RETRATO DA SEMANA


JuanMa Gutiérrez

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

 

O GÊNERO MUSICAL BUGIO

Parte I 


Na semana que vem começa mais uma edição do Festival Ronco do Bugio de São Francisco de Paula, aonde é permitido apenas um gênero musical, ou seja, o bugio.

Como o tema desperta muita curiosidade faremos uma matéria dividida em duas partes sobre este que é o único gênero musical gaudério criado em nosso Estado.  


Apesar das disputas narrativas quanto à sua origem, o bugio pode ser oficializado enquanto patrimônio imaterial do Rio Grande do Sul
Apesar das disputas narrativas quanto à sua origem, o bugio pode ser oficializado enquanto patrimônio imaterial do Rio Grande do Sul
LEO RIBEIRO/REPRODUÇÃO/JC  
Reportagem do Jornal do Comércio por: João Vicente Ribas
O bugio é um mamífero nativo do continente americano, muito presente no Rio Grande do Sul. Quando ameaçado, além de atirar esterco, projeta uma vocalização grave característica, popularmente conhecida como ronco. Também é chamado de macaco-uivante ou guariba. Seu nome científico é Alouatta, da família Atelidae. Vive de 15 a 20 anos e mede de 55 a 91 centímetros de comprimento. Subdivide-se em diferentes espécies, como o bugio-preto e o ruivo.
É unanimidade que a referência a esse animal tenha nomeado o único gênero musical reconhecido como genuinamente gaúcho. Mas há pouco consenso em torno das circunstâncias e do local exato onde se originou. Algumas histórias envolvem tropeiros imitando o ronco do bugio com a gaita, outras valorizam a dança indígena que mimetiza seu andar. Recentemente surgiram teses que associam o ritmo a origens caipiras.
Nesta reportagem do Jornal do Comércio, a quarta da série Gêneros Musicais Gaúchos, verificamos as principais versões da gênese do bugio, ritmo binário muito presente hoje em bailes no Estado todo. Contamos ainda as disputas e acordos entre duas cidades gêmeas, uma serrana e outra missioneira, que se auto-intitulam berço do bugio. E ainda atualizamos informações sobre o processo de reconhecimento do ritmo como patrimônio imaterial.

O primeiro bugio

Irmãos Bertussi gravaram 'O Casamento da Doralícia', primeiro bugio registrado em disco
Irmãos Bertussi gravaram 'O Casamento da Doralícia', primeiro bugio registrado em disco
ACERVO PESSOAL ADELAR BERTUSSI/DIVULGAÇÃO/JC
O bugio ganharia notoriedade a partir de 1956, quando os Irmãos Bertussi gravaram o primeiro em disco: O Casamento da Doralícia. Foi um impulso para a popularização e para a consolidação como gênero musical. Na contracapa do LP Coração Gaúcho 2, que contém a canção, há um texto explicativo: "O Casamento da Doralícia - Bugio - conto gauchesco de Honeyde Bertussi e música também colhida do folclore. Bugio é um samba ritmado caracterizado pelo jogo de fole do gaiteiro. O passo da dança é de acordo com o movimento do fole".

Adelar Bertussi orgulhava-se em dizer que após essa gravação, o bugio virou moda em todo o Rio Grande do Sul. Em registro audiovisual (Gema, 2016), realizado pouco antes de falecer, assegurou que ele e seu irmão Honeyde conservavam os ritmos folclóricos e apenas criavam uma roupagem moderna no arranjo das gaitas.

Sobre o bugio, Adelar afirmou que é nativo indígena: "a tribo dos kaingang aqui dançavam bugio a madrugada inteira". No entanto, parte da sociedade serrana desaprovava-o por causa da sensualidade atribuída aos movimentos. "Era proibido nos bailes aqui em cima dançar a dança do bugio", recordou.

Outras canções célebres vieram a seguir e ajudaram a consagrar o gênero. Na Califórnia da Canção, em 1973, dois bugios de São Borja foram classificados para a final e entraram para a história (veja cronologia abaixo). No entanto, nos festivais nativistas em geral é raro apresentarem o ritmo. E dificilmente sai vencedor. Já nos eventos exclusivos para o bugio, grandes gaiteiros do gênero, como Edson Dutra, dos Serranos, e Albino Manique, dos Mirins, participam e concorrem aos primeiros prêmios.

Uma das composições mais populares, até hoje entoada Estado afora, é Levanta Bugio, de Leonardo. Defendida pelo cantor junto ao grupo Os Monarcas, venceu em 1986 a primeira edição do festival Ronco do Bugio.

