RETRATO DA SEMANA


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

PRA LEVANTAR-SE POR CIMA...

... SÓ COM O "BOCHINCHO" DO JAYME OU UM CARINHO DE CHINA!

... e dali ganhei o mato
abaixo de tiroteio
e ainda ouvia os floreios
da cordeona do mulato.
Para encurtar o relato
me bandeei pro outro lado,
cruzei o Uruguai a nado
pois meu zaino era um "capincho"
e a história deste bochincho
faz parte do meu passado.

- Mas e a china?

A china eu nunca mais vi
no meu gauderiar andejo,
somente em sonhos a vejo
em bárbaro frenezi.
Talvez ande por aí
nos rodeios das alçadas
ou talvez, de madrugada,
seja uma estrela xirua
destas que se banham nuas
nos espelhos das aguadas!

HOJE ME PEGUEI CHORANDO

Hoje me peguei chorando (e não me venham com esta que homem, e ainda mais gaúcho, não chora). Mas isto seria matéria para blog nativista? Acho que não, mas também acho que, por isso mesmo, este é um blog diferente.

A verdade é que ando com uma saudade louca de gente não posso mais ver nem tocar. Meu Pai, minha Mãe, meus Amigos...

A minha sensibilidade anda a flôr-da-pele. Meus sentimentos se multiplicam. Será que esta é a doença do século? A que chamam de depressão? Não! Com certeza, não! É apenas uma nuvem negra que, ao sopro do vento, já está passando...

Foto: Markinho

III TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA CRIOULA



É nesta terça-feira, dia 24 de agosto, no Teatro Dante Barone, ás 20 horas, que poetas, amadrinhadores, declamadores e todos que apreciam a arte da poesia, se encontrarão numa noite telúrica e atávica onde o versejar de vates maçônicos e não maçônicos ecoarão no céu do Rio Grande.



Concorrerão ao troféu acima estampado as seguintes poesias, já na ordem de apresentação.

Categoria: Não Maçônicos

LOUCOS MANSOS – de Silvio Genro, Uruguaiana.
Intérprete: Paulo Severo

NO FUNDO FALSO DO ESPELHO – de Ari Pinheiro, Florianópolis.
Intérprete: Jurema Chaves

A ALMA DE SOUZA NETTO – de Moisés Silveira de Menezes, São Pedro do Sul.
Intérprete: Francisco Sacaramussa

O PIANISTA – de Vaine Darde, Capão da Canoa.
Intérprete: Liliana Cardoso

UM TOURO BERRA – de Rodrigo Bauer, São Borja.
Intérprete: Pedro Junior da Fontoura

Categoria: Maçônicos

PRA VER BEM ALÉM DOS MONTES – de Antônio Saraiva, Crevelândia.
Intérprete: Antônio Saraiva

VENERÁVEIS FARROUPILHAS – de João Manuel Sasso, Passo Fundo.
Intérprete: Luciano Rosa

REFÚGIO – de Leandro de Araújo e Antônio Augusto Ferreira, Porto Alegre e Santa Maria.
Intérprete: Leandro de Araújo

PASSOS PESADOS E LENTOS – de Tadeu Martins, Santo Ângelo.
Intérprete: Tadeu Martins

RITUAL MAÇÔNICO DE GAUCHESCAS MIRAGENS – de Rodrigo Borges Bueno, São Francisco de Paula.
Intérprete: Adão Bueno

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A ESCOLHA DO LADO ERRADO


Neste mundo velho, tudo tem dois lados. A moeda, a adaga, a razão, o lado de dentro, o lado de fora, o esquerdo, o direito, o chimango, o maragato.....

Por analogia podemos dizer que tudo tem volta. A pessoa que hoje está por cima, amanhã poderá rastejar; quem mente, acaba acreditando, quem trai, acaba sendo traída...

O importante disto tudo é não escolher o lado errado das coisas, o que não é muito fácil.

Para descontrair um pouco, já que hoje não ando nos meus dias (estou mais acabrunhado que o gaúcho do quadro acima, do pintor Marciano Schmitz), e para ajudar na “tese” que levantei de que devemos, com cuidado, escolher o lado certo, repasso esta estória que me contou meu mano Luciano Kelbouscas:

Num convento de freiras, em Piedade do Rio Grande, a Madre Superiora, rigorosíssima, levanta-se da cama e exclama:

- Que noite maravilhosa! Hoje estou tão feliz que até vou tratar bem as freiras!

Sai do quarto e encontra uma freira no corredor:

- Bom dia, Irmã Josefa. Está com muito boa aparência! E que bela camisola está a tricotar!

- Obrigada, Madre. A senhora também está muito bem, mas parece que se levantou do lado errado da cama, não?

A Madre não gostou nada do comentário, mas continuou.

Mais adiante, encontrou outra freira.

- Bom dia, Irmã Maria! Você parece muito bem! E o seu bordado está a ficar lindo. Parabéns!

- Obrigada, Madre. A senhora também está com bom aspecto. Mas vê-se que hoje se levantou do lado errado da cama...

A Madre Superiora ficou furiosa, mas seguiu o seu caminho.

Todas as freiras que encontrava e cumprimentava, respondiam a mesma coisa.

Assim, quando chegou à quinta freira, já estava irritadíssima e resolveu tirar a história a limpo.

- Bom dia, Irmã Leonor. Por favor, seja sincera. Eu estou com ar de quem se levantou hoje do lado errado da cama ?

- Sim, Madre ....

- E posso saber por quê ?

- É que a senhora calçou as sandálias do Padre Isaias....


INDIGNAÇÃO ENTRE OS TRADICIONALISTAS

Nosso blog recebeu este chasque do tradicionalista Carlos Homrich, pessoa dedicada ao Movimento e um estudioso de regulamentos e estatutos de entidades culturais.

Pelo que podemos entender, ocorreu uma alteração de Ata já aprovada em convenção e tal alteração vem, monetariamente, em benefício do MTG.

Gostaríamos de receber o contraponto da entidade que congrega o tradicionalismo no Rio Grande do Sul. Nosso blog está aberto aos debates que venham trazer entendimentos em prol do gauchismo.

Eis o relato do Senhor Carlos Homrich:

"Meus Caros Amigos Tradicionalistas.
Não posso aceitar tal situação.
Verifiquem os anexos que estou encaminhando abaixo. Encaminhem-se até a PROPOSIÇÃO Nº 17 - PRAZO PARA TROCA DE ENTIDADE.

= A 1º é a "Ata da 4ª Sessão Plenária-Convenção de São Gabriel" é a Ata realizada na 75ª Convenção Tradicionalista de São Gabriel (DEVIDAMENTE LIDA E APROVADA POR TODOS OS CONGRESSISTAS PRESENTES NO CONGRESSO). Esta ata é a que hipoteticamente teria validade, pois já não sei mais o que vale para nós reles tradicionalistas.

= A 2º é a "Ata da 4ª Sessão Plenária-Convenção de São Gabriel", PASMEM é a mesma Ata, retificada, após ter sido lida e aprovada pelos congeressistas e após ter sido publicada no site do MTG, e tão logo tenha surgido a questão de que é ou não para ser pago multa, a referida ata foi alterada.

