RETRATO DA SEMANA


A chapa não é de Paris, Londres, ou alguma nação escandinava. É São Chico de Paula, meu "ermão". Foto: Marcelo Cosma.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

NOTÍCIAS DA SESMARIA DA POESIA GAÚCHA

Gravura de Marciano Schimitz

Por ser um dos avaliadores da Sesmaria da Poesia Gaúcha, da cidade de Osório, muitas pessoas ficam me perguntando quando será feita a triagem dos poemas concorrentes. Pois bueno, temos algumas notícias á todos os poetas, amadrinhadores, declamadores, enfim, aos apaixonados pela arte poética.

A comissão avaliadora, composta por Jadir Oliveira, Joaquim Moncks e Léo Ribeiro (este seu criado) se reunirá na segunda-feira, dia 03, para selecionar os poemas que subirão ao palco no final de setembro. Ao que parece, 318 trabalhos foram inscritos.

Para vocês terem uma idéia da responsabilidade que temos e da dificuldade que enfrentaremos, se colocarmos, em média, duas páginas para cada poesia inscrita, seria como ler um livro de 636 páginas num dia.

E não é só ler. Tem que ler, analisar conteúdo, alcançar o que o escritor está nos dizendo, ver métrica (se for o caso), diversificar a temática (imaginem 10 poesias falando sobre cavalo), observar se a poesia alcança os ideais do festival, imaginar como ficaria tal verso em cima do palco, no CD....

Nos concursos de poesias, na triagem, não vem identificado o nome do autor. Sinceramente, como conheço quase todos, até preferiria saber quem escreveu a obra para profetizar assim: - Será que fulano não poderia fazer melhor? Ou assim: - Ôpa! Fulano se superou!

Mas tudo bem. Faço este trabalho com o maior gosto e prazer. Me realizo analisando poesias pois passa diante de meus olhos a certeza de que nosso Rio Grande poético e belo demais.

Certa feita escrevi uma letra que foi musicada, não me recordo se pelos Tiranos ou Porca Véia, e que dizia assim: "...Quem quiser me ver contente / me convide pra uma festa / que eu possa entrar de bombachas / chapéu quebrado na testa".

Se fosse escrever a mesma letra, hoje, faria assim: "...Quem quiser me ver contente / transbordando de alegria / me convide pra um evento / que role verso e poesia". 

        

UM CAUSO "BEM" DE GALPÃO


Indiada Gaudéria! 

Como hoje amanheci faceiro (não sei a troco de quê), vamos contar um causo BEM de galpão intitulado A REBARBINHA, que recolhi e adaptei entre tantas "estórias verídicas" contadas pelo vaqueano José Fonseca, nos pousos de nossas cavalgadas.

Nosso blog anda meio sisudo, temperamental. Como diria o Odorico Paraguassu, prefeito de Sucupira, está muito "denuncista". Por isto, vamos afrouxar as rédeas neste conto terrunho. Afinal, hoje é sexta-feira.

Nos perdoem aqueles que acharem que o relatório é pesado demais, mas essas “descrições minuciosas”, assim como os causos de assombrações, as lendas, os mitos, faziam (e fazem) parte da vivência galponeira do gaúcho.

Até porque o riograndense é autocrítico, ri de si mesmo, de suas fanfarronadas, o que o torna um ser ainda mais genuíno. Total, dizem tanta besteira por aí....


A REBARBINHA

O Juvencião, ou Juvêncio Alcides do Amaral, é um gaúcho pachola que morava (não tenho notícias se ainda mora) ali na cabeceira do que resta de uma cancha reta de carreira que tinha entre Cambará do Sul e o distrito de Celulose, ou Ouro Verde, ou Cascata, para os mais antigos.

Ali, em tempos de antanho, aos domingos, o povo daquela bandas se reunia para os mais trepidantes embates entre os animais da região. As carreiradas.

Os “carreiristas” se vinham dos quatro horizontes e, junto deles, a piazada, as prendas, a rapaziada de todo o porte, visto que as disputas eram motivos de politicagens, de firmar namoros, de atar algum câmbio....

Por causa daqueles 700 metros de trilhos paralelos muitos estancieiros empobreceram e uns que outros morreram nas peleias de fim-de-tarde.

Juvencião, aproveitando a localização geográfica de seu rancho, montou um bolicho no costado da ráia e dali tirava quase todo seu sustento vendendo uma azulzinha que vinha de Maquiné e o pastel que a Chinoquinha, sua esposa, preparava e fritava em banha de porco. Acho que vem dali o ditado “vendendo mais que pastel em cancha de carreira”.

Pois o personagem em questão, o Juvencião, é o tipo do gaúcho serrano. Ao longo de seus 1,92 cm de altura se para, altivo, como uma araucária. Lenço maragato com nó republicano, bombacha de brim riscado que não tira nem pra dormir, botinha lageana com barbicacho e cano “foles-de-gaita”, um chapéu de copa alta com abas viradas para cima e na cintura um Schimit de cano longo sempre ao alcance da mão, além da inseparável faca coqueiro que o Juvencião usa para preparar um pito, espalitar os dentes, limpar as unhas, cortar carnes... Como o próprio apelido revela, o Juvencião é um homem grande, forte e gordo, que só sobe em balança de pesar porco.

Certa ocasião, após encerradas todas as pencas do domingo, na hora da borracheira, um dos gambás de plantão provocou a todos com uma aposta que só vendo para acreditar. Entre um elogio e outro ao Juvencião, bolicheiro capaz de aturar aquela indiada até altas horas, o Beto Laurindo, conhecido por não gostar de um banho, lascou:
- ... e digo mais ...ic... o Juvencião..ic... xiru véio de alma grande...ic.. é capaz de estercar numa só vez mais que .. ic.. quatro quilos de bosta! E quem duvidar e tiver coragem .. ic ... que ajunte seus pilas e me afronte!

Foi um alvoroço, pelo inusitado. Não sei se pra levar adiante o assunto ou por pura bebedeira, as provocações de jogo e as apostas começaram ali mesmo.

O Juvencião, que a cada trago que servia tomava um gole e já estava tropeando ganso, pra lá e pra cá, de tão tonto, sentindo-se orgulhoso pelas referências, comprou a briga pelo Beto Laurindo afirmando:
- E bosteio mesmo!

A “carreira” foi atada para o domingo seguinte e o assunto tomou conta do rancherio. Nas budegas, nos galpões, nas prosas, era só o que se comentava.

Na manhã de domingo do trato, tinha mais gente na cancha do que quando vieram os vacarianos correr com o cavalo Ventania. Como choveu no dia da carreira a gauchada do Porteira do Rio Grande nem voltou pra Vacaria. Ficaram uma semana farreando até o primeiro domingo de sol.

Mas voltemos ao causo...

