RETRATO DA SEMANA


Lobo Guará

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 


REPONTANDO DATAS / 24 DE AGOSTO

 

MORRE GETÚLIO VARGAS 



 Comoção na morte de Getúlio Vargas


Era Vargas – Governo Democrático (1951 – 1954)

O novo governo e as tensões políticas
 
Em 1951, Getúlio Vargas retornou ao posto de Presidente da República. Para voltar ao poder, o político gaúcho optou por deixar sua imagem política afastada dos palcos do poder. Entre 1945 e 1947, ele assumiu, de forma pouco atuante, o cargo de senador federal. Nas eleições de 1950, ele retornou ao cenário político utilizando de alguns dos velhos bordões e estratagemas que elogiavam o seu antigo governo.

Querendo buscar amplas alianças políticas, Getúlio abraçou setores com diferentes aspirações políticas. Em um período de Guerra Fria, onde a polarização ideológica era pauta do dia, Vargas se aliou tanto aos defensores do nacionalismo quanto do liberalismo. Dessa maneira, ele parecia querer repetir o anterior “Estado de Compromisso” que marcou seus primeiros anos frente à presidência do Brasil.

Por um lado, os liberalistas, representados pelo empresariado nacional, e militares, defendiam a abertura da economia nacional ao capital estrangeiro e adoção de medidas monetaristas que controlariam as atividades econômicas e os índices inflacionários. Por outro, os nacionalistas, que contavam com trabalhadores e representantes de esquerda, eram favoráveis a um projeto de desenvolvimento que contava com a participação maciça do Estado na economia e a rejeição ao capital estrangeiro.

Dada essa explanação, perceberemos que liberalistas e nacionalistas tinham opiniões diferentes sobre o destino do país e, até mesmo, antagonizavam em alguns temas e questões. Dessa forma, Vargas teria a difícil missão de conseguir se equilibrar entre esses dois grupos de orientação política dentro do país. Mais uma vez, sua função mediadora entre diferentes setores político-sociais seria colocada à prova.

As ações polêmicas do governo

Entre as principais medidas por ele tomadas, podemos destacar a criação de duas grandes estatais do setor energético: a Petrobrás, que viria a controlar toda atividade de prospecção e refino de petróleo no país; e a Eletrobrás, empresa responsável pela geração e distribuição de energia elétrica. Além disso, Vargas convocou João Goulart para assumir o Ministério do Trabalho. Em um período de intensa atividade grevista, João Goulart defendeu um reajuste salarial de 100%.

Todas essas medidas tinham forte tendência nacionalista e foram recebidas com tamanho desagrado pelas elites e setores do oficialato nacional. Entre os principais críticos do governo, estava Carlos Lacerda, membro da UDN, que por meio dos órgãos de imprensa acusava o governo de promover a “esquerdização” do Brasil e praticar corrupção política. Essa rixa entre Vargas e Lacerda, ganhou as páginas dos jornais quando, em agosto de 1954, Carlos Lacerda escapou de um atentado promovido por Gregório Fortunato, guarda pessoal do presidente.

O suicídio de Vargas

A polêmica sob o envolvimento de Vargas no episódio serviu de justificativa para que as forças oposicionistas exigissem a renúncia do presidente. Mediante a pressão política estabelecida contra si, Vargas escolheu outra solução. Na manhã de 24 de agosto de 1954, Vargas atentou contra a própria vida disparando um tiro contra o coração. Na carta-testamento por ele escrita, Getúlio denunciou sua derrota perante “grupos nacionais e internacionais” que desprezavam a sua luta pelo “povo e, principalmente, os humildes”.

Depois dessa atitude trágica, a população entrou em grande comoção. Vargas passou a ser celebrado como um herói nacional que teve sua vida ceifada por forças superiores à sua luta popular. Com isso, todo grupo político, jornal e instituição que se pôs contra Getúlio Vargas, sofreu intenso repúdio das massas. Tal reação veio a impedir a consolidação de um possível golpe de estado. Dessa forma, o vice-presidente Café Filho assumiu a vaga presidencial.

 
Os Diários Associados, contrários a Vargas,
foram totalmente destruídos, por ocasião de seu suicídio


domingo, 23 de agosto de 2026

 

ME TAPO DE SATISFAÇÃO




Desde sexta-feira estou aqui por São Paulo para o aniversário da minha neta Olívia que completa seus três aninhos. 

