FALSO OU VERDADEIRO ?
FALSO OU VERDADEIRO ?
32º RODEIO DE POESIAS
Chegando agora (são 13h) da legendária Vacaria aonde, ontem, trabalhamos como avaliador no Rodeio de Poesias, uma promoção da Câmara de Vereadores do município.
O nível dos poemas, recitadores e amadrinhadores esteve altíssimo, dificultando o trabalho da Comissão. Aproveito a postagem do amigo Jairo Reis para expor os premiados e parabenizar a todos os participantes.
O declamador Pablo da Rosa e o amadrinhador Willian Andrade
atuando no poema vencedor
Por Jairo Reis com a colaboração de Idalcir Peruchin
O 32º Rodeio de Poesias Inéditas foi realizado na noite de terça-feira, 03 de
fevereiro, durante o 36º Rodeio Internacional de Vacaria. Dentre os 10 (dez) poemas concorrentes, a
comissão avaliadora, formada por Érico Padilha, Joseti Gomes, Leo Ribeiro de
Souza, Luiz Cesar Soares e Paula Stringhi definiu o seguinte resultado:
Categoria Poesia:
Primeiro Lugar: O INVENTOR DE MEMÓRIAS
Autor: Rafael Ferreira
Declamador: Pablo da Rosa
Amadrinhador: Willian Andrade
Segundo Lugar:
BEBEDOURO DE CISMAS
Autor: Matheus Costa
Declamador: Douglas Diehl Dias
Amadrinhador: Kaike Mello
Terceiro Lugar:
DE APORFIA
Autor: Jaime Brum Carlos
Declamadora: Silvana Andrade
Amadrinhado: Fernando Graciola
Categoria Intérprete:
Primeiro Lugar:
SILVANA ANDRADE
Poesia: De Aporfia
Segundo Lugar: NEITON PERUFFO
Poesia: O Verso
Terceiro Lugar:
JOILSON RAMOS DE OLIVEIRA
Poesia: No Simples Fato da Cruz
Categoria Amadrinhador:
Primeiro Lugar: MAYKEL PAIVA
Poesia: O Verso
Instrumento: Violão
Segundo Lugar: FERNANDO GRACIOLA
Poesia: De Aporfia
Instrumento: Violão
Terceiro Lugar: WILLIAN ANDRADE
Poesia: O Inventor de Memorias
Instrumento: Violão
NA CASA DO VACARIANO
Como diz a gurizada, partiu Vacaria. E faço uso da música Na Casa do Vacariano (adaptada) do meu amigo saudoso Honeyde Bertussi para dizer da minha satisfação em participar deste grandioso evento, o Rodeio da Vacaria.
Arreei o mouro velho
pingo que eu mesmo domei
botei o arreio prateado
que muito caro paguei
badana e pelego grande
que de presente eu ganhei
e no meu traje gaúcho
no meu pingo eu montei.
Eu saí de São Francisco
bem antes de clarear o dia
me atirei no Rio das Antas
e passei pra Vacaria
quando me vi do outro lado
me senti com alegria
ia ver os vacarianos
que há muito tempo eu não via.
DE VOLTA AS RAÍZES ?
O festival Cante uma Canção em Vacaria era um dos poucos palcos que dava oportunidade a música galponeira, com variações de ritmos que fugia da grande maioria dos demais aonde a milonga dá as cartas. De uns anos para cá o evento havia caído no lugar comum mas, ao que parece, mesmo que aos poucos, está voltando as raízes.
Claro que a melodia tem que vir acompanhada de uma boa letra e igual interpretação pois não é qualquer trabalho mais despojado que merece prêmio.
Então, parabéns aos organizadores.
Eis os trabalhos premiados numa bela matéria (como sempre) do meu amigo Jairo Reis e seu Blog Ronda dos Festivais.
A Concha Acústica do
Parque Nicanor Kramer da Luz, em Vacaria, permaneceu tomada pelo público
durante os dois dias do 15º Cante uma Canção em Vacaria, festival de músicas
inéditas que ocorreu durante o 36º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria.
Após a apresentação de 10 (dez) composições finalistas, a comissão avaliadora, formada por Edilberto Bérgamo, Evair Gomez, Fábio Maciel, Gustavo Teixeira e Ricardo Bergha, reuniu-se para eleger os destaques do festival. Enquanto isso, o palco foi ocupado pelo espetáculo do Projeto Taureando.