O Juvencião, no dia marcado, ali pelas 10 horas da manhã, começou a botar “sustância” no bucho. Doze ovos fritos, um pão de milho, um quilo e meio de torresmo, feijão mexido com batata doce .... e bóia e bóia.

O atrativo retirou o pessoal da beira da cancha que nem queria saber de matungada dando pata. As quatro da tarde, depois de arrematar com um pernil assado, meia panela de guisado com moranga e um cuscus com leite para sentar as lumbrigas, o Juvencião anunciou:
- Tô pronto!

Em seguida providenciaram uma lata de banha vazia, daquelas de cinco quilos, e se dirigiram, em comitiva, pros rumos da “cazinha”.

O Juvencião lá dentro, na maior calmaria do mundo e o povo lá fora esperando, num nervosismo só.

Após uns quarenta minutos, foram autorizados a recolher o material. Parecia uma procissão. O Beto Laurindo com a lata abarrotada de esterco no ombro, em direção a balança e os curiosos todos na volta.

Foi aí que ouviu-se a voz do Juvencião gritando de dentro da patente.

- SE PRECISAREM, AINDA TEM UMA REBARBINHA!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

30/08/1821 - NASCE A HEROINA "GAÚCHA"!

 Anita Garibaldi.

Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi (Laguna, 30 de agosto de 1821 — Mandriole, Itália, 4 de agosto de 1849) foi a companheira do revolucionário Giuseppe Garibaldi, sendo conhecida como a "Heroína dos Dois Mundos".

Alguns estudiosos alegam que Anita Garibaldi teria nascido em Lages, que na cúria metropolitana daquela cidade estaria o registro dos irmãos mais velho e mais novo dela, e que teria sido retirada do livro a folha do registro de Ana Maria de Jesus Ribeiro. Em 1998, entidades representativas da sociedade civil de Laguna promoveram uma ação judicial para obter o registro de nascimento tardio de Anita Garibaldi. A ação tramitou na primeira vara da comarca de Laguna, sendo instruída com diversos documentos que comprovariam que Anita nasceu no município de Laguna.

Descendente de portugueses imigrados dos Açores à província de Santa Catarina no século XVIII, provinha de uma família modesta. O pai Bento era comerciante em Lages e casou-se com Maria Antônia de Jesus. Anita era a terceira de 10 filhos (6 meninas e 4 meninos).

Após a morte do pai e o casamento da irmã mais velha, Anita cedo teve que ajudar no sustento familiar e, por insistência materna, casou-se, em 30 de agosto de 1835, aos 14 anos, com Manuel Duarte de Aguiar , na Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos da Laguna. Depois de somente três anos de matrimônio, o marido alistou-se no exército imperial, abandonando a jovem esposa.

Anita tinha 18 anos quando encontrou-se com Giuseppe Garibaldi. Ele tinha 32 anos. Garibaldi tomava parte das tropas farroupilhas de Davi Canabarro, em julho de 1839, que chegaram para tomar Laguna e formar a República Juliana.

Ao chegar a Laguna, a bordo da embarcação "Itaparica", tomada do inimigo e armada com sete canhões, Garibaldi observava com uma luneta as casas da barra de Laguna. Observou então, em um grupo de moças que passeava, uma jovem cujo rosto conquistou sua imaginação e seu coração. Providenciou um barco, foi até a margem e depois até o local onde a tinha visto, porém não a encontrou.

Tinha perdido a esperança de encontrá-la, quando um habitante local o convidou a ir a sua casa para um café. Garibaldi aceitou e na casa encontrou a jovem que procurava. Assim Garibaldi relata o encontro em suas memórias: "Entramos, e a primeira pessoa que se aproximou era aquela cujo aspecto me tinha feito desembarcar. Era Anita! A mãe de meus filhos! A companhia de minha vida, na boa e na má fortuna. A mulher cuja coragem desejei tantas vezes. Ficamos ambos estáticos e silenciosos, olhando-se reciprocamente, como duas pessoas que não se vissem pela primeira vez e que buscam na aproximação alguma coisa como uma reminescência. A saudei finalmente e lhe disse: 'Tu deves ser minha!'. Eu falava pouco o português, e articulei as provocantes palavras em italiano. Contudo fui magnético na minha insolência. Havia atado um nó, decretado uma sentença que somente a morte poderia desfazer. Eu tinha encontrado um tesouro proibido, mas um tesouro de grande valor."

Em 20 de outubro de 1839, Anita decide seguir Garibaldi, subindo a bordo de seu navio para uma expedição militar.

Em Imbituba recebeu o batismo de fogo, quando a expedição corsária foi atacada pela marinha imperial do Brasil. Dias depois, em 15 de novembro, Anita confirma sua coragem sem fim e seu amor heroico a Garibaldi na famosa batalha naval de Laguna, contra Frederico Mariath, na qual se expõe a grande risco de morte, atravessando uma dúzia de vezes a bordo da pequena lancha de combate para trazer munições em meio a uma verdadeira carnificina.

Em 12 de janeiro de 1840, Anita participou da batalha de Curitibanos, na qual foi feita prisioneira. Durante a batalha, Anita provia o abastecimento de munições aos soldados. O comandante do exército imperial, admirado de seu temperamento indômito, deixou-se convencer a deixá-la procurar o cadáver do marido, supostamente morto na batalha. Em um instante de distração dos guardas, tomou um cavalo e fugiu. Após atravessar a nado com o cavalo o rio Canoas, chegou ao Rio Grande do Sul, e encontrou-se com Garibaldi em Vacaria, oito dias depois.

Em 16 de setembro de 1840, nasceu no estado do Rio Grande do Sul, na então vila e atual cidade de Mostardas o primeiro filho do casal, que recebeu o nome de Menotti Garibaldi, em homenagem ao patriota italiano Ciro Menotti. Doze dias depois, o exército imperial, comandado por Pedro de Abren, cercou a casa para prender o casal, e Anita fugiu a cavalo com o recém-nascido nos braços e alcançou um bosque aos arredores da cidade, onde ficou escondido por quatro dias, até que Garibaldi a encontrou.

Em 1841, quando a situação militar da República Riograndense tornou-se insustentável, Garibaldi solicitou e obteve do general Bento Gonçalves a permissão para deixar o exército republicano. Anita, Giuseppe e Menotti mudaram-se para Montevidéu, no Uruguai, receberam um rebanho de 900 cabeças de gado, das quais, depois de 600km de marcha, 300 chegaram a Montevidéu, em junho de 1841.

No Uruguai, em 1842, dois anos e meio após seu encontro, o casal legalizou sua união, na igreja de São Francisco de Assis, em Montevidéu. A certidão de casamento era exigida pela constituição do Uruguai a quem aspirava cargos públicos. Garibaldi foi indicado comandante da pequena frota uruguaia, que combatia a potente esquadra naval argentina, comandada pela almirante William Brown.

