RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

sábado, 9 de janeiro de 2016

QUEM FOI LALAU MIRANDA?



 
Hoje, dia 9 de janeiro de 2016, faz 100 anos do falecimento de Estanislau de Barros Miranda. Após transcorridos 36 anos de sua morte, em 1952, o nome foi lembrado para a entidade tradicionalista mais antiga da região do Planalto Médio e a segunda do Estado (o primeiro foi o 35 CTG), ou seja, o Centro de Tradições Gaúchas Lalau Miranda (foto).

Lalau Miranda foi o vereador mais jovem do município e era filho do herói da Guerra do Paraguai, tenente-coronel Francisco de Barros Miranda, que também foi prefeito de Passo Fundo, e comandou a quinta cavalaria no cerco à Uruguaiana, libertando-o dos paraguaios.

Segundo nosso amigo Dilerman Zanchet a Casa Grande, residência de Estanislau de Barros Miranda, ainda existe e está localizada próximo à BR 153, logo após o Trevo de Coxilha. Embora sem nenhum cuidado, sobrevive ao tempo e às intempéries. Uma grande ideia seria a restauração e manutenção da Casa. O proprietário da área, certamente, não se oporia.

Contudo, no dia de ontem, ou seja, quando antecede a data em que o patrono e homenageado Estanislau de Barros Miranda completaria 100 anos, o CTG Lalau Miranda é interditado pela justiça. O motivo é o barulho excedente, conforme ação impetrada pelo promotor Paulo Cirne, a pedido de uma moradora das imediações.

O caso arrasta-se há quase um ano, quando a entidade, através de sua patronagem, foi notificada para adequar-se aos padrões de volume em decibéis estabelecidos pela legislação vigente. Diante disso, o CTG Lalau Miranda investiu - conforme o patrão José Henrique Fonseca, em torno de R$ 60 mil em equipamentos e reformas. A reclamação, segundo consta, partiu de uma vizinha da entidade, que está localizada na rua Uruguai, fundos da prefeitura municipal, há 64 anos.

Procurado, o patrão da entidade, José Henrique Fonseca, disse que não vai se manifestar sobre o assunto e que o CTG vai cumprir o que determina a lei. O advogado Paulo Nicolodi, que foi notificado ontem da decisão liminar, vai estudar o assunto para tomar as medidas cabíveis.