"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro


POESIA DA SEMANA


O NADA
(Rodrigo Bauer)

O nada singra no sem fim das horas,
está no copo de quem já bebeu
ficou na estrada de quem foi embora
e veste as roupas de quem já morreu.

Habita as sombras, num lugar incerto
e após a chuva vai virar estio,
o nada é um pássaro de céus desertos
fazendo ninhos pra viver vazio!




RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Autor: Aldo Chiappe

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

DIA DO PAJADOR GAÚCHO


Crédito/Site Portal das Missões


O dia 30 de janeiro foi dos mais pródigos para a poesia do Sul do Brasil. Neste dia, no ano de 1903, nascia o sãoborjense Vargas Neto, considerado o Príncipe do Poetas Gauchescos, um dos maiores vates que a Província de São Pedro viu parir.

No mesmo dia, no ano de 1924, nascia Jayme Caetano Braun (foto), o mestre das pajadas no Rio Grande o Sul e um poeta que primava pela autenticidade nos seus versos. Para referendar e homenagear tal data, ficou instituído, oficialmente, que hoje, 30 de janeiro, é o Dia do Pajador. A data é reconhecida por Lei Estadual nr 11.676 de 16 de outubro de 2001. 

Muitas pessoas, principalmente de fora do estado se perguntam: - O que é um pajador?

A estas pessoas, respondemos que pajador, é aquele versejador que faz rimas de improviso, como se estivesse conversando, declamando, em "décimas" (dez versos) dentro de uma métrica chamada de Espinela. Lembrem-se que a construção do verso tem que ser de IMPROVISO, ou seja, não pode ser decorado, "trazido de casa".

Outro leitor mais aguçado poderá querer saber: - Como é a estrutura de uma Décima Espinela?

Respondemos demonstrando com letras A, B, C e D quais versos devem combinar para obter tal sincronia que, para mim, é a mais bela de todas. Para facilitar, construímos um verso em Décima Espinela:

A - É Dia do Pajador
B - a todos, meus cumprimentos!
B - Pajada é arte, é talento,
A - é verso cheirando a flor...
A - Para pajar, meu senhor,
C - tem que ter fibra e tutano.
C - Tem que dar mostras do pano
D - do que sente o coração
D - e buscar inspiração
C - no mestre Jayme Caetano!

Verso: Léo Ribeiro