ESTÂNCIA NAS MISSÕES
ESTÂNCIA NAS MISSÕES
BANDEIRA GAÚCHA NO TOPO DO MUNDO
O alpinista gaúcho Roberto Lucchese, após 15 anos treinando e 40 dias de expedição, no dia 20 de maio realizou um sonho e ruflou o pavilhão rio-grandense nos píncaros do Monte Everest (8.848m) o ponto mais alto da terra.
Assim se manifestou o autor desta grande proeza: "SOMOS pessoas SIMPLES, GAÚCHOS, realizando feitos EXTRAORDINÁRIOS. E não falo só do EVEREST, estou falando do nosso povo, guerreiro, resiliente e batalhador, que faz surgir através dos seus sonhos esse orgulho quase religioso no nosso peito. Esse orgulho de ser gaúchos ninguém nos tira".
CAVALO CARAMELO TERÁ ESTÁTUA
O símbolo de resiliência das enchentes que assolaram nosso Estado há dois anos atrás vai ganhar uma estátua. O cavalo Caramelo terá um monumento em um dos municípios mais afetados pelas cheias. A homenagem será erigida em Estrela, no Vale do Taquari, que teve 70% seu território atingido pela força das águas.
A obra terá a assinatura do escultor pernambucano
Ranilson Viana e deve ficar exibida no Business Park, que fica às
margens da BR-386, na entrada do município. A expectativa é que os trabalhos
durem em torno de 3 meses.
“A enchente foi um
momento muito triste, mas o Caramelo representa um símbolo de resistência e
resiliência. Ele ficou preso lá por quatro dias, mas nos mostrou que, por mais
difícil que uma situação possa parecer, sempre há uma saída”, afirma a prefeita
de Estrela, Carine Schwingel.
A estátua terá quatro metros para representar um metro por dia que o cavalo ficou ilhado. A base será feita como um telhado, à semelhança do local onde ele ficou preso em Canoas, em meio às águas.
MEU PRIMEIRO ÁLBUM DE FIGURINHAS
(COMPLETO)
Estirado pelo catre enquanto me recupero de um procedimento me pego a pensar como o gauchismo tornou-se elitizado impossibilitando pessoas de menor poder aquisitivo participar do culto as nossas tradições ao contrário, por exemplo, das culturas populares nordestinas.
Tenho para mim que um dos motivos é que não temos mais mostras folclóricas, ou seja, tudo virou disputas e a expressão natural das necessidades de um povo rio-grandense mais humilde, o campeiro, o peão, a chinoca de vestido de chita, desapareceram em meio a uma sociedade vestida de veludo em busca de troféus.
É concurso de tiro de laço, concurso de gineteada, concurso de gaita, concurso de sapateio, concurso de trovas, concurso de poesias, concurso de músicas, concurso de prendas, concurso de peões, concurso de churrasco... Como dizia meu saudoso amigo Nilson Gonçalves lá da legendária São Chico "daqui uns dias vai ter concurso de cuspe a distância".
Esta demanda por apontar quem são os melhores levou a uma aristocratização que segregou através de uma barreira física, econômica e cultural a gauchada mais modesta.
Não se veste mais a pilcha que não seja ambicionando um prêmio. Os improvisos poéticos e musicais ao pé de um fogo-de-chão mudaram-se para os palcos iluminados. Até mesmo a dança da chula trazida pelos antigos tropeiros birivas como divertimento no entremeio das pousadas de tropas virou arrogância entre os contendores. A garra misturou-se com a prepotência e a autenticidade cedeu lugar a pirotecnia.
Realmente uma pena chegarmos aqui desta maneira excludente. Por isso mesmo admiro aquelas entidades que lutam somente com o cabo da faca para levar as nossas tradições até os seus associados.
PARTIU RICARDO MARTINS
A HISTÓRIA NO FUNDO DO GUAÍBA
Novamente, nestes tempos águas mais rasas e claras o navio-prisão Presiganga volta a ser visto por quem passa pela ponte do Guaíba.
Tempos atrás uma reportagem de suma importância às pessoas que gostam de história como eu passou meio que batida. Tratava-se da descoberta da nau que servia de presidio, provavelmente o mesmo que conduziu Bento Gonçalves da Silva e diversos revolucionários republicanos para o Rio de Janeiro após a derrota dos farrapos na ilha do Fanfa.
A matéria é a seguinte:
O mergulhador Flávio Ramires fez nesta quarta feira 23, as primeiras medições com ecobatímetro para localizar o Presiganga, navio-prisão que existia em Porto Alegre, ancorado no Guaíba e que teria afundado por volta de 1845.