Desculpem, mas não existe qualquer justificativa para tal alteração. Mesmo que a justificativa fora o esquecimento pela Secretaria do Congresso de se colocar qual alteração fora feita no Parecer. Esta ata somente poderia ter sido alterada antes de ser aprovada e após ter sido lida na 5ª Sessão Plenária do Congresso de São Gabriel.

É desta maneira que temos que acreditar que estamos agindo corretamente no nosso Movimento Tradicionalista Gaúcho, na seriedade. Não estamos aqui para brincadeiras. É um absurdo o que está acontecendo e nada é feito.

Infelizmente é assim. E depois querem calar a boca de pessoas que querem o correto para o nosso Tradicionalismo Gaúcho.

Com um Forte Quebra Costelas.

Dr. Carlos Homrich
Tradicionalista - Ex Patrão - Membro do Conselho de Ética da 1ª RT
Advogado - OAB/RS 39.479

Ata da 4ª Sessão Plenária

PROPOSIÇAO Nº 17 – PRAZO PARA TROCA DE ENTIDADE
AUTORES: Alessandro Godinho, Coordenador da 2ª Região; César Cristiano Policena de Oliveira, Coordenador da 11ª Região; Jackson Luis Alves Pereira, Coordenador 21ª Região; José Roberto Fischborn, Coordenador da 22ª Região; Jó Arse, Coordenador da 25ª Região e Everaldo Dutra, Coordenador da 27ª Região. RESUMO: Que para trocar de entidade o peão ou prenda deve apenas cumprir o prazo mínimo de 1 ano com cartão pela entidade. JUSTIFICATIVA DOS AUTORES: As datas de troca fixadas em abril e maio, acabam por causar certa confusão em algumas regiões, em alguns casos coincidindo até mesmo com o inicio dos campeonatos de inverno. RELATOR: Hélio dos Santos Ferreira. PARECER: Favorável. MANIFESTAÇÕES FAVORÁVEIS: Jó Arse Coordenador da 25ª Região. VOTAÇÃO: Aprovado o Parecer por unanimidade.

PROPOSIÇAO Nº 17 – PRAZO PARA TROCA DE ENTIDADE
AUTORES: Alessandro Godinho, Coordenador da 2ª Região; César Cristiano Policena de Oliveira, Coordenador da 11ª Região; Jackson Luis Alves Pereira, Coordenador 21ª Região; José Roberto Fischborn, Coordenador da 22ª Região; Jó Arse, Coordenador da 25ª Região e Everaldo Dutra, Coordenador da 27ª Região. RESUMO: Que para trocar de entidade o peão ou prenda deve apenas cumprir o prazo mínimo de 1 ano com cartão pela entidade.Caso ocorra a troca de entidade antes de prazo, o valor do cartão será acrescido de uma taxa de um(1) salário mínimo. JUSTIFICATIVA DOS AUTORES: As datas de troca fixadas em abril e maio, acabam por causar certa confusão em algumas regiões, em alguns casos coincidindo até mesmo com o inicio dos campeonatos de inverno. RELATOR: Hélio dos Santos Ferreira. PARECER: Favorável, com a sugestão de que o valor da taxa seja referente ao de uma(1) anuidade plena vigente. MANIFESTAÇÕES FAVORÁVEIS: Jó Arse Coordenador da 25ª Região. VOTAÇÃO: Aprovado o Parecer com a sugestão, por unanimidade. "

LUIZ MARENCO - 20 ANOS DE CARREIRA

Colaboração: Ubiratan da Cunha Guilherme

AO GAÚCHO ÍTALO DORNELES

Ao poeta, declamador, estudioso de nossa cultura e proprietário de um dos melhores blogs tradicionalistas (Prosa Galponeira), meu amigo Ítalo Dorneles, que seguidamente me manda lindas mensagens gauchescas através de poemas e músicas em slides (mas que não sei retransmitir aos leitores deste blog pois não sou muito manso com o computador), mando, como retribuição, esta linda foto da Ana Lúcia Teixeira que, por certo, retrata todo o campeirismo e a paixão pelo Rio Grande que o Ítalo demonstra em seus textos.

Quem desejar conhecer (se ainda não conhece) o belíssimo trabalho do Ítalo Dorneles, aqui vão seus endereços.

Rua Fernando Osório, 313, bairro Uruguai-Canguçu/RS
CEP: 96.600-000
Fone: (53) 9969-1907
MSN: italodrs@hotmail.com
Blogs: www.italodorneles.blogspot.com
www.prosagalponeira.blogspot.com
Skype: italodorneles
Twitter: www.twitter.com/italodornelesrs

terça-feira, 17 de agosto de 2010

CLASSIFICADAS DO COOPERATIVISMO


Foram divulgadas nesta segunda-feira as 30 músicas classificadas para a 4ª edição do festival nativista O Rio Grande Canta o Cooperativismo, promovido pela Ocergs. Um dos mais aguardados do ano, o festival apresenta sempre uma das melhores organizações e garante a maior premiação entre todos os festivais nativistas do Estado, distribuíndo um total de R$ 39 mil, mais atraentes ajudas de custo -R$ 2,5 mil para as classificatórias e R$ 3,5 mil para a final. E o ABC do Gaúcho traz em primeiríssima mão a relação dos classificados!

O evento terá três eliminatórias: 25/09, em Santa Rosa; 29/10 em Rolante e 20/11 em Antônio Prado. Em cada uma delas 10 composições tentam uma das 12 vagas para a final, que será realizada em 10 de dezembro, em Ibirubá. Gracias à Elisângela Becker, secretária do festival, que sempre nos mantém informados sobre esse grande evento. Parabéns aos classificados!

ARTISTAS DA REGIÃO:Entre os classificados estão compositores de cidades de abrangência do Jornal NH, como Novo Hamburgo, São Leopoldo, Rolante e Tramandaí: Alvandy Rodrigues, José Henrique Rodrigues, Raúl Quiroga, Josué Fernando Scheffer , Miguel Ângelo de Freitas, Chico Saga, Mário Tressoldi.


CLASSIFICADAS:

1-ANJO URBANO - Chico Saga /Mário Tressoldi /Flávio Júnior - Sicredi Nordeste - Rolante

2-O SUL EM SI - Juca Moraes /João Bosco Ayala /Nilton Jr - Sicredi Centro Leste - Guaíba

3-O CAMPO JÁ NASCEU COOPERATIVA - Caine Teixeira Garcia /Zulmar Benitez - Sicredi Fronteira Sul - Bagé

4-RONDOSA BANDEIRA - Adão Quevedo /Aline Ribas - Sicredi Zona Sul - São Lourenço do Sul

5-ORIGENS E PRINCÍPIOS - Alvandy Pereira Rodrigues /Juliano Javoski Sicredi Pioneira - Novo Hamburgo

6-IDEAL COOPERATIVISMO - Wolmar da Costa Flôres /Jair Oliveria de Medeiros Cooperagro - São Pedro do Sul

7-VENTOS DE ESPERANÇA - Flaubiano Lima /Nilton Ferreira - Sicredi Nordeste - Rolante

8-CORAÇÃO SOLIDÁRIO - Ramires Monteiro /Sabani Felipe de Souza - Sicredi Região Centro - Sta Maria

9-A UNIÃO FAZ A FORÇA! - Joel de Freitas Paulo / Othelo Caiaffo /Juliano Moreno -Sicredi Sudoeste - Santana do Livramento

