RETRATO DA SEMANA


domingo, 18 de julho de 2010

VOCABULÁRIO CHUCRO

Queimar Campo - Na linguagem dos índios criados em galpão, Queimar Campo significa vangloriar-se, aumentar as proporções de um fato, mentir.

Ex: se eu digo que o flagrante desta churrascada da foto é no meu rancho; que é só para uma parte dos meus empregados (a maior está em outro galpão); que estou fazendo este pequeno assado para este domingo ao meio-dia e que vou convidar vocês, estou Queimando Campo.

sábado, 17 de julho de 2010

VOLTEANDO DATAS

Glaucus Saraiva (de óculos) numa reunião do MTG em Cruz Alta.

Glaucus Saraiva da Fonseca nasceu em São Jerônimo, em 24 de dezembro de 1921, e morreu em Porto Alegre, num 17 de julho de 1983, Glaucus Saraiva, também conhecido como Glauco Saraiva, foi um poeta crioulo, tradicionalista, folclorista, historiador, professor, pesquisador, escritor, conferencista, músico, e compositor. É personagem importante do tradicionalismo gaúcho.

Era filho de Álvaro Saraiva da Fonseca e Maria Luiza Saraiva da Fonseca, o filho mais novo de uma família tradicional gaúcha. Teve 07 (sete) irmãos: Agamenon Saraiva da Fonseca, Demóstenes Saraiva da Fonseca, Marcos Vinicius Saraiva da Fonseca, Petronius Saraiva da Fonseca, Ligia Saraiva da Fonseca, Semíramis Saraiva da Fonseca, Semita Saraiva da Fonseca. Deixou uma filha: Maria Luiza Saraiva Soares.

Foi sócio fundador da Estância da Poesia Crioula e do 35 Centro de Tradições Gaúchas, do qual foi o primeiro patrão. Idealizou e tornou realidade o IGTF - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, órgão vinculado a Secretária de Estado da Cultura, instituído pelo Decreto n.º 23.613, de 27 de dezembro de 1974, tendo sido seu primeiro diretor técnico, e o Parque Histórico General Bento Gonçalves da Silva, na Estância do Cristal, em Camaquã, e o Galpão Crioulo do Palácio Pirati, que pelo Decreto Estadual nº 31.204, de 1º de agosto de 1983, passou a chamar-se Galpão Gaúcho Glaucus Saraiva

Foi professor de folclore do curso de Pós-Graduação da Faculdade de Música Palestrina, professor no Curso de Extensão Universitária da PUC (Folclore na Educação) e no SENAC (Culinária Gauchesca e Usos e Costumes do Sul), e conferencista internacional sobre folclore. Presidiu três congressos tradicionalistas: em Santa Vitória do Palmar (1973), Pelotas (1975) e Passo Fundo (1977). Desenvolveu, também, profunda pesquisa sobre os brinquedos tradicionais das crianças gaúchas, promovendo exposições e publicações a este respeito. Formulou a Carta de Princípios do MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho, o mais importante documento para a fixação da ideologia e dos compromissos tradicionalistas, aprovada no 8º Congresso Tradicionalista, em julho de 1961 em Taquara - RS. Autor da nomenclatura simbólica do tradicionalismo.

Publicou ainda os ensaios “Manual do Tradicionalista” e “Catálogo da Mostra de Folclore Juvenil”. Foi vocalista dos conjuntos “Os Gaudérios” e “Quitandinha Serenaders” entre 1950 e 1955, além de atuar na Rádio Farroupilha e Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de 1948 a 1955. Mas sua ligação com a música foi ainda mais profunda: Cigarro de Palha, Porongo Velho, Tropereada, O Rum é a Gente que Abre, Casa Grande de Estância (com Luiz Telles), entre outras. Seu poema mais conhecido é chimarrão.

VACINAÇÃO: PROTEJA SEU CAVALO

Nada melhor para proteger o seu cavalo de forma eficaz do que a vacinação.

Com a aproximação do inverno, onde o clima está mais frio e propenso a mudanças repentinas torna-se muito importante a aplicação de uma barreira protetora entre o animal e toda uma lista de doenças, comuns nesta época do ano : a influenza (gripe), a rinopneumonite, o garrotilho, etc.

Vacinar seu cavalo, além de ser um ato de amor, é parte vital nos cuidados com o seu animal. Se bem administrada, em um programa que inclui também a eliminação de parasitas gastro-intestinais, uma alimentação balanceada e o manejo sanitário, com certeza você e seu cavalo estarão prontos para desfrutarem muitos prazeres juntos.

A agenda de vacinação é essencial para quem se preocupa com a saúde do seu animal. Porém, não se esqueça: da mesma forma que nos seres humanos, nenhuma vacina garante proteção 100%.

Em algumas situações, a vacinação diminuirá a severidade da doença, mas não a impedirá completamente, e isso ocorre devido a diferenças na virulência ou na severidade de algumas doenças (como a gripe, por exemplo).

Uma vez que o processo de imunização é completo e bem feito, os anticorpos “montam guarda” na corrente sanguínea contra a invasão de vírus e bactérias, causadores das doenças. Porém, ao longo do tempo, as quantidades de anticorpos diminuem gradualmente e uma segunda aplicação será necessária para aumentar a imunidade a um nível aceitável.

A proteção contra algumas doenças tais como o tétano e a raiva, pode ser realizada uma vez por ano, mas para outras doenças, precisarão de intervalos mais freqüentes para dar a proteção adequada.

Quando imunizar?