Ronco que ressoa na cordeona

Léo Ribeiro já participou do Ronco do Bugio como compositor, organizador, jurado, apresentador e ilustrador das capas dos álbuns
Léo Ribeiro já participou do Ronco do Bugio como compositor, organizador, jurado, apresentador e ilustrador das capas dos álbuns
JOÃO VICENTE RIBAS/ESPECIAL/JC
Yamandu Costa, hoje violonista famoso internacionalmente, venceu em 1995 a categoria infanto-juvenil do Ronco do Bugio, em São Francisco de Paula. E cantando! O jovem Diamandú, conforme assinava, interpretou Gaita Mulata, de autoria de Léo Ribeiro.
Essa é uma das memórias que o autor serrano guarda de tantos anos de festival. Léo participou de todas as edições, de diversas maneiras. Além de compositor, foi organizador, jurado, apresentador e, inclusive, criou capas de discos. A imagem que divulga a próxima edição tem a sua assinatura. Seu exemplo ilustra o envolvimento apaixonado dos moradores da cidade em torno do gênero.
Léo Ribeiro reforça o coro de que o bugio foi criado no Estado, diferente de outros ritmos presentes nos bailes, como a vanera, o xote, a valsa, a milonga, que teriam vindo de outros lugares. "O único ritmo que realmente foi parido no Rio Grande do Sul foi o bugio", sustenta.
A narrativa da origem indígena, com a participação dos tropeiros, faz sentido para Léo. "Nas rondas fechadas, quando chegavam naquelas propriedades que tinham mangueira, largavam o gado dentro, iam relaxar, tocar, dançar, e dizem que daí surgiu o bugio", afirma.
Para reforçar o argumento, cita o folclorista Paixão Côrtes e suas pesquisas sobre as danças masculinas: "dizia que os tropeiros dançavam inclusive entre eles, entre os homens". Daí teria saído a chula, a dança do bugio, que também era dançada com as indígenas. Inspiravam-se no jeito desengonçado do animal: "assim como a música é uma imitação do ronco, a dança é uma imitação do caminhar do primata".
Mas Ribeiro reconhece que existem muitas dúvidas e coloca mais lenha na discussão: "agora já surgiu uma nova versão, que o bugio teria origem paulista". E explica que um ritmo muito próximo teria sido trazido pelos tropeiros que vinham de São Paulo e passavam por aqui, a batida da moda de viola, o cururu. "Então os gaúchos botaram o som da gaita e virou o bugio", supõe.
 
Os Mirins estão entre os grupos que mantêm a tradição do bugio nos bailes
Os Mirins estão entre os grupos que mantêm a tradição do bugio nos bailes. Na ilustração os saudosos Francisco Castilhos e Albino Manique.  
ARTE DE LÉO RIBEIRO/REPRODUÇÃO/JC


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

 


E SE "ATRAQUEMU"

Que nem porco nas batatas. 


ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA




Da esquerda para a direita:

Presidente: César Soares
Vice-Presidente: Léo Ribeiro
1º Tesoureiro: Magno Charrua
2ª Tesoureira: Maria César
Diretor Cultural e Projetos: Cândido Brasil
1ª Secretária: Joséti Gomes
2ª Secretário: Maxsoel Bastos de Freitas 
Diretora de Biblioteca e Museu: Ilda Maria Costa Brasil
Diretor de Edições e Publicações: Luiz Lima 
Diretor de Eventos: Vitor Bielaski
Conselho Fiscal: Athos Miralha da Cunha,  César Tomazzini, Dilmar Paixão.
Conselho Deliberativo: Odilon Ramos, Jose Estivalet, Clodis Rocha.
Conselho de Honra: Wilson Tubino, Egiselda Charão, Ubirajara Anchieta, Maria Elsi, Sidnei Azambuja.





 

 


ACAMPAMENTO FARROUPILHA 2026


Algumas pessoas, principalmente do interior e de fora do Estado, estão nos pedindo informações sobre o Acampamento Farroupilha de 2026 da cidade de Porto Alegre, um dos maiores eventos da cultura regional gaúcha. Então...

A montagem dos piquetes do Acampamento Farroupilha 2026 em Porto Alegre começa em 8 de agosto no Parque Harmonia. O evento geral ocorre de 29 de agosto a 20 de setembro, com a programação cultural oficial e a chegada da Chama Crioula marcadas para iniciar em 7 de setembro.

Cronograma e Montagem: Início da montagem (lotes pares): 8 a 26 de agosto. Montagem dos lotes ímpares: A partir de 15 de agosto.

Vistorias do PPCI: Dias 27 e 28 de agosto.

Período geral do evento: 29 de agosto a 20 de setembro.

Abertura oficial e programação cultural: A partir de 7 de setembro.

Tema central: Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição.

Patrona: A cantora e compositora Fátima Gimenez.

Atrações musicais e culturais: Cerca de 120 atrações distribuídas em dois palcos, incluindo shows regionais, apresentações de trovas e a Ciranda Escolar.

 

 

 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

 


REPONTANDO DATAS / 04 DE AGOSTO

MORRE ANITA GARIBALDI


Anita Garibaldi.


Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em Laguna, a 30 de agosto de 1821 e morreu em Mandriole, Itália, 4 de agosto de 1849. 

