"TEU PRESTÍGIO É PROPORCIONAL A TUA CONDUTA"

Léo Ribeiro

RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Óleo sobre tela do artista plástico argentino Carlos Montefusco

COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

FORÇANDO A RIMA (hoje pode)


As rugas, cabelos brancos,
isto ao TEMPO  pouco importa.
Não respeita Dia Santo,
entra e sai em qualquer porta,
gosta de quebrar encantos
e quando passa... não "vorta".

Oiga-lê Rio Grande velho. E vamos indo, meio de arrasto, mas deixando as marcas das garras nas paredes.    

 
 
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

CLASSIFICADAS DO ACAMPAMENTO



CLASSIFICADOS 17º ACAMPAMENTO DA CANÇÃO NATIVA FASE GERAL
(Dia 2 de março de 2019, Campo Bom/RS)


TIRANA DO LENÇO BRANCO (MILONGA)
LETRA: DIEGO MULLER E LEONARDO BORGES (CANOAS – SANTANA DO LIVRAMENTO)
MUSICA: ZULMAR BENITEZ (BAGÉ)


AO VENTO MEU TEMPO (MILONGA)
LETRA: GEDERSON FERNANDES (ALEGRETE)
MUSICA: VOLMIR COELHO (SANTANA DO LIVRAMENTO)

 
VOLTA PRA MIM (CHIMARRITA)
LETRA: SERGIO CARVALHO PEREIRA (RIO GRANDE)
MUSICA: JULIANO GOMES (SANTANA DO LIVRAMENTO)

 
SONORA (MILONGA)
LETRA: GUJO TEIXEIRA (LAVRAS DO SUL)
MUSICA: VITOR AMORIM (LAGES)

 
REVISÃO (MILONGA)
LETRA: RAFAEL MACHADO (SANTO ANTONIO DAS MISSÕES)
MUSICA: ALEX HAR (SANTANA DO LIVRAMENTO)

 
MINGUANTE (MILONGA)
LETRA: ADRIANO SILVA ALVES (BAGÉ)
MUSICA: LUCIANO FAGUNDES (CANDIOTA)
 

LENGUA MATERNA (CARNAVALITO)
LETRA E MUSICA: MARÍA F.FERREIRA IRRAZÁBAL (SALTO-URUGUAI)

 

TEMPO PRESENTE (CIFRA)
LETRA: FRANCISCO BRASIL (BAGÉ)
MUSICA: KIKO GOULART (LAGES)

 

CORREDOR (CHAMAME)
LETRA: FABRICIO MARQUES E FABIO MACIEL (CANGUÇU – BAGÉ)
MUSICA: CICERO CAMARGO (CANGUÇU)

 

BOCALDE PANO (CHAMARRA)
LETRA: FELIPE BACCHIERI E ANTONIO OPPTIS (PELOTAS)
MUSICA: JARI TERRES (PELOTAS)

 

VALSA DA MELHOR IDADE (VALSA)
LETRA: RODRIGO BAUER (SÃO BORJA)
MUSICA: CARLOS MACHADO (CACHOEIRA DO SUL)

 

RISCADO (MILONGA)
LETRA: JULIANO COSTA (JULIO DE CASTILHOS)
MUSICA: ÍNDIO RIBEIRO (LAGES)

CLASSIFICADOS 17º ACAMPAMENTO DA CANÇÃO NATIVA FASE REGIONAL
(Dia 1 de março de 2019, Campo Bom/RS)


DON RECUERDO E SEUS AMORES (MILONGA)
LETRA: LEONARDO CHARRUA E LUIS ROSADO (SÃO LEOPOLDO)
MUSICA: LEONARDO CHARRUA (SÃO LEOPOLDO)

 

TEATINO (CHAMARRA)
LETRA: ALEXANDRE KONFLANZ DOS SANTOS (ESTEIO)
MUSICA: LUCAS FERRERA (ESTEIO)

 

VERDE LUA (MILONGA)
LETRA E MÚSICA: LEONARDO MEDEIROS E JEAN CARLO GODOY (ESTEIO)

 

A NOSSA HERANÇA (CHOTE)
LETRA: ROBERTO ORNES (SAPIRANGA)
MUSICA: ALEXANDRE OLIVEIRA (SAPIRANGA)

 

DE VOLTA (MILONGA)
LETRA E MÚSICA: RONALDO MARTINS (CAMPO BOM)

 

ENCARNADO (MILONGA)
LETRA E MÚSICA: JOÃO SOLEDAD (IGREJINHA)

 

CANTO DE UM PEÃO CAMPEIRO (CHAMAME)
LETRA: PAULO FRANCISCO (NOVO HAMBURGO)
MUSICA: ROBSON PAINES (NOVO HAMBURGO)

 

MINHA SAUDADE TEM TEU NOME (MILONGA)
LETRA E MÚSICA: JADIR FILHO (SÃO LEOPOLDO)

 

DE UM ROMANCE MADRUGADO (MILONGA)
LETRA: MAURO MARQUES (SÃO LEOPOLDO)
MUSICA: ANTONIO CARLOS NEVES (SAPUCAIA)

 

DE ESPORA E MANGAÇO (MILONGA)
LETRA: PAULO TRENTIN 
MUSICA: CRISTIANO MARTINS (CAMPO BOM)

 

VOZ DAS ÁGUAS (HUAYNO)
LETRA: GENERINO VARGAS (CAMPO BOM)
MUSICA: LEANDRO VARGAS (CAMPO BOM)

 

PRA MINHA CORDEONA (CHAMAME)
LETRA E MUSICA: DIEGO MACHADO (CANOAS)

CLASSIFICADOS PARA O 5° ACAMPAMENTINHO DA CANÇÃO NATIVA
(dia 28 de fevereiro de 2019, Campo Bom/RS)


