RETRATO DA SEMANA


Lobo Guará

domingo, 30 de agosto de 2026

 



REPONTANDO DATAS - 30 DE AGO

 


Anita Garibaldi.


Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em Laguna, a 30 de agosto de 1821 e morreu em Mandriole, Itália, 4 de agosto de 1849. 

Alguns estudiosos alegam que Anita Garibaldi teria nascido em Lages, que na cúria metropolitana daquela cidade estaria o registro dos irmãos mais velho e mais novo dela, e que teria sido retirada do livro a folha do registro de Ana Maria de Jesus Ribeiro. Em 1998, entidades representativas da sociedade civil de Laguna promoveram uma ação judicial para obter o registro de nascimento tardio de Anita Garibaldi. A ação tramitou na primeira vara da comarca de Laguna, sendo instruída com diversos documentos que comprovariam que Anita nasceu no município de Laguna.

Descendente de portugueses imigrados dos Açores à província de Santa Catarina no século XVIII, provinha de uma família modesta. O pai Bento era comerciante em Lages e casou-se com Maria Antônia de Jesus. Anita era a terceira de 10 filhos (6 meninas e 4 meninos).

Após a morte do pai e o casamento da irmã mais velha, Anita cedo teve que ajudar no sustento familiar e, por insistência materna, casou-se, em 30 de agosto de 1835, aos 14 anos, com Manuel Duarte de Aguiar, na Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos da Laguna. Depois de somente três anos de matrimônio, o marido alistou-se no exército imperial, abandonando a jovem esposa.

Anita tinha 18 anos quando encontrou-se com Giuseppe Garibaldi. Ele tinha 32 anos. Garibaldi tomava parte das tropas farroupilhas de Davi Canabarro, em julho de 1839, que chegaram para tomar Laguna e formar a República Juliana.

Ao chegar a Laguna, a bordo da embarcação "Itaparica", tomada do inimigo e armada com sete canhões, Garibaldi observava com uma luneta as casas da barra de Laguna. Observou então, em um grupo de moças que passeava, uma jovem cujo rosto conquistou sua imaginação e seu coração. Providenciou um barco, foi até a margem e depois até o local onde a tinha visto, porém não a encontrou.

Tinha perdido a esperança de encontrá-la, quando um habitante local o convidou a ir a sua casa para um café. Garibaldi aceitou e na casa encontrou a jovem que procurava. Assim Garibaldi relata o encontro em suas memórias: "Entramos, e a primeira pessoa que se aproximou era aquela cujo aspecto me tinha feito desembarcar. Era Anita! A mãe de meus filhos! A companhia de minha vida, na boa e na má fortuna. A mulher cuja coragem desejei tantas vezes. Ficamos ambos estáticos e silenciosos, olhando-se reciprocamente, como duas pessoas que não se vissem pela primeira vez e que buscam na aproximação alguma coisa como uma reminiscência. A saudei finalmente e lhe disse: Tu deves ser minha!. Eu falava pouco o português, e articulei as provocantes palavras em italiano. Contudo fui magnético na minha insolência. Havia atado um nó, decretado uma sentença que somente a morte poderia desfazer. Eu tinha encontrado um tesouro proibido, mas um tesouro de grande valor."

Em 20 de outubro de 1839, Anita decide seguir Garibaldi, subindo a bordo de seu navio para uma expedição militar.

Em Imbituba recebeu o batismo de fogo, quando a expedição corsária foi atacada pela marinha imperial do Brasil. Dias depois, em 15 de novembro, Anita confirma sua coragem sem fim e seu amor heroico a Garibaldi na famosa batalha naval de Laguna, contra Frederico Mariath, na qual se expõe a grande risco de morte, atravessando uma dúzia de vezes a bordo da pequena lancha de combate para trazer munições em meio a uma verdadeira carnificina.

Em 12 de janeiro de 1840, Anita participou da batalha de Curitibanos, na qual foi feita prisioneira. Durante a batalha, Anita provia o abastecimento de munições aos soldados. O comandante do exército imperial, admirado de seu temperamento indômito, deixou-se convencer a deixá-la procurar o cadáver do marido, supostamente morto na batalha. Em um instante de distração dos guardas, tomou um cavalo e fugiu. Após atravessar a nado com o cavalo o rio Canoas, chegou ao Rio Grande do Sul, e encontrou-se com Garibaldi em Vacaria, oito dias depois.

Em 16 de setembro de 1840, nasceu no Estado do Rio Grande do Sul, na então vila e atual cidade de Mostardas o primeiro filho do casal, que recebeu o nome de Menotti Garibaldi, em homenagem ao patriota italiano Ciro Menotti. Doze dias depois, o exército imperial, comandado por Pedro de Abreu, cercou a casa para prender o casal, e Anita fugiu a cavalo com o recém-nascido nos braços e alcançou um bosque aos arredores da cidade, onde ficou escondido por quatro dias, até que Garibaldi a encontrou.

Em 1841, quando a situação militar da República Rio-grandense tornou-se insustentável, Garibaldi solicitou e obteve do general Bento Gonçalves a permissão para deixar o exército republicano. Anita, Giuseppe e Menotti mudaram-se para Montevidéu, no Uruguai, receberam um rebanho de 900 cabeças de gado, das quais, depois de 600 km de marcha, 300 chegaram a Montevidéu, em junho de 1841.

