RETRATO DA SEMANA


domingo, 16 de agosto de 2026

 


PREMIADAS DO 33º RONCO DO BUGIO 



Terminou nesta noite de sábado, com grande sucesso de público e de nível musical, a 33ª edição do Festival Ronco do Bugio de São Francisco de Paula.

Ao cabo as premiações apontadas pela Comissão Avaliadora composta por Neusa Regina, Edson Dutra, Oscar dos Reis, Ângelo Marques e Léo Ribeiro de Souza foram estas: 


1º Lugar: CONTANDO OS DIAS 

Letra e Melodia: Paulo Garcia

Interpretação: João Garcia 

Violões: Dionata Garcia / Paulo Garcia / Jauri Garcia

Acordeon: Du Antunes

Arranjo: Grupo Canto Missioneiro



2º Lugar: JEITO SERRANO 

Letra e Melodia: Willian Engen

Bateria e Vocal: Djalmo Oliveira

Baixo e Vocal: Rodrigo Pires

Violão e Vocal: Gustavo Ortácio

Gaita e Vocal: Roberson Franco "Paquito"

Intérprete: Lincon Ramos  



3º Lugar: SEMENTES DE VIDA

Letra: Paulo Ricardo Costa

Melodia: Arison Martins

Violão e Vocal: Emerson Martins

Violão e Vocal: Jean Kirchoff

Baixo: Kiko Gracia

Bateria e Vocal: Arison Martins

Acordeon: Léo Severo e Cássio Figueiró

Interprete: Analise Severo


 

1º Lugar Local: TROPEADA SERRANA

Letra e Melodia: Pietro Parmegiani e Emilio Fogaça

Interpretação: Bruno Rauber 


Melhor Intérprete: João Garcia 

Música: Contando os Dias 

Melhor Instrumentista: Roberson "Paquito" 

Música: Jeito Serrano

Música Mais Popular: SOU SERRANO DE VERDADE

Letra: Ariel Reis e Ubiratã Reis

Melodia: Ubiratã Reis e Felipe Pessoa

Interpretação: Ariel Reis


Música Instrumental:  DO LAJEADO AO JUÁ

Músico: André Luiz Alano Alves



sábado, 15 de agosto de 2026

 


 A INAUGURAÇÃO FOI GRAÚDA  


A inauguração foi concorrida


A inauguração do Gaiteiro Serrano e do Bugio, evento que era para acontecer na quinta-feira mas que em função da chuva foi transferido para hoje, sábado, foi alta do chão.

Pronunciamentos de autoridades, gaitaços e uma novidade que o prefeito não pediu segredos: Vai mandar arrancar as pedras da frente do memorial e criar a Calçada da Fama com o nome de todos os vencedores do Festival Ronco do Bugio. 


Gaiteiros de todo tipo e gaitas de todo porte animaram a festança.




 

BUGIOS CLASSIFICADOS NA NOITE DE ONTEM

PARA A GRANDE FINAL DE HOJE


Instrumental:

D  DO LAJEADO AO JUÁ

Músico: André Luiz Alano Alves

 

Cantadas:

NO RIO GRANDE VELHO

Letra e Melodia: Eduardo Gomes

Interpretação: Eduardo Gomes 


DA CRÚVA PARA A HISTÓRIA

Letra: Pedro Junior da Fontoura

Melodia: Jones Andrei Vieira

Interpretação: Jones Andrei Vieira / Pedro Junior


CONTANDO OS DIAS

Letra e Melodia: Paulo Garcia

Interpretação: João Garcia


TROPAS DE SAUDADE

Letra: Paulo Moraes Trentin

Melodia: Rodrigo Pires e Carlos Müller

Interpretação: Cairon Silva



sexta-feira, 14 de agosto de 2026

 


11ª TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA CRIOULA

POEMAS CLASSIFICADOS

PARA SUBIR AO PALCO NO DIA 31 DE OUTUBRO 


 

LINHA NÃO MAÇÔNICA

 

DE CAUSA DESCONHECIDA

Autor: Rodrigo Bauer – São Borja

 

TESTEMUNHAS

Autor: Lucas Costa Ferreira - Pelotas

 

A CASA QUE NÃO TINHA PORTAS

Autora: Tatiane da Rosa Crestani – Tapejara

 

PORTO SEGURO

Autor: Juliano Costa dos Santos – Júlio de Castilhos

 

A ALMA DA CASA GRANDE É UM ARMÁRIO DE LIVROS

Autor: Gujo Teixeira – Lavras do Sul

 

