segunda-feira, 20 de abril de 2026
VENCEDORES DO 37º ENTREVERO DE PEÕES
Reforçando o título de
capital gaúcha dos eventos tradicionalistas, Santa Maria sediou pelo segundo
ano consecutivo o Entrevero Cultural de Peões do Rio Grande do Sul. A 37ª
edição ocorreu entre 16 e 18 de abril. Os vencedores foram anunciados na
madrugada deste domingo (19), e o 1º Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul é
Lucas Gabriel Pedroso Tatsch, do CTG Os Gaudérios, representando a 5ª Região
Tradicionalista (RT).
Já o título de 1º Guri
Farroupilha ficou com Mikael de Lima Lopes, do Centro Nativista Boitatá, da 3ª
RT. E o 1º lugar da competição Piá Farroupilha foi conquistado por Matheus
Henrique Mohr, do CTG Estância do Montenegro, da 15ª RT.
O evento, que ocorreu com
apoio da Prefeitura, por meio das secretarias de Turismo, de Cultura e de
Comunicação, teve atividades no Centro Desportivo Municipal (CDM) e no Centro
de Eventos Sentinela. Cerca de 5 mil pessoas circularam entre os locais e
prestigiaram o Entrevero. Ao todo, 52 concorrentes participaram da disputa
pelos títulos estaduais, sendo 18 na categoria Piá e 17 nas categorias Guri e
Peão.
“Santa Maria tem muitos
eventos tradicionalistas. O FestMirim, o Juvenart, o Enart, o Rodeio do
Conesul… E esses foram os que me vieram rápido à cabeça, porque tem mais. E é
uma alegria sediar o 37º Entrevero Cultural de Peões, e ver o tradicionalismo
sendo homenageado, lembrado e estudado por estes jovens de todas as idades e
partes do Rio Grande do Sul”, destacou o prefeito Rodrigo Decimo, acompanhado
na vice-prefeita Lúcia Madruga durante o evento.
O concurso cultural é
promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e ocorre anualmente no
mês de abril. Durante os três dias, os participantes realizaram prova escrita
(com questões sobre história, geografia e tradicionalismo do Rio Grande do
Sul); pesquisa (a partir de tema estabelecido pelo MTG); prova artística
(danças, declamação, canto e/ou instrumentos), prova oral (com tema sorteado) e
prova campeira (provas de galpão e a cavalo).
Como o concurso ocorre na
cidade do detentor do título de 1º Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul, o 38º
Entrevero Cultural de Peões será em Cachoeira do Sul, na 5ª RT.
RESULTADOS
PEÃO
1º Lucas Gabriel Pedroso
Tatsch – CTG Os Gaudérios – 5ª RT
2º Felipe Viola de
Menezes – CTG Querência da Serra – 9ª RT
3º Marcos Paulo Bonatti –
CTG Lenço Preto – 19ª RT
GURI
1º Mikael de Lima Lopes –
Centro Nativista Boitatá – 3ª RT
2º João Vithor Wegner
Aires Vila Real – CTG Bento Gonçalves – 13ª RT
3º Arthur Milglioransa
Perin – CTG Doze Braças – 29ª RT
PIÁ
1º Matheus Henrique Mohr
– CTG Estância do Montenegro – 15ª RT
2º Pedro Afonso Roncato –
CTG Querência do Prata – 11ª RT
3º Matheus Thomas
Schneider – CTG Recanto Verde – 20º RT
Texto: Joyce Noronha
(Mtb: 16.033)
Secretaria de Comunicação
Prefeitura de Santa Maria
domingo, 19 de abril de 2026
19 DE ABRIL
DIA "DO" INDIO OU DIA "DE" INDIO

Foto: Léo RS Como diz a letra da bela canção interpretada por Gilberto Gil, "todo dia era dia de índio, mas hoje eles só tem o dia 19 de abril".
Realmente, quem primeiro chegou em nossas terras, quem andejava livre, irmãos do vento, filhos das matas, foram eles. Os índios.
Restou a vergonha de ver mulheres índias, ainda novas, com um monte de filhos, disciplinados, pois passam o dia sentados no mesmo local, sem chorar, sem pedir brinquedos, a clamar, com seu olhar, por uma moeda.
