga da Bica, onde tombou Sepé Tiarayú
2007 - São Nicolau, 1ª redução e um dos 7 povos das missões
2008 - São Leopoldo, Terra de Colonização Alemã
2009 - São Lourenço, no casarão de Ana, irmã de Bento Gonçalves
2010 - Itaqui, o acendimento volta para a fronteira
2011 - Taquara, cinquentenário da Carta de Princípios.

DÉLCIO TAVARES RECEBE COMENDA

DA LOJA MAÇÔNICA FIAT LUX 97, DE CANOAS

Este blogueiro (agraciado em 2010), "Capitão" Délcio Tavares (2011), Adão Bueno (2009) e Jones Bridi, um dos mentores da Comenda Sepé Tiarajú

Ontem a noite, dia 12 de setembro, as dependências do CTG Rancho Crioulo, de Canoas, foram transformadas em Templo Maçônico para a entrega da Comenda Sepé Tiarajú ao cantor nativista Délcio Tavares. Tal honraria é uma criação da Loja Maçônica Fiat Lux, 97, das Grandes Lojas Maçônicas do Rio Grande do Sul, da cidade de Canoas, visando homenagear pessoas que se destacaram no meio tradicionalista no transcorrer do ano. Eu tenho o orgulho de carregar tal medalha no peito.

Délcio Tavares é um intérprete de destaque no meio tradicionalista, saindo-se vencedor em inúmeros festivais nativistas. Andeja pelas cantigas italianas com a mesma desenvoltura. A Comenda Sepé Tiarajú está em muito boas mãos.

BRASILEIRA É A TERCEIRA MAIS LINDA

DO MUNDO

A gaúcha Priscila Machado, que representou o Brasil (e que no ínício do concurso chegou a ser vaiada pelos próprios "brasileiros") no concurso de beleza mais ambicionado pelas mulheres de todo o mundo, o Miss Universo, portou-se com brilhantismo e saiu-se como terceira colocada entre dezenas de verdadeiras beldades de diversos países. A vencedora, foi a linda representante de Angola.

Em Tempo: mandaram-me um e-mail que, em respeito aos co-irmãos, não vou publicar e que dizia assim: CADA TIME COM SUA TORCIDA. Uma foto do Minotauro com a camisa do Inter e outra foto da Priscila Machado, Miss Brasil, com a camisa do Grêmio. Mas, como disse, não vou fazer o registro.

ANTECEDENTES DA GUERRA DOS FARRAPOS

A isenção de impostos ao charque platino, prejudicando os saladeios gaúchos, foi um dos motivos da Revolução Farroupilha


Através da criação de gado e da produção de charque, o Rio Grande do Sul integrou-se à economia central de exportação de forma subsidiária, como abastecedor do mercado interno. Com isso, o Rio Grande passava a possuir uma riqueza econômica, deixando de ser considerado apenas como ponto estratégico da defesa do contrabando no Prata.

Além dos sucessivos incidentes de tomada e retomada da Colônia do Sacramento pelos portugueses, o Rio Grande do Sul sofreu três invasões castelhanas em seu território, além de ser palco da chamada "Guerra Guaranítica", que envolveu tropas luso-castelhanas em um combate com os índios missioneiros, tentando obrigá-los a abandonar as reduções em obediência às disposições do Tratado de Madri.

Dentro deste contexto de verdadeiro acampamento militar a que ficara reduzido o Rio Grande, estabeleceu-se um modus vivendi entre a Coroa e os senhores locais. Além da terra que lhes era concedida, os estancieiros passaram a ocupar cargos de chefes e guardas da fronteira. Este poder dos senhores de terras, exercido na maior parte das vezes em defesa de seus interesses privados, entrava seguidamente em choque com a autoridade dos comandantes militares que representavam os interesses da Coroa no Rio Grande.

Desta forma, a apropriação econômica da terra foi acompanhando a apropriação militar: em cada nova area conquistada aos espanhóis, eram distribuídas sesmarias para a criação de gado. No final do século XVIII, o enriquecimento proporcionado pelo charque contribuiu para agravar os pontos de atrito existentes entre a camada senhorial local e os representantes da Coroa. Clãs familiares enriquecidos passaram a pressionar o governo no sentido de obter cada vez mais poder e autoridade, usufruindo dos cargos em proveito da consolidação da sua riqueza.

Paralelamente ao florescimento das charqueadas gaúchas, surgiram estabelecimentos similares no Prata - os saladeiros - que passaram a disputar com o produto rio-grandense o abastecimento do mercado interno brasileiro, além de controlarem o fornecimento para Cuba.

Desde 1778 vigorava o regime de livre comércio, o que permitiu aos saladeiristas, fazendeiros e comerciantes manterem uma atividade de exportação em crescimento.

No mesmo intuito de beneficiar o setor de ponta da economia platina, foi concedida a isenção de direitos de importação sobre o sal de Cádiz (insumo fundamental para a produção do charque) e, pelas Reais Ordens de 10.4.1793 e 20.12.1892, estabeleceu-se a isenção dos direitos de exportação sobre as carnes salgadas. Tais incentivos, concedidos pelas autoridades, acarretavam um menor custo de produção para os saladeiros platinos, permitindo que eles colocassem sua produção a um mais baixo preço nos mercados brasileiros.

O charque rio-grandense, no caso, não era objeto de iguais medidas protecionistas ou de especial atenção das autoridades, uma vez que se tratava de uma economia subsidiária da economia central de exportação.

Entretanto, essas melhores condições de desenvolvimento do charque platino, sob amparo governamental, foram anuladas, em face das perturbações políticas ocorridas na região no início do século XIX. De 1810 a 1820, o Prata esteve envolvido em guerras de independência, que determinaram a crise dos saladeiros locais. Essas perturbações políticas na área, que iniciaram com a independência das Províncias Unidas do Rio da Prata em 1810, sob a hegemonia de Buenos Aires, prosseguiram em disputas internas entre as forças da chamada Banda Oriental (hoje República do Uruguai) contra a supremacia argentina e culminaram com as invasões das tropas de D. João, no Prata. Em 1820, a Banda Oriental foi anexada ao Brasil com o nome de Província Cisplatina, o que terminou por desorganizar totalmente a produção saladeiril da região. O gado uruguaio foi então orientado para as charqueadas rio-grandenses, seus peões incorporados ao exército brasileiro e vários fazendeiros e militares sulinos estabeleceram-se com estâncias em território oriental.

O fortalecimento econômico dos pecuaristas rio-grandenses tendeu a se expressar também no plano político-administrativo. Nos momentos finais do domínio colonial português no Brasil, começaram, assim, a surgir áreas de atrito cada vez maiores entre os representantes da Coroa na região e a camada senhorial sulina, enriquecida pela pecuária em ascensão.

19ª MOSTRA DA CULTURA GAÚCHA

DE PASSO FUNDO

No flagrante acima nosso grande colaborador do blog, Hilton Araldi, lá de Passo Fundo, no papel de Barão de Caxias, no momento da assinatura de paz do Tratado de Ponche Verde, pondo fim na Guerra dos Farrapos. Conrado Wolff, ao seu lado, representa o General Farrapo David Canabarro. Foto: Laura Regina Araldi

O tempo ensolarado na tarde de domingo contribuiu para que aproximadamente 11 mil pessoas comparecessem no Parque da Gare para prestigiar o Desfile da Mostra da Cultura Gaúcha. A 19ª Edição foi disputada por nove entidades tradicionalistas, que em sua apresentação defendiam o tema central “Nossas Raízes”.

Apesar do atraso no início, o evento, organizado pela Secretaria de Desporto e Cultura e 7ª Região Tradicionalista atingiu os objetivos.