Longe da terrinha vou revendo os vídeos das cavalgadas levando a Chama Crioula aos seus diversos destinos. Que coisa linda é a nossa tradição gaúcha. Enquanto espero o níver, resolvi recorrer os aguapés do nosso blog, ou seja, dar uma olhada como anda os acessos de nossos leitores. 

Não vou dizer que números não importam pois estaria mentindo. Todo meio de comunicação por mais simples que seja, precisa saber aonde está pisando para saber como melhorar. Com esse site gaudério não é diferente.

E o resultado tem me surpreendido positivamente. 

Conforme mostram as imagens (e aqui não tem manipulação alguma pois não buscamos patrocínios) no mês passado (julho) atingimos o número de 120.764 acessos, o que dá uma média de 4.254 visitas por dia ao nosso informativo terrunho. Esse resultado nos deixa mais faceiros que lambari na sanga.  

Até hoje, dia 23 de agosto, já atingimos 80.662 bombeadas de nossos fiéis leitores. Será que vamos bater os números do mês passado? 

Em tempo: Notem que em pouco menos de uma hora entre uma foto  e outra da tela de nosso computador houve um acréscimo significativo de pessoas campereando informações culturais. Também não reparem no baixo número de seguidores pois quando chegou no número 33, que para mim é místico, isto lá no primeiro mês em 2010, trancamos esta opção assim como bloqueamos os comentários. 

Por isso que não vamos "frouxar" o garrão pois, mesmo meio esgualepados, mantemos a secla de que para dar descanso a carcaça temos toda a eternidade.  


mil gracias a todos que acessam nosso blog    



sábado, 22 de agosto de 2026

 


REPONTANDO DATAS / 22 AGOSTO

 

Hoje, 22 de agosto, é o Dia Internacional do Folclore. Esta é uma palavra composta de Folk, que quer dizer povo, e Lore, que quer dizer saber, no idioma inglês. Até 1846, o recolhimento de cantos e contos, de lendas e para lendas, de crendices e superstições, de adágios e provérbios, de comparações e adivinhações populares, de usos e costumes de  um povo era classificado de Antiguidade Popular. Nesse ano o arqueólogo inglês William John Thoms escreveu uma carta ao jornal londrino  “The Atheneum” lembrando que os fatos arrolados como Antigüidades Populares constituem, na verdade, de um Saber Popular e propôs que fossem chamados de Folclore. Essa carta foi publicada em 22.08.1846 e por essa razão o 22 de agosto é o Dia Internacional do Folclore.



 
 

 

Também num dia 22 de agosto, do ano de 1796, nascia em Taquari David José Martins, depois de 1825, David Canabarro, general farrapo que assinou o tratado de paz de Ponche Verde em nome dos farroupilhas. Até hoje paira ante este militar a mancha da famosa Batalha dos Porongos, já no findar da Guerra, quando dezenas de negros, desarmados, foram massacrados pelos imperiais, sob o comando de Moringue. Segundo alguns historiadores que tentam denegrir a sua imagem, tudo já estava combinado entre Caxias e Canabarro, pois não havia como conceder a prometida alforria aos Lanceiros Negros. Outros, por sua vez, atestam que David ainda lutou mais uma ou duas vezes contra Moringue depois deste episódio e que a famosa carta de Caxias a Moringue falando do acordo com Canabarro era falsa e com o propósito de enfraquecer o general farrapo ante as tratativas de paz que viriam logo a seguir.


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

 


O LEGADO DE CADA UM 




Vocês, leitores deste site gaudério já pararam para pensar na herança que deixaremos para nossos filhos? 

Não falo em bens materiais como faz o aposentado Earl, criação do grande cartunista americano Brian Crane.

Falo da herança cultural.

Temos tudo na mão, ou seja, nascemos num Estado rico de história, costumes e tradições mas será que repassamos com fidelidade aquilo que aprendemos com nossos ancestrais? Não!

Está tudo mudado e acompanhamos a evolução. Ao contrário do que fazem os orientais japoneses, por exemplo, não mantivemos a autenticidade e o que vemos adentrando em nossa cultura é um modernismo desnecessário. 

Na expressão popular pejorativa recebemos uma tradição raiz e estamos repassando uma tradição nutella, ou seja, frágil, avessa aos costumes mais terrunhos, de um estilo de vida resistente, acostumada a lidar com a escassez e o trabalho duro.