Primeiro Lugar: SINUELOS
Ritmo: Valsa
Letra: José Maurício
Rigon/Gujo Teixeira
Melodia: Gabriel Jardim
Violão: Matheus
Krumennauer
Violão: Gustavo
Otesbelgue
Violão: Gabriel Jardim
Contrabaixo Acústico:
Carlos de Césaro
Bandoneon: Gabriel
Maculan
Interpretação: Gabriel
Jardim
Segundo Lugar: POTREIRO
DA FRENTE
Ritmo: Chamarra
Letra: Matheus Bauer
Melodia: Felipe Goulart
Violão: Yuri Menezes
Violão: Felipe Goulart
Flauta: Charlise Bandeira
Contrabaixo: Carlos de
Césaro
Gaita: Tiago Camargo
Interpretação: Joca Martins
Terceiro Lugar: O SAL DO
SUOR
Ritmo: Milonga
Letra: Zeca Alves
Melodia: Juliano Gomes
Teclado: Eduardo Varela
Flauta Transversal:
Daniel Zanotelli
Violão e Vocal: Quinto
Oliveira
Gaita de Botão: Ricardo
Comassetto
Contrabaixo e Vocal: Juliano
Gomes
Interpretação: Fabiano Bacchieri
Música Mais Popular:
ORIUNDOS
Ritmo: Xote
Letra: Cássio Ferreira
Melodia: Cássio Ferreira
Acordeon e Vocal: Bruno
Amaral
Contrabaixo: Robson
Siqueira
Violão e Vocal: Nori
Bossardi
Bandoneon: Cássio
Ferreira
Cajon: Bernardo Siqueira
Recitado: Dudu Peroni
Interpretação: Cássio
Ferreira
Melhor Instrumentista:
Leonardo Schneider
Música: Partilha de Sonho
e Vida
Instrumento: Acordeon
Melhor Intérprete: Joca
Martins
Música: Potreiro da
Frente
Melhor Letra: O Sal do
Suor
Autor: Zeca Alves
Melhor Melodia: Sinuelos
Autor: Gabriel Jardim
Melhor Tema Campeiro:
CONTANDO VACA
Ritmo: Chamarra
Letra: Francisco Brasil
Melodia: André Teixeira
Violão e Vocal: Gabriel
Jardim
Violão: Matheus Alves
Violão: André Teixeira
Gaita de Botão: Ricardo
Comassetto
Gaita de Botão: João
Vitor Nunes
Percussão: Bruno Coelho
Contrabaixo e Vocal:
Pedro Terra
Interpretação: André
Teixeira
Melhor Arranjo: Sinuelos
Melhor Conjunto Vocal:
Romanceiro do Jasmim
Interpretação: Marcelo
Oliveira e Grupo
Melhor Indumentária: Dudu
Peroni
Música: Oriundos
Fonte: Blog Ronda dos Festivais - Jairo Reis
2026 - ANO MARIO QUINTANA
A Academia Rio-Grandense
de Letras (ARL) instituiu 2026 Ano Mario Quintana, em homenagem aos 120 anos do
seu nascimento. O ato foi assinado dia 29 pelo presidente do
Sodalício, escritor Airton Ortiz, em cerimônia na sede da entidade.
Durante o ano, uma série
de atividades será realizada, em todo o Rio Grande do Sul, pela ARL e demais
entidades parceiras, em função da obra do poeta. A Academia publicará dois
livros, um com depoimentos dos acadêmicos sobre Mario Quintana, e outro com
ensaios sobre a obra do autor.
Além disso, haverá
exposições, seminários e palestras sobre Mario Quintana. As instituições que
desejarem participar do calendário oficial do Ano Mario Quintana devem entrar
em contato com a Academia para terem suas atividades incluídas na programação.
QUE RUMO VOCÊ TOMARIA?
Ontem os parceiros do Site Marcos Do Pampa fizeram uma bela brincadeira auxiliados pela IA para saber aonde o pessoal está indo neste fim de semana de dois grandes eventos no Estado. O Planeta Atlântida ou o Rodeio de Vacaria.
