sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
REPONTANDO DATAS / 13 DE FEVEREIRO
NASCIA TELMO DE LIMA FREITAS
Aos 14 anos, participou do grupo Quarteto Gaúcho. Nos anos 50, apresentou o programa gauchesco Porongo de Pedra, na Rádio ZYFZ-Fronteira do Sul, de São Borja. Em 1969, participou do primeiro Festival de Música Regionalista organizado pela Rádio Gaúcha.
No começo de sua carreira conciliou a musicalidade com diversas outras profissões. Foi enfermeiro, peão de estância e trabalhou em lavouras de arroz.
No cinema, participou do filme A Lenda do Boitatá.
Em1973, lançou seu primeiro disco, intitulado O Canto de Telmo de Lima Freitas. Morou durante anos em Uruguaiana e outras cidades do interior como Itaqui, aonde se aposentou como agente da policia federal.
Com seus amigos Edson Otto e José Antônio Hahn, criou o grupo Os Cantores dos Sete Povos, com o qual conquistou o troféu Calhandra de Ouro da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, em 1979, com a canção Esquilador. Com o grupo, Telmo participou das 11 primeiras edições do festival.
Em 1980, lançou Alma de Galpão, produzido de maneira independente e financiado pelo grupo Olvebra.
Com o álbum A Mesma Fuça, recebeu o Troféu Açoriano em duas categorias: Melhor Compositor e Melhor CD Regional. É autor do livro de poesias crioulas "De Volta ao Pago", lançado pela Gráfica e Editora Treze de Maio.
Em 2006, Telmo gravou uma compilação de sua discografia, denominada Aparte, com a participação de seus familiares e de antigos parceiros, como Joãozinho Índio, Luiz Carlos Borges e Paulinho Pires.
Telmo de Lima Freitas, por ser conhecedor a fundo da vivência campeira, é considerado um dos compositores mais autênticos do Rio Grande. Gravar uma composição do Telmo é receita de sucesso para qualquer grupo galponeiro desta terra.
No ano de 2009 foi escolhido Patrono da Semana Farroupilha e cumpriu esta incumbência como poucos, participando das atividades inerentes ao cargo com alegria e vibração.
Telmo de Lima Freitas, o Jundiá, como é carinhosamente chamado por seus amigos mais chegados, se recolheu ao seu rancho no município de Cachoeirinha varando os dias lidando com seus cavalos, trançando um cabresto, fazendo uma bainha para a faca e ostentando, ao longo de suas melenas brancas e barba cerrada, o brazão de Pura Cêpa Crioula deste pago. Quem olhava para o Telmo enxergava o Rio Grande Gaúcho!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
TEMA DOS FESTEJOS FARROUPILHAS
2026
Os 400 Anos das Missões
Jesuíticas Guaranis serão homenageados nas festividades tradicionalistas.
Em reunião realizada nesta terça-feira (10/2), a Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas 2026 deu início aos preparativos para as festividades tradicionalistas do ano. O grupo definiu o tema “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, em homenagem ao quadricentenário das Missões.
Com
a participação do secretário da Cultura, Eduardo Loureiro, a coordenadora de Tradicionalismo
Gaúcho da Secretaria da Cultura (Sedac), Denise Gress, foi reconduzida ao posto
de presidente da Comissão, e Ivana Maria Genro Flores foi eleita
vice-presidente, com Aquiles Barboza como secretário.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
ORIGEM DO CARNAVAL
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
O FOCO É OUTRO
Algumas pessoas que acompanham nosso blog se queixam que noticiamos pouco sobre o estado de saúde de muitos artistas e que, como fãs, gostariam de saber.
Ocorre que nosso site é mais voltado para cultura geral de nosso Estado e não é prioridade, até por uma questão de privacidade, não adentrar na seara particular dos artistas a não ser quando contatados por familiares ou amigos solicitando divulgação na busca de auxílio financeiro para alguma enfermidade.
Como a família manda notícias periódicas sobre esse grande ídolo, informamos que o Tronco Missioneiro Pedro Ortaça está pelo rancho e se recuperando bem de alguns contratempos.
A PEDIDO
Muitos leitores estavam pedindo que postasse a imagem que fiz sobre o que, na minha opinião, seria o Gaiteiro Completo dentre aqueles que já nos deixaram indo animar fandangos no CTG Querência da Eternidade.
Então...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Buenas.