No Uruguai, em 1842, dois anos e meio após seu encontro, o casal legalizou sua união, na igreja de São Francisco de Assis, em Montevidéu. A certidão de casamento era exigida pela constituição do Uruguai a quem aspirava cargos públicos. Garibaldi foi indicado comandante da pequena frota uruguaia, que combatia a potente esquadra naval argentina, comandada pela almirante William Brown.

No Uruguai nasceram os outros três filhos do casal: Rosa (1843), Teresa (1845) e Ricciotti Garibaldi (1847). Rosa faleceu aos dois anos de idade por asfixia, por causa de uma infecção na garganta, o que fez Anita e Garibaldi sofrerem muito.

Em 1847, Anita foi para a Itália com os três filhos e encontrou-se com a mãe de Garibaldi. Elas depois viajaram para a cidade de Nizza, (atual Nice, na França), onde ficaram morando. O próprio Garibaldi reuniu-se a eles alguns meses depois, quando voltaram a Itália. Os filhos de Anita e Garibaldi ficaram na França com a mãe dele.

Em 9 de fevereiro de 1849, presenciou com o marido a proclamação da República Romana, mas a invasão franco-austríaca de Roma, depois da batalha no Janículo, obrigou-os a abandonar a cidade. Com 3 900 soldados (800 deles a cavalo), Garibaldi deixou Roma. Em sua perseguição saíram três exércitos (franceses, espanhóis e napolitanos) com quarenta mil soldados. Ao norte lhes esperava o exército austríaco, com quinze mil soldados. Anita e o marido tinham que enfrentar a guerra e lutar para salvar o território italiano. Mesmo grávida do 5º filho, ela enfrentou tudo até o fim.

Anita, no final da gravidez, tentou não ser um peso para o marido, querendo deixá-lo despreocupado para lutar sozinho na guerra, em que ela poderia ir morar com a mãe dele, como seus filhos moravam, mas suas condições de saúde pioraram quando atingiram a República de San Marino. Ela e Garibaldi decidiram não aceitar o salvo-conduto oferecido pelo embaixador americano e continuaram a fuga, pois não teriam como lutar contra milhares de soldados e se fossem presos, morreriam na cadeia. Com febre e perseguida pelo exército austríaco, foi transportada às pressas à fazenda Guiccioli, próximo a Ravenna, onde morreu no parto junto com a criança, em 4 de agosto de 1849, para desespero de Garibaldi.

Caçado pelos austríacos, sem nem sequer poder acompanhar o sepultamento da esposa, Garibaldi saiu outra vez para o exílio e nos dez anos em que esteve fora da Itália, os restos mortais de Anita foram exumados por sete vezes. Por vontade do marido, seu corpo foi transferido a Nice. Em 1932, seu corpo foi finalmente sepultado no monumento construído em sua homenagem no Janículo, em Roma.

Considerada, no Brasil e na Itália, um exemplo de dedicação e coragem, Anita foi homenageada pelos brasileiros com a designação de dois municípios, ambos no estado de Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis. Muitas cidades brasileiras possuem também ruas e avenidas com seu nome, como a avenida Anita Garibaldi, em Salvador, Bahia. Em abril de 2012 foi sancionada a Lei 12.615 que determinou que seu nome fosse inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.


sábado, 29 de agosto de 2026

 

ACAMPAMENTO FARROUPILHA 

DE PORTO ALEGRE COMEÇA HOJE


Galpão do Piquete Fraternidade Gaúcha
da Maçonaria do Grande Oriente do RS
Foto: Stives

Começa neste sábado, 29, no Parque Harmonia (com chuva para variar um pouco), o Acampamento Farroupilha 2026, considerado o maior evento de celebração da cultura gaúcha. Até 20 de setembro, o público deve ultrapassar a marca de 2 milhões de visitantes da edição anterior, com 236 piquetes e atrações gratuitas que reúnem tradição, gastronomia e hospitalidade.

A 44ª edição tem como tema cultural Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição, em referência aos 400 das Missões. A patrona dos Festejos Farroupilhas de Porto Alegre 2026 é a cantora e compositora Fátima Gimenez, primeira artista a registrar em disco a interpretação do Hino Rio-Grandense, em 1989.

A Prefeitura de Porto Alegre participa do Acampamento Farroupilha 2026 com piquete próprio, reforçando a valorização das tradições gaúchas e a presença do poder público em um dos principais eventos culturais da Capital.

No feriado de 7 de setembro, ocorre a cerimônia oficial de abertura do Acampamento Farroupilha 2026 com a chegada da Chama Crioula. O encerramento está marcado para 20 de setembro, após 23 dias de programação ininterrupta.

O público que comparecer ao acampamento terá uma variada oferta de serviços à disposição. O horário de funcionamento é das 8h às 24h.

Programação cultural e gratuita - Mais de 120 atrações compõem a agenda oficial, com shows diários e abertos ao público de artistas novatos e de renome da música tradicionalista, além de apresentações de CTGs, trova, chula, declamação e festivais que revelam novos talentos. Dois grandes palcos principais recebem artistas que dão voz às raízes gaúchas: o Jayme Caetano Braun, com visão 360º, e Nico Fagundes.

