RETRATO DA SEMANA


O prazo para inscrições vai até 31 de julho. Santa Maria será palco da 1ª edição no interior do RS, com a grande noite de apresentações no dia 31 de outubro. Confira o regulamento e inscreva sua poesia www.fraternidadegaucha.com.br

domingo, 26 de abril de 2026

 


Antologia da Academia Serrana de Letras
Ilustração de capa: Léo Ribeiro

Outro compromisso que muito me honrou neste fim de semana em nossa querência de São "Chico", foi o lançamento da segunda antologia da Academia Serrana de Letras, entidade que tive o prazer de ser o primeiro presidente.

Muitos tem em mente que academia literária virou moda mas, na verdade, desde que não se convertam em grupos fechados, é uma forma de congraçamento cultural bem como de oportunizar a escritores que  encontram dificuldades para editar um livro verem seus trabalhos publicados

Além disso, espalhar poemas, contos, textos e mensagens bonitas, em academias ou fora delas, torna este mundo louco um pouco melhor.  





sábado, 25 de abril de 2026

 

UM DESTINO BEM PLANEJADO


Eduarda, Léo Ribeiro e Alice, no gabinete que por muitas décadas 
foi palco de grandes decisões administrativas de São "Chico"

Ontem (24) subimos a serra para uma entrevista com integrantes do grupo Movimento que participa ativamente do projeto de revitalização da antiga prefeitura municipal de São Francisco de Paula bem como, junto da comunidade serrana, faz um estudo minucioso dos destinos culturais a serem dados a este prédio histórico.  

Foi um diálogo produtivo aonde pude expressar minhas vivências de filho desta cidade e opinar sobre o que eu sonho para este patrimônio arquitetônico tão representativo.

Muito obrigado pelo convite.    


 


REPONTANDO DATAS / 25 DE ABRIL 

(morre Borges de Medeiros)



Borges de Medeiros (sentado a esquerda) com correligionários


No dia 25 de abril de 1961 morria em Porto Alegre Antônio Augusto Borges de Medeiros a pessoa que mais tempo governou o Rio Grande do Sul (25 anos) ao suceder seu padrinho político Júlio de Castilhos. 

Borges de Medeiros nasceu no dia 19 de novembro, do ano de 1863, nos Cerros de Caçapava Foi apelidado de Antônio Chimango pelo seu inimigo político, médico e poeta cachoeirense Ramiro Fortes de Barcellos. Tal apelido deu título ao seu livro assinado por Amaro Juvenal (pseudônimo), editado em 1915 que ironizava Borges de Medeiros. 

Advogado, iniciou seus estudos universitários na Faculdade de Direito de São Paulo em 1881, tomando contato com as ideias positivistas de Augusto Conte e fazendo parte ativa no Clube Republicano Acadêmico. Em 1885, bacharelou-se na Faculdade de Direito de Recife, para onde havia se transferido no ano anterior.

Em seguida, voltou ao seu estado natal para exercer a advocacia em Cachoeira do Sul. Ali, continuou sua militância política e logo tornou-se o chefe local do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), agremiação liderada por Júlio de Castilhos. Com a Proclamação da República, em 1889, foi imediatamente nomeado delegado de polícia da cidade e, no ano seguinte, integrou a bancada gaúcha na Assembleia Nacional Constituinte de 1890/1891.

Com a eclosão, no Rio Grande do Sul, da Revolução Federalista em 1893, que pretendia afastar Floriano Peixoto da presidência da República, Borges combateu ao lado das forças legalistas, o que lhe valeu a patente de tenente-coronel do Exército, concedida por Floriano.

Em 1898, foi indicado por Júlio de Castilhos para sucedê-lo na chefia do governo estadual, cargo para o qual seria reeleito em 1902 ainda por indicação de Castilhos. Somente após a morte desse último, em 1903, Borges assumiu de forma definitiva a liderança do partido, que conservaria de forma absoluta por mais de duas décadas.