Ontem falamos, ao despacito, sobre a confusão que fazem em relação ao lenço vermelho e sua identidade ao longo da historicidade gaúcha.
Hoje vimos este cartaz do MTG do Paraná que aborda sobre as cores dos lenços e sua significação embora se saiba, por aqui, dentro de nossa rigidez nas diretrizes das pilchas, que alguns não são permitidos.
domingo, 8 de fevereiro de 2026
ESCARAPELA - A IDENTIDADE FARRAPA
Seguidamente observamos erros históricos em muitos sites ao postarem,
sem maiores estudos, que o lenço vermelho identificava os soldados republicanos
(farroupilhas) durante a revolução de 1835.
A Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos a partir de 1836, foi um
cenário com exércitos improvisados e sem uniformes definidos. Os lenços surgiam
de uma forma irregular e sem vinculação a Imperiais ou Republicanos. Os
farroupilhas até criaram um lenço próprio que pouco foi usado devido a
apreensão de um navio com carga de tal material.
Portanto vincular a cor do lenço vermelho aos farrapos está errado. O
lenço maragato passou a ser símbolo a partir de 1893, na Revolução
Federalista.
O que, por vezes, identificava os soldados farrapos era a escarapela
muito usada, principalmente, pelos argentinos e uruguaios nas guerras de
fronteiras.
A escarapela é um adorno, geralmente em forma de roseta, feito com
fitas de cetim ou tecido plissado, que se assemelha a uma flor. Ela é
amplamente conhecida por dois contextos principais:
No Hipismo (Premiação): É um prêmio
dado aos cavalos vencedores em competições de salto ou outras provas hípicas,
funcionando como uma medalha para o animal. Elas costumam ter fitas penduradas
e cores que indicam o lugar no pódio (ex: verde e amarelo para 1º lugar).
Símbolo Nacional/Histórico: Também
conhecida como cocarda, é um emblema utilizado em chapéus ou
roupas, composto por fitas nas cores de uma bandeira nacional (como a tricolor
francesa na Revolução Francesa ou escarapelas patrióticas em outros países).
Em resumo, é um ornamento distintivo,
frequentemente usado como símbolo de honra, vitória ou patriotismo.
Observem o que diz o decreto de 20 de
fevereiro de 1839 da constituição Republicana Rio-grandenses sobre o uso do
Laço Nacional como Distintivo (Escarapela): "Todos os cidadãos e
os súditos da República, com exclusão dos escravos, serão obrigados a trazer em
seus chapéus o Laço Nacional consagrado pelo Decreto de 12 de novembro de
1836".
Os reincidentes no não uso do
distintivo estavam sujeitos a 15 dias de prisão além de multa. "O
Laço Nacional pelo decreto citado seria formado de três círculos: O externo
verde, o do meio escarlate e o central ou núcleo, ouro".
Deste contexto histórico nosso blog
pode observar duas situações:
A primeira é que a maioria dos Republicanos
Farroupilhas não eram abolicionista.
A segunda é a confirmação de que
definir os farroupilhas pela cor do lenço vermelho não é uma afirmação
correta.
sábado, 7 de fevereiro de 2026
PREMIADOS NA DECLAMAÇÃO
Categoria Adulta - Vacaria
A categoria artística com maior número de inscritos no Rodeio de Vacaria, considerado a "Copa do Mundo dos Rodeios" foi a declamação, com mais de 400 participantes entre mirins, juvenis, adultos e veteranos masculino e feminino. Os vencedores estufam o peito e levam para a vida inteira no currículo e na memória a seguinte frase: Fui Campeão/Campeã do Rodeio de Vacaria.
Os 10 primeiros colocados na principal categoria (adultos) em 2026 e os respectivos premiados (primeiro ao terceiro lugar) foram os seguintes:
- para melhor visualização clique na imagem -
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
ATÉ QUE ENFIM !
O Monumento ao General
Bento Gonçalves, localizado na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre, passará
por restauração, com previsão de conclusão em 90 dias. A obra de Antônio
Caringi, vandalizada com pichações e furto de painéis de bronze em 2017,
receberá investimento de R$ 1,3 milhão. A iniciativa busca recuperar o
patrimônio histórico que celebra o líder da Revolução Farroupilha.
Nós que viemos peleando
pela restauração deste monumento há muitos anos esperamos que tudo não fique
somente nas promessas.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
FALSO OU VERDADEIRO ?