Alguns estudiosos alegam que Anita Garibaldi teria nascido em Lages, que na cúria metropolitana daquela cidade estaria o registro dos irmãos mais velho e mais novo dela, e que teria sido retirada do livro a folha do registro de Ana Maria de Jesus Ribeiro. Em 1998, entidades representativas da sociedade civil de Laguna promoveram uma ação judicial para obter o registro de nascimento tardio de Anita Garibaldi. A ação tramitou na primeira vara da comarca de Laguna, sendo instruída com diversos documentos que comprovariam que Anita nasceu no município de Laguna.

Descendente de portugueses imigrados dos Açores à província de Santa Catarina no século XVIII, provinha de uma família modesta. O pai Bento era comerciante em Lages e casou-se com Maria Antônia de Jesus. Anita era a terceira de 10 filhos (6 meninas e 4 meninos).

Após a morte do pai e o casamento da irmã mais velha, Anita cedo teve que ajudar no sustento familiar e, por insistência materna, casou-se, em 30 de agosto de 1835, aos 14 anos, com Manuel Duarte de Aguiar , na Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos da Laguna. Depois de somente três anos de matrimônio, o marido alistou-se no exército imperial, abandonando a jovem esposa.

Anita tinha 18 anos quando encontrou-se com Giuseppe Garibaldi. Ele tinha 32 anos. Garibaldi tomava parte das tropas farroupilhas de Davi Canabarro, em julho de 1839, que chegaram para tomar Laguna e formar a República Juliana.

Ao chegar a Laguna, a bordo da embarcação "Itaparica", tomada do inimigo e armada com sete canhões, Garibaldi observava com uma luneta as casas da barra de Laguna. Observou então, em um grupo de moças que passeava, uma jovem cujo rosto conquistou sua imaginação e seu coração. Providenciou um barco, foi até a margem e depois até o local onde a tinha visto, porém não a encontrou.

Tinha perdido a esperança de encontrá-la, quando um habitante local o convidou a ir a sua casa para um café. Garibaldi aceitou e na casa encontrou a jovem que procurava. Assim Garibaldi relata o encontro em suas memórias: "Entramos, e a primeira pessoa que se aproximou era aquela cujo aspecto me tinha feito desembarcar. Era Anita! A mãe de meus filhos! A companhia de minha vida, na boa e na má fortuna. A mulher cuja coragem desejei tantas vezes. Ficamos ambos estáticos e silenciosos, olhando-se reciprocamente, como duas pessoas que não se vissem pela primeira vez e que buscam na aproximação alguma coisa como uma reminiscência. A saudei finalmente e lhe disse: 'Tu deves ser minha!'. Eu falava pouco o português, e articulei as provocantes palavras em italiano. Contudo fui magnético na minha insolência. Havia atado um nó, decretado uma sentença que somente a morte poderia desfazer. Eu tinha encontrado um tesouro proibido, mas um tesouro de grande valor."

Em 20 de outubro de 1839, Anita decide seguir Garibaldi, subindo a bordo de seu navio para uma expedição militar.

Em Imbituba recebeu o batismo de fogo, quando a expedição corsária foi atacada pela marinha imperial do Brasil. Dias depois, em 15 de novembro, Anita confirma sua coragem sem fim e seu amor heroico a Garibaldi na famosa batalha naval de Laguna, contra Frederico Mariath, na qual se expõe a grande risco de morte, atravessando uma dúzia de vezes a bordo da pequena lancha de combate para trazer munições em meio a uma verdadeira carnificina.

Em 12 de janeiro de 1840, Anita participou da batalha de Curitibanos, na qual foi feita prisioneira. Durante a batalha, Anita provia o abastecimento de munições aos soldados. O comandante do exército imperial, admirado de seu temperamento indômito, deixou-se convencer a deixá-la procurar o cadáver do marido, supostamente morto na batalha. Em um instante de distração dos guardas, tomou um cavalo e fugiu. Após atravessar a nado com o cavalo o rio Canoas, chegou ao Rio Grande do Sul, e encontrou-se com Garibaldi em Vacaria, oito dias depois.

Em 16 de setembro de 1840, nasceu no Estado do Rio Grande do Sul, na então vila e atual cidade de Mostardas o primeiro filho do casal, que recebeu o nome de Menotti Garibaldi, em homenagem ao patriota italiano Ciro Menotti. Doze dias depois, o exército imperial, comandado por Pedro de Abreu, cercou a casa para prender o casal, e Anita fugiu a cavalo com o recém-nascido nos braços e alcançou um bosque aos arredores da cidade, onde ficou escondido por quatro dias, até que Garibaldi a encontrou.

Em 1841, quando a situação militar da República Rio-grandense tornou-se insustentável, Garibaldi solicitou e obteve do general Bento Gonçalves a permissão para deixar o exército republicano. Anita, Giuseppe e Menotti mudaram-se para Montevidéu, no Uruguai, receberam um rebanho de 900 cabeças de gado, das quais, depois de 600 km de marcha, 300 chegaram a Montevidéu, em junho de 1841.

No Uruguai, em 1842, dois anos e meio após seu encontro, o casal legalizou sua união, na igreja de São Francisco de Assis, em Montevidéu. A certidão de casamento era exigida pela constituição do Uruguai a quem aspirava cargos públicos. Garibaldi foi indicado comandante da pequena frota uruguaia, que combatia a potente esquadra naval argentina, comandada pela almirante William Brown.