CATEGORIA PIAZITO:
VITOR CUSTÓDIO HENRIQUES (PORTO ALEGRE)
MARINA DUARTE (SAPUCAIA)
VITÓRIA HECK (PORTO ALEGRE)
ALICE ARAÚJO DOS SANTOS (SAPUCAIA)
JOÃO VITOR CAMARGO (CAMPO BOM)

CATEGORIA PIÁ:
GIOVANNA CAVALHEIRO (SAPUCAIA)
KATHELLYN BEATRIZ GARCIA (GRAVATAÍ)
MARINO VARGAS (CAMAQUÃ)
MATHEUS PIMENTEL NUNES (SANTIAGO)
JÚLIA ALMEIDA (NOVO HAMBURGO)


Fonte: blog do Rogério Bastos





segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

GAÚCHO É BICAMPEÃO DE JESUS MARIA



Natural de Alegrete, o ginete Rafael Safons, 31 anos, saiu do 54º Festival de Doma y Folclore de Jesús Maria, em Córdoba, na Argentina, com um feito nunca alcançado por algum brasileiro participante deste grandioso evento, ou seja, levou o título de bicampeão crinia limpia (em pelo) a mais difícil de todas. O festival, que é considerado o maior da América Latina, tendo a duração de 12 dias, contou com diversas delegações de vários países.
 



CHASQUE MTG / ECO DA TRADIÇÃO


Detalhes das inter-regionais do Enart já têm data para serem divulgados 


 
O Movimento Tradicionalista Gaúcho divulgará em fevereiro as datas das etapas inter-regionais do Enart – Encontro de Artes e Tradição Gaúcha. A informação é do vice-presidente artístico, Rodrigo de Moura, e do vice-presidente de administração e finanças, Carlos Moser.
A divulgação acontecerá durante reunião da diretoria com coordenadores regionais, diretores campeiros, culturais, esportivos e artísticos, que acontece no dia 16 de fevereiro, em Xangri-lá, município que sediará neste ano a Fecars – Festa Campeira do Rio Grande do Sul.
A final do concurso está marcada para novembro, em Santa Cruz do Sul.
Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
Cel e Whatsapp: 51 99370 0619
 
 
 

domingo, 20 de janeiro de 2019

SÃO CHICO DOS APELIDOS



 

São Francisco de Paula, na região serrana do meu Rio Grande velho, é conhecida como a "Cidade dos Apelidos". A maioria de seus habitantes carregam alguma "alcunha", a começar pelo próprio nome da cidade, São "Chico".  

É comum nesta cidade de colonização portuguesa, "pêlo duro", povoada a partir dos pousos dos tropeiros Berivas, antigamente habitada pelos índios Caáguas, ou Caaguaras, não se conhecer um vivente pelo nome, mas sim pelo apelido.  

Eu mesmo já fiz uma poesia reculutando apelidos de amigos. Está no livro São Francisco Centenário e ficou muito engraçada. Nos diversos exemplares que já doei as escolas, é o poema que a piazada mais gosta. 

Uma das estrofes diz assim:  

Lagarto, Didi, Caduco,
Capacete, Gameleiro,
Alicate, Budegueiro,
Pato, Itagiba, Pinhão,
Bolo, Candinho, Pregão,
Gasolina, Tico-tico,
Cevada, Pingo, Munico,
Cegonha, Gordo, Canhão. 

Pois hoje a Zero Hora traz uma reportagem sobre nomes engraçados pesquisados em cima da serra. Quero salientar que todas estas localidades, hoje, municípios, tipo Jaquirana, São José dos Ausentes, Bom Jesus, Cambará do Sul, já pertenceram a São Francisco de Paula.  

A matéria de ZH se debruça mais em nomes de lugares como Arrepio, Faxinal dos Pelúcios, Matemático, Passo do Inferno... e dá a origem do nome de cada um. Uma bonita e criativa reportagem com texto de Andrei Andrade e imagens de Lucas Amorelli. 

Quando os repórteres descrevem o lugar onde nasci, na velha e legendária Contendas, dão a seguinte explicação em relação ao nome: Para Contendas há duas versões. A primeira é por causa das diversas brigas que dava no salão da igreja. Ali, nunca um baile chegava ao fim em bons termos. A segunda, reforçada pelo historiador serrano José Carlos da Fonseca seria pela disputa de terras entre duas famílias que passaram gerações brigando. 

O que nenhum falou é que Contendas tinha (e tem) um sub-apelido. Segundo relatos dos moradores havia, nos idos tempos, alguns ladrões de porcos que habitavam Contendas. Roubavam na calada da noite, carneavam e revendiam o produto, como fazem hoje os abigeatários por todo o Rio Grande. Para o resto do município, quem era oriundo das Contendas era chamado de Ladrão de Porco.  

Então, para os que não sabiam, sem nunca ter furtado nada de ninguém, este é o meu apelido: Ladrão de Porco.

Histórias deste Rio Grande.
 
      
 

 
 
 

sábado, 19 de janeiro de 2019

SAUDADES DO SANTIAGO


E DO GAÚCHO TAURINO
 
 
 
 
 
 

THOMAS MACHADO NO PROGRAMA


DE CAMPO E ALMA
 
“De Campo e Alma” reapresenta programa com Thomas Machado
 

O cantor Thomas Machado é a grande atração do De Campo e Alma deste final de semana. O programa, veiculado pela Record News em nível nacional, vai ao ar às 8h do domingo, com apresentação de Fábio de Oliveira e Liliana Cardoso.
Produzido por Pierre Luz e com 30 minutos de duração, o “De Campo e Alma” conta com programação artística, apresentando os maiores expoentes da música gaúcha e nativista. É pioneiro, em nível nacional, na apresentação da cultura gaúcha.
Thomas Machado foi o vencedor do The Voice Kids e é hoje um dos principais nomes da música regional gaúcha.
 