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
32º RODEIO DE POESIAS
Chegando agora (são 13h) da legendária Vacaria aonde, ontem, trabalhamos como avaliador no Rodeio de Poesias, uma promoção da Câmara de Vereadores do município.
O nível dos poemas, recitadores e amadrinhadores esteve altíssimo, dificultando o trabalho da Comissão. Aproveito a postagem do amigo Jairo Reis para expor os premiados e parabenizar a todos os participantes.
O declamador Pablo da Rosa e o amadrinhador Willian Andrade
atuando no poema vencedor
Por Jairo Reis com a colaboração de Idalcir Peruchin
O 32º Rodeio de Poesias Inéditas foi realizado na noite de terça-feira, 03 de
fevereiro, durante o 36º Rodeio Internacional de Vacaria. Dentre os 10 (dez) poemas concorrentes, a
comissão avaliadora, formada por Érico Padilha, Joseti Gomes, Leo Ribeiro de
Souza, Luiz Cesar Soares e Paula Stringhi definiu o seguinte resultado:
Categoria Poesia:
Primeiro Lugar: O INVENTOR DE MEMÓRIAS
Autor: Rafael Ferreira
Declamador: Pablo da Rosa
Amadrinhador: Willian Andrade
Segundo Lugar:
BEBEDOURO DE CISMAS
Autor: Matheus Costa
Declamador: Douglas Diehl Dias
Amadrinhador: Kaike Mello
Terceiro Lugar:
DE APORFIA
Autor: Jaime Brum Carlos
Declamadora: Silvana Andrade
Amadrinhado: Fernando Graciola
Categoria Intérprete:
Primeiro Lugar:
SILVANA ANDRADE
Poesia: De Aporfia
Segundo Lugar: NEITON PERUFFO
Poesia: O Verso
Terceiro Lugar:
JOILSON RAMOS DE OLIVEIRA
Poesia: No Simples Fato da Cruz
Categoria Amadrinhador:
Primeiro Lugar: MAYKEL PAIVA
Poesia: O Verso
Instrumento: Violão
Segundo Lugar: FERNANDO GRACIOLA
Poesia: De Aporfia
Instrumento: Violão
Terceiro Lugar: WILLIAN ANDRADE
Poesia: O Inventor de Memorias
Instrumento: Violão
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
NA CASA DO VACARIANO
Como diz a gurizada, partiu Vacaria. E faço uso da música Na Casa do Vacariano (adaptada) do meu amigo saudoso Honeyde Bertussi para dizer da minha satisfação em participar deste grandioso evento, o Rodeio da Vacaria.
Arreei o mouro velho
pingo que eu mesmo domei
botei o arreio prateado
que muito caro paguei
badana e pelego grande
que de presente eu ganhei
e no meu traje gaúcho
no meu pingo eu montei.
Eu saí de São Francisco
bem antes de clarear o dia
me atirei no Rio das Antas
e passei pra Vacaria
quando me vi do outro lado
me senti com alegria
ia ver os vacarianos
que há muito tempo eu não via.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
DE VOLTA AS RAÍZES ?
O festival Cante uma Canção em Vacaria era um dos poucos palcos que dava oportunidade a música galponeira, com variações de ritmos que fugia da grande maioria dos demais aonde a milonga dá as cartas. De uns anos para cá o evento havia caído no lugar comum mas, ao que parece, mesmo que aos poucos, está voltando as raízes.
Claro que a melodia tem que vir acompanhada de uma boa letra e igual interpretação pois não é qualquer trabalho mais despojado que merece prêmio.
Então, parabéns aos organizadores.
Eis os trabalhos premiados numa bela matéria (como sempre) do meu amigo Jairo Reis e seu Blog Ronda dos Festivais.
A Concha Acústica do
Parque Nicanor Kramer da Luz, em Vacaria, permaneceu tomada pelo público
durante os dois dias do 15º Cante uma Canção em Vacaria, festival de músicas
inéditas que ocorreu durante o 36º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria.
Após a apresentação de 10 (dez) composições finalistas, a comissão avaliadora, formada por Edilberto Bérgamo, Evair Gomez, Fábio Maciel, Gustavo Teixeira e Ricardo Bergha, reuniu-se para eleger os destaques do festival. Enquanto isso, o palco foi ocupado pelo espetáculo do Projeto Taureando.