A primeira entidade a desfilar foi o CTG Estância Nova, com o tema “Jesuítas no Território Gaúcho”, seguido da Associação de Trovadores Pedro Ribeiro da Luz, que abordou “Terra de Ninguém e a Fundação da Província”. Os Cavaleiros do Mercosul, trouxe para seu desfile o tema “Os Açorianos e a Fundação de Porto Alegre”, o CTG Moacyr da Motta Fortes, mostrou “Época da Charqueada e a Organização Administrativa da Província”, já os CTG Guapos da Agronomia, tratou da “Colonização pelos Imigrantes – 1ª e 2ª fase”. O CTG Eduardo Müller, abordou a “A Revolução Farroupilha”. O tema do CTG Fagundes dos Reis, foi “Na defesa nacional”, seguido do CTG Dom Luiz Felipe de Nadal e a “Revolução Federalista”. Por fim, quando já passavam das 18hs, o ultima apresentação foi do CTG Lalau Miranda, que levou o tema “Gauchismo: Culto e Prática”.

RESULTADO SERÁ DIVULGADO NO DIA 20.

O desfile contou com uma comissão julgadora composta por jurados que avaliaram os seguintes quesitos: Autenticidade, Indumentária, Carros Alegóricos, Cronologia do Desfile, Interpretação, Criatividade, Conjunto e Desenvolvimento. Conforme o Secretário da Sedec, Alex Necker, todas as entidades cumpriram com o que previa o regulamento. O resultado final será divulgado no Dia 20 de Setembro, logo após o Concurso da Cavalaria, encerrando os Festejos Farroupilhas 2011.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A RUA MAIS BONITA DO MUNDO

Se o Rio Grande do Sul fosse um país, o seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita equivaleria ao do Gabão, aponta reportagem da The Economist publicada na página da revista na internet. Com um mapa do país, a revista esmiúça as desigualdades verificadas entre os Estados brasileiros e compara cada um deles com outros países usando como referência o PIB, o PIB per capita e a população.

Nós, gaúchos, não podemos (e não devemos) perder a pose. A humildade é uma boa virtude, mas tem seus limites, tchê! Somos meio assim, tipo o Grêmio. Se o time está mal, nos defendemos só com o cabo da adaga dizendo que nosso site é o mais bonito do Brasil, que nossa camisa é imortal e tal e coisa e coisa e tal. Se fosse traduzir tal procedimento para o latim, língua que sou meio vaqueano, diria que é o "jus sperniandes", ou seja, o direito de espernear.

Pois quando sai uma reportagem (em grifo acima) nos comparando ao Gabão, retrucamos com outra matéria (em grifo abaixo) que aponta uma rua da capital de todos os gaúchos como a mais bonita do mundo. É isto aí, minha gente. Não vamos, nunca, afrouxar o garrão, até porque não confio muito neste pessoal da tal de The Economist.

Imagens de um enorme tapete de árvores, espremido em meio aos prédios, correram o mundo pela internet e deram à rua Gonçalo de Carvalho, na região central de Porto Alegre, a fama de ser "a mais bonita do mundo".

Em quase 500 metros de calçadas, estão enfileiradas mais de cem árvores da espécie tipuana, que chegam a alcançar o sétimo andar dos edifícios em alguns casos.

Moradores mais antigos contam que as tipuanas foram plantadas na década de 1930 por funcionários de origem alemã que trabalhavam em uma cervejaria no bairro.

Em 2005, a construção de um shopping nas proximidades trouxe o risco de mudanças nesse cenário, o que levou os moradores a se mobilizar. Fotografias circularam entre grupos de ambientalistas, e o "túnel de árvores" se tornou cada vez mais conhecido. Em 2008, um biólogo português viu as fotos e escreveu em seu blog que era a rua mais bonita do mundo.

O apelido "pegou" e a rua ficou famosa na internet. "Traduziram para inglês e tailandês. Passou a ser um viral", diz o artista gráfico César Cardia, 59 anos, da associação de moradores do bairro. Ele tem um blog sobre a via (goncalodecarvalhoblogspot.com).

A divulgação deu certo: o calçamento de paralelepípedos foi mantido, o que evitou a impermeabilização do solo e preservou as tipuanas. Nenhuma árvore foi derrubada.

Como bônus, a rua ainda foi declarada "patrimônio ambiental" pela prefeitura e foi incluída na rota dos pontos turísticos de Porto Alegre. "Volta e meia tem gente aqui tirando fotografia", diz a moradora Silvana Pires, 45.

ESPERANDO A COMPANHEIRA

Sábado ao meio-dia, lá pela Cabanha Fraternidade, enquanto saboreávamos uma chuleta de porco, depois de darmos uma suada nos fletes, bombeamos para o alto de um poste onde cantava (ou chorava?) um João-de-Barro, macho. Por certo esperava em seu rancho, construído de porta aberta para o leste, por sua companheira. Nisto falei para o Dom Beto: - Olha que foto linda daria. Sempre carrego a tira-colo minha máquina de retrato. Justo hoje, deixei em casa.

- Não tem problema, disse o João Alberto Rebellos. Meu celular tem "recurso".

Lascou as fotos e mandou-me hoje cedo. É o mundo informatizado registrando o mundo natural em que vivemos e que, diante das correrias do dia-a-dia, não damos importância para imagens inocentes mas profundas que ocorrem à nossa volta.

TESTE SEUS CONHECIMENTOS

A partir de hoje, até o dia 20 de setembro, publicaremos alguma postagem referente a Revolução Farroupilha, a maior "peleia" dos gaúchos.

Para começarmos, uma brincadeira. Vamos testar como anda o conhecimento dos leitores sobre este fato histórico que tanto orgulha o povo rio-grandense. Pode ser? Então vamos lá:

1. Que data teve início a Revolução Farroupilha?
a) ( ) 19 setembro 1835.
b) ( ) 20 setembro 1835.
c) ( ) 21 setembro 1835.
d) ( ) Nenhuma resposta correta

2. Quem proclamou a República Riograndense?
a) ( ) Bento Gonçalves
b) ( ) Antônio de Souza Netto
c) ( ) David Canabarro
d) ( ) Duque de Caxias

3. De que forma Bento Gonçalves fugiu do Forte do Mar, em Salvador, retornando para o comando da Guerra dos Farrapos?
a) ( ) a cavalo
b) ( ) a pé
c) ( ) nadando
d) ( ) de trem

4. Qual o nome dos lanchões que, puxados por cem juntas de boi, sob o comando de Giuseppe Garibaldi, atravessaram os campos gaúchos rumo a foz do Rio Tramandaí para atacar Laguna por mar?
a) ( ) Seival e Farroupilha
b) ( ) Farroupilha e Liberdade
c) ( ) Liberdade e Seival
d) ( ) Nenhuma resposta correta

5. Qual o verdadeiro nome de Anita Garibaldi, a lagunense heroína da Revolução?
a) ( ) Mariana de Jesus
b) ( ) Anita de Moraes Ribeiro
c) ( ) Anita Mello Cerqueira
d) ( ) Ana Maria de Jesus Ribeiro

6. Em que localidade o Capitão Farrapo Teixeira Nunes, ao retornar da malograda expedição à Laguna, derrota a Divisão Paulista ao comando do brigadeiro Xavier da Cunha, enviada de São Paulo para lutar contra a Revolução Farroupilha.
a) ( ) no Seival
b) ( ) na Ilha do Fanfa
c) ( ) em Bom Jesus
d) ( ) em Guaíba

7. Quem escreveu a letra do Hino Riograndense, no ano de 1838?
a) ( ) Antônio Tavares Pinto Real
b) ( ) Francisco Pinto da Fontoura
c) ( ) Maestro Mendanha
d) ( ) Nenhuma resposta correta

8. Em que batalha os legendários Lanceiros Negros foram praticamente dizimados gerando, até os dias de hoje, profundas discussões sobre o episódio?
a) ( ) Batalha de Marcílio Dias
b) ( ) Batalha do Fanfa
c) ( ) Batalha dos Porongos
d) ( ) Batalha do Seival

9. Que general farroupilha assinou o Tratado de Paz em Ponche Verde?
a) ( ) Bento Gonçalves
b) ( ) Antônio de Souza Netto
c) ( ) David Canabarro
d) ( ) Nenhuma resposta correta

10. Que general farroupilha continuou guerreando, agora ao lado do império, sendo ferido e morto na Guerra do Paraguai?
a) ( ) Bento Manuel Ribeiro
b) ( ) Antônio de Souza Netto
c) ( ) Manuel Luiz Osório
d) ( ) David Canabarro

Se o leitor acertar de 05 a 06 questões está um pouco informado sobre a Revolução Farroupilha.
Se o leitor acertar de 07 a 08 questões está bem informado sobre a Revolução.
Se o leitor acertar de 09 a 10 questões, parabéns. Está muito bem informado.
Se o leitor acertar menos que 05 questões, estará precisando ler mais sobre nossa história.