No Uruguai nasceram os outros três filhos do casal: Rosa (1843), Teresa (1845) e Ricciotti Garibaldi (1847). Rosa faleceu aos dois anos de idade por asfixia, por causa de uma infecção na garganta, o que fez Anita e Garibaldi sofrerem muito.

Em 1847, Anita foi para a Itália com os três filhos e encontrou-se com a mãe de Garibaldi. Elas depois viajaram para a cidade de Nizza, (atual Nice, na França), onde ficaram morando. O próprio Garibaldi reuniu-se a eles alguns meses depois, quando voltaram a Itália. Os filhos de Anita e Garibaldi ficaram na França com a mãe dele.

Em 9 de fevereiro de 1849, presenciou com o marido a proclamação da República Romana, mas a invasão franco-austríaca de Roma, depois da batalha no Janículo, obrigou-os a abandonar a cidade. Com 3 900 soldados (800 deles a cavalo), Garibaldi deixou Roma. Em sua perseguição saíram três exércitos (franceses, espanhóis e napolitanos) com quarenta mil soldados. Ao norte lhes esperava o exército austríaco, com quinze mil soldados. Anita e o marido tinham que enfrentar a guerra e lutar para salvar o território italiano. Mesmo grávida do 5º filho, ela enfrentou tudo até o fim.

Anita, no final da gravidez, tentou não ser um peso para o marido, querendo deixá-lo despreocupado para lutar sozinho na guerra, em que ela poderia ir morar com a mãe dele, como seus filhos moravam, mas suas condições de saúde pioraram quando atingiram a República de San Marino. Ela e Garibaldi decidiram não aceitar o salvo-conduto oferecido pelo embaixador americano e continuaram a fuga, pois não teriam como lutar contra milhões de soldados e se fossem presos, morreriam na cadeia. Com febre e perseguida pelo exército austríaco, foi transportada às pressas à fazenda Guiccioli, próximo a Ravenna, onde morreu no parto junto com a criança, em 4 de agosto de 1849, para desespero de Garibaldi.

Caçado pelos austríacos, sem nem sequer poder acompanhar o sepultamento da esposa, Garibaldi saiu outra vez para o exílio e nos dez anos em que esteve fora da Itália, os restos mortais de Anita foram exumados por sete vezes. Por vontade do marido, seu corpo foi transferido a Nice. Em 1932, seu corpo foi finalmente sepultado no monumento construído em sua homenagem no Janículo, em Roma.

Considerada, no Brasil e na Itália, um exemplo de dedicação e coragem, Anita foi homenageada pelos brasileiros com a designação de dois municípios, ambos no estado de Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis. Muitas cidades brasileiras possuem também ruas e avenidas com seu nome, como a avenida Anita Garibaldi, em Salvador, Bahia. Em abril de 2012 foi sancionada a Lei 12.615 que determinou que seu nome fosse inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.


Túmulo de Anita, no Janículo em Roma. O escultor Rutelli retratou a fuga de Mostardas nesse monumento.


NOVO TRABALHO DE VALDOMIRO MAICÁ

MANANCIAL MISSIONEIRO DA CANÇÃO

Amigos

O nosso amigo Jairo Velloso, conforme mensagem abaixo, confirma que o MANANCIAL MISSIONEIRO DA CANÇÃO - 6ª Edição acontecerá de 14 a 16 de dezembro de 2012

Contando com a ajuda de todos para divulgação deste grande evento

Um abraço do amigo

Rico Bertoletti 

Assunto: MANANCIAL

Caro Bertoletti,

Comunicamos que nosso festival, MANANCIAL MISSIONEIRO DA CANÇÃO - 6ª Edição, ja teve a data de realização definida para os dias 14 a 16 de dezembro de 2012. O Regulamento, assim como a ficha de inscrição, podem ser obtidas no endereço:

http://www.acb-art.com/ ou http://www.bossorocars.blogspot.com/.

Maiores informações através do e-mail manancialmissioneiro@gmail.com
e pelos telefones 55 3356-1154 e 55 9928-7838 (Jairo) 55 3356-1200 - ramal 231 - Sec. Turismo (Beto)

Pedimos a gentileza da divulgação deste comunicado.

Pela atenção, antecipadamente agradecemos.

Att

Jairo Velloso

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

FLORI WEGHER E O COMPARSA MUSIQUEIRA


Prezado Léo,
   
Tudo bem contigo?

Pois te escrevo para contar que nosso amigo Qüera, Dr. Flori Wegher, advogado, nascido na velha Lagoa Vermelha e aquerenciado a muitos anos em Passo Fundo lança agora o cd COMPARSA MUSIQUEIRA que é um registro das obras dele que fizeram parte dos mais importantes festivais do estado, como Carijo da Canção, Cante um Canção em Vacaria, Canto Missioneiro, Festival da Barranca entre outros.

A produção ficou a cargo do Glenio Vieira e a direção musical de Jauro Ghelen, e te afirmo ficou um luxo de trabalho, bem feito, bem acabado. O Cd conta inclusive com faixa interativa, com vídeos, fotos, etc.

Grandes nomes do cenário da nossa música regional emprestam suas gargantas aos versos do Dr. Flori, casos de Luiz Marenco, Joca Martins, Edson Dutra, Miquel Marques, Jauro Ghelen, Pedro Neves, Jorge Freitas e Jari Terres. O Cd tem participações muitos especiais, caso do acordeonista Alejandro Brittes e do grupo Nostalgia Guarany, hermanos de talento e reconhecidos no estado.

O cd Comparsa Musiqueira é muito mais que um trabalho musical, é um resgate histórico de obras de um compositor serrano, quebrador de geada fria, que retrata temas que vão desde os costumes simples dos homens de bota e bombacha, passando pelas temáticas socias modernas, e também retrata Sepé Tiarayu e os tratados entre Portugal e Espanha e os padre jesuítas.

Em tempos que assistimos a massificação das músicas com letras de rimas pobres, repetitivas e sem conteúdo, o CD Comparsa Musiqueira apresenta aquilo que o gaúcho mais exigente anseia, ou seja, musica de qualidade na voz de grande nomes para fazer costado nas horas do mate.

"..venho de cima da serra, sou serrano sim senhor.."

Grande abraço e felicidades

Glaucio Vieira
Rádio Alma NativaLagoa Vermelha – RS
www.radioalmanativa.com.br


Que coisa "loca" de especial fazer uma postagem escutando um programa buenaço uma coisa por demais, dedicado justamente ao tema da postagem que faço, ou seja, o lançamento do CD  do Dr. Flori Wegher.  Estou escrevendo, com os fones colados nas "zoreias" e escutando a segunda música rodada no programa, "Embretando a Vida" interpretada pelo cantor Luiz Marenco. E agora começa a "Gaita Gringa". Que canção bonitaça! Emocionante, tchê! "... morreu o Chico / ficou a gaita / emudecida / como um sacrário / calou-se o pampa / e a gaita gringa / como um tributo / ao Chico Arcario..."