No Uruguai nasceram os outros três filhos do casal: Rosa (1843), Teresa (1845) e Ricciotti Garibaldi (1847). Rosa faleceu aos dois anos de idade por asfixia, por causa de uma infecção na garganta, o que fez Anita e Garibaldi sofrerem muito.

Em 1847, Anita foi para a Itália com os três filhos e encontrou-se com a mãe de Garibaldi. Elas depois viajaram para a cidade de Nizza, (atual Nice, na França), onde ficaram morando. O próprio Garibaldi reuniu-se a eles alguns meses depois, quando voltaram a Itália. Os filhos de Anita e Garibaldi ficaram na França com a mãe dele.

Em 9 de fevereiro de 1849, presenciou com o marido a proclamação da República Romana, mas a invasão franco-austríaca de Roma, depois da batalha no Janículo, obrigou-os a abandonar a cidade. Com 3 900 soldados (800 deles a cavalo), Garibaldi deixou Roma. Em sua perseguição saíram três exércitos (franceses, espanhóis e napolitanos) com quarenta mil soldados. Ao norte lhes esperava o exército austríaco, com quinze mil soldados. Anita e o marido tinham que enfrentar a guerra e lutar para salvar o território italiano. Mesmo grávida do 5º filho, ela enfrentou tudo até o fim.

Anita, no final da gravidez, tentou não ser um peso para o marido, querendo deixá-lo despreocupado para lutar sozinho na guerra, em que ela poderia ir morar com a mãe dele, como seus filhos moravam, mas suas condições de saúde pioraram quando atingiram a República de San Marino. Ela e Garibaldi decidiram não aceitar o salvo-conduto oferecido pelo embaixador americano e continuaram a fuga, pois não teriam como lutar contra milhares de soldados e se fossem presos, morreriam na cadeia. Com febre e perseguida pelo exército austríaco, foi transportada às pressas à fazenda Guiccioli, próximo a Ravenna, onde morreu no parto junto com a criança, em 4 de agosto de 1849, para desespero de Garibaldi.

Caçado pelos austríacos, sem nem sequer poder acompanhar o sepultamento da esposa, Garibaldi saiu outra vez para o exílio e nos dez anos em que esteve fora da Itália, os restos mortais de Anita foram exumados por sete vezes. Por vontade do marido, seu corpo foi transferido a Nice. Em 1932, seu corpo foi finalmente sepultado no monumento construído em sua homenagem na Colina Janículo, em Roma, próximo do Vaticano.

Considerada, no Brasil e na Itália, um exemplo de dedicação e coragem, Anita foi homenageada pelos brasileiros com a designação de dois municípios, ambos no estado de Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis. Muitas cidades brasileiras possuem também ruas e avenidas com seu nome, como a avenida Anita Garibaldi, em Salvador, Bahia. Em abril de 2012 foi sancionada a Lei 12.615 que determinou que seu nome fosse inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.



Tive a emoção de conhecer o túmulo de Anita Garibaldi, em Roma. 
Escultor Rutelli 


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

 

ESTAMOS ENTRANDO EM AGOSTO,

O MÊS DO "CACHORRO LOUCO".

ISSO TEM FUNDAMENTO?


Mas, afinal, por que agosto é o mês do cachorro louco? Essa é mais uma daquelas “lendas urbanas” que muita gente ouviu quando era criança. Mas, na verdade, a origem dessa narrativa tem muito sentido e joga luz em um problema extremamente temido: a transmissão da raiva!

Por que agosto é o mês do cachorro louco?

Agosto é conhecido como o “mês do cachorro louco” por causa da alta incidência de raiva canina. A razão está ligada às condições climáticas do mês que, supostamente, fazem com que as cadelas entrem no cio ao mesmo tempo. Logo, os cães ficam “loucos” e brigam entre si para conquistar a atenção das fêmeas, consequentemente espalham o vírus.

A origem desta história é desconhecida e o criador mais ainda. Porém, muitos médicos veterinários afirmam que o clima característico de agosto pode, sim, influenciar no cio das cadelas. Em consequência desse cio sincronizado, os machos, de forma instintiva, disputam territórios e o “coração” das fêmeas.

O problema desse instinto natural de competição canina está na transmissão do vírus da raiva, que acontece principalmente através da mordida ou arranhadura.

Por causa disso, agosto ficou conhecido como o “mês da raiva” e é utilizado há muito tempo em campanhas para conscientizar a população sobre a doença que acomete tanto cães e gatos como nós humanos.

Carinho e zelo com os animais, sempre.


 




 




Faleceu no dia de ontem (02), aos 86 anos de idade, Euclides Fagundes Filho, o Bagre Fagundes, autor da melodia do Canto Alegretense e que fez parte do Grupo Os Fagundes. 

Bagre era natural de Uruguaiana e estava internado desde maio no Hospital Ernesto Dornelles. As encomendações acontecerão nesta segunda-feira (03), a partir das 10h, no Palácio Piratini. 

