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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

MARGS FECHA AS PORTAS


POR TEMPO INDETERMINADO
 
Falta de vigilância expões crise da Secretaria da Cultura do Estado
 
Por Gustavo Foster / A. Zero Hora

 Alegando "motivo de força maior", o Margs fechou suas portas nesta quinta-feira.
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS 

A crise financeira que assolou a Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac) – e o Governo como um todo – fez mais uma vítima: o Museu de Artes do Rio Grande do Sul (MARGS). Um dos espaços culturais mais importantes de Porto Alegre, o museu fechou suas portas nesta quinta-feira por falta de segurança. Pelo segundo dia consecutivo, a empresa responsável pela vigilância do local enviou apenas dois funcionários para trabalhar no prédio – normalmente, o Margs opera com 20 vigilantes (nove pela manhã, nove à tarde e dois à noite). De acordo com a administração da instituição, não há previsão de retorno das atividades.
 
Desde a última quarta, a Sedac vem tendo que lidar com uma equipe de segurança reduzida. Uma série de dívidas, que vêm pelo menos desde 2014, estão sendo cobradas pela Job Vigilância, empresa terceirizada que fornece profissionais para diversos prédios administrados pela pasta. Na quarta, Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), Margs e Memorial do Rio Grande do Sul receberam, cada um, apenas dois vigilantes – a CCMQ teve de operar apenas parcialmente e, nesta quinta, teve sua segurança reforçada com profissionais pagos com verba da Associação de Amigos da CCMQ.
 
Atualmente, o Margs tem quatro exposições em cartaz, que tiveram as visitações suspensas com o fechamento do prédio. A administração do museu afirma que a reabertura fica por conta da Sedac, que atua em duas frentes: ao mesmo tempo em que trata diretamente com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) a quitação das dívidas referentes aos anos anteriores, dialoga também com a empresa de vigilância. A previsão da Sefaz é que parte dos pagamentos seja feita até a próxima quarta-feira. Até lá (e mesmo depois da data), a situação do Margs é alvo de suspense.

Placa afixada na porta do Margs não especificava o motivo do fechamento 
 
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
 
Caso o valor não seja quitado, existe a possibilidade de uma diminuição ainda maior no efetivo de segurança dos três prédios, o que poderia acarretar mais dias de atividades suspensas. A Job Vigilância tem contratos ativos para segurança de prédios administrados por outras secretarias do Estado, mas, de acordo com o executivo, as únicas dívidas são da Cultura.  

Nota do Blog: E nós se clamando para que se crie o Museu do Gaúcho em Porto Alegre rsrsrsrr........