SERVIÇO
O que: Programa De Campo e Alma
Quando: 20 de janeiro de 2019
Onde: Rede Record News
Horário: 8h
Periodicidade: Semanal, aos domingos
Sandra Veroneze | Pragmatha Business
São Paulo: 11 98878 9079
Porto Alegre: 51 99370 0619
 
 
 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

POETA É... RODRIGO BAUER



Se tem algo que me deixa deveras constrangido é quando alguém me chama de poeta. Não sou poeta. Sou um fazedor de versos. Poetas foram Aureliano, Apparício, Jayme.... Poeta é Rodrigo Bauer.
Hoje, aqui na velha e sempre província de São Pedro, temos uma gama muito boa de poetas e este missioneiro da Terra dos Presidentes é um verdadeiro sol nesta constelação de estrelas.
Lembro quando, numa quarta-feira a tarde, isto bem antes de darmos "ôh de casa" no século 21, José Hilário Retamozo adentrou nas dependências da Estância da Poesia Crioula com aquele rapaz de bochechas rosadas a tira-colo. Queria filiar um novo associado, Rodrigo Bauer.
De lá para cá tenho acompanhado o trabalho deste sãoborjense que traz nas têmperas o mesmo pó da terra de um Vargas Neto. Rodrigo Bauer andeja do galpão a casa grande com a mesma naturalidade. Vai do verso um tanto jocoso a um poema romântico sempre buscando o novo, a mensagem, a fuga do lugar comum. Pela rapidez do raciocínio e conhecimento das causas que canta poderia ser um ótimo pajador.
São inúmeros os festivais que já ganhou, são imensuráveis a qualidade das letras que escreve. Artistas deste Rio Grande. Querem fazer sucesso? Gravem Rodrigo Bauer. Prova do que falo é o recente "Xuxi" do Mano Lima, criada num piscar de olhos a partir de uma foto vazada na internet.  
Vida longa a poesia e aos poetas desta querência.             

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

AINDA SOBRE O LAÇADOR


Depois de muita luta se conseguiu a transferência do Gaúcho Oriental
Contudo, com a nossa cultura, isto não garante segurança
pois as placas já foram roubadas


Nossa postagem sobre a mudança de lugar da Estátua do Laçador deu muito o que falar. Alguns poucos contra e a imensa maioria a favor da troca. 
A intenção da matéria era justamente esta. Ouvir manifestações diversas, pois não somos donos da verdade e apenas defendemos uma posição, ou seja, a da troca para um lugar mais acessível. 
Muitos se prontificaram a participar de ações concretas visando trazer o monumento para o local sugerido e perguntando o que se poderia realmente fazer para que isto acontecesse.
Olha. No passado já participamos de um projeto semelhante quando da transferência da Estátua do Gaúcho Oriental (tão linda quanto o Laçador) de um local ermo, desprotegido,  no beiral do Parque da Redenção para o centro do mesmo. Um lugar bonito, vistoso, arejado.
Para tanto é preciso união e organização de entidades importantes fazendo pressão constante naqueles que realmente decidem. É o primeiro passo e o mais importante. Estamos aí para colaborar nunca esquecendo que a vontade popular é o que realmente importa. Se esta (vontade popular) for pela permanência aonde se encontra continuamos depositando a mesma admiração e respeito por este monumento que simboliza o povo gaúcho e que teve o folclorista Paixão Côrtes como modelo para o escultor pelotense Antonio Caringi.   
 
      

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

20ª CAVALGADA CULTURAL DA COSTA DOCE



Começou hoje, com a entrega formal do convite ao Governador Eduardo Leite, uma das mais belas e tradicionais cavalgadas do Sul do país. É a 20ª edição da Cavalgada Cultural da Costa Doce.

A ideia inicial para o dia de hoje era a travessia de balsa de Guaíba até Porto Alegre, meio assim como fizeram os farroupilhas em 1835. Contudo, devido ao mau tempo, tal proposição não foi possível, mas o convite foi entregue (foto abaixo). 
 
O evento vai até o dia 27 cruzando por lagos e lugares históricos de no Rio Grande. Boa cavalgada a todos.
 



90 EDIÇÕES DE UM BELO PROGRAMA



Chega, hoje, a sua edição de número 90, o programa "Identidade Gaúcha", apresentado pelos competentes Rogério Bastos e Liliane Pappen, pessoas que conhecem do riscado em se tratando de cultura regional gaúcha. O programa vai ao ar pelas rádios Quero-Quero NET e Acácia FM 87.9 as terças, quartas e quintas-feiras sempre com programação musical, ótimas atrações, entrevistas e assuntos que estão pautando o mundo tradicionalista. Foi um dos grandes legados que 2018 nos deixou e que esperamos atravesse muitos e muitos anos.
 