     


domingo, 2 de agosto de 2026

 


QUINQUILHARIAS DE RÁDIO

 

Domingo pela manhã é o dia em que nossos rádios gaudérios se alvorotam. Tem programa de todo o porte e para todos os gostos. Pensando nisso vamos apartar algumas quinquilharias que brotavam (e ainda brotam) nestes dominicais radiofônicos ao vivo e que foram reculutadas no livro Anedotário da Rua da Praia, de Renato Maciel de Sá Junior, e lançado pela editora Globo. 




1 - O extasiado locutor de uma emissora em cidade próxima a Porto Alegre anunciou: - Neste domingo de manhã será levado à pia batismal o precoce nenê Rogério, filho da voz que vos fala. 

2 - Seguimento de programação ouvido em Veranópolis: - Aqui Rádio Veranense transmitindo diretamente da Capital da Saúde. Convite para enterro: a família de...

3 - O speaker terminou a fala em programa noturno de rádio da capital, espichou lentamente os braços, deu espreguiçado bocejo e, sem se dar conta que ainda estava no ar, avisou ao operador: - Bom, vou dar uma mijadinha e volto já. 

4 - Albérico Duarte, faz-tudo na Rádio Cultura de Bagé, irradiava o jogo de futebol entre Guarani e Pelotas. Em ambos os times havia jogador chamado Miguel. Albérico narrou assim determinado lance da partida: - .... bola com Miguel do Guarani, vai levando, enfrenta agora seu anônimo do Pelotas. 

5 - O lateral do Bagé era Tico, negrão baixo e retaco. Deu pontapé sem bola e acabou expulso de campo. Mas resolveu engrossar e disse que não saía. Albérico, atento, descrevia tudo aos ouvintes: - O juiz continua querendo botar o Tico pra fora, mas este reluta, parece que não quer sair...

6 - Ênio Rodrigues, capitão do time do Grêmio, caiu lesionado. Junto com o massagista correu Sérgio Morais, repórter da Rádio Gaúcha. Segundos mais tarde informava: - estão atirando água na fisionomia dele... 

7 - O mesmo Sérgio foi destacado para cobrir um incêndio. Voz baixa e confidente, começou a irradiar: - Senhores ouvintes, transmitindo diretamente do bairro da Glória, onde neste momento está se realizando um princípio de incêndio.  

8 - Mário Pinto, locutor da Rádio Charrua de Uruguaiana, conseguiu patrocinador para transmitir os derradeiros momentos de importante personalidade local. Postado junto a porta do quarto do hospital, anunciava aos ouvintes que, na primeira oportunidade tentaria colher as últimas impressões do agonizante.      

9 - Mensagem transmitida pela Rádio Alegrete a fazendeiro do interior do município: - Atenção Sr. Francisco Alvarado, venha depressa à cidade. Seu pai está passando muito mal. Convém trazer luto. 

10 - Lia-se convite para enterro ao microfone de rádio da capital: - ...O corpo já encomendado sairá hoje às onze horas da capela do Hospital Santa Rita para o Cemitério São Miguel e Almas...
Institivamente o locutor conferiu o relógio e constatou já serem onze e vinte. Arrematou rápido: - ... aliás, já saiu, mas se o amigo ouvinte apertar o passo, acho que ainda pega o féretro na lomba do cemitério. 


sábado, 1 de agosto de 2026

 


MORREU ADÃO QUINTANA VIEIRA




Os festivais nativistas e a musicalidade gaúcha de um modo geral perderam no dia de ontem (31) o uruguaianense Adão Quintana Vieira, 70 anos, fundador com seu irmão João Quintana Vieira do Grupo Parceira, com centenas de participações em praticamente todos os eventos do gênero no Rio Grande do Sul com incontáveis premiações. 

Adão Quintana morreu em Porto Alegre e as cerimônias de despedidas acontecerão neste sábado, 1º de agosto, a partir das 16h, na Sala 1 do Complexo Ângelos Oeste, em Uruguaiana. O sepultamento acontecerá amanhã, domingo, as 10h, no Cemitério Municipal Nossa Senhora de Santana.  


 


REPONTANDO DATAS - 01 DE AGO


 Aureliano de Figueiredo Pinto, ao centro, de óculos,
nos seus tempos na Escola de Medicina

Na data de hoje, dia 1 de agosto, do ano de 1898 nascia aquele que, para mim, foi o maior poeta gauchesco, ou seja,  Aureliano de Figueiredo Pinto. 

Com seu vigoroso regionalismo, o nosso idioma, longe de empobrecer-se, adquiriu novas e cintilantes riquezas. Seus poemas, nascidos das vivências campeiras, com invernos, tropeadas, rondas, noites longas, chimarrão, e outros temas rudes e belos. São sempre, impregnados de comovente humanismo e iluminados pelo sol de sua fulgurante cultura. A divulgação de seus versos magistrais é, pois, exigência imperiosa de todos os que cultuam as letras pampeanas e que amam nossa Querência.