Muitas são as classificações dos povos indígenas que viviam entre o oceano Atlântico e a margem esquerda do rio Uruguai. Apesar da importância de cada uma delas três grandes grupos se destacaram: guaranis, pampeanos e gês.
Antes e mesmo depois da chegada dos europeus, esses grupos indígenas empreenderam movimentos migratórios característicos de seu modo de vida nômade ou semi-sedentário. Migraram também forçados pela presença dos colonizadores e seus descendentes que ocupavam suas terras ou os aprisionavam para escravizá-los.
Os guaranis ocupavam as margens da Laguna dos Patos, o litoral norte do atual Rio Grande do Sul, as bacias dos rios Jacuí e Ibicuí, incluindo a região dos Sete Povos das Missões. Dominaram também a parte central e setentrional entre os rios Uruguai e Paraná, bem como a parte sul da margem direita do rio da Prata e o curso inferior do rio Paraná.
Havia entre os guaranis três subgrupos principais: os tapes (indígenas missioneiros dos Sete Povos), que ocupavam as margens dos rios a oeste do atual território do Rio grande do Sul e o centro da bacia do rio Jacuí; os arachanes ou patos, que viviam às margens do rio Guaíba e na parte ocidental da laguna dos patos; os carijós, que habitavam o litoral, desde o atual município de São José do Norte até Cananéia, ao sul de São Paulo.
Apesar da variedade de dialetos, o tupi-guarani era o tronco lingüístico comum a esses grupos indígenas.
Os pampeanos constituíram um conjunto de tribos que ocupavam o sul e o sudoeste do atual Rio Grande do Sul, a totalidade dos território da República Oriental do Uruguai, os cursos inferiores dos rios Uruguai, Paraná e da Prata. Os subgrupos e tribos mais conhecidos entre eles foram os charruas, guenoas, minuanos, chanás, iarós e mbohanes. Todos falavam a língua guíchua, com poucas variações dialetais.
Os gês possivelmente eram os mais antigos habitantes da banda oriental do Rio Uruguai. É provável que essas tribos começaram a se instalar no atual Rio Grande do Sul por volta do século II a.C. Ocupavam o planalto rio-grandense de leste a oeste e abrangiam vários subgrupos: coroados, ibijaras, gualachos, botocudos, bugres, caaguás, pinarés e guaianás. Estes últimos, no início do primeiro milênio d.c., foram expulsos pelos guaranis da região posteriormente denominada Sete Povos das Missões.
Os gês do atual Rio Grande do Sul foram dizimados pelos bandeirantes, guaranis missioneiros, colonizadores portugueses, brasileiros e ítalo-germânicos. Os grupos que vivem atualmente nas reservas de Nonoai, Iraí, Tenente Portela migraram de São Paulo e Paraná, no século passado, durante a expansão da lavoura cafeeira.
São conhecidos desde 1882 por kaingangs ("kaa" = mato; "ingang" = morador), conforme foram denominados genericamente por Telêmaco Borba (o mais importante estudioso e defensor dos indígneas no século passado).
Apesar das perseguições sofridas no período que habitaram o território gaúcho, os índios cultivaram hábitos que acabaram se perpetuando no cotidiano do povo do Rio Grande do Sul como o chimarrão e o fogo de chão. Além disso, o aipim, a farinha de mandioca, a abóbora, a batata-doce, são ingredientes da culinária indígena que acabaram fazendo parte da alimentação gaúcha, além é claro da língua guarani incorporada ao dialeto do povo do sul.
Andem até o município de Rolante, de Maquiné, pelos beirais das estradas que levam ao sul do Estado, aqui mesmo na volta da capital, no Morro do Osso, e façam alguma coisa pelo que sobrou de uma raça.
sábado, 18 de abril de 2026
REVITALIZAÇÃO DO TÚMULO DE BENTO
Esta semana fizemos uma matéria sobre a revitalização do mausoléu do general farrapo Bento Gonçalves da Silva na cidade de Rio Grande. Pois parece que, após tantos anos de luta, a coisa está andando apesar dos entraves.
