RETRATO DA SEMANA


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sábado, 5 de abril de 2014

MAS QUE TAL UM MATE?



CHIMARRÃO

Os pesquisadores do Instituto Pasteur e da Sociedade Científica de Paris fizeram um estudo sobre a Erva-Mate e concluíram que o Mate contém praticamente todas as vitaminas necessárias para sustentar a vida. 

Segundo os pesquisadores não existe no mundo outra planta que se iguale à Erva-Mate em suas propriedades e seu valor nutricional.

Características:

Digestiva
É um moderado diurético
Estimulante das atividades físicas e mentais
Auxiliar na regeneração celular
Elimina a fadiga
Contém vitaminas - A, B1, B2, C e E
É rica em sais minerais como Cálcio, Ferro, Fósforo, Potássio, Manganês
É um estimulante natural que não tem contra-indicações
É vaso-dilatador, atua sobre a circulação acelerando o ritmo cardíaco
Auxiliar no combate ao colesterol ruim (LDL), graças a sua ação antioxidante
Por ser estimulante possui também poderes afrodisíacos, graças a vitamina “E” presente na erva-mate
É rica em flavonóides (antioxidantes vegetais) que protegem as células e previnem o envelhecimento precoce, te .ndo um efeito mais duradouro pela forma especial como se toma o mate
Segundo o médico pesquisador, Dr. Oly Schwingel, é indicado o uso do chimarrão de duas a três vezes ao dia
Previne a osteoporose, fortalecendo a estrutura óssea graças ao Cálcio e as vitaminas contidas na erva-mate
Contribui na estabilidade dos sintomas da gota (excesso de ácido úrico no organismo)
É rico em fibras que contribuem para o bom funcionamento do intestino
Auxiliar em dietas de emagrecimento
Atua beneficamente sobre os nervos e músculos
Regulador das funções cardíacas e respiratórias...,

*O chimarrão (ou mate) é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul. É um hábito legado pelas culturas indígenas quíchuas, aimarás e guaranis. É composto por uma cuia, uma bomba, erva-mate moída e água morna.

O termo mate, como sinônimo de chimarrão, é mais utilizado nos países de língua castelhana. O termo "chimarrão" é o adotado no Brasil, embora seja um termo oriundo da palavra castelhana cimarrón, que designa, por sua vez, o gado domesticado que retornou ao estado de vida selvagem e também o cão sem dono, bravio, que se alimenta de animais que caç .a. O chimarrão chegou a ser proibido no sul do Brasil durante o século XVI, sendo considerada "erva do diabo" pelos padres jesuítas das reduções do Guairá. A partir do século XVII, os mesmos passaram a incentivar seu uso com o objetivo de afastar as pessoas do álcool.

O MATE E A SUA INTIMIDADE

O ato de preparar um mate diz-se: “cevar um mate” ou “fechar um mate”, ou “fazer um mate” ou ainda ”enfrenar um mate”. A palavra amargo é muito usada em lugar de mate ou chimarrão. O convite para tomar um mate é feito das seguintes formas:
Vamos matear?
Vamos gervear?
Vamos chimarrear?
Vamos verdear?
Vamos amarguear?
Vamos apertar um mate?
Vamos tomar um chimarrão?
Vamos tomar mate ou um mate
Que tal um mate?

A COMPANHIA

O MATE PODE SER TOMADO DE TRÊS MANEIRAS:

MATE SOLITO : quando não precisa de estímulo maior para matear, a não ser a sua própria vontade. É o verdadeiro mateador.

MATE DE PARCERIA: quando se espera por um ou mais companheiros para matear a fim de motivar o mate, pois não gosta .de matear sozinho.

RODA DE MATE: é na roda de mate, que esta tradição assume seu apogeu, agrupando pessoas sem distinção de raça, credo, cor ou posse material. Irmanados num clima de respeito, o mate integra gerações numa trança de usos e costumes, que floresce na intimidade gaúcha. 

CHIMARRÃO É RICO EM POESIA

Antigamente, Quando os namoros eram de longe, através de troca de olhares, os apaixonados utilizavam o mate como meio de comunicação e, de acordo com o que era posto na cuia, a mensagem era recebida e interpretada. Ao longo de sua história, o chimarrão é utilizado como veículo sutil de comunicação com objetivos sentimentais. 

Atualmente, os costumes mudaram, mas o hábito do chimarrão permanece cada vez mais forte, caracterizando o povo gaúcho. 

