MAIS UMA "CRIA" VEM AO MUNDO
(Esse não é de venda - É para brindar os amigos e amigas)
EM BREVE FALAREMOS SOBRE O SEU TEOR
MAIS UMA "CRIA" VEM AO MUNDO
(Esse não é de venda - É para brindar os amigos e amigas)
EM BREVE FALAREMOS SOBRE O SEU TEOR
REPONTANDO DATAS - 03 MARÇO
Num dia 03 de março de 1844 morria o coronel farroupilha Onofre Pires. Sua morte foi decorrente de uma gangrena oriunda do duelo de espadas com seu primo Bento Gonçalves da Silva ao qual Onofre havia chamado de ladrão.
Também num dia 03 de março, mas no ano de 1927, nascia
A "IA" ME DIVERTE
Com o advento da Inteligência Artificial, por uma questão de economia e praticidade, entidades tradicionalistas, festivais nativistas, promotores de bailes e rodeios, enfim, divulgadores de seus eventos, estão utilizando a IA em seus cartazes promocionais e deixando de fornecer trabalho aos artistas plásticos gaúchos (não falo em causa própria pois nunca cobrei por alguma ilustração).
Os desenhos de IA ficam bonitos e quase perfeitos. Falo quase porque, se formos observar bem, sempre tem algo estranho.
Já utilizei alguns exemplos aqui e gosto de olhar com atenção a cada gravura para ver sua fidedignidade, como esta que apareceu no face ontem.
Alguém dança desta maneira?
Homem segurando com a mão direita a mão esquerda da prenda?!
REPONTANDO DATAS - 02 DE MARÇO
No dia de hoje, 02 de março, se vivo estivesse estaria completando 74 anos de idade o grande amigo Elio da Rosa Xavier, o Porca Véia, que nasceu neste dia e mês no ano de 1952 na localidade de Pontão, interior de Lagoa Vermelha.
Se fosse contar as gauchadas que fizemos, iria longe. Conheci o Porca quando ele foi instrutor na antiga FEBEM de São Francisco de Paula e ali forjamos uma forte amizade e também algumas parcerias musicais que duraram até sua partida deste plano.
Porca Véia foi único. Autêntico, carismático e destes gaúchos que tirava a camisa para ajudar um parceiro.
16 ANOS DE BLOG
Hoje, 01 de março, nosso blog está de "níver". Começamos nesta brincadeira no dia 01 de março de 2010, data escolhida por ser o dia e mês que se configurou o tratado de paz de Ponche Verde, isto lá no ano de 1845.
Neste período de 16 voltas da terra ao de redor do sol publicamos 11.165 postagens o que resulta em quase 2 matérias diárias, sempre de maneira ininterrupta. Foram mensagens de cultura, paz, incentivos, polêmicas kkkk..., mas sempre objetivando interagir com nossos leitores levando o que aprendemos de nossa história gaúcha através da vivência de 70 anos deste "blogueiro".
Queremos, neste dia, agradecer a presença de 4.114.803 visitantes em nosso periódico terrunho. Começamos, lá naquele longínquo 2010, com não mais que 100 acessos no site. Hoje, temos em torno de 2 mil pessoas nos dando oh de casa a cada dia.
Um abraço de três voltas bem chinchadas em cada um de vocês, nossos amigos e amigas.
É muuuito bom andar por este Rio Grande velho e ser parado, reconhecido e cumprimentado por algum leitor. Eu não imaginava este longo e duradouro alcance.
Nestes 16 anos tivemos as seguintes capas ilustrando nossas matérias:
REPONTANDO DATAS / 28 FEV
O Tratado de Paz de Ponche Verde
No dia 28 de fevereiro de 1845, no local chamado Ponche Verde, hoje Dom Pedrito, o presidente da República Rio-grandense José Gomes de Vasconcelos Jardim assina o tratado de paz com o império brasileiro terminando a Guerra dos Farrapos.
Sobre esta questão a história não é clara pois há quem defenda que tal tratado foi assinado no dia 1º de março. Outros dizem que o documento chegou ás mãos dos farroupilhas no dia 25 de fevereiro. O documento original foi datado assim: "Campo de Alexandre Simões, 25 de fevereiro de 1845".