Foto e fonte: Laura Cosme / Grupo RBS
Familiares de Bento
Gonçalves cobram revitalização de túmulo e ameaçam retirar restos mortais de
Rio Grande
Pedido se arrasta desde
2016; prefeitura diz que vai reeditar comissão para tratar do tema
Monumento na Praça
Tamandaré apresenta danos e pichações; descendentes e entidades pedem restauro
e valorização do espaço histórico.
Laura Cosme / Grupo RBS
Familiares do líder
farroupilha Bento Gonçalves cobram a revitalização do monumento‑túmulo
localizado na Praça Tamandaré, em Rio Grande, e alertam que podem solicitar a retirada
dos restos mortais caso não haja avanços por parte do poder público. A
mobilização reúne descendentes do general, entidades tradicionalistas e
representantes do Museu do Combate de 16 de julho de 1840, de São José do
Norte.
— A família está muito desgostosa
com a prefeitura de Rio Grande pelo descaso quase agressivo com que o
túmulo‑monumento tem sido cuidado. Já comunicamos esse descaso e fizemos uma
lista de pedidos há mais de 10 anos, mas nada foi feito — afirma Raul Justino
Ribeiro Moreira, tataraneto de Bento Gonçalves e presidente da associação de
familiares do líder farroupilha.
Os restos mortais de
Bento Gonçalves foram transferidos para Rio Grande após sua morte, em 1847,
como forma de homenageá‑lo em um dos principais cenários da Revolução
Farroupilha. Durante o conflito, o município teve papel estratégico ao abrigar
o governo imperial, tornando‑se ponto central da disputa entre legalistas e
farroupilhas.
À época, a transferência
foi autorizada por Joaquim Gonçalves da Silva, filho do general. Inicialmente
sepultado em Pedras Brancas — atual município do Cristal — Bento Gonçalves
passou a descansar em Rio Grande como símbolo do período histórico vivido pela
cidade.
Apesar da importância histórica,
o estado de conservação do monumento tem sido alvo de críticas recorrentes.
Atualmente, o túmulo‑monumento apresenta danos nos letreiros de cobre, além de
pichações, o que, segundo os familiares, compromete o valor histórico e
turístico do espaço.
— Temos cidades que teriam honra em abrigar o líder farroupilha, o que não parece mais ser o caso de Rio Grande — afirma Raul Justino Ribeiro Moreira.
Uma alegoria com ramos de
palmas e louros representa, respectivamente, a vitória e a imortalidade dos
ideais defendidos pelos revolucionários.
O monumento-túmulo em
homenagem a Bento Gonçalves da Silva foi inaugurado oficialmente em 20 de
setembro de 1909, data que marcara o início da Revolução Farroupilha, em 1835.
A mobilização conta com
apoio do Museu do Combate de 16 de julho de 1840. Segundo o fundador da
instituição, Fernando Costamilan, o diálogo com a família começou em 2016,
quando passou a atuar como articulador das ações de preservação do monumento.
— Naquele ano,
solicitamos a recriação da comissão do túmulo para viabilizar a revitalização
em conjunto com o poder público. A comissão chegou a ser criada por decreto,
mas houve apenas uma reunião e o processo não teve continuidade — relata.
Além do restauro estrutural,
o grupo defende ações de valorização histórica e turística. Entre as propostas
estão a instalação de uma pira votiva com chama permanente, melhorias na
sinalização, projetos de educação patrimonial e criação do projeto “Guardião de
Bento Gonçalves”, que envolveria escolas, entidades tradicionalistas e
instituições culturais.
— Não é pedir demais. É
um trabalho que está acima de partidos políticos, buscando desenvolvimento por
meio da cultura e do turismo — destaca Costamilan.
Outra sugestão apresentada
pelo grupo é a reorganização do espaço urbano, com a criação do Largo General
Bento Gonçalves, separando a área do restante da praça.
— Não pode ficar dentro
de uma praça com outro nome. O ideal é criar um espaço próprio, como forma de
dar o devido reconhecimento ao líder farroupilha — afirma Raul Justino.
O que diz a prefeitura
A secretária de Cultura
de Rio Grande, Rita Rache, afirmou que a demanda vem sendo acompanhada pela
pasta desde o ano passado e que há articulações em andamento.