 
   

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

UM BOM LOCAL PARA O LAÇADOR


Laçador na rótula das  avenidas Edvaldo Pereira Paiva com Augusto de Carvalho.
Arte: Jeandro Garcia
Discutem, novamente, um novo local para a estátua do Laçador.
Considerado patrimônio da cidade  desde agosto de 1992, o Laçador foi inaugurado em 20 de setembro de 1958, nas comemorações do 123º aniversário da Revolução Farroupilha. Com 4,4 metros de altura e pesando 3,8 mil quilos, o monumento teve várias denominações: Bombeador, Boleador e, finalmente, Laçador.
Criado no Rio de Janeiro no atelier do escultor pelotense Antonio Caringi, esteve exposto no Parque Ibirapuera, no pavilhão do Rio Grande do Sul, em 1954, durante as festividades do 4º Centenário de São Paulo, sendo, depois, adquirido pela prefeitura de Porto Alegre. Antes de trocar de lugar, em 2007, foi tombado pela Secretaria Municipal de Cultura, em edital de julho de 2001. Porém, já em 1991, por votação popular, a obra havia sido eleita símbolo oficial de Porto Alegre.
Agora o monumento necessita reparos  e, para tanto, vai ser retirado do local. Aproveitando a olada, muitos defendem a ideia de colocá-lo em um lugar diferente do atual, localizado na Avenida dos Estados em frente ao antigo terminal do Aeroporto Internacional Salgado Filho, numa elevação que tem o nome de Coxilha do Laçador.
Sob os argumentos de que o Sítio não virou ponto de convivência e de pouca visibilidade do memorial, nomes como Carlos Paixão Côrtes, filho do folclorista que serviu de modelo a estátua, defendem a mudança. Outros, entendem que o Laçador deva ficar onde está.
Nossa opinião é favorável a mudança. No local em que se encontra a estátua é vista de longe por quem adentra na capital pela BR 116 e quem chega ou sai do aeroporto, por estarem sempre com pressa, apenas lhe atiram um olhar de curiosidade. Poucos se dão ao trabalho de parar o carro, fotografar, ou mesmo tirar um tempo e ir até o sítio apenas para conhecer o belo monumento.
Achamos que a Rótula das Cuias, um local revitalizado, ao largo da orla do Guaíba, local de fácil acesso, com milhares de pessoas em deslocamento ou curtindo as belas áreas de lazer, bombeando o por do sol, o Acampamento Farroupilha... seria um ótimo lugar para permanecer em definitivo o maior símbolo de todos os gaúchos. 
 
 


 

domingo, 13 de janeiro de 2019

REPONTANDO DATAS / 13 DE JANEIRO



Num dia 13 de janeiro, do ano de 1626, o padre jesuíta Roque Gonzales, funda o aldeamento guarany San Nicolas (São Nicolau) na margem direita do Rio Piratini, perto da sua foz com o Rio Uruguai. Foi o primeiro ato de brancos na pátria dos gaúchos – nascia o Rio Grande de São Pedro.

Também num dia 13 de janeiro, mas no ano de 1852, nascia na vila de Arroio Grande (RS) Gumercindo Saraiva, líder maragato na Revolução Federalista e braço direito de Gaspar Silveira Martins. Recentemente passou nas salas de cinema o filme A Cabeça de Gumercindo Saraiva, contando, entre ficção e realidade, um pouco da história deste período épico de nosso Rio Grande do Sul. 
 
 
 

sábado, 12 de janeiro de 2019

NAIRO CALLEGARO COMANDA O MTG EM 2019



Terminou há pouco a votação para a presidência do Movimento Tradicionalista Gaúcho no 67º Congresso que acontece em São Borja, nesta que foi a eleição mais disputada e debatida dos últimos anos. 
 
O atual mandatário Nairo Callegaro vai continuar no comando da entidade por mais um ano.
 
Estavam habilitados para votar 1009 congressistas e Nairo obteve 553 votos enquanto que Elenir Winck alcançou 453, com duas abstenções e um voto nulo.
 
O tema anual a ser trabalhado  é: Mulher Gaúcha - 70 anos de inclusão no tradicionalismo gaúcho organizado, suas conquistas e participações.  
 
Cumprimentamos os vencedores e desejamos uma administração profícua com os ressentimentos sendo deixados de lado em prol de um Movimento com união de todos. Mais importante que saber perder é saber ganhar. Boa sorte.


 
 
 
  

A ELEIÇÃO MAIS DISPUTADA DA HISTÓRIA?


 
 
A eleição para presidência do Movimento Tradicionalista Gaúcho que ocorre hoje no 67º Congresso na cidade de São Borja já está caracterizada como a mais disputada de todos os tempos. Novamente, em sua edição dupla de fim de semana, o jornal Zero Hora cede espaço de página inteira aos concorrentes Nairo Callegaro e Elenir Winck mostrando a importância deste pleito.
 
Notícias que nos chegam da Terra dos Presidentes dizem que, realmente, o tempo (não só o meteorológico) está carregado por aquelas bandas com algumas ações que, embora legais, fogem um pouco da ética.
 
Como já afirmamos anteriormente, por estarmos de fora do processo, vamos deixar de opinar. Contudo, somos contrários a qualquer atitude que venha a denegrir a bela imagem que a instituição amealhou nestes idos anos de trabalho e dedicação de seus membros.
 
Boa eleição a todos. 
 
   
 
 
  


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

COMEÇA O 67º CONGRESSO TRADICIONALISTA


 
 
O Movimento Tradicionalista Gaúcho realiza, de hoje até domingo, a 67ª edição do Congresso Tradicionalista Gaúcho. Neste ano a cidade sede é São Borja, na 3ª Região Tradicionalista. Uma das maiores expectativas para o evento é a eleição da nova diretoria. Concorrem o atual presidente do MTG, Nairo Callegaro, e a atual vice-presidente de administração e finanças, Elenir Winck.
 
Durante o evento os congressistas analisarão propostas para o tradicionalismo gaúcho. Um dos destaques é a escolha do Tema Anual, que estabelecerá a pauta de atividades nas entidades tradicionalistas, como palestras, encontros e outros. No total são sete temas inscritos: “O uso das tecnologias em prol do tradicionalismo”, “O Rio Grande do Sul com suas belezas naturais, sua arte e Tradição”, “MTG 2019 – Com Paixão e por Paixão, na busca do resgate e valorização de nossos antepassados”, “MTG no mundo digital: Tecnologia como ferramenta de integração e difusão de nossa Tradição, Cultura e Valores”, “Mulher Gaúcha – 70 anos de Inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, suas conquistas e participações”, “Todo gaúcho vem do campo – O homem do campo como substância basilar da sociedade gaúcha”, e “A negritude na construção sociocultural gaúcha: Uma referência a trajetória e situação do negro no Rio Grande do Sul”.
 
