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Léo Ribeiro

RETRATO DA SEMANA

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MISSÃO: Buscar com isenção a veracidade histórica para não retransmitir tanta bobagem como as escritas por Eduardo Bueno, o Peninha, na ZH de 21 de setembro.

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domingo, 11 de março de 2018

REPONTANDO DATAS / 11 MARÇO


MORRE BARBOSA LESSA

Luiz Carlos Barbosa Lessa nasceu em Piratini em 13 de dezembro de 1929 e morreu em Camaquã em 11 de março de 2002. Foi escritor, músico, advogado, historiador e, juntamente com seu amigo Paixão Côrtes, considerado o maior folclorista do Rio Grande do Sul. 
 
Escreveu cerca de 61 obras, entre contos, músicas e romances. Participou intensivamente do processo de construção do Movimento que registrou e difundiu a cultura gaúcha do homem do campo. Em 1948, ele com 19 anos de idade junto com um grupo de colegas do ensino secundário criaram o Movimento Tradicionalista Gaúcho e o primeiro centro de tradições da história (35 CTG), definindo as características do que hoje é considerado o tipo "Gaúcho". 
 
Dentre suas obras mais conhecidas destacam-se Rodeio dos Ventos, um épico sobre como seria vida do povo gaúcho, e Os Guaxos, pelo qual recebeu prêmio em 1959 da Academia Brasileira de Letras. 
 
Ao mesmo tempo em que se dedicava à implantação do tradicionalismo, Lessa passou a pesquisar a música regional. Em 1957, criou a popular toada Negrinho do Pastoreio, canção baseada na lenda do jovem escravo que, ao perder a tropilha de cavalos do patrão, é agrilhoado a um formigueiro para ser devorado pelos insetos. A canção de Barbosa Lessa foi cantada por dezenas de intérpretes, entre eles Inezita Barroso, Leopoldo Rassier e a dupla Kleiton & Kledir.

Em concurso da RBS TV, foi agraciado com o título de "Um dos 20 Gaúchos que marcaram o século XX", recebeu ainda o troféu Negrinho do Pastoreiro pela AGM e o Prêmio Líderes e Vencedores pela Federasul e Assembléia Legislativa do RS.

Você pode saber mais sobre Barbosa Lessa visitando a Fundação Barbosa Lessa, no Sítio Água Grande, em Camaquã, local onde residia nos últimos tempos de vida. É um lindo local para se visitar pois tem atrativos como, cascata com 30 metros de queda, casa onde residiu o escritor, biblioteca em meio a mata nativa, objetos pessoais e livros do autor, carijo para produto artesanal de erva-mate, engenhos e utensílios típicos gaúchos e trilhas ecológicas, tudo numa área de 15 hectares. Com fauna e flora exuberantes, estes são alguns dos atrativos desta reserva ecológica, embora o maior deles seja a magia de partilhar da simplicidade em que vivia o escritor.