Bem pior do que o Earl que se orgulha em deixar uma lâmpada nova, não estamos deixando uma lâmpada quebrada? 

 

 

   

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

 


O MASSACRE DOS ÍNDIOS CHARRUAS


Memorial aos índios Charruas - Montevideo/Uruguai

Nas comemorações dos 400 anos das Missões no Rio Grande do Sul muito se fala das Guerras Guaraníticas aonde portugueses e espanhóis, covardemente, mataram Sepé Tiaraju e exterminaram com a raça Guarani. Poucos sobreviventes vagueiam hoje pelos beirais das estradas mendigando alguma ajuda. O poder público não está nem aí para eles. Contudo, outra tribo, os charruas, índios guerreiros, exímios cavaleiros, também foram exterminados por nosso país vizinho, o Uruguai, inclusive perseguindo-os em solo brasileiro.

 Por: Cezar Tomazini Liscano

Em 11 de abril de 1831, em Puntas del Queguay, ocorreu o massacre conhecido como Matança de Salsipuedes. Às margens do arroio Salsipuedes, entre Tacuarembó e Río Negro, ficava o quartel-general do presidente Fructuoso Rivera. Rivera convocou os principais caciques charruas, chamados Polidoro, Rondeau, Brown, Juan Pedro e Venado, junto com todas as suas tribos, para uma reunião, dizendo que o Exército precisava deles para proteger as fronteiras do Estado.

Segundo relatos, adulados e embriagados, foram atacados por uma tropa de 1200 homens sob o comando de Bernabé Rivera. Diz-se que o próprio Rivera deu o sinal para iniciar o ataque, fazendo fogo sobre o cacique Venado, depois de lhe pedir que entregasse sua faca para picar tabaco. O saldo, segundo a historiografia oficial, foi de 40 índios mortos e 300 prisioneiros, dos quais alguns conseguiram fugir sendo perseguidos por Bernabé Rivera. Entre as tropas houve 9 feridos e um morto. A perseguição aos charrúas não se esgotou na matança de Salsipuedes. Bernabé Rivera, em particular, teve um empenho especial em encontrar e exterminar os que conseguiram escapar.

Mas as perseguições aos Charruas não pararam por aí.

No dia 17 de agosto de 1831, surpreendeu em Mataojo, perto da foz do rio Arapey, um grupo de charruas comandado pelos caciques O Adivinho e Juan Pedro, aos quais atacou, resultando no episódio com 15 mortos e mais de 80 prisioneiros. Informou que haviam conseguido escapar 18 homens, entre eles o cacique Polidoro, único cacique sobrevivente. No dia 16 de junho de 1832, localizou um grupo de charruas em uma depressão chamada Yacaré-Cururú. Em uma emboscada, os charruas mataram Bernabé e dois oficiais e a nove soldados.

De acordo com o professor Lincoln Maiztegui Casas, «o desaparecimento dos charruas foi um processo gradual que levou mais de 200 anos e que se iniciou a partir da ocupação do território pelos europeus». Segundo Maiztegui, os guaranis se adaptaram e os charruas não, e por isso foram gradualmente se extinguindo. Milhares morreram, outros milhares fugiram para o noroeste, para o Brasil, outros milhares ficaram escravizados e, ao se misturarem com os brancos, perderam sua cultura. A principal justificativa da elite crioula era a suposta tentativa de «civilizar» os índios, «melhorar» a raça uruguaia e evitar o abigeato. O país tinha um número importante de gado bovino e equino constantemente ameaçado de roubo por parte dos indígenas. No final do século XIX, restavam pouco mais de 1000 charruas «puros» no Uruguai.

Fonte

https://www.tacuarembo2030.com/.../3948-la-masacre-de.../

 

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

 


REPONTANDO DATAS - 19 DE AGO


MORRE CLEBER MÉRCIO

 

 

 
CLÉBER MÉRCIO - Cleber Mércio Pereira, nasceu em Santo Amaro, RS, em 22 de junho de 1925, e faleceu em Porto Alegre no dia 19 de agosto de 1979. Filho de Lourival Mércio Pereira e Natalina Pereira. Foi radialista, poeta, músico, violonista, compositor e cantor. É autor de Milonga da Chuva, gravada por Noel Guarani no seu primeiro LP, intitulado Legendas Missioneiras.
 
Em Taquari há uma rua com seu nome.
 