A íntegra das proposições pode ser acessada no site do Movimento Tradicionalista Gaúcho (www.mtg.org.br). Para o evento são aguardadas duas mil pessoas, das 30 Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul.
 
Foto: Edição de 2018 do Congresso Tradicionalista, por Sandra Veroneze


 
 
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

PELEIA DE FOICE EM QUARTO ESCURO


De 11 a 13 de janeiro acontece na cidade de São Borja 67º Congresso Tradicionalista Gaúcho com eleição para Presidente do MTG. Disputarão o pleito o atual Presidente Nairo Callegaro e pela primeira vez na história uma mulher, Elenir Winck, atual vice-presidente de finanças.

A eleição e uma das mais disputadas de todos os tempos ocorrendo alguns radicalismos dos cabos eleitorais mais empolgados. Ontem a Rádio Gaúcha abriu largos espaços para os concorrentes chegando a dizer em sua chamada para o programa que depois de governador, presidentes de Grêmio e Inter, o cargo de presidente do MTG era o mais concorrido do Rio Grande do Sul. Hoje, como já havia feito na semana passada, o jornal Zero Hora ofereceu duas páginas para os candidatos apresentarem seus projetos.  
 
Convidado a opinar sobre esta rusga que vem movimentando o mundo tradicionalista nas redes sociais eu pedi: - Me incluam fora desta.
 
Primeiro porque não me considero habilitado a palpitar sobre os meandros do MTG. A começar que não sou sócio da entidade, embora a respeite e admire. 
 
Segundo porque, em briga de Saci, qualquer chute é uma voadora.
 
Então, que vença quem for melhor para o Movimento.  


   

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O GAÚCHO MAIS CHAMAMECERO DO RS


NA MAIOR FESTA DO CHAMAMÉ DO MUNDO

 
 
 
 
 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

REPONTANDO DATAS / 08 JANEIRO


Num dia 08 de janeiro de 1878 morria GAUCHITO GIL 




Antonio Mamerto Gil Núñez, Gauchito Gil, teria nascido em Pagamento Ubre, hoje Mercedes, Corrientes , possivelmente em 1840, e morreu em 8 de Janeiro de 1878. Ele é considerado o santo gaúcho mais proeminente da Argentina.

Relatos populares variam, mas em termos gerais, a lenda diz que Antonio Gil era um camponês e que uma viúva rica se apaixonou, ou teve um caso com ele. Quando o chefe da polícia (que também era apaixonado pela viúva) descobrio sobre seu relacionamento, acusou-o de roubo e tentou matá-lo. 

Alistou-se no exército para fugir dele e, após lutar contra o exército paraguaio, voltou para sua aldeia como um herói.

Contudo, voltou para o exército para lutar na Guerra Civil argentina.  Foi uma guerra de irmão contra irmão e Gauchito Gil estava cansado de lutar.  Por isso, ele decidiu pela deserção. Durante esse tempo, ele se tornou um bandido e adquiriu uma reputação como um Robin Hood por seus esforços para proteger e ajudar os necessitados.

No final, a polícia pegou-o na floresta.  Eles o torturaram e penduraram seus pés em uma árvore.  Quando um policial estava indo para matá-lo, "Gauchito" Gil disse a ele: "Seu filho está muito doente. Se você orar e implorar-me para salvar o seu filho, eu prometo a você que ele vai viver. Se não, ele vai morrer..."  Em seguida, o policial matou Gauchito Gil cortando sua garganta.  Isso aconteceu no dia 08 de janeiro de 1878.

Quando os policiais voltaram para a sua aldeia, aquele que havia matado Gauchito Gil ficou sabendo que seu filho estava de fato muito doente.  Muito assustado, o policial rezou a Gauchito Gil para seu filho que acabou ficando bom. Diz a lenda que Gauchito Gil havia curado o filho de seu assassino.
Muito agradecido, o policial deu ao corpo de Gil um enterro apropriado, e construiu um santuário para Gauchito.  Além disso, ele espalhou a todos sobre o milagre.

Gauchito Gil é considerado um santo popular para muitas pessoas das províncias de Formosa, Corrientes, Chaco , no norte de Santa Fé e até a província de Buenos Aires.  Pode-se detectar santuários menores de Gauchito Gil em estradas da Argentina. 

Grandes peregrinações são organizadas para o santuário (localizado a cerca de 8 km da cidade de Mercedes ) para pedir favores ao santo.

Além disso, cada 08 de janeiro (data da morte de Gil), há uma celebração em homenagem a Gauchito Gil.  O povo dança, canta e bebe e também pratica esporte folclóricos com cavalos, touros e outros animais.

Embora a igreja católica não reconheça Gauchito Gil como santo, muitos argentinos assim o consideram.


Túmulo de Gauchito Gil, perto de Mercedes, Argentina.
 
 
 

FAMÍLIA ORTAÇA


NO LANÇAMENTO DO CD
OS QUATRO GAÚCHOS E DIONÍSIO COSTA

 
 
 

IMPERDÍVEL, HOJE


NUM DOS MELHORES PROGRAMAS CULTURAIS DO RS

 
 
 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

MESTRE VALDIR VERONA


REPONTANDO DATAS / 07 JANEIRO


NASCE O POETA CYRO GAVIÃO

 
Num dia 07 de janeiro, do ano de 1913, nascia em Itaqui Cyro Gavião, autor do livro Querência Xucra e de dezenas de poemas espalhados por este Rio Grande velho. Foi membro da Estância da Poesia Crioula. Faleceu em Porto Alegre, onde morava, no ano de 1976. Abaixo uma de seus belos poemas intitulado:

 
PETIÇO       
Cyro Gavião

 
Esse petiço troncho que, ao passito,
Vem chegando co'a pipa, lá da fonte,
Foi quebra noutros tempos... foi bonito,
Foi mestre, num rodeio e num reponte.