10-COOPERAR É PROGREDIR - Carlos Alberto Litti Dahmer /Sandro Souza - Sicredi Augusto Pestana - Ijuí

11-O QUE SERÁ? - Belmiro Ferreira Pereira /Luiz Cardoso - Sicredi Sudoeste - Santana do Livramento

12-UMA SÓ VOZ - Duca Duarte / Cristiano Quevedo - Sicredi Vale do Camaquã - Piratini

13-COLMÉIA - Carlos O. Villela Gomes /Bianca Bergmam /Jean Kirchoff - Sicredi Vale do Soturno - Faxinal do Soturno

14-A CANÇÃO DE TODOS NÓS - Rômulo Chaves /Robledo Martins - Sicredi Grande Palmeira - Palmeira das Missões

15-ELOS DA CORRENTE - Wolmar da Costa Flores / Cristiano Rodrigues - Cooperagro - São Pedro do Sul

16-O SONHO QUE VIVE NA GENTE - Thiago Suman /Guilherme Suman / Matheus Alves -Sicredi Mil - Porto Alegre

17-NAQUELE TEMPO - Aliomar Pereira Rodrigues /Adair Rubim de Freitas - Sicredi Grande Palmeira - Boa Vista das Missões

18-DA CAPITAL NACIONAL - José Henrique Rodrigues /Raúl Quiroga - Sicredi Pioneira - São Leopoldo

19-DE CARREIRA ATADADA - Josué Fernando Scheffer /Miguel Ângelo de Freitas - Sicredi Pioneira - Novo Hamburgo

20-SOB A LUZ DE U NOVO DIA - Cristiano Quevedo /Érlon Péricles - Sicredi Vale do Camaquã - Piratini

21-AS SETE LIÇÕES - Claudionir Araújo Bastos /Jaime Ribeiro Sicredi -Itaqui - Uruguaiana

22-FEMININA - Chico Saga /Mário Tressoldi - Sicredi Nordeste - Rolante

23-UMA ANDORINHA SÓ NÃO FAZ VERÃO - Jaime Lopes Izquierdo /Francisco Saratt - Sicredi Pol RS - Porto Alegre

24-NA ESCOLA DA NATUREZA - Belmiro Pereira / Luiz Cardoso - Sicredi Sudoeste - Santana do Livramento

25-DEPOIS DAS CHAMAS - Rômulo Chaves / Tuny Brum - Sicredi Grande Palmeira - Palmeira das Missões

26-CADA VEZ MAIS VIVO - Ivo Ladislau /Claudio Amaro /Edson Vieira - Dani DK - Sicredi Metrópolis - Porto Alegre

27-LIÇÕES DA HISTÓRIA - João Albino de Medeiros Farias /Luiz Carlos Ranoff - Sicredi Missões - Santo Angelo

28-VIÉS DOUTRINÁRIO - Áurea Rosangela da Rosa /Alberto Sales /Zulmar Benitez -Sicredi Pioneira - Caxias do Sul

29-MINHA COOPERATIVA - José Claudino de Lucca - Sicredi Missões - Santo Angelo

30-A BANDEIRA DA COOPERAÇÃO - Dionei Kurt Wommer - Sicredi Região da Produção - Sarandi


Autor do texto - Tânia Goulart / www.jornalnh.com.br/abcdogaucho.

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Postado por Tânia Goulart

UM LIVRO QUE RECOMENDO

El Martìn Fierro es la obra màxima de su autor, quien ilustra de manera tan perfecta la pampa y al gaucho de su epoca - siglo XlX que se convierte en la obra cumbre de la literatura rioplatense. Quièn no ha leìdo este prodigioso libro, si no fue comentado en la escuela, alguna vez en los hogares ha estado presente con seguridad para ilustrar alguna enseñanza dada de padres a hijos o de abuelos a nietos. No sòlo en la Argentina tambièn en todo el Continente Americano y Europeo. Como conmemoraciòn a su obra el dìa del nacimiento de Josè Hernàndez -10 de noviembre- en nuestro paìs se celebra el dìa de la TRADICION. Su voz se eleva reivindicando las injusticias vividas por el gaucho, quien nacìa y vivìa humillado, perseguido y lastimado. Eso se contempla en todas y cada una de sus pàginas. Martìn Fierro, un maravilloso canto gauchesco, argentino y popular inmortal

POSSE NA ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA

Flagrante deste blogueiro, quando Presidente da Estância da Poesia Crioula, em uma das reuniões semanais da Academia Chucra do Rio Grande.


Acontece neste sábado, dia 21, ás 15 horas, a posse de Cândido Brasil na Presidência da Estância da Poesia Crioula. O evento acontecerá no auditório do Museu Júlio de Castilhos, rua Duque de Caxias nr 12 31, em Porto Alegre.



A Estância da Poesia Crioula é uma entidade cultural sul riograndense que visa congregar os poetas e prosadores voltados para a temática gauchesca, além de pesquisar, manter, promover e divulgar tudo aquilo que se relacione com esta arte crioula em suas mais diversas formas de manifestações.

A fundação da Academia Xucra do Rio Grande, como é carinhosamente conhecida, ocorreu no dia 29 de junho de 1957, dia de São Pedro, Padroeiro da Estância, graças a visão e ao esforço de abnegados poetas e prosadores que sentiram a necessidade de organizar-se como instituição com o objetivo de exaltar nossos usos e costumes, nossas valorosas e ricas tradições.

A primeira diretoria da Estância foi assim constituída: Presidente Hugo Ramirez. Demais poetas: Rui Cardoso Nunes, Jayme Caetano Braun, José Barros Vasconcellos, Dimas Costa, Lauro Rodrigues, Pery de Castro, Nitheroy Ribeiro e Olynto Sanmartin.

Nestes 50 anos de existência foram presidentes da Estância da Poesia Crioula: Hugo Ramires (1957/1959 – 1963 – 1986/1988); Nitheroy Ribeiro (1959/1960) Jayme Caetano Braun (1960/1961); Guilherme Schultz Filho (1961/1963 – 1970/1972); Cyro Gavião (1963/1964); Mozart Pereira Soares (1964/1966); Pery de Castro (1966/1970); Hélio Moro Mariante (1972/1974); José Paim Brites (1974/1976); Zeno Cardoso Nunes (1976/1980); Vasco Mello Leiria (1980/1982); José Hilário Retamozo (1982/1986-1992/1994-2000/2002); Francisco Pereira Rodrigues (1988/1990); Dias Francisco Fiorenzano (1990/1992); Caio Flávio Prates da Silveira (1994/2002); Sérgio de Laforet Padilha (2002/2004); Léo Ribeiro de Souza (2004/2006); Beatriz de Castro (2006/2008); José Machado Leal (2008/2010).

OS MONARCAS NO HERDEIROS DA TRADIÇÃO

Doutor Carlos Homrich, que compõe a lista tríplice que administra o CTG Herdeiros da Tradição, convida a todos os tradicionalistas para a gravação do programa do Volmir Martins que acontecerá nesta quarta-feira, dia 18, a partir das 19 horas, nas dependências desta magnífica entidade que fica na parada 3 da Lomba do Pinheiro, ao lado do Colégio Eva Caminatti (fundos do Cemitério Jardim da Paz), em Porto Alegre. A entrada é um quilo de alimento não perecível.

