RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

domingo, 19 de fevereiro de 2023

 

O PALA NO BRAÇO



Nos dias atuais voltou o costume da gauchada trotear por aí nos bailes, nas apresentações artísticas, nos rodeios, com um pala no braço ou nos ombros. Para quem sobe ao palco para cantar é uma forma de ocupar o braço esquerdo. O direito segura o microfone e está feito o carreto. Contudo, para quem toca animando bailongos penso que fica incômodo e até displicente.

O pala de lã, nos tempos de antanho, era a segunda casa do gaúcho gaudério. Parceiro dos índios vagos devido as frequentes e inesperadas mudanças de temperatura, servia de cobertor, de forro para as carpetas, para enrolar no braço durante uma peleia ou para abrigar do frio alguma chinoca. O pala de seda atado a meia espalda, servia mais como um enfeite, um adereço às vestes do gaúcho. Atualmente se usa muito o pala de fibra sintética.

Algumas pessoas confundem pala com o poncho. As diferenças fundamentais são que o pala tem gola em “V”, é franjado (nem todos os ponchos são franjados), normalmente possui um colorido acentuado, algumas listras e na região dos gauchos castelhanos traz lindos bordados.

Uma das composições que imortalizaram esta vestimenta foi Romance do Pala Velho, de Noel Guarany.