Nada, nos seus versos, do apenas fácil e pitoresco que caracteriza uma boa parte de poesia gauchesca. A poesia de Aureliano Figueiredo Pinto, profundamente ligada a terra, tem uma extraordinária densidade humana, assumindo sua temática, em muitos passos, o sentido de um canto geral que transcende o mero regionalismo. Poucos livros refletem com mais autenticidade o homem e a paisagem do Rio Grande do que estes "Romances de Estância e Querência".

Aureliano de Figueiredo Pinto nasceu em 1º de agosto de 1898, na fazenda São Domingos, município de Tupanciretã, filho de Domingos José Pinto e de Marfisa Figueiredo Pinto. Exerceu o ofício de médico, mas por essência foi poeta e escritor.

O processo de alfabetização inicia-se em 1904 quando recebeu aulas de sua mãe. Quatro anos depois no colégio Santa Maria em Santa Maria, seguiu seus estudos, de onde enviou a sua mãe seus primeiros poemas. Aureliano inicia ali seu martírio, sua ressurreição e sua glória. 

Aos 17 anos, nasceu uma grande amizade com Antero Marques. Antero seria, pela vida afora companheiro, crítico e confidente a dividir aulas, pensões, ruas, e uma infinidade de cartas. Iniciam as discussões políticas, literárias e filosóficas, que os levariam a participar da Revolução de 30. Passou a residir em Porto Alegre 3 anos mais tarde, onde prepara o vestibular para Direito, que trocaria mais tarde pela Medicina. Os poemas escritos em meio às anotações escolares antecediam sua estreia com poemas publicados no jornal Correio do Povo, com pseudônimo e nome próprio e nas revistas Kodak e A Máscara, um ano mais tarde.

Amigos passam a classificar seus poemas entre as correntes simbolista e parnasiana. Entre as anotações de aula, Aureliano escreve o poema Gaudério, que marcaria sua vinculação com o nativismo. Anos depois, Gaudério e Toada de Ronda seriam musicados por João Fischer. Segundo testemunhas de Antero Marques, Raul Bopp, entusiasmado com a produção do poeta diria que "Bilac assinaria estes versos" O poema Toada de Ronda é considerado o marco inicial da poesia nativista no Rio Grande do Sul.

Em 1924, parte para o Rio de Janeiro estudar Medicina, lá cursa o primeiro e o segundo ano e retorna a Porto Alegre. Lê Paja Brava, do Viejo Pancho, que marcará sua produção artística, e também livros de poetas regionalistas uruguaios e argentinos, que o influencia a escrever poemas em espanhol. Em 1926, volta aos estudos de Medicina no Rio de Janeiro, mas no mesmo ano retorna a Porto Alegre. Somente em 1931, conclui o curso de Medicina, e logo abre seu consultório em Santiago. Abre o coração aos campos e aos tipos humanos que o povoam.

A partir dali o trabalho de médico rouba-lhe o tempo de leitura e criação. Passa a fazer viagens ao interior do município, atendendo a chamados médicos e fica com os peões tomando mate e ouvindo causos.

Três anos mais tarde por falta de dinheiro dos clientes para compra de remédio, suas práticas médicas são interrompidas. Aureliano cria um código que é colocado nas receitas, para que fossem debitadas para alguns de seus amigos. Nessa época, seus poemas são datilografados por Túlio Piva, para quem produz textos para serem lidos na rádio local.

Em 1937, já com quase 40 anos, passa a dirigir o Posto de Higiene de Santiago. Anos mais tarde, seria o fundador do Hospital de Caridade. Casa com Zilah Lopes, em 29 de dezembro de 1938 com que tem 3 filhos. Em 1941, troca Santiago por Porto Alegre, assume a subchefia da Casa Civil do interventor Cordeiro de Farias. Fica poucos meses no cargo e retorna a Santiago.

Em 1956 inicia a reunir e selecionar seus poemas, espalhados entre amigos, para publicá-los em livros. Seu filho José Antônio vai à Editora Globo e ali espera até ter em mãos dez volumes de Romances de Estância e Querência – Marcas do Tempo o primeiro livro publicado de Aureliano de Figueiredo Pinto.

Aureliano vem a falecer em 22 de fevereiro de 1959 com câncer. Em 1963, é publicado "Ad Sodalibus" pela Livraria Sulina, seu segundo livro de poesias Romances de Estância e Querência – Armorial de Estância e Outros Poemas. Em 1974, é publicada pela Editora Movimento, a novela Memórias do Coronel Falcão. Em 1975, Noel Guarany recebe autorização dos familiares do poeta para musicar Bisneto de Farroupilha e Canto do Guri Campeiro.




sexta-feira, 31 de julho de 2026

 


REPONTANDO DATAS - 31 DE JULHO


Dia da Congada

A congada ou congado é uma manifestação cultural e religiosa afro-brasileira. Constitui-se em um bailado dramático com canto e música que recria a coroação de um rei do Congo.

Trata basicamente de três temas em seu enredo: a vida de São Benedito; o encontro da imagem de Nossa Senhora do Rosário (dois santos negros) e a representação da luta do cristão Carlos Magno contra as invasões mouras. 

