RETRATO DA SEMANA


"A Última Ceia", de Leonardo da Vinci, está localizado no refeitório do convento da igreja Santa Maria delle Grazie, em Milão, na Itália. A obra foi pintada diretamente na parede entre 1495 e 1498 e permanece no mesmo local.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

CHEGANDO PRA FESTA



Chegamos ontem ao Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, em sua 32ª edição. Numa rápida volteada pelo parque para pegar as credenciais antes de ir para o Seminário, aonde estamos hospedados, proseamos com uma dezena de grandes amigos, artistas de todo o porte. Esta é uma característica deste Rodeio, ou seja, o Rio Grande gaúcho converge para os campos vacarianos nesta data. Na foto com os gaiteiros Orlandinho Rocha e Daltro Bertussi.
 
Embora esteja meio preso avaliando a declamação masculina, vamos tentar fazer algumas postagens sobre o que se passa nesta bela e inigualável festividade.





  

CHASQUE DO MTG


MTG faz chamada para reunião
do projeto de valorização da música gaúcha

 

O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, Nairo Callegaro, realizará no dia 8 de fevereiro, a partir das 19h30min, na sede da entidade, em Porto Alegre, reunião para dar início ao projeto de valorização da música tradicionalista gaúcha. 

O encontro é aberto a artistas, produtores, radialistas e demais agentes da cadeia produtiva da música regional gaúcha, bem como lideranças de entidades tradicionalistas. Segundo Callegaro, é urgente que aconteça uma mobilização. “Estamos a cada dia sofrendo mais a influência de outros estilos musicais e, enquanto entidade, vamos trabalhar para que a música siga o exemplo de outras áreas, hoje muito valorizadas, como por exemplo a dança e as provas campeiras”, afirma. 

Mais informações serão liberadas em breve.  

Sandra Veroneze
Assessoria de Imprensa MTG
Cel e Whatsapp: 51 99370 0619
 
 
 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

VACARIA É LOGO ALI


#meugrudevaijunto?
 
 
 
Pela quarta oportunidade (ou 8 anos) estamos subindo a serra para trabalhar no Rodeio de Vacaria, o maior da América Latina na preservação dos costumes gaúchos, e desta vez em dose dupla. Vamos julgar (não gosto muito deste termo) o concurso de declamação e avaliar o Primeiro Festival de Poesias Inéditas, numa promoção da Câmara de Vereadores deste município. Serão três dias e uma noite crivando os ouvidos de poemas.
 
O brabo disto tudo é explicar para o meu grude que ela não vai junto, pois é eu ligar o carro e minha "aleijadinha", a "Maria Gasolina", fica de prontidão para, diariamente, ir buscar o pão, o jornal, ou qualquer volteada que precise da condução aqui pelo litoral.
 
Até loguinho, Vacaria.
 
 
 
 
 

 

HOJE É DIA DIA DO PAJADOR GAÚCHO



Num dia 30 de janeiro, do ano de 1924, nascia na Timbaúva, então localizado no município de São Luiz Gonzaga, Jayme Guilherme Caetano Braun, poeta e considerado o maior pajador do Estado. Por esse motivo, foi instituído o "Dia do Pajador Gaúcho" conforme a Lei abaixo.   


Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul  
Sistema LEGIS - Texto da Norma LEI:   11.676  
           LEI Nº 11.676, DE 16 DE OUTUBRO DE 2001.

           Dispõe sobre a instituição do "Dia do Pajador Gaúcho". 

           O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. 

           Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:
           Art. 1º - Fica instituído o "Dia do Pajador Gaúcho", que será comemorado no Estado do Rio Grande do Sul no dia 30 de janeiro, data de nascimento do poeta e pajador gaúcho Jaime Caetano Braun.
           Art. 2º - O "Dia do Pajador Gaúcho" deverá fazer parte do calendário de eventos culturais do Estado.
           Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
           Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário. 

           PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 16 de outubro de 2001.

