RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Bandeira do Rio Grande hasteada na chaminé de 92 metros do Shopping Total em Porto Alegre. Foto: Divulgação Shopping Total.

terça-feira, 13 de junho de 2023

 REPONTANDO DATAS - 13 DE JUNHO 

NASCE MANUEL MARQUES DE SOUSA

CONDE DE PORTO ALEGRE




Manuel Marques de Sousa, Conde de Porto Alegre nasceu na cidade de Rio Grande em 13 de junho de 1804. Apelidado de "O Centauro de Luvas", foi militar, político, abolicionista e monarquista brasileiro. Ele nasceu em uma família rica e de tradição militar, entrando no exército em 1817 quando ainda era criança. Sua iniciação militar ocorreu na Guerra contra Artigas, que teve seu território anexado e se tornou em 1821 a província brasileira da Cisplatina. No final a província conseguiu se separar e se tornou a nação independente do Uruguai.

Alguns anos depois em 1835 a província de São Pedro do Rio Grande do Sul se rebelou na Revolução Farroupilha. O conflito durou quase dez anos e Porto Alegre liderou o exército imperial em vários confrontos. Ele teve um papel importante ao retomar a capital provincial dos farrapos, permitindo que as forças governamentais conseguissem um fundamental ponto de apoio.

Porto Alegre liderou uma divisão brasileira em 1852 na Guerra do Prata em uma invasão contra a Confederação Argentina. Recebeu um título de nobreza e foi sucessivamente barão, visconde e por fim conde.

Aposentou como tenente-general, então a segunda maior patente do exército vindo a se filiar ao Partido Liberal e foi eleito deputado representando São Pedro do Rio Grande do Sul. Porto Alegre também fundou o Partido Progressista-Liberal no nível provincial – uma coalizão de Liberais como ele e alguns membros do Partido Conservador. Por algum tempo serviu como Ministro da Guerra mas voltou ao serviço militar quando estourou a Guerra do Paraguai. Foi um dos principais comandantes brasileiros durante o conflito e sua participação ficou marcada por importantes vitórias, além de brigas constantes com seus aliados argentinos e uruguaios.

Findado o confronto retornou a carreira política tornando-se um grande defensor da abolição da escravatura e patrono da literatura e ciência. Morreu em julho de 1875 enquanto servia novamente no parlamento. Era muito estimado até a abolição da monarquia em 1889, caindo na obscuridade por ser considerado muito próximo do antigo regime. Sua reputação foi posteriormente reabilitada até certo ponto por historiadores, com alguns o considerando como uma das maiores figuras militares da história do Brasil.