RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

POEMA PARA UM FIM DE TARDE

TAPERA
De: Chico Ribeiro

Sem porta e sem janelas, da cumeeira,
tirou-lhe o vento há muito o santa-fé;
É o esqueleto - o que sobrou pra história
do velho rancho - é o esqueleto em pé!

A dois passos - a clássica figueira,
com seus poemas de sons, pela ramada,
lembrando alguém, que vive pela glória
de recordar saudades e mais nada...

E o resto! O resto... é morto, não existe,
o próprio chão da grama se ressente.
Nem um palanque se descobre mais...
Apenas a figueira inda resiste:
- Há de ficar... pra transmitir à gente,
do extinto rancho, amigo, os funerais!...