           Olívio Dutra - Governador



Falar sobre Jayme Caetano Braun é missão difícil devido a importância que este vate (que já foi Presidente da Estância da Poesia Crioula) representa para a nossa cultura terrunha. Por isso, nada melhor do que uma pessoa que dedica larga parte de seu tempo para pesquisar e divulgar sobre o grande poeta missioneiro. Falo de Vinicius Ribeiro, meu amigo e grande escultor, autor de diversas obras artísticas perpetuadas em monumentos, de Don Jayme.
 
Acessem o link abaixo e saibam tudo sobre este que foi e sempre será um dos maiores artistas rio-grandenses de todos os tempos.  

http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com.br/…/breve-hist…

Estátua de Jayme Caetano Braun em São Luiz Gonzaga
obra do escultor Vinícius Ribeiro 
 
Abaixo, um texto do também pajador Paulo de Freitas Mendonça sobre Jayme e sobre o Dia do Pajador Gaúcho:
Dia do Pajador no aniversário de nascimento de Jayme Caetano Braun
A gloriosa Bossoroca via nascer, há noventa e dois anos, o magistral poeta e pajador Jayme Caetano Braun. Tremeram os alicerces dos quatro pontos cardeais do Rio  Grande do Sul, segundo as palavras proféticas do poeta Balbino Marques da Rocha. Bossoroca nesta época era distrito de São Luiz Gonzaga, por isso Braun tornou famosa a frase que ilustra o seu poema mais conhecido, o Bochincho: “não é a toa chomisco que sou de São Luiz Gonzaga”. 
Braun viveu nos campos da região missioneira e lá foi bolicheiro, morou em Passo Fundo e Cruz Alta, depois migrou para Porto Alegre, onde ganhou fama, viveu até seus últimos dias e onde descansam seus restos mortais. Na capital teve como pares os mais importantes intelectuais da cultura crioula, integrou o Grupo Os Teatinos, juntamente com Glênio Fagundes e Paulo Fagundes, foi sócio fundador da Estância da Poesia Crioula e do Conselho Coordenador, que veio a se transformar no MTG, em 1966. Foi diretor da Biblioteca Pública do Estado e conselheiro de cultura do Rio Grande do Sul, além de radialista, mantendo um programa por quinze anos na mesma emissora e no mesmo horário.
No ano de 1958, durante o segundo rodeio de poetas da Estância da Poesia Crioula, em Caxias do Sul, conheceu o poeta uruguaio Sandálio Santos (Nicácio Garcia Beriso) de quem aprendeu a Décima Espinela. No congresso do ano anterior, Braun coordenava os estudos sobre as correntes da poesia crioula, dentre os temas estava o que denominaram pajadorismo. Já era um brilhante improvisador, foi o único pajador profissional durante vinte anos e conquistou por mérito o reconhecimento de ser o mais importante pajador de todos os tempos no Rio Grande do Sul. Faleceu em Porto Alegre, aos 75 anos, em 08 de  julho de 1999. 
Em novembro daquele ano surgiu na cidade de Sapucaia do Sul o primeiro festival de pajada intitulado com seu nome, evento vigente atualmente. Em 30 de janeiro de 2000, o Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria apresentou um encontro de pajadores e declamadores em homenagem ao pajador missioneiro. No final do espetáculo, sob a euforia de um público de mais de cinco mil pessoas, tomado de emoção, proclamei que a partir daquele dia, a data de nascimento de Jayme Caetano Braun passaria a ser considerada o Dia do Pajador Gaúcho. Posteriormente encaminhei uma sugestão de projeto de lei ao então deputado Estadual João Luiz Vargas, que concordou em apresentar ao plenário, vindo a ser aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa. No dia 16 de outubro de 2001, o então governador Olivio Dutra, conterrâneo de Braun, sancionou a lei nº 11.676 que criou o Dia do Pajador Gaúcho. Hoje, a pajada passa a ser reconhecida pelos países formadores do bloco, como o primeiro Patrimônio Imaterial do Mercosul. Muito dos êxitos alcançados atualmente, deve-se a perspicácia de Braun que resgatou e resguardou por décadas uma arte genuinamente gaúcha, que até então não se reconhecia como tal, tanto que o MTG somente veio a aceitar a pajada como tradição gaúcha no ano de 2000.
Finalizo este breve texto, parafraseando o poeta Balbino Marques da Rocha e ratificando que ele tinha razão, o calendário do Rio Grande do Sul foi mudado para antes e depois de Jayme Braun. Em outubro deste ano vai completar quinze anos que é instituída por lei a data de nascimento de Jayme Caetano Braun, 30 de janeiro, como o Dia do Pajador Gaúcho.
 