— Nós nos reunimos com o
Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul para pensar não só esse,
mas os monumentos de forma geral, que há décadas enfrentam problemas de
conservação e segurança. Retomamos esse diálogo e acertamos uma reunião para
esta semana, justamente para reeditar a comissão com participação do poder
público e da sociedade civil — afirma.
Segundo Rita, a proposta
é estruturar um projeto para captação de recursos via Lei de Incentivo à
Cultura.
— A ideia é discutir os
encaminhamentos e, entre eles, a elaboração de um projeto para buscar recursos
destinados ao restauro e a outras intervenções necessárias — conclui.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
FÁTIMA GIMENEZ
PATRONA DOS FESTEJOS FARROUPILHAS 2026
A Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas escolheu no dia 14 de abril a cantora porto-alegrense Fátima Gimenez como Patrona das Festividades de 2026.
Fátima Gimenez tem uma trajetória ligada aos festivais nativistas e seu momento mais importante aconteceu na 5ª Vigília do Canto Gaúcho em Cachoeira do Sul com a música Cabo Toco, de Nilo Brun e Heleno Gimenez, uma linda homenagem a Olmira Leal de Oliveira a primeira mulher a ostentar a farda da brigada Militar como enfermeira e combatente nas tropas de Borges de Medeiros.
A função de Patrona vai além da simbologia pois representa os valores tradicionais do Estado sendo uma referência cultural e requer uma participação ativa nas comemorações de setembro.
ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA
Nossa Academia Chucra do Rio Grande (Estância da Poesia Crioula), entidade que congrega os vates regionalistas, faz entrega na noite de hoje (17) dos prêmios aos autores, personalidades e organizações ligadas ao livro que destacaram-se na seara literária no ano de 2025.
A cerimônia acontecerá as 20h na Casa da Memória Unimed, Bairro Rua Santa Terezinha 263, Bairro Farroupilha, Porto Alegre.
A
quinta-feira, 16 de abril de 2026
ATENÇÃO POETAS E POETISAS
PREPAREM SEUS VERSOS
quarta-feira, 15 de abril de 2026
ME ENXERGUEI NESTA GRAVURA
Quem dos leitores deste blog é deste tempo? Tempo em que a gente juntava uns troquinhos e corria para a banca de revistas para comprar um "gibi" ou algum álbum de figurinha.
Eu colecionava a revista do Tarzan, justo a que o menino está comprando, mas tinha o Fantasma, Mandrake, Zorro, Tio Patinhas, Batman, Super Homem, Cavaleiro Negro, Roy Rogers, enfim, heróis que desapareceram ao longo dos anos.
Até as canções infantis mudaram. Minha neta, por exemplo, não canta "atirei o pau no gato...". Nesse ponto as mudanças da infância foram para melhor. Cansei de bodoquear passarinhos mas nem toco nesta prosa com ela.
Mas as lembranças de um tempo sem internet e com mais liberdade permanecem junto da gente.
terça-feira, 14 de abril de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2026
domingo, 12 de abril de 2026
UM VERDADEIRO ESPETÁCULO
A família Guedes, de São
Luiz Gonzaga, volta a ganhar destaque na televisão nacional neste domingo (12),
com mais uma participação no programa Em Família com Eliana, exibido pela TV
Globo. O grupo missioneiro retorna à competição em busca de uma vaga na grande
final do programa.
Em março, o trio
conhecido como Hermanos Guedes, formado por Anahy, Andresito e Karaí, já havia
participado da estreia do programa. Para esta nova etapa, a apresentação ganha
um reforço especial: o pai, Jorge Guedes, que se junta aos filhos.
O programa vai ao ar a
partir das 14h25.