Primeiro Lugar: SINUELOS
Ritmo: Valsa
Letra: José Maurício
Rigon/Gujo Teixeira
Melodia: Gabriel Jardim
Violão: Matheus
Krumennauer
Violão: Gustavo
Otesbelgue
Violão: Gabriel Jardim
Contrabaixo Acústico:
Carlos de Césaro
Bandoneon: Gabriel
Maculan
Interpretação: Gabriel
Jardim
Segundo Lugar: POTREIRO
DA FRENTE
Ritmo: Chamarra
Letra: Matheus Bauer
Melodia: Felipe Goulart
Violão: Yuri Menezes
Violão: Felipe Goulart
Flauta: Charlise Bandeira
Contrabaixo: Carlos de
Césaro
Gaita: Tiago Camargo
Interpretação: Joca Martins
Terceiro Lugar: O SAL DO
SUOR
Ritmo: Milonga
Letra: Zeca Alves
Melodia: Juliano Gomes
Teclado: Eduardo Varela
Flauta Transversal:
Daniel Zanotelli
Violão e Vocal: Quinto
Oliveira
Gaita de Botão: Ricardo
Comassetto
Contrabaixo e Vocal: Juliano
Gomes
Interpretação: Fabiano Bacchieri
Música Mais Popular:
ORIUNDOS
Ritmo: Xote
Letra: Cássio Ferreira
Melodia: Cássio Ferreira
Acordeon e Vocal: Bruno
Amaral
Contrabaixo: Robson
Siqueira
Violão e Vocal: Nori
Bossardi
Bandoneon: Cássio
Ferreira
Cajon: Bernardo Siqueira
Recitado: Dudu Peroni
Interpretação: Cássio
Ferreira
Melhor Instrumentista:
Leonardo Schneider
Música: Partilha de Sonho
e Vida
Instrumento: Acordeon
Melhor Intérprete: Joca
Martins
Música: Potreiro da
Frente
Melhor Letra: O Sal do
Suor
Autor: Zeca Alves
Melhor Melodia: Sinuelos
Autor: Gabriel Jardim
Melhor Tema Campeiro:
CONTANDO VACA
Ritmo: Chamarra
Letra: Francisco Brasil
Melodia: André Teixeira
Violão e Vocal: Gabriel
Jardim
Violão: Matheus Alves
Violão: André Teixeira
Gaita de Botão: Ricardo
Comassetto
Gaita de Botão: João
Vitor Nunes
Percussão: Bruno Coelho
Contrabaixo e Vocal:
Pedro Terra
Interpretação: André
Teixeira
Melhor Arranjo: Sinuelos
Melhor Conjunto Vocal:
Romanceiro do Jasmim
Interpretação: Marcelo
Oliveira e Grupo
Melhor Indumentária: Dudu
Peroni
Música: Oriundos
Fonte: Blog Ronda dos Festivais - Jairo Reis
domingo, 1 de fevereiro de 2026
2026 - ANO MARIO QUINTANA
A Academia Rio-Grandense
de Letras (ARL) instituiu 2026 Ano Mario Quintana, em homenagem aos 120 anos do
seu nascimento. O ato foi assinado dia 29 pelo presidente do
Sodalício, escritor Airton Ortiz, em cerimônia na sede da entidade.
Durante o ano, uma série
de atividades será realizada, em todo o Rio Grande do Sul, pela ARL e demais
entidades parceiras, em função da obra do poeta. A Academia publicará dois
livros, um com depoimentos dos acadêmicos sobre Mario Quintana, e outro com
ensaios sobre a obra do autor.
Além disso, haverá
exposições, seminários e palestras sobre Mario Quintana. As instituições que
desejarem participar do calendário oficial do Ano Mario Quintana devem entrar
em contato com a Academia para terem suas atividades incluídas na programação.
VOCABULÁRIO CHUCRO
PARELHEIRO
ODE AS MÃOS DO BEM
sábado, 31 de janeiro de 2026
QUE RUMO VOCÊ TOMARIA?
Ontem os parceiros do Site Marcos Do Pampa fizeram uma bela brincadeira auxiliados pela IA para saber aonde o pessoal está indo neste fim de semana de dois grandes eventos no Estado. O Planeta Atlântida ou o Rodeio de Vacaria.
Claro que, por ser um Site voltado para a cultura regional gaúcha 99,9% das resposta citaram o Rodeio.
Na verdade são acontecimento com públicos de perfis distintos. Fui em dois Planetas levar meus filhos ainda adolescentes, isto há mais de 25 anos e, embora não seja minha "praia", gostei do que vi.