 

REPONTANDO DATAS / 30 DE JANEIRO


Num dia 30 de janeiro, do ano de 1903, nascia em São Borja o poeta Manoel do Nascimento Vargas Netto.  Advogado, Deputado Federal e Procurador do Estado do Rio de Janeiro. Durante oito anos foi Vice-Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. Foi Presidente de Honra da Estância da Poesia Crioula e Membro Efetivo da Academia Rio-grandense de Letras. Foi considerado o Príncipe dos Poetas Tradicionalistas. Obras Principais: Tropilha Crioula – versos gauchescos. Joá – poemas. Gado Chucro – versos gauchescos. Tu – versos. General Vargas – resenha. Poemas Farrapos – álbum de poesias.
 

 retrato de Vargas Netto pintado por Portinari - 1941


Versos de Vargas Netto

Você pensa que é mentira,
Mas eu lhe digo que não,
Ouvindo falar nos pagos
Sinto dor no coração.

Diz que não chora o gaúcho,
Pois eu lhe garanto agora,
Fale dos pagos distantes
Vamos ver se ele não chora.

Quando me lembro, la pucha,
Da china que deixei lá,
Sinto um repucho por dentro
Que nem sei o que será.

É como um tirão “de atrás”,
Quando se pega a carreira,
Dum sovéu de três ramais
Atado numa tronqueira.

Não há gaúcho mais qüera
Que não conheça o tirão,
Porque essa história é tão velha
Que tem a idade do chão.


 


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

11º CANTE UMA CANÇÃO EM VACARIA


Ita Cunha - Melhor Intérprete


O 11º Festival Cante Uma Canção em Vacaria foi realizado nos dias 27 e 28 de janeiro de 2018, no Parque Nicanor Kramer da Luz, contíguo ao 32º Rodeio Internacional de Vacaria.  
O resultado foi o seguinte: 
 
Primeiro Lugar:  MEU ROSILHO JESUCRISTO
Letra: Evair Gomes
Melodia: Juliano Gomes
Interpretação: Ita Cunha 
 
Segundo Lugar: COLEGINHO DE CAMPANHA
Letra:  Francisco Brasil
Melodia: Marcelo Oliveira
Interpretação: Marcelo Oliveira
 
Terceiro Lugar: QUANTO MAIS EU VOU EMBORA
Letra: Gujo Teixeira
Melodia: Gustavo Teixeira
Interpretação: Gustavo Teixeira 
 
Melhor Letra: COLEGINHO DE CAMPANHA – Francisco Brasil 
Melhor Melodia: MEU ROSILHO JESUCRISTO – Juliano Gomes 
Melhor Arranjo: CISMAS DO TEMPO (Rafael Machado/André Teixeira) 
Melhor Intérprete: ITA CUNHA - Meu Rosilho JesuCristo 
Melhor Instrumentista: RICARDO COMASSETO – Gaita – O Tempo ao Tranco dos Bois 
Melhor Conjunto Vocal:  GAUCHANDO - Quarteto Coração de Potro  
Melhor Indumentária:  ANDRÉ TEIXEIRA 
 
Mais Popular: GAUCHANDO 
Letra: Rogério Villagran
Melodia: Kiko Goulart
Interpretação:  Quarteto Coração de Potro 
 
Melhor Tema Campeiro: MEU ROSILHO JESUCRISTO
Autores: Evair Gomes/Juliano Gomes 
 
A comissão avaliadora esteve formada por: Fabiano Bacchieri, Felipe Teixeira, Lucio Yanel, Sergio Carvalho Pereira e Xiru Antunes.
 