Foto: divulgação/ Em
Família com Eliana
Fonte: Rádio Missioneira
REPONTANDO DATAS - 12 DE ABRIL
Num dia 12 de abril do ano de 1867 falecia em sua residência na Estância São Gregório, em Santana do Livramento, aos 71 anos de idade, o general David Canabarro, comandante das tropas farroupilhas que assinou o Tratado de Paz do Ponche Verde com os imperiais a mando do Barão de Caxias. Canabarro era o chefe republicano na famigerada Batalha do Ponche Verde aonde dezenas de negros, desarmados, foram mortos já no findar da guerra.
sábado, 11 de abril de 2026
ELA CONTINUA LÁ
sexta-feira, 10 de abril de 2026
ANTES TARDE DO QUE NUNCA
Por andarmos mais perdidos que cusco que caiu de mudança aqui pela maior metrópole da América do Sul, acabamos nos passando e não fizemos referência ao aniversário de morte (14 anos) do inesquecível Berega acontecido no dia 09 de abril de 2012.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
MAIS OU MENOS ASSIM
Desta frase sintomática dá para retirarmos diversas conclusões. Uma delas é que Juscelino Kubitschek não fazia valer o ditado "minha palavra é um documento" ou "não preciso de contrato pois sou do tempo do Fio do Bigode" - até por que este grande presidente que construiu Brasília não tinha bigode - ou, ainda, que "político não tem palavra".
Eu prefiro concordar com o pensamento que "errar é humano mas permanecer no erro é burrice".
Uma boa quinta-feira a todos os leitores deste mensageiro gaudério que, por vezes, se alastra um pouco em sua seara cultural Rio-grandense.
REPONTANDO DATAS - 09 DE ABRIL
No dia 09 de abril, recordamos os 231 anos da morte de Rafael Pinto Bandeira.
Líder militar, guerrilheiro e contrabandista, Pinto Bandeira foi o terceiro brasileiro a atingir a patente de general no Exército de Portugal e o primeiro gaúcho a alcançar essa distinção.
Durante 40 anos, serviu numa das mais longevas carreiras militares da história do Brasil, indo de Soldado a Brigadeiro, e se tornando o primeiro filho da província de Rio Grande, a comandar as forças militares do Continente de São Pedro.
Por sua brilhante trajetória, é considerado o primeiro herói militar marcante da província meridional no decorrer do século XVIII, e sua carreira e forma de pelear, inspirou até mesmo o lendário Manoel Luiz Osório.
quarta-feira, 8 de abril de 2026
ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA
ESCOLHE
OS PARCEIROS DAS LETRAS GAÚCHAS
A Estância da Poesia Crioula, nossa Academia Chucra do Rio Grande, através dos votos de sua diretoria, apontou os melhores livros recentemente lançados além de diversos segmentos da arte literária em 2025 e seus maiores destaques a seguir nominados:
Ação e Atuação: Fundação Cultural Gaúcha
Biblioteca / Livraria: Biblioteca Pública do Estado do RS
Edição e Editoras: Bastos Produções
Projeto de Incentivo a Escrita e Leitura: Feira do Livro de Porto Alegre
Ilustração: Vasco Machado
Mídia: Blog Ronda dos Festivais
Personalidade: Eduardo Loureiro
terça-feira, 7 de abril de 2026
NOTA PÚBLICA DE PEDIDO DE APOIO
E VALORIZAÇÃO DA
MEMÓRIA RIO GRANDENSE
O Museu do Combate de 16
de julho de 1840, de SJN, em conjunto com os descendentes da família Gonçalves,
entidades da sociedade civil, tradicionalistas, pesquisadores e escritores vem
a público manifestar sua profunda preocupação com o estado de degradação ao
longo dos anos e os recorrentes atos de vandalismo que atingem o Mausoléu do
Presidente da República Rio-Grandense, General Bento Gonçalves da Silva,
localizado na praça Tamandaré no município de Rio Grande.
Desde o ano de 2017, por
meio do nosso Museu Histórico de SJN (IHGSJN), onde realizamos um trabalho de
valorização da memória da Guerra dos Farrapos e do Gen. Bento Gonçalves, a 25
anos, esta pauta vem sendo construída com responsabilidade e espírito de
cooperação institucional, buscando atuar em parceria com o Poder Público na
preservação de um dos mais relevantes símbolos da história do Rio Grande do
Sul.
Entretanto, ao longo dos
anos, o monumento tem sido alvo constante de depredações, furtos, incluindo a
retirada de elementos estruturais em bronze e, mais recentemente, o furto
contínuo das letras que compõem o Mausoléu, fato novamente constatado em
vistoria realizada em 01 de abril de 2026 por mim.
Cabe destacar que, em
gestão anterior, foi instituída uma Comissão de Revitalização por meio de decreto
municipal, iniciativa que, infelizmente, não teve continuidade após o
encerramento da gestão da época, mesmo diante de reiteradas solicitações por
parte das entidades envolvidas.