SIGNIFICADO DOS MATES

Mate com açúcar: quero a tua amizade
Mate com açúcar queimado: és simpático
Mate com canela: só penso em ti
Mate com casca de laranja: vem buscar-me
Mate com mel: quero casar contigo
Mate frio: desprezo-te
Mate lavado: vai tomar mate em outra casa
Mate enchido pelo bico da bomba: vás embora
Mate muito amargo (redomão): chegaste tarde, já tenho outro amor
Mate com sal: não apareças mais aqui
Mate muito longo: a erva está acabando
Mate curto: pode prosear a vontade
Mate servido com a mão esquerda: você não é bem vindo
Mate doce: simpatia

A CUIA NOVA

Quando a cuia é nova, é necessário curti-la antes de começar a matear. Para tal, é necessário enchê-la de erva-mate pura ou ainda misturada com cinza vegetal e água quente, que deve permanecer de dois a três dias, mantendo a umidade, para que fique bem curtida, impregnando o gosto da erva em suas paredes. O uso da cinza é para dar maior resistência ao porongo. Após o tempo determinado, retira-se a erva da cuia e, com uma colher, raspa-se bem o porungo, para retirar alguns baraços que tenham ficado.  

Atenciosamente

Hilton Luiz Araldi
Print Jet Informática Ltda
Rua Bento Gonçalves 53 - sala 06
99010-010 - PASSO FUNDO - R S




domingo, 15 de maio de 2011

PRATO DO DOMINGO - ROUPA VELHA

Nome do Prato: ROUPA VELHA

• Tempo de preparo: 1 hora

• Ingredientes l/2 kg de charque 2 colheres de sopa de óleo 1 cebola média picada 1/2 xícara de farinha de mandioca tempero verde à vontade manjerona 2 dentes de alho sal e pimenta a gosto.

• Modo de preparar Carne ou charque (se for charque,deve-se tirar bem o sal). Corte em pedaços, coloque óleo em uma panela média e acrescente todos os temperos picados. Refogue-os até que desmanchem. Retire do fogo, coloque a panela em cima de um lugar firme e com o socador de feijão, ou no pilão, acrescente a farinha de mandioca e bata com a mão de pilão até desfiar toda a carne. Depois de fria, conserve em lugar fresco. Dura mais ou menos 10 dias.

Também serve de aperitivo, com café ou chimarrão, ou para a guarnição de pratos variados.

domingo, 3 de abril de 2011

O MAIOR CHURRASCO DO MUNDO

Para aquela gurizada gaudéria que está começando a preparar seu assado dominical, mostramos o flagrante do maior churrasco do mundo. A quantidade de carne usada para definir o novo recorde mundial Guinness para o maior churrasco era tão grande que os militares argentinos tiveram de intervir para ajudar a pesar a comida.

No dia 20 de março, 948 costelas cruas foram entregues de trem na planície de La Pampa, Argentina, para estabelecer o novo recorde mundial para a maior porção de carne grelhada. Organizado para comemorar o aniversário de 30 locais de atacadista de carne Frigorífico Pico, o evento atraiu cerca de 20 mil visitantes – incluindo os militares argentinos, que ajudaram a pesar a carne, com escalas industriais normalmente utilizadas com cavalos e vacas.

As costelas demoraram quase duas horas para serem todas devidamente pesadas. Cada um delas tinha 13,713 quilos. Em seguida, foi a hora do preparo da refeição. Quatro horas se passaram até elas ficarem totalmente assadas, processo durante o qual a carne perdeu cerca de 33% de seu peso – já que água e gordura escapam com o calor. De acordo com as diretrizes do Livro dos Recordes Guiness, apenas o peso da carne cozida é válido, e toda a carne tem de ser comestível. O peso final da carne cozida foi de 9.132 quilos, estabelecendo um novo recorde mundial do Guinness.

Os organizadores levaram apenas 40 minutos para distribuir a enorme quantidade de carne entre os famintos convidados para o churrasco.

Colaboração: Hilton Araldi

domingo, 13 de março de 2011

CHURRASCO NO COURO

José Silveira é um dos poucos gauchos hermanos que ainda assam o churrasco no couro

Como hoje é domingo, dia em que o bom gaúcho não passa sem um assado, vamos falar um pouco sobre gastronomia, mais especificamente sobre o Churrasco no Couro.

O churrasco no couro é o mais raro e tradicional de todos assados. Apenas um apanhado de pessoas ainda mantém esta tradição centenária viva.