Respostas: 1a. 2b. 3c. 4a. 5d. 6c. 7b. 8c. 9c. 10b.

domingo, 11 de setembro de 2011

EU SÓ QUERIA ENTENDER

O POR QUÊ DE DUAS CHAMAS!

Ontem ao meio dia, enquanto eu saboreava uma chuleta de porco feita na panela de ferro pelo meu irmão João Alberto, o Dom Beto, lá na Cabanha Fraternidade, fiquei matutando. E quando eu pego a pensar a coisa começa a feder (no bom sentido). O assunto que me veio à cachola não tinha nada a ver com aquele momento solene. É o seguinte: Porque duas Chamas Crioulas? Qual a verdadeira?

Pensem bem!

Num gesto histórico, no dia 07 de setembro do ano de 1947, o rapazote Paixão Côrtes, com autorização da Liga de Defeza Nacional, retirou uma centelha do fogo simbólico que seria extinto na pira da Pátria, ali de fronte ao Monumento do Expedicionário, levando, esta fagulha, até o Colégio Júlio de Castilhos onde ardeu até o dia 20 de setembro, dando início à todas estas comemorações da Semana Farroupilha que vivenciamos até hoje.

Pois Bueno.

De uns tempos para cá, o Movimento Tradicionalista Gaúcho e penso que em comunhão com o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, a todo dia 20 de agosto, em rodízio de cidades pelo Rio Grande (este ano foi em Taquara) acende a Chama Crioula e dá início ás comemorações farroupilhas com intensas festividades.

Eu pensei que esta manifestação vinha em substituição àquele gesto original do Paixão, mas não. No dia 07 de setembro, tradicionalistas retiraram da pira da Pátria uma fagulha da chama e sairam por aí com o simbolismo em forma de fogo.

Então eu pergunto e gostaria que alguém me explicasse: Tem duas Chamas Crioulas? Qual a que vale?

Na minha posição conservadora penso que a Chama recolhida no dia 07 é a verdadeira pois, além do pioneirismo, ilustra com fidedignidade e originalidade um momento histórico e representativo das nossas tradições.

Mas esta Chama acesa no dia 20 de agosto, com um cerimonial grandioso, o que significa?

De repente meu amigo Rogério Bastos, um tradicionalista entendido como poucos nestas lides me dá uma luz.

sábado, 10 de setembro de 2011

PROGRAMA GALPÃO NATIVO

Neste domingo, ás 11:30 da manhã, pelo Canal 07, TV Educativa, tem o Programa Galpão Nativo.

MOSTRA DA CULTURA GAÚCHA

EM PASSO FUNDO

Domingo é dia de Desfile Tradicionalista na Av. Sete de Setembro, com a realização da 19ª Mostra da Cultura Gaúcha. Com o tema central “Nossas Raízes” o desfile contará com a participação de nove entidades.

O início está previsto para as 15 horas em frente à Gare. O CTG Estância Nova vai desfilar com o tema “Jesuítas no Território Gaúcho”; a Associação de Trovadores Pedro Ribeiro da Luz, levará o tema “Terra de Ninguém e a Fundação da Província”; os Cavaleiros do Mercosul, o tema “Os Açorianos e a Fundação de Porto Alegre”; o CTG Moacyr da Motta Fortes, o tema “Época da Charqueada e a Organização Administrativa da Província”; o CTG Guapos da Agronomia vai desfilar o tema “Colonização pelos Imigrantes – 1ª e 2ª fase”; o CTG Eduardo Müller participará da mostra com o tema “A Revolução Farroupilha”; o CTG Fagundes dos Reis irá apresentar o tema “Na defesa Nacional”; o CTG Dom Luiz Felipe de Nadal, o tema “Revolução Federalista”. Por fim, desfilará o CTG Lalau Miranda, levando o tema “Gauchismo: Culto e Prática”.

Para o desfile, cada entidade recebeu uma ajuda de custo no valor de R$ 15 mil. Todos os participantes serão avaliados por uma comissão julgadora e premiados entre o 1º e o 9º lugar.

As Rondas vão continuar na cidade durante este final de semana

Hoje, a Ronda é por conta do Departamento Tradicionalista do Clube Juvenil, que fica na sede campestre do Parque dos Viajantes, onde haverá café de chaleira no valor de R$ 3 por pessoa, almoço e jantar com matambre recheado. No domingo, a Ronda é do CTG Osório Porto, na rua Independência, bairro Boqueirão, com a tradicional mateada, hasteamento das bandeiras, café de chaleira também a R$ 3, além do almoço e jantar com brochete de porco.

Fonte: Jornalismo Uirapuru
Colaboração: Hilton Araldi

VOLTEANDO DATAS - 10 DE SETEMBRO

FUNDA-SE, EM PELOTAS, A UNIÃO GAÚCHA

No Rio Grande do Sul, a 22 de maio de 1898, o Major João Cezimbra Jacques, do Exército brasileiro, gaúcho de Santa Maria (Rio Grande do Sul), inspirado na Sociedad La Criolla, funda em Porto Alegre o Grêmio Gaúcho, para unir os rio-grandenses desunidos pela sangrenta Revolução de 1893 ou Revolução Federalista, que se prolonga até 1895. O Major Cezimbra Jacques, que é hoje patrono do Movimento Tradicionalista Gaúcho, tentou efetivamente deflagrar um movimento tradicionalista, incentivando a fundação de sociedades congêneres nas demais cidades gaúchas.

Em Pelotas, funda-se a 10 de setembro de 1899 a União Gaúcha, mais tarde chamada "União Gaúcha J. Simões Lopes Neto", que teve em suas lideranças nada menos que o grande escritor João Simões Lopes Neto.

Em Bagé, seis dias mais tarde (16 de setembro de 1899) funda-se o Centro Gaúcho.

UNIÃO GAÚCHA

Com 111 anos de fundação, a União Gaúcha João Simões Lopes Neto é a Entidade tradicionalista mais antiga deste Rio Grande em funcionamento, e tem como objetivos relembrar, honrar e conservar as tradições e o patrimônio moral, histórico e cultural do povo sul riograndense.

Cultivando o espírito tradicional da honradez, da dignidade, da lealdade, do cavalheirismo, do patriotismo e da hospitalidade do gaúcho, lembrando através dos seus costumes e usanças, teve seu lema instituída a frase: “PELO RIO GRANDE E AS TRADIÇÕES: TUDO! durante sua fundação em 19 de setembro de 1899 na cidade de Pelotas. Também tem em seus registros, a liderança do ilustre escritor Pelotense, João Simões Lopes Neto, autor de Contos Gauchescos, Lendas do Sul, Causos do Romualdo e tantos outros.

Tudo começou com a fundação do Grêmio Gaúcho por João Cezimbra Jacques em 22 de maio de 1898, que iniciou a implantar no Estado do culto as tradições crioulas, inspirado na Sociedad La Criolla do Uruguai fundada em 24 de maio de 1894. Este sentimento e necessidade de preservar usos e costumes do gaúcho foi o que motivou 82 pelotenses a se reunirem em 10 de setembro de 1899 para a primeira reunião que daria nome a primeira entidade tradicionalista do Rio Grande do Sul. No dia 20 do mesmo ano, este mesmo grupo de “amantes do culto às tradições” e que foram sócios-fundadores, reuniram-se novamente para aprovar os Estatutos e eleger a primeira diretoria, que foi empossada em primeiro de outubro de 1899.