Serão atrações da gravação que brevemente irá ao ar, o artista Baitaca, Eco do Minuano e Bonitinho e o grupo de Erechim Os Monarcas. Você será muito bem vindo.

NOSSA TERRA - OSÓRIO


História

Osório localiza-se em região de extrema importância histórica, considerando-se os primeiros tempos de proteção e colonização das terras extremas do território. No final do século XVII, a faixa litorânea tornou-se conhecida pelos paulistas e lagunenses que vinham em busca de gado. Também era o modo de chegar ao ponto das invasões castelhanas. O caminho ficou conhecido como Estrada da Laguna.

Em 16 de dezembro de 1857, o município de Osório emancipou-se de Santo Antônio da Patrulha, levando consigo uma vasta área, de Palmares do Sul a Torres. O colonizador e o imigrante alemão ou italiano foram se instalando nas redondezas de Conceição do Arroio.

Em 1934, sem consulta popular, Conceição do Arroio passa a chamar-se Osório, por ordem do interventor federal José Antônio Flores da Cunha, como forma de homenagear o marechal Manuel Luís Osório, patrono da Cavalaria nacional, ali nascido.

Geografia

Localiza-se a uma latitude 29º53'12" sul e a uma longitude 50º16'11" oeste, estando a uma altitude de 16 metros. Possui uma área de 671,25 km².

Sua população era de 36.131 habitantes em 2000, segundo o IBGE. É o município mais importante do litoral norte do Rio Grande do Sul, sendo um grande pólo para a planície costeira gaúcha em diversas categorias.

É conhecido como "Cidade das Lagoas", por ter uma rede de 29 lagoas, muitas delas interligadas, e "Cidade dos Bons Ventos", devido aos grandes ventos desta região.

Economia

Historicamente, no período de 1921 a 1960, a exploração das vias navegáveis de Osório a Torres transformou-se em um meio de comunicação e transporte de Osório-Torres, e foi importante para o desenvolvimento econômico, cultural e educacional, não só para o município de Osório como para todo o litoral norte.

Em razão dos ventos, em Osório foi construída em 2007 a segunda maior usina eólica do mundo, o Parque Eólico de Osório, atrás apenas dos Estados Unidos, e a maior da América Latina. No Brasil hoje é produzido pouco mais de 28 MW de energia eólica, em Osório são mais de 150 MW. Em complemento a disso, como destaque turístico, a sede do Aeroclube de Planadores Albatroz.

Turismo

Praias
Com seus dois balneários, Atlântida Sul e Mariápolis, é passagem para quem se dirige às demais cidades do litoral gaúcho.

Lagoas
Osório possui uma rede de lagoas interligadas, navegável até Torres. É um dos maiores complexos lagunares do Brasil com 29 lagoas no municipio.Possibilita a navegação a prática de esportes aquáticos e náuticos. Os ventos garantem o divertimento.

Mirante
No dia 16 de dezembro de 2009 foi inaugurado um mirante com visão de 360º no Morro da Borússia. O mirante é uma plataforma de 50 metros quadrados, garantindo uma visão privilegiada da faixa litorânea, do parque eólico e do complexo das lagoas, além da parte posterior do morro.

Eventos

Baile Municipal de Carnaval, em fevereiro/março; Rodeio Crioulo Internacional, Tafona da Canção Nativa, em março/abril; Micro Osório, Feira Agropecuária, em março/ abril; Festa do Divino Espírito Santo, em junho; Fórum Internacional de Educação e Feira do Livro, em agosto; Sesmaria da Poesia Gaúcha e Sesmaria da Poesia Estudantil, em setembro; Semana Farroupilha, em setembro; Festa de Nossa Senhora do Rosário – Maçambiques - em outubro; Festigula, durante o segundo semestre; Encontro Interestadual de Corais, em outubro; Festival Gaúcjo de Teatro Amador e Mostra Osoriense de Teatro Estudantil, em outubro; Semana da Consciência Negra, em novembro; Festa de Nossa Senhora da Conceição, em dezembro; Semana de Osório, em dezembro; e Festival de Terno de Reis e Natal Luz, também em dezembro.

Parque Histórico Marechal Manoel Luis Osório

Foi criado em 9 de maio de 1970, ocupando uma área de 178 ha. no quilômetro 101 da RS-030, estrada que liga Osório a Tramandaí.

O Parque possui camping e quadras de esportes (inclusive para a prática do pólo e golfe), cavalos para montar, passeio em Din-Din, lagos artificiais para banho, pistas de hipismo, recanto infantil, quiosques e churrasqueiras, play ground, bar e restaurante. O ponto alto é a casa do Marechal Osório, hoje transformada em museu. Há também o Museu das Armas, com 469 peças em exposição.

Muito bem cuidado, o Parque ainda abriga um memorial, onde repousam os restos mortais de Osório e onde pode ser vista uma tela a óleo de grandes dimensões, que retrata a vida do Marechal e a evolução da cavalaria brasileira. Outro prédio existente no local é uma atafona, construída em pedra de arenito, que se destinava à moagem de cereais por tração animal.

Há também em exibição material bélico do Exército Brasileiro desativado, na Praça dos Estados. No interior do parque há ainda uma pousada. Próximo à estrada um obelisco é visível por quem passa

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

NÃO É GAÚCHO SE NÃO GOSTAR DE CAVALO

Lauren Bitencourt de Bacco é natural de São Vicente do Sul onde nasceu em 19 de Outubro de 1982. É filha de Velibaldo Oliveira de Bacco supervisor de Obras e de Iara Helena Bitencourt de Bacco.

Desde a infância gostou de cavalos, como ela mesma diz “acho que desde que estava na barriga de minha mãe os cavalos crioulos já eram meu destino”. Esta paixão que traz de São Vicente, permanece na cidade de Parobé onde passou a residir em 1989.

Com dez anos de idade ganhou um petiço com 27 anos que mais tarde com a venda de um par de tênis do irmão e do petiço foi possível comprar o primeiro cavalo crioulo. Junto com a paixão pelos cavalos veio também o envolvimento com a cultura, a música terrunha e as coisas da pátria gaucha. Além de estar próxima a seus cavalos, Lauren participa de desfiles.

É uma apaixonada pela musica gaúcha com fundamento e têm em Luiz Marenco, Leonel Gomez e Lisandro Amaral, entre outros, um exemplo que fazem uma musica com cheiro de campo e com alma gaucha.

Quem não conhece Lauren, não pode imaginar a qualidade dos trabalhos que faz retratando cenas campeiras. Mas, a natureza demonstra as qualidades desde cedo, pois, com 03 anos de idade fez o primeiro desenho de cavalo na sua vida e que até hoje é o símbolo das tintas Renner. Lauren sabe e compreende que cada trabalho realizado abre um horizonte de conhecimentos sobre os cavalos crioulos sendo que, poderia até participar de julgamentos, tal a afinidade que tem com as qualidades dos cavalos.

Por muitos anos fez somente desenhos de cavalos crioulos, mas, com o tempo passou a trabalhar o contexto gaúcho da pampa. Em seus desenhos tenta retratar seus sentimentos e suas impressões sobre os cavalos e as imagens do Sul.