OBRA PUBLICADA: Última tropeada – Versos e músicas regionais (1959).
 
LIVRO INÉDITO: Rodeio de símbolos – Poesia e prosa regionais.
 
PARTICIPAÇÕES: Perfis de Musas, Poetas e Prosadores Brasileiros, 3º vol. – Antologia organizada por Alzira Freitas Tacques (1957); – As Mais Belas Poesias Gauchescas, 3º vol. – Compilação de Natálio Herlein (1968); – Antologia da Estância da Poesia Crioula (1ª ed. 1970 e 2ª ed. 1987); - Sonetos Gaúchos (Sonetária), Vol. 1 – Seleção e notas de Villas-Bôas e Garcia do Prado (1989).
 
CITAÇÕES E REFERÊNCIAS: Notas de Bibliografia Sul-Rio-Grandense – Autores (1974) e Dicionário Bibliográfico Gaúcho (1991), ambos organizados por Pedro Leite Villas-Bôas; – Cultura em Ação – Estância da Poesia Crioula – Sinopse de Hugo Ramirez (1987); – Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul, de Zeno Cardoso Nunes e Rui Cardoso Nunes. 
 
CARRETEIRO

Cléber Mércio

Nem bem desponta a barra da alvorada,
bordando de prateado os pinheirais,
bandos de gralhas gritam nas copadas,
o gado inquieto muge nos currais!
despertam carreteiros nas pousadas;
onde - talvez - não pousem nunca mais...

Eu também fui menino carreteiro
vocês não acreditam pois lhes juro!
de sol a sol perdido nos sendeiros,
muitas vezes tomando mate puro
tendo de dia...a luz do mundo inteiro
tendo de noite...a imensidão do escuro!

De pés no chão, bombachas remendadas,
facão no cinto, porongo na mão,
a palha, o fumo, chaleira queimada
o charque, a trempe, brasas de tição;
soluça o carreteiro, uma toada;
gemendo de saudade o coração.

Teu vulto, carreteiro, é conhecido,
teu nome, carreteiro é venerado
teus causos carreteiro! repetidos,
na glorificação do teu passado;
em torno do braseiro, reunidos,
rodeio que o minuano tem parado.

Carreteiro Herói da minha terra!
Bandeirante do pampa estremecido,
abrindo estradas nos campos e serras,
tornaste o teu Rio Grande conhecido
Trabalhador na paz, fiel na guerra,
este rincão te canta agradecido!

Noites de inverno...a imensidão deitada
o gado inquieto muge nos currais...
geme o urutau sentando nas ramadas,
e soluça a juriti nos taquarais!
Despertam carreteiros nas pousadas,
onde talvez - não pousem nunca mais!

Uma relíquia do meu acervo. O livro Última Tropeada, de Cléber Mércio
editado em 1959, ou seja, há 67 anos. 


 

A CEREJA DO BOLO



Ontem postamos sobre o acendimento e a distribuição da Chama Crioula ocorrida neste fim de semana em Rio Pardo. Uma atração diferente de tantos outros acendimento foi a linda encenação que encantou os presentes, coordenada pelo produtor cultural Jeandro Garcia que assim se manifestou: 

"Só tenho a agradecer à 5ª RT, realizadora do projeto; à direção de Dmitri Rodrigues; ao roteiro de Letícia Mendes; às coreografias de Priscila Paim e Fabricio Guerreiro, que, quando tudo ainda era apenas uma ideia, aceitaram embarcar nessa empreitada." 

As lindas fotos são da SPTV / @fran_spprodutora





terça-feira, 18 de agosto de 2026

 


A 77ª GERAÇÃO DA CHAMA CRIOULA 

reuniu 30 Regiões Tradicionalistas em Rio Pardo



A 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula foi realizada na sexta-feira (14) e no sábado (15), em Rio Pardo, na região dos Vales. O evento reuniu representantes das 30 Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul e de três regiões de Santa Catarina, marcando o início das atividades relacionadas aos Festejos Farroupilhas de 2026.

A programação teve início na sexta-feira, no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Rio Pardo. As atividades ocorreram no Ginásio de Esportes e começaram com o desfile de apresentação das Regiões Tradicionalistas, seguido pela solenidade oficial de abertura, na pista de rodeios do Parque.

Na sequência, foi apresentado o espetáculo “Rio Pardo: Portugueses, Negros, Indígenas, Imperiais e Farrapos”, que abordou períodos e povos ligados à formação histórica e cultural do município e do Rio Grande do Sul. A cerimônia também contou com a Geração da Chama Crioula.