Em 1949, Barbosa Lessa e Paixão Cortes reuniram-se em Pelotas com os ginasianos e tradicionalistas para reerguerem a União Gaúcha, pois depois de muitos anos, em função da Segunda Guerra, a Entidade havia paralisado as suas atividades e ressurgindo assim em 18 de setembro de 1950, reafirmando os princípios de defesa da cultura gaúcha, honradez, lealdade, hospitalidade, liberdade, patriotismo, dignidade, cavalheirismo, desprendimento, cumprimento do dever, autenticidade e adotando o nome completo de União Gaúcha João Simões Lopes Neto em homenagem ao grande tradicionalista e alma inconteste da Entidade e que desde a sua fundação foi um dos membros mais atuantes. João Simões foi seu quarto presidente, empossado em 20 de setembro de 1905.

A LEI 12.672, de 19 de dezembro de 2006 declara a Centenária União Gaúcha João Simões Lopes Neto como bem integrante do Patrimônio Cultural do Estado, oriunda do projeto de lei nº 437/2006 apresentado pelo então Deputado Estadual Nelson Härter Filho.

Colaboração: Hilton Araldi

PROGRAMA FOGO DE CHÃO NA EXPOINTER

O Programa Fogo de Chão, deste domingo, ao meio dia, pela Ulbra TV, foi gravado da Expointer 2011 e trará grandes atrações como César Oliveira e Rogério Melo, Baitaca, Gaúcho da Fronteira, Cristiano Quevedo, Fátima Gimenez, Daniel Torres, Porca Véia e Grupo Cordeona.

O Fogo de Chão, que vai se consolidando como um dos melhores periódicos televisivos do gênero, trará, ainda, duas belas entrevistas com o Patrono da Semana Farroupilha, Alcy de Vargas Cheuiche e o vice-presidente da Farsul Francisco Schardon. Não percam.

HOJE! LANÇAMENTO DO CD...

...DIONÍSIO COSTA ALEGRIA E GAUCHISMO


Convido meus amigos para o baile de lançamento de nosso CD "Dionísio Costa Alegria e Gauchismo", que irá acontecer hoje, dia 10 de setembro, no DTG Galpão Missioneiro, na Restinga, em Porto Alegre.

A animação é por nossa conta!

Um forte Abraço.

Dionísio Costa e Grupo Trancaço.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

BRASIL DE BOMBACHAS

CTG Ronda Charrua, de Manaus, AM.

AÍ QUE EU ME REFIRO, JOCA MARTINS!

Quando fui jurado no 18º Carijo da Canção Gaúcha, festival nativista de Palmeira das Missões, isto lá por junho de 2003, ao analisarmos as mais de 600 concorrentes para a triagem, sempre que o grande gaiteiro Sérgio Rosa (meu parceiro de comissão avaliadora) gostava de uma composição, ele dizia: - aí que me refiro! Aquilo foi martelando minha cabeça.

Posteriormente, durante o evento, notei que diversos artistas usavam a mesma terminologia para reafirmarem de qualquer coisa que haviam gostado. Vi, então, que era o jargão da moda na região.

Pois o grande cantor nativista Joca Martins de tanto fazer uso do bordão, teve a iniciativa e “adotou” o termo. Hoje em dia a frase “aí que me refiro” cruza fronteiras ligada ao nome de Joca Martins, inclusive sendo motivo de reportagem do maior jornal do Rio Grande do Sul, Zero Hora. O grande intérprete que, certamente, já deve ter patenteado o bordão, lançou uma variedade de produtos aonde está estampada sua marca. Tais mercadorias podem ser adquiridas através do Bolicho do Joca (jocamartins@jocamartins.com.br).

Mas bueno. Por diversas vezes já escrevi sobre “amigos” que não conheço pessoalmente ou nunca tive um dedo de prosa. Pois o Joca Martins era um destes.

No entanto, ontem á noite, no Parque da Harmonia, por cinco minutos falei com o Joca e senti neste palanque de i’nhanduvá da cultura musical rio-grandense a humildade e o parceirismo aflorando.

Em tempo: no dia 07 de setembro, lá por São Chico de Paula, comprei o CD Bem Arreglado, do Joca Martins. Que disco de fundamento! Que trabalho feito a capricho! Desci a serra, num dia lindo, ouvindo esta preciosidade do cancioneiro gaúcho. O Sábio do Mate, devo ter escutado umas 12 vezes. Parabéns ao Joca e a todos que trabalharam nesta obra que vai do introspectivo ao campeirismo com a mesma mescla de sentimentos.

Gravura: Lauren de Bacco

"NÍVER" DO PIETRO! ÊTA GURI DOS BUENOS!

Ontem á noite, pela primeira vez neste ano, fui ao Parque da Harmonia, o Acampamento Farroupilha. Quem teve força para me tirar do rancho depois de um dia cansativo e de ter enfiado umas alpargatas nos pés foi o meu afilhado Pietro Carvalho Schuch, filho dos meus compadres Tomaz e Márcia, que fazia, neste 08 de setembro, 15 anos de idade.

O Pietro é um gurizote “lôco” de bueno. Campeiraço uma barbaridade, sem deixar de lado as coisas do seu tempo e de seu meio. Que me perdoe o Dom Tomaz (um tradicionalista por completo que canta, toca, participa de cavalgadas, xiru de ótima oratória, serrano por natureza e com o coração do tamanho do Rio Grande), mas acho que, nesta família, a criatura vai superar o criador.

O aniversário do Pietro foi no galpão dos Cavaleiros da Amizade, do tio Nelson Blehn, grande liderança tradicionalista no Rio Grande do Sul

A festança, regada a muita música gauchesca, aconteceu no Galpão dos Cavaleiros da Amizade. E que anfitriões, minha gente! A Tia Vanda, o Tio Nelson e o Jojô fazem dos Blehn uma família unida pelas cavalgadas e pela tradição gaúcha. E o legado não termina, pois o André (filho do Jojô) vem aí pedindo cancha.

Antigamente, quando se tocava no assunto cavalgadas e todos os meandros que envolvem estas andanças, vinha, antes, o nome do Armando (ali do Bolicho do Armando) ou do coronel Celso Souza Soares. Hoje, não se pode tocar neste assunto de integração através das patas dos pingos sem citar o nome do Nelson Blehn. Sempre bem arreglado, de preferência em baguais, o Tio Nelson vai espraiando simpatia nos lugares em que passa e nos contatos que faz. Mil gracias Tio Nelson, Tia Vanda e Jojô.

MERENDA CAMPEIRA PARA AS ESCOLAS DE PASSO FUNDO

Começam os Festejos Farroupilha e os alunos das escolas municipais de Passo Fundo terão um cardápio diferente. Entre os dias 16 e 19 de setembro as escolas irão oferecer aos estudantes atividades artísticas e comida típica para comemorar a Semana Farroupilha. Será preparado o Kit Farroupilha que terá café de chaleira, almoço típico gaúcho e jantar campeiro. O Coordenador de Nutrição Escolar da Prefeitura, Cláudio Canal, revela como se deu a escolha pelo cardápio e o que será servido aos estudantes.

Além dos 12 mil alunos das 36 escolas municipais de Ensino Fundamental, o Kit Farroupilha será oferecido para os cerca de 300 alunos do EJA antes do início da aula noturna. O cardápio campeiro será servido para os estudantes conforme o cronograma de cada escola municipal. Segundo a Coordenadoria de Nutrição Escolar, os alimentos serão entregues às escolas até o dia 15 de setembro.

Fonte: Jornalismo Rádio Uirapuru
Colaboração: Hilton Araldi


DO FOGO SIMBÓLICO À CHAMA CRIOULA

O encerramento da Semana da Pátria que culminou com a extinção do Fogo Simbólico, marcou também a abertura dos Festejos Farroupilha em Passo Fundo. No Quartel do 3º RPMon ocorreu a fusão de uma centelha do Fogo com a Chama Crioula que foi trazida desde a cidade de Taquara/RS, pelo Grupo Cavaleiros do Planalto Médio. Desta forma foi oficialmente aberta a programação Farroupilha, que prosseguirá até o próximo dia 20 de setembro com uma agenda repleta de atividades.

