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sábado, 28 de outubro de 2017

AS INTEMPÉRIES DA CARREIRA SOLO



Quinta-feira a noite fizemos a gravação de parte do programa Do Litoral a Fronteira, conduzido pelo meu amigo Jairo Reis, em sua 201 edição, onde a grande atração foi o gaiteiro crioulo de São Luiz Gonzaga Ricardo Comassetto acompanhado pelo violonista Pedro Terra, lançando seu CD solo "Genuino".  O programa vai ao ar na íntegra neste domingo das 6has 8h da manhã pela Rádio Bandeirantes AM 640 e FM 94.9.   

Mas o que me levou a escrever a presente matéria foi por ver o esforço do Ricardo Comassetto na divulgação de seu belo trabalho (é um dos melhores CDs instrumentais dos últimos tempos). Apesar da alegria pelo êxito de gravar sua marca num disco, era notório o seu ar cansado. Havia viajado praticamente o dia todo, teria uma apresentação no Boteco Tchê durante a noite e, as 4 hs da manhã, já estaria na estrada rumo a Curitiba para cumprir novos compromissos na noite seguinte.
 
Eu sei que isto é algo comum no meio artístico mas, o que me entristece, é ainda ouvir de muitos que "músico não é profissão". E, sob essa alegação, pagam mal, quando pagam. 
 
Esta prosa com o humilde, competente e excepcional gaiteiro de botoneira Ricardo Comassetto me levou a outro tipo de reflexão:
 
Vale a pena o músico sair da "zona de conforto" de integrar um grupo, sendo apenas "mais um do todo", uma semente das diversas que compõe a romã, para se tornar a própria romã?
 
Nesta situação ele ganha pouco e não é destaque. Ao mesmo tempo não precisa preocupar-se com os encargos de liderar um grupo, sair atrás de patrocínios, shows, resolver problemas estruturais e financeiros que surgem a todo o momento além de divulgar seus trabalhos como faz, atualmente, meu amigo Ricardo Comassetto.
 
Isto tudo sem falar no capital a ser empregado na estrutura de um grupo, por mais simples que seja.
 
Quando o meu amigo Paulo Fogaça, após longos anos como intérprete, deixou o grupo Chiquito e Bordoneio (já havia trabalhado nos Tiranos e Nativos) para fazer carreira solo, tivemos este tipo de prosa. 
 
Então fica a pergunta: - É melhor ser soldado ou comandante? Ser coadjuvante ou protagonista, correndo todos os riscos que acompanham tal situação? 
 
De toda a forma, parabéns a quem enfrenta tais intempéries, como faz agora o parceiro Ricardo Comassetto. Sucesso, meu galo!