Parabéns, meu mano Glaucio Vieira, pelo excelente programa e pelo chasque a mim dedicado. Que coisa buena saber que tu tens mais este dom (o de comunicador). Grande Glaucio, grande Qüera!     


PILCHA GAÚCHA FEMININA

COMO E QUANDO USÁ-LA

As gaúchas mostram que estão inovando nas tradições, sendo que a alguns anos atrás era impossível imaginar uma prenda usando bombacha, pois era exclusividade do peão, assim como pala e chapéu campeiro, trajes tipicamente masculinos.

Mas os tempos são outros, e hoje, no entanto, roupas e acessórios são usados pelas mulheres gaúchas, com muito estilo e sem perder a feminilidade, até pelo contrário, podem compor produções muito charmosas e elegantes, e esse novo estilo de vestir das prendas deixaram muitas dúvidas do que pode e não pode pelo MTG, do que é certo ou errado.

A vestimenta típica é um dos diversos legados da cultura gaúcha, e usar a pilcha corretamente é uma forma de preservar o patrimônio cultural. Para orientar prendas e peões a se vestirem adequadamente, o Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG estabeleceu diretrizes para a pilcha gaúcha em diversas ocasiões, e uma das características que merece ser destacada é a sobriedade da vestimenta: “A mulher açoriana era simples, humilde, trabalhadora”, vale lembrar!

Estilo Tradicional das Prendas- Pode variar de acordo com a época do traje. De acordo com as diretrizes, a mulher pode vestir o traje de estancieira, a saia e blusa ou o Vestido de prenda atual, trajes estes que podem e devem ser usados em bailes oficiais, fandangos e eventos sociais.

Estilo Moderno e Campeiro das Gaúchas- A saia longa, com camisa justa (camisete) com ou sem babados. O charme da produção fica por conta da faixa na cintura, ao estilo basquê (variação do espartilho que é uma peça intima, entretanto, utilizado sobre a blusa como forma de modelar o corpo (quem assistiu "A casa das 7 mulheres", deve se lembrar de Dona Caetana, esposa de Bento Gonçalves, vestindo um basquê vermelho sobre as suas saias). Mais recentemente, algumas artistas do meio nativista, passaram a utilizar o lenço masculino com motivos pampianos para confeccionar estas faixas e incrementarem seu figurino. Num traje épico, o basquê é construído com outros tipos de tecido, como por exemplo, o brocado (tecido firme e com relevos que ajudam a decorar o traje).

Outra variante do traje "alternativo", é o uso de faixas semelhante a aquelas usadas pelos peões por baixo da guaiaca ou até mesmo cintos de couro, podendo serem usadas em diversas atividades, até mesmo em bailes e formaturas, exceto em eventos que exijam indumentária especifica, como Bailes de Fandango e Eventos oficiais do MTG. Apesar de não ser um traje "oficial", e ressaltamos, não ser permitido em eventos oficiais, o uso da saia com tais acessórios, do nosso ponto de vista, salva a feminilidade da mulher, mantendo a liberdade e praticidade de movimentos, sem entretanto, perder algumas das características da pilcha, como a saia longa e a blusa com pouco decote, sendo esse, um dos motivos de conquistar tantas adeptas.

É claro que, é preciso bom senso na hora de escolher o traje, optando por blusas e saias sóbrias e respeitosas, afinal, CTG e eventos tradicionalistas são locais familiares e exigentes quando o assunto é moral e bons costumes, ou então, daqui a pouco, algumas "prendinhas" estarão encurtando tanto as saias e decotando tanto as blusas que mais parecerão funkeiras do que tradicionalistas. Lembrem-se, "Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém"!!!!!

Também o traje campeiro feminino como bombachinhas, palas, botas e alpargatas, um estilo bem do campo, pode ser usados sim, pelas mulheres gaúchas, desde que aplicados corretamente. Bombachinhas não devem ser justas e sim larguinhas, podendo ser usadas em diversas ocasiões, especialmente em eventos campeiros, pois são muito confortáveis para um rodeio, por exemplo. Mas não se permite bombachinha em bailes e eventos sociais, algo que hoje é discutido por alguns tradicionalistas, afinal a bombachinha larga não pode no CTG, mas a calça jeans justa de cintura baixa é permitida.

Tivemos uma agradável conversa e troca de experiências, sobre este assunto que gera tantas dúvidas entre as prendas, e como nós duas usamos todos estes estilos, tanto vestidos, saias, bombachinhas, temos a mesma opinião a respeito da indumentária feminina. Então respondendo a pergunta “Porquê da saia e não o vestido de prenda para um baile?” Bom, em primeiro lugar vem o gosto pessoal e você se identificar com estilo que esta usando, seja ele prenda tradicional, com trajes de estancieira ou campeira, o importante é se estar bem pilchada para cada ocasião e ambiente.

Texto de Éwilin Ayres e Liliane Pappen
PS: Gracias a amiga Liliane Pappen por me ajudar a colocar nossas idéias nesse texto!

ONTEM FOI ENTREGUE O TROFÉU GURI

O 15º Troféu Guri foi entregue ontem a noite, na casa da RBS, na Expointer.

O Troféu Guri 2012 foi entregue na noite desta terça-feira na Casa RBS, durante a Expointer, em Esteio. Dez personalidades que contribuíram com seus trabalhos na promoção e cultura do Rio Grande do Sul além das fronteiras do Estado foram homenageadas.

A cerimônia contou com a presença do governador Tarso Genro, entre outras autoridades e representantes do agronegócio gaúcho. Na abertura da premiação, a voz do cantor César Passarinho, que etermizou a canção Guri na década de 1980, foi acompanhada ao vivo pela gaita de Borghettinho, que esteve ao lado do músico quando jovem. O encerramento também foi com Borghetinho, acompanhado de Chico Sarat que cantou o Hino Riograndense. Concedido pela Rádio Gaúcha e pelo Grupo RBS, o prêmio completa 15 anos em 2012.

Queremos, nesta oportunidade, parabenizar dois homenageados com o Troféu Guri, ligados ao tradicionalismo, ambos meus amigos de longa data. O poeta e escritor José Machado Leal e o gaiteiro Élio da Rosa Xavier, o Porca Véia.

José Machado Leal foi diretor do Grupo de Artes Folclóricas Os Muuripás, que na década de 70 encantou a todos levando nossa cultura além fronteiras. Para meu gosto, foi o grupo de danças mais bonito de todos os tempos. Posteriormente, vim a conviver com o Leal na Estância da Poesia Crioula. Quando fui presidente da entidade, o Leal foi diretor cultural. Três anos mais tarde, José Machado Leal veio assumir a presidência da Academia Xucra do Rio Grande.