Nesta época do ano em que as temperaturas caem bastante, as doenças respiratórias como a influenza eqüina ( gripe ), podem ocorrer com mais frequencia em cavalos e por isso todo cuidado é pouco na proteção e no seu resguardo. Para imunizar um cavalo de forma eficaz, vários fatores deverão ser levados em conta: ambiente, idade, localização geográfica, transporte dos animais, aglomeração, stress, etc.

Para lhe ajudar nesta decisão, conte sempre com seu veterinário, pois juntos vocês poderão determinar um programa de vacinação mais adequado às necessidades do seu cavalo.

Nunca é tarde para lembrar : A melhor arma que você tem contra doenças infecciosas é a vacinação, portanto, a escolha de vacinas comprovadamente eficazes e produzidas por laboratórios idôneos, é fundamental para o sucesso do programa vacinal!


Lembre-se: a melhor arma que você tem contra doenças infecciosas é a vacinação!

Fonte: Amo meu Cavalo
Colaboração: Hilton Araldi
Foto: LRS

sexta-feira, 16 de julho de 2010

CHAMA CRIOULA NA FAZENDA DO ITÚ


Nâo esqueça: Amanhã, dia 17, acontecerá o lançamento da programação oficial da Chama Crioula 2010, na Fazenda do Itú, que pertenceu ao presidente Getúlio Vargas e no dia 14 de agosto Itaqui deverá receber centenas de cavaleiros,quando tem início as cavalgadas que percorrerão todo o Estado levando a centelha da Chama para todas as querências do Rio Grande.

O BRASIL PARA INGLÊS VER

Meu amigo e grande colaborador do blog Hilton Luiz Araldi, manda-me um e-mail com o vídeo da Embratur que divulga o país do próximo mundial. O filme foi ao ar na última segunda-feira (12) e mais de 400 milhões de pessoas, no mundo todo, viram na televisão o quê o Brasil tem. Veiculado em mais de 100 países o filme foi lançado oficialmente três dias antes, em Johannesburgo, pelo presidente Lula e pelo ministro brasileiro do turismo, Luiz Barretto. Produzido pelo cineasta Fernando Meirelles (o mesmo de “Cidade de Deus”, que concorreu ao Oscar de 2004), o comercial dá início à campanha O Brasil te chama, celebre a vida aqui, da Embratur. Na versão estendida, única disponível para brasileiros, a gente vê 15 cidades brasileiras. Detalhe: apesar de estar entre os estados que receberão os jogos de 2014, o Rio Grande do Sul não aparece e não é citado em momento algum. É uma favela a ser escondida dos turistas.

As perguntas que ficam são as seguintes:

Não fazemos parte da Federação?

Será que nosso Estado não tem nada para mostrar? E nossa cultura própria? E nossos pontos turísticos?

Será que os Diretores da Embratur, o Ministro de Turismo Luiz Barreto e o próprio Presidente sabem que, no Rio Grande, existem belas praias, serras pitorescas, missões históricas, fronteiras exuberantes?

Qual a manifestação de nosso Secretário de Turismo e de nossa Governadora a respeito do assunto?

Para não estragar meu fim-de-semana não vi e não quero ver o citado vídeo promocional do “Brasil”. Com certeza outros estados devem ter ficado de fora deste “mapa” mas, na Campanha Eleitoral, serão muito bem lembrados!

Texto: Léo Ribeiro

O CHIMARRÃO COMO SÍMBOLO DA TRADIÇÃO GAÚCHA

Gravura de Edmundo Castilhos

Coluna, fragmentada em 4 artigos, de autoria do escritor Israel Lopes, de São Borja, no Jornal A Cidade, no dia 15 de julho de 2010, tendo como tema “O Chimarrão Como Símbolo da Tradição Gaúcha”, ao perceber a identificação regional expressa nos brazões do MTG dos três Estados do sul. Do RGS, tem uma cuia de chimarrão com bombilha, um cavalo passante um tronco de uma árvore; no do Paraná, tem uma cuia de chimarrão, e dentro da cuia, contendo o mapa do Paraná, um pinheiro, uma gaita e um laço. No brazão do MTG-SC tem uma cuia e um laço.

"Comentei durante quatro semanas sobre a identidade regional comum aos três Estados do Sul, cujo símbolo maior é, justamente o Chimarrão. Além da bibliografia consultada, na obra dos historiadores Carlos Zatti e Ubiratan Lustosa, na literatura de Tito Carvalho e Enéas Athanázio, e na poesia de Paulo Setúbal, sobre essa identidade comum, também contatei com o MTG de SC e PR. Em Santa Catarina, tem 550 CTGs; no Paraná, 278. Aqui no Rio Grande do Sul, segundo o poeta e historiador P.R. de Fraga Cirne, tem 1.525 CTGs filiados ao MTG. Mas tem os que não são filiados. Então, o número é bem maior. Sem falar na quantidade de Piquetes, nos três Estados. Tem MTG em outros Estados, onde os “gaúchos desgarrados do pago”, plantaram Centros de Tradições Gaúchas. Esses gaúchos, com suas tradições, estão fazendo uma integração nacional, respeitando os costumes das outras regiões do Brasil. Não estão querendo que eles – nossos irmãos brasileiros - adotem nossa pilcha, nosso chimarrão no seu dia a dia, o que seria até um contra-senso; assim como também, no Rio Grande do Sul, não queremos que os “cowboys norte-americanos”, venham exterminar com nossa CULTURA GAÚCHA. A composição “Brasil de Bombacha”, de Léo Ribeiro de Souza, Ângelo Marques e Ricardo Marques (sucesso de Os Tiranos e Os Monarcas, entre outros) retrata com muita propriedade esse nosso respeito mútuo, com os demais irmãos brasileiros, quando diz: “No alicerce de algum CTG/O Rio Grande campeiro floresce./Aos gaúchos de alma pioneira/Comovido o Brasil agradece”.