POEMA SUPLENTE

 

A PEDRA MARCADA

Autor: Adriano Medeiros - Lages 

 

LINHA MAÇÔNICA

 

O GALPÃO

Autor: Cleber Soares

Loja: Jayme Tarragó  - Uruguaiana

 

A ORDEM DO TEMPLO

Autor: Moisés Silveira de Menezes

Loja: Remanso – São Pedro do Sul

 

O CINZEL DA TOLERÂNCIA

Autor: Rafael Vieira de Mello Lopes

Loja: Liberdade e Fraternidade – Cruz Alta

 

RETRATO A LUZ DE QUEM VÊ

Autor: Kayke Mello

Loja: Aurora da Serra –Júlio de Castilhos

 

NO CICLO DO MALHETE

Autor: Alberto Salles

Loja: Fraternidade Quarta – Caxias do Sul

 

POEMA SUPLENTE

O SILÊNCIO

Autores: Maurício Bastos de Freitas e Jean Carlo Kirchoff

Loja: Gaúchos Templários – Porto Alegre



 


DANDO UM TRATO PRA BUGIADA



E lá vamos nós para a segunda noite de Ronco do Bugio dar mais um trato pra bugiada. Desculpem a redundância mas mesmo com um frio de "renguear bugios" aqui por riba da serra, se vamos para a missão de selecionar mais um eito da cantoria mais autêntica deste Rio Grande. 



 

 


BUGIOS CLASSIFICADOS 


Fazendo "madrugada de lagarto", que só sai da toca ao meio dia e com sol alto, venho trazer para vocês as primeiras cinco classificadas para a grande final de sábado do 33º Ronco do Bugio. 

Como integrante da Comissão Avaliadora juntamente com a Neusa Regina, Ângelo Marques, Oscar dos Reis e Edson Dutra posso adiantar que as escolhas foram tranquilas e que todos saímos de lombo liso. 

Instrumental:

CABORTEIRO de Emílio Fogaça com o próprio autor.

Cantadas:

TROPEADA SERRANA

Letra e Melodia: Pietro Parmegiani e Emilio Fogaça

Interpretação: Bruno Rauber 


SOU SERRANO DE VERDADE

Letra: Ariel Reis e Ubiratã Reis

Melodia: Ubiratã Reis e Felipe Pessoa

Interpretação: Ariel Reis


JEITO SERRANO

Letra e Melodia: Willian Hengen

Interpretação: Lincon Ramos


SEMENTES DE VIDA

Letra: Paulo Ricardo Costa

Melodia: Arison Martins

Interpretação: Analise Severo




quinta-feira, 13 de agosto de 2026

 



E. P. A.

Estância da Poesia Artificial


Ontem a noite aconteceu a triagem da 11ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula, festival poético do Grande Oriente do Rio Grande do Sul sob a organização de seu departamento tradicionalista Piquete Fraternidade Gaúcha. Assim que comunicarmos todos os autores que subirão ao palco no dia 31 de outubro, desta vez na cidade de Santa Maria, publicaremos nas redes sociais. 

Mas o que me leva a fazer esta postagem foi o grande número de poemas concorrentes elaborados pelo Chat GPT = IA. A coisa está escancarada e sem controle (e sem vergonha). 

Por isso decidi: Assim como temos a briosa E. P. C. (Estância da Poesia Crioula), entidade conhecida como a Academia Xucra do Rio Grande, eu vou fundar a E. P. A, ou seja, a Estância da Poesia Artificial.    

 

 


COMEÇA HOJE O 33º

RONCO DO BUGIO


Arte: Léo Ribeiro


ORDEM DE APRESENTAÇÃO


   

Q QUINTA-FEIRA


A AS COISAS DE ANTIGAMENTE

Voz intérprete: Luis Fernando da Silva

Gaita e Vocal: Alison Machado

Baixo e Vocal: Yuri Duarte

Bateria e Vocal: Joás da Silva

Violão e a Vocal: José Oliveira

 

2-   TROPEADA SERRANA

Intérprete: Bruno Rauber

Gaita: Pietro Parmegiani

Gaita e Voz: Emílio Fogaça

Guitarrón e Voz: Gabriel Castilhos

Violão: Léo de Abreu

Baixo e Voz: Renan Pedroso

Cajon e Voz: Júlio Oliveira

 

3-   SOU SERRANO DE VERDADE

Gaita e Vocal: Ubiratã Reis

Interprete: Ariel Reis

Violão e Voz: Filipe Pessoa

Violão e Voz: Dilson Inácio da Silva

Bateria: Douglas Schwaab

 