Élio Xavier, o Porca Véia, também conheço a mais de quarenta anos, logo que chegou a São Francisco de Paula para ser o Diretor da Feben daquele município. Quando ainda não era o famoso Porca Véia de agora, chegou a ser gaiteiro de nossa invernada artística. Por lá, fizemos poucas e boas. Tenho alguns trabalhos musicados por este grande e carismático gaiteiro, herdeiro do estilo Bertussi. 

Parabéns aos dois amigos que ontem a noite, de bota e bombacha, receberam o Troféu Guri.     



terça-feira, 28 de agosto de 2012

UM DIA MEMORÁVEL EM LAGEADO GRANDE!

Ontem, 27 de agosto de 2012, foi um dia daqueles de ficar gravado na minha memória para o todo e sempre.

Segundo meu amigo Paixão Côrtes, quando tu começa a receber muita homenagem é porque já estamos “mais pra lá do que pra cá”. Penso que o pior, meu querido Paixão Côrtes, é quando batemos a cola na cerca e não somos sequer lembrados. Sei que não é o teu caso (muito ao contrário) e, pelo que vi ontem, não será o meu.

Pedi licença de minha lida diária para fazer uma visita á Escola Estadual Lageado Grande, um distrito lindo por natureza, gaúcho por demais, de homens campeiros e mulheres lindas e com um povo hospitaleiro umas quantas vezes. Isto, lá pelo interior de São Francisco de Paula, á mais ou menos 180 km da capital.

Abaixo de frio e chuva pulei do catre e, em riba das 5 horas, já estava na estrada com a firme convicção de que iria até aquela criançada proferir uma palestra sobre poesia.

Qual não foi minha surpresa ao chegar e ver uma estrutura montada por professores e alunos para apresentações de trabalhos musicais e teatrais fundamentadas em minha obra como poeta e escritor. Que surpresa agradável. Que homenagem autêntica. Senti na alma a vibração e o entusiasmo daqueles jovens. Fiquei matutando: será que mereço tudo isto?

Foram horas de prazer onde vivenciei lindas coreografias da jovem invernada artística da Escola, ouvi minhas poesias recitadas com carinho, vi minhas canções serem interpretadas por verdadeiros “atores”. As professoras me contaram que cada ensaio, durante a semana, era uma diversão. A Escola Estadual Lageado Grande, sempre preocupada com a cultura regional, atende com seu ensino dos pequeninos até o segundo grau e todos estavam envolvidos neste dia inesquecível.

Agradeço fraternalmente a Diretora Simone e as professoras Fernanda e Tatiana, que tomaram a frente desta bela mas não sei se justa homenagem.

Pena que minha máquina de retratos esteja igual a seu dono, ou seja, com pouco recurso. Bati diversas chapas mas nada ficou aproveitável.

De toda forma, vai o meu carinho e o meu eterno agradecimento a todos que fizeram deste dia um dos mais felizes da minha vida. Por fatos como este que eu digo: - Valeu a pena ter dado ôh de casa neste mundo velho de tantas tristezas e injustiças.

Este blogueiro (de camisa preta) e a Invernada Artística da Escola Estadual Lageado Grande, na linda, emocionante  e inesquecível homenagem que me prestaram, no dia de ontem. Mil gracias a todos! 

WILSON TUBINO LANÇA LIVRO DE POEMAS


No próximo dia 5 de setembro (4ª feira), a partir das 17 horas, o grande poeta, tradicionalista e comunicador Wilson Tubino, Vice-presidente da Estância da Poesia Crioula, estará lançando e autografando o livro ANDANÇAS (poesias gauchescas), no saguão do GBOEX, à Rua Sete de Setembro, 604 (térreo). No convite acima encontram-se maiores detalhes. A presença dos amigos, com certeza, será de grande alegria para este poeta rio-grandense. 



ALPARGATAS X TÊNIS - O CONTRAPONTO


Buenas, parceiro.

Visualizei teu blog, a publicação das missivas da Jaire sob o caso do parceiro André Negrão e o 35 CTG.

Envio aqui o texto que postei no face e enviei as rádios web Quero-quero e Partenon.

Luiz Causidico
tche_causidico@hotmail.com

Tem havido muito debate sobre a indumentária Gaúcha e o MTG. O MTG é uma instituição que foi criada com o intuito de fomentar a cultura Gaúcha e estabelecer um regramento mínimo dos usos e costumes. Se esta havendo algum tipo de interferência exagerada do MTG quanto ao regramento, penso que a Gauchada deva participar mais das entidades que compõem o MTG e lá levarem suas reivindicações, pois não basta criar polêmica e bate bota.

O documento elaborado pela 76ª Convenção Tradicionalista Gaúcha, em Taquara, no dia 29 de julho de 2011, traça as "DIRETRIZES" para a indumentária Gaúcha e as pilchas que a compõe. Segundo o dicionário Aurélio, o mais conhecido e conceituado dicionário disponível, diz que "DIRETRIZ" é uma norma, indicação ou instrução que serve de "ORIENTAÇÃO". Assim sendo, não há qualquer obrigatoriedade ou dever no cumprimento ou sanção pelo descumprimento. Portanto, entendo que vai de cada pessoa ou instituição a rigidez ou flexibilidade ao observá-las.

É preciso esclarecer ainda o significado de algumas palavras: Pilcha é peça de uso pessoal; Complemento é remate, acabamento, o que é preciso juntar a uma coisa para fazê-la íntegra; e Utensílio é o objeto que se usa no exercício de uma arte ou ofício. Desse modo, o termo Pilcha, diz respeito a peça e não ao conjunto. Para o conjunto se usa o termo Indumentária.

A indumentária simples do peão é composta de duas pilchas (camisa e bombacha, a que se dá o nome de traje), a indumentária mais sofisticada é de três pilchas (camisa, colete e bombacha, a que se dá o nome de terno). Cobertura, lenço, cinto e calçado são peças complementares. Faca, espora e tirador são utensílios.

Entendo que a REGRA DO "BEM-PILCHAR" deva ser uma regra de bom senso, composta pela simplicidade de raciocínio e adequação as "DIRETRIZES" do MTG. Levando-se em conta como fatores básicos: 1º - Fator econômico: pilchar-se de acordo com as posses; 2º - Fator climático: pilchar-se de acordo com o clima; 3º - Fator social: pilchar-se de acordo com o evento ao qual se vai.

Nesse sentido, é sabido que um par de alpargatas é muito mais barato que um par de botas; que uma boina é infinitamente mais em conta que um chapéu. Não é por estar usando uma boina ou alpargata que o qüéra vai deixar de ser Gaúcho, muito menos uma prenda deixará de se mulher por estar trajando bombacha feminina e usando boina e alpargatas. Bom senso deve ser a palavra de ordem, Senhoras e Senhores Patrões de CTG.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MAIS UMA PENDENGA... MAS VAMOS LÁ!