Entre os destaques da programação está o espetáculo Via Sacra Missioneira, nos dias 5 e 6 de setembro, uma montagem cênico-musical inédita que mistura teatro, dança e música para narrar a história missioneira. A tradicional Missa Crioula será realizada no 13 de setembro, às 10h, no palco principal, enquanto o 3º Festival de Declamação Harmonia em Verso ocorre no dia 8.

Para as novas gerações, o 3º Festival Pôr do Sol da Canção Piá, em 12 de setembro, a partir das 15h, reúne jovens intérpretes de 8 a 15 anos, funcionando como vitrine para talentos mirins e juvenis. A Ciranda Escolar leva estudantes das redes municipal e estadual para vivenciar a cultura gaúcha e amplia o repertório sobre a tradição, com homenagem ao centenário de Dimas Costa, compositor do Parabéns Gaúcho, nos dias 8, 9, 10, 11, 14, 15 e 16 de setembro.

Acesso - O acesso ao Acampamento Farroupilha e às atrações culturais é totalmente gratuito. O horário de funcionamento é das 8h às 24h.O evento conta com infraestrutura acessível, intérpretes de libras em grandes shows e atendimento prioritário. Localizado no coração de Porto Alegre, o Parque Harmonia é a sede histórica do evento, com uma infraestrutura revitalizada e preparada para grandes públicos.

Estacionamento - Tabela entre os dias 28/08 e 20/09:

- Estacionamento Orla e Leste: R$ 50,00 por dia / por acesso

- Estacionamento Casa do Gaúcho: R$ 60,00 por dia / por acesso

- Motor home: Pacote até 5 dias: R$ 150,00 por dia / Pacote acima de 5 dias: R$ 100,00 por dia

Acessibilidade -  O parque oferece infraestrutura voltada à inclusão e acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Veículos especiais com rampa para cadeira de rodas transportam visitantes até os piquetes. O serviço pode ser solicitado diretamente na entrada do parque.

Alimentação e e Restaurantes Típicos - O Acampamento Farroupilha disponibiliza espaços comerciais que servem almoço e jantar com cortes na brasa e imersão cultural. Há opções também para lanches rápidos e pratos tradicionais como o costelão de fogo de chão e o arroz de carreteiro.

Lojas comerciais - São mais de 50 operações e várias delas de lojas onde o público pode comprar itens gauchescos, como roupas típicas - vestidos de prenda e pilchas - e utensílios para o preparo do chimarrão. Na área de artesanato, serão comercializadas cuias, bolsas, mateiras, porta-ervas, porta-espetos, bombas, peças para churrasco, entre outros.


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

 


LAGOA DA CANÇÃO NATIVISTA




O Grupo Folclórico Bombacha Preta, promoverá a 4ª (quarta) edição do Festival “Lagoa da Canção Nativista” que é um festival de músicas inéditas, divididas em Fase Local, Fase Geral e Fase Final. O Festival acontece nos dias 05, 06 e 07 de novembro de 2026 juntamente com a XXI Exposição Morfológica e XVI Credenciadora ao Freio de Ouro de 2027 que realizar-se-à no parque de Exposições Comendador Érico Alves Lourenço de Lima.

O objetivo do festival é valorizar e divulgar a arte e a cultura do Rio Grande do Sul e especialmente de Lagoa Vermelha e da região dos Campos de Cima da Serra, através da sua música e de sua gente, visando incentivar compositores, músicos, historiadores e apresentando novos talentos da região e integrando o município de Lagoa Vermelha ao cenário dos festivais de música do Rio Grande do Sul e do Brasil.

As inscrições, observado o período de 01.08.2026 a 10.09.2026, serão feitas através do sistema “Festivaleiro” no site do Festival:

 www.lagoadacancaonativista.com.br 

Pelo que conheço dos organizadores e da comissão avaliadora vem aí um festival com cheiro de terra, galponeiro e recheado de ritmos diversos.

 


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

 

REPONTANDO DATAS - 27 DE AGO


Em 27 de agosto de 1828 foi assinado pelo Império do Brasil e pelas Províncias Unidas do Rio da Prata o acordo bilateral chamado Tratado do Rio de Janeiro pondo fim na guerra Cisplatina e estabelecendo a independência da República Oriental do Uruguai. 

O Tratado foi assinado ao fim da Convenção Preliminar de Paz ocorrido no Rio de Janeiro. Esta convenção foi do dia 11 até o dia 27 de agosto de 1828 e que teve como mediador o Reino Unido. Brasil e Argentina aceitaram a criação de um país independente na Província Cisplatina. Também foi acertado que a região das Missões, que havia sido tomada pelas tropas argentinas nesta guerra seria desocupada de tais tropas, reintegrando a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, como o faz hoje e a Colônia de Sacramento, que estava em mãos dos Portugueses passou a fazer parte do mais novo país da América do Sul nossos vizinhos Gaúchos uruguaios. No dia 28 Foi assinado em Buenos Aires o tratado definitivo.

assinatura do tratado de independência do Uruguai

Também num dia 27 de agosto mas no ano de 2018, morria no hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, o maior símbolo da cultura gaúcha de todos os tempos, ou seja, João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes. Ele estava internado após uma queda e posterior cirurgia no fêmur, de onde originou-se uma infecção hospitalar. O folclorista que nasceu em Santana do Livramento estava com 91 anos de idade.