4-   RETRATO E SAUDADE

Bateria: Josemar Mota

Contrabaixo: Marcos Santos

Violão: Evandro Rodrigues da Silva

Gaita: Jair Marcos da Silva Lopes

Agê e Recitado: Jonas Bolinho

Intérprete: Ytamar Gomes

 

5-   A VARANDA DOS MATES 

Bateria - Jean Rambo

Baixo e Voz - Rafael Luz

Violão e Voz - Carlos Möller

Gaita e Voz - Du Antunes

Violão e Voz - Dilson Jóia

Interpretação - Dionísio Costa

 

6-   UM CERTO ZÉ DO RIO GRANDE

Interpretação: João Quintana Vieira e Grupo Parceria

Intérprete: João Quintana Vieira

Violão 7 cordas e vocal: Felipe Goulart

Contrabaixo e vocal: Henrique Bagesteiro

Acordeon e vocal: Vani Vieira

Bateria: Rafael da Luz da Rosa

 

7-   JEITO SERRANO

Bateria e vocal: Djalmo Oliveira

Baixo e vocal: Rodrigo Pires

Violão e vocal: Gustavo Ortácio

Gaita e vocal: Roberson Franco "Paquito”

Intérprete: Lincon Ramos 

 

8-   SEMENTES DE VIDA

Intérprete - Analise Severo

Violão e Vocal - Emerson Martins

Violão e Vocal - Jean Kirchoff

Baixo - Kiko Garcia

Bateria e vocal - Arison Martins

Acordeon - Léo Severo


SEXTA FEIRA

 

1-   O BUGIO LEVANTOU

Intérprete: Cleiton Marciel Bohrer

Bateria: Silvano Ricardo Vingert

Gaita: Lilian Córdova Alves

Violão e Voz: Chrystian de Oliveira Fontes

Baixo e Vocal: Francisco Edilson da Rosa

Violão: Diego Brandão

 

2-   TROPAS DE SAUDADE                                              

Intérprete: Cairon Silva

Gaita Ponto: Rodrigo Pires

Violão: Carlos Möller

Contrabaixo: Lincon Ramos

Bateria: Djalmo Oliveira

 

3-   NO RIO GRANDE VELHO

Intérprete: Eduardo Gomes

Acordeon: Leonel Almeida

Violão e voz: Evandro Cardoso

Violão e voz: Cacio Branco

Contra baixo e voz: Ivan Silvestre

Bateria:  Toco Thewes

 

4-   DA CRIÚVA PARA A HISTÓRIA

Interprete: Jones Andrei Vieira

Violão: Andrei Sasso

Violão: João Vitor Vieira

Bateria: Fabricio Vieira

Baixo: Ariel Reis

Gaita: Jones Andrei Vieira

Gaita: André Alano

Recitado: Pedro Jr da Fontoura

 

5-   UM BUGIO BEM GAÚCHO

Intérprete: Nenito Sarturi

Violão e Vocal: Halber Lopes

Violão e Vocal: Michel Nunes

Contrabaixo e Vocal: Xuxu Nunes

Acordeon: Diego Piani

Percussão: André Girotto

 

6-   PRA QUEM PEGA EM QUALQUER PONTA

Interprete: Adams Cézar

Violão: Halber Lopes

Violão: Michel Nunes

Baixo e Vocal: Xuxu Nunes

Gaita e Vocal: Diego Machado

Bateria e Vocal: Arison Martins 

 

7-   A MEMÓRIA DAS CAVALHADAS

Interprete: André Alano

Violão: Andrei Sasso

Violão: João Vitor Vieira

Bateria: Fabricio Vieira

Baixo: Marcus Santos

Gaita: Douglas Moraes

 

8-   CONTANDO OS DIAS

Letra: Paulo Garcia

Melodia: Paulo Garcia

Inter: João Garcia

Violões: Dionata Garcia / Paulo Garcia / Jauri Garcia

Acordeon: Du Antunes

Arranjo: Grupo Canto Missioneiro

 

Músicas Instrumental

 

1-   QUINTA-FEIRA

 

 B BUGIO ARTEIRO

Intérprete: Roberson Paquito

 

2-   CABORTEIRO

Intérprete: Emílio Fogaça

 

SEXTA-FEIRA


3-   DO LAJEADO AO JUÁ

Intérprete: André Luiz Alano Alves

 

4-   QUE RONQUE O BUGIO

Intérprete: Jones Andrei Vieira




quarta-feira, 12 de agosto de 2026

 


APRESENTAÇÃO NA ESTÂNCIA

 



Do livro Gauderiadas Cartuns Gauchescos - 1993 - Léo Ribeiro




 


REPONTANDO DATAS - 12 DE AGO


No dia 12 de agosto do ano de 1837 ocorre a tomada de Triunfo, aonde o coronel imperialista Gabriel Gomes Lisboa prefere morrer lutando a entregar sua espada ao general Antônio de Souza Netto, na Guerra dos Farrapos.