Gravura: Carlos Montefusco

Caros leitores do Blog. Sábado, dia 25 de agosto, recebemos o e-mail abaixo o qual reproduzimos na íntegra, apenas omitindo a foto publicada no facebook pois pode tratar-se de uma montagem.

Meu caro,

Acessei seu blog e verifiquei tratar-se de um lugar onde se leva a sério e com respeito as tradições gaúchas, devido a isso gostaria de contar-lhe o que ocorreu na noite de 15/08/2012 no 35 CTG,

Meu marido André Luis (conhecido de todos por André Negrão) sócio a aproximadamente 20 anos desta entidade foi impedido de entrar pq estava usando alpargatas.

Apos a postagem no Facebook do anexo 1 (Orgulho de ser gaúcha) fomos convidados a comparecer no 35 CTG no dia 22/08/2012 para uma reunião, cujo conteúdo consta do anexo 2 (Amigos agora conto para vcs o resultado da reunião).

Grata por sua atenção.

Jaire Sutelo

Anexo 2 - Amigos agora conto pra vcs o resultado da reunião...

Acho que podemos dizer que a tal reunião foi dividida em 2 partes: na primeira a Patroa Márcia Borges informou ter procurado o MTG, na tentativa de liberar o uso de ALPARGATAS o que foi NEGADO diante da alegação de NÃO SER PARTE DA INDUMENTÁRIA DO POVO GAÚCHO, e ainda nos informou que se devido a "ofensas proferidas via Facebook" o caso poderia ser levado ao conselho solicitando a exclusão do Andre Negrao do quadro de sócios do 35 CTG, ao que respondemos  da seguinte forma " sintan-se a vontade para tomar as providências que acharem melhor, porém temos plena consciência de não ter ofendido esta entidade e tbm não podemos ser responsabilizados por comentários em nossas postagens" então foi solicitado a nós que o assunto parasse de ser discutido via internet ao que respondemos: "De maneira alguma vamos calar diante disso o fato de sermos sócios não nos impede de discordar das normas e muito menos nos impede de expressar nossa opinião publicamente, vamos continuar falando e divulgando com o objetivo de atrair a atenção para um problema que atinge diretamente quem gosta e vive os costumes do RS. E aproveitamos para deixar os representantes do 35 CTG cientes que o conteúdo abordado nesta reunião seria divulgado, em 23/08/2012, no Facebook, inclusive por respeito a todos que vem nos apoiando". Diante disso passamos ao que parece a 2ª parte: Neste momento a Patroa Márcia Borges afirmou que realmente mudanças são nescessárias, admitiu que a liberação de tênis e jeans bem como chiripá e botas brancas não vem do MTG e sim da própria entidade ao que comprometeu-se de verificar e sugeriu que se crie no 35CTG um grupo de estudos (formado apenas por sócios) para elaborar e propor no próximo congresso tradicionalista em 2013 a mudança da lei, permitindo o uso da alpargata. Não discordamos da proposta porém seria ingenuidade acreditar que sem mobilização popular vamos conseguir ser ouvidos.

Ou seja... agora além de não podermos usar nossas alpargatas o MTG ainda tenta calar nossa voz...

Bem vindos a Ditadura do MovimentoTradicionalista Gaúcho

Andre Negrão e Jaire Sutelo

Nota do Blog:

Não vamos aqui tomar partido porque pensamos que os regulamentos, por mais esdrúxulos que sejam, devam ser respeitados. Que se tente mudar, dentro da ordem, os regulamentos.

Contudo, é sobre a controvérsia destes regulamentos aqui expostos que queremos opinar.

Ora, segundo o relato dos autores, o 35 CTG segue as normas do MTG, entidade de instância superior. Tudo bem!

Os regramentos do MTG proíbem as alpargatas mas são omissos em relação ao tênis. Sendo assim, o que não é proibido é permitido. Tudo bem!

Entretanto, os mesmos (regramentos do MTG) que proibem as alpargatas, proibem, também, o uso das  botas brancas. Até aqui... tudo bem!

E aí é que vem o X da questão: o 35 CTG, que diz obedecer sua instância superior e proíbe a alpargata,  PERMITE O USO DA BOTA BRANCA, também expressamente proibida pelo MTG!?!? Ai, realmente, já não entendi mais nada... É uma salada de mondongo.

Também achamos que a utilização das redes sociais para expressar suas opiniões, hoje em dia, é um instrumento comum e as instituições deveriam aproveitar tal canal de comunicação com seus associados para um melhor relacionamento e não ameaçá-los de expulsão por utilizarem-se desta moderna ferramenta.     

Em tempo:

Áqueles “velhos amigos” que tenho dento do MTG, que nunca me disseram um “muito obrigado” pelas dezenas de vezes que elogiei a entidade por suas magníficas produções, e que agora, quando critico algumas falhas, principalmente em relação ás inúmeras, leis, decretos, regulamentações, manuais, diretrizes, regimentos, normatizações, artigos, que só engessam a instituição, me torcem a cara e me cumprimentam só com a ponta dos dedos, lhes digo:  - Não é assim que vão me mudar. Nada como uma boa prosa, ao pé do braseiro, com um mate topetudo molhando a garganta.   
    

domingo, 26 de agosto de 2012

CHIMARRÃO IS REALLY GOOD!!!


 Atenção! Esta não é uma notícia do site O Bairrista. É furo de reportagem de nosso blog, mesmo!

Em sua campanha pela reeleição nos Estados Unidos da América do Norte, o atual presidente Barack Obama tenta conquistar o voto da gauchada residente no país. Para tanto, ao visitar o CTG "Tchê San", em Virgínia, o homem mais poderoso do mundo se deliciou com um mate amargo com erva buena dos carijos de Palmeira das Missões. Segundo ele, - Chimarrão is really good!*

* - Chimarrão é muito bom!   

NUM 26 DE AGOSTO, NASCIA MANO LIMA.


Num dia 26 de agosto, do ano de 1953, nascia em Itaqui Mario Rubens Battanoli de Lima, artisticamente conhecido com Mano Lima, um dos artistas mais autênticos desta Província de São Pedro. 

O leitor pode saber mais sobre Mano Lima, acessando o link lateral de nosso blog, intitulado "A Pura Cepa Crioula".