Durante a noite, foi apresentada a música-tema oficial do evento, “Rio Pardo Acenda a Chama”, com letra de Luís Fernando Gastaldo, música de Maicon Flores e interpretação de Nilton Ferreira. A programação artística teve ainda apresentações de André Teixeira e de Ênio Medeiros e Grupo Bandoneon y Pajada.

No sábado, ocorreu a distribuição da Chama Crioula às Regiões Tradicionalistas. A centelha foi conduzida pelo vice-presidente de Cavalgadas do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Márcio Dávila, até o local da cerimônia.

O totem da Chama Crioula foi aceso pelo presidente do MTG, Alessandro Gradaschi, e pela patrona dos Festejos Farroupilhas de 2026, Marianita Ortaça. Após a cerimônia, representantes das Regiões Tradicionalistas receberam a centelha para levá-la aos municípios e entidades tradicionalistas.

A programação em Rio Pardo reuniu cavalarianos, integrantes de entidades tradicionalistas, autoridades e visitantes durante os dois dias. A geração e a distribuição da Chama Crioula marcaram oficialmente o começo das celebrações farroupilhas no Estado em 2026.

 

As 30 RTs, mais três RTs de Santa Catarina, receberam as chamas 
em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário, de Rio Pardo.




 


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

 


FESTIVAL, COM JÚRI SÉRIO, 

NÃO É BALCÃO DE NEGÓCIOS!


Edson Dutra, Oscar dos Reis, Neusa Regina, 
Maurício Borges, Ângelo Marques e Léo Ribeiro.  


Pensei muito antes de fazer esta postagem pois é natural aos que não vencem um festival nativista mostrarem seu descontentamento. Todos acham que a SUA música é a melhor do evento. Contudo, mesmo que a internet seja uma terra sem lei, não se justifica brincar com o caráter e idoneidade de pessoas com uma longa trajetória de retidão na vida artística e particular. 

Neste final de semana tivemos o 33º Ronco do Bugio em São Francisco de Paula, festival que foi um verdadeiro sucesso de público, de organização e de composições concorrentes mas, se os organizadores me permitem, vou dar uma sugestão para o próximo ano: Que se premie com o 1º lugar aos vinte concorrentes. Assim não haverá essa lamúria toda. 

As pessoas também não entendem que um festival não é um balcão de negócios, ou seja, que a contraprestação de algum serviço a prefeitura seja o primeiro prêmio. Quem faz esta exigência pode, inclusive, estar se queimando junto administração pois logo ali na frente outras promoções acontecerão.

Além disso parece que o festival virou uma partida de futebol de "os da casa" contra "os de fora". Esquecem que no ano passado quem ganhou foi um tema local. Aí estava tudo maravilhoso. Agora o vencedor foi um grupo que participou pela primeira vez do Ronco. Então, virou o maior absurdo do mundo. Isto é uma visão pobre, apequena o evento, o torna regional. Para estes descontentes seria necessário criar um festival exclusivo, ou seja, apenas para os da casa. Tínhamos três avaliadores de São Francisco, o que atesta ainda mais a isenção dos jurados.

Outra coisa.

Quem está na torcida tem todo o direito de defender sua preferida mas não tem a visão técnica dos avaliadores. Não querem saber se a linha melódica está a altura da letra ou, ao contrário, se a letra está a altura da linha melódica; se o grupo estava inspirado na interpretação; se não engoliram um pedaço da letra ao cantar; se a mensagem pretendida foi realmente repassada; se o trabalho de outro grupo não foi um pouco melhor; se a temática abordada não está muito batida... Querem é ganhar. 

Claro que os avaliadores podem errar, são humanos, e as "panelas" ocorrem, mas fui jurado do Ronco do Bugio em 15 oportunidades e sempre lutei pela lisura das avaliações e boto minha mão no fogo pelos jurados desta edição. 

Uma boa semana a todos. 

  

domingo, 16 de agosto de 2026

 


PREMIADAS DO 33º RONCO DO BUGIO 



Terminou nesta noite de sábado, com grande sucesso de público e de nível musical, a 33ª edição do Festival Ronco do Bugio de São Francisco de Paula.

