RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

domingo, 8 de agosto de 2021

O QUE É SER PAI ?

 

A máxima de que ‘quando nasce um filho, nasce com ele um pai’ é a mais pura verdade. Ninguém vira pai simplesmente, assim da noite pro dia. Ser pai é um evento contínuo, uma descoberta e uma construção diária. Mas é uma desconstrução também. Já que é preciso mudar a forma de sentir, o modo de agir e o jeito de pensar para abrir espaço para a dimensão do amor por um filho.

Se a gente consultar o dicionário, o termo pai, substantivo masculino, tem muitas definições. Aquele que gerou um ou mais filhos; aquele que adotou uma ou mais pessoas; aquele que cria; aquele que ajuda, que faz benfeitorias e pratica o bem. Mas, afinal, qual seria a definição certa? Todas essas e muitas outras ainda.

O termo “pai” vai além do ser. O sujeito pode ter um filho e nunca ser pai. Pode também ser pai sem nunca ter gerado um filho. Isso sem falar de quantas e quantas mães, tias, avós, madrinhas, irmãs exercem a função de pai! Ser pai, ser pai mesmo, é entender a linha tênue entre ‘ser’ e ‘estar’.

No sentido literal, precisamos do ‘indivíduo’ que recebe essa nomenclatura para existirmos. Mas o vínculo entre pais e filhos não se faz com genética ou com um exame de DNA. As linhas que costuram esse laço são feitas de um material precioso e resiliente: o amor.

A função de pai exige prática, afinal, filhos não vêm com manual de instruções. Ser pai é ler todos os livros especializados, ver todos os vídeos do YouTube, ouvir todos os conselhos dos amigos e, ainda assim, aprender que não existe regra. Se aprende a ser pai… sendo!

Ser pai é ser disponível, é querer ser protagonista e não expectador. É não ser pai de Instagram, o famoso ‘pai de selfie’. Ser pai é ter medos, incertezas e inseguranças todos os dias. Mas, apesar disso, ser o porto seguro dos filhos. É instintivamente puxar o filho para o lado na calçada ou tomar sua frente quando algo ameaçador acontece. É ter certeza que as adversidades do mundo não se comparam à sua capacidade de lutar pelos filhos.