Em 1924, Borges enviou efetivos da Brigada Militar gaúcha para combater o levante tenentista deflagrado, naquele ano, na capital paulista contra Bernardes. Logo, porém, foi obrigado a enfrentar rebeliões semelhantes em seu próprio Estado quando guarnições do Exército localizadas em cidades do interior se sublevaram sob o comando do capitão Luís Carlos Prestes.

Cumprindo o acordo de Pedras Altas, Borges afastou-se do governo gaúcho em 1928. Comandou, entretanto, o processo de sua sucessão, indicando o nome de Getúlio Vargas para substituí-lo. 

Em 1945, foi aclamado como presidente de honra da seção gaúcha da União Democrática Nacional (UDN), mas não retomou a atividade política.


sexta-feira, 24 de abril de 2026

 

HOJE É DIA DO CHURRASCO, DO CHIMARRÃO 

E DO 35 CTG.


35 CTG - Foto: Léo Ribeiro


CANTIGA AO “35” CTG - Léo Ribeiro

- Por ocasião de seu aniversário de fundação (24 de abril) 

 

Monumento de madeira

erguido ali na Ipiranga

de frente pr'aquela sanga

que corta avenida inteira.

És entidade altaneira

que vem cruzando estações

gerações pós gerações

mantendo nossos costumes,

servindo de trilha e lume

pros Centros de Tradições.

 

Esta sina madrinheira

vem lá dos tempos antigos

quando um grupo de amigos

se reuniu por vez primeira

trazendo a origem campeira

pras rodas de chimarrão.

Sem ter guarida ou galpão

a Farsul lhes deu um teto

e Antônio da Silva Neto

foi seu primeiro Patrão.

 

Desde então o que se vê

é o esteio da cultura

na sua forma mais pura

transformada em CTG.

Ali s'entende o porque

que a gente, longe do pago,

entre um amargo e um trago

não sente tanta saudade.

É o campo na cidade,

é o abrigo do índio vago.

 

Quantos e quantos farranchos

naquelas quartas gaudérias!?

Rádios fazendo matérias

ali, ao vivo, no rancho...

Um trovador dava o "gancho"

outro já vinha rimando...

Uns artistas versejando,

outros dizendo poesias...

Coisa para as Três Marias

ficar lá em cima, bailando.

 

É o C.T.G. Trinta e Cinco

dos cantores, dos poetas,

dos fundadores (profetas),

dos que labutam com afinco.

Do santa-fé e do zinco

protegendo um relicário.

O Pioneiro entre vários

deste Rio Grande aragano

há de cruzar muitos anos 

festejando aniversário.




quinta-feira, 23 de abril de 2026

 


VEM AÍ A

11ª TERTÚLIA MAÇÔNICA 

DA POESIA CRIOULA

AGORA EM SANTA MARIA 



Dentro de um processo de interiorização, após 10 edições na capital de todos os gaúchos, a Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula, festival poético promovido pelo Grande Oriente do Rio Grande do Sul e organizado pelo Piquete Fraternidade Gaúcha, frouxa as rédeas do versejar gauchesco para o interior do Estado, mais precisamente para Santa Maria da Boca do Monte, a Cidade Coração do Rio Grande. 

O evento acontecerá no dia 31 de outubro de 2026 ás 19h, no Teatro João Miguel de Souza, rua Professor Braga 55, na CESMA – Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria.  

A entrada é solidária (1kg de alimento não perecível).

Regulamento: www.fraternidadegaucha.com.br

Inscrições: tertulia@fraternidadegaucha.com.br 


REGULAMENTO 

 DOS OBJETIVOS

A Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula, realizada pelo Grande Oriente do Rio Grande do Sul e organizada pelo Piquete Fraternidade Gaúcha é um festival que tem por objetivo integrar através da arte poética os membros da Ordem Maçônica com os demais vates, recitadores, músicos, enfim, cultores da seara regionalista de nosso Estado. A proposta do evento é preservar e divulgar o folclore e os costumes nativos do Rio Grande do Sul.