O certo é que o então Barão de Caxias, representante do império, ficou em Porto Alegre mandando seus subalternos discutirem o acordo visto que não considerava aquele documento um tratado pois tratado seria entre duas nações independentes e Caxias nunca considerou a Província como uma nação. Em nenhum dos artigos deste Tratado de Paz a independência da República Rio-Grandense é anulada ou extinta, permanecendo intacta e, por este detalhe, muitos consideram que o Rio Grande do Sul ainda é independente.
Outro fato de grande relevância é o Tratado de Livre Comércio, através do qual a Inglaterra reconhece a independência gaúcha. Este Tratado é datado de 23 de Março de 1845, ou seja, um mês após a data da suposta assinatura do Tratado do Ponche Verde. Se os Farroupilhas continuavam buscando reconhecimento oficial internacional em Março de 1845, era porque não havia nenhum impedimento para tal, o que segundo muitos fundamenta a tese de que o Tratado do Ponche Verde jamais foi assinado, tendo sido apenas discutido, mas não formalizado. Isso também coaduna com o fato de que foram encontrados apenas rascunhos do Tratado do Ponche Verde; os originais nunca foram achados.
Os generais Bento Gonçalves da Silva e Antônio de Sousa Neto se recusaram a assinar este Tratado de Paz.
Num dia 27 de fevereiro do ano de 2011. morria o poeta serrano Zeno Cardoso Nunes, ex-presidente da Estância da Poesia Crioula. Um de seus mais belos poemas chama-se Briga de Touros.
Também num dia 27 de fevereiro, mas o ano de 1894, os Maragatos vencem os Pica-paus no combate de Tarumã, em Passo Fundo.
E no dia 27 de fevereiro, de 1844, durante a Guerra dos Farrapos, ocorre o famoso Duelo Farroupilha entre Bento Gonçalves e seu primo Onofre Pires. O duelo aconteceu as margens do Arroio Sarandi (Alegrete) sem a presença de testemunhas. Bento fere Onofre no ombro e na mão depois, com seu próprio lenço, faz um torniquete em Onofre e volta a cidade. Onofre Pires veio a morrer três dias após, de gangrena.
MAIS UMA GRANDE POLÊMICA
Não iria manifestar-me sobre esse tema que vem tomando conta das redes sociais focadas no tradicionalismo que é o Curso de Formação de Cavaleiros, ou seja, para você participar de uma cavalgada teria que ter um certificado. É um curso de "apenas" 2 anos. Pessoalmente acho sem fundamento pois comportamento não se ensina em cursos. Basta colocar regras na cavalgada e quem não as cumprir não participa mais.
Tal decisão tem origem na 12ª Região Tradicionalista (Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Nova Santa Rita).
Um organizador de uma das maiores, bem organizadas e mais lindas cavalgadas, a da Costa Doce, Carlos Souza Gonçalves, disse algumas verdades que resolvi compartilhar.
Curso de Formação de
Cavaleiros é mais uma tentativa de engessar as manifestações da Cultura Gaúcha,
ou seja, criar amarras artificiais, dando poderes a entidades, que já estão tão
poderosas que constrangem através de legislações, Municipais, Estaduais e
Federais, que foram buscadas através dos políticos caça votos. Enfim
inviabilizam a participação das pessoas de menor poder financeiro, elitizando a
CULTURA E AS TRADIÇÕES.
Agora começa uma nova
tentativa de amarrar com detalhes de certificação o “andar de a cavalo”, mas é
apenas uma ponta do iceberg, um teste para aumentar a “cadeia de faturamento”,
pois em seguida vem os instrutores, os palestrantes, e tudo seguido de uma
“carteirinha com foto”, a um custo módico, ou seja “pequenas taxas”
justificadas como ressarcimento de despesas, e coisa e tal...
Como acima expresso uma
opinião critica, me sinto obrigado a tentar contribuir de forma efetiva para
melhorar o posicionamento das entidades tradicionalistas “que se colocam como
guardiãs da cultura dos gaúchos e suas tradições”: quem sabe seguir o exemplo
do CTG Cruzeiro do Sul de Guaíba, onde as crianças do Bairro Colina não
acolhidas em suas instalações, recebem instruções de danças, cultura campeira,
e as refeições sem qualquer custo, fruto de uma Patronagem obreira, trabalho de
equipe. Outro exemplo é a realização de “Oficinas” reunindo os mais experientes
da entidade, ou da comunidade, em cada área da cultura campeira, ensinando
crianças e adultos que se disponham a aprender, sobre a lida de campo, como
tratar e respeitar os animais, as pessoas, a propriedade alheia, na área
histórica também dentro de seus quadros, falar da nossa formação como povo
habitante deste território, dizer dos por que da nossa geografia e localização,
continente Sul Americano, o que moldou a personalidade da nossa gente.
