RAQUETADAS DE DÉCIMAS
Houve um tempo em que as poetisas Nilza Castro, esposa do poeta Peri de Castro, e Adiles |Gavião, esposa do poeta Cyro Gavião, mesmo morando na mesma cidade de Porto Alegre, se comunicavam por cartas pois, nesta época, não tinha esses recursos de celular e os telefones residenciais era um privilégio de poucos.
Um detalhe: Essas correspondências eram em forma de versos no formato de trovas.
Ao cabo de muitos anos elas resolveram publicar em livro esse correio literário ao qual intitularam de Raquetadas de Trovas.
Pois sábado agora meu amigo, irmão, grande poeta lá de Fraiburgo, SC, Osmar Ranzolin, embaixador da cultura gaúcha em toda aquela região, mandou-me algo que está muito em moda nas redes sociais. Não sei dizer o nome mas tem o estilo de um avatar, de um animes. É a minha estampa na forma computadorizada.
Acompanhado do desenho o Osmar, como grande versejador que é, mandou-me uma Décima Espinela, que era a forma como o imortal Jayme Caetano fazia suas memoráveis pajadas. E minha resposta foi no mesmo estilo.
Por isso coloquei o título da matéria: Raquetadas de Décimas.
AO AMIGO LÉO RIBEIRO
Osmar Ranzolin
Não tem o teu traçado
Nem a tua inspiração,
Mas te digo meu Irmão
Que o recurso é bem pensado,
Não sei se é do agrado
Mas lhe mando de presente,
Pensando que a nossa gente
Desse lado do hemisfério
Merece ter um gaudério
Com desenho diferente.
AO AMIGO OSMAR RANZOLIN
Léo Ribeiro
Mil gracias querido Irmão
pelo gesto de conforto
para mim que andejo torto,
por vezes na contramão,
te falo de coração
o teu verso é um sedativo.
Tento me manter ativo,
me conservo e me empenho
mas te digo que o desenho
tá melhor que o rosto ao vivo.