Mas, hoje, nem o relho, nem o grito
Da gurizada já lhe altera a fronte
Indiferente a tudo, ao infinito,
A mais um dia que se lhe desconte.

Até dá pena ver esse sotreta,
Trocando perna, ao lado da carreta
Num caminhar tristonho, passo a passo...

Petiço velho,... jóia do meu pago!
Saudade amarga que, comigo, trago,
Espera,...qu'eu também sinto cansaço.






 

domingo, 6 de janeiro de 2019

REPONTANDO DATAS / 06 DE JANEIRO


Na noite do dia 05 para o dia 06 de janeiro de 1898 falsos cantadores de Reis chegaram na propriedade de Martim Pereira dos Santos, o Baiano Candinho, e assassinaram este personagem quase lenda aqui para as bandas das Três Forquilhas.  
 
Egídio Tavares e Léo Ribeiro diante da sepultura de Baiano Candinho
 
 
Martim Pereira dos Santos, filho de José Pereira dos Santos e Rosa Maria dos Santos, nascido em 1846 no sertão do Ceará, que utilizava o nome de soldado de Cândido da Silveira, é o vulto histórico conhecido por Baiano Candinho que passaremos a tratar.
Os relatos sobre Baiano Candinho são diversos e carecem de um maior estudo e uma pesquisa com muito cuidado visto que, ainda agora, o assunto fervilha ali por aquela região.
Em nosso texto de hoje vamos nos ater no momento histórico em que termina a Revolução Federalista aonde Baiano Candinho foi líder maragato chefiando o Esquadrão Josaphat até a sua morte.
De sua chegada como desertor da Guerra do Paraguai até a localidade de Três Forquilhas, ali pelo fim da década de 1860, até 1895, ou seja, quase 30 anos de convivência, serão objetos de outra matéria.
O que se pode adiantar que Baiano Candinho, por sua experiência militar, por sua valentia, por sua determinação, angariou muitos admiradores e inimigos ao mesmo tempo. Por presença marcante na região foi taxado, inclusive, como um "Robin Hood", isto é, roubava dos fazendeiros no Alto Josaphat (em cima da serra) e vendia barato, ou doava, na região em que morava no Baixo Josaphat. Por medo ou respeito o "Major" Baiano Candinho fazia o controle de segurança da Serra do Pinto, a pedido do Major Voges, autoridade local. "Era a raposa cuidando do galinheiro" segundo seus inimigos políticos e pessoais.
Mas disto trataremos com mais cuidado, em outra oportunidade. O que não se pode negar eram suas habilidades ou de negociação ou de imposição pela força. Tanto é assim que em 1894, sem dar um único tiro, conseguiu tomar todo um pelotão da Brigada Militar fazendo-os se bandear para o lado maragato.
Apenas como registro, antes de entrar no tema Revolução Federalista, vamos descrever uma curta "árvore genealógica" de Baiano Candinho para que os leitores tomem um breve conhecimento de nomes citados nesta e futuras matérias sobre o assunto:
Candinho teve muitas mulheres na Colônia. A princípio viveu com a jovem viúva Anna Carolina Kratz, nascida Müller. Ela não podia ter filhos e, além disso, faleceu cedo. Candinho herdou sua propriedade. 
Em 1879 ao se unir com a meio viuva Maria Witt ele tornou-se protestante. Casou no dia 15 de abril de 1879 no templo, diante do pastor Carlos Leopoldo Voges. Um mês depois, foi ao Cartório, registrar essa união, no dia 18 de maio. Na oportunidade alegou ser analfabeto e ter apenas 25 anos de idade, apresentando o nome falso de Cândido Alves da Silveira. O assentamento do registro civil pode ser encontrado no Livro de Casamentos nº 01, folha 07 do Cartório do Registro Civil, de Itati. Foram testemunhas o Major Adolfo Felipe Voges e o Professor Serafim Agostinho do Nascimento.
Maria Witt trazia da união anterior, com o falecido tropeiro Beriva Athaíde (paulista), os filhos Henrique (19.05.1875) e Geraldino (1876 - falecido em 1883).
Filhos de Baiano Candinho com Maria Witt:
1 - Ambrosina (16.12.1881) casou com Johann Nascimento Hoffmann;
2 - Angelina (1883), casou com Luiz Jorge Hoffmann;
3 - Pasqualino (08.10.1886), casou com Maria Brando;
4 - Avelino (1888), casou com "Biluca" Hoffmann;
5 - Julia (03.04.1890), sem notícias sobre o que possa ter acontecido com ela;
6 - Realina (10.10.1892) casou com Aldino de Oliveira Mello;
7 - Ernestina (1893) casou com Avelino Brando.