Enfim o que propus é
trabalho das comunidades que os CTGs, teoricamente deveriam representar, e
acolherem para serem acolhidos.
No meu ponto de vista já temos muitos mestres remunerados, vivendo de legislações cartoriais e gordas taxas, sou do tempo em que havia narrador criado narrando Rodeio, porque era laçador, ou tinha sido eu mesmo cheguei a narrar prova de 21 dias e comentar, hoje teria que ter carteirinha...para participar em uma busca de Chama Crioula, porque os gaúchos passaram a ser reconhecidos pelo tamanho do Lenço, e não pelo proceder de ser respeitador, e homem honesto. Que lastima!!!
Assina: Carlos Souza Gonçalves
REPONTANDO DATAS - 24 FEV
Em 24 de fevereiro de 1843 era criada uma Capela Curada
denominada "Capela do Uruguai", conforme uma resolução que foi
sancionada pela Assembleia Constituinte e Legislativa de Alegrete. Por essa
iniciativa e empenho, agindo em nome do líder farroupilha general Bento Gonçalves da Silva, o mineiro Domingos José de Almeida, ministro das finanças da
Revolução, é considerado o fundador oficial da cidade de Uruguaiana.
O GUARDIÃO DO OBELISCO DA PAZ
Um obelisco de granito de
sete metros de altura, cujo topo abriga um ninho de joão-de-barro, desponta nos
campos de Ponche Verde como garantidor da paz entre farroupilhas e imperiais,
depois de quase 10 anos de guerra civil. Erguido em 1945, no centenário da
pacificação, também é o testemunho de como o Rio Grande do Sul desejou voltar a
fazer parte do Império do Brasil, assegurando a unidade nacional.
Curiosidades cercam o
monumento. Historiadores conceituados informam que a concórdia ocorreu em 28 de
fevereiro de 1845, quando o general farrapo David Canabarro assinou o tratado
confiando na "palavra sagrada" e no "magnânimo coração" de
dom Pedro II. Outros preferem o 1º de março de 1845, como está gravado na pedra
do obelisco, quando o marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Caxias, confirmou
o acerto. A declaração do pacificador:
- Rio-grandenses! É sem
dúvida para mim de inexplicável prazer o ter de anunciar-vos que a guerra
civil, que por mais de nove anos devastou esta bela província, está terminada.
Possíveis imprecisões não
se limitam a datas. O diretor do Museu Paulo Firpo (Dom Pedrito), Adilson Nunes
de Oliveira, 65 anos, observa que o obelisco não teria sido construído no exato
lugar da pacificação, que era numa baixada. Foi deslocado para um terreno mais
alto, perto da estrada, para que ficasse mais visível e assomasse na vertiginosa
horizontalidade do pampa.
- De qualquer forma, é um
motivo de honra para Dom Pedrito, que ficou conhecida como a capital da paz -
destaca Adilson.
Além da vigilância do
operoso joão-de-barro, o obelisco tem um guardião: João Pedro Souza Rodrigues, dono de um bolicho perto do monumento. É uma vendinha humilde, com
paredes feitas de leivas e cobertura de capim santa-fé, mas acolhedora. O que a
identifica é uma antiga placa de propaganda - "Beba Fanta" -
descolorida e com amassados.
Quem vê as prateleiras
meio desfalcadas, não imagina as surpresas que o bolicho pode oferecer. Se
gostar das maneiras do cliente, João Pedro tira um majestoso bandônion do baú e
abre os foles para executar tangos e canções do gaúcho Luiz Menezes. Nesse
momento, dizem, até os cavalos atados no palanque à espera dos donos que bebem
um trago de cachaça escutam as músicas.