 
Fonte: Blog Ronda dos Festivais.
 
 
 
 
 
 

TROFÉU ANTONIO AUGUSTO FERREIRA


Nossos grandes artistas da seara poética do Estado que fizeram jus ao Troféu Antônio Augusto Ferreira no ano de 2017, uma promoção do Blog do Léo Ribeiro aos mais destacados poetas, declamadores e amadrinhadores de cada ano, manifestaram-se através do face book ao receberem tão disputada comenda que leva este nome em homenagem a um dos maiores poetas deste Rio Grande de São Pedro.  
 
POETA MAIS DESTACADO

Recebi no meu ranchinho, com muita honra e alegria, o Troféu Antônio Augusto Ferreira de Melhor Poeta de 2017! Apesar de saber que não sou melhor que ninguém, aceito com muito amor esse carinho ofertado pelo blog do Mano Léo Ribeiro de Souza, um dos principais veículos de propagação da cultura gaúcha! O Tocaio Ferreira foi e será meu eterno amigo e Mestre! Divido esta láurea com todos os meus parceiros de arte, principalmente aos que fizeram parte dessa pequena e bela história!
 
AMADRINHADOR MAIS DESTACADO


Douglas Mendes II está se sentindo agradecido.
''O Melhor de 2017 ''
Depois de ouvir de alguns Jurados de Festivais do RS que "Douglas Mendes já deu oque tinha que dar!!" por ter vencido todos ou quase todos os festivais de música nativista e sido o mais premiado em 2011, 2012 e 2013 eis, que voltei como amadrinhador.

 Hoje recebi em mãos o troféu " TROFÉU ANTONIO AUGUSTO FERREIRA" de Melhor Amadrinhador 2017, por ter vencido todos os festivais de Poesia que participei !!!

 Festivais esses que só tive a oportunidade de esta...r no Palco graças ao meu irmão e grande amigo Anderson Fonseca que confiou no meu trabalho. E claro, nenhum momento estive sozinho no palco pois em um festival tive o costado do grande Violonista Fernando Graciola que com sua forma Virtuosa de tocar o violão me proporcionou desenvolver um violino maravilhoso e em todos os demais festivais dividi o palco com Douglas Dias o qual acredito que mereça tanto quanto eu esse troféu pois a sintonia em criação de arranjos e afinidade que temos é algo que não se explica, se sente e juntos com o Anderson sempre colhemos os frutos de um grande trabalho entre irmãos !!! 

 Muitíssimo obrigado Léo Ribeiro de Souza pelo reconhecimento do nosso trabalho !

 E mais uma vez , muito obrigado Anderson Fonseca !!

 Que 2018 venha muito mais !!!
#omelhorde2017
#violinistamaisrápidodobrasil

DECLAMADORES MAIS DESTACADOS


Recebo com imensa alegria está agraciação e reconhecimento, que leva o nome de um dos grandes mestres da poesia, o troféu "Antônio Augusto Ferreira" como melhor declamador 2017, promovido pelo Blog do grande poeta e amigo Léo Ribeiro de Souza. Tenho grande satisfação de repartir este prêmio com o amigo Érico Érico Rodrigo Padilha, o qual admiro muito desde guri como pessoa e intérprete. Quero agradecer aos poetas Maximiliano, Henrique Fernandes, Rodrigo Canani Medeiros, Juarez Machado de Farias e também aos amadrinhadores Rafael Diniz e Henrique Scholz os quais fizeram parte dos trabalhos apresentados em 2017. Agradeço aos amigos e a toda minha família pelo carinho, parceria e companheiro! E parabéns amigo Léo Ribeiro por valorizar o nosso espaço e a nossa arte, vida longa a este Blog que é referência no tradicionalismo! 
 


