MUITO OBRIGADO, SÃO FRANCISCO DE ASSIS.
Sou uma pessoa que aprecia a boa
e autêntica música. Tal gosto andeja do sertanejo ao rock. Das nossas canções
regionais prezo por todas que tragam alguma mensagem, não importando o ritmo, mas
tem um compasso que, por ser nosso, genuíno, acabo sendo um soldado na
trincheira de sua preservação. Me refiro ao Bugio.
Pois nesta quarta-feira (19) fui
convidado pela Comissão de São Francisco de Assis que trabalha pelo
reconhecimento do ritmo como Patrimônio Imaterial do Estado a participar de um
Painel sobre o tema juntamente com Rafael Filter do IPHAE e o escultor, poeta e
escritor Tadeu Martins, filho da cidade promotora do evento.
Todos sabem que sou nativo do
outro São Chico (o de Paula) e que tais cidades defendem que o ritmo foi parido
em seus limites geográficos. É uma disputa boa e que, radicalismos a parte,
serve para alimentar nosso folclore.
O que posso repassar é que fui
recebido com o maior carinho, hospitalidade, educação e apreço pelo povo
Assisense que cultua fervorosamente tudo que se reporte ao Bugio. Dos primatas
que roncam na praça principal ao ritmo, inclusive com uma estátua do gaiteiro
Neneca Gomes que seria, na versão de São Chico de Assis, o primeiro gaiteiro a
tocar um bugio. É uma cidade acolhedora, com um manancial histórico inesgotável
e com o firme propósito de salvaguardar o Bugio. O evento, intercalado com músicas, danças e
belos depoimentos, foi um sucesso de organização e de público.
Muito obrigado Prefeito Paulo
Renato Cortelini (que inclusive assinou um Decreto de nº 1277/2022 nos declarando
Hóspedes Oficiais do Município) e aos fraternos Regis Lançanova, Prescilla
Saquett e Valdevi Maciel que, sem perder a identidade local, vislumbram algo
maior para o nosso ritmo rio-grandense.