Lauren já desenhou cavalos de diversas pelagens e inúmeras cenas gaúchas como domas, tiro de laço, ginetedas, de tropeiro. Cenas gaúchas que lhe chamem a atenção são retratadas com perfeição e sentimento e transmitem uma visão de pátria e querência. O resultado dos trabalhos traz para seu dia a dia os cavalos crioulos, pois como esta na cidade, não consegue vivenciar diariamente a lida campeira.

Gravura: lápis carvão sobre papel cancion de Lauren de Bacco
Texto: Da coluna Buenas e me Espalho de Ubiratan da Cunha Guilherme

COISAS DA NATUREZA

Para começar nossa semana com paz de espírito, depois de andejar por quatro dias sentindo de perto a trilogia natureza, homem, animal, nada melhor do que uma imagem destas, reforçando que, se todos tratassem nossas diferenças assim, o mundo seria muito melhor.

A amizade não é uma relação com alguém que conheces por muito tempo, mas com alguém que chega e fica para sempre ao teu lado.

CAMPEÕES DO 21º GRITO DO NATIVISMO

A música "Namorado das rimas", de Ramires Monteiro, de Santa Maria, na interpretação de Jean Kirchoff (foto), foi aclamada a campeã do 21.º Grito do Nativismo, que encerrou-se na noite desse domingo em Jaguari. A música também levou o troféu de Melhor letra e, Jean, o de melhor intérprete. No encerramento já foi anunciada a data da 22.ª edição do evento: 21, 22 e 23 de janeiro de 2011! Gracias à equipe da Rádio Jaguari, onde escutei a transmissão ao vivo e pude conferir o resultado, para registrar aqui no ABC do Gaúcho!

Preciso comentar aqui a belíssima e emocionante homenagem feita à Marilene Bertoncheli. O produtor cultural e jornalista Paulo de Freitas Mendonça organizou um vídeo mostrando seu trabalho na Famurs e sua luta não só pelo Grito do Nativismo mas por todos os festivais do Estado, e também com depoimentos de artistas dos festivais e de pessoas de Jaguari. Parabéns Paulo e aos demais organizadores, por essa merecida homenagem a ela que, como disse no post abaixo, foi uma guerreira pela cultura, e que tão cedo nos deixou!

VENCEDORES:

-1.º lugar e Melhor poesia: Namorado das Rimas - Ramires Monteiro (Santa Maria), com Jean Kirchoff

-2.º lugar: O infindo ciclo dos dias - Eduardo Ocanha/ Piero Ereno (Santa Maria/ Jaguari) com Shana Müller e Michele Buss.

-3.º lugar: A mulata do tropeiro - Sabani Felipe de Souza/ Luciano Ferreira (Cruz Alta), com Francisco Oliveira e Leonardo Paim

-Melhor intérprete: Jean Kirchoff, em Meu sorriso e Namorado das rimas

-Melhor instrumentista: acordeonista Samuel Negrinho em Namorado das rimas

-Música mais popular: Canha com Maranduvá - Tulio Urach/ Ricardo Martins (Livramento/ Alegrete), com Cristiano Fantinel

Autor do texto - Tânia Goulart / www.jornalnh.com.br/abcdogaucho.

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domingo, 15 de agosto de 2010

PARABÉNS, ZENO CARDOSO NUNES

Zeno Cardoso Nunes (hoje completando 93 anos), Léo Ribeiro e Rui cardoso Nunes.

Meus amigos. Estou chegando agora (são 17:35) da Primeira Cavalgada Serra Mar, de lombo judiado e com uma gripe que peguei pelo caminho. Estava muito frio! Hoje fomos recebidos com o maior carinho, em Tramandaí, pelos integrantes do CTG Gaúcho Litorâneo. Mas que indiada Buena. Não foi em vão que escrevi aquela letra Gaúchos do Litoral.

O Prato do almoço não podia ser outro: Tainha na brasa! Uma bóia que cachorro não come, porque não sobra nada. Uma delícia. Mil Gracias ao Patrão Nilson e a todos os integrantes desta hospitaleira entidade.

Como disse, cheguei cansado e não deu tempo para levar o meu fraterno abraço a um dos maiores poetas deste Rio Grande, Zeno Cardoso Nunes, que hoje completa 93 anos de idade. De toda a forma, vai a este vate, meu amigo, meu mestre, todo o meu carinho.

Zeno Cardoso Nunes nasceu em São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, a 15 de agosto de 1917. Filho de Jorge Cardoso de Oliveira e de Maria Nunes de Oliveira. Casado com Corita Costa Cardoso, nascida em Jaguarão, Rio Grande do Sul, a 27 de fevereiro de 1927, e falecida a 20 de dezembro de 2001. Foi agricultor e criador de gado. É fiscal do ICMS, aposentado como Fiscal de Tributos Estaduais. É Jornalista Profissional e membro da Associação Rio-Grandense de Imprensa. Advogado, escritor, poeta, ensaísta e dicionarista.

Publicou “Versos”, 1942; “Briga de Touros”, 3ª ed., 1962/92; “Morcegos”, 1985; “O Gigante e o Pigmeu”, 1985; “Um Judas Insonte”, 1985; “Cadeira 27” da Academia Rio-Grandense de Letras, 2001; “Tempos Idos”, 2005; “Dicionário de Regionalismo do Rio Grande do Sul”, 1983/2003, em colaboração com Rui Cardoso Nunes, 10ª ed.; “Minidicionário Guasca”, em Colaboração com Rui Cardoso Nunes, 8ª ed.; “Tentos e Loncas”, 1983, em colaboração com Rui Cardoso Nunes e José Hilário Retamozo.

É associado de mais de 30 entidades literárias, entre as quais 9 academias.

Foram-lhe concedidos 18 prêmios literários, entre os quais o “Ilha de Laytano” da Fundação “Ilha de Laytano”, e “Érico Veríssimo”, da Câmara Municipal de Porto Alegre.

LA PAMPA GAUCHA - EL PRIENDA

Para quem está chegando de uma cavalgada, como eu, nada melhor do que guardar nas retinas uma imagem como esta
Eres la hermosa criollita
que al compás del instrumento
cantas con gran sentimiento
la sentida vidalita;
eres roja margarita
que crece por el bañado,
la que dichas has soñado
en este mundo pequeño...
porque sabes que tu dueño
eterno amor te ha jurado

Texto: Arnó La borde
Foto: Eduardo Amorim

sábado, 14 de agosto de 2010

ENTRE AS ORELHAS DO MOURO


Parceiros de blog. Estamos no terceiro dia da Primeira Cavalgada Serra Mar. Meu mouro velho mancou de uma mão e está indo de caminhão. Não sei se não é golpe dele. De toda forma, hoje acompanho a turma no apoio e tenho mais tempo e recurso para postar algumas imagens que bati entre as orelhas do mouro e, ao mesmo tempo, ir fazendo alguns versos pelo caminho. A noite estaremos pousando no Parque General Osório e amanhã, ao meio dia, demos com os costados na cidade praieira de Tramandaí, nosso destino final. Quero ver se dou uns mergulhos naquele lagoão salgado!

Entre as orelhas do mouro
vejo um mundo diferente
tudo é lindo em minha frente,
a paisagem se expande...
Olhando o pago de cima
me sinto assim, altaneiro,
igual copa de pinheiro,
guardião deste Rio Grande.



Entre as orelhas do mouro
bombeio a companheirada
parceiros de cavalgadas
que nunca "frouxam" o garrão.
Como os antigos tropeiros,
foram na lida curtidos,
batizados e ungidos
com a seiva do meu rincão.