Diante deste cenário,
reiteramos publicamente:
A urgente necessidade de reativação e
oficialização da Comissão de Revitalização do Mausoléu;
A ampliação dos trabalhos para contemplar
também o reconhecimento histórico do Batalhão de Lanceiros Negros, de homens e
mulheres que lutaram e ficaram anônimos pela história, cuja contribuição foi
fundamental na construção da identidade gaúcha;
O compromisso coletivo com a preservação da
memória, da cultura e da história do povo rio-grandense.
Não se trata apenas da
conservação de um monumento, mas da defesa da nossa identidade, da nossa
história e do respeito àqueles que ajudaram a construir os alicerces da
sociedade gaúcha.
O silêncio e a inércia
diante da degradação do patrimônio histórico representam um risco à memória
coletiva e à valorização das futuras gerações.
Por isso, conclamamos o
Poder Público, a sociedade, e a classe política, independentemente de partido
político, com respeito ao povo Riograndino e as suas autoridades, dentro de um
caráter de cooperação a se unirem nesta causa, garantindo que este espaço de
memória e educação seja resgatado, protegido e valorizado como merece.
São José do Norte, 02 de
abril de 2026.
Fernando Costamilan
Coordenador do Museu do
Combate Farroupilha de 16 de julho de 1840 em SJN - IHGSJN
segunda-feira, 6 de abril de 2026
domingo, 5 de abril de 2026
DOMINGO DE PÁSCOA
O Domingo de Páscoa é a
celebração cristã da ressurreição de Jesus Cristo após sua morte na cruz,
simbolizando a vitória da vida sobre a morte e a promessa de vida eterna. É o
dia mais importante para o cristianismo, encerrando a Semana Santa e a
quaresma.
Tem por significado a Renovação e a Esperança representando a passagem das trevas para a luz e do pecado para a libertação espiritual. As igrejas realizam cantos alegres e missas, celebrando o Cristo vivo.
Muitos questionam que tal data simbólica virou comércio (assim como o natal) principalmente em relação a indústria do chocolate. Na verdade os ovos de chocolate e coelhos representam a fertilidade e a vida nova, uma tradição que se popularizou a partir do século XIX.
O que temos que ter em
mente é que o Domingo de Páscoa é tempo de celebrar a vida e o amor, a família
reunida para o almoço. Muitos fiéis
também participam da Missa do Domingo de Páscoa.
A data é móvel, ocorrendo
no primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono (hemisfério sul) sempre
entre os dias 22 de março e 25 de abril.
Uma boa Páscoa a todos os
seguidores deste blog.
sábado, 4 de abril de 2026
SÁBADO DE ALELUIA
sexta-feira, 3 de abril de 2026
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao 14º dia do calendário hebráico. Assim contando, chega-se a sexta-feira como dia da morte de Cristo.
A Sexta-Feira Santa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo a primeira sexta-feira de lua cheia após o equinócio de outono no hemisfério sul, ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de março e 25 de abril.
Na igreja católica, este é o mais importante período do ano litúrgico. Toda ritualística e liturgia católica está em função de Cristo Crucificado.
Em várias partes do Brasil e do mundo a celebração da Paixão e Morte do Senhor é acompanhada de Procissão do Enterro, também conhecida como Procissão do Senhor Morto. Em Porto Alegre, em direção ao Morro da Cruz, se refaz a Via Sacra de Cristo.
A igreja exorcisa os fiéis a que neste dia se observem alguns sinais de penitência, assim, convida-os a prática de jejum e de abstinência de carne, além de muita oração.
A liturgia da Palavra pretende introduzir os fiéis no mistério do sofrimento e da morte de Jesus, que assim aparece como uma ação livre de Cristo em ordem à salvação de toda a humanidade.
Lembro que em meus tempos de menino, na Sexta-Feira Santa, as crianças eram proibidas de correr, de gritar, caso contrário apareceria o "demo". Os adultos não tiravam leite, não varriam casa, enfim, era um dia de reclusão e venerança.



























