RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
26º RONCO DO BUGIO (1 e 2 Setembro) - PRAZO DE INSCRIÇÕES DIA 28 DE JULHO

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terça-feira, 2 de agosto de 2016

FALTAM TRÊS DIAS...


....PARA REVIVER 25 ANOS
 cantora Fátima Gimenez interpretando no 1º Ronco do Bugio

Na década de 1980 proliferava no estado os festivais nativistas. Tendo a Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana por pioneira, ocorreu no Rio Grande, em determinado tempo, em torno de 80 festivais ao ano.
Tendo a convicção de que o ritmo bugio era originário dos campos de cima da serra, em contatos com Honeyde Bertussi, Edson Dutra (diretor do conjunto Os Serranos) havia tentado constituir em sua terra natal, Bom Jesus, um festival do gênero. Como esta localidade já realizava o ACORDE, um encontro de conjuntos musicais, seus ideais não foram postos em prática. Por que não realizar então tal festival em São Francisco de Paula? 
De início a jornada foi árdua e o evento quase foi para na cidade de Canela mas, recebendo o apoio do então prefeito Luiz Antônio Salvador e de pessoas importantes da comunidade,  além de dezenas de artistas que se agregaram a proposta, como os filhos de São Francisco de Paula Albino Manique e Francisco Castilhos (Os Mirins), no ano de 1986, sob um lonão de circo e um frio de renguear cusco, num meio de semana, para que os conjuntos de baile pudessem participar, aconteceu o 1º Ronco do Bugio que teve como vencedora a composição “Levanta Bugio” do cantor Leonardo, acompanhado pelo grupo Os Monarcas.
O Festival Ronco do Bugio, agora em sua 25ª edição, acontece a partir desta sexta-feira com espetáculos como César Oliveira e Rogério Melo, Elton Saldanha, Invernada Artística do CTG Rodeio Serrano, Baile com Os Monarcas e Os Serranos, além das dez músicas concorrentes na categoria adulto e duas na categoria Bugiuzinho. Tudo com entrada franca. 

Se o nascedouro do "balanço de passo de ganso" ainda gera discussões, uma coisa é certa: São Francisco de Paula preocupou-se em preservar, através da música, não só o primeiro e único gênero musical gaúcho, como também chamar a atenção de todos para a quase que extinção deste primata de nossas matas, onde, em nome do progresso, quase não se ouve mais roncar o bugio.