João Pedro ganhou o
bandônion (fabricado na Alemanha), do pai, Teodoro Souza, que era
estancieiro apoderado mas perdeu tudo apostando em corridas de cavalo. Antes de
falir, ordenou-lhe que jamais vendesse o precioso instrumento, comprado de
segunda mão - teria circulado pelos cafés tangueiros de Buenos Aires.
- Depois que ficou pobre,
meu pai teve de tirar mel do oco das árvores para alimentar os filhos - conta.
O filho quase seguiu a
perigosa paixão de carreirista de cavalos do pai. Era jóquei - franzino, pesa
50 quilos -, mas acabou se encantando pelo bandônion. Aprendeu a tocar sozinho,
ouvindo emissoras de rádio, as brasileiras e as castelhanas, pois o Ponche
Verde está próximo ao Uruguai. Turistas e pesquisadores que visitam o obelisco
compram refrigerantes e bolachas no bolicho, mas desconhecem o talento do
comerciante.
- De tudo que é lado vem
gente, até do estrangeiro - diz João Pedro.
Em setembro, nas
comemorações pela Semana Farroupilha, aparecem romarias de cavaleiros. Grupos
fazem tertúlias no lugar, cantando, bebendo e churrasqueando em honra aos
farrapos.
UM OUTRO LAÇADOR
Por: José Francisco Alves
Em 1936, Francisco
Bellanca (1895-1974) pensou em fazer em Porto Alegre uma estátua de Laçador.
Ele que foi o criador do Brasão de Porto Alegre, projetista, desenhista,
ilustrador e pintor. O primeiro formado pela Escola de Artes do Instituto de
Balas Artes do RS em 1919, e o seu primeiro professor ex-aluno. Em breve, a
Casa da Memória Unimed Federação RS vai promover a primeira mostra desde sempre
do artista, com dezenas de originais,. Aguardem!
Jornalista: André Malinoski
Há 20 anos, o Projeto
Aquecimento Cênico prepara grupos de dança tradicionalista para competições em
cidades do Rio Grande do Sul e de outros estados do país. Ao longo desse
período, cerca de 20 mil pessoas – de grupos mirins a
veteranos – já participaram das aulas, que somam 572 encontros realizados.
A iniciativa surgiu em
Canoas, na Região Metropolitana. Embora não tenha sede própria, as atividades
ocorrem em salões ou galpões onde os grupos costumam ensaiar — entre
eles, diversos vencedores de torneios. Com duração de seis
horas consecutivas, as oficinas trabalham a expressão corporal e facial por
meio de técnicas teatrais.
Idealizado pelo professor
de Português, Literatura e Redação Leandro de Araújo, 51 anos, em parceria com
a esposa, Fabi Araújo, 46, o projeto começou por acaso, em 2006,
quando o casal foi convidado a auxiliar um grupo de amigos que dançava, em
razão da experiência deles com o teatro.
— Fizemos o trabalho e,
no fim de semana seguinte, outro grupo chamou. Quando nos demos conta, perdemos
o controle dos nossos finais de semana. Havia uma necessidade muito grande de
os grupos de dança entenderem a parte cênica e artística e fazerem a
relação das danças com a história. A oficina foi se transformando em algo
praticamente obrigatório para os grupos de dança — recorda o declamador.
Com o interesse crescente
do público pelas oficinas, a dupla paralisou o projeto por cerca de um ano
para estudar e se especializar no tema. Na sequência, os dois
voltaram a oferecer as atividades. Nessas duas décadas, 115 cidades em cinco
estados do país já foram visitadas, assim como o Uruguai, em duas
oportunidades.
— De certa forma, a gente
revolucionou a forma como a dança tradicional gaúcha é ensinada dentro dos
galpões, trocando aquela rigidez que havia por algo bem mais humanizado e,
principalmente, pelo aspecto de entender a história da dança e o caráter da
expressão corporal e facial, em detrimento dessa rigidez de disciplina que a
gente tinha — afirma Araújo.
Quebrando paradigmas
O circuito de danças do
Estado é conhecido por sua extrema competitividade. Os grupos
procuram as oficinas para melhorar suas performances. Dançarinos que desejam
aprimorar suas apresentações, inclusive de outras regiões do Brasil, também
buscam ampliar seus conhecimentos no Projeto Aquecimento Cênico.