Ao cabo as premiações apontadas pela Comissão Avaliadora composta por Neusa Regina, Edson Dutra, Oscar dos Reis, Ângelo Marques e Léo Ribeiro de Souza foram estas: 


1º Lugar: CONTANDO OS DIAS 

Letra e Melodia: Paulo Garcia

Interpretação: João Garcia 

Violões: Dionata Garcia / Paulo Garcia / Jauri Garcia

Acordeon: Du Antunes

Arranjo: Grupo Canto Missioneiro



2º Lugar: JEITO SERRANO 

Letra e Melodia: William Hengen

Bateria e Vocal: Djalmo Oliveira

Baixo e Vocal: Rodrigo Pires

Violão e Vocal: Gustavo Ortácio

Gaita e Vocal: Roberson Franco "Paquito"

Intérprete: Lincon Ramos  



3º Lugar: SEMENTES DE VIDA

Letra: Paulo Ricardo Costa

Melodia: Arison Martins

Violão e Vocal: Emerson Martins

Violão e Vocal: Jean Kirchoff

Baixo: Kiko Gracia

Bateria e Vocal: Arison Martins

Acordeon: Léo Severo e Cássio Figueiró

Interprete: Analise Severo


 

1º Lugar Local: TROPEADA SERRANA

Letra e Melodia: Pietro Parmegiani e Emilio Fogaça

Interpretação: Bruno Rauber 


Melhor Intérprete: João Garcia 

Música: Contando os Dias 

Melhor Instrumentista: Roberson "Paquito" 

Música: Jeito Serrano

Música Mais Popular: SOU SERRANO DE VERDADE

Letra: Ariel Reis e Ubiratã Reis

Melodia: Ubiratã Reis e Felipe Pessoa

Interpretação: Ariel Reis


Música Instrumental:  DO LAJEADO AO JUÁ

Músico: André Luiz Alano Alves



sábado, 15 de agosto de 2026

 


 A INAUGURAÇÃO FOI GRAÚDA  


A inauguração foi concorrida


A inauguração do Gaiteiro Serrano e do Bugio, evento que era para acontecer na quinta-feira mas que em função da chuva foi transferido para hoje, sábado, foi alta do chão.

Pronunciamentos de autoridades, gaitaços e uma novidade que o prefeito não pediu segredos: Vai mandar arrancar as pedras da frente do memorial e criar a Calçada da Fama com o nome de todos os vencedores do Festival Ronco do Bugio. 


Gaiteiros de todo tipo e gaitas de todo porte animaram a festança.




 

BUGIOS CLASSIFICADOS NA NOITE DE ONTEM

PARA A GRANDE FINAL DE HOJE


Instrumental:

D  DO LAJEADO AO JUÁ

Músico: André Luiz Alano Alves

 

Cantadas:

NO RIO GRANDE VELHO

Letra e Melodia: Eduardo Gomes

Interpretação: Eduardo Gomes 


DA CRÚVA PARA A HISTÓRIA

Letra: Pedro Junior da Fontoura

Melodia: Jones Andrei Vieira

Interpretação: Jones Andrei Vieira / Pedro Junior


CONTANDO OS DIAS

Letra e Melodia: Paulo Garcia

Interpretação: João Garcia


TROPAS DE SAUDADE

Letra: Paulo Moraes Trentin

Melodia: Rodrigo Pires e Carlos Müller

Interpretação: Cairon Silva



sexta-feira, 14 de agosto de 2026

 


11ª TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA CRIOULA

POEMAS CLASSIFICADOS

PARA SUBIR AO PALCO NO DIA 31 DE OUTUBRO 


 

LINHA NÃO MAÇÔNICA

 

DE CAUSA DESCONHECIDA

Autor: Rodrigo Bauer – São Borja

 

TESTEMUNHAS

Autor: Lucas Costa Ferreira - Pelotas

 

A CASA QUE NÃO TINHA PORTAS

Autora: Tatiane da Rosa Crestani – Tapejara

 

PORTO SEGURO

Autor: Juliano Costa dos Santos – Júlio de Castilhos

 

A ALMA DA CASA GRANDE É UM ARMÁRIO DE LIVROS

Autor: Gujo Teixeira – Lavras do Sul

 

POEMA SUPLENTE

 

A PEDRA MARCADA

Autor: Adriano Medeiros - Lages 

 

LINHA MAÇÔNICA

 

O GALPÃO

Autor: Cleber Soares

Loja: Jayme Tarragó  - Uruguaiana

 

