HOJE É DIA DA LEMBRANÇA
O
Dia da Lembrança é festejado um dia após a celebração do Natal, que comemora o
nascimento de Jesus Cristo, ou seja, em 26 de Dezembro.
O
Dia da Lembrança está no nosso calendário oficial de celebrações, mas nunca
houve de fato uma explicação clara para que esse tenha sido escolhido como um
dia para lembrar, e como um dia para se comemorar o ato de lembrar.
O
que se imagina é que o dia 26 de Dezembro foi escolhido por acontecer logo
depois do Natal, e como essa celebração já nos obriga a retomar muitas
reflexões e pensamentos seria um bom momento para instituir o dia da lembrança.
Pesquisadores e historiadores também fomentam esse mesmo pensamento.
Além
disso, o dia da lembrança também retoma a ideia que os antigos romanos
cultivavam, de que o coração era o centro da nossa memória e, portanto, o
verdadeiro responsável pelas nossas recordações. Não é por acaso que no nosso
vocabulário está a expressão “de cor”, que basicamente significa lembrar ou
saber algo de coração.
No
dia da lembrança é celebrada a nossa possibilidade enquanto seres humanos de
reviver através da memória os maravilhosos momentos que tivemos e até mesmo os
péssimos, pois de alguma forma eles foram importantes para a nossa formação e
para a nossa identidade enquanto pessoas.
Nessa
data o ideal é que se recorde tudo de bom e de ruim que ocorreu há muito ou a
pouco tempo atrás, para aproveitar novamente todas as sensações que aqueles
instantes específicos te proporcionaram, sejam elas totalmente positivas,
totalmente negativas ou mistas.
Aqui pelo blog nós temos o quadro Repontando Datas, que rememora acontecimentos importantes de nossa história gaúcha e os respectivos dias que tais fatos aconteceram.
Particularmente, desde 2016, quando completei 60 anos, eu tenho mantido uma resenha de minha vida. É algo prazeroso reler e "reviver" momentos marcantes. Faço isso porque minha memória anda muito fraca e esqueço facilmente as mágoas que me fizeram (mas guardo por um bom tempo o nome das pessoas que me magoaram rsrsrsrsr.... brincadeira).
Na verdade eu gostaria de possuir uma memória como meu conterrâneo José Alberto Andrade, jornalista da RBS, que guarda em sua cabeça datas e acontecimentos dos mais longínquos possíveis.
Quanto a mim, as vezes estou falando com uma pessoa que parece me conhecer a vida inteira e eu não consigo lembrar de onde. E o vivente não facilita: - Você não está me reconhecendo, não é? - Pensa um pouquinho...
Me dá vontade dizer: - Você é o famoso... quem?