RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

sábado, 3 de abril de 2010

FESTIVAL DA BARRANCA SEM JOSÉ BICCA

Desde o dia 1º de abril mais de trezentas pessoas entre, intelectuais, políticos, músicos, compositores, contadores de causos, estão reunidos ás margens do Rio Uruguai, em São Borja, para a 40ª edição do Festival da Barranca, um evento diferenciado de todos os outros que se realizam no Estado. Primeiro porque não é um festival aberto, só participam convidados. Segundo, porque não há premiações em dinheiro. As pessoas lá estão por puro prazer de rever amigos e descontrair das labutas do dia-a-dia.

O tema musical para os concorrentes é sorteado na primeira noite e, a partir daí, cada grupo se reúne para desenvolver o que foi proposto. Tudo isto em meio a muita alegria e descontração. Peixe que é bom, muito pouco.

Contudo, este ano a Barranca está bem mais triste. José Lewis Bicca, um dos idealizadores e criadores do Festival faleceu em setembro de 2009. Sua presença na entrada do pesqueiro, recebendo a todos e sendo apresentado aos novatos vai fazer muita falta além, é claro, da imensa saudade.

"Zé" Bicca, o Generoso, ao lado de Apparício da Silva Rillo, foi o criador dos Grupo de Arte Nativa Os Angüeras, de São Borja. Gente voltada para a pesquisa, a musicalidade e a cultura da região das missões.

Mas, como se manifestou Elton Saldanha, "um Barranqueiro não morre, ele parte para cantar no céu e se eternizar na irmandade das estrelas".

Eu me chamo Generoso,
morador do Pirapó.
Aprendi dançar com as moças
nos bailes, de palitó.