Sabe-se que Baiano Candinho teve, pelo menos, três filhos extra-conjugais:
1 - Constâncio Alves da Silva, tido com Maria Luisa da Silva em 04.01.1876.
2 - Johann Candea Becker, o "Cândio Beca" tido com Maria Dorothea Becker em 29.10.1879. Cândio Beca casou com "Geraldina Preta", negrinha criada por Philipp Westphalen (o Felipe Girivá).
3 - Manoel Alves da Silva Júnior, o "Candinho Gaspar" tido com a viuva Maria Stahlbaum nascida Dresbach, em 16.09.1882.  
Fim da Revolução Federalista no Vale do Rio Três Forquilhas

A assinatura do armistício dando fim a Revolução Federalista pegou de surpresa o Esquadrão Josaphat, chefiado por Cadinho. Tiveram que depor suas armas e voltar a vida comum de colonos e peões. Contudo, o filho de Baiano Candinho, Henrique, resolveu seguir com o Capitão Luna e o Tenente Valdo Crespo, dois desertores das brigadas castilhistas continuando com suas vidas de arruaças. A culpa recaía sempre no Baiano Candinho que, no entanto, para fugir das possíveis perseguições, foi ser peão de fazenda no alto da serra aceitando o convite do seu amigo e correligionário Coronel Batista. Após seis meses de trabalho nas lides de campo sua esposa Maria Witt veio a falecer ao cair de um cavalo. Isto desnorteou Candinho que, junto aos filhos menores e alguma criação (gado e cavalo) voltou para sua antiga morada no Baixo Josaphat.  

Por lá ainda existiam os integrantes do Estado Maior do extinto Esquadrão Josaphat como o Luis da Conceição, o França Gross, os filhos e genros do falecido João Patrulha, o Baiano Tonho, o José Baiano e o João Baiano. 

Neste meio tempo o Cemitério do Passo, dos castilhistas, foi reduzido a metade pela grande enchente de 1897 tendo ossamentas e caixões espalhados pelas margens do rio. As famílias de maragatos declaradas como "bandidos" afirmavam que os castilhistas receberam o que bem mereciam. Ali perto, no Arroio Carvalho, também existia o Cemitério do Baiano Candinho, aonde alguns maragatos haviam sido enterrados. Isto denota que embora com o tratado de paz assinado no papel, as emoções oriundas da recente guerra continuavam latejando no sangue daquele povo. 

Talvez o retorno de Baiano Candinho ao Baixo Josaphat tenha sido seu maior erro pois a ditadura castilhista, em todo o Rio Grande do Sul, vinha retalhando seus antigos opositores. Ali pelas bandas das Três Forquilhas não seria diferente.   

De fato a crueldade e desumanidade provocadas pelos vitoriosos castilhistas no vale do Rio Três Forquilhas após o término da Revolução Federalista tornou-se uma rotina com ciladas, emboscadas e verdadeiras encenações envolvendo, inclusive, cultos evangélicos de tradição luterana, tudo com o propósito de aniquilar sumariamente os "bandidos" maragatos. Para tanto foi mandado para a Colônia de Três Forquilhas, a pedido do líder castilhista Coronel Carlos Voges, o Tenente Manoel Vicente Cardoso, especialista na caça de maragatos num serviço de "limpeza" com vistas as próximas eleições. Baiano Candinho, por sua liderança política, era um dos mais visados, embora, de início, ele tenha sido "convocado" em algumas reuniões com o intuito de ajudar a terminar com o Bando do Pinto, chefiado pelo desertor castilhista e ex-membro do Esquadrão Josaphat, Capitão Luna que, de fato, continuava praticando bandidagens, saques, por toda a região tendo como refúgio a "Grota da Onça", na localidade de Contendas, São Francisco de Paula. Enrique Baiano, enteado de Baiano Candinho, integrava esse bando sendo considerado um dos piores elementos do grupo tido como estuprador e saqueador de famílias indefesas acabou sendo expulso do bando após matar um companheiro de atrocidades. A culpa (ou responsabilidade recaía em seu padrasto Candinho que, por certo tempo leva uma vida calma no seu retorno a antiga morada Três Forquilhas. 

Na verdade esta aproximação amistosa com Candinho era um embuste, uma preparação para o bote. O tenente Manoel Vicente Cardoso trazia no bolso do casaco fotografias dos "bandidos federalistas" que em 1895 invadiram Conceição do Arroio levando medo e humilhação aos seus moradores. Baiano Candinho era um deles...

Por continuar tendo forte influência na região de toda a Serra do Pinto, tendo, inclusive suas duas filhas casadas com dois irmãos fazendeiros de São Francisco de Paula, Baiano Candinho, era o primeiro da lista dos castilhistas. Um emboscada em seu rancho, quando ele não estava, resultou na morte de Bom Martim, homem de confiança de Candinho.   

E foi assim que, entre idas e vindas, num ambiente tenso, passou-se quase dois anos até que, na noite de 05 para 06 de janeiro de 1898 o subdelegado de três Forquilhas, tenente Cardoso, com seus dois auxiliares mais chegados, cabo José Pedro Custódio da Silva e o soldado João Macaco realizaram a estratégia de montar um Terno de Reis para surpreender Baiano Candinho, um nordestino devoto, na hora que recebesse os cantadores em sua morada. Tudo deu certo.  

"O Divino Espírito Santo seja sempre o seu guia.
O Divino Espírito Santo te dê toda proteção.
Santos Reis protejam o Seu Baiano Candinho
e toda sua família, que vivem neste cantinho". 

.... e lá se foi Baiano Candinho, candeeiro numa das mãos, oferenda aos cantadores na outra, no breu da noite, desarmado de ferro branco e de espírito, ao encontro da morte no pátio de sua casa.  

Depois covarde emboscada o tenente Manoel Vicente Cardoso não queria liberar o corpo para sepultamento e nem certidão de óbito, o que foi conseguido, a muito custo pelos familiares, com ajuda de Carlos Voges, autoridade maior do PRR Castilhista no Vale das Três Forquilhas.  

Num caixão rústico, Baiano Candinho foi sepultado no Cemitério dos Maragatos, ou Cemitério dos Bandidos, aonde estive sábado passado.  