Cartum de Léo Ribeiro 




quarta-feira, 26 de agosto de 2026

 


O PESSOAL NÃO ME ESQUECE KKK 



Mesmo andejando pelo pago alheio, longe da querência, a companheirada lembra de mim e me prepara estas patacoadas gavionas.  

Grato meu amigo Paulinho Gomes, o mestre na manipulação da Inteligência Artificial.


terça-feira, 25 de agosto de 2026

 


EM RIVERA 3 MIL CAVALARIANOS 

COMEMORAM A DECLARAÇÃO DE INDEPENDENCIA DO URUGUAI

ACONTECIDA EM 25 DE AGOSTO DE 1825



A declaração de independência do Uruguai ocorreu em 25 de agosto de 1825, mas o reconhecimento oficial como país independente aconteceu em 1828, com a assinatura da Convenção Preliminar de Paz.

A Declaração de Independência foi feita pelo Congresso de Flórida (na Pedra Alta), quando a então Província Cisplatina rompeu laços com o Império do Brasil.

Na Guerra da Cisplatina o conflito entre o Brasil e as Províncias Unidas (atual Argentina) pelo controle da região levou a negociações de paz que aconteceu em agosto de 1828, com o Tratado de Montevidéu e a Convenção Preliminar de Paz que criaram oficialmente a República Oriental do Uruguai, um estado independente apoiado pela mediação britânica.


 

SÃO LUIZ GONZAGA 

PRESTARÁ HOMENAGEM  

AO ESCULTOR VÍNÍCIUS RIBEIRO



O escultor Vinícius Ribeiro será o homenageado municipal na Semana da Pátria em São Luiz Gonzaga. A definição ocorreu durante a reunião de organização da programação, realizada na manhã desta sexta-feira (21), no 4º Regimento de Cavalaria Blindado (4º RCB).

A homenagem reconhece a contribuição de Vinícius para a arte e para a preservação da memória de São Luiz Gonzaga. O escultor terá seu trabalho destacado durante toda a programação da Semana da Pátria.

Vinícius Ribeiro é escultor reconhecido sendo autor das estátuas de Jayme Caetano Braun, Noel Guarany, Cenair Maicá, Sepé Tiaraju, além de muitas outras obras espalhadas pelo Rio Grande do Sul.   

Durante o encontro, também foram confirmados os temas oficiais deste ano: os 400 anos das Missões como tema nacional e os 185 anos da Polícia Civil do Rio Grande do Sul como tema regional.

A Semana da Pátria terá início em São Luiz Gonzaga no dia 1º de setembro, às 9h, com a condução do Fogo Simbólico do 4º RCB até a Praça da Matriz. O Desfile Cívico ocorrerá em 7 de setembro, com abertura às 8h e início às 8h30.



segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 


REPONTANDO DATAS / 24 DE AGOSTO

 

MORRE GETÚLIO VARGAS 



 Comoção na morte de Getúlio Vargas


Era Vargas – Governo Democrático (1951 – 1954)

O novo governo e as tensões políticas
 
Em 1951, Getúlio Vargas retornou ao posto de Presidente da República. Para voltar ao poder, o político gaúcho optou por deixar sua imagem política afastada dos palcos do poder. Entre 1945 e 1947, ele assumiu, de forma pouco atuante, o cargo de senador federal. Nas eleições de 1950, ele retornou ao cenário político utilizando de alguns dos velhos bordões e estratagemas que elogiavam o seu antigo governo.

Querendo buscar amplas alianças políticas, Getúlio abraçou setores com diferentes aspirações políticas. Em um período de Guerra Fria, onde a polarização ideológica era pauta do dia, Vargas se aliou tanto aos defensores do nacionalismo quanto do liberalismo. Dessa maneira, ele parecia querer repetir o anterior “Estado de Compromisso” que marcou seus primeiros anos frente à presidência do Brasil.

Por um lado, os liberalistas, representados pelo empresariado nacional, e militares, defendiam a abertura da economia nacional ao capital estrangeiro e adoção de medidas monetaristas que controlariam as atividades econômicas e os índices inflacionários. Por outro, os nacionalistas, que contavam com trabalhadores e representantes de esquerda, eram favoráveis a um projeto de desenvolvimento que contava com a participação maciça do Estado na economia e a rejeição ao capital estrangeiro.

Dada essa explanação, perceberemos que liberalistas e nacionalistas tinham opiniões diferentes sobre o destino do país e, até mesmo, antagonizavam em alguns temas e questões. Dessa forma, Vargas teria a difícil missão de conseguir se equilibrar entre esses dois grupos de orientação política dentro do país. Mais uma vez, sua função mediadora entre diferentes setores político-sociais seria colocada à prova.

As ações polêmicas do governo

Entre as principais medidas por ele tomadas, podemos destacar a criação de duas grandes estatais do setor energético: a Petrobrás, que viria a controlar toda atividade de prospecção e refino de petróleo no país; e a Eletrobrás, empresa responsável pela geração e distribuição de energia elétrica. Além disso, Vargas convocou João Goulart para assumir o Ministério do Trabalho. Em um período de intensa atividade grevista, João Goulart defendeu um reajuste salarial de 100%.

