RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

sábado, 27 de agosto de 2022

REPONTANDO DATAS / 27 DE AGOSTO

 

Em 27 de agosto de 1828 foi assinado pelo Império do Brasil e pelas Províncias Unidas do Rio da Prata o acordo bilateral chamado Tratado do Rio de Janeiro pondo fim na guerra Cisplatina e estabelecendo a independência da República Oriental do Uruguai.

O Tratado foi assinado ao fim da Convenção Preliminar de Paz ocorrido no Rio de Janeiro. Esta convenção foi do dia 11 até o dia 27 de agosto de 1828 e que teve como mediador o Reino Unido. Brasil e Argentina aceitaram a criação de um país independente na Província Cisplatina. Também foi acertado que a região das Missões, que havia sido tomada pelas tropas argentinas nesta guerra seria desocupada de tais tropas, reintegrando a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, como o faz hoje e a Colônia de Sacramento, que estava em mãos dos Portugueses passou a fazer parte do mais novo país da América do Sul nossos vizinhos Gauchos uruguaios. No dia 28 foi assinado em Buenos Aires o tratado definitivo.

Também num dia 27 de agosto, do ano de 2019, morria por volta das 16 horas no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, o maior símbolo da cultura gaúcha de todos os tempos, ou seja, João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes. Ele estava enfermo após uma queda e posterior cirurgia no fêmur, de onde originou-se uma infecção hospitalar. O folclorista que nasceu em Santana do Livramento estava com 91 anos de idade.
 
O Governador José Ivo Sartori declarou luto oficial no Estado por três dias e ofereceu as dependências do Palácio Piratini para as encomendações do corpo, o que foi aceito pela família. O velório ocorreu no Salão Negrinho do Pastoreio. 

Trinta dias após seu falecimento tive a honra de ser o orador na Pompa Fúnebre realizada pela Loja Maçônica A Virtude, da qual Paixão era Obreiro. 


Desenho: Léo Ribeiro