— Hoje, a nota na
interpretação da dança é o elemento mais importante das competições. Se dois
grupos, por exemplo, empatam na nota geral, será essa nota que acabará
definindo quem fica na frente — explica.
Araújo compartilha que,
no começo das oficinas, foi difícil quebrar alguns paradigmas e trabalhar
técnicas de teatro, que movimentam o corpo com músicas que não são
tradicionalistas. Segundo o idealizador, os grupos saem das aulas muito
diferentes de como entraram.
— É um trabalho que mexe
muito na questão emocional. Tanto que já foi publicado em revistas científicas
de universidades federais, na Faculdade de Dança. Algumas oficinas que criamos
estão publicadas. Isso, para nós, é motivo de muito orgulho — observa.
Conforme Araújo, é
comum os participantes chorarem durante as intensas oficinas. Ele explica o
porquê:
— Esse chorar que a gente
promove é um chorar no sentido do desenvolvimento da inteligência emocional.
Eles entendem que a emoção faz parte da arte e da dança. A gente
não dança para ganhar ponto, mas para se desenvolver emocionalmente como
pessoa.
De certa forma, a
gente revolucionou a forma como a dança tradicional gaúcha é ensinada dentro
dos galpões, trocando aquela rigidez que havia por algo bem mais humanizado.
O professor enumera outro
motivo de gratificação. Segundo relata, dos 10 melhores grupos
juvenis de dança do Estado, oito passaram pela oficina. E, dos sete melhores
mirins, todos trabalharam no projeto. Além disso, acrescenta, entre os 10
melhores adultos do Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart), praticamente
todos os dançarinos já estiveram nas oficinas.
Para a professora Fabi
Araújo, o projeto fortaleceu vínculos e evidencia a
importância de humanizar os ensinamentos nas oficinas.
— O projeto mudou a nossa
vida. Saber que humanizamos os ensaios, trocando aquela disciplina quase
militar que havia quando eu ensaiava por sensibilidade e cenicidade, é
maravilhoso. Hoje, há intencionalidade em cada movimento da dança,
e isso se deve ao fato de ensinarmos os motivos desses movimentos, e não apenas
fazê-los para somar pontos ou agradar jurados.
Como participar
Informações sobre como participar das oficinas podem ser feitas pelo telefone (51) 99729-7816, com Leandro de Araújo, ou pelas redes sociais do projeto: no Instagram, pelo perfil @aquecimentocenico
Cada vez que bombeio os noticiosos fico pensando o que será do futuro de nossos filhos e netos pois os destinos da humanidade se concentram nas vontades de meia dúzia de dementes.
Aproximadamente 8,3 bilhões de pessoas do mundo todo dependem da sanidade mental de alguns governantes que detém o poder.
E nós aqui preocupados com raias miúdas, com picuinhas, com disque-me-disque, quando uma guerra bélica está prestes a eclodir por vaidades de mandatários que pensam ser os donos do planeta.
Falando em guerra uma das melhores frases sobre o tema é atribuída ao físico alemão Albert Einstein ao receber o seguinte questionamento:
- Como será a terceira guerra mundial?
No que o gênio que desenvolveu a teoria da relatividade respondeu:
- Não sei como será a terceira guerra mundial mas sei como será a quarta. Com pedras e paus.
REPONTANDO DATAS - 20 DE FEV
Nasce Honeyde Bertussi
Honeyde Bertussi nasceu em 20 de Fevereiro de 1923 na localidade de São Jorge da Mulada, distrito de Criúva, município, na época, de São Francisco de Paula e faleceu em 4 de Janeiro de 1996 em Caxias do Sul.
Conhecido como o Cancioneiro das Coxilhas, aos quatro anos ganhou de presente de seu pai, Fioravante Bertussi, uma gaita de quatro baixos. Com o tempo, aprendeu a tocar violão e gaita de boca. Após a realização de seus estudos na cidade de Vacaria, onde concluiu o 2º Grau, Honeyde retornou para o campo casando-se no mês de março de 1941 com Haydee Vacchi.