Depois deste fato mais de 20 maragatos foram tocaiados e mortos, mas isto já é outra história que contaremos mais tarde junto a outros (muitos) detalhes da vida deste homem chamado BAIANO CANDINHO. 


  

HOJE É DIA DOS SANTOS REIS


Terno de Reis em Santo Antônio da Patrulha

Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país.

Na tradição católica, a passagem bíblica em que Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três "Reis Magos", denominados Melchior, Baltasar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como santos a partir do século VIII.

Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal

Mas como se compõe e qual a função do Terno de Reis?

Segundo o folclorista Paixão Côrtes, é variável o número de participantes de um "terno" pois nem sempre os cantadores são também instrumentistas, e isto obriga a uma maior divisão de funções. No geral, não vai além de oito pessoas: o mestre ou guia e o ajudante de mestre; contra-mestre e ajudante de contra-mestre; o tipe; o tambor; o triângulo e a rabeca. O mestre, que é o diretor, deve não só ser um bom repentista como também um bom conhecedor da história do nascimento de Jesus, principalmente no que se refere à visita dos Reis Magos. É o mestre (em primeira voz) que inicia o canto acompanhado de seu ajudante (em segunda voz); o verso é então repetido pelo contra-mestre e seu ajudante, também em primeira e segunda voz, respectivamente. O tiple ou tipe ou ainda tipi, é ordinariamente uma criança que se encarrega de cantar as firmatas características do segundo e do quarto verso de cada estrofe ou somente deste último. Podem existir um ou dois tipes em cada terno. Sobre esta figura assim se expressou o folclorista Mário de Andrade: "A mim me parece que o quipe que 'faz o contracanto' é o mesmíssimo 'tiple', também 'tipe' pela nossa gente folclórica, palavra de terminologia musical espanhola que nomeia o soprano (se trata dum menino) muito generalizada nas cantorias brasileiras para indicar uma voz subalterna.

Embora raro, encontramos o terno acompanhado de pau de fita, boizinho, bumba-meu-boi etc., então com suas representações coreográficas algo dramáticas, lembrando um rancho definido por Mário de Andrade. Aparecem também por vezes homens vestidos de mulheres, bem como os arcos de flores das "jardineiras", os cavalheiros, os porcos, caiteto, uma verdadeira bicharada.

Letra e música

As estrofes de nossos ternos de Reis, são quadrinhas na maioria das vezes de feitura popular, heptasílabas que narram episódios referentes ao nascimento de Cristo. Podemos classificá-las como religiosas e profanas. As primeiras são aquelas que no seu conteúdo mantêm bem vivo o motivo cristão das comemorações da Bíblia. As profanas são as que fogem ao tema do ciclo natalino religioso. Mas antes desta narração encontram-se os versos de chegada ou de saudação, à porta da casa. Os versos compreendem vários ciclos: anterior ou véspera de 25, dia de Natal, de 25 à 1º do ano e de 1º de janeira ao dia de Reis. As estações são cantadas de acordo com o decorrer dos dias, e obedecem as seguintes principais frases: Chegada, Entrada, Louvação, Peditório, Agradecimento e Despedida.

Cada terno tem mais ou menos decorado um número grande de versos, podendo no entanto "o mestre" acrescentar improvisos que a situação exigir.

São numerosas as melodias existentes. Variam de região para região. Talvez os tipos de instrumentos musicais acompanhantes tenham contribuído para o surgimento dessas variedades. Em nossas pesquisas registramos inúmeras "toadas". As melodias geralmente apresentam duas partes distintas: uma bastante lenta, corresponde aos versos cantados; a outra somente tocada, no geral caracteriza-se por uma aceleração do ritmo.

A seguir damos um exemplo da maneira de como é "tirado" um verso pelos cantores:

Cantam: mestre e seu ajudante

Os três Reis por serem Santos
Os três Reis por serem Santos
Se puseram a caminhar

Repetem: contra-mestre e seu ajudante

Os três Reis por serem Santos
Os três Reis por serem Santos
Se puseram a caminhar

Cantam: mestre e seu ajudante

Procurando Jesus Cristo
Procurando Jesus Cristo
Em Belém foram encontrar

Repetem: contra-mestre e seu ajudante

Procurando Jesus Cristo
Procurando Jesus Cristo
Em Belém foram encontrar

Em outros ternos, porém, cantam os "reses" quadrinha por quadrinha; assim como as melodias, as maneiras de cantar são também distintas.

Geralmente eles terminam o verso bem "choroso", acrescentando "oi"...

Instrumentos

Os instrumentos musicais que podem considerar como tradicionais são: viola, rabeca, gaita, violão, tambor ou caixa de triângulo.

Comum outrora era a parceira da viola com a rabeca acrescida quase sempre de tambor ou triângulo. Na falta deste último um estribo de meia picaria é também usado.

Atualmente a gaita tomou conta da parte musical, fazendo-se acompanhar do violão e não raro de pandeiro, chocalho e cavaquinho.

Visita

Em traços gerais a visita dá-se da seguinte maneira: no terreiro da casa, o "terno" tendo a frente o "mestre" e o "ajudante", faz em verso de "saudação" ao dono da residência, solicitando permissão para cantarem e ao mesmo tempo justificando-se da sua chegada:

Chegada

Agora mesmo chegamos
Na beira do seu terreiro
Para tocar e cantar
Licença peço primeiro

Entrada

Se o proprietário concorda — geralmente muito satisfeito e feliz — abre a porta, convidando o mestre e seus cantadores para passarem. Existe mesmo uma certa tradição que consiste em o proprietário aguardar alguns versos para no caso positivo de receber o terno, acender as luzes da casa.

Porta aberta, luz acesa
Sinal de muita alegria
Entra eu, entra meu terno
Entra toda a companhia