Nosso hermano José Silveira faz todo o processo de abate, limpeza e cozimento do gado sozinho. O churrasco no couro, ou asado en el cuero, em espanhol, é possivelmente o mais tradicional e antigo tipo de churrasco do gaúcho sul-americano. Após os conflitos entre europeus e indígenas no pampa, um grande número de cabeças de gado foram deixadas soltas a pastar pelas vastas planícias. As vacarias surgiram e o gado se tornou importante fonte de alimento para o gaúcho.

Silveira aperfeiçoou a técnica ao adicionar duas grelhas, uma sob e outra sobre a vaca.

O gaúcho é uma mistura de europeus, negros e indígenas, de acordo com Dr. José Fachel, da Universidade Federal de Pelotas. Com a dizimação de muitas tribos, estes gaúchos se tornaram nômades, foras-da-lei. As vacas espalhadas por tudo era um alvo fácil e excelente fonte de proteínas. Uma lenda urbana conta que o Rio Grande do Sul agüentou por tanto tempo as investidas do Império Brasileiro durante a Guerra dos Farrapos por que conseguiam sobreviver com uma dieta feita quase 100% de carne enquanto os soldados imperialistas tinha que carregar pesados mantimentos.

O churrasco no couro consiste em assar a vaca inteira utilizando o próprio couro do animal como meio de cozimento. Todos os fluidos, como gordura derretida, sangue e água são retidos pelo couro e fervem, deixando a carne bem macia e com um sabor característico. O assador uruguaio José Silveira diz que, de acordo com uma lenda, o índio, muito matreiro na época, estava sempre na disparada, portanto assava a vaca no couro para que, se estivesse em perigo, enrolava o animal na própria pele e a levava no cavalo.

Hoje este tipo de assado é uma arte que está morrendo. Existem muitas razões para tal. Silveira é provavelmente uma das últimas pessoas a manter a tradição viva. A razão mais óbvia é a dificuldade de fazer o serviço. Silveira faz tudo sozinho. Ele escolhe o animal de acordo com o número de pessoas a serem servidas e também pela qualidade de vida do animal, fato muito importante e determinante no sabor da carne. Outro problema são as leis sanitárias. - No Brasil é muito difícil cozinhar uma vaca desta forma, diz Silveira. Primeiro por causa da proibição das armas de fogo, e segundo porque a não ser que a vaca seja cozida no local do abate, não dá para assar. Não é possível simplesmente colocar a vaca aberta na traseira de uma caminhonete e levá-la para qualquer lugar, ele conta. No Uruguai as leis são mais brandas, então é lá que ele mais trabalha, normalmente perto da fronteira com o Brasil, para os brasileiros também participarem.

Veja mais sobre este tipo de assado em: www.churrasconocouro.com

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

130 RECEITAS DE PICANHAS

Hilton Araldi, grande colaborador deste blog, nos brinda neste fim de ano com a 2ª edição de seu livro sobre a utilização da picanha uma carne nobre para o gaúcho. Leiam o que diz o Hilton sobre seu trabalho:

- Que me desculpem os vegetarianos, mas o homem é carnívoro. E para o nosso deleite, possuímos um dos melhores rebanhos do mundo e por consequência as melhores carnes. Dentre elas está a Picanha. Pensando nisso, aproveitei as receitas que conhecia e mais de outros entendidos para elaborar este livro com mais de 130 receitas de Picanhas.

Dizem que o homem só descobriu o fogo porque necessitava assar a picanha dos dinossauros. Brincadeiras a parte, churrasco de Picanha é unaminidade nacional. Podemos divergir quanto a forma de preparo. Na grelha, na churrasqueira, no forno ou na chapa? Assada com cuidado, fica boa de qualquer jeito. Sua maciez, suculência e sabor, a distingue das demais carnes.

Para os expert em cozinha ou churrasqueira, este livro contribui com algumas receitas que provavelmente ainda não conhece. Se não é, o livro possui receitas prática e rápidas para quem está iniciando e quer fazer um prato diferenciado para dividir com a família ou amigos.

A maior parte das receitas é de picanha bovina, mas há também receitas de picanhas suínas,de javalí,ovelha e búfalo. Além de algumas receitas de farofas.

O livro apresenta ainda dicas de temperos, como escolher a carne e a quantidade necessária por pessoa para um boa refeição.

