RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

 

VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA


Caminho Novo, em fins do século 19, quando passou a chamar-se
Rua Voluntários da Pátria



O Brasil superestimou o poderio militar de Francisco Solano Lopes, do Paraguai, ao promover o recrutamento de soldados para o esforço de guerra. Com menos de 1 milhão de habitantes o Paraguai conseguiu formar um exército poderoso mas que não tinha mais que 80 mil soldados. Mesmo assim, após a invasão da Argentina e do Rio Grande do Sul, o fantasma de um Paraguai poderoso levou o Brasil a adotar providências para formar um exército compatível com os 10 milhões de habitantes que o país tinha e com as imensas extensões fronteiriças que precisava defender. 

No começo da guerra, de 865 a 1867, os três aliados não dispunham de mais de 40 mil homens na região do conflito, número que cresceu nos anos seguintes, especialmente com os contingentes vindos do Brasil. Para vencer a guerra o império chegou a ter 150 mil homens em armas. Este número incluía desde os soldados recrutados pela lei, os escravos (que recebiam alforria em troca do serviço na guerra) e especialmente as unidades militares formadas pelos voluntários da pátria, que se alistavam espontaneamente e que foram objeto de uma campanha patriótica. Praticamente todas as cidades brasileiras da época homenagearam esses voluntários com nomes de ruas e praças. Porto Alegre não foi exceção, e já em 6 de junho de 1870 o Caminho Novo recebeu o nome de Rua Voluntários da Pátria, com o qual se tornou uma das vias mais importantes da Capital.