FILHOS DE TIGRES SAEM PINTADOS
Jean Carlo Kirchoff, Lara Labarte e Analise Severo
A musicalidade nativista teve seu apogeu nas décadas de 80 e 90, com o surgimento dos festivais. A música regionalista foi bem antes, através de Pedro Raymundo, Conjunto Farroupilha, Teixeirinha, Os Irmãos Bertussi, entre outros. Os missioneiros vieram com Noel Guarany, Cenair Maicá, Pedro Ortaça, Tio Bilia, Virgílio Pinheiro e assim se vai... Entretanto, talvez em função da quebradeira das gravadoras em virtude das mídias digitais aonde as músicas são descartáveis e não duram mais que algumas semanas (que saudade dos antigos LPs e dos CDs) o que vem em nossas lembranças são músicas e artistas que já estão no meio há 30 anos ou mais. Isto é preocupante porque a renovação ocorria a passo de lesma.
Agora, ao que parece, há uma nova safra de artistas surgindo no meio musical rio-grandense e isto muito se deve aos pais, também músicos ou intérpretes, que orientam seus filhos neste caminho, isto é, a criançada tem os melhores professores dentro de casa.
Citamos como exemplo Lara Labarte, 13 anos, filha de Analise Severo e Jean Kirchoff. Ela canta demais. Sua caminhada está apenas começando mas seu futuro como intérprete é promissor. Sua afinação, ocupação de espaço no palco, além de seu carisma, é de "gente grande".
Na mesma batida temos o Luiz Caetano, filho do músico Beto Caetano. O guri canta, toca gaita botoneira e teclado, e já vi ele brincando na bateria e triângulo, ou seja, entende de percussão. Tal como o pai, é multi-instrumentista e tem encantado a todos aonde se apresenta. O Luiz, além de todo seu talento utiliza muito bem as redes sociais já tendo, inclusive, um jargão próprio disseminado por aí: -Um Abraço!
Poderia citar, além da Lara e do Luiz, outros nomes, filhos de artistas, que garantem o futuro da nossa musicalidade.
Como diz um saudoso amigo lá de São Chico: - Nem que o Rio Grande apodreça nossa cultura vai continuar dando frutos.
Luiz e Beto Caetano