Pois além de gaúchos, somos brasileiros, com muito orgulho! Nesse aspecto, está o valor do Movimento Tradicionalista Gaúcho, defendendo nosso autêntico REGIONALISMO, como fizeram os jovens de 1947 - liderados por Paixão Côrtes, que montaram nos seus “pingos” e trancaram o pé contra a imposição da cultura “norte-americana”. Agora, com os demais irmãos do Sul, respeitando nossas diferenças em razão da diversidade cultural, tanto naqueles Estados, como no Rio Grande do Sul, mas existe uma identidade regional muito forte, como herança, principalmente do ciclo do tropeirismo e da erva-mate. Aí é que entra o MTG dos três Estados do Sul, trazendo uma cuia de chimarrão, como símbolo do gauchismo que perdura nos usos e costumes".

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"FILOSOFADAS" GAUDÉRIAS

AO COLHUDO VELHO SÓ RESTA O RELINCHO
Á pessoa de idade, só restam recordações.

BAGUAL EM TROPILHA É POLVADEIRA NA COXILHA
Animal chucro entre cavalos mansos leva estes a perder. Os baguais disparam campo a fora seguidos da tropilha mansa. Mau exemplo.

NÃO É POR GOSTO QUE SE ANDA EMBRETADO
Embretado é estar no brete. Brete, corredor estreito que dá pasagem a um animal de cada vez. Quem se mete em apuros e não tem altrnativas.

QUEM TIRA O LEITE, BEBE O APOJO
Apojo é o leite tirado no final da ordenha. É mais gordo e mais gostoso que o retirado antes. É uma regalia do tirador.

VELA ACESA NÃO ACORDA DEFUNTO
Depois do fato consumado só temos que aceitá-lo

do livro Bruaca, de Sylvio da Cunha Echenique

VOLTEANDO DATAS

No dia 15 de julho do ano de 1842 os farroupilhas instalam sua capital em Alegrete.

Alegrete, 100 anos após ser capital farroupilha - foto Stop

Todo alegretense sabe que Alegrete foi Capital Farroupilha. Resgatar algumas passagens deste período é a modesta intenção deste breve texto. Aqui em Alegrete, além de concentrar os órgãos e pessoal do governo revolucionário, ocorreram fatos importantes no destino da Revolução,como a prisão do Presidente da Província, a Primeira Assembléia Constituinte Republicana do Brasil e a morte do vice-presidente da República Rio-Grandense, entre outros.

Quando estourou o movimento armado dos liberais gaúchos, em 20 de setembro de 1835,fazia um ano que Alegrete havia tornado-se independente politicamente, com status de Vila. A câmara de Alegrete, por sua vez, não aderiu ao movimento. A República Rio-Grandense foi proclamada por Antônio de Souza Neto no dia 11 de setembro de 1836. A Câmara Municipal de Alegrete aderiu a causa farroupilha em sessão legislativa, do dia 26 de junho de 1837.

Em julho de 1842, os farroupilhas resolveram mudar a Capital da República para a vila de Alegrete. Uma leva de carretas bem equipadas conduziram armamentos, munição, material de escritório, documentos, tipografia e jornais, além dos contingentes militares que mantinha a segurança do Palácio do Governo. Em Alegrete permaneceu a capital até junho de 1843.

Alegrete: Capital da República Rio-Grandense.
Por Anderson Romário Pereira Corrêa.
Texto publicado no Jornal Diário de Alegrete; Ano IX;
Nº 1486; 17 e 18 de setembro de 2005; p.06.


PAIXÃO CÔRTES SE RECUPERA

Às pessoas que mostraram-se preocupadas com o estado de saúde do folclorista Paixão Côrtes (83 anos completados na última segunda-feira, dia 12), informamos que, após uma breve e simples cirurgia, nosso mestre encontra-se em franca recuperação.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

VELHAS LEMBRANÇAS NOS RETRATOS

Família Flores - década de 1930 - em uma caçada em São Pedro do Sul

FESTIVAIS PELO RIO GRANDE

Estão abertas as inscrições para mais dois festivais nativistas: até dia 4 de agosto, para a 13.ª Casilha da Canção Farrapa, de Itaqui, que será realizada de 27 a 29 de agosto; e até 2 de agosto para o Água da Sanga, de São Jerônimo, que ocorrerá de 20 a 22 de agosto.

Sem esquecer que seguem as inscrições para outros 5 festivais: até 15 de julho, para a 15.ª Quadra da Poesia da Sesmaria Gaúcha de Osório, festival de poesia que será realizado dia 25 de setembro. E até 20 de julho para a 20.ª Guyanuba da Canção Nativa, que será de 6 a 8 de agosto, em Sapucaia do Sul. Seguem até 10 de setembro as inscrições para o 2.º Rotary em Canto, de São Leopoldo, que será dia 16 de outubro, em São Leopoldo; e até dia 30 de julho, para o 4.º O Rio Grande Canta o Cooperativismo, que tem final em novembro. Já o prazo para o 25.° Ponche Verde da Canção de Dom Pedrito, que será de 12 a 14 de novembro, encerra-se dia 21 de setembro.

Demais informações, bem como o regulamento dos festivais, você poderá obter no blog ABC do Gaúcho - Jornal NH, coordenado por Tânia Goulart. Aliás, este é um dos blogs mais completos e atualizados em matéria de festivais, de artistas, de música como um todo, além, é claro, daquilo que realmente importa ao tradicionalismo.

