RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024



Esta charge do Angeli é uma das melhores que vi a respeito do racismo que, de forma estrutural (e institucional), ainda campeia solto no Brasil. 

O racismo estrutural consiste na organização de uma sociedade que privilegia um grupo de certa etnia ou cor em detrimento de outro, percebido como subalterno. A partir de um conjunto de práticas excludentes frequentes e por um longo período de tempo, criam-se discriminações de complexa resolução e nem sempre de percepção explícita.

Trata-se de um processo histórico no qual as classes subordinadas são submetidas à opressão e à exploração das classes dominantes. O racismo estrutural está enraizado na estrutura social e orienta as relações institucionais, econômicas, culturais e políticas.

No Brasil, em relação aos negros, o racismo estrutural se perpetua desde os tempos da escravidão, no início do século XVI. A imposição da cultura dos colonizadores portugueses, o massacre da população escravizada e a ausência de direitos aos negros após a abolição da escravatura deixou a herança de uma visão racista de inferioridade.

Com o tempo, as pessoas negras conquistaram mais espaço e direitos no país, mas ainda hoje se veem pouco representadas na política, são maioria no sistema carcerário, representam a fatia principal da população pobre e têm menos acesso à educação. Assim, conserva-se o sistema de hegemonia da classe branca, com restrição de oportunidades, inclusão e ascensão social dos negros.