mais um Tronco se aproxima
e o Braun faz uma rima:
- Vá se chegando pra cá!
O Noel e o Maicá
e o próprio Jayme Caetano
já caseriando por anos
nesta querência lindaça
recebem o Pedro Ortaça,
pra versejar noutro plano.
CHARQUEADAS
da opulência às revoluções
Viramos o século e aqui pelo Rio Grande do Sul se acredita em Lobisomem. Tal mito é basicamente a crença que determinados homens podem se transformar em um monstro meio lobo meio homem.
Já na Grécia clássica se conhecia o Licantropo, literalmente lobo-homem. Deve-se aos gregos a expressão licantropia, usada para designar o fenômeno. Na Roma dos Césares, era o Versipélio, o Lobisomem latino.
O mito no Rio Grande do Sul sustenta que o sétimo filho homem de uma família será fatalmente Lobisomem - a menos que seja batizado pelo irmão mais velho. Há, também, uma forma folclórica de se transmitir o fado: quando um velho que é Lobisomem sente que ai morrer, ele fica sofrendo muito a alguém mais moço. E não consegue morrer antes disso. Se tem algum guri ou moço por perto ele simplesmente pergunta: "Tu queres?". O ingênuo normalmente acredita tratar-se de algum presente e responde: "Sim". Aí o velho morre feliz porque transmitiu o fado.
O homem que tem o fado de Lobisomem é sempre de raça branca, pelo duro (ou seja, não há Lobisomem negro, alemão ou gringo), magro, de olhos no fundo, dentes salientes e cara de cor amarelada, muito pálido. Quase sempre mora sozinho. Mais raramente vive com a mãe, uma velha muito estranha. Mais raramente ainda é casado e a mulher ignora o fato.
Mora sempre em um rancho o mais isolado possível, obrigatoriamente com um galinheiro nos fundos.
O fado do Lobisomem é uma cruz que ele carrega. Não fazendo mal a ninguém, ele é mais uma vítima do que um carrasco. Se é atacado, reage. E morde cachorros e até pessoas, mas se puder evitar isso ele evita. O lobisomem tem que cumprir o seu fado , que é correr nas sextas-feiras de lua cheia, da meia noite ao clarear do dia.
À meia-noite ele se rebolca no sujo das galinhas, rolando no chão e se transforma. Quando vai amanhecer ele retorna ao galinheiro, se rebolca novamente e volta a ser gente.
Durante sua ronda fatídica, se ele é ferido por arma branca, transforma-se e aí, já como homem, mostra o mesmo ferimento no mesmo lugar em que, como monstro, foi ferido. Se alguém atira sal nele enquanto Lobisomem, no outro dia, como homem, ele virá a casa da pessoa que atirou o sal, devolvendo um punhado, como se tivesse recebido por empréstimo.
Em cada cidade gaúcha correm histórias envolvendo o velho mito do Lobisomem. Cuidem-se, portanto.
Do livro Mitos e Lendas do Sul - Antônio Augusto Fagundes
A ingratidão, meu rapaz,
mando pra longe e te digo:
- Se algo me tira a paz
não merece andar comigo!
Uma boa semana a todos.
REPONTANDO DATAS - 25 DE MAIO
TRADICIONALISMO TEM NOVO PRENDADO
Aconteceu neste final de semana no CTG Sentinela da Querência, em Erechim, a 55ª Ciranda Cultural de Prendas. Este grandioso evento é uma promoção do Movimento Tradicionalista Gaúcho e visa escolher as prendas que representarão a entidade em suas atividades no próximo ano.
Carregar esta faixa é uma responsabilidade enorme e as candidatas de cada Região Tradicionalista preparam-se para as provas durante longos anos.
Parabéns e sucesso a estas novas representantes:
CATEGORIA ADULTA
1ª Prenda - Luiza Berger Von Ende - DTG Noel Guarany, 13ª RT (Santa Maria)
2ª Prenda - Luiza Tormes - CTG Sangue Nativo, 22ª RT (Parobé)
3ª Prenda - Luisa Tormöhlen - CTG Sentinela do Rio Grande,
20ª RT (Independência)
CATEGORIA JUVENIL
1ª Prenda - Dara Montagna Neto - CTG Mata Nativa, 12ª RT (Canoas)
2ª Prenda - Yasmin Andrade Sauer - Centro Nativista Boitatá, 3ª RT (São Borja)
3ª Prenda - Izabelly Borges Albrecht - CCN Piazito
Carreteiro, 9ª RT (Ijuí)
CATEGORIA MIRIM
1ª Prenda - Julia Fritzen da Silva - CTG Rodeio da Querência, 28ª RT (Frederico Westphalen)
2ª Prenda - Ana Clara Kerber - CTG Cezimbra Jaques, 20ª RT (São Martinho)
3ª Prenda - Sophia Schleder Scapin - GTCN Velha Carreta, 25ª RT (Caxias do Sul)
Com o resultado, Santa Maria sediará a 56ª Ciranda Cultural de Prendas em 2027
31ª TAFONA DA CANÇÃO NATIVA
Com afluência de grande
público nos dias 21, 22 e 23 de maio aconteceu na cidade de Osório, a 31ª
edição da Tafona da Canção Nativa, tradicional festival litorâneo que dá vasa a
musicalidade afro-açoriana. Tradicionalmente
o evento ocorria junto ao Rodeio de Osório mas o novo local (no Largo dos
Estudantes) no centro da cidade mostrou que veio para ficar.