V CAVALGADA DA INTEGRAÇÃO

Entre os dias 02 e 04 de julho ocorreu a V Cavalgada da Integração unindo os municípios de São Francisco de Paula, Riozinho e Barra do Ouro. O evento foi Organizado pelo tradicionalista Joel Bertuol, Patrão do Piquete Raízes Serrana de São Chico e pelo Hélio de Maquiné. Parabéns aos dois, principalmente pela rota escolhida, cheia de paisagens de tirar o chapéu!

Fonte: Chasque de Primeira e Blog Tradição Gaúcha

QUEM FOI PEDRO CANGA?


É quase um mito – Pedro Canga. A tradição que dele ficou, esgarçada, nas cidades das campanhas, apresenta-o como soldado-poeta da Revolução Farroupilha. Afeito à guerra, como às lides do campo; sabendo montar, pealar, improvisar à viola. Sua vida real tem um recorte pouco preciso. Quase não ficou documento escrito sobre sua atividade, que se desenrolou toda em municípios da fronteira, a saber – Erval, Arroio Grande, Jaguarão, Bagé e Alegrete.

Não sabemos, assim, onde estudou, se é que fez estudos regulares. Suas poesias dizem que sim; revelam uma inteligência portadora de cultura incomum entre os habitantes daquela zona, nos primeiros decênios do século XIX. Mas a imaginação romântica insiste em dizer que não. Senta-lhe melhor, com efeito, a fama de “poeta rústico”, de “improvisador inculto”, que, “apenas sabia assinar o nome”. Da sua destreza, em cima do cavalo, de lança na mão, ficou outra legenda que a história, de um lado, e a tradição oral, de outro, perpetuam.

O mito cresceu, chegou a impressionar a ficção; a falta de documentos contribuiu para isso. Em vez de um homem, o Capitão (ou Major?) Pedro Muniz Fagundes, cognominado Pedro Canga, entrou de esporas pelo romance adentro – encarnando o “monarca das coxilhas” na sua expressão mais pura.

“Entre os presentes estava o poeta dos poetas do Rio Grande, sempre com seu ar estranho de quem anda com um pé no sonho e outro na realidade. Vestido rigorosamente à gaúcha, desta vez de ceroulas de franja por cima das botas de potro, delicadamente lavradas, havia cuidado bem da sua cabeleira abundante. Era um oficial de quem todos conheciam as proezas; era um campeiros às direitas, mas também um vate, um trovador capaz de prender a atenção na mais fina sociedade” (Felix Contreiras Rodrigues – Piá do Sul – Farrapo – (memórias de um cavalo) pág. 203).

“Passaremos a transcrever umas rimas de um destes bardos rústicos, que fora soldado farrapo, o qual apenas sabia assinar o nome :

Pode do mundo a grandeza
Reduzir-se toda ao nada,
E ver-se toda mudada
A ordem da natureza;
Essa vasta redondeza
Matizada de mil cores
Pode o autor dos autores
Mudá-la em céu de repente;
E desse modo igualmente
Pode o sol produzir flores.

João Cezimbra Jacques, em Ensaio sobre os Costumes do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Gundlach & Comp. 1882.

Mais grave, porém, é a assertiva de que se trata de um “brado rústico”, de um homem que “apenas sabia assinar o nome”. As poesias atribuídas ao embuçado do Erval são bastantes para desfazê-la.

Que trovador inculto, que apenas soubesse assinar o nome, seria capaz de produzir peças poéticas tão adubadas com os ingredientes da poesia clássica, como esta que nos ficou de Pedro Canga?

Biografia de Pedro Muniz Fagundes – segundo Manuel da Costa Medeiros

“Descendente do tronco dos Munizes, nasceu no Erval Pedro Muniz Fagundes, nos primeiros anos do século passado, ou talvez nos últimos do entepassado. Aprendeu a ler e escrever com o professor Costa Vale, e tanto se distinguiu que, antes de um ano, nada mais teve que aprender com o benemérito mestre.

Pedro Muniz quando entrou para a escola do mestre Vale já era moço, sendo levado a aprender a ler e escrever pelo desejo de registrar as suas poesias, que produzia verdadeiramente inspiradas e de forma impecável desde menino.

Em 1835 serviu com Silva Tavares, quando rebentou a Revolução, desavisando-se com o seu chefe abandonou-o e refugiou-se no Uruguai. Em 1824 reconciliou-se com Silva Tavares e voltou a pegar em armas. Por esse tempo perdeu dois filhos, mortos em combate, fato que lhe inspirou uma de suas mais perfeitas e sentidas composições poéticas, infelizmente perdida. Constava a sentimental e impres-sionante composição de vinte e cinco quintilhas, correspondendo cada uma à sucessão do alfabeto, do A ao Z.

Violento, satírico, feria os seus desafetos com mordaz veemência. Silva Tavares não escapou das suas terríveis sátiras. Contra ele dardejou uma décima:

Pelos sinais que tu tens
Já se pode ver quem és:
Cola fina, orelhas grandes,
Redondo dos quatro pés.

Pedro Muniz costumava registrar as suas poesias, o qual havia sido extraviado pelos ignorantes e negligentes filhos do poeta, perdendo-se assim a ocasião de glorificar este dileto filho das musas.

