RETRATO DA SEMANA

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

MTG CHEGA AOS CINQUENTA


NAVEGANDO EM ÁGUAS TRANQUILAS

O Presidente Nairo Callegaro (E), com a humildade que lhe é característica,
foi buscar nomes importantes como Paixão Côrtes, que andavam no ostracismo no MTG 
As vésperas de completar meio século (amanhã) o Movimento Tradicionalista Gaúcho navega de velas soltas ao vento. Isto se deve, em muito, pelo seu atual timoneiro, Nairo Callegaro, uma pessoa adepta ao diálogo. De personalidade calma o presidente da instituição busca aparar arestas através do equilíbrio e da moderação. Ante a tranquilidade de Nairo, qualquer um se desarma.
Aquele ranço comum ao se falar em MTG, principalmente nas redes sociais, parece meio esquecido e a coisa anda como deve andar, ou seja, quem é adepto e se sujeita ao regimento do Movimento faz seu cartão tradicionalista e participa dos eventos promovidos pela entidade. Quem acha que as centenas de normas e diretrizes engessam a cultura gaúcha, segue sua vida a lo largo, do seu jeito, sem enfrentamentos e provocações.
Eu pertenço ao segundo grupo. Me pilcho a meu gosto, sou adepto das danças ao estilo Paixão Côrtes e penso que o MTG, com a força que tem, poderia ir além do tradicionalismo e fazer mais na parte social (filantropia), entretanto - e parece um contrassenso - admiro, e muito, o trabalho cultural desenvolvido e coordenado pelo MTG. Não fosse o Movimento, talvez o tradicionalismo fosse uma salada de mondongo, um poema sem início, meio e fim.          
Vários são os marcos iniciais para a formação do MTG a começar pela fundação do Grêmio Gaúcho, por Cezimbra Jacques, em 1889, ou a ronda gaúcha, por iniciativa do "Grupo dos Oito" no Colégio Júlio de Castilhos, de 1947. A fundação do 35 CTG, em abril de 1948 ou a realização do 1º Congresso Tradicionalista Gaúcho, em 1954, ou, ainda, a constituição do Conselho Coordenador, em 1959 também são fortes argumentos de defesa para comemorações de aniversário desta grande entidade que congrega em torno de si o tradicionalismo gaúcho. Contudo, a data mais aceita e considerada oficial por seus integrantes remota ao ano de 1966, durante o 12º Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado em Tramandaí, quando foi decidido organizar a associação de entidades tradicionalistas constituídas, dando-lhe o nome de Movimento Tradicionalista Gaúcho, o MTG. Portanto, neste dia 28 de outubro a instituição comemora seu cinquentenário.  
Seria irresponsabilidade, pelo pecado do esquecimento, nominar pessoas que labutaram para que o MTG alcançasse os píncaros do reconhecimento que hoje atinge com quase 1700 entidades juridicamente constituídas, quase um milhão de associados e mais de 20 núcleos no exterior, mas não poderíamos jamais deixar de citar nomes como Cyro Dutra Ferreira e Luis Carlos Barbosa Lessa.
Que seus princípios, suas crenças, seus alicerces familiares continuem norteando suas convenções, seus congressos, seus encontros de artes e tradição, seus rodeios, seus concursos, seus cursos, e que a sua história seja recontada todos os dias em outras tantas metades de séculos.
O folclore gaúcho não é constituído somente do MTG. Vem antes e vai além dele. Mas não podemos negar sua importância.  Nada, de forma desorganizada, funciona em lugar algum.
Parabéns, Movimento Tradicionalista Gaúcho e longa vida!