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Léo Ribeiro

RETRATO DA SEMANA

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

UM BELO FILME


 
Fui assistir ontem a noite o filme escrito e dirigido por Tabajara Ruas intitulado A Cabeça de Gumercindo Saraiva, uma ficção baseada no general revolucionário, comandante das forças maragatas na Revolução Federalista de 1893.
 
Não sou crítico de cinema e, sendo assim, não vou rebuscar palavras para definir esta obra. O que posso dizer, dentro de meu senso crítico, é se gostei ou não. E afirmo, com segurança, de que gostei.
 
Eu venho do tempo em que a sétima arte gatinhava em nosso Estado. Vi de perto a produção (e até participei) de alguns filmes do Teixeirinha e do José Mendes. Com exceção de alguns longas como Um Certo Capitão Rodrigo, a coisa puxava mais para o pastelão. Houve uma evolução muito grande. A Cabeça de Gumercindo Saraiva tem uma fotografia muito bonita, fidedignidade com o figurino da época, bons atores (saudade do Leonardo Machado que morreu logo em seguida) e uma história interessante e bem filmada.
 
Mesmo sendo ficção onde a história real deve ser relevada, principalmente em questões geográficas, o filme nos dá uma noção do quão violento foi este embate que envolvia gaúchos contra gaúchos e onde quem caísse prisioneiro das forças inimigas recebia como prêmio o fio da adaga no pescoço. Para os leitores terem uma ideia, na chamada Guerra da Degola, em dois anos de duração mataram quase dez vezes mais que a Guerra dos Farrapos, que durou dez anos.
 
Eu sempre digo que escrever um livro, gravar um CD ou produzir filmes na época de hoje é coisa para abnegados. Tabajara Ruas é um destes.
 
Vamos assistir que vale a pena.