RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

domingo, 26 de junho de 2011

O CICLO JUNINO NO RGS

Uma festividade que sempre motivou algumas controvérsias em relação a sua forma é a do Ciclo Junino (13 a 29de junho). Ela se manifesta no folclore de quase todo o solo brasileiro e engloba os folguedos de Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo.

Por ser uma tradição que,como nos referimos, ocorre em vários Estados, muitos folcloristas defendem a idéia de que cada qual destes Estados deveria ter sua característica própria nas brincadeiras, o que não acontece, pois há uma tendência caipira nas comemorações.

A origem destes festejos, está nas antigas civilizações Greco-romanas, Godas e Celtas que, no verão europeu (junho e julho), homenageavam os Deuses da Colheita com cantigas e danças ao redor de uma fogueira.

Foi por intermédio dos colonizadores portugueses, entre 1580 e 1590, que estas manifestações chegaram ao Brasil sendo que os originários santos pagãos foram substituídos pelos santos católicos acima citados.

Mesclando ritos cristãos e pagãos, são muitas as formas de homenagear os santos favoritos, as quais podemos destacar: novenas, procissões, fogueiras, fogos de artifícios, quermesse, bailes, presságios, brincadeiras como casamento na roça, dança da quadrilha, pau-de-cebo, além da gastronomia como pipoca, rapaduras, pinhão, quentão e outros.

O que muitos folcloristas não concordam é em relação a unificação na forma das comemorações. - Cada Estado deveria festejar o ciclo junino dentro de suas características, de suas tradições, de sua cultura própria; expressa João Carlos D"Ávila Paixão Côrtes, que muito estudou e escreveu sobre o tema.

Ex: no Rio Grande do Sul não deveria ocorrer a incidência de chapéus-de-palha, camisas estampadas, calças remendadas, etc.

Seria interessante o MTG esclarecer estas circunstâncias através de cartilhas sobre o assunto. É comum alguns professores pintarem com rolha queimada bigodinhos e costeletas na piazada, no melhor estilo Mazaropi.