Entre as orelhas do mouro
sinto que hay outra vida
com águas despoluidas,
com a brisa purificada.
Por isso que me governo
no lombo do meu cavalo.
Pra mim é grande o regalo
de andejar em cavalgadas.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MTG NÃO QUER NOVOS FILIADOS?

Caros leitores. Recebi o e-mail abaixo, que me permito não identificar o autor, a não ser com autorização, mas o fundamento é o seguinte: Um grupo de pais quer fundar um CTG na escola de seus filhos mas, simplesmente, não recebem o apoio do MTG, através da Região Tradicionalista em que são vinculados. É inacreditável.

"Prezado Leo, somos um grupo de pais e amigos de uma escola Federal, gostaríamos muito de termos na escola um CTG, mas fomos informados que em nossa região, não estão mais recebendo novas entidades. Então gostaríamos de saber da possibilidade de organizarmos, talvez, um piquete cultural da escola e nos filiarmos ao CTG da Universidade Federal de nossa cidade. É viável? Poderíamos participar de atividades culturais do MTG? Como ter acesso a um estatuto de piquete? Os piquetes podem ser culturais, ou só campeiros?

Como podes ver, são muitas nossas dúvidas, e por incrivel que pareça...... te pedimos S.O.S, pois "já passamos uma saia justa por aqui!!!" Caso possas nos ajudar desde já agradecemos. E um abraço bem sinchado e nossas saudações tradicionalista. Atenciosamente... "

Pessoal. Nunca fui contra a entidade MTG. A instituição tem seus valores e seus princípios. Os nomes que a dirigem é que a tornam melhor ou pior.

Se, realmente, esse e-mail retrata essa situação, então a vaca foi para o brejo com soga e tudo e pessoas como Barbosa Lessa e Glaucus Saraiva devem estar virando-se no túmulo.

Estou em meio a uma cavalgada para me distrair um pouco, mas fatos como este me deixam dando coice na massaroca.

Quando voltar, vou tentar tirar isto a limpo!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

DE CORPO ESGUALEPADO MAS ALMA LIMPA

Gurizada medonha! Só para botar o meu carimbo e não deixar passar em branco, vou escrevendo encordoado como teta de porca, até onde der o sinal. Acabamos de chegar, de a cavalo, em Rolante. Estou no CTG Passo dos Tropeiros. Vocês precisam ver a grandeza e o capricho desta entidade. Coisa de germânico.

Saímos pela manhã, de São Chico, com vento sul anunciando chuva. Tivemos sorte e chegamos de lombo sêco na cidade natal do Teixeirinha.

Almoçamos na divisa de São Francisco e Rolante numa localidade chamada de Maragata. Apenas oito moradores. Uma igrejinha, um salão de baile e mais nada. Puxei prosa com Seu Avelino, um dos que resistem a ídeia de ir morar no povo e ele me falou que os filhos todos, seus e dos vizinhos, foram trabalhar nas fábricas de sapatos de Rolante, Sapiranga, Parobé... A roça é coisa do passado. A verdade é que depois que inventaram o debulhador de milho, ninguém mais quer fazer força.

Nem festa dá mais na localidade, pois a última que teve fechou o porrete que os seguranças tiveram que cruzar o rio, que passa a trezentos metros, a nado. E a pedrada comendo. Da bandinha, até hoje estão procurando o trompetista.

O divertimento do seu Avelino é bater uma canastra alemoa, tomando uma purinha e pitando um crioulito.

Meus amigos. Vou encerrando porque preciso de um trago para tirar a poeira da goela. Amanhã retorno a Porto Alegre pois tenho uma reunião com o Piquete Fraternidade Gaúcha, sobre a Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula. Sábado volto a bater casco com o fucinho do mouro já cheirando a maresia praieira.

E se foi o si...n..a..l...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

BOTANDO MAIS QUE GALINHA POLACA


Os leitores devem estar notando que hoje estou botando (postando) mais que galinha polaca. Na verdade cumpro o ditado aquele: dia de muito, véspera de nada. É que amanhã, 12 de agosto, estarei na Primeira Cavalgada Serra-Mar, junto com a parceirada, dando boca para o Mouro Velho, saindo de São “Chico” de Paula, rumo a Tramandaí.

Sob o comando do Agnel Pacheco dos Reis, vamos refazer os caminhos que os veranistas serranos, nossos avós, faziam a cada estação do sol. Serão três dias e meio a pata de cavalo. Já fiz um caminho parecido, alguns anos atrás, e os lugares eram inóspitos. Descemos a Serra da Bananeira, habitat do bandido Baiano Candinho, lá por 1868, e fomos batendo facão no taquaral que tramava o caminho. Hoje, o trajeto deve estar melhor, mas será difícil pegar o sinal para o noteboock, ou achar uma tomada que não seja focinho-de-porco. Portanto, se alguém notar a minha ausência não fique triste (ou alegre), pois não morri. Estarei fazendo um de meus lazeres preferidos. Total, após 160 dias de blog, será a primeira vez que ficarei em débito com vocês, queridos leitores.

RS TURÍSTICO

De hoje em diante, vamos começar um novo tipo de postagem intitulada RS Turístico, visando promover e divulgar o turismo de nosso Estado, bem como falicitar as opções de viagens de irmãos de outras paragens que vem conhecer o que o sul tem para oferecer.

Começamos com um local lindo e pitoresco do Rio Grande do Sul, o Salto de Yucumã.

A Rota do Yucumã localiza-se na região Noroeste Colonial e é formada pelos 33 municípios das Regiões Celeiro e Planalto Médio. Inserida numa região de tradição entre os campos gerais e as áreas de formação das depressões das encostas do Rio Uruguai, essas características permitem à região apresentar uma diversidade muito grande de flora e fauna. Seus aspectos culturais, oriundos das diversas etnias que formaram a região, são sua maior herança.

Tradicionalmente agrícola, a região vem apostando em novas formas de desenvolvimento, especialmente na área do turismo, desde 1998, quando foi constituído o Consórcio Rota do Yucumã, pessoa jurídica de direito público, que tem como objetivo principal promover a conscientização e a educação para o desenvolvimento do turismo sustentável junto à comunidade local.

Localizado no Rio Uruguai, na divisa com a Argentina, seu principal atrativo é o Salto Yucumã, maior Salto Longitudinal do Mundo, com mais de 1800 metros de comprimento e considerado uma das 7 maravilhas do Rio Grande do Sul.

O Salto Yucumã está localizado dentro do Parque Estadual do Turvo, primeiro parque criado no Rio Grande do Sul (1947). O Parque possui uma área de 17.491 hectares de mata fechada e é o último reduto da onça-pintada no Estado do Rio Grande do Sul, abrigando também outros animais ameaçados de extinção como o puma, a anta e o cateto. Mais de duzentas espécies de aves também fizeram do Parque do Turvo a sua morada, como o pica-pau-rei.

Além do Salto Yucumã, a região possui diversos atrativos e roteiros de Turismo no Espaço Rural. Entre eles, destaca-se o Roteiro Caminhos da Produção, em Augusto Pestana, a diversidade étnica de Ijuí com suas casas típicas, as agroindústrias do Pacto Fonte Nova em Crissiumal, a reserva indígena do Guarita em Redentora e o Santuário dos Mártires do Alto Uruguai, em Três Passos.