Todas essas medidas tinham forte tendência nacionalista e foram recebidas com tamanho desagrado pelas elites e setores do oficialato nacional. Entre os principais críticos do governo, estava Carlos Lacerda, membro da UDN, que por meio dos órgãos de imprensa acusava o governo de promover a “esquerdização” do Brasil e praticar corrupção política. Essa rixa entre Vargas e Lacerda, ganhou as páginas dos jornais quando, em agosto de 1954, Carlos Lacerda escapou de um atentado promovido por Gregório Fortunato, guarda pessoal do presidente.

O suicídio de Vargas

A polêmica sob o envolvimento de Vargas no episódio serviu de justificativa para que as forças oposicionistas exigissem a renúncia do presidente. Mediante a pressão política estabelecida contra si, Vargas escolheu outra solução. Na manhã de 24 de agosto de 1954, Vargas atentou contra a própria vida disparando um tiro contra o coração. Na carta-testamento por ele escrita, Getúlio denunciou sua derrota perante “grupos nacionais e internacionais” que desprezavam a sua luta pelo “povo e, principalmente, os humildes”.

Depois dessa atitude trágica, a população entrou em grande comoção. Vargas passou a ser celebrado como um herói nacional que teve sua vida ceifada por forças superiores à sua luta popular. Com isso, todo grupo político, jornal e instituição que se pôs contra Getúlio Vargas, sofreu intenso repúdio das massas. Tal reação veio a impedir a consolidação de um possível golpe de estado. Dessa forma, o vice-presidente Café Filho assumiu a vaga presidencial.

 
Os Diários Associados, contrários a Vargas,
foram totalmente destruídos, por ocasião de seu suicídio


domingo, 23 de agosto de 2026

 

ME TAPO DE SATISFAÇÃO




Desde sexta-feira estou aqui por São Paulo para o aniversário da minha neta Olívia que completa seus três aninhos. 

Longe da terrinha vou revendo os vídeos das cavalgadas levando a Chama Crioula aos seus diversos destinos. Que coisa linda é a nossa tradição gaúcha. Enquanto espero o níver, resolvi recorrer os aguapés do nosso blog, ou seja, dar uma olhada como anda os acessos de nossos leitores. 

Não vou dizer que números não importam pois estaria mentindo. Todo meio de comunicação por mais simples que seja, precisa saber aonde está pisando para saber como melhorar. Com esse site gaudério não é diferente.

E o resultado tem me surpreendido positivamente. 

Conforme mostram as imagens (e aqui não tem manipulação alguma pois não buscamos patrocínios) no mês passado (julho) atingimos o número de 120.764 acessos, o que dá uma média de 4.254 visitas por dia ao nosso informativo terrunho. Esse resultado nos deixa mais faceiros que lambari na sanga.  

Até hoje, dia 23 de agosto, já atingimos 80.662 bombeadas de nossos fiéis leitores. Será que vamos bater os números do mês passado? 

Em tempo: Notem que em pouco menos de uma hora entre uma foto  e outra da tela de nosso computador houve um acréscimo significativo de pessoas campereando informações culturais. Também não reparem no baixo número de seguidores pois quando chegou no número 33, que para mim é místico, isto lá no primeiro mês em 2010, trancamos esta opção assim como bloqueamos os comentários. 

Por isso que não vamos "frouxar" o garrão pois, mesmo meio esgualepados, mantemos a secla de que para dar descanso a carcaça temos toda a eternidade.  


mil gracias a todos que acessam nosso blog    



sábado, 22 de agosto de 2026

 


REPONTANDO DATAS / 22 AGOSTO

 

Hoje, 22 de agosto, é o Dia Internacional do Folclore. Esta é uma palavra composta de Folk, que quer dizer povo, e Lore, que quer dizer saber, no idioma inglês. Até 1846, o recolhimento de cantos e contos, de lendas e para lendas, de crendices e superstições, de adágios e provérbios, de comparações e adivinhações populares, de usos e costumes de  um povo era classificado de Antiguidade Popular. Nesse ano o arqueólogo inglês William John Thoms escreveu uma carta ao jornal londrino  “The Atheneum” lembrando que os fatos arrolados como Antigüidades Populares constituem, na verdade, de um Saber Popular e propôs que fossem chamados de Folclore. Essa carta foi publicada em 22.08.1846 e por essa razão o 22 de agosto é o Dia Internacional do Folclore.



 
 

 

Também num dia 22 de agosto, do ano de 1796, nascia em Taquari David José Martins, depois de 1825, David Canabarro, general farrapo que assinou o tratado de paz de Ponche Verde em nome dos farroupilhas. Até hoje paira ante este militar a mancha da famosa Batalha dos Porongos, já no findar da Guerra, quando dezenas de negros, desarmados, foram massacrados pelos imperiais, sob o comando de Moringue. Segundo alguns historiadores que tentam denegrir a sua imagem, tudo já estava combinado entre Caxias e Canabarro, pois não havia como conceder a prometida alforria aos Lanceiros Negros. Outros, por sua vez, atestam que David ainda lutou mais uma ou duas vezes contra Moringue depois deste episódio e que a famosa carta de Caxias a Moringue falando do acordo com Canabarro era falsa e com o propósito de enfraquecer o general farrapo ante as tratativas de paz que viriam logo a seguir.


