A QUEDA DA MONARQUIA FRANCESA
Tomada da Bastilha
Ontem, 14 de julho, foi a data em que se festeja a queda da monarquia francesa.
Não. Não estou falando da derrota da seleção francesa (que já se consideravam os Reis do Futebol) para o escrete espanhol na tarde de ontem.
Me refiro a Tomada da Bastilha, ocorrida em 14 de julho de 1789, evento histórico que marcou o início da Revolução Francesa. Neste dia a multidão parisiense invadiu a famosa fortaleza e prisão real para obter pólvora e armas, derrubando um dos maiores símbolos do absolutismo e da opressão do rei Luis XVI.
Os leitores deste periódico gaudério poderão perguntar o que tem a ver a Revolução Francesa com a temática regionalista do blog.
Tudo. Foram os ideais iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade (vejam os dizeres de nosso brasão rio-grandense) da revolução francesa que chegaram até nós via lojas maçônicas do Uruguai (que recém tinha conquistado sua independência - 1828), que fizeram os republicanos rio-grandenses pensarem na possibilidade da revolução farroupilha.
Os maçons Juan Antonio Lavalleja, caudilho uruguaio, e Bento Gonçalves da Silva, que era guarda de fronteira em Jaguarão, tornaram-se grandes amigos em função de seus ideais e, baseados no que aconteceu na França e no próprio Uruguai, abriu-se a possibilidade de, através das armas, sermos ouvidos aqui nesta província esquecida pela corte portuguesa.
