RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Bandeira do Rio Grande hasteada na chaminé de 92 metros do Shopping Total em Porto Alegre. Foto: Divulgação Shopping Total.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

CURIOSIDADES

 


A ORIGEM DA PELAGEM "TOBIANA"


Esta pelagem é facilmente reconhecida. Consta da combinação de manchas brancas e coloridas, bem definidas, variando desde o quase branco, ao quase negro, colorado, zaino e outras, sendo que as zonas escuras, podem ainda ser rosilhas, azulegas, oveiras, etc.

Há quem acredite que seja proveniente de cavalos trazidos para Pernambuco pelos bátavos, mas também é possível que proceda de ponies de Shetland, introduzidos no país, entre os quais abunda esta pelagem.

Ao homem campeiro não lhe agrada o tobiano e depreciam-no a ponto de dizer que para nada presta. Os gaúchos pratenses também o têm em estima semelhante: A la huelia la huella flete tubiano me gusta aunque lo Ilame flojo el paisano.

Um fato bem curioso se depara no estudo da maneira de designar essa pelagem, no centro e norte do Brasil e no Rio Grande do Sul. Lá, é chamada pampa, aqui tobiana. O termo pampa deve ter tido origem no Rio da Prata, onde ainda é empregado em relação aos cavalos e bovinos que têm toda a cara branca, tal como em nosso Estado. Esta mesma palavra, no nosso país, fora das fronteiras rio-grandenses, se refere à pelagem que nós, os argentinos e uruguaios, chamamos tobiano.

Alcunha esta que teve por motivo o nome de um eminente paulista de Sorocaba, brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, que derrotado em São Paulo, em 1842, chegou ao Rio Grande com o propósito de incorporar-se as tropas farrapas. Entre seus parceiros, a maioria trazia por montaria o cavalo manchado com duas cores. Por serem fletes dos soldados de Tobias, a gauchada apelidou o pêlo desta cavalhada de Tobianos.