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

 


O LEGADO DE CADA UM 




Vocês, leitores deste site gaudério já pararam para pensar na herança que deixaremos para nossos filhos? 

Não falo em bens materiais como faz o aposentado Earl, criação do grande cartunista americano Brian Crane.

Falo da herança cultural.

Temos tudo na mão, ou seja, nascemos num Estado rico de história, costumes e tradições mas será que repassamos com fidelidade aquilo que aprendemos com nossos ancestrais? Não!

Está tudo mudado e acompanhamos a evolução. Ao contrário do que fazem os orientais japoneses, por exemplo, não mantivemos a autenticidade e o que vemos adentrando em nossa cultura é um modernismo desnecessário. 

Na expressão popular pejorativa recebemos uma tradição raiz e estamos repassando uma tradição nutella, ou seja, frágil, avessa aos costumes mais terrunhos, de um estilo de vida resistente, acostumada a lidar com a escassez e o trabalho duro.

Bem pior do que o Earl que se orgulha em deixar uma lâmpada nova, não estamos deixando uma lâmpada quebrada? 

 

 

   

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

 


O MASSACRE DOS ÍNDIOS CHARRUAS


Memorial aos índios Charruas - Montevideo/Uruguai

Nas comemorações dos 400 anos das Missões no Rio Grande do Sul muito se fala das Guerras Guaraníticas aonde portugueses e espanhóis, covardemente, mataram Sepé Tiaraju e exterminaram com a raça Guarani. Poucos sobreviventes vagueiam hoje pelos beirais das estradas mendigando alguma ajuda. O poder público não está nem aí para eles. Contudo, outra tribo, os charruas, índios guerreiros, exímios cavaleiros, também foram exterminados por nosso país vizinho, o Uruguai, inclusive perseguindo-os em solo brasileiro.

 Por: Cezar Tomazini Liscano

Em 11 de abril de 1831, em Puntas del Queguay, ocorreu o massacre conhecido como Matança de Salsipuedes. Às margens do arroio Salsipuedes, entre Tacuarembó e Río Negro, ficava o quartel-general do presidente Fructuoso Rivera. Rivera convocou os principais caciques charruas, chamados Polidoro, Rondeau, Brown, Juan Pedro e Venado, junto com todas as suas tribos, para uma reunião, dizendo que o Exército precisava deles para proteger as fronteiras do Estado.

Segundo relatos, adulados e embriagados, foram atacados por uma tropa de 1200 homens sob o comando de Bernabé Rivera. Diz-se que o próprio Rivera deu o sinal para iniciar o ataque, fazendo fogo sobre o cacique Venado, depois de lhe pedir que entregasse sua faca para picar tabaco. O saldo, segundo a historiografia oficial, foi de 40 índios mortos e 300 prisioneiros, dos quais alguns conseguiram fugir sendo perseguidos por Bernabé Rivera. Entre as tropas houve 9 feridos e um morto. A perseguição aos charrúas não se esgotou na matança de Salsipuedes. Bernabé Rivera, em particular, teve um empenho especial em encontrar e exterminar os que conseguiram escapar.

Mas as perseguições aos Charruas não pararam por aí.

No dia 17 de agosto de 1831, surpreendeu em Mataojo, perto da foz do rio Arapey, um grupo de charruas comandado pelos caciques O Adivinho e Juan Pedro, aos quais atacou, resultando no episódio com 15 mortos e mais de 80 prisioneiros. Informou que haviam conseguido escapar 18 homens, entre eles o cacique Polidoro, único cacique sobrevivente. No dia 16 de junho de 1832, localizou um grupo de charruas em uma depressão chamada Yacaré-Cururú. Em uma emboscada, os charruas mataram Bernabé e dois oficiais e a nove soldados.

De acordo com o professor Lincoln Maiztegui Casas, «o desaparecimento dos charruas foi um processo gradual que levou mais de 200 anos e que se iniciou a partir da ocupação do território pelos europeus». Segundo Maiztegui, os guaranis se adaptaram e os charruas não, e por isso foram gradualmente se extinguindo. Milhares morreram, outros milhares fugiram para o noroeste, para o Brasil, outros milhares ficaram escravizados e, ao se misturarem com os brancos, perderam sua cultura. A principal justificativa da elite crioula era a suposta tentativa de «civilizar» os índios, «melhorar» a raça uruguaia e evitar o abigeato. O país tinha um número importante de gado bovino e equino constantemente ameaçado de roubo por parte dos indígenas. No final do século XIX, restavam pouco mais de 1000 charruas «puros» no Uruguai.

Fonte

https://www.tacuarembo2030.com/.../3948-la-masacre-de.../

 

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

 


REPONTANDO DATAS - 19 DE AGO


MORRE CLEBER MÉRCIO

 

 

 
CLÉBER MÉRCIO - Cleber Mércio Pereira, nasceu em Santo Amaro, RS, em 22 de junho de 1925, e faleceu em Porto Alegre no dia 19 de agosto de 1979. Filho de Lourival Mércio Pereira e Natalina Pereira. Foi radialista, poeta, músico, violonista, compositor e cantor. É autor de Milonga da Chuva, gravada por Noel Guarani no seu primeiro LP, intitulado Legendas Missioneiras.
 
Em Taquari há uma rua com seu nome.
 
OBRA PUBLICADA: Última tropeada – Versos e músicas regionais (1959).
 