AGRACIADOS COM O TROFÉU GURI 2012


No ano em que o Troféu Guri completa 15 anos, o Grupo RBS e a Rádio Gaúcha tem o prazer de divulgar os dez nomes que serão agraciados com o prêmio que exalta a importância do trabalho de gaúchos e gaúchas além de divisas e fronteiras do Estado. São eles:
- Afonso Motta: Secretário do Gabinete dos Prefeitos do RS
- Mendes Ribeiro Filho: Ministro da Agricultura
- Élio Xavier, o Porca Veia: Músico tradicionalista
- Francisco Turra: Atual presidente da União Brasileira de Avicultura e ex-ministro da Agricultura.
- Valter Potter: Agropecuarista
- Fábio Crespo: Leiloeiro
- José Machado Leal: Jornalista, poeta e historiador
- José Mariano Beltrame: Atual secretario de segurança do Rio de Janeiro
- Antônia de Oliveira Sampaio: Pecuarista
- Sérgio da Costa Franco: Historiador, advogado e jornalista.
O prêmio será entregue durante cerimônia na Casa RBS da Expointer no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. 
Fonte: Jornal ZH

sábado, 25 de agosto de 2012

FESTIVAL CÉSAR PASSARINHO - TRIAGEM


Prezados Compositores e Comunidade em Geral,

Após vários pedidos de compositores, viemos comunicar, em nome da 25ª Região Tradicionalista do MTG de Caxias do Sul, que daremos um prazo maior para que as músicas cheguem até a comissão organizadora do Festival.

Portanto, fica estabelecido que as composições tem que "chegar às mãos da comissão organizadora" até o dia "30/08/2012-Quinta-Feira às 17:00hrs",sem nova prorrogação.

 Qualquer dúvida , entrar em contato pelos fones abaixo:

51-92978860-Claro
51-95574924-Vivo
53-99821085-Tim

Atenciosamente,

Fabrício Harden

COORDENADOR DO FESTIVAL CÉSAR PASSARINHO

BAILES DO ACAMPAMENTO FARROUPILHA

DE PORTO ALEGRE


Tchê Barbaridade, Grupo Estância, Show Baile Luiz Marenco e Os Quatro Gaudérios, Show Baile Baitaca e Os Provincianos, Show Baile César Oliveira e Rogério Melo e grupo Eco do Pampa. 

Fonte: Blog do Rogério Bastos

SHOWS DO ACAMPAMENTO FARROUPILHA

DE PORTO ALEGRE

Os Provincianos , Cristiano Quevedo, Marco Lima, Grupo Fundo de Campo, Grupo Rodeio, Joca Martins, Daniel Uchoa, Dante Ramon Ledesma.

Os Bertussi, O Cancioneiro, Ernesto Nunes, Amilton Lima, Gaucho Pachola, Erlon Pèricles, Paulinho Pires, Marcelo caminha e Marcelo Oliveira.

Fonte: Blog do Rogério Bastos

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

RESULTADO DA TERTÚLIA MAÇÔNICA


Terminou nesta madrugada de sexta-feira a IV edição da Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula que ocorreu no Auditório Dante Baroni, da Assembléia Legislativa do Estado, uma promoção do Piquete Fraternidade Gaúcha, braço tradicionalista do Grande Oriente do Rio Grande do Sul.

O evento teve sucesso de organização, nível de poemas apresentados e se destacou porque, a partir desta edição, o festival passa a fazer parte do Calendário de Eventos da Cidade de Porto Alegre, em projeto do vereador Bernardino Vendruscolo aprovado ontem mesmo, no local, em ato simbólico, pelo prefeito de Porto Alegre José Fortunati.

Os espetáculos musicais ocorreram por parte dos artistas Jader Leal, Telmo de Lima Freitas e Paulinho Pires, que também foi o poeta homenageado desta edição:

Os premiados foram estes:  

LINHA MAÇÔNICA

1º Lugar: Paulo Betim (amadrinhador) Rodrigo Bueno (autor) e Adão Bueno (declamador) 

1º Lugar A VERDADE PREGADA ATRAVÉS DOS SINAIS
Autor: Rodrigo Borges Bueno
Declamador: Adão Bueno
Amadrinhador: Paulo Betim

2º Lugar RITUAIS DE ELEMENTOS
Autor: Rodrigo Canani Medeiros
Declamador: Rodrigo Canani Medeiros
Amadrinhador: Jader Leal

3º Lugar PAJADA DAS INSTRUÇÕES
Autor: João Darlan Bettanin (Xiruzinho)
Declamador: João Darlan Bettanin (Xiruzinho)
Amadrinhador: Valdir Verona

Melhor Declamador: Adão Bueno

Melhor Amadrinhador: Valdir Verona

LINHA GAUCHESCA

1º Lugar Linha Gauchesca: Joseti Gomes Soares (autora) Rosana Araújo (declamadora) e Marcus Morais (amadrinhador). Este blogueiro aparece entregando o troféu aos vencedores.

1 º Lugar DA SINA DESTAS MULHERES
Autora: Joseti Gomes Soares
Declamadora: Rosana Araújo
Amadrinhador: Marcus Morais

2º Lugar QUANDO NASCE UMA ESTRELA
Autor: Cristiano Ferreira Pereira
Declamador: Neiton Perufo
Amadrinhadores: Raul Sartor Filho e JOão Batista de Oliveira

3º Lugar A CAIXA DOS SONHOS DESFEITOS
Autores: Bianca Bergman e Carlos Omar Villela Gomes
Declamador: Pedro Junior da Fontoura
Amadrinhadores: Geraldo Trindade e Texo Cabral 

Melhor Declamador: Neiton Perufo

Melhor Amadrinhador: Texo Cabral (Gaita Harmônica) – Geraldo Trindade (violão)


Jurados: Léo Ribeiro, Elton Saldanha e Flori Wegher

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SHOW NATIVISTA PARA FECHAR O OLÍMPICO

O artista mais completo do Rio Grande, Luiz Carlos Borges, e este blogueiro, ontem a tarde, visitando as obras desta maravilha gaúcha que é a Arena do Grêmio

Os amigos que me conhecem sabem que, por minha personalidade, não escondo faca em pelego, ou seja, comigo tudo é as claras, não sou de ficar em cima do muro para não me comprometer. Sendo assim, assumo que sou gremista, maragato e só deixei o PMDB recentemente porque as ideologias partidárias não existem mais. Hoje vale mais o egoismo, a individualidade. Sendo assim, estou fora desta salada de mondongo.

Mas mesmo sendo gremista sou um pouco diferente pois respeito e admiro a instituição chamada Internacional, ou seja, não sou um anti-colorado (desde que não pisem no nosso pala...). Tenho grandes amigos (e alguns malas) colorados. Esta minha não antipatia pelo vermelho talvez se deva ao fato de que meu saudoso pai era colorado roxo (meu irmão também o é).

Mas bueno. O que eu queria dizer mesmo é o seguinte:  Ontem a tarde eu fui convidado pelo Pimentel, Patrão do CTG Tricolor dos Pampas, para uma visita às obras da Arena. Por sinal, que colosso. Que orgulho para todo o gremista aquilo que está sendo feito ali. É mais que um estádio moderno. É um templo!

Por lá, encontrei diversos artistas como o Paullo Costa, a Fátima Gimenez, o Luiz Carlos Borges, e o amigo e poeta Paulo Araújo me confidenciou que hoje, quinta-feira, estarão reunidos com o Paulo Cesar Veradi para bater o martelo a respeito de um grande show nativista com artistas gremistas, para encerrar as atividades do já saudoso Olímpico Monumental. 

