RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Bandeira do Rio Grande hasteada na chaminé de 92 metros do Shopping Total em Porto Alegre. Foto: Divulgação Shopping Total.

domingo, 6 de dezembro de 2020

REPONTANDO DATAS / 06 DE DEZEMBRO

 


Num dia 06 de dezembro de 1976 morria em Mercedes, Argentina, o gaúcho são-borjense João Belchior Marques Goulart, Presidente do Brasil deposto em 1964.
 
João Belchior Marques Goulart nasceu na Estância de Iguariaçá, em São Borja, Rio Grande do sul, dia 1º de março de 1919. Descendente de família gaúcha abastada, seu pai, Vicente Rodrigues Goulart, era coronel e sua mãe, Vicentina Marques Goulart, dona do lar.
João era o mais velho de oito irmãos, e passou a infância em São Borja. Estudou no Colégio das Irmãs Teresianas, num município próximo à sua cidade natal, Itaqui. Por conseguinte foi estudar no Internato Santana, em Uruguaiana e mais tarde no Colégio Anchieta, em Porto Alegre.
Na capital cursou Direito na Faculdade de Porto Alegre e teve grande atuação política, ao lado de seu companheiro Getúlio Vargas. Faleceu em Mercedes, na Província de Corrientes, Argentina, dia 6 de dezembro de 1976, quando estava exilado, após ser deposto pelo Golpe Militar de 1964.
Iniciou sua carreira política em 1946, com a fundação da Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do qual foi presidente nacional entre 1952 e 1964.
Em 1947, foi eleito Deputado Estadual para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Em 1950, foi eleito Deputado Federal, com cerca de 40 mil votos, sendo o primeiro cargo que o consagrou na política, com o auxílio de seu amigo e conterrâneo Getúlio Vargas (1882-1954) que governou o Brasil de 1930 a 1945. Ademais, no segundo governo de Getúlio, João Goulart exerceu o cargo de Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio de 1953 a 1954.
Observe que João Goulart venceu duas eleições como vice-presidente da República. Primeiramente, foi eleito vice de Juscelino Kubitschek, em 1955, e, mais tarde, vice de Jânio Quadros, em 1960. Assumiu a posse da presidência dia 7 de setembro de 1961, com a renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961. Os militares e a UDN (União Democrática Nacional), contudo, se posicionaram contra sua ascensão à presidência.
Por outro lado, Jango teve grande adesão das camadas populares como a classe operária, os sindicatos, os estudantes. Quando assume a presidência, o país estava desestruturado, marcado por crises políticas e econômicas.
Assim, Jango pretendia transformar o país, renovando a constituição e sobretudo, propondo as reformas de base, nos setores educacional, fiscal, político e agrário, tal qual a reforma agrária, reforma tributária, reforma eleitoral (com o voto para analfabetos), a reforma universitária, dentre outras. Suas ações foram controversas, de modo que o país, em 1963, atingiu um nível altíssimo de dívida externa e inflação, aproximando-se de 74%.
Ocorrido em 31 de março de 1964, os adversários do governo de Jango (militares e políticos conservadores) deram um golpe que ficou conhecido como o “Golpe de 64”. Esta ação pretendia, entre outras coisas, depor o Presidente João Goulart, acusado de comunista. Uma vez que os militares assumiram o poder, Jango se refugiou no Uruguai e morreria no exílio.