Pedro Fagundes, já depois de velho, fez um assassinato e foi processado, preso e condenado a desterro perpétuo para a Ilha de Fernando de Noronha. De lá fugiu e, desembarcando em Pernambuco, fez a travessia até Rio Grande a pé, ocultando-se pelos matos. Já então sua família residia no Arroio Grande, para onde se recolheu o desaventurado poeta, acabando seus dias em casa de um seu filho de nome Sérgio. A princípio vivia meio oculto e logo depois livremente, acobertado pela tolerância que as autoridades lhe concederam.

Era Pedro violento e perigoso, e o assassinato que perpetrou foi cometido num momento de furioso ímpeto. Dispunha de uma força hercúlea que causava admiração aos centauros de seu tempo. Pedro Muniz Fagundes creio ter morrido pelos anos de 1860 a 1865.”

O EMBUÇADO DO ERVAL
Mito e Poesia de Pedro Canga
(do livro de Guilhermino César)

Obs – Todo o texto foi transcrito do Livro (editado 1968). Portanto, erros de datas, de acentuação, português ou concordância ficam por conta do autor.

Significado de Embuçado - adj (part de embuçar) 1 Que se embuçou. 2 Disfarçado, dissimulado. sm O que tem o rosto oculto.

Por: Hilton Luiz Araldi
E-mail hiltonaraldi@gmail.com

JULIANA SPANEVELLO NA RADIOSUL.NET

Juliana Spanevello, dona de uma das vozes mais lindas e afinadas do Rio Grande, com uma carreira de sucesso cantando coisas de fundamento, para alegria dos milhares de fãs, entra em estúdio na proxima semana, a partir do dia 19, segunda-feira;

Estará ao vivo na RADIOSUL.NET, fazendo uma internvenção diária, por volta das 20 horas, falando do andamento das gravações do CD Pampa e Flor, dos convidados, do repertório e muitos outros detalhes. Será o "DIÁRIO DE PAMPA E FLOR"!

Em seu blog (que por sinal é excelente), durante o período das gravações, serão postados vídeos, fotos e muito mais...

www.julianaspanevello.blogspot.com

Sucesso e Parabéns Juliana Spanevello

terça-feira, 13 de julho de 2010

MTG DIVULGA NOTA SOBRE ACUSAÇÕES

Diante das acusações do ex-vice presidente da Fundação Cultural Gaúcha, Sr Luiz Glênio dos Santos, entre elas a de que Rogério Bastos, então Diretor da Fundação, recebia comissões dos patrocinadores, mesmo sendo assalariado da entidade, o MTG fez o seguinte pronunciamento:

"O Movimento Tradicionalista Gaúcho, entidade com 44 anos de serviços prestados à tradição Gaúcha, vem sendo alvo de diversos ataques nos últimos meses. Recentemente, o ex-vice presidente da Fundação Cultural Gaúcha – MTG, Luiz Glênio dos Santos, distribuiu um dossiê onde afirma existir diferenças contábeis nos balancetes administrativos da instituição.

A diretoria do MTG, através do presidente da Fundação Cultural Gaúcha, Oscar Fernande Gress, do presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Cultural Gaúcha, Manoelito Carlos Savaris, dos integrantes da Junta Fiscal da FCG e pelos vices-presidentes do MTG, solicitou por diversas vezes o envio da referida documentação com a finalidade de análise e providências. Entretanto, o senhor Luiz Glênio dos Santos, optou em enviar a mesma à pessoas e órgãos alheios ao Movimento.

Os documentos foram finalmente apresentados em reunião do Conselho Diretor, realizada na data de 10 de julho de 2010, em Jaguari. A partir da apresentação dos referidos documentos, os mesmos estão sendo analisados pelo Conselho de Ética da entidade, por tratar-se de assunto administrativo de ordem interna.

Referente ao desaparecimento de documentos da sede administrativa da Fundação Cultural Gaúcha, conforme registrado em boletim de ocorrência no dia 17 de junho de 2010, o procedimento legal já está andamento na área judicial.

Oscar Fernande Gress

Presidente do MTG "

Vocês lembram, há tempos atrás, quando eu disse que "muita água ainda vai passar por debaixo desta pinguela"? Isto é só o começo!

O brabo, o de sapatear na massaroca, é ver pessoas envolvidas diretamente no episódio continuar ministrando palestras sobre ética.

RUI BIRIVA "PEDINDO CANCHA"


Hoje, terça-feira, ás 20:30 hs, no teatro Túlio Piva (Rua da República 575) Rui Biriva estará fazendo espetáculo divulgando seu mais recente CD intitulado "Pedindo Cancha".

Horizontinense conterrâneo de Gisele Bündchen, o apresentador do Paralelo Sul é autor de clássicos como Castelhana, Tchê Loco, Santa Helena da Serra, além de outras composições que marcaram época, principalmente nos festivais, de onde é oriundo.

A entrada é franca.

ENTRE AS GUITARRAS E AS FACAS

HÁ UM CORAÇÃO TAQUARENSE

“Canta Rio Grande, que no eco do teu canto
Se perpetua esta gloriosa tradição
E cada vez que sobe ao palco um canto novo
Canta o Rio Grande em fraterna comunhão


As mãos que com destreza trabalham o couro e a lâmina para transformar em facas campeiras, umas verdadeiras obras de arte, são as mesmas que escreveram “O Canto do Paranhana” (verso acima) e dedilham as cordas do violão para compor milongas, vaneiras e chamarras.

Na gaita piano ou gaita ponto os dedos rebuscam imagens campeiras no oficio que herdou do pai, o Tio Maneca, motorista por profissão, gaiteiro por opção, que em muitas tertúlias juntamente com o seu Nivaldo Altimayer, tocou e cantou clássicos gaúchos como “Que Linda é Minha Terra” dos Irmãos Bertussi.