LIVRO INÉDITO: Rodeio de símbolos – Poesia e prosa regionais.
 
PARTICIPAÇÕES: Perfis de Musas, Poetas e Prosadores Brasileiros, 3º vol. – Antologia organizada por Alzira Freitas Tacques (1957); – As Mais Belas Poesias Gauchescas, 3º vol. – Compilação de Natálio Herlein (1968); – Antologia da Estância da Poesia Crioula (1ª ed. 1970 e 2ª ed. 1987); - Sonetos Gaúchos (Sonetária), Vol. 1 – Seleção e notas de Villas-Bôas e Garcia do Prado (1989).
 
CITAÇÕES E REFERÊNCIAS: Notas de Bibliografia Sul-Rio-Grandense – Autores (1974) e Dicionário Bibliográfico Gaúcho (1991), ambos organizados por Pedro Leite Villas-Bôas; – Cultura em Ação – Estância da Poesia Crioula – Sinopse de Hugo Ramirez (1987); – Dicionário de Regionalismos do Rio Grande do Sul, de Zeno Cardoso Nunes e Rui Cardoso Nunes. 
 
CARRETEIRO

Cléber Mércio

Nem bem desponta a barra da alvorada,
bordando de prateado os pinheirais,
bandos de gralhas gritam nas copadas,
o gado inquieto muge nos currais!
despertam carreteiros nas pousadas;
onde - talvez - não pousem nunca mais...

Eu também fui menino carreteiro
vocês não acreditam pois lhes juro!
de sol a sol perdido nos sendeiros,
muitas vezes tomando mate puro
tendo de dia...a luz do mundo inteiro
tendo de noite...a imensidão do escuro!

De pés no chão, bombachas remendadas,
facão no cinto, porongo na mão,
a palha, o fumo, chaleira queimada
o charque, a trempe, brasas de tição;
soluça o carreteiro, uma toada;
gemendo de saudade o coração.

Teu vulto, carreteiro, é conhecido,
teu nome, carreteiro é venerado
teus causos carreteiro! repetidos,
na glorificação do teu passado;
em torno do braseiro, reunidos,
rodeio que o minuano tem parado.

Carreteiro Herói da minha terra!
Bandeirante do pampa estremecido,
abrindo estradas nos campos e serras,
tornaste o teu Rio Grande conhecido
Trabalhador na paz, fiel na guerra,
este rincão te canta agradecido!

Noites de inverno...a imensidão deitada
o gado inquieto muge nos currais...
geme o urutau sentando nas ramadas,
e soluça a juriti nos taquarais!
Despertam carreteiros nas pousadas,
onde talvez - não pousem nunca mais!

Uma relíquia do meu acervo. O livro Última Tropeada, de Cléber Mércio
editado em 1959, ou seja, há 67 anos. 


 

A CEREJA DO BOLO



Ontem postamos sobre o acendimento e a distribuição da Chama Crioula ocorrida neste fim de semana em Rio Pardo. Uma atração diferente de tantos outros acendimento foi a linda encenação que encantou os presentes, coordenada pelo produtor cultural Jeandro Garcia que assim se manifestou: 

"Só tenho a agradecer à 5ª RT, realizadora do projeto; à direção de Dmitri Rodrigues; ao roteiro de Letícia Mendes; às coreografias de Priscila Paim e Fabricio Guerreiro, que, quando tudo ainda era apenas uma ideia, aceitaram embarcar nessa empreitada." 

As lindas fotos são da SPTV / @fran_spprodutora





terça-feira, 18 de agosto de 2026

 


A 77ª GERAÇÃO DA CHAMA CRIOULA 

reuniu 30 Regiões Tradicionalistas em Rio Pardo



A 77ª Geração e Distribuição da Chama Crioula foi realizada na sexta-feira (14) e no sábado (15), em Rio Pardo, na região dos Vales. O evento reuniu representantes das 30 Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul e de três regiões de Santa Catarina, marcando o início das atividades relacionadas aos Festejos Farroupilhas de 2026.

A programação teve início na sexta-feira, no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Rio Pardo. As atividades ocorreram no Ginásio de Esportes e começaram com o desfile de apresentação das Regiões Tradicionalistas, seguido pela solenidade oficial de abertura, na pista de rodeios do Parque.

Na sequência, foi apresentado o espetáculo “Rio Pardo: Portugueses, Negros, Indígenas, Imperiais e Farrapos”, que abordou períodos e povos ligados à formação histórica e cultural do município e do Rio Grande do Sul. A cerimônia também contou com a Geração da Chama Crioula.

Durante a noite, foi apresentada a música-tema oficial do evento, “Rio Pardo Acenda a Chama”, com letra de Luís Fernando Gastaldo, música de Maicon Flores e interpretação de Nilton Ferreira. A programação artística teve ainda apresentações de André Teixeira e de Ênio Medeiros e Grupo Bandoneon y Pajada.

No sábado, ocorreu a distribuição da Chama Crioula às Regiões Tradicionalistas. A centelha foi conduzida pelo vice-presidente de Cavalgadas do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Márcio Dávila, até o local da cerimônia.

