RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

REPONTANDO DATAS / 11 DE AGOSTO

 

MORRE PLÁCIDO DE CASTRO 



No dia 11 de agosto de 1908 o gaúcho de São Gabriel Plácido de Castro foi assassinado pelas costas com um tiro desferido de emboscada. Plácido de Castro foi o líder, no Acre, de um movimento guerrilheiro de seringueiros que lutaram contra a venda para os ingleses, deste Estado brasileiro, que na época pertencia a Bolívia. Tudo motivado pela riqueza do extrativismo da borracha. Ao final, tendo o Ministro Barão do Rio Branco como mediador, o Brasil, para evitar um conflito internacional, acabou comprando o território do Acre que teve como primeiro governador o próprio Plácido de Castro.

Em 9 de agosto de 1908, Plácido de Castro se dirigia à sua propriedade, ao lado de seu irmão Genesco de Castro, quando foi ferido numa emboscada que lhe prepararam mais de uma dezena de jagunços, próximo à propriedade e sob a liderança de Alexandrino José da Silva, o subdelegado das tropas acreanas na Revolução Acreana. Rumores da época diziam que coronel Alexandrino estava insatisfeito com a sua posição no poder do Acre, um posto bem menor que o de Plácido, e por isso armou a emboscada. No dia 11 de agosto implorou ao irmão, Genesco: "Logo que puderes, retira daqui os meus ossos. Direi como aquele general africano: 'Esta terra que tão mal pagou a liberdade que lhe dei, é indigna de possuí-los.' Ah, meus amigos, estão manchadas de lodo e de sangue as páginas da história do Acre.. .tanta ocasião gloriosa para eu morrer...".

O herói rio-grandense foi covardemente trucidado, aos 35 anos de idade, ficando esse crime para sempre impune. Próximo à propriedade do seu assassino, erguido pelos fiéis amigos de Plácido de Castro, há um pedaço de mármore assinalando o local da emboscada. Seus ossos, porém, foram sepultados logo à entrada do Cemitério da Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre. Na fronte do pedestal, a família fez questão de deixar gravados, um a um, nome e sobrenome dos seus catorze carrascos.


Túmulo de Plácido de Castro, no Cemitério da Santa Casa,
em Porto Alegre, traz o nome de seus assassinos.