Embora tenha surgido em Pernambuco, a congada é mais praticada em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em nosso estado a cidade de Osório é mais algumas localidades litorâneas ainda cultuam a congada.

 

Incorporação do Uruguai ao Brasil 

A Província Cisplatina, em 1820, estava devastada pela guerra entre caudilhos e desordens, e os campos despovoados de gado. A população estava disposta a aceitar uma solução salvadora e nessas condições se deu a incorporação ao Brasil.

Lécor reuniu um Congresso que sancionou a anexação da "Província" ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, por Tratado de 31 de julho de 1821. A província anexada é referida como "Província Cisplatina" pelos portugueses (prefixo cis, do mesmo lado — e raiz platina, Rio da Prata): do mesmo lado do Rio da Prata que o Brasil. Tal anexação teve o apoio inicial de próceres da nova província, que, posteriormente, contudo, procurariam a independência da região.




quinta-feira, 30 de julho de 2026

 


74° CONGRESSO TRADICIONALISTA GAÚCHO

 



PROGRAMAÇÃO 

31 DE JULHO (SEXTA-FEIRA)

14h – Credenciamento.

17h – Chegada da Chama Crioula: percurso pela Travessa Missioneira, passando pelo Arco dos Povoados Jesuítico-Guaranis, com chegada à fonte em frente à Catedral Angelopolitana, na Praça Pinheiro Machado, onde ocorrerá a recepção pelo prefeito municipal.

17h30min – Desfile do Grupo de Cavalgadas das 30 Regiões Tradicionalistas, cada uma com sua bandeira, com destino ao CTG 20 de Setembro.

18h – Ato solene de entrada das 30 Coordenadorias das Regiões Tradicionalistas, empunhando suas bandeiras, na sede do 74º Congresso Tradicionalista, no CTG 20 de Setembro.

18h30min – Sessão preparatória.

19h – 1ª Sessão Plenária: apresentação e análise das proposições nº 1, 9 e 10.

20h – Momento cultural com Patrício Maicá, filho de Cenair Maicá.

21h – Jantar e momento nativista com Eva Sofia, Lourenço Copetti e Joaquin Trintináglia.

 

1º DE AGOSTO (SÁBADO)

7h30min – Credenciamento.

8h – Café de Cambona e sua história.

8h30min – Bênção ao Congresso Tradicionalista, proferida pelo padre da Catedral Angelopolitana.

9h – Sessão solene de abertura.

10h – 2ª Sessão Plenária: apresentação e análise das proposições nº 4, 5 e 6, além da apresentação das propostas para sediar o 75º Congresso Tradicionalista.

11h – 3ª Sessão Plenária: Entrega da placa de Conselheiro Honorário do MTG ao Sr. Eduardo Loureiro, prestação de contas e apresentação do relatório anual, seguida da cerimônia de entrega de plaquinhas à Gestão Estadual de Prendas e Peões 2026/2027.

12h – Almoço.

13h30min – Momento cultural na Praça da Catedral e visitação ao Museu Regional das Missões.

15h – 4ª Sessão Plenária: apresentação e análise das proposições nº 11, 2 e 7, além da escolha da cidade-sede do 75º Congresso Tradicionalista.

18h – Sessão de encerramento.

18h30min – Café colonial.

19h – Momento cultural com trovadores.

19h30min – Momento nativista: show musical com Cambará.

 

2 DE AGOSTO (DOMINGO)

9h – Passeio turístico: saída do CTG 20 de Setembro para visitação às Ruínas de São Miguel Arcanjo.




quarta-feira, 29 de julho de 2026

 

REPONTANDO DATAS - 29 DE JULHO

Nasce Joaquim Francisco de Assis Brasil 


Assis Brasil (a direita da foto) no momento da assinatura
do Tratado de Pedras Altas que pôs fim a Revolução de 1923

Joaquim Francisco de Assis Brasil foi o mais importante teórico de sistemas eleitorais do Brasil entre o final do século 19 e o início do século 20. 

Nascido em São Gabriel, em 29 de julho de 1857, fez parte da primeira geração de republicanos gaúchos na chamada "Geração de 1870". Desiludido com os rumos da república no Rio Grande do Sul, passou a dedicar-se à diplomacia e aos estudos sobre os sistemas eleitorais. Ainda encabeçaria a Revolução de 1923, como líder Maragato quando a oposição gaúcha se revoltou contra o quinto mandato consecutivo do Chumango Antonio Augusto Borges de Medeiros. Com o Estado pacificado, em 1930, apoiou Getúlio Vargas na revolução vitoriosa.

Fruto do trabalho de uma comissão composta, ainda, pelo ministro da justiça Maurício Cardoso, o Código Eleitoral de 1932 foi a última grande contribuição de Assis Brasil à política nacional. Por meio do Decreto nº 21.076, de fevereiro de 1932, surgia o primeiro Código Eleitoral brasileiro. Entre as suas novidades, a criação da Justiça Eleitoral, a instituição do voto feminino, o voto secreto e o sistema de eleição proporcional para os cargos de vereadores e deputados, estaduais e federais.