Jorge Onofre da Silva, hoje o Jorginho das Facas, o filho de Manoel Boaventura da Silva e de Maria Ercilia da Silva, costureira de mão cheia de bombachas e vestidos de prendas, nasceu na cidade de Taquara em 18 de Março de 1961. Logo cedo, em 1976, começa suas atividades tradicionalistas no lendário e pioneiro CTG O Fogão Gaúcho, na mesma cidade, onde permaneceu até 1984, participando ativamente da invernada artística – participou da invernada de danças, do grupo de dança do facão, da chula e do malambo. Com doze anos aprende a tocar gaita e violão. - Foi com o pai que dei as primeiras “galopadas” nos instrumentos.

Tem nos músicos Noel Guarany, Raulito Barboza e Honeyde Bertussi a sua inspiração. Em 1986 descobre os festivais nativistas, sendo a 1ª participação no Acampamento da Canção de Campo Bom com a música Memórias de Um Rio. Neste mesmo ano é criado o Grupo Braseiro formado por Hélio C. Neto, Julio e Sandra Schimitt, Álvaro Villaverde, Zé Aguiar e Ralf Benzer. Jorginho participa do Grupo tocando Gaita e Violão. Recoluta, Ronco do Bugiu, Locomotiva da Canção, Gauderiada e Ciranda (premiado com a música mais popular “Cantares”) são alguns dos festivais em que participou. Jorginho um apaixonado pela lida campeira e o cavalo crioulo participou também da invernada campeira do Fogão Gaucho.

Em 1987 começa a trabalhar de cuteleiro, de forma caseira, para arrumar o cabo de suas próprias facas. Em 1993 decide que o trabalho com as “armas brancas” será sua profissão dedicando-se de forma integral a atividade.


Facas e bainhas artesanais com cabo de osso, chifre e madeira retratam um pouco da vida do campo. Para fazer uma faca leva em torno de dois dias entre trabalho com a lâmina e a bainha. Hoje as facas Milonga já são referencia em qualidade e exclusividade, pois cada trabalho é feito de forma personalizada. As facas são vendidas em todo o território nacional, sendo que diversas já foram levadas para o exterior por pessoas que visitaram o Estado.

Para conhecer mais das facas Milonga há o site http://www.jorgedasfacas.com.br/

Da coluna Buenas e Me Espalho, do tradicionalista Ubiratan Gulherme

O INVERNO DE QUEM NÃO TEM


Depois da chuva, a mangaços,
vem o frio e a geada,
vem estas manhãs geladas,
o vento cortando o rosto.
Puxa da capa e do pala
e vamos rumar pra lida
pois segue bem nesta vida
quem cruzar o mês de agosto.

O Problema, meu irmão,
é quando o inverno se vem
judiando de quem não tem
um trapo pro corpo inteiro.
De quem cruza as madrugadas
dormindo assim, pelo chão,
se tapando a papelão
nas calçadas do povoeiro.

Versos de: Léo Ribeiro
Gravura: Vasco Machado

segunda-feira, 12 de julho de 2010

BLOGS NATIVISTAS

No mundo computadorizado e globalizado de hoje, há, no Rio Grande, dezenas de blogs voltados para o tradicionalismo. Uns mais especializados em música, outros em campeirismo, outros em poesia, e todos com seu valor cultural.

Sem que haja um "apalavreado" escrito e assinado, existe uma convenção intrínseca, um fio-de-bigode á moda antiga entre os blogueiros, de que, ao utilizar-se de uma matéria de outro blog, a pessoa que a publica, que edita a postagem, dê a origem, a fonte.

Fica muito fácil para qualquer pessoa montar um blog a custas das pesquisas e do trabalho dos outros e ficar parecendo, aos leitores, que tudo aquilo é seu. Além de fácil é injusto, para não dizer desonesto.

Como exemplo: O Blog Chasque de Primeira, da 1ª Região Tradicionalista, me manda matérias interessantes quase todos os dias. Publico-as e dou a fonte. O blog Mundo Gaúcho normalmente posta matérias de meu blog e, da mesma forma, dá o crédito.

Falo neste assunto chato porque não quero chegar ao ponto de bloquear minhas fotos e matérias (como já fazem alguns blogs) pois penso que o conhecimento de nossos costumes tem que sair da gaveta, tem que ser mostrado e debatido.

Meu blog é um livro aberto, nem pior nem melhor que qualquer outro. Só quero o reconhecimento, o respeito.

NOSSA TERRA - VACARIA

O nome de Vacaria (conhecida como A Porteira do Rio Grande) está diretamente ligado à expressão espanhola “baqueria de los piñales” (vacaria dos pinhais), denominação que os jesuítas espanhóis atribuíram aos Campos de Cima da Serra, onde iniciaram a criação de gado que abasteceria as reduções jesuíticas.

Foram os missionários jesuítas que, ainda no século XVI, iniciaram a colonização da região, espalhando o gado trazido das Missões pelas extensões desertas conhecidas como Vaquería de los Piñales. Durante mais de um século, disputas com índios guaranis, marcaram a história da região antes que fosse consolidado o Caminho dos Tropeiros, ligando a região do Prata com o Brasil. No século XIX, os campos de Vacaria voltariam a ser palco de grandes batalhas, desta vez entre soldados imperiais e farroupilhas.

Localiza-se à latitude de 28º 30' 44" Sul e à longitude de 50º 56' 02" oeste, estando a uma altitude de 971 metros. A área total do município é de 2105,6 km² e sua população em 2004 era estimada em 60 756 habitantes.