A região ainda apresenta muitos parques, balneários, museus e monumentos. O Roteiro Turístico Caminhos do Yucumã leva você por uma viagem à região, passando por alguns dos seus melhores atrativos.

Conheça a Rota do Yucumã e desfrute da hospitalidade única dessa região.

Informações Úteis:

Horário de visitação: Quarta-feira a Domingo 08:00 às 16:00.
Centro de Informações Turísticas: 55 3616 3071 - Parque Floresta do Turvo: 55 3616 3089
Prefeitura Municipal: 55 3616 3059
Site: www.derrubadas-rs.com.br - Email: turismo@derrubadas-rs.com.br

O BOI É BICHO MAS TEM ALMA SOB O COURO


A tropa segue,
devagar, mugindo tonta...
Talvez pressinta
que o seu fim é o matadouro.
E o tropeiro
entristecido se dá conta
que o boi é bicho
mas tem alma sob o couro,

O BOI É BICHO
MAS TEM ALMA SOB O COURO!

José Hilário Retamozo

VOCABULÁRIO CHUCRO

Calaveira é o jogador,
de cartas, principalmente,
andarengo geralmente
pois tem sempre o tempo vago
e cruza, de pago em pago,
ponta a ponta, sul a norte,
buscando o lado da sorte,
peleando até por um trago.....

Verso: Jayme Caetano Braun
Gravura: Vasco Machado

CONVITE

FOLCLORE EM NOVA PETRÓPOLIS


Desde 31 de julho, até o dia 15 de agosto, o palco da rua coberta, ao lado do conhecido Labirinto Verde, no lado esquerdo da Praça das Flores, na cidade de Nova Petrópolis, acolhe em torno de 15 apresentações folclóricas por dia. A cidade serrana, da Região das Hortênsias, recebe artistas locais e também de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Sergipe, Rio de janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Pará, além de grupos internacionais de Chile, Peru, Argentina, Paraguai, Uruguai e República Checa. Participe. Visite Nova Petrópolis, a cidade do folclore no Rio Grande do Sul.

Sobre Nova Petrópolis

A colonização de Nova Petrópolis iniciou em 7 de setembro de 1858 principalmente por imigrantes alemães provindos do “Hunsrück” no Reno (pomeranos, saxões, westfalianos, prussianos e bávaros) e do Império Austro Húngaro (boêmios). Mais tarde chegaram, italianos da região de Vêneto, holandeses, franceses, belgas sendo que cada família recebeu aproximadamente 50 hectares dos 35 mil hectares demarcados para serem distribuídos ao longo de “Linhas” ou “Picadas”.

A origem comum e as dificuldades favoreceram o surgimento de inúmeras sociedades, sendo principalmente de canto, dança e tiro. A origem particular dos imigrantes e a distância de centros mais desenvolvidos contribuíram para que a população conservasse suas tradições até os dias de hoje em festas como o Kerb, Bailes do Tir, Rei e Bolão e o Festival do Folclore.

Além da influência germânica podemos encontrar a influência dos tropeiros que atravessavam a colônia com seu gado com destino aos Campos de Cima da Serra. Incorporando à de Nova Petrópolis o seu churrasco e o chimarrão, além da cultura italiana da qual herdamos vários pratos típicos.

O nome “Nova Petrópolis” se deve a analogia feita por D. Pedro II (Nova Cidade de Pedro) a cidade de Petrópolis no Rio de Janeiro que alcançou sua emancipação política em 28 de fevereiro de1955.

Com o resgate das origens históricas, houve um grande incremento na vida cultural da cidade, especialmente no folclore. Desenvolvendo, assim, o turismo cultural que colaborou com a expansão da economia através de malharias, artesanatos, hotéis, restaurantes e cafés coloniais.

Fragmentos do texto da Professora e Bacharel em Turismo, Eloísa Kny.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PRIMEIRO MONUMENTO DE PORTO ALEGRE


O chafariz na Praça da Matriz com o Teatro São Pedro ao fundo.

Porto Alegre teve seu primeiro marco comemorativo em um chafariz. Ele era derivado de uma leva de chafarizes instalados pela Cia Hidráulica para oferecer água potável aos habitantes. Foi originalmente instalado na Praça da Matriz em 1866 e a sua homenagem era para o Rio Guaíba, tendo seu projeto atribuído ao arquiteto José Obino.

VOLTEANDO DATAS

Gumercindo Saraiva é o terceiro, sentado, da esquerda para a direita

No dia 10 de agosto, do ano de 1894, morre no Carovi, município de Boqueirão, o líder maragato Gumercindo Saraiva que fazia um reconhecimento do campo de batalha quando levou, de tocaia, um tiro pelas costas. Foi enterrado ali perto e sua sepultura foi profanada. Cortaram sua cabeça e trouxeram ao Governador Júlio de Castilhos que mandou devolvê-la aonde estava enterrada. Quando passavam, de retorno, no Rio Jacuí, entre Cachoeira e Santa Maria, jogaram nas águas aquele precioso "troféu".

III TERTÚLIA MAÇÔNICA - JURADOS


Na época áurea dos festivais nativistas no Estado, tivemos em torno de 90 a 100 eventos ao ano. Um dos maiores problemas, tanto para os organizadores quanto para os participantes, era a composição do corpo de jurados. Comentava-se, inclusive, que havia um revezamento de “amigos”. Quando um concorria o outro julgava e todos saiam com prêmios. Sinceramente, não acredito nisto. Fui jurado em dezenas de festivais pelo Rio Grande a fora e apenas uma vez ocorreu um mal estar quando um organizador insinuou o seguinte em meio a uma triagem: - Esta música é de um patrocinador do festival. “Olhem com carinho!” A concorrente do “patrocinador” até que não era das piores, mas nenhum dos cinco jurados optou pela classificação da mesma, ou seja, quem pedia “atenção” com a música deu um tiro no pé. Soube, também, de jurado que tinha música sua concorrendo, em nome de outro, mas são casos de raríssimas exceções.

Afora isto, fui jurado, por duas vezes no Carijo, de Palmeira das Missões, com mais de 600 concorrentes; avaliei por quatro vezes a Guyanuba, de Sapucaia do Sul, por sete o Ronco do Bugio, por... assim vai, e nunca ocorreu um incidente.

Cada festival busca um estilo para tornar objetiva e transparente a avaliação dos jurados. Em Vacaria, onde fui jurado este ano, a nota é dada na hora e não há a costumeira reunião dos julgadores para discutir as concorrentes. É no seco. Em Osório, na Tafona, além da triagem ser aberta ao público, a nota do jurado aparece, de imediato, num telão. A vaia ou o aplauso vem na hora. Me saí bem na Tafona pois, quando fui jurado lá, a canção que despontou desde o início também recebeu o apoio do público.

Na verdade, não lo creio em acomodação de resultados por parte dos jurados. O que pode haver, e há, é o gosto pessoal. A forma de fazer valer este gosto é que se discute.

Em relação aos jurados da III Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula, que acontece neste dia 24 de agosto, no Teatro Dante Barone, que são os mesmos para as duas categorias (maçônica e não-maçônica), além de serem maçons, livres e de bons costumes, são pessoas totalmente idôneas e profundos conhecedores da arte poética.

