O RESPEITO SE FOI COM SOGA E TUDO
MAS O CORPORATIVISMO ANDA SOLTO
O ato de taparem a estátua do César Passarinho para o carnaval fora de época em Uruguaiana repercutiu bastante nas redes sociais e também na própria cidade. Quase que a totalidade das opiniões foram contrárias a essa atitude.
Também me manifestei aqui neste espaço e no facebook por achar um desrespeito com o histórico do artista. Penso que haveria outra forma de contornar a situação. Tipo deixar visível todo o monumento já que o Passarinho também foi puxador de samba.
O Fernando Augusto Espindola, também cantor, líder do grupo Alma Gaudéria é o produtor do carnaval deste município. O Fernando é uma pessoa querida, educada, gente do bem. Ele me ligou ontem pela manhã me contando como tudo aconteceu. Eu entendi e, embora não mude minha opinião, falei a ele que por mim o assunto estava morto, velado e enterrado.
Mas tem coisas que não suporto e uma delas é o corporativismo, seja ele em que setor for. A coisa funciona meio assim: Cobra não come cobra (embora isto não seja verdadeiro).
Como explicar que mulheres negras, que passaram a vida inteira nos festivais, que trabalham com cultura, saiam em defesa deste ato em que amordaçaram qual um escravo esse que foi o maior cantor dos festivais? O corporativismo, pois tal desleixo também acontece em diversas cidades por aí.
Como entender que um repórter que se acha o arauto defensor da cultura gaúcha e que se alimenta de polêmicas não veja nada demais em envelopar e tapar o Negro da Gaita? O corporativismo, pois sua empresa está envolvida na transmissão.
Sou um grão de areia perto destes que citei mas, de grão em grão...
Ao cabo eu entendo: Macaco velho não mete a mão em cumbuca ou, quem tem... tem medo.
Em tempo: Não vou postar nada nas minhas demais redes pois teria que estar a todo o momento cortando as ofensas que surgem. Nosso objetivo não é esse.