A ORDEM DO TEMPLO

Autor: Moisés Silveira de Menezes

Loja: Remanso – São Pedro do Sul

 

O CINZEL DA TOLERÂNCIA

Autor: Rafael Vieira de Mello Lopes

Loja: Liberdade e Fraternidade – Cruz Alta

 

RETRATO A LUZ DE QUEM VÊ

Autor: Kayke Mello

Loja: Aurora da Serra –Júlio de Castilhos

 

NO CICLO DO MALHETE

Autor: Alberto Salles

Loja: Fraternidade Quarta – Caxias do Sul

 

POEMA SUPLENTE

O SILÊNCIO

Autores: Maurício Bastos de Freitas e Jean Carlo Kirchoff

Loja: Gaúchos Templários – Porto Alegre



 


DANDO UM TRATO PRA BUGIADA



E lá vamos nós para a segunda noite de Ronco do Bugio dar mais um trato pra bugiada. Desculpem a redundância mas mesmo com um frio de "renguear bugios" aqui por riba da serra, se vamos para a missão de selecionar mais um eito da cantoria mais autêntica deste Rio Grande. 



 

 


BUGIOS CLASSIFICADOS 


Fazendo "madrugada de lagarto", que só sai da toca ao meio dia e com sol alto, venho trazer para vocês as primeiras cinco classificadas para a grande final de sábado do 33º Ronco do Bugio. 

Como integrante da Comissão Avaliadora juntamente com a Neusa Regina, Ângelo Marques, Oscar dos Reis e Edson Dutra posso adiantar que as escolhas foram tranquilas e que todos saímos de lombo liso. 

Instrumental:

CABORTEIRO de Emílio Fogaça com o próprio autor.

Cantadas:

TROPEADA SERRANA

Letra e Melodia: Pietro Parmegiani e Emilio Fogaça

Interpretação: Bruno Rauber 


SOU SERRANO DE VERDADE

Letra: Ariel Reis e Ubiratã Reis

Melodia: Ubiratã Reis e Felipe Pessoa

Interpretação: Ariel Reis


JEITO SERRANO

Letra e Melodia: Willian Hengen

Interpretação: Lincon Ramos


SEMENTES DE VIDA

Letra: Paulo Ricardo Costa

Melodia: Arison Martins

Interpretação: Analise Severo




quinta-feira, 13 de agosto de 2026

 



E. P. A.

Estância da Poesia Artificial


Ontem a noite aconteceu a triagem da 11ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula, festival poético do Grande Oriente do Rio Grande do Sul sob a organização de seu departamento tradicionalista Piquete Fraternidade Gaúcha. Assim que comunicarmos todos os autores que subirão ao palco no dia 31 de outubro, desta vez na cidade de Santa Maria, publicaremos nas redes sociais. 

Mas o que me leva a fazer esta postagem foi o grande número de poemas concorrentes elaborados pelo Chat GPT = IA. A coisa está escancarada e sem controle (e sem vergonha). 

Por isso decidi: Assim como temos a briosa E. P. C. (Estância da Poesia Crioula), entidade conhecida como a Academia Xucra do Rio Grande, eu vou fundar a E. P. A, ou seja, a Estância da Poesia Artificial.    

 

 


COMEÇA HOJE O 33º

RONCO DO BUGIO


Arte: Léo Ribeiro


ORDEM DE APRESENTAÇÃO


   

Q QUINTA-FEIRA


A AS COISAS DE ANTIGAMENTE

Voz intérprete: Luis Fernando da Silva

Gaita e Vocal: Alison Machado

Baixo e Vocal: Yuri Duarte

Bateria e Vocal: Joás da Silva

Violão e a Vocal: José Oliveira

 

2-   TROPEADA SERRANA

Intérprete: Bruno Rauber

Gaita: Pietro Parmegiani

Gaita e Voz: Emílio Fogaça

Guitarrón e Voz: Gabriel Castilhos

Violão: Léo de Abreu

Baixo e Voz: Renan Pedroso

Cajon e Voz: Júlio Oliveira

 

3-   SOU SERRANO DE VERDADE

Gaita e Vocal: Ubiratã Reis

Interprete: Ariel Reis

Violão e Voz: Filipe Pessoa

Violão e Voz: Dilson Inácio da Silva

Bateria: Douglas Schwaab

 

