RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Bandeira do Rio Grande hasteada na chaminé de 92 metros do Shopping Total em Porto Alegre. Foto: Divulgação Shopping Total.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

REPONTANDO DATAS - 23 DE AGOSTO

 


Num dia 23 de agosto, do ano de 1851, portanto a 170 anos, nascia em Cachoeira do Sul o médico, político, jornalista e escritor Ramiro Fortes de Barcelos, autor de uma obra-prima em forma de livro intitulada Antônio Chimango, onde satiriza com intensa felicidade a vida do então governador Antônio Augusto Borges de Medeiros. Tal livro já foi transformado em peça de teatro e foi, também, musicado.
 
Ramiro Barcelos, filho de Vicente Loreto de Barcellos e de Joaquina Idalina Pereira Fortes (irmã do Barão de Viamão) nasceu em Cachoeira do Sul.
 
Exerceu os cargos públicos de ministro plenipotenciário no Uruguai, secretário da fazenda durante a Revolução Federalista, e foi procurador do estado do Rio Grande do Sul no Rio de Janeiro.
 
Além disto foi deputado provincial e senador da república.
 
Colaborou com o jornal A Federação, desde seu primeiro número, no qual escreveu Cartas a d. Izabel, com o pseudônimo de Amaro Juvenal, que continuou sendo utilizado em seus poemas satíricos.
 
Mas o que mais notabilizou literariamente Ramiro Barcellos foi o poemeto campestre já citado acima, hoje considerado uma jóia da literatura gauchesca, elaborado entre 1910 e 1915 em razão da briga com o seu primo Borges de Medeiros.
 
Foi um dos apoiadores da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e, muito justamente, foi homenageado pelo município de Porto Alegre com a denominação da Rua Ramiro Barcelos.
  
Também num dia 23 de agosto, do ano de 1895, foi assinado o Tratado de Pelotas, onde Joca da Silva Tavares, representando os Maragatos e Inocêncio Galvão pelo lado dos Pica-paus, reúnem-se em Pelotas e após dois anos de combate acertam a Pacificação da Revolução Federalista, ou Guerra da Degola.
 
E para finalizar nosso Repontando Datas deste 23 de agosto, neste dia e mês do ano de 1983 morria o grande poeta gauchesco Padre Pedro Luiz Botari, um dos fundadores da Estância da Poesia Crioula e que escreveu a obra O Gênio do Pampa.