RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

domingo, 4 de outubro de 2015

ONDE ANDAM OS CONTADORES DE CAUSOS?


Paulinho Pires, um dos últimos contadores de causos

Sem dúvida alguma uma das artes mais bonitas dentro da nossa tradição é a de contar causos. Contar causos é um dom. Com autenticidade, naturalidade, senso de humor, o vivente tenta fazer o ouvinte acreditar naquilo que está sendo relatado por mais inverdade que seja.

Conheço alguns grandes contadores de causos. O Adão Bueno o Paulinho Pires, o.... Epa. Não são tantos assim. Outros grandes contadores de causos ficaram eternizados em livros como o Coronel Munico, o Apparício Silva Rillo, o Candinho Bicharedo.

Toco neste tema porque, embora todo o esforço do MTG, esta cultura está desaparecendo de nosso meio.

As pessoas, inclusive avaliadores, não sabem a diferença de um causo, conto ou piada. Para confirmar minha afirmativa, nas eliminatórias de causos para o ENART, uma piada velha, antiga, de mau gosto, foi muito bem classificada. A pessoa simplesmente trocou os personagens, isto é, colocou um cavalo no lugar do papagaio, agauchou a piada nacionalmente conhecida e... classificou-se com direito a louros (não papagaios, louros mesmo).

Para se contar um causo tem-se que ter talento, criatividade, linguajar apropriado. Vamos repensar os critérios para que não se repasse aos mais novos uma ideia errada desta arte em extinção.