RETRATO DA SEMANA

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quarta-feira, 27 de abril de 2016

RETIRA O SOFÁ DA SALA

PARA A FILHA NÃO MANORAR MAIS
 
É um verdadeiro absurdo o que o Ministério Público de Palmeira das Missões está propondo em relação a um dos maiores festivais nativistas do Estado e àquele que, sem dúvida alguma, mais envolve a comunidade, ou seja, o Carijo da Canção Gaúcha de Palmeira das Missões.
 
Em nenhuma cidade do Rio Grande do Sul, de todos os festivais que conheço, há uma interação tão grande da população com o evento que se realiza em sua cidade. Simplesmente as pessoas mudam-se, de mala e cuia, para o parque de exposições onde acontece o festival. São centenas de ranchos e barracas servindo de casas durante os dias que acontece este grandioso espetáculo musical.
 
Mas se está dando certo, então vamos mudar. Este é o pensamento do MP local que, na defesa de seus argumentos, chega a alegar a morte por acidente do músico Arthur Bonilla, já quase na cidade de Cruz Alta, no ano passado. Um verdadeiro absurdo.

Faltou dizer que o Acampamento do Carijo é o responsável pela crise política e financeira do Brasil.  

Então, que se redobre a segurança no local e se ponha em prática as proibições previstas em Lei, mas a comunidade não pode pagar por meia dúzia de arruaceiros.
  
Ficamos na expectativa que os julgadores desta infeliz denúncia tenham um pouco mais de bom senso.  
 
Vejam matéria abaixo  
 
 

Denúncia do MP propõe fim do 'Inferninho' e instalação de barracas no
O Ministério Público de Palmeira das Missões, através do juizado da Infância e Juventude, intimou na última semana a Prefeitura Municipal, a fim de participar de uma audiência de Conciliação. A ação civil visa adotar e discutir medidas visando a segurança do Carijo da Canção Gaúcha. 
 
No mandado de intimação, o MP determina que a o Município suspenda de modo integral os acampamentos do Festival, proibindo a instalação de barracas por pessoas físicas e jurídicas, para efeito de recreio e diversão. Em uma cláusula mais adiante, a ação propõe o fechamento das barracas no período compreendido entre às 22 horas e às 8 horas do dia seguinte.
 
O Termo de Ajustamento de Conduta visa também à proibição de circulação de crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, entre às 24 horas às 8 horas do dia seguinte, com previsão de multa para os pais responsáveis e fechamento das barracas.
 
Outra imposição do Ministério Público determina que o Município e o Estado não mais cedam espaço para a área de acampamento denominada "Inferninho", isolando o respectivo local de cumprimento de ordem judicial. O MP levou em consideração as quatro mortes registradas na edição passada do evento, sendo uma no referido espaço, e as demais fora do parque, entre elas de dois homens mediante confronto com a Brigada Militar no bairro Mutirão e o acidente automobilístico com o cantor Arthur Bonilla. Foi levado em consideração a ausência de segurança e fiscalização, e o decorrente excesso de consumo de bebidas alcoólicas. Destacou ainda que no referido local há músicas ensurdecedoras, em total desconformidade ao conteúdo do festival, consumo de drogas e incentivo a prática sexual, inclusive com adolescentes e jovens.
 
O documento solicita ainda a instalação de câmeras de segurança e maior atenção por parte da segurança do evento. Caso os pedidos sejam acatados pelo Poder Judiciário, as novas normas passariam a vigorar já a partir da edição deste ano. A audiência acontece no dia 2 de maio, às 14 horas, na sala da 2ª Vara Judicial de Palmeira das Missões. O processo será apreciado pelo juiz Luís Clóvis Machado da Rocha Júnior.
 
Fonte: Jornal Tribuna da Produção
Foto: Arquivo TP