É "cosa" para botar o espetáculo da Madona no chão. Grandes nomes gremistas como o próprio Borges, Marenco, Borghetti, Yamandu Costa, João de Almeida Neto, Os Serranos, Os Monarcas, Daniel Torres, e tantos outros serão convidados.

Esperemos torcendo para que tudo de certo e os tradicionalistas tricolores possam mostrar o seu valor e dar o último adeus a este campo de batalhas de tantas e tantas glórias que nos tornaram imortais.           

HOJE TEM TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA

Hoje a noite, à partir das 20 hs, tem início a IV edição da Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula, festival poético promovido pelo Grupo Tradicionalista e Piquete Fraternidade Gaúcha, braço gaudério da maçonaria do Grande Oriente do Rio Grande do Sul.

Tal confraria de gaúchos tive a honra de ser patrão onde ajudei, com tantos outros, a criar o festival e onde trabalharei, nesta noite, como jurado.

O evento, antes só para maçons, abriu suas portas e vates consagrados de todo o Estado se fazem presentes nesta festividade.

O poeta homenageado desta edição que acontece no Teatro Dante Baroni, da Assembléia Legislativa, será o lendário Paulinho Pires.

A entrada é um quilo de alimento não perecível.

Jurados: Elton Saldanha, Flori Wegher e Léo Ribeiro


LINHA GAUCHESCA

A CAIXA DOS SONHOS DESFEITOS
Bianca Bergman e Carlos Omar Villela Gomes

QUANDO NASCE UMA ESTRELA
Cristiano Ferreira Pereira

PONCHO CARDADO
Mateus Lampert

EU E O TEMPO
Adão Vargas Dias

HOMEM-GUITARRA
Raul Sartor Filho

PARA QUE EU POSSA FICAR
Cezar Sanches

DA SINA DESTAS MULHERES
Joseti Gomes

VERSEJANDO
Jurema Chaves e Guilherme Hexsel

LINHA MAÇÔNICA

PAJADA DAS INSTRUÇÕES
João Darlan Bettanin (Xiruzinho)

RITUAIS DE ELEMENTOS
Rodrigo Canani Medeiros

MISSAL PARA A SILHUETA TEMPLADA DE UM TORENA
Adriano Medeiros e Paulo Severo

A VERDADE PREGADA ATRAVÉS DOS SINAIS
Rodrigo Borges Bueno

Se extriar alguma matéria deste informativo cultural gauchesco, citar a fonte.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O VELHO, O NOVO E O IMORTAL!


O Léo é o velho Olímpico, 
santuário Monumental!
O Lucas? A nova Arena,
(Que estádio, não levem a mal!)
Tudo brota, tudo morre
pois SÓ O GRÊMIO É IMORTAL!    

FRANQUEIRO PODE VIRAR SÍMBOLO GAÚCHO

Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado aprovou nesta terça-feira projeto de Lei que inclui o Gado Franqueiro como animal símbolo do Rio Grande do Sul, reconhecendo-o como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Conforme a justificativa do deputado João Fischer, autor do projeto originalmente apresentado pelo ex-deputado Francisco Appio, a ideia é resgatar a identidade histórica e cultural deste animal, que muito contribuiu para o crescimento do RS, sendo utilizado em larga escala nas missões e na região dos Campos de Cima da Serra. O Gado Franqueiro é uma raça brasileira que se encontra em risco de extinção.

— Com esta iniciativa, além de fazer o resgate histórico deste animal, entendo que o reconhecimento do gado franqueiro como patrimônio cultural e genético irá contribuir para que, através dos órgãos competentes, sejam dinamizados os esforços no sentido de preservar e resgatar esta raça genuinamente adaptada ao sul do país — afirmou Fischer.

O projeto segue para as comissões de mérito e, se aprovado, para votação em plenário.

Fontes!
Chasque publicado no Clicrbs, na página eletrônica do Jornal Zero Hora, no dia 21 de agosto de 2012.
Valdemar Enfroff: http://sitiodogauchotaura.blogspot.com.br/



UM CHASQUE DE ROSÁRIO

Nota do Blog: Recebemos dezenas de chasques sobre as postagens de ontem, lincadas aos Centros de Tradições, de autorias de Jeândro Garcia e Valdemar Engroff, abordando as questões: "O que o CTG tem para me oferecer?" e "O que eu tenho a dar para meu CTG?".

Como são várias posições contrárias e a favor de cada um, não vamos publicá-las. Contudo, em meio a elas, nos chega este chasque da cidade de Rosário do Sul, do nosso fraterno amigo Antonio Carlos o qual postamos por sua relevância.

Mano Léo, Bom Dia.

Estou impressionado com os organizadores do 10º JUVENART evento majestoso realizado neste último final de semana na cidade de Santa Maria.

Dou destaque principalmente ao corpo de jurados pelo “impressionante preciosismo” ou cérebros capazes de medir matematicamente centésimos, milésimos de pontos. São tão capazes ou até melhores que os computadores ultra-avançados da Fórmula 1.

Explico: Lendo o Jornal local, “Gazeta de Rosário”, fiquei sabendo que o C.P.F. Piá do Sul da cidade de Santa Maria ganhou o primeiro lugar por apenas 0,001 pontos do C.T.G. Crioulos do Caverá de Rosário do Sul.

Não é minha intenção questionar o resultado, mas sim saber como o corpo de jurado conseguiu avaliar milésimos de pontos?

Outra coisa que gostaria de destacar é a quantidade de siglas hoje existentes, antigamente era CTG (Centro de Tradições Gaúchas) e mais nada, existiam as Invernadas, Departamentos, Piquetes, Centros de Pesquisas, etc... mas sempre ligando esses ao C.T.G’s.

Buenas é isso,

Fraternal abraço.

Antonio Carlos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O QUE "EU" POSSO FAZER PELO MEU CTG?


Prezado Irmão e amigo Léo Ribeiro de Souza

Não vou contestar o chasque do Jeandro Garcia. Ele tem os seus argumentos e vou respeitá-los.

Apenas faço a seguinte pergunta: o que eu posso fazer pelo CTG???? E prefiro, quando  vou me associar a uma entidade tradicionalista, ter esta pergunta na ponta da língua e não o contrário.

Quando me associei no CTG Amaranto Pereira, em Alvorada, não existia nem galpão de eventos. Não existia nada além de uma entidade criada no papel, com CNPJ, ata registrada em cartório e tudo mais. Fiz esta pergunta pra mim mesmo quando me associei. E não me arrependo.

E hoje, um pouco afastado das patronagens, mesmo que tenha desconto nos ingressos nos fandangos, por ser associado em dia, declino do desconto, pois, um CTG se mantém com a participação de todos onde todos deveriam se perguntar: o que eu posso fazer pelo meu CTG????

Baita abraço Léo 

Valdemar Engroff