Claro que, por ser um Site voltado para a cultura regional gaúcha 99,9% das resposta citaram o Rodeio.
Na verdade são acontecimento com públicos de perfis distintos. Fui em dois Planetas levar meus filhos ainda adolescentes, isto há mais de 25 anos e, embora não seja minha "praia", gostei do que vi.
Quanto ao Rodeio, vou sempre que posso. Fui avaliador das declamações masculinas por 5 rodeios seguidos (10 anos) e dia 03 estamos subindo a serra novamente agora para avaliar o Concurso Inéditos de Poesias promovido pela Câmara de Vereadores.
Portanto, penso que a foto ilustrativa deve ter sido tirada de dentro do meu carro, ou seja, pendendo para a direita do que indica a placa.
Bom divertimento a todas as tribos.
REPONTANDO DATAS / 30 DE JANEIRO
O Rio Grande comemora, com muita justiça, no dia de hoje, o nascimento do maior dos pajadores, ou seja, Jayme Caetano Braun, ocorrido num 30 de janeiro de 1924. Por tal motivo tal dia é considerado o Dia do Pajador Gaúcho.
COMO SURGIU O "DIA DO PAJADOR GAÚCHO"
No dia 30 de janeiro do ano de 2000, durante o Rodeio Internacional de Vacaria, um grupo de pajadores e declamadores fizeram uma apresentação em homenagem a Jayme Caetano Braun que havia falecido em 8 de junho de 1999.
O sucesso do evento foi tamanho que ao final, entusiasmado, Paulo de Freitas Mendonça foi ao microfone e proclamou que, a partir daquele momento, o dia 30 de janeiro seria O Dia do Pajador Gaúcho em reverência ao nascimento do poeta missioneiro.
Em contato com Paulo Mendonça sobre o tema, o poeta, escritor e pajador nos confidenciou que somente ao chegar em casa percebeu a importância e a repercussão de suas palavras no palco.
Para não deixar morrer aquela ideia em um momento de empolgação Paulo de Freitas Mendonça procurou na Assembleia Legislativa o deputado João Luiz Vargas, que topou a empreitada de tornar aquela data em algo oficial, através de Lei. O próprio Paulo ajudou a redigir as justificativas do projeto que, apresentado em plenário pelo deputado, foi aprovado por unanimidade e sancionado pelo então governador Olívio Dutra, conterrâneo de Jayme, tornando-se Lei.
Momento da Sanção da Lei Nº 11.676, de 16 de outubro de 2001, instituindo o Dia do Pajador Gaúcho. A data foi ratificada pela Lei Nº 15.950, de 9 de janeiro de 2023.
No entanto muitos esquecem que, no mesmo dia e mês, no ano de 1903, nascia em São Borja o poeta Vargas Neto, considerado o Príncipe dos Poetas Tradicionalistas. É o Presidente de Honra da Estância da Poesia Crioula.
Versos de Vargas Netto
Você pensa que é mentira,
Mas eu lhe digo que não,
Ouvindo falar nos pagos
Sinto dor no coração.
Diz que não chora o gaúcho,
Pois eu lhe garanto agora,
Fale dos pagos distantes
Vamos ver se ele não chora.
Quando me lembro, la pucha,
Da china que deixei lá,
Sinto um repucho por dentro
Que nem sei o que será.
É como um tirão “de atrás”,
Quando se pega a carreira,
Dum sovéu de três ramais
Atado numa tronqueira.
Não há gaúcho mais qüera
Que não conheça o tirão,
Porque essa história é tão velha
Que tem a idade do chão.
....VAI DE ONDE ATÉ ONDE?
Cantado e decantado pelo cancioneiro gaúcho, no Sul do Brasil está o único bioma brasileiro restrito a apenas um Estado. Cerca de dois terços da área do Rio Grande do Sul são ocupados pelo Pampa: uma extensa área de campo natural. Nesta região forjou-se o "gaúcho gaudério".
O clima temperado, com temperaturas médias entre 13 °C e 17 °C, garante ao bioma características únicas. Uma delas é a presença de grandes campos de gramíneas (também conhecidas como capins, gramas ou relvas), com 450 espécies dessas plantas espalhadas pela região.