Em 1942 adquiriu o seu primeiro acordeon uma Todeschini de oitenta baixos. Aos oito de maio de 1942, graças a uma cheia do rio Mulada a orquestra não consegue chegar a tempo de tocar um baile de casamento na localidade onde nasceu, Honeyde foi chamado e tocou o seu primeiro baile. Em 1943 compôs a canção Cancioneiro das Coxilhas, sua música predileta. Na década de 50, junto com seu irmão Adelar, 10 nos mais novo, formou a primeira dupla de gaiteiros do Rio Grande dando início a uma saga galponeira que floresceu e dá frutos até hoje. Em 1955 lançaram o primeiro LP "Coração Gaúcho" consagrando Os Irmãos Bertussi. Daí para frente, foi um sucesso atrás do outro sendo aclamados como a melhor dupla de acordeonistas de todos os tempos.
Na Rádio Caxias todas as quintas-feiras Honeyde apresentava o programa Cancionero das Coxilhas, foi um dos pioneiros dos programas radiofônicos ao vivo. Cantava e tocava músicas regionais, sempre mostrando a rica história do Rio Grande do Sul. Incentivando o culto tradicionalista gaúcho, Honeyde Bertussi brilhantemente conduziu a história musical rio grandense, conservando, junto aos Centros de Tradições Gaúchas, o gosto pela música e pelo regionalismo.
Honeyde Bertussi foi um dos artistas mais completos do Rio Grande do Sul pois tocava bem seu acordeom, era excelente letrista e cantava com uma voz de trovão inigualável. Tive a honra de ser seu amigo pessoal e de escrever um livro autobiográfico sobre sua vida artística. Tal obra encontra-se esgotada (Léo Ribeiro).
MÚSICA BERTUSSI É PATRIMÔNIO
CULTURAL E IMATERIAL DE CAXIAS DO SUL
Durante evento realizado no Parque Mário Bernardino Ramos, antecedendo o show comemorativo do centenário de Honeyde Bertussi a obra musical dos Irmãos Bertussi foi reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Município de Caxias do Sul. Os certificados foram entregues aos familiares, Paulo Bertussi, filho de Honeyde Bertussi, e Gilney Bertussi, filho de Adelar Bertussi.
Os Irmãos Bertussi foram os primeiros a gravar um "bugio" no disco Coração Gaúcho", ritmo que hoje também ganhou o status de Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul.
Foram definidas a MÚSICA
DO ANO, a POESIA DO ANO e a MÚSICA INSTRUMENTAL DO ANO, dentre as obras
vencedoras dos festivais realizados no ano de 2025. Seus autores receberão o TROFÉU RONDA DOS
FESTIVAIS no dia 20 de março, as 19h30, no CTG Estância da Azenha, em Porto
Alegre. A tradicional promoção e realização é do blog Ronda dos Festivais de
propriedade do radialista Jairo Reis.
A definição das laureadas
coube à uma Comissão Avaliadora constituída para esta finalidade, composta por
vinte pessoas dotadas de conhecimentos sobre o universo poético-musical do sul
do Brasil, todos profissionais respeitados e com notória credibilidade nos
ambientes do nativismo e da comunicação.
Até o dia 15 de
fevereiro, este capacitado elenco de jurados e juradas assumiu a tarefa de
escutar e analisar criteriosamente os áudios e as letras das 58 canções, das 10
poesias e os áudios das 4 músicas instrumentais que conquistaram Primeiro Lugar
nos festivais realizados durante o ano de 2025.
Ao final da missão, cada
avaliador listou as suas 05 (cinco) primeiras colocadas nas três categorias:
Música do Ano, Poesia do Ano e Música Instrumental do Ano.
