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Léo Ribeiro

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

REPONTANDO DATAS / 13 DE FEVEREIRO


Em uma de nossas visitas de aprendizado com
Telmo de Lima Freitas

Não costumamos notificar aniversários pelo simples fato de que, se exaltamos o natalício de alguns e esquecermos de outros, estaremos cometendo um pecado. Contudo, pedindo escusas, não podemos deixar passar em branco os 85 anos desta legenda do Rio Grande que se chama Telmo de Lima Freitas, um sãoborjense de quatro costados, poeta, músico, compositor, lenda viva do gauchismo da pura cepa crioula.
Filho do oficial do exército Leonardo Francisco Freitas e da campeira Mariana de Lima Freitas, Telmo desde cedo demonstrou que seguiria a carreira musical. Aos dois anos de idade, estampou a capa da Revista Cacimba tendo na mão um cavaquinho, presente de sua madrinha. Mais tarde, recebeu um violão de presente de um amigo.
Aos 14 anos, participou do grupo Quarteto Gaúcho. Nos anos 50, apresentou o programa gauchesco Porongo de Pedra, na Rádio ZYFZ-Fronteira do Sul, de São Borja. Em 1969, participou do primeiro Festival de Música Regionalista organizado pela Rádio Gaúcha.
No cinema, participou do filme A Lenda do Boitatá.
Em 1973, lançou seu primeiro disco, intitulado O Canto de Telmo de Lima Freitas. Morou durante anos em Uruguaiana e outras cidades do interior como por exemplo Itaqui, durante 4 anos aonde se aposentou como agente da policia Federal.
Com seus amigos Edson Otto e José Antônio Hahn, criou o grupo Os Cantores dos Sete Povos, com o qual conquistou o troféu Calhandra de Ouro da Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, em 1979, com a canção Esquilador. Com o grupo, Telmo participou das 11 primeiras edições do festival.
Em 1980, lançou Alma de Galpão, produzido de maneira independente e financiado pelo grupo Olvebra.
Com o álbum A Mesma Fuça, recebeu o Troféu Açoriano em duas categorias: Melhor Compositor e Melhor CD Regional. É autor do livro de poesias crioulas "De Volta ao Pago", lançado pela Gráfica e Editora Treze de Maio.
Em 2006, Telmo gravou uma compilação de sua discografia, denominada Aparte, com a participação de seus familiares e de antigos parceiros, como Joãozinho Índio, Luiz Carlos Borges e Paulinho Pires.
No começo de sua carreira conciliou-a com diversas outras profissões. Foi enfermeiro, peão de estância e trabalhou em lavouras de arroz, além de ter sido agente da Polícia Federal de Porto Alegre.
Discografia
1973 - O Canto de Telmo de Lima Freitas
1994 - De Marcha Batida
1980 - Alma de Galpão
1993 - Tempos de Praça
1996 - Rastreador
2000 - A Mesma Fuça
2002 - Carteio da Vida
2006 - Aparte