O Desfile da Mostra da Cultura Gaúcha, com nove entidades, será no dia 11 e, o tradicional Concurso da Cavalaria, no dia 20. Nos CTG´s e entidades tradicionalistas em Passo Fundo, acontecem as Rondas Campeiras. No dia 15, atividades culturais e uma mateada irão movimentar a Praça Marechal Floriano. Nos dias 18 e 19 acontecerá o Acampamento Farroupilha no Parque da Roselândia. A coordenadora da 7ª Região Tradicionalista do MTG, Gilda Galeazzi, convida a população passo-fundense a participar das atividades.

Para hoje, a Ronda Tradicionalista está sob a responsabilidade do CTG Fagundes dos Reis. Às 7 horas iniciou a mateada e às 8h, o momento cívico com o hasteamento das bandeiras. O café de chaleira, que custa R$ 3,00, é servido às 8h30. Durante o dia haverá inúmeras atividades culturais, ao meio dia tem almoço e a Ronda encerra com um Jantar. A Rádio Uirapuru está presente nos Festejos Farroupilha, transmitindo os Desfiles e acompanhando as Rondas Tradicionalistas até o próximo dia 20.

As informações serão trazidas por Orlei Caramês, com flashes diários na programação. O oferecimento é de Loja Ponto 10, Self Auto Peças, Proteger, Planalto Tintas, Eletropasso, Transpasso, Exaustores Eólicos, Vencal Calçados, Loja das Borrachas.

Foto: Ronaldo Rosa
Fonte: Jornalismo Rádio Uirapuru
Colaboração: Hilton Araldi

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

08/09/1915 - MORRE PINHEIRO MACHADO

Túmulo de José Gomes Pinheiro Machado, uma obra de arte no cemitério da Santa Casa, em Porto Alegre.

Pinheiro Machado estudou na Escola Militar e aos quinze anos abandonou o curso para lutar, como voluntário, na Guerra do Paraguai. Deixou o Exército em 1868 e permaneceu durante seis anos na fazenda de seu pai, no Rio Grande do Sul, para se recuperar do desgaste físico sofrido em batalha.

Após esse período, viajou para São Paulo, onde se formaria em 1878 pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Ainda estudante, formou com alguns colegas o Clube Republicano Acadêmico e fundou o jornal A República. Após a sua formatura, casou-se, ainda em São Paulo, com Benedita Brazilina da Silva Moniz e voltou para o Rio Grande do Sul, onde passou a exercer a advocacia na cidade de São Luís das Missões, atual São Luís Gonzaga, e ainda fundou o primeiro partido republicano daquela província.

Ardoroso defensor do estabelecimento da República no Brasil, lançou-se à propaganda com republicanos como Venâncio Aires, Demétrio Ribeiro, Apolinário Porto Alegre, Ramiro Barcelos, Joaquim Francisco de Assis Brasil e Júlio Prates de Castilhos, de quem ficou amigo.

PolíticaCom o advento da República, elegeu-se senador, participando a seguir do Congresso Constituinte (1890/91), na cidade do Rio de Janeiro. Com a eclosão da Revolução Federalista no seu estado natal, em 1893, deixou a sua cadeira no Senado Federal, para combater o movimento armado no comando da Divisão Norte, por ele organizada.

Pinheiro Machado aos 15 anos, no Corpo de Voluntários da Pátria.Derrotou os revolucionários comandados por Gumercindo Saraiva na Batalha de Passo Fundo, fato esse que lhe valeu a patente de general. Retornou ao Senado, onde permaneceu até a sua morte.

Foi, também, um dos mais hábeis políticos brasileiros, conseguindo impor-se no Senado, onde, com a sua liderança, desempenhou um papel importantíssimo para a consolidação da República. Estendeu o seu grande prestígio à Câmara dos Deputados. Pinheiro Machado atingiu a sua máxima influência quando Nilo Peçanha assumiu a presidência, após a morte de Afonso Pena. Nessa ocasião apoiou a candidatura do marechal Hermes da Fonseca à presidência da República em oposição a Rui Barbosa, apoiado pelos estados de São Paulo e Bahia, entretanto, o resultado das eleições foi de 403.800 votos para Hermes da Fonseca contra 222.800 para Rui Barbosa, na época, o normal era que um candidato de oposição recebesse de 20 a 30 mil votos. Durante o governo de Hermes da Fonseca, teve papel predominante na política de salvação, movimento que visava apaziguar as disputas entre as oligarquias regionais[1].

Os partidos da República Velha eram constituídos em âmbito regional, como o Partido Republicano Paulista, o Partido Republicano Rio-grandense e outros. Pinheiro Machado, com a sua ampla visão política, adiantou-se no seu tempo ao fundar um partido político nacional, o Partido Republicano Conservador – PRC.

Apoiou e garantiu, também, a eleição de Venceslau Brás. Este, porém, ao ser eleito, não teria na visão de Pinheiro Machado cumprido os compromissos assumidos durante a campanha.

Numa hábil manobra política oposicionista, Pinheiro Machado fez com que o ex-presidente Hermes da Fonseca fosse eleito senador pelo Rio Grande do Sul.

Pinheiro Machado foi apunhalado pelas costas no dia 08 de setembro de 1915 por Francisco Manso Paiva, no saguão ("hall") do Hotel dos Estrangeiros, situado na Praça José de Alencar, na cidade do Rio de Janeiro, deixando um grande vazio no cenário político nacional. Com a sua morte, o Partido Republicano Conservador, do qual era presidente, praticamente desapareceu.

PROMOÇÃO "BEM ARREGLADO"

Queremos dar os parabéns ao Jeândro e a Ewilin Ayres, leitores de nosso blog, por classificarem-se em segundo lugar na promoção "Bem Arreglado", concurso de fotos que serviu para promover o novo CD do cantor Joca Martins.

Caros mateadores aqui do blog, juntamente com a gravadora ACIT e a gentil colaboração da Juliana Spanevello do Programa Pampa e Flor, tenho alegria de anunciar os vencedores promoção Bem Arreglado!!! O primeiro lugar foi para Rodrigo Ramos, de Arroio dos Ratos, RS e o segundo lugar foi para o casal Jeândro Garcia e Ewilin Ayres, de Gravataí, RS. (Joca Martins)




UNIVERSO FEMININO NAS CAVALGADAS

Texto: Joana Dias
Fonte: Luciana Heitelvan (foto acima, com a bandeira branca)

"Deus me privou da inveja e da vaidade. Aprendi que a felicidade mora nas coisas humildes. Eu gosto mesmo é de ficar aqui com meus cavalos e procuro mostrar aos mais jovens que o bicho possui uma enzima cujo poder agrega as pessoas". - José Márcio Carvalho Leite - Haras Caxambu/MG.

Com o intuito de mostrar um pouco do mundo das cavalgadas, a Cavaleira Luciana Heitelvan, da CCPP - Coordenação da Cavalgada de Prendas do Paranhana, da cidade de Taquara, no Rio Grande do Sul, contou ao INEMA sobre o valor sentimental que tem pelas cavalgadas, a participação das mulheres nos eventos, como manter o tradicionalismo atualmente, além de dicas para interessados em praticar a atividade.

História

A história de Luciana em cavalgar representa o seu apego com as coisas de sua terra, o Rio Grande do Sul. Outro ponto foi a paixão pelas tradições, o incentivo que teve de seu grande amigo, Sérgio "Gaudério" Barbosa, considerado um dos maiores tradicionalistas serranos.

O fator genético também é muito forte nela. "É o sangue que corre nas veias", ressaltou Luciana. Ela teve o exemplo de seu avô tropeiro "Bielo", um dos fundadores do C.T.G Querência de Canela/RS, cidade onde a cavaleira nasceu. "O meu pai, Mário de Oliveira Heitelvan, serviu na cavalaria quando esteve no quartel, na cidade de São Gabriel", contou Luciana, reforçando que realmente está levando adiante uma tradição.