Gracias Leo Léo Ribeiro de Souza pelo Regalo. Divido com meus Amigos Poetas e Amadrinhadores, Joseti Gomes, Eduardo Avila, Cândido Brasil, Diego Chaves, Luidhi Moro Müller, Adao Adão Quevedo e demais simpatizantes da Poesia Gaúcha por esta lembrança.


 

 

domingo, 28 de janeiro de 2018

32º RODEIO INTERNACIONAL DE VACARIA


Gineteadas são o ponto alto nas provas campeiras

Começou ontem, dia 27, e vai até 04 de fevereiro, o 32º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, o maior no estilo (que preserva as tradições gaúchas), do mundo. As programações começaram ontem com o desfile, recepção as delegações e o festival musical Cante uma Canção em Vacaria. Cerca de 3.500 concorrentes estão inscritos para as provas artísticas. O primeiro final de semana é dedicado às crianças e adolescentes de 09 a 13 anos, com a realização VIII Rodeio Crioulo Nacional do Alvorecer Tradicionalista (RCNAT), que reunirá em torno de 500 competidores. Outros três mil participarão dos demais concursos que iniciama no domingo, (28) com as Danças Birivas do Tropeirismo Gaúcho.
 
3.500 competidores nas provas artísticas
 
Ontem mesmo já foi escolhida a Mais Prendada Prenda do Rodeio, Roberta Castilhos, do CTG Porteira da Serra, de São Marcos. Ela disputou o título com outras quatro candidatas realizando, durante todo o dia, prova escrita, oral, artística além de apresentarem uma mostra folclórica.   
 
Roberta Castilhos, Mais Prendada Prenda do Rodeio de Vacaria
 
A partir de terça-feira, pela quarta vez, estarei trabalhando neste grandioso evento julgando a arte declamatória onde, em cada categoria (masculina e feminina), são esperados mais de cem competidores. Na sexta feira (02) serei avaliador no Primeiro Festival de Poesias Inéditas do Rodeio, uma inovação que visa preservar e divulgar a poesia Sul Rio-grandense.   
 
 
 
 
 

REPONTANDO DATAS / 28 DE JANEIRO


 
Num dia 28 do mês de janeiro, do ano de 1916 morria o médico, político, jornalista e escritor Ramiro Fortes de Barcelos, autor de uma obra-prima em forma de livro intitulada Antônio Chimango, onde satiriza com intensa felicidade a vida do então governador Antônio Augusto Borges de Medeiros. Tal livro já foi transformado em peça de teatro e foi, também, musicado.
 
Ramiro Barcelos, filho de Vicente Loreto de Barcellos e de Joaquina Idalina Pereira Fortes (irmã do Barão de Viamão) nasceu em Cacjoeira do Sul.
 
Exerceu os cargos públicos de ministro plenipotenciário no Uruguai, secretário da fazenda durante a Revolução Federalista, e foi procurador do estado do Rio Grande do Sul no Rio de Janeiro.
 
Além disto foi deputado provincial e senador da república.
 
Colaborou com o jornal A Federação, desde seu primeiro número, no qual escreveu Cartas a d. Izabel, com o peseudônimo de Amaro Juvenal, que continuou sendo utilizado em seus poemas satíricos.
 
Mas o que mais notabilizou literariamente Ramiro Barcellos foi o poemeto campestre já citado acima, hoje considerado uma jóia da literatura gauchesca, elaborado entre 1910 e 1915 em razão da briga com o seu primo Borges de Medeiros.
 
Foi um dos apoiadores da Santa casa de Misericórdia de Porto Alegre e, muito justamente, foi homenageado pelo município de Porto Alegre com a denominação da Rua Ramiro Barcelos.
 
 
 

 

sábado, 27 de janeiro de 2018

MORRE O TROVADOR VOLMIR MARTINS



O trovador Volmir Martins, 48 anos, consagrado com o jargão "Ataca as Égua, Salvador" no programa gauchesco que apresentava na TV, não teria resistido aos ferimentos de um acidente automobilístico vindo a falecer por volta das 2h.40 desta madrugada na comunidade do Km 08, interior de Getúlio Vargas, de acordo com a brigada militar que atendeu a ocorrência.
 