Também num dia 12 de agosto, mas no ano de 1869 morria no combate do Peribebuí, o gaúcho João Manuel Mena Barreto, na Guerra do Paraguai.



terça-feira, 11 de agosto de 2026

 


AGORA NÃO FALTA MAIS



No dia 14 de março de 2024, quando da inauguração do Monumento ao Laçador Serrano em São Francisco de Paula eu era o mestre de cerimônias e fiz uma brincadeira com o prefeito Thiago Teixeira ali presente: - Agora só falta aos gaiteiros. 

Obviamente que não foi pela minha fala (nem tenho essa pretensão) embora eu venha batendo nesta tecla desde a morte do Honeyde, depois Adelar, Paulinho Siqueira, Albino Manique, e tantos outros gaiteiros serranos que já nos deixaram e aos demais que nos alegram com seus gaitaços. O que importa é que a atual administração entendeu a importância desta merecida homenagem da Terra dos Grandes Gaiteiros.

A obra leva a assinatura do artista Edimilson Duarte, especialista na técnica de metalurgia em chapa metálica e solda.

Notem que aparece junto ao "tocador" um "roncador" (não sou eu), ou seja, o bugio, primata que deu origem ao único gênero musical do Estado e tão identificado com os gaiteiros desta terra. Tanto é assim que a inauguração do memorial será no dia 13, quinta-feira, justamente quando começa o 33º festival Ronco do Bugio. 



  

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

 





A faca a me acompanhar

não trago por arrogância.

Uso só para cortar

amarras da ignorância. 


Uma boa semana a todos.




 


REPONTANDO DATAS / 10 DE AGOSTO


Num dia 10 de agosto do ano de 1894 morria o líder maragato
GUMERCINDO SARAIVA

Gumercindo Saraiva é o terceiro sentado
da esquerda para a direita

 
Filho de Francisco Saraiva e Propícia da Rosa, foi estancieiro e caudilho na região de Santa Vitória do Palmar, onde conduzia com força e lealdade as suas terras, sendo conhecido como amigo fiel e inimigo perigoso. Durante os últimos anos do Império, quando era chefe de polícia daquela localidade, chegou a ser simpatizante da causa republicana, mas os partidários locais o desiludiram.
Líder caudilho que arregimentava rapidamente uma montonera, seus prestígio dividia-se tanto pela amizade com seu ilustre amigo Silveira Martins, um dos político mais influentes do Império nos anos que precederam a queda do regime monárquico, como também se dava em parte por seus capangas que o cercavam constantemente e os quinze mil hectares de terra e milhares de cabeças de gado que se estendiam pela fronteira sul do Rio Grande. Desde tenra idade adquiriu agilidade ímpar com o cavalo. Aos dezoito anos se juntou a sua primeira montonera, quando ainda vivia no Uruguai. Muitos que constituíam a sua montonera durante Revolução Federalista era falantes de espanhol que ele conhecera nessa lida na década de 1870 e começo de 1880. Estes eram provenientes da região de San José, e se autodenominavam maragatos devido à origem dos primeiros colonos dessa região, alcunha pela qual ficou célebre o grupo federalista durante as hostilidades. Depois de viver os seus primeiros 30 anos no Uruguai, em 1883 retorna ao Brasil, onde nascera, fugindo da justiça. Foi também capitão de guerra, comissário de polícia e tropeiro.
Em 1892, o governo de Júlio de Castilhos entra numa fase de instabilidade, o Rio Grande do Sul está em ebulição, de um lado os castilhistas Pica-paus, e do outro os federalistas maragatos liderados pelo General João Nunes da Silva Tavares, o Joca Tavares. Gumercindo, tendo se negado a aderir e assim sendo perseguido pelo castilhismo, e afim de levar a cabo a reforma constitucional parlamentarista do então exilado Gaspar da Silveira Martins, seu patrono político e amigo, resolve voltar ao Uruguai onde os rebeldes estavam formando suas tropas.
Em 2 de fevereiro de 1893, acompanhado por seu irmão Aparício Saraiva e liderando cerca de quatrocentos cavaleiros atravessou a fronteira pelo povoado da Serrilhada, entrando no Rio Grande do Sul, juntando-se aos homens do General João Nunes da Silva Tavares, formando assim o Exército Libertador, um contingente de mais de três mil homens, que em pouco tempo com as adesões, chegaria a doze mil. Consta que um terceiro irmão, Mariano, também teria participado desta revolução. No Uruguai os tres irmãos Saraiva (Saravia) eram conhecidos como Os três de Cerro Largo.
Em 4 de abril de 1893 acontece a primeira batalha com as tropas legalistas (Pica-paus). Depois de vários combates com as forças do governo, percebendo estar diante de um exército melhor preparado e armado, Gumercindo Saraiva parte para a prática de guerrilha, evita combates convencionais, dispersa as tropas legais para tentar vencê-las depois, em partes, tática esta que deu certo.
Morreu no dia 10 de agosto do ano de 1894 no Carovi, município de Boqueirão, quando fazia um reconhecimento do campo de batalha e levou, de tocaia, um tiro pelas costas. Foi enterrado ali perto e sua sepultura foi profanada. Cortaram sua cabeça e trouxeram ao Governador Júlio de Castilhos que mandou devolvê-la aonde estava enterrada. Segundo alguns historiadores, quando passavam, de retorno, no Rio Jacuí, entre Cachoeira e Santa Maria, jogaram nas águas aquele precioso "troféu". 