4-   RETRATO E SAUDADE

Bateria: Josemar Mota

Contrabaixo: Marcos Santos

Violão: Evandro Rodrigues da Silva

Gaita: Jair Marcos da Silva Lopes

Agê e Recitado: Jonas Bolinho

Intérprete: Ytamar Gomes

 

5-   A VARANDA DOS MATES 

Bateria - Jean Rambo

Baixo e Voz - Rafael Luz

Violão e Voz - Carlos Möller

Gaita e Voz - Du Antunes

Violão e Voz - Dilson Jóia

Interpretação - Dionísio Costa

 

6-   UM CERTO ZÉ DO RIO GRANDE

Interpretação: João Quintana Vieira e Grupo Parceria

Intérprete: João Quintana Vieira

Violão 7 cordas e vocal: Felipe Goulart

Contrabaixo e vocal: Henrique Bagesteiro

Acordeon e vocal: Vani Vieira

Bateria: Rafael da Luz da Rosa

 

7-   JEITO SERRANO

Bateria e vocal: Djalmo Oliveira

Baixo e vocal: Rodrigo Pires

Violão e vocal: Gustavo Ortácio

Gaita e vocal: Roberson Franco "Paquito”

Intérprete: Lincon Ramos 

 

8-   SEMENTES DE VIDA

Intérprete - Analise Severo

Violão e Vocal - Emerson Martins

Violão e Vocal - Jean Kirchoff

Baixo - Kiko Garcia

Bateria e vocal - Arison Martins

Acordeon - Léo Severo


SEXTA FEIRA

 

1-   O BUGIO LEVANTOU

Intérprete: Cleiton Marciel Bohrer

Bateria: Silvano Ricardo Vingert

Gaita: Lilian Córdova Alves

Violão e Voz: Chrystian de Oliveira Fontes

Baixo e Vocal: Francisco Edilson da Rosa

Violão: Diego Brandão

 

2-   TROPAS DE SAUDADE                                              

Intérprete: Cairon Silva

Gaita Ponto: Rodrigo Pires

Violão: Carlos Möller

Contrabaixo: Lincon Ramos

Bateria: Djalmo Oliveira

 

3-   NO RIO GRANDE VELHO

Intérprete: Eduardo Gomes

Acordeon: Leonel Almeida

Violão e voz: Evandro Cardoso

Violão e voz: Cacio Branco

Contra baixo e voz: Ivan Silvestre

Bateria:  Toco Thewes

 

4-   DA CRIÚVA PARA A HISTÓRIA

Interprete: Jones Andrei Vieira

Violão: Andrei Sasso

Violão: João Vitor Vieira

Bateria: Fabricio Vieira

Baixo: Ariel Reis

Gaita: Jones Andrei Vieira

Gaita: André Alano

Recitado: Pedro Jr da Fontoura

 

5-   UM BUGIO BEM GAÚCHO

Intérprete: Nenito Sarturi

Violão e Vocal: Halber Lopes

Violão e Vocal: Michel Nunes

Contrabaixo e Vocal: Xuxu Nunes

Acordeon: Diego Piani

Percussão: André Girotto

 

6-   PRA QUEM PEGA EM QUALQUER PONTA

Interprete: Adams Cézar

Violão: Halber Lopes

Violão: Michel Nunes

Baixo e Vocal: Xuxu Nunes

Gaita e Vocal: Diego Machado

Bateria e Vocal: Arison Martins 

 

7-   A MEMÓRIA DAS CAVALHADAS

Interprete: André Alano

Violão: Andrei Sasso

Violão: João Vitor Vieira

Bateria: Fabricio Vieira

Baixo: Marcus Santos

Gaita: Douglas Moraes

 

8-   CONTANDO OS DIAS

Letra: Paulo Garcia

Melodia: Paulo Garcia

Inter: João Garcia

Violões: Dionata Garcia / Paulo Garcia / Jauri Garcia

Acordeon: Du Antunes

Arranjo: Grupo Canto Missioneiro

 

Músicas Instrumental

 

1-   QUINTA-FEIRA

 

 B BUGIO ARTEIRO

Intérprete: Roberson Paquito

 

2-   CABORTEIRO

Intérprete: Emílio Fogaça

 

SEXTA-FEIRA


3-   DO LAJEADO AO JUÁ

Intérprete: André Luiz Alano Alves

 

4-   QUE RONQUE O BUGIO

Intérprete: Jones Andrei Vieira