Cavalgadas

"Nas cavalgadas, sinto-me muito mais perto de Deus. Integrando-me com a natureza, entrando nas matas perfumadas de flores silvestres e ouvindo o canto dos pássaros, a sinfonia das águas", revelou a prenda, sobre a sua emoção ao participar das cavalgadas.

Em um dos eventos que participou em Canela, Luciana presenciou a emoção de um senhor, que, em lágrimas, falou na passagem da sua comitiva de prendas montadas em mulas: "Eu pensei que nunca mais iria ver isso...", relembrou referente ao comentário do admirador.

Nos diversos lugares onde as cavaleiras tropeiam com seus cavalos, por onde passam sentem a energia hospitaleira dos habitantes daquelas regiões. Os moradores vão para as janelas, tiram fotos, correm para seus portões para ver o que está acontecendo, acenam para as cavaleiras dando as boas-vindas, interagindo no evento, tornando-o mais especial. É um contato fantástico com pessoas até então desconhecidas, mas que, naquele momento, passam a fazer parte da história. Este marco de recepção e hospitalidade traz emoção para todos aqueles que vivenciam o retorno às raízes.

A importância das mulheres

As mulheres possuem um papel importante nas cavalgadas. A tradição nesse esporte, de avós cavalgando com suas netas, mães levando suas filhas, ensinando como lidar com os cavalos, repassando as experiências de geração em geração. Para manter o tradicionalismo, segundo Luciana, "a mulher coloca-se como guardiã dos valores e esteio da família, em uma sociedade cheia de problemas e compromissos", conclui.
O sucesso das cavalgadas está em bem organizar. É necessário um trabalho sério, objetivando integrar-se com os moradores locais nos momentos das paradas. É utilizado um regulamento para o bom andamento do evento. Importante haver respeito para ostentar esse orgulho e levar o Rio Grande no lombo do cavalo. É preciso cuidado com o cavalo, respeitá-lo", revelou a cavaleira, sobre a repercussão do sucesso dos eventos, organização e tratamento para com os cavalos.

Para as mulheres que desejam começar a cavalgar e participar das cavalgadas com as prendas, Luciana responde com um trecho do livro "Cavalo para mim é um trono", de Eduardo Festugato:

Andar a cavalo & cavalgar

Equitar é ligar o próprio sistema nervoso ao corpo do animal, como se ele fosse extensão do próprio corpo. É comunicar-se com ele através das rédeas, bridões, buçais, cabrestos, mas também com as pernas, com a postura (posição do corpo), com o tom de voz.

Luciana é colaboradora assídua do Portal INEMA, trazendo sempre as notícias sobre as cavalgadas, sobre a sua terra e mostrando como é bom o modo simples de viver.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

VOLTEANDO DATAS - A CHAMA CRIOULA

O simbolismo do fogo é universal, encerra em si o poder e a força. Assim como na Semana da Pátria, também na Semana Farroupilha temos um fogo simbólico, a "Chama Crioula", aliás, esta tem origem naquela: foi em 07 de setembro de 1947 que, pela vez primeira, ardeu um candeeiro crioulo.

A "Chama Crioula" representa a história, a tradição, a alma da sociedade gaúcha, construída ao longo de pouco mais de três séculos. Em torno dela construímos um ambiente de reverência ao passado, de culto aos feitos e fatos que nos orgulham, de reflexão sobre a sociedade que somos e a que queremos ser. Frente à chama, não fazemos festa, não bebemos, não dançamos. Nossa postura é de reverencia e de compenetração cívica.

Os idealizadores da Chama Crioula foram jovens estudantes vindos da campanha para a Capital, que procuravam um espaço onde pudessem reviver suas origens do campo e cultivar sentimentos regionalistas. À meia noite do dia 07 de setembro de 1947, antes da extinção do fogo simbólico da pátria, Paixão Cortes e dois amigos, então estudantes do Colégio Júlio de Castilhos, retiraram uma centelha da chama e a conduziram a cavalo ao saguão do colégio, onde ardeu em um candeeiro até a meia noite do dia 20 de setembro. Durante esse período, os jovens realizaram uma programação que contou com cantos, poesias, palestras e exposições sobre a cultura gaúcha. Desde então, a Chama Crioula passou a representar um local onde o povo do Rio Grande do Sul cultiva as suas tradições.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

DOS TEMPOS DE OUTRORA - I

Máquina de costura a pedal marca Singer. As mais antigas eram tocadas com a mão. Foi numa destas, da foto acima, que minha mãe, Doralice Ribeiro de Souza, desde os 15 anos de idade, trabalhou, dioturnamente, ajudando meu pai a sustentar a prole, sem deixar de lado todos os afazeres domésticos bem como a educação dos filhos. Quanta saudade!

DOS TEMPOS DE OUTRORA - II

Funda, atiradeira, estilingue, bodoque. Várias são as nominações desta "arma" que, segundo reza a lenda, David derrubou Golias. No meu tempo, feita por nós mesmos com uma boa forquilha, borrachas de câmara de pneu e um pedaço de couro, era apenas um divertimento para espantar os passarinhos. Dificilmente a piazada acertava um bodocaço. Hoje em dia os pais, acertadamente, desaconselham tal brinquedo e a velha funda é usada apenas para atirar celulares de fora para dentro dos muros dos presídios.

NOSSA TERRA - CAPÃO A CANOA

Em 1752 casais de açorianos chegaram ao Rio Grande do Sul, desembarcando no Porto de Dorneles. O município de Capão da Canoa, que hoje faz parte da região do litoral do estado, tem como origem a Sesmaria das Conchas, que pertencia a Inácio José Araujo de Quadros, por volta de 1800.

No início era formado por grandes dunas, banhados, mar cristalino, esteiras, matos e capões, ficando a leste o mar e a oeste as lagoas e rios. Na verdade, o nome Capão da Canoa já existia no interior de uma fazenda de propriedade da família Nunes, na extensão da praia de Xangri-Lá (hoje município de Xangri-Lá), com fundos para a Lagoa das Malvas, pois este era quem dava apoio aos visitantes que passavam ou vinham veranear. Com o tempo, este lugar passou a ser conhecido como Capão da Canoa, fazendo com que o velho nome Arroio da Pescaria desaparecesse. Primeiramente, junto a um pequeno povoado surgiu um armazém de secos e molhados; depois, um hotelzinho de madeira com dois quartos.

Capão da Canoa floresceu por volta de 1900 com o nome de Arroio da Pescaria, época em que os primeiros ranchos começaram a se agrupar à beira-mar. O nome originou-se de um pequeno córrego localizado próximo ao mar. O local abrigava, além de pescadores, também alguns aventureiros. Por vezes, o local era visitado por tropeiros, fazendeiros e viajantes.

Mais tarde, por volta de 1920, começaram a chegar os primeiros veranistas oriundos da serra gaúcha e também de Porto Alegre. Os maiores frequentadores eram os descendentes das colônias alemãs e italianas. Por volta de 1940 a colônia israelita também começou a se fazer presente em bom número. O nome de Arroio da Pescaria só começou a desaparecer na década de 1940, quando alguns entendem que surgiu a denominação Capão da Canoa.

Pelo Ato Número 073 de 1 de fevereiro de 1933, Cornélios surgiu como 6° Distrito de Osório, onde estava incluída também a Vila de Capão da Canoa. Em 1952, o 6° Distrito de Osório, Cornélios, foi transferido para Capão da Canoa. A emancipação do município caponense veio trinta anos depois, pela Lei 7.638 de 12 de abril de 1982. A posse do primeiro prefeito foi em 31 de janeiro de 1983. Inicialmente, o município contava com 23 balneários, possuindo trinta quilômetros de orla marítima.

ANIVERSÁRIO DO JADER LEAL

Buenas!

Quero convidá-los para a comemoração do meu aniversário, que acontecerá no dia 10 e setembro, sábado, às 22h, no Boteco Tchê, em Porto Alegre.

Conto com tua presença para fazermos uma baita festa! Em anexo o flyer de divulgação.