O clima do município é subtropical (ou temperado), de verões amenos, com temperatura máxima média 25°C e mínima média 15°C. No inverno, mais frio pela altitude, a temperatura máxima média está em torno de 16°C e a mínima média em torno de 7°C. onde são comuns as geadas e a queda de neve é ocasional. Numa rara nevasca ocorrida na cidade, foi registrado o recorde de acumulação de neve no Brasil, com dois metros de espessura, em 7 de agosto de 1879.

Sua economia baseia-se na pecuária, agricultura, transporte rodoviário, floricultura e fruticultura. Vacaria é o maior produtor de maçã do Rio Grande do Sul e o segundo do país e ainda conta com a introdução de frutas silvestres como amora, mirtilos, phisalys, morango e framboesa.

Sede do Rodeio Crioulo Internacional, uma das mais importantes manifestações folclóricas e culturais gaúchas, o município possui outras interessantes atrações, como a histórica Fazenda do Socorro e a belíssima Catedral de Pedra de Nossa Senhora da Oliveira.

Além das atrações naturais representadas pelos belos cenários como o Vale do Rio Pelotas e o Parque das Cachoeiras, Vacaria possui outros atrativos culturais interessantes, como o Museu Municipal, o Atelier Livre, o Mercado Público, o Centro de Artesanato e a Casa do Povo, única obra do famoso arquiteto Oscar Niemeyer no Rio Grande do Sul. Também merece destaque a produção de queijo como o famoso Grana Padano, de milenar tradição italiana.

REGIONAL DO ENART 2010 - 1ª RT

Resultado do sorteio de apresentação e a programação do ENART 2010, fase regional.

Programação - Palcos e Horários:

Sábado:

DTG – Palco C

09hs – intérprete solista vocal feminino (25 concorrentes)

14:00hs - Intérpete solista vocal masculino (29 concorrentes)

16:30hs - Violão (11 concorrentes)

18hs - Causo (12 concorrentes)


Gigantinho – Palco A

09hs – Danças Gaúchas de Salão ( 46 concorrentes)


Palco B – FECI

09hs - Declamação Feminina (32 concorrentes)

14hs – Declamação masculina ( 30 concorrentes)


Domingo:

Gigantinho – Palco A

09hs – Chula (12 concorrentes)

13:00hs – Abertura Oficial

13:45 – Sorteio Primeiro Grupo

14hs - Danças Tradicionais Força B

Após Integração dos Grupos e Resultado.


Postado por Dpto. Com. Social - 1ª RT no Chasque de Primeira em 7/12/2010 02:48:00 PM

MALDITA COREOGRAFIA

Se tem uma coisa que me trinca os ossos é conjunto de baile campeiro fazendo coreografia no palco.

Estas danças ensaiadas ficam bem em invernadas artísticas, em desfiles, em bandas de pagode... Grupo galponeiro é grupo galponeiro e, sendo assim, deve proceder como tal.

Olhando uns vídeos para colocar no blog, no quadro "vídeos da semana", me deparei com alguns conjuntos tradicionais se apresentando no Festche, em Caxias. A coisa ia tão bem quando... começaram a coreografar. Eu não acreditei! - O Rio Grande não é mais o mesmo...

Falando mais sério do que nunca! Quem tem bala na agulha, não precisa disto para ganhar o público. Ainda bem que temos por aí os Pedros Ortaças, Os Porcas Véias, Os Gildinhos, da vida.

DIZENDO TUDO...

... NÃO ESCREVENDO QUASE NADA!

Se tem pessoas que admiro são os filósofos, pensadores, escritores, que, em poucas palavras, em curtas mensagens, espelham melhor e mais profundamente que um verso inteiro, que uma poesia, que um livro...

Ao abrir meu jornal diário, vou direto na página que contém estes "ditados".

Pois neste fim-de-semana me veio em mente uma frase. Não sei se a li em algum lugar ou se ela estava gravada em meu peito esperando a hora de sair:

ENTRE O "ACHO" E A "CERTEZA" HÁ UM ABISMO DE DÚVIDAS.

domingo, 11 de julho de 2010

CRIADO PRA FORA


Sou crioulo das Contendas,
na costa do Josafá,
e desde que vim de lá
eu levo a vida ao reponte.
Fui guri criado assim,
com as benções de Santa Rita,
se escondendo das visitas,
bebendo leite na fonte!

ENTRE AMIGOS

sábado, 10 de julho de 2010

A PAMPA GAÚCHA

Reculuta – uma volteada,
reunião, arrebanhamento;
na lida, a todo o momento,
usada no continente:
Reculutar, voz corrente
ouvido pra todo o lado:
as Reculutas de gado,
As Reculutas de gente!

LA PAMPA GAUCHA

Cubierto de agua el camino
voy como pisando plata,
está de brilloso y liso
que hasta las vistas resbalan.

Hundiéndose van las ruedas,
ellos hundiendo las patas,
yo haciéndome pinturitas,
mis bueyes hechando el alma.

Fonte: Blog el gauchoguapo

sexta-feira, 9 de julho de 2010

VOLTEANDO DATAS

Neste 09 de julho comemora-se - 151 anos da morte de Domingos José de Almeida, o Estadista da República Riograndense, o mineiro seduzido pela fronteira

Poucas cidades no Estado devem seu surgimento aos farroupilhas quanto Uruguaiana. Numa época em que a ocupação da região não passava de algumas fazendas espalhadas pelas grandes extensões de terra, coube ao farroupilha e ministro da Fazenda do governo de Bento Gonçalves, Domingos José de Almeida, a idéia de fundar um povoado estratégico na fronteira com a Argentina.

