NOTA PÚBLICA DE PEDIDO DE APOIO
E VALORIZAÇÃO DA
MEMÓRIA RIO GRANDENSE
O Museu do Combate de 16
de julho de 1840, de SJN, em conjunto com os descendentes da família Gonçalves,
entidades da sociedade civil, tradicionalistas, pesquisadores e escritores vem
a público manifestar sua profunda preocupação com o estado de degradação ao
longo dos anos e os recorrentes atos de vandalismo que atingem o Mausoléu do
Presidente da República Rio-Grandense, General Bento Gonçalves da Silva,
localizado na praça Tamandaré no município de Rio Grande.
Desde o ano de 2017, por
meio do nosso Museu Histórico de SJN (IHGSJN), onde realizamos um trabalho de
valorização da memória da Guerra dos Farrapos e do Gen. Bento Gonçalves, a 25
anos, esta pauta vem sendo construída com responsabilidade e espírito de
cooperação institucional, buscando atuar em parceria com o Poder Público na
preservação de um dos mais relevantes símbolos da história do Rio Grande do
Sul.
Entretanto, ao longo dos
anos, o monumento tem sido alvo constante de depredações, furtos, incluindo a
retirada de elementos estruturais em bronze e, mais recentemente, o furto
contínuo das letras que compõem o Mausoléu, fato novamente constatado em
vistoria realizada em 01 de abril de 2026 por mim.
Cabe destacar que, em
gestão anterior, foi instituída uma Comissão de Revitalização por meio de decreto
municipal, iniciativa que, infelizmente, não teve continuidade após o
encerramento da gestão da época, mesmo diante de reiteradas solicitações por
parte das entidades envolvidas.
Diante deste cenário,
reiteramos publicamente:
A urgente necessidade de reativação e
oficialização da Comissão de Revitalização do Mausoléu;
A ampliação dos trabalhos para contemplar
também o reconhecimento histórico do Batalhão de Lanceiros Negros, de homens e
mulheres que lutaram e ficaram anônimos pela história, cuja contribuição foi
fundamental na construção da identidade gaúcha;
O compromisso coletivo com a preservação da
memória, da cultura e da história do povo rio-grandense.
Não se trata apenas da
conservação de um monumento, mas da defesa da nossa identidade, da nossa
história e do respeito àqueles que ajudaram a construir os alicerces da
sociedade gaúcha.
O silêncio e a inércia
diante da degradação do patrimônio histórico representam um risco à memória
coletiva e à valorização das futuras gerações.
Por isso, conclamamos o
Poder Público, a sociedade, e a classe política, independentemente de partido
político, com respeito ao povo Riograndino e as suas autoridades, dentro de um
caráter de cooperação a se unirem nesta causa, garantindo que este espaço de
memória e educação seja resgatado, protegido e valorizado como merece.
São José do Norte, 02 de
abril de 2026.
Fernando Costamilan
Coordenador do Museu do
Combate Farroupilha de 16 de julho de 1840 em SJN - IHGSJN

