Era comum nas cidades e colônias portuguesas a existência de navios-prisão, e a presença do Presiganga é registrada desde 1830, quando recebeu alguns alemães suspeitos de conspirarem contra o governo, entre eles o major Otto Heise.
Mas foi na Revolução Farroupilha (1835-1845) que se ampliou a sua sinistra memória. Ancorado no Guaíba, recebeu tanto os imperiais presos na tomada de Porto Alegre, quanto os revolucionários presos na sua retomada.
Um dos prisioneiros, quando os farrapos tomaram a cidade, foi o major Manuel Marques de Sousa, futuro conde de Porto Alegre, que sofreu pelo resto da vida de reumatismo adquirido na prisão. Os presos ficavam no porão inundado com água até os joelhos.
Segundo Antonio Pereira Coruja, o mais antigo cronista de Porto Alegre, o coronel Gomes Jardim, Onofre Pires, o jornalista Pedro Boticário e o próprio Bento Gonçalves foram alguns dos farroupilhas que estiveram presos no Presiganga. Gomes Jardim morreu na prisão.
Na época da revolução já era um navio velho, quase sucata. Não se sabe a data em que afundou e não se tinha ideia da localização até que, há alguns anos, o velejador e mergulhador Geraldo Senna, fazendo outro trabalho, encontrou um fragmento do casco.
O antropólogo Marlon Borges já captou imagens via satélite de uma estrutura de uns 60 metros que está a uma profundidade estimada de 9 metros no fundo do Jacuí, a 150 metros da primeira ponte.
A análise dos dados pela varredura do ecobatímetro vai confirmar se é mesmo o Presiganga e indicar com mais precisão a posição do navio. A partir daí será feito um projeto para o resgate por mergulhadores.
Segundo Ramires, da Navegantes do Sul, que toca o projeto em parceria com o Cisne Branco, não será possível tirar o navio do fundo, provavelmente sua estrutura de madeira e ferro se desmancharia. Mas será possível entrar nele e retirar objetos e outros testemunhos.
UM FEITO HISTÓRICO NO URUGUAI
Um feito inacreditável, emocionante, aconteceu neste final de semana na Rural Del Prado em Montevidéu, Uruguai. Colibri Matrero montado por Gabriel Viola Marty conquistou o hexacampeão do Freio de Ouro, título master funcional do Cavalo Crioulo.
Três Freios de Ouro no Brasil (2021,2022 e 2023), um Freio
FICCC Brasil 2018, um Freio FICCC Argentina 2023 e agora, em casa, aclamado por
seu povo e país de origem, Freio de Ouro 2026 no Uruguai. Em 2024, foi
referenciado como o Cavalo das Américas, em Esteio, Brasil.
Num acontecimento inédito em todos os registros da raça crioula Colibri Matrero, aos 14 anos, retornou da aposentadoria para vencer a competição internacional de alto nível. Agora que tua manada te espera, tua aposentadoria seja verdadeira, teu descanso seja desfrutado, porque sua marca jamais será esquecida.
MORRE O MAESTRO TASSO BANGEL
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| Reprodução RBS/TV |
Morreu na madrugada deste
sábado (9), aos 95 anos, o maestro Tasso Bangel que em 1948 criou o Conjunto
Farroupilha, grupo que, por quatro décadas, "exportou" a música gaúcha.
Eles foram responsáveis
pelos sucessos de "Gauchinha Bem-Querer", "Piazito
Carreteiro", "Negrinho do Pastoreio", "Prenda Minha",
"Boi Barroso" e "Chimarrita Balão", além de outros tantos clássicos regionais.
Integrado por Danilo
Vidal de Castro, Tasso José Bangel, Iná Bangel, Estrêla d'Alva Lopes de Castro
e Sidney do Espírito Santo, o grupo foi criado em 1948 na Rádio Farroupilha em
Porto Alegre. Em 1952 gravaram o primeiro disco pela Copacabana, que foi o
quarto LP a ser prensado no Brasil.
Um história curiosa do
conjunto teria acontecido quando o grupo se apresentou na BBC, em Londres, no
início dos anos 1960.
Conta Bangel que a porta do estúdio se abriu e tinha três cabecinhas olhando a gente cantar. Aí a Estrela D'Alva perguntou para um funcionário quem estava nos observando o tempo todo.
Ele disse que não sabia e
foi averiguar.
Depois, trouxe a
resposta: "Me disseram que, aparentemente, o nome deles é Beatles" –
relata Tasso.
Segundo ele “Estavam interessados em algo diferente
deles. Estávamos vestidos de gaúcho, exigência dos produtores do programa. Era
o começo deles também, ainda não eram ninguém. O jeito que nós cantávamos os
atraiu.”