Quanto ao Rodeio, vou sempre que posso. Fui avaliador das declamações masculinas por 5 rodeios seguidos (10 anos) e dia 03 estamos subindo a serra novamente agora para avaliar o Concurso Inéditos de Poesias promovido pela Câmara de Vereadores.
Portanto, penso que a foto ilustrativa deve ter sido tirada de dentro do meu carro, ou seja, pendendo para a direita do que indica a placa.
Bom divertimento a todas as tribos.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
REPONTANDO DATAS / 30 DE JANEIRO
O Rio Grande comemora, com muita justiça, no dia de hoje, o nascimento do maior dos pajadores, ou seja, Jayme Caetano Braun, ocorrido num 30 de janeiro de 1924. Por tal motivo tal dia é considerado o Dia do Pajador Gaúcho.
COMO SURGIU O "DIA DO PAJADOR GAÚCHO"
No dia 30 de janeiro do ano de 2000, durante o Rodeio Internacional de Vacaria, um grupo de pajadores e declamadores fizeram uma apresentação em homenagem a Jayme Caetano Braun que havia falecido em 8 de junho de 1999.
O sucesso do evento foi tamanho que ao final, entusiasmado, Paulo de Freitas Mendonça foi ao microfone e proclamou que, a partir daquele momento, o dia 30 de janeiro seria O Dia do Pajador Gaúcho em reverência ao nascimento do poeta missioneiro.
Em contato com Paulo Mendonça sobre o tema, o poeta, escritor e pajador nos confidenciou que somente ao chegar em casa percebeu a importância e a repercussão de suas palavras no palco.
Para não deixar morrer aquela ideia em um momento de empolgação Paulo de Freitas Mendonça procurou na Assembleia Legislativa o deputado João Luiz Vargas, que topou a empreitada de tornar aquela data em algo oficial, através de Lei. O próprio Paulo ajudou a redigir as justificativas do projeto que, apresentado em plenário pelo deputado, foi aprovado por unanimidade e sancionado pelo então governador Olívio Dutra, conterrâneo de Jayme, tornando-se Lei.
Momento da Sanção da Lei Nº 11.676, de 16 de outubro de 2001, instituindo o Dia do Pajador Gaúcho. A data foi ratificada pela Lei Nº 15.950, de 9 de janeiro de 2023.
No entanto muitos esquecem que, no mesmo dia e mês, no ano de 1903, nascia em São Borja o poeta Vargas Neto, considerado o Príncipe dos Poetas Tradicionalistas. É o Presidente de Honra da Estância da Poesia Crioula.
Versos de Vargas Netto
Você pensa que é mentira,
Mas eu lhe digo que não,
Ouvindo falar nos pagos
Sinto dor no coração.
Diz que não chora o gaúcho,
Pois eu lhe garanto agora,
Fale dos pagos distantes
Vamos ver se ele não chora.
Quando me lembro, la pucha,
Da china que deixei lá,
Sinto um repucho por dentro
Que nem sei o que será.
É como um tirão “de atrás”,
Quando se pega a carreira,
Dum sovéu de três ramais
Atado numa tronqueira.
Não há gaúcho mais qüera
Que não conheça o tirão,
Porque essa história é tão velha
Que tem a idade do chão.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
O BIOMA PAMPA....
....VAI DE ONDE ATÉ ONDE?
Cantado e decantado pelo cancioneiro gaúcho, no Sul do Brasil está o único bioma brasileiro restrito a apenas um Estado. Cerca de dois terços da área do Rio Grande do Sul são ocupados pelo Pampa: uma extensa área de campo natural. Nesta região forjou-se o "gaúcho gaudério".
O clima temperado, com temperaturas médias entre 13 °C e 17 °C, garante ao bioma características únicas. Uma delas é a presença de grandes campos de gramíneas (também conhecidas como capins, gramas ou relvas), com 450 espécies dessas plantas espalhadas pela região.
Esse cenário foi encontrado pelos primeiros seres humanos que habitaram a região Sul do Brasil, há cerca de 12 mil anos, e continua sendo a cara do Pampa atual. Mas, por ser tão antigo, o bioma possui grande variedade de espécies e paisagens. Embora seja famoso pelos campos, o Pampa abriga também florestas nas margens dos rios, arbustos, leguminosas, bromélias e até cactos. Na vegetação diversificada, vivem, é claro, centenas de espécies animais.


