Tendo sido eleito em 1933 para a Câmara Federal, Assis Brasil representou o país em nova missão diplomática, desta vez na Inglaterra. Retribuía, na ocasião, a visita feita pelo Príncipe de Gales ao país, ocorrida poucos meses antes. Ao retornar ao Brasil, abandonou os cargos públicos e retornou à vida do campo em Pedras Altas. Foi lá que, na véspera de Natal do ano de 1938, faleceu, aos 80 anos.


Castelo que pertenceu a Assis Brasil, em Pedras Altas





terça-feira, 28 de julho de 2026

 


QUE RICO SONETO




segunda-feira, 27 de julho de 2026

 


CARIDADE VIROU CRIME



Tem um ditado muito conhecido que diz assim: Quer conhecer alguém, dê poder a esta pessoa.

Isto ocorre em qualquer setor aonde encontrarmos viventes ressentidos. A farda, por exemplo, por mais simples que seja, reveste algumas pessoas de uma autoridade insuportável. 

Na minha mocidade eu tinha um amigo lá em São Chico de Paula que era um doce de criatura. Buenacho umas quantas vezes. Ele sumiu por uns tempos e voltou como soldado da brigada. Benza deus. O rapaz se transformou. Nariz empinado, parecia o dono do mundo. Nem cumprimentava mais os antigos parceiros de farra. 

Em contraponto temos comandantes, chefes, gerentes, que possuem altos cargos mas são seres humanos humildes, educados, de fino trato. Não são todos os que precisam descontar suas mazelas da vida através da posição que ocupam no meio social.  

Toco neste assunto justo numa segunda-feira que sempre gosto de postar alguma mensagem de alento aos leitores para o resto da semana. Mas o que aconteceu ontem a noite aqui em Porto Alegre foi entristecedor. 

A Guarda Municipal da Prefeitura de Porto Alegre achou de proibir que os Cozinheiros do Bem distribuíssem suas marmitas aos moradores de rua. Coisa que fazem todos os domingos, há onze anos, ali embaixo do viaduto da Conceição. A confusão foi grande com mais de trinta integrantes da guarda armados até os dentes tendo a frente uma pessoa prepotente e totalmente despreparada (não é o que aparece na foto acima). 

Gostaria que eles tivessem a mesmo "zelo" com a vagabundagem nas praças, com os que roubam fios e queimam para extrair o cobre e trocar por droga a poucos metros dali, com os pichadores, com quem (a luz do dia) roubou as placas de quase 200kg do Monumento a Bento Gonçalves....

Não fosse a intervenção de um superior o arrogante Guarda Municipal de Porto Alegre teria levado preso os próprios cozinheiros que estavam ali prestando um serviço beneficente e voluntário.


                 


domingo, 26 de julho de 2026

 


REPONTANDO DATAS - 26 DE JULHO


João Pessoa

No dia 26 de julho de 1930, o político paraibano João Pessoa é assassinado. João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque foi um advogado, militar e político nascido em Umbuzeiro (PB) em 24 de janeiro de 1878. Ele atuou como presidente da Paraíba e candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas nas eleições presidenciais do Brasil em março de 1930.

A vitória do governista Júlio Prestes que manteria a política do “café-com-leite” aonde São Paulo e Minas Gerais se alternavam no poder da nação causou a união da oposição, que culminou na Revolução de 1930. João Pessoa, assassinado num dia 26 de julho deste mesmo ano tornou-se mártir do movimento que deu início a Revolução de Trinta colocando Getúlio Vargas no poder.



 


TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA CRIOULA

ATENÇÃO - FALTAM 5 DIAS

As inscrições encerram-se em 31 de julho




Inscreva seu poema pelo e-mail:

tertulia@fraternidadegaucha.com.br 

Regulamento e Fichas de Inscrições estão site:

www.fraternidadegaucha.com.br



 


ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA



Aconteceu na tarde de ontem (25), no Plenário Ana Terra  da Câmara de Vereadores de Porto Alegre o 68º Rodeio de Poetas da Estância da Poesia Crioula, a Academia Chucra do Rio Grande, entidade que congrega os vates de temática regionalista do Estado.

Nesta edição foi comemorado o Centenário de Nascimento do poeta Dimas Costa, um dos fundadores da EPC, foram concedidas a Medalha Vargas Neto a poetisa Jurema Chaves e ao poeta Maxsoel Bastos de Freitas, além de diversas apresentações musicais e poéticas. Tudo sobre a egrégora do Patrono Espiritual do evento o saudoso poeta Paulo Zeni Araújo.

Hoje a programação continua com a Romaria da Saudade, diante da Sesmaria do Infinito, local no Parque da Harmonia aonde os Estancianos reverenciam os poetas mortos. Logo após, no mesmo local (Harmonia), um suculento almoço no galpão da Rede Pampa aonde acontecerá a diplomação dos novos associados, posse da nova diretoria para o biênio 2026-2027, seguido de muita cantoria e recitações de poemas.