Serviço:
Show de Aniversário de Jader Leal
Dia 10/09, sábado, às 22h
Local: Boteco Tchê- Rua José do Patrocínio, 885, Cidade Baixa, Porto Alegre/RS
Informações e reservas: 51. 3228.5262
Estacionamento conveniado.

Um grande abraço!

Jader Leal
51 9723.7228
www.jadermusiqueiro.blogspot.com
www.twitter.com/JaderLeal
www.youtube.com/jaderleal

DEPOIS DOS MATES, SOU A CAMBONA VAZIA QUE DERRAMOU SUA SAUDADE SOBRE A ERVA!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PROGRAMA GALPÃO NATIVO DA EXPOINTER

POR JEÂNDRO GARCIA


Boa tarde amigo Léo,

Envio mais esta resenha, agora sobre o Galpão Nativo, ao vivo da Expointer 2011, que estava de fundamento!

Apresentação da Shana Müller e Leandro Cachoeira, convidados: Érlon Péricles, Alcy Cheuiche, Liliana Cardoso, Walther Moraes e Demétrio Xavier.

Gostei muito do programa, embora o sol mais quente que o inferno, não arredamos o pé, pois além de grandes apresentadores também estavam grandes convidados. O ponto máximo, na minha opinião, foi Alcy Cheuiche, que deu uma breve aula sobre a Revolução, até nos mostrando outro enfoque sobre ela. Érlon Péricles além de grande compositor mostrou o quanto é um baita cantor. Walter Morais não precisa dizer algo, é um outro nome da nossa cultura que sempre devemos dar o devido valor.

Apresentou-se também a declamadora Liliana Cardoso, ganhadora de diversos prêmios e sei lá quantos ENART, todos ficaram paralisados com a sua apresentação e que remete a esse dia de hoje, 05/07 "Dia do Jovem Tradicionalista", que tanto tem que se dedicar e enfrentar adversidades como a pressão de amigos(que estão fora do tradicionalismo), estudos, trabalho, família e outros lazeres, a fim de preservar as nossas tradições.

Outra grande apresentação foi de Demétrio Xavier, que está com o programa "Cantos do Sul da Terra" as 6h, 107.7 MHZ, grande conhecedor e divulgador da arte gaúcha como um todo, Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul.

Fiz este vídeo com um resumo do programa, o som não esta bom, devido a proximidade com as caixas de som, mas da para se ter uma ideia do quanto foi um grande programa, Shana, Cachoeira e a produção estão de parabéns! http://www.youtube.com/watch?v=RRxDJjTLbuQ

Também te envio algumas fotos.

Grande abraço

Jeândro Garcia


Apresentadores Leandro Cachoeira e Shana Müller

Alcy de Vargas Cheuiche, Patrono da Semana Farroupilha

Cantor e compositor Érlon Péricles

Declamadora Liliana Cardoso

Cantor Walther Moraes

CÉSAR E ROGÉRIO - AGENDA DE SETEMBRO

Segue em anexo nossa agenda de shows para o mês de setembro.

Cordialmente,
Mariana Pires;
Produção Executiva;
Fone: 51. 9822.9151;
MSN: piresmariana@hotmail.com
www.cesarerogerio.com.br

AGENDA LUIZ MARENCO - SETEMBRO


Confira nossa agenda para o mês de Setembro em nosso site www.luizmarenco.com.br

Dia 02 – Cruz Alta – RS – Jantar Baile no CTG Turibio Veríssimo, Rua Barão do Rio Branco, nº 2552, às 23h30min.

Dia 03 – Santo Ângelo – RS - Lançamento da 3º Revista Ronda Gaúcha, no Parque de Exposições Siegrefied Ritter, às 23h

Dia 06 – Vacaria – RS – Noite Gaudéria no Clube do Comércio, Rua Dr. Flores, n°352 – pós 23h

Dia 07 – Bagé – RS – Show de Luiz Marenco na AABB Bagé, no Salão Social da AABB, na Avenida Tupy Silveira, s/n, às 20h

Dia 09 – Muçum – RS – 24ª Semana Farroupilha de Muçum, no Acampamento Crioulo, na Praça da Matriz – às 21h

Dia 10 – Porto Alegre – RS – Semana Farroupilha de Porto Alegre – Parque Harmonia – pós 22h

Dia 11 – Sapiranga – RS – Comemorações da Semana Farroupilha 2011 de Sapiranga, no Parque do Imigrante, Avenida Mauá, n. 170 – pós 20h

Dia 12 – Santa Rosa – RS – Semana Farroupilha SESC 2011 - Centro Cívico e Cultural Antonio Carlos Borges – 20h

Dia 13 – Erechim – RS – Semana Farroupilha 2011 de Erechim, Seminário Nossa Senhora de Fátima – 20h30min

Dia 14 – Cachoeirinha – RS – XXV Ronda Crioula de Cachoeirinha “Preservando as Tradições e Costumes”, na Avenida Frederico Augusto Ritter, n. 2626, Pda 50 – 21h

Dia 15 – Uruguaiana – RS – Semana Farroupilha 2011, no Piquete dos Marques, na Rua Benjamin Constante, n. 2677 – 23h

Dia 16 – Horizontina – RS – Semana Farroupilha 2011 de Horizontina, Avenida dos Imigrantes, nº 483 – 22h

Dia 17 – Canela – RS – Semana Farroupilha de Canela 2011, no Parque de Rodeios do Saiqui – 22h

Dia 18 – Guaíba – RS – 1ª Mostra Reculuta da Canção Crioula - Ginasio Municipal Coelhão – 20h

Dia 18 – Canoas – RS – 18º Festejos da Semana Farroupilha de Canoas – Parque Eduardo Gomes – 22h

Dia 19 – Bento Gonçalves – RS – Semana Farroupilha 2011 – Parque Municipal de Rodeios General Bento Gonçalves da Silva – 22h

Dia 19 – André da Rocha – RS – Semana Farroupilha 2011, CTG Tropeiro Lagoense, Rua Buarque de Macedo, s/nº - 23h30min

Dia 20 – Novo Hamburgo – RS – Semana Farroupilha , Rua Boa Saúde, s/n, às 16h30min

Dia 20 – Caxias do Sul – RS – Semana Farroupilha 2011 – Pavilhões da Festa da Uva – 19h30min

Dia 23 – Medianeira – PR – Show com Luiz Marenco - Avenida 24 de outubro, n. 1996 – 23h

Dia 24 – Caçapava do Sul – RS – Lançamento da Nova Identidade Visual do Farrapo - Sede campestre Tady Ilha Machado do CTG Sentinela dos Cerros - 21h

Dia 25 – Carlos Barbosa – RS – 52º Aniversário de Carlos Barbosa, Parque da Estação – 16h


Escritório de Produção Mariana Ferreira
(53)9963.0391/8113.4124

Produção Executiva de Luiz Marenco
www.luizmarenco.com.br
contato@luizmarenco.com.br
mariana@rockembach.com.br

REMEXENDO OS GRAVETOS

Como tivemos problemas de formatação em nosso blog e a solução foi excluir as matérias de quarta-feira passada para cá e, em face de que os problemas foram solucionados mas muitos leitores do blog não puderam acompanhar as postagens destes dias, resolvemos re-publicar uma matéria representativa de cada dia e que são as seguintes:


sexta-feira, dia 02 de setembro
DE COMO CANTAR UM HINO

O Hino Rio-grandense é como um "Pai Nosso" para o gaúcho


“Essa idéia de ficar louvando uma coisa porque é tua é algo que muitas vezes chega às raias do ridículo, como a prática de cantar o hino gaúcho antes de cada jogo de futebol. É um negócio bizarro”.

Em contraponto a esta grande e despeitosa asneira que disse o cineasta “gaúcho” Jorge Furtado (que convive, mas não aprende com Tabajara Ruas) em entrevista ao Jornal Sul 21, saiu uma pesquisa, ante-ontem, para saber qual do hinos é mais popular: o nacional ou o rio-grandense.