Esse cenário foi encontrado pelos primeiros seres humanos que habitaram a região Sul do Brasil, há cerca de 12 mil anos, e continua sendo a cara do Pampa atual. Mas, por ser tão antigo, o bioma possui grande variedade de espécies e paisagens. Embora seja famoso pelos campos, o Pampa abriga também florestas nas margens dos rios, arbustos, leguminosas, bromélias e até cactos. Na vegetação diversificada, vivem, é claro, centenas de espécies animais.
AS "BRIGAS" ARRANJADAS
Ontem um amigo meu, frequentador de rodeios, me perguntou o que eu estava achando da polêmica nas redes sociais entre dois conhecidos laçadores porque um foi convocado para a seleção gaúcha de laço e o outro não. O debate entre os dois, numa disputa de vaidades, era para ver qual o melhor e da provável injustiça da tal convocação.
Sinceramente gosto de ir nos torneios de laço, rodeios, festas campeiras, para rever os amigos, ir nas barracas tomar um mate, uma ceva gelada, ouvir umas cantorias.... o laço não me atrai. Acho uma coisa monótona. É o tipo de esporte que é atrativo para quem o pratica. Prefiro assistir uma prova de rédeas, uma gineteada.
Os laçadores, nos dias de hoje, viraram profissionais e atiram 100 armadas sem errar nenhuma. Me agradava o tempo de se laçar por um troféu. Atualmente se o prêmio é menor que uma camionete muitos nem participam.
Reconheço que os laçadores é que sustentam um rodeio com suas inscrições que, por vezes, chegam ao absurdo de 10 mil reais e da cadeia produtiva que os rodeios provocam mas, como assistente, não consigo ficar meia hora olhando. Me atrai muito mais a parte artística.
Como eu estava por fora do assunto o meu amigo me mandou o vídeo da discussão dos dois laçadores e tirei a minha conclusão.
Vocês já ouviram falar das "brigas" do Teixeirinha e do Gildo de Freitas? Pois é. Tudo para vender discos. Eram grandes amigos.
É isso aí. Uma bela jogada de marketing. E tem gente que dá palco para isso.
VACARIA MOSTRA SUA FORÇA
Na tarde de ontem, 26, foi definida por sorteio a ordem de apresentação do festival de poesias inéditas do Rodeio de Vacaria, uma promoção da Câmara de Vereadores deste município serrano.
É a terceira vez que participo como avaliador deste grande evento. Pela confiança agradeço aos organizadores.
Os poemas concorrentes com seus respectivos autores, recitadores e amadrinhadores, já pela ordem de apresentação são os seguintes:
1. TODA A LÁGRIMA
Autor: Alberto Sales
Declamadora: Liliana Cardoso
Amadrinhador: Guilherme Castilhos
2. BEBEDOURO DE CISMAS
Autor: Matheus Costa
Declamador: Douglas Diehl Dias
Amadrinhador: Kaike Mello
3. TRÊS VERSÕES DA MINHA QUERÊNCIA
Autores: Felipe Pereira/Otávio Lisboa
Declamador: Pedro Junior da Fontoura
Amadrinhadores: Ricardo Pacheco/Marcelo Pimentel
4. DE APORFIA
Autor: Jaime Brum Carlos
Declamadora: Silvana Andrade
Amadrinhado: Fernando Graciola
5. NO SIMPLES FATO DA CRUZ
Autor: Rafael Xavier
Declamador: Joilson Oliveira
Amadrinhador: Felipe Leal
6. PALANQUE
Autor: Luciano Rozalino/Gilson Parodes/Alex
Brondani
Declamadora: Aline Linhares
Amadrinhador: Gabriel Ferreira
7. O VERSO
Autor:
Jadir Oliveira
Declamador: Neiton Peruffo
Amadrinhador: Maikel Paiva
8. RESERO DA VACARIA
Autor: Gederson Fernandes
Declamador: Elmes Carvalho
Amadrinhador: Jeferson Monteiro
9. NA LINHA DAS VELHAS CARRETAS
Autor: Adriano Medeiros
Declamador: Élvio Moraes
Amadrinhador: Ítalo Rossi
10. INVENTOR DE MEMÓRIAS
Autor: Rafael Ferreira
Declamador: Pablo da Rosa
Amadrinhador: Willian Andrade