Por sua importância no cenário cultural Rio-grandense, sendo o único festival poético/musical de viés gauchesco da capital, tal sarau telúrico foi incluído no Calendário de Eventos da Cidade de Porto Alegre.  

DA PARTICIPAÇÃO

Art. 1º - A 11ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula será dividida em duas linhas específicas.

a) Linha Maçônica. Os poetas participantes desta categoria deverão ser Maçons Ativos, vinculados a uma Potência Regular e Reconhecida. Esta regularidade não se aplica ao trabalho de palco, ou seja, aos declamadores e amadrinhadores maçons.

b) Linha Não Maçônica. Esta categoria é livre não existindo a obrigatoriedade do item A deste artigo.

Art. 2º - As Linhas citadas no Art. 1º não concorrerão entre si.

Art. 3º - Os poemas concorrentes deverão ser inéditos (não editados ou gravados em livros e CDs).  

DA TEMÁTICA

Art. 4º - A temática para as duas linhas deverá versar sobre os costumes, a cultura, a história, o regionalismo, as tradições de nosso Estado.

Parágrafo Único: Para a Linha Maçônica os poemas poderão ser acrescidos de focos inerentes a Maçonaria.

Art. 5º - Haverá um prêmio para o MELHOR TEMA MAÇÔNICO.

Art. 6º - O prêmio ao Melhor Tema Maçônico está aberto para as duas Linhas pois interessa a Maçonaria a visão do mundo sobre a Instituição.  

DA INSCRIÇÃO

Art. 7º - As inscrições acontecerão exclusivamente pelo e-mail  tertulia@fraternidadegaucha.com.br devendo acompanhar a poesia e a respectiva ficha de inscrição impressa no final deste regulamento. 

Art. 8º - Cada autor poderá inscrever o máximo de 03 (três) poemas.

Parágrafo único -  Caso as inscrições por autor ultrapasse o número estipulado no artigo anterior, a Comissão vai considerar como válidos os três primeiros poemas inscritos.  

DOS PRAZOS

Art. 9º -  O prazo limite para o envio das poesias será o dia 31 de julho de 2026.  

DA CLASSIFICÇÃO

Art. 10º - Serão classificados 10 poemas sendo cinco de cada linha (maçônica e não maçônica).  

DA AJUDA DE CUSTO E PREMIAÇÕES

Art. 11º - Cada poema classificado receberá, a título de ajuda de custo, ao final de sua apresentação, o valor de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais). 

Art. 12º - Receberão troféus alusivos para cada Linha do Festival:

Melhor trabalho de palco

Melhor Poesia

Melhor Declamador

Melhor Amadrinhador 

Parágrafo Único: O MELHOR TEMA MAÇÔNICO e a MELHOR INDUMENTÁRIA também farão jus a um troféu.  

DA APRESENTAÇÃO

Art. 13º - Os dez poemas classificados deverão subir ao palco no local, data e hora aprazados.

Parágrafo único - As apresentações ocorrerão no dia 31 de outubro  de 2026, às 19h, na CESMA - Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria - Teatro João Miguel de Souza – Rua Professor Braga 55, Santa Maria-RS.

Art. 14º - Cada declamador poderá defender no máximo um poema. O amadrinhador poderá subir ao palco duas vezes.

Art. 15º - O declamador e o amadrinhador da Linha Maçônica deverão pertencer a Ordem Maçônica não sendo necessário, no entanto, estarem em situação Ativa em suas Oficinas.  