Durante vários anos o
grupo fez parceria com a VARIG. Visitaram muitos países, entre os quais a China
e a antiga União Soviética.
Em 1971 o grupo desativou
suas atividades, lançando ainda em 1973 o disco Temas gaúchos.
Em 1983 voltaram a se
apresentar no programa Som Brasil, mantendo a formação original - Tasso, Danilo
e Estrela d'Alva - entrando Norma Nagib e Sabiá. No mesmo ano, lançaram um LP
chamado Farroupilha 35.
Tasso Bangel era natural
de Taquara. A cerimônia de despedida ocorrerá em São Paulo. O corpo do maestro
será cremado e as cinzas serão trazidas para o Rio Grande do Sul.
TESTE SEUS CONHECIMENTOS
SOBRE NOSSA MUSICALIDADE
Se o leitor acertar de 05 a 06 questões está um pouco informado.
Se o leitor acertar de 07 a 08 questões está bem informado.
Se o leitor acertar de 09 a 10 questões, parabéns. Está muito bem informado.
Se o leitor acertar menos que 05 questões, estará precisando ler mais sobre nossa musicalidade gaúcha.
UMA DICA: Esse mesmo teste, com as mesmas perguntas (e obviamente as mesmas respostas) foi postado há exatamente um ano (maio de 2025).
Então, também caberia como título desta matéria a seguinte pergunta: COMO ESTÁ SUA MEMÓRIA?
REPONTANDO DATAS - 06 DE MAIO
No ano de 1838, na cidade
de Rio Pardo, pela primeira vez é entoado o Hino Rio-grandense.
Em 1837, o maestro
Joaquim José de Mendanha (1800-1885), natural de Minas Gerais, assumiu, como
regente, a banda do 2º Batalhão de Caçadores de Primeira Linha, que havia se
deslocado para a Província de São Pedro (RS) em apoio às forças imperiais. Em
30 de abril de 1838, o maestro se encontrava com sua banda, na Vila de Rio
Pardo, quando o local foi atacado pelos farroupilhas. Neste importante combate,
conhecido como o do Barro Vermelho, os liberais farroupilhas venceram e
aprisionaram-no com sua banda.
Aprisionado o maestro e
seus músicos, os farroupilhas aproveitaram a ocasião para exigir-lhe que
compusesse um hino para a novel República Rio-Grandense. Diante da condição de
prisioneiro de guerra, compôs o que lhe foi exigido. Esta primeira versão do
hino, publicada em 1955 pelo professor Walter Spalding (1901-1976), teve a
letra escrita pelo capitão farroupilha Serafim Joaquim de Alencastre e foi
executado pela primeira vez em 6 de maio de 1838. O maestro e sua banda
acompanharam os farroupilhas durante um ano.
Como podemos observar na
primeira execução do hino Rio-grandense a letra era diferente da que cantamos até
hoje, composta por Francisco Pinto da Fontoura, o Chiquinho da Vovó.
CADA QUAL COM SEUS HERÓIS
No dia 05 de maio do ano
de 1994, portanto a exatamente vinte e sete anos, falecia meu pai Bernardino
Souza, um gaúcho sem cavalo, um peão da "boleia" do caminhão.
Não me sai da lembrança
quando, no dia 1º de maio daquele ano, ao seu lado num leito do Hospital de
Caridade de São Francisco de Paula, a televisão noticiou a morte de Ayrton
Senna e ele saiu-se com esta tirada: - Mas é ligeiro este Senna. Vai chegar primeiro
que eu no céu...
Realmente (e com razão)
naqueles dias o mundo preocupava-se com a morte deste grande ídolo brasileiro
mas minha grande aflição era outra. Eu me entristecia com a morte de meu melhor
amigo. Chorava o falecimento de um "piloto" que passou sua existência
dirigindo caminhões e ônibus pelo meio do mato, por estradas barrentas e daí
tirou o sustento de nossa família.
Passado todo esse tempo
ainda sinto muito a sua falta. Queria dizer-lhe palavras que não disse, fazer
coisas que não fiz e que só após a sua morte me dei conta. Mas a vida é assim e
apesar de tudo acho que fui um bom filho.
Ayrton Senna também é meu
ídolo mas o meu herói continua sendo o Bernardino Souza.
Imperioso que se noticie, também neste mesmo 05 de maio de 1994, a morte do grande poeta Mário Quintana.
Quintana faleceu aos 87 anos de idade em Porto Alegre, de insuficiência cardíaca e respiratória.
A COMPANHEIRADA NÃO PERDOA