O resultado final
extraído do blog Ronda dos Festivais, de Jairo Reis, foi o seguinte:
Primeiro Lugar: SOU
PRETO, DE MAÇAMBIQUE E QUICUMBI
Gênero:
Batuque/Maçambique
Letra: Carlos Hanh
Melodia: Pedro Guerra
Pimentel
Interpretação: Cláudio
Amaro e Edson Vieira
Pedro Guerra Pimentel:
Violão e Vocal
Kako Xavier: Contrabaixo,
Tambor e Vocal
Marcelo Pimentel:
Percussão
Segundo Lugar: FILHAS DO
VENTO
Gênero: Milonga
Letra: Vaine Darde
Melodia: Charlise
Bandeira/Felipe Goulart
Interpretação: Shana
Muller e Laura Dalmás
Felipe Barreto: Violão
Cristian Sperandir:
Teclados
Charlise Bandeira: Flauta
Terceiro Lugar: AMÁLIA
QUE BENZE
Gênero: Polca
Letra: Su Paz
Melodia: Kauanny Klein
Interpretação: Su Paz e
Kauanny Klein
Carlos Moller: Violão
Joaquim Velho: Gaita
Botoneira
Bruno Coelho: Percussão
Marcello Caminha Filho:
Contrabaixo
Melhor Intérprete: SU PAZ e KAUANNY KLEIN
Música: Amália que Benze
Melhor
Instrumentista: MARCELO PIMENTEL
Música: Sou Preto, de
Maçabique e Quicumbi
Instrumento: Percussão
Melhor Letra: QUARTOS DE
LUA
Autor: Ivan Therra
Melhor Melodia: FILHAS DO
VENTO
Autores: Charlise
Bandeira e Felipe Goulart
Música Mais Popular: BAH 2 !!!
Gênero: Vaneira
Letra: Renato Junior
Melodia: Renato Júnior
Interpretação: Clóvis
"Coquinha" Fortes
Libório: Acordeon
Leandro Freitas:
Contrabaixo
Douglas dos Anjos: Violão
Da Costta: Pandeiro
Coquinha: Violão
ESTÂNCIA NAS MISSÕES
BANDEIRA GAÚCHA NO TOPO DO MUNDO
O alpinista gaúcho Roberto Lucchese, após 15 anos treinando e 40 dias de expedição, no dia 20 de maio realizou um sonho e ruflou o pavilhão rio-grandense nos píncaros do Monte Everest (8.848m) o ponto mais alto da terra.
Assim se manifestou o autor desta grande proeza: "SOMOS pessoas SIMPLES, GAÚCHOS, realizando feitos EXTRAORDINÁRIOS. E não falo só do EVEREST, estou falando do nosso povo, guerreiro, resiliente e batalhador, que faz surgir através dos seus sonhos esse orgulho quase religioso no nosso peito. Esse orgulho de ser gaúchos ninguém nos tira".
CAVALO CARAMELO TERÁ ESTÁTUA
O símbolo de resiliência das enchentes que assolaram nosso Estado há dois anos atrás vai ganhar uma estátua. O cavalo Caramelo terá um monumento em um dos municípios mais afetados pelas cheias. A homenagem será erigida em Estrela, no Vale do Taquari, que teve 70% seu território atingido pela força das águas.
A obra terá a assinatura do escultor pernambucano
Ranilson Viana e deve ficar exibida no Business Park, que fica às
margens da BR-386, na entrada do município. A expectativa é que os trabalhos
durem em torno de 3 meses.
“A enchente foi um
momento muito triste, mas o Caramelo representa um símbolo de resistência e
resiliência. Ele ficou preso lá por quatro dias, mas nos mostrou que, por mais
difícil que uma situação possa parecer, sempre há uma saída”, afirma a prefeita
de Estrela, Carine Schwingel.
A estátua terá quatro metros para representar um metro por dia que o cavalo ficou ilhado. A base será feita como um telhado, à semelhança do local onde ele ficou preso em Canoas, em meio às águas.
MEU PRIMEIRO ÁLBUM DE FIGURINHAS
(COMPLETO)