São eles:

Rodrigo Canani Medeiros (comigo na foto acima). Poeta com diversas premiações em inúmeros festivais (concorre este ano na Sesmaria com o poema de sua marca Restos de Acampamento). Declamador, vencedor da I Tertúlia. Tem editado um lindo CD de poesias.

Ewerton dos Anjos Ferreira. Poeta, músico, além de outras composições de grande repercussão, é autor de “Veterano” um clássico da Califórnia . Já foi jurado na segunda edição da Tertúlia.

Dorotéo Fagundes. Poeta, músico, cantor, compositor, comunicador do programa Galpão do Nativismo, um líder de audiência no seguimento e diretor da marca Tarca Comunicações.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NOSSA TERRA

SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA
Santo Antônio da Patrulha nasceu de uma história de ocupações de terras e de amor. Ocupação da Coroa Portuguesa que queria consolidar a ampliação de seus domínios frente à Espanha no século XVIII. Para Portugal, a conquista do extremo sul, além Tordesilhas, de posse domínio da Espanha, era fundamental. Em 1680, Portugal "já encravara diante de Buenos Aires o seu posto avançado, a Colônia de Sacramento, na entrada do Rio da Prata", conta a historiadora Vera Lúcia Maciel Barroso. A ordem da Coroa era descer, se apossar das terras disponíveis.

TROPAS - Mas são os tropeiros, levando o gado para o centro do país, que alargaram o território. Pelos campos de Viamão, eles adentram serra acima até alcançar a feira de Sorocaba, em São Paulo. Por volta de 1734, a Corte envia Cristóvão Pereira de Abreu e alguns auxiliares para oficializar a "estrada do sertão". A presença portuguesa foi assinalada pelo registro da Guarda Velha, nas imediações de Campestre, altura do Rio Rolante, afluente do Sinos. Esse registro era uma espécie de pedágio para cobrança dos "direitos" da Coroa. Nas imediações do posto, povoadores vão se arranchando, sesmarias são concedidas e posses legitimadas. A primeira sesmaria doada pela Coroa portuguesa no Rio Grande do Sul foi na outrora Santo Antônio da Patrulha, na região onde hoje fica Capão da Canoa.

PAIXÃO - Entre os que aqui chegaram naquela época, estava o soldado pardo-forro paulista Ignácio José de Mendonça. Foi por ele que Margarida Exaltação da Cruz, mulata, filha de mãe escrava e pai açoriano, grande proprietário de terras da Lagoa dos Barros, apaixonou-se. Sesmeiro de terras na região, Ignácio viveu um romance folhetinesco e agitado para a época. O pai de Margarida, Manuel de Barros Pereira, era radicalmente contra a união. Por isso, os dois acabaram casando sob a proteção do vigário de Viamão, numa história que envolveu direito canônico e uma grande paixão, apesar da diferença de idade: Ignácio tinha 50 anos, Margarida apenas 15. É aí, diz a história que, a pedido do bispo do Rio de Janeiro, o casal mandou construir uma pequena capela em homenagem ao santo de sua devoção: Santo Antônio. A capelinha foi erguida bem no alto de suas terras, local onde hoje está a pira da pátria, na Borges de Medeiros; era uma terra anônima, sem denominação própria. Fazia parte do chamado "Campos de Tramandaí", das "Estâncias" e dos extensos "Campos de Viamão". Com a abertura da estrada dos tropeiros, que cortava o município, surgiu o Registro - posto de pedágio para cobrança de impostos das tropas que passavam para São Paulo. Assim surgiram os nomes Guarda, Registro da Serra, Guardas de Viamão, Patrulha, Guarda Velha e, em 1760, Santo Antônio da Guarda Velha de Viamão. Aos poucos o nome Guarda foi substituído pelo sinônimo Patrulha.

PIONEIROS - Não demora, a delimitação do território torna-se imperiosa para controle e assistência religiosa do povoado que começava a crescer. Em 1763, Santo Antônio da Guarda Velha abrangia toda a região que ia de Torres aos campos de Vacaria. Para cá chegam os primeiros colonizadores. Com eles, a agricultura se expande e o povoamento se condensa. Nesta vasta área, ganha espaço a cultura da cana-de-açúcar. Vindos de Portugal, os irmãos Antônio e Manuel Nunes Benfica instalam os primeiros engenhos de cana do Rio Grande do Sul. Pretos, pardos, forros, índios, brancos, portugueses e açorianos se mesclam no trabalho da terra. Os campos com o gado muar, a terra de muitos canaviais, os engenhos fazendo garapa, os alambiques produzindo aguardente e a agricultura de subsistência iniciando sua escavada.

MUNICÍPIO - Ao nascer do século XIX, conquista as Missões e consolidado o domínio português no Rio Grande de São Pedro, começa a divisão político-administrativa do território em municípios. Santo Antônio é escolhida para formar, com Porto Alegre, Rio Grande e Rio Pardo, a primeira sede de vilas da Capitania, através da Provisão Real de 7 de outubro de 1809. Afinal, essas eram as maiores povoações do estado. Com a primeira Câmara instalada em 3 de abril de 1811, cabe à Santo Antônio a área que abrange todo o pé da serra, distritos serranos e litorâneos. Com o crescimento desses povoados, os laços vão se rompendo. Em 1857, Santo Antônio perde a faixa litorânea que passa a sediar o município de Conceição do Arroio, hoje Osório. Em 1876-88, Santo Antônio vê-se reduzido a município de encosta: de seus 34.134 Km2 iniciais, restam, ao final do século, 1.833 Km2.

CIDADE - A partir de 1880, chegam os primeiros imigrantes. Os poloneses na Baixa Grande, os italianos no Fraga e os alemães no Entrepelado e Rolante. Todos localizados em pequenas propriedades. Ao iniciar o século XX, Santo Antônio da Patrulha não ficou à margem da interiorização das relações capitalistas, do aburguesamento da sociedade gaúcha. É introduzida a cultura de arroz em grandes propriedades do município, contracenando com a criação do gado em expansão. Assim, dispontam os setores industriais e de serviços de um lado, começam a surgir fábricas de máquinas e equipamentos agrícolas como indústria de ponta para o latifúndio; do outro, a produção de canas e derivados se projeta, impulsionando o comércio e indústria de transformação voltada à pequena propriedade. O comércio se diversifica, bancos são instalados, sociedades firmadas.

CAMINHO - Aliado à isso, um forte movimento de acesso ao litoral, que passava todo por aqui antes da ampliação da BR-290 (Free-Way) nos anos 70. Santo Antônio tornou-se parada obrigatória, onde os viajantes degustavam cafés com sonhos e iguarias da terra, compravam rapaduras e a famosa caninha dos alambiques. O comércio de beira de estrada acabou desenvolvendo uma nova cidade, a Cidade Baixa, ou bairro Pitangueiras, em oposição à Cidade Alta - parte antiga que ainda conserva muito do casario com ruas estreitas e o belo visual que os antepassados deixaram. É na Cidade Alta que fica a Fonte Imperial, restaurada em 1847. Após a ampliação da BR-290 que tirou da cidade a maior parte do tráfego rodoviário, Santo Antônio cresceu com o desenvolvimento industrial, sem menosprezar a produção primária. É diante deste nova realidade que caminha o futuro do município.