Tamanho : 15 X 20 cm - Peso : 180 gramas - 140 Páginas
R$ 20,00 (incluido despesa de envio pelo correio)
Hilton Luiz Araldi (Autor) - (54) 3045 6411
Pedido pelo email : hiltonaraldi@gmail.com


Sujestão para a ceia do Natal :

Picanha no Avesso
Ingredientes:
1 picanha
250 g de queijo mussarela fatiado
250 g de presunto gordo fatiado
10 fatias de bacon (de pacote)
sal grosso a gosto
Papel alumínio para enrolar

Modo de preparo:Com uma faca bem afiada, e de ponta (tipo que o açougueiro usa para desossar) faça, lentamente e com cuidado, um corte no centro da parte mais larga da peça de picanha, em direção a parte mais fina de forma a obter o formato de envelope procurando deixar cerca de um dedo de cada lado e dois dedos no fundo da peça, sem cortar. Este talho na peça deverá permitir que se coloque a mão dentro da peça para estar na medida correta.

Com cuidado e lentamente vá forçando a parte mais fina da peça para dentro, ao mesmo tempo que procura enrolar a parte mais grossa para fora. O resultado final será uma peça de picanha com a parte da gordura voltada para dentro. É como virar uma meia. Nada mais é do que virar a peça no avesso. Passe sal grosso em toda a peça, por dentro e por fora. Não muito.

Recheie agora a peça, primeiro com o queijo, por cima da parte de gordura, depois com o presunto. E por último com as fatias de bacon, intercalandoas, até terminar.

Feche o corte da peça com palitos ou com um barbante.

Enrole a peça com papel laminado, tomando cuidado para deixá-la bem protegida. Use o papel que for necessário.

Aqueça o forno a 200º (uns 15 minutos) e deixe assar por uns 50 minutos (ao ponto). Na churrasqueira, cerca de 1 hora e 15 minutos serão suficientes, com o calor ao máximo. Retire o papel e volte ao fogo para dourar.

Sirva fatiada, acompanhada de arroz, saladas e farofa.

Farofa Natalina

Ingredientes:
2 colheres (sopa) de cebola ralada
1 colher (sopa) de salsa picada
2 colheres (sopa) de margarina
1 colher (café) de sal
50 gramas de amêndoas torradas e picadas
250 gramas de farinha de mandioca
50 gramas de passas sem sementes
50 gramas de nozes picadas
3 tomates picadinhos

Modo de Preparo:Colocar em um refratário a margarina, a cebola e os tomates e levar ao micro em potência alta por 3 minutos. Acrescentar o sal e a salsinha. Juntar as frutas, misturar bem e, por último, misturar a farinha de mandioca aos poucos. Voltar ao micro por mais 4 minutos, mexer na metade do tempo.

Receitas do Livro Picanhas de Hilton Luiz Araldi

domingo, 21 de novembro de 2010

AS DIFERENÇAS ENTRE OS CHURRASCOS

Companheirada. Como hoje é domingo ...teu pai é um gringo, na porta da venda, fumando cachimbo, o cachimbo é de barro, bateu num jarro...

Desculpem, me bateu a lembrança dos buenos tempos de criança. Acho que ainda não acordei direito. O que eu queria dizer mesmo...? Ah, me lembrei!

Hoje é domingo e domingo, para o gaúcho, é sinônimo de churrasco.

Para mim, de paladar pouco apurado, que já tomei caipira feita de vinagre lá no rancho do saudoso e dileto amigo e vizinho Edeli Ramos de Oliveira, o churrasco é todo igual.

É botar sal grosso, assar, bater o sal e comer. Mas não. Segundo alguns entendidos, um churrasco é diferente do outro. Tem aqueles salgados com salmoura em banho contínuo (e com galho de arruda) durante todo o processo de assamento (ou assação?). Tem aqueles que não salgam no início mas sim quando ele já estiver a uns quinze minutos na brasa. Enfim, são várias as maneiras de fazer o prato típico e predileto do gaúcho, embora, como já disse, para mim o gosto seja sempre o mesmo.

Por este motivo, estou trazendo para os amigos as chamadas diferenças entre os churrascos gaúcho, uruguaio e argentino.

O corte da carne é uma das peculiaridades de cada país

Uns dizem que a técnica surgiu quase que por instinto, outros, porque era o método mais fácil de assar uma carne. Divergências à parte, certo mesmo é que, para muitos, todo churrasco tem um sabor e uma receita especial. .

O churrasco uruguaio, mais conhecido como assado, é preparado da mesma maneira que o argentino. A carne é feita sobre uma grelha e o fogo é aceso com lenha e não com carvão como no Brasil. Porém, os cortes da carne uruguaia são diferentes dos cortes encontrados no Brasil e na Argentina. Lá, quase qualquer parte do gado vai parar na grelha.