A partir do ranqueamento
elaborado pelos jurados, a comissão organizadora do Troféu Ronda dos Festivais
atribuiu conceitos numéricos (pontos) para cada uma das obras destacadas pelos
avaliadores:
1º Lugar: 5 pontos
2º Lugar: 4 pontos
3º Lugar: 3 pontos
4º Lugar: 2 pontos
5º Lugar: 1 ponto
Os vencedores foram os
seguintes:
MELHOR
MÚSICA INSTRUMENTAL DE 2025
UM TEMA PARA IOLANDA
Ritmo: Rasguido
Autor: Desidério Souza
Acordeon Cromático:
Desidério Souza
Contrabaixo: Cássio
Castilhos
Violino: Gesiel Carvalho
Violão: Marcos Nunes
Festival: 30º Musicanto
Instrumental
Cidade: Santa Rosa/RS
MELHOR POESIA DO ANO DE
2025
O ÚLTIMO MUURIPÁ
Autor: Cândido Brasil
Declamador: Cândido
Brasil
Amadrinhadores: Marcello
Caminha: Violão - Magno Charrua: Bombo Leguero e Vocalize
Festival: 10ª Tertúlia
Maçônica da Poesia Crioula - Linha Maçônica
Cidade: Porto Alegre/RS
MELHOR MÚSICA DO ANO DE
2025
PONCHO MILIQUERO
Ritmo: Milonga
Letra: Evair Gomez
Melodia: Juliano Gomes
Interpretação: Pirisca
Grecco
Violão: João Gabriel Rosa
Violão e Vocal: Marlus
Pereira
Flauta: Daniel Zanotelli
Teclado: Eduardo Varela
Contrabaixo e Vocal:
Juliano Gomes
Recitado: Evair Gomez
Festival: 31º Sapecada da Canção Nativa
Cidade: Lages/SC
SOBRE O DESFILE DA PORTELA
Por curiosidade, fiquei assistindo ao desfile da Portela. Como gaúcho só tenho que agradecer por uma escola de samba tão tradicional colocar a negritude de nosso Estado em tamanha evidência. Foi um momento maravilhoso. Uma pena que o último carro, que trazia a Velha Guarda teve problemas e comprometeu um pouco a harmonia ou evolução (não entendo muito tecnicamente falando).
Aprendi muita coisa como, por exemplo, que o Rio Grande do Sul é o Estado que acolhe o maior número de terreiros de batuque do Brasil. Sempre achei que fosse a Bahia ou o Rio de Janeiro.
A escola conseguiu seu objetivo de representar as particularidades da religião de matriz africana gaúcha, inclusive do Príncipe Custódio, que para muitos era um desconhecido além, é claro, da conhecida lenda do Negrinho do Pastoreio..
A escola homenageou, inclusive, nosso Mercado Público de Porto Alegre com o lindo e imponente carro com o orixá Bará. A agremiação abordou, também, o maçambique de Osório e não fugiu da "hipocrisia" da elite gaúcha em relação às religiões de matriz africana na ala Burguesia Macumbeira, onde a alta sociedade busca auxílio espiritual no batuque mas mantém a negação desta mesma cultura no espaço público. "De noite todo mundo bate tambor, de dia todo mundo nega que bateu".
Com inteligência o carnavalesco André Rodrigues em seu enredo fugiu de temas polêmicos e mal resolvidos como a Batalha dos Porongos e a letra do Hino Rio-grandense (para decepção de muitos aqui da terrinha).
PORTELA HOMENAGEIA
O NEGRO GAÚCHO
A Escola de Samba Portela, maior vencedora do carnaval carioca, homenageou, na noite de ontem, o negro gaúcho. através do tema: O Mistério do Príncipe Bará - A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”.
Sob o olhar do
carnavalesco André Rodrigues, a escola explora a ancestralidade e a influência
negra na formação cultural do Rio Grande do Sul.
Pontos centrais da
história:
• Príncipe Custódio:
Figura histórica do final do século XIX, Custódio Joaquim de Almeida,
originário da região do Benin, foi um líder religioso e articulador das
religiões de matriz africana em solo gaúcho.
• O Batuque: Religião
afro-brasileira nascida no RS, que integra o culto aos Orixás com elementos
locais, como vestimentas tradicionais e culinária adaptada. Vale notar que o
estado possui, proporcionalmente, o maior número de adeptos de religiões de
matriz africana no Brasil.
• O Bará do Mercado: O
assentamento religioso localizado no Mercado Público de Porto Alegre, atribuído
ao legado de Custódio, é um dos principais marcos dessa resistência cultural.
• Simbologia: A narrativa
une a lenda do Negrinho do Pastoreio à figura de Bará (Exu no Batuque),
traçando um paralelo entre fé, proteção e a memória de uma população que muitas
vezes é invisibilizada nos registros tradicionais da região Sul.
A historiadora Flávia
Trindade recomenda o documentário “Cavalo Santo”, de Mirna Britto, disponível
no Globoplay e YouTube, que aprofunda a discussão sobre o Batuque e a herança
negra gaúcha.