DA FILMAGEM E PUBLICAÇÕES DE IMAGENS 

Art. 16º - Na data do evento, além dos meios de comunicação do Grande Oriente do Rio Grande do Sul (GORGS), somente poderão realizar transmissões, filmagens, fotos e outros, os veículos de comunicação previamente autorizados; 

Art. 17º - Fica proibida a publicação de filmagens, imagens e outros em canais de comunicação próprios ou de terceiros sem a previa autorização do GORGS; 

Parágrafo único: A prévia solicitação de autorização deverá ser realizada via e-mail diretamente ao departamento de comunicação do GORGS, e este poderá autorizar, ou não em um prazo de 30 (trinta) dias. 

Art. 18 – Os artistas participantes da tertúlia, possuem autorização expressa do GORGS, para realizarem a publicação de suas poesias e declamações, desde que mantenha as propriedades da filmagem, sem realização de montagens descaracterizando o vídeo, ou ocultando a imagem do produtor do evento; 

Parágrafo Único: Nas filmagens, e imagens utilizadas deverá constar e, citar na descrição do vídeo que a tertúlia é produzida e, organizada pelo GORGS através de seu braço cultural Piquete Fraternidade Gaúcha.  

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 19º - Todo concorrente com poema selecionado na 11ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula estará automaticamente cedendo aos promotores os direitos de comercialização dos trabalhos inscritos e autorizando a gravação em CD e/ou DVD.

Parágrafo único: Todos os participantes que subirem ao palco estarão automaticamente cedendo seus direitos de imagem ao evento.  

Art. 20° - Quaisquer dúvidas a respeito do evento ou deste Regulamento poderão ser sanadas pelo fone (51) 991245851 com Léo Ribeiro de Souza, Diretor Cultural do Piquete Fraternidade Gaúcha e Coordenador Geral da TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA CRIOULA.


FICHA DE INSCRIÇÃO

 

LINHA MAÇÔNICA

 

AUTOR

 

NOME DA POESIA

 

Endereço

 

e-mail

 

telefone

 

Loja e Potência

 

Declamador

 

Loja do Declamador

 

Amadrinhador

 

Loja do Amadrinhador

 

 

 

RESPONSÁVEL

PELA INSCRIÇÃO

 

  

 

FICHA DE INSCRIÇÃO

 

LINHA NÃO MAÇÔNICA

 

AUTOR

 

NOME DA POESIA

 

Endereço

 

e-mail

 

telefone

 

Declamador

 

Amadrinhador

 

RESPONSÁVEL

PELA INSCRIÇÃO

 




 

A FORQUILHA DE PESSEGUEIRO 

ENCONTRA ÁGUA?



No meu tempo de criança era comum as pessoas naqueles povoados interioranos procurarem agua para cavar poço através das "milagrosas" forquilhas de pessegueiro. Os viventes iam caminhando e aonde a ponta da forquilha vergasse, podia cavar que era água na certa. 

Esse processo antigo chama-se radiestesia ou dowsing, ou seja, o uso de uma vara em forma de Y ou hastes metálicas para “detectar” água subterrânea, minerais ou até energia. Como disse, era uma prática muito comum em áreas rurais, especialmente antes da popularização de métodos geológicos e tecnológicos. Ainda hoje alguns agricultores e comunidades mantêm a prática como tradição.

O que a ciência diz

- Estudos controlados e testes feitos por universidades e pelo U.S. Geological Survey mostram que dowsing não encontra água melhor do que o acaso. O movimento da vara vem de micro contrações musculares inconscientes (efeito ideomotor), não de uma força externa.

Contudo, ainda é uma tradição cultural muito usada e transmitida entre gerações em áreas rurais. Por não exigir equipamentos caros quando funciona (muitas vezes por sorte) reforça a crença. 

A conclusão de estudos a respeito diz que, se a intenção é garantir água em uma propriedade rural, confiar apenas na radiestesia é arriscado. O mais seguro é recorrer a estudos hidrogeológicos, perfurações de teste e análises técnicas. A radiestesia pode ter valor cultural ou simbólico, mas não deve ser usada como método confiável para localizar água ou minerais.