O totem da Chama Crioula foi aceso pelo presidente do MTG, Alessandro Gradaschi, e pela patrona dos Festejos Farroupilhas de 2026, Marianita Ortaça. Após a cerimônia, representantes das Regiões Tradicionalistas receberam a centelha para levá-la aos municípios e entidades tradicionalistas.

A programação em Rio Pardo reuniu cavalarianos, integrantes de entidades tradicionalistas, autoridades e visitantes durante os dois dias. A geração e a distribuição da Chama Crioula marcaram oficialmente o começo das celebrações farroupilhas no Estado em 2026.

 

As 30 RTs, mais três RTs de Santa Catarina, receberam as chamas 
em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário, de Rio Pardo.




 


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

 


FESTIVAL, COM JÚRI SÉRIO, 

NÃO É BALCÃO DE NEGÓCIOS!


Edson Dutra, Oscar dos Reis, Neusa Regina, 
Maurício Borges, Ângelo Marques e Léo Ribeiro.  


Pensei muito antes de fazer esta postagem pois é natural aos que não vencem um festival nativista mostrarem seu descontentamento. Todos acham que a SUA música é a melhor do evento. Contudo, mesmo que a internet seja uma terra sem lei, não se justifica brincar com o caráter e idoneidade de pessoas com uma longa trajetória de retidão na vida artística e particular. 

Neste final de semana tivemos o 33º Ronco do Bugio em São Francisco de Paula, festival que foi um verdadeiro sucesso de público, de organização e de composições concorrentes mas, se os organizadores me permitem, vou dar uma sugestão para o próximo ano: Que se premie com o 1º lugar aos vinte concorrentes. Assim não haverá essa lamúria toda. 

As pessoas também não entendem que um festival não é um balcão de negócios, ou seja, que a contraprestação de algum serviço a prefeitura seja o primeiro prêmio. Quem faz esta exigência pode, inclusive, estar se queimando junto administração pois logo ali na frente outras promoções acontecerão.

Além disso parece que o festival virou uma partida de futebol de "os da casa" contra "os de fora". Esquecem que no ano passado quem ganhou foi um tema local. Aí estava tudo maravilhoso. Agora o vencedor foi um grupo que participou pela primeira vez do Ronco. Então, virou o maior absurdo do mundo. Isto é uma visão pobre, apequena o evento, o torna regional. Para estes descontentes seria necessário criar um festival exclusivo, ou seja, apenas para os da casa. Tínhamos três avaliadores de São Francisco, o que atesta ainda mais a isenção dos jurados.

Outra coisa.

Quem está na torcida tem todo o direito de defender sua preferida mas não tem a visão técnica dos avaliadores. Não querem saber se a linha melódica está a altura da letra ou, ao contrário, se a letra está a altura da linha melódica; se o grupo estava inspirado na interpretação; se não engoliram um pedaço da letra ao cantar; se a mensagem pretendida foi realmente repassada; se o trabalho de outro grupo não foi um pouco melhor; se a temática abordada não está muito batida... Querem é ganhar. 

Claro que os avaliadores podem errar, são humanos, e as "panelas" ocorrem, mas fui jurado do Ronco do Bugio em 15 oportunidades e sempre lutei pela lisura das avaliações e boto minha mão no fogo pelos jurados desta edição. 

Uma boa semana a todos. 

  

domingo, 16 de agosto de 2026

 


PREMIADAS DO 33º RONCO DO BUGIO 



Terminou nesta noite de sábado, com grande sucesso de público e de nível musical, a 33ª edição do Festival Ronco do Bugio de São Francisco de Paula.

Ao cabo as premiações apontadas pela Comissão Avaliadora composta por Neusa Regina, Edson Dutra, Oscar dos Reis, Ângelo Marques e Léo Ribeiro de Souza foram estas: 


1º Lugar: CONTANDO OS DIAS 

Letra e Melodia: Paulo Garcia

Interpretação: João Garcia 

Violões: Dionata Garcia / Paulo Garcia / Jauri Garcia

Acordeon: Du Antunes

Arranjo: Grupo Canto Missioneiro



2º Lugar: JEITO SERRANO 

Letra e Melodia: William Hengen

Bateria e Vocal: Djalmo Oliveira

Baixo e Vocal: Rodrigo Pires

Violão e Vocal: Gustavo Ortácio

Gaita e Vocal: Roberson Franco "Paquito"

Intérprete: Lincon Ramos  



3º Lugar: SEMENTES DE VIDA

Letra: Paulo Ricardo Costa

Melodia: Arison Martins

Violão e Vocal: Emerson Martins

Violão e Vocal: Jean Kirchoff

Baixo: Kiko Gracia

Bateria e Vocal: Arison Martins

Acordeon: Léo Severo e Cássio Figueiró

Interprete: Analise Severo


 

1º Lugar Local: TROPEADA SERRANA

Letra e Melodia: Pietro Parmegiani e Emilio Fogaça

Interpretação: Bruno Rauber 


Melhor Intérprete: João Garcia 

Música: Contando os Dias 

Melhor Instrumentista: Roberson "Paquito" 

Música: Jeito Serrano

Música Mais Popular: SOU SERRANO DE VERDADE

Letra: Ariel Reis e Ubiratã Reis

Melodia: Ubiratã Reis e Felipe Pessoa

Interpretação: Ariel Reis


Música Instrumental:  DO LAJEADO AO JUÁ

Músico: André Luiz Alano Alves