Ao examinar o local para a instalação do novo povoado, Domingos José de Almeida escreveu, em 1841: "Oferece uma excelente posição militar que para o futuro poderá fazer grande peso na balança política e comercial com nossos vizinhos." Nascido em Diamantina, Minas Gerais, em 1797, Almeida migrou para o Estado ainda jovem, com 22 anos de idade, para conduzir tropas de mula a serem vendidas no centro do país.

Encantado com a terra e a gente do Sul, o mineiro resolveu se instalar na cidade de Pelotas, onde logo abriu um escritório destinado à venda de charque para o centro do país e para o Exterior. Poucos anos depois, tornou-se proprietário de uma pequena charqueada às margens do rio São Gonçalo, o que fez dele um dos cidadãos mais prósperos de Pelotas nessa atividade.

O professor Vanderlei Rodrigues comenta que um dos traços mais característicos de Almeida era sua convicção liberal. "Almeida acompanhava todos os movimentos de cunho liberalista que ocorriam no Brasil", explica o professor. Em 1822, tirou dinheiro do próprio bolso e custeou uma manifestação pública em Pelotas para comemorar a Independência do Brasil.

Além de liberal, Almeida era homem preocupado com a escolaridade da população. Enquanto deputado na Assembléia Provincial, em Pelotas, lançou a campanha de alfabetização da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. O então deputado inconformava-se com o fato de o Paraguai contar com 408 escolas públicas e a província local não ter nenhuma.

Começa a Revolução Farroupilha e Domingos de Almeida recebe uma tarefa dos amigos: organizar, além do parque bélico farrapo, na cidade de Pelotas, a fábrica de arreamento para a cavalaria. Os exércitos de deslocavam (Piratini, Caçapava, Alegrete), e ele movimentava os arquivos do governo e o seu arsenal pela Campanha gaúcha sempre em carretas.

"Por isso a revolução era chamada de República das Carretas", diz o professor Vanderlei Rodrigues. Em 1840, diante do cerco das milícias imperiais aos farrapos, Almeida determina a criação de uma planta para a nova povoação que viria a ser Uruguaiana. Como ministro da Fazenda da República Riograndense, queria uma vila de apoio ao comércio com Buenos Aires. As forças imperiais haviam conquistado as cidades de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, cortando o intercâmbio comercial desses entrepostos com o interior da Província.

Em 1846, Uruguaiana é fundada. Almeida morreu aos 74 anos, em 1859, em Pelotas. Uruguaiana retribuiu seus gestos com uma estátua em praça pública.


Fonte : Página do Gaúcho
www.paginadogaucho.com.br

Colaboração: Hilton Araldi
e-mail : hiltonaraldi@gmail.com



QUEM ESTÁ COM A VERDADE?

O Sr. Manoelito Savaris, Presidente do IGTF?

O Sr. Oscar Gress, Presidente do MTG e FCG?

Ou o Sr. Luiz Glênio dos Santos, Vice-presidente da FCG?

Eu, Vereador Bernardino Vendruscolo, não quero tomar partido. Isto tudo parece uma briga interna. PARECE!

Mas estou bem ansioso para ver as notas fiscais dos Festejos Farroupilha, até para defender inocentes que ao longo dos anos muito contribuíram para o engrandecimento e divulgação desse evento.

Insisto: a Comissão Municipal e a Comissão Estadual devem apresentar as notas ficais para que possamos dirimir todas as dúvidas.

Se para os 55 Deputados Estaduais está tudo bem, aqui na capital tem vereador com dúvida, eu sou um deles!

Em razão de que os Festejos Farroupilha contam com verbas públicas, municipal e estadual, entre outros patrocinadores, julgo, salvo maior juízo, que os Deputados Estaduais deverão se interessar pelo assunto.

Em nome da transparência e da verdade permanecemos aguardando as notas ficais dos Festejos Farroupilha.

Veja relatório do Vice-Presidente do MTG, Sr. Luiz Glênio dos Santos, no meu site

http://www.vereadorbernardino.com.br/website/pages/regionalismo-gaucho/--noticias/quem-esta-com-a-verdade.php

Bernardino Vendruscolo
Vereador
PMDB

www.twitter.com/ver_bernardino

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

9ª CONVENÇÃO BRASILEIRA DA TRADIÇÃO GAÚCHA

O Sr. Dorvílio José Calderan, Presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha - CBTG, no uso de suas atribuições e de acordo com o Estatuto Social, Art. 22, CONVOCA, os senhores Convencionais: Membros do Conselho de Vaqueanos, Conselho Diretor, Junta Fiscal, Conselho de Ética, Diretoria Executiva, prendas com faixa e peões com crachá, maiores de 16 anos, todos da CBTG e 4 (quatro) Delegados por MTG, conforme estabelecido no Art. 21, para a 9ª Convenção Brasileira da Tradição Gaúcha, a realizar-se nos dias 07 e 08 de agosto de 2010, na cidade de Campo Grande- MS, nas dependências do CTG Tropeiros da Querência, para deliberarem sobre assuntos em conformidade com o Art. 23. De acordo com o Art. 96, inciso III, combinado com o Art. 107 do Regulamento Geral, nomeio o Sr. IVO BENFATTO, Diretor Cultural, para exercer a função de Relator Geral da 9ª Convenção Brasileira da Tradição Gaúcha.

Brasília, 30 de junho de 2010.
Dorvílio José Calderan
Presidente da CBTG

Postado por Dpto. Com. Social - 1ª RT no Chasque de Primeira em 7/08/2010 06:16:00 PM