A principal diferença entre o assado argentino ou a parrilla argentina e o churrasco gaúcho é a distância da carne em relação à fonte de calor. Os gaúchos preferem deixar a brasa afastada da carne, já os argentinos preferem churrasqueiras ou (parrillas) rasas. A espessura da carne também é diferenciada, é mais generosa e geralmente vem acompanhada de papas (batatas) fritas. Em uma legítima parrilla não podem faltar o vacio (ponta de agulha), o assado de tira (costela) e o ojo de bife (contrafilé).

Para a maioria dos gaúchos, churrasco é no espeto; já o assado é na grelha ou no forno. Porém, na região da fronteira pela influência dos hermanos (argentinos e uruguaios) a carne costuma ser assada bem próximo às brasas. Já na região da Campanha, o fogo é feito no chão. Os espetos são fincados em pé, ao redor da brasa e a lenha é queimada em uma vala. Fato é, que tanto no Brasil como nos outros países do Mercosul, o churrasco desperta paixões e muitas opiniões. Mas é o paladar que define na prática qual é o churrasco mais saboroso.


Foto: Zeca

sábado, 19 de junho de 2010

MANOBRANDO NA COZINHA

Foto: LRS
Flagrante: Adão Bueno cozinhando no galpão Aconchego dos Gaudérios

Gurizada medonha que gosta de fazer umas manobras num fogão. Estamos indo para nosso quarto mês de blog e ainda não tínhamos postado alguma receita de nossa rica culinária. Pois com o frio chegando, a chuva batendo no santa-fé do rancho, num fim-de-semana que pede uns goles de vinho, aí vai os "apreparos" para um suculento Puchero de "grudar os beiços" e, para adoçar a garganta, uma sobremesa de ambrosia. Bom proveito.

Puchero


Rendimento: de 10 a 15 pessoas

Ingredientes

½ Kg de carne com osso (pescoço)
½ Kg de ossos com tutano
½ Kg de rabada
½ Kg de alcatre com osso
2 cebolas médias
2 tomates
½ molho de manjerona
3 dentes de alho
½ molho de tempero verde
1 folha de louro
2 pimentas verdes
1 pitada de colorau ou 1 colher de extrato de tomate
4 colheres (sopa) de banha
¼ de raiz de aipo
¾ Kg de farinha de mandioca
Legumes e verduras diversas

Preparo

Fritar as carnes e ossos, já cortados, na banha quente. Temperar com alho socado com sal, pimenta e a manjerona. Depois, acrescentar a cebola e o tomate picados, o colorau ou o extrato de tomate e o louro. Deixar fritar bem, até o ponto de quase queimar. Então colocar água, duas vezes a altura da carne, provar o sal e deixar ferver. Por último, ir acrescentando os legumes, separadamente – primeiro os mais duros. Cuidar para que não desmanchem, retirando da panela os que forem cozidos. As verduras devem ser cozidas por último. Do caldo fazer um pirão com farinha de mandioca e o tempero verde picadinho, que servirá para acompanhar o prato.

Ambrosia

Rendimento: 20 pessoas

Ingredientes

1 litro de leite
8 ovos
1Kg de açúcar cristal
Caldo de 1 limão
Raspas de casca de limão
Raspas de casca de laranja

Preparo

Talhar o leite com caldo de limão. Fazer uma calda grossa com o açúcar. Passar os ovos na peneira e misturá-los ao leite. Colocar essa mistura na calda e ferver lentamente até engrossar. Adicionar as raspas de casca de limão e laranja. Acrescentar leite até a calda ficar na consistência desejada.

domingo, 30 de maio de 2010

CHURRASCO DE PINHÃO

Neste domingo, para variar um pouco, o tempo amanheceu osco, ou seja, cinzento, aqui por cima da serra.

Ontem a noite tivemos as apresentações de mais seis bugios. Tudo muito parelho. Quando o ritmo é único, o diferencial tem que vir pelo tema, pelos arranjos, enfim, pela apresentações de palco. Vamos ver o que é que dá nesta noite de encerramento.

Até lá, vamos assistir aos espetáculos dos grupos do Paullo Costa e do Rodrigo Lucena, dois outros parceiros de juri. Antes disto, em riba do meio dia, minha esposa e eu vamos matar a saudade de um churrasco de pinhão. Nunca comeram? É de lavar com um bochecho d'água, de tão bom.

A receita é mais ou menos assim: 1 kg de carne moida, com tempero a gosto, para meio quilo de pinhão cozido, também moido. Pode-se fazer em um espeto de madeira, quadrado, mas o mais prático é na grelha. No mais, assa igual ao churrasco e o sabor... Bem, o sabor, como faz uma apresentadora de TV, é de comer debaixo da mesa. Fui...