domingo, 9 de agosto de 2026

 

O QUE DIZER AO SEU PAI ? 


IA produzida por Paulinho Gomes


A montagem do retrato
me transbordou de saudades.
O meu Pai na flor da idade
e eu já mermando os atos.
Minha vontade, de fato,
era dar vida ao cartaz
pra dizer a esse "rapaz"
ao revê-lo novamente
- Tu não calcula, vivente, 
a falta que tu me faz!

 



sábado, 8 de agosto de 2026

 

O GÊNERO MUSICAL BUGIO

Parte III

PATRIMÔNIO IMATERIAL DO RS


Comitiva de São Francisco de Paula presentes no ato solene

Há um longo tempo São Francisco de Paula e São Francisco de Assis, municípios que sempre reivindicaram a "paternidade" do compasso sincopado, se uniram num trabalho laborioso e complexo para tornar o ritmo reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul. 

Com o teatro Olga Reverbel, multipalco do Theatro São Pedro, em Porto Alegre, completamente abarrotado, o Gênero Bugio foi, enfim, oficializado.

O ato solene ocorreu no dia 12 de agosto de 2025 e o registro foi formalizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE e Brasil de Fato).

No retrato acima com parte da comitiva serrana estão presentes, além de outras autoridades, o Prefeito de São "Chico" de Paula, Thiago Teixeira, o Secretário de Cultura do Estado Eduardo Loureiro, Paulo Bertussi e Gilnei Bertussi, filhos de Honeyde e Adelar Bertussi que gravaram, em 1956, o primeiro bugio Casamento da Doralícia. O município missioneiro também se fez representar por seu prefeito Rubemar Paulinho Salbego e um grande número de assisenses.

Um momento de grande emoção e alegria foi quando os dois grupos musicais representantes de cada cidade tocaram, unidos e com grande entusiasmo, a composição O Bugio é Gaúcho (letra abaixo), composta especialmente para o momento por mim (Léo Ribeiro de Souza) e pelo compositor assisense Paulo Ricardo Costa. 


O BUGIO É GAÚCHO


O bugio é gaúcho, serrano e missioneiro,

trancão galponeiro de cerne e raiz

brotou na cordeona, a luz do candeeiro,

no estilo campeiro do Sul do País.


É marca terrunha que a sala balança

no toque, na dança, dos bem fandangueiros.

Não importa a origem de onde saiu

por que o bugio é do Rio Grande inteiro.


Refrão:

São Chico de Paula, São Chico de Assis

que ideia feliz fazer união

seremos mais fortes assim deste jeito

o trato está feito nós somos irmãos.


O tempo não apaga a história bonita

oral ou escrita deixada nos versos.

Aqui no Rio Grande se planta a semente

e logo na frente se ganha o universo.


Que fique pra sempre este belo legado

ecoando nos pagos de um povo  bravio.

Obrigado aos gaiteiros que noutras andanças

deixaram de herança ao Rio Grande o Bugio.