A empresa Segmento perguntou: “Qual dos dois hinos você prefere cantar?”. As respostas foram:

54% do Rio Grande do Sul
46% do Brasil

Foram entrevistadas 400 pessoas de ambos os sexos, moradores da capital, com idades entre 16 e 65 anos e de todas as classes sociais, entre os dias 17 e 20 de agosto.

Em face deste apego do gaúcho pelo seu hino, há tempos atrás escrevi uma letra sobre o tema, intitulada:

DE COMO CANTAR UM HINO
(Léo Ribeiro)

Apresilhado num lugar de fundamento
tremula ao vento o brazão do chão sulino
e um gaúcho com o sombreiro na mão,
com devoção mira o pano e canta o hino.

E o verso chucro ganha corpo e ganha espaço,
como um abraço contagiante, se adelgaça,
em cada olhar há um orgulho em si mesmado
de um passado retumbante que não passa.

Que “cosa” linda, meu “ermão”, “cosa” gaúcha!
Quando alguém puxa – como aurora precursora –
de boca em boca um atavismo se agiganta
pelas gargantas que de berço são cantoras.

No céu aberto, num palácio ou num galpão
o canto-chão é troado a toda voz..
Hino crioulo é a nossa estampa musicada
e não há nada que retire isto de nós!

Poema escrito nos cativeiros farrapos,
conta os relatos de façanhas e bravuras
e traz no bojo as visões de liberdade,
identidade que forjou nossa cultura.

Dizem que a dor não se guarda na memória
e que a história é escrita por quem vence,
da nossa gesta sem derrotas, sem vitórias,
ficaram glórias neste Hino Riograndense.

Berro de touro, sons de gaita e poesia,
rancho em família, festivais de tradição,
céu azulado, campos brancos, sol de sangue,
tudo é Rio Grande na mais rude comunhão.

Um pago assim tem que ter um verso forte
pra que suporte o porvir de um mundo novo.
Não levem a mal este jeito tão vibrante
e que outros cantem como canta o nosso povo.


Quinta-feira, dia 01 de setembro
NOVA POLÊMICA A VISTA


Em outra decisão polêmica da Comissão encarregada do Acampamento Farroupilha e que vai dar muito o que falar entre a gauchada é uma nova regra, norma, regulamento ou como quiserem chamar.

Depois da proibição de animais em ranchos e circulando em meio a população, está proibido o uso da faca, a extensão do braço do gaúcho. Somente poderão portar a arma branca aqueles "devidamente" pilchados, ou seja, que comprovem que a faca é um complemento da indumentária. A "meia-boca", não pode.

Nós do blog que aprovamos a proibição de circulação de animais em meio a multidão agora expressamos:

- Que grande bobagem esta regulamento da faca. Quem vai fiscalizar se a pilcha está completa ou não? A brigada militar? A própria Comissão?

Vocês conhecem aquela máxima de que: se tudo está andando bem... então vamos mexer?

Penso que está sobrando tempo e faltando assunto para a tal Comissão. Daqui um pouco vão determinar a cor da minha bombacha.

A faca é um utilitário do gaúcho. Sempre foi!

Se ocorrem brigas, se bebem demais, o problema é outro e de cada um. Não é varrendo a sujeira para debaixo do tapete que vamos limpar o chão. Não é tirando o sofá da sala que minha filha vai deixar de namorar.

E quem falou que o gaúcho pilchado não briga ou não bebe?

Se querem cometer o desmando de proibir, que se proíba por inteiro. Não pode é vincular o uso da faca com a vestimenta completa. Se eu estou trajado mas me faltou o lenço. Posso ou não posso usar a faca? Pelo amor de Deus...

Vamos maneirar, minha gente, porque o gaúcho nunca foi preso a normas e regulamentos abobalhados. Chega o que o nosso Movimento inventa a cada congresso ou convenção


quarta-feira, dia 31 de agosto
VOLTA ÁS ORIGENS? ACHO BRABO!

Grupo Tchê Barbaridade


Eu não tinha visto, mas alguns leitores do blog me falaram, inclusive mandaram-me o vídeo, da aparição do Tchê Barbaridade e dos Garotos de Ouro no Jornal do Almoço de ontem, dia 30 de agosto.

Nossos leitores falaram de um possível “retorno ás origens” destes dois grupos que, ao lado do Tchê Guri e do Tchê Garotos, além de outros que entraram mas recuaram (e outros que continuam meio disfarçados para não perder o filão dos CTGs), protagonizaram um movimento intitulado Tchê Music que bateu de frente com os tradicionalistas mais ortodoxos (nos quais posso dizer que me incluo) e que originou a proibição destes grupos de tocarem nos Centros de Tradições.

O que fazia me opor a estes grupos não era tanto pela aparência, pois sou meio liberal neste negócio de indumentária, mas a própria música que faziam (e continuam fazendo). Era de um embalo contagiante e que proporcionava o “maxixe” nas salas de baile, num ritmo alheio a musicalidade sulina, de uma letra paupérrima onde se destacava o duplo sentido, a jocosidade, onde o refrão era cantado dezenas de vezes até “entrar” forçosamente na mente das pessoas.

Pois bem. O tal “retorno ás origens” que deixaram transparecer no programa televisivo, inclusive usando bombachas, penso que é mais um lance de marketng. Entrei no site do Tchê Garotos e puxei a agenda do grupo para o mês de setembro. Eles têm 21 apresentações. Será que tocando em CTG teriam tanto?

Falando em marketing, é impressionante, mas esses grupos sempre tiveram (e continuam tendo) a mídia na mão. Além da apresentação no Jornal do Almoço, ainda receberam generosos espaços no Jornal Diário Gaúcho. Leiam um trecho da longa reportagem:

Músicos do movimento que abandonou a pilcha nos palcos voltam atrás
JOSÉ AUGUSTO BARROS jose.barros@diariogaucho.com.br

Músicos do movimento que abandonou a pilcha nos palcos, desafiando patrões de CTGs, voltam atrás e rendem-se ao tradicionalismo.

Três anos após a polêmica que varreu bailantas Rio Grande afora, os filhos à casa tornam. Em 2006, de um lado do embate, estavam os integrantes das chamadas bandas de tchê music, do outro, os irredutíveis tradicionalistas.

Agora, nomes até pouco tempo da tchê music, como Luiz Cláudio e o grupo Quero-Quero, estão voltando às origens. Outros, como o Tchê Barbaridade, tentam o meio-termo.

Será o início do fim da tchê music? Eles serão aceitos de volta nos CTGs?

- A desconfiança vai rondar

Pelas palavras do presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), Manoelito Savaris, não será tão simples assim.

– Se voltarem a fazer música gaúcha tradicional, tendo a postura adequada, serão contratados. Mas poderão ter dificuldade, pois haverá desconfiança – avisa o tradicionalista.


EM TEMPO: Alguém tem que avisar ao repórter do Diário Gaúcho que o Presidente do IGTF não é mais o Manoelito Savaris e sim Rodi Borghetti.

domingo, 4 de setembro de 2011

BLOG ESGUALEPADO

Minha gente, é o seguinte: Diversos leitores, amigos, que insistem em bombear este blog, coisa que agradeço do fundo do coração, me alertaram que o mesmo estava com problemas. Mais torto que palanque de i'nhanduvá, todo fora de esquadro, pior que o seu dono. Como estou pelas bandas de Curuma's Beach (Praia de Curumim), só eu, a patroa, a Mel (minha cadela) e Deus, sem recurso e com a munição "moiada", prendi o grito para meu mano Jeândro Garcia, entendido no assunto de blog, uma coisa por demais, que me disse: - Deve ter sido alguma postagem que tu fez de sexta até aqui. - Tenta excluí-las. Fiz o que me mandou o Jeândro e parece que o motor voltou a roncar. Amanhã, segunda-feira, quando eu retornar para a civilização mais evoluída, mas que não tem a paz e o senso de comunidade dos pescadores daqui, vou ver o que aconteceu e tentar postar as matérias novamente, pois, não é querer me gabar, tinha "cosas" importantes por ali. Até amanhã e... me vou preparar uma tainha na brasa!