Ele estaria dirigindo uma van que caiu dentro do Rio Castilhas. Outras três pessoas que estariam no veículo foram socorridas por populares que passavam no local e levadas para atendimento médico no Hospital São Roque de Getúlio Vargas. 

Volmir Martins havia participado de um baile na cidade de Aurea, animado pelo conjunto Os Monarcas onde, convidado, subiu ao palco e cantou uma música, se retirando logo em seguida. 

Van de Volmir Martins
 
 
 
   



 

REPONTANDO DATAS / 27 DE JANEIRO




Num dia 27 de janeiro do  ano de 1960 morria no Rio de Janeiro o alegretense Oswaldo Euclides de Souza Aranha estadista e diplomata, braço direito de Getúlio Vargas. Sob sua presidência na ONU o Estado de Israel foi criado.
 
Filho de Luísa de Freitas Vale Aranha, por quem foi alfabetizado, e do coronel da Guarda Nacional e fazendeiro Euclides Egídio de Sousa Aranha (1864-1929), dono da estância Alto Uruguai, em Itaqui (interior do Rio Grande do Sul). Passou a infância em Alegrete, cidade que seu avô teria fundado.
Cursou, no Rio de Janeiro, o Colégio Militar e a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também estudou em Paris antes de advogar em seu estado natal e de ingressar na política.
Em 1923, quando explodiu a luta fratricida entre "chimangos" (aliados de Borges de Medeiros — presidente da província) e "maragatos" (opositores à sua quinta reeleição), chegou a pegar em armas e lutou a favor do sistema republicano de Borges de Medeiros.
Em 1925 foi intendente de Alegrete. Então, introduziu muitas modernizações, como por exemplo a excelente rede de esgotos da cidade. Com sua peculiar diplomacia, conseguiu a paz entre as famílias separadas pelos conflitos políticos de 1923.
Dois anos mais tarde foi eleito deputado federal. Em 1928 tornou-se secretário do Interior, onde dedicou grande esforço para obras educacionais.
Amigo e aliado de Getúlio Vargas, foi o grande articulador da campanha da Aliança Liberal nas eleições, agindo nos bastidores para organizar o levante armado que depôs Washington Luís e tornou realidade a Revolução de 1930.
Em vista da vitória do movimento, Osvaldo Aranha negocia com a Junta Governativa Provisória de 1930, no Rio de Janeiro, a entrega do governo a Vargas. Posteriormente, foi nomeado ministro da Justiça e, em 1931, ministro da Fazenda. Neste cargo, promoveu o levantamento de empréstimos que os estados e municípios haviam contraído no estrangeiro, no período anterior a 1930, tendo em vista a consolidação global da dívida externa brasileira.
Alijado do processo político para a escolha do interventor em Minas Gerais, Osvaldo Aranha pediu demissão do cargo em 1934. No mesmo ano, aceitou o cargo de embaixador em Washington.
Nesse período como embaixador, se impressionou com a democracia estadunidense. Atuou sempre em defesa das relações brasileiras com os Estados Unidos e se tornou amigo pessoal do presidente Franklin Delano Roosevelt. Prestigiado no cargo, foi convidado para palestras em todo o país.
Demitiu-se do cargo de embaixador por não aceitar os caminhos que o Brasil traçara com a declaração do Estado Novo, em 1937. Em março de 1938 foi convencido por seu amigo Vargas a assumir o ministério das Relações Exteriores e, no cargo, lutou contra elementos germanófilos dentro do Estado Novo, em busca de maior aproximação com os Estados Unidos, no conturbado período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial. Sob sua direção, o Itamaraty passou por grandes reformas administrativas.


 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

BELO QUESTIONAMENTO


Li, gostei e compartilho com os leitores do blog este instigante questionamento feito pelo grande declamador Anderson Fonseca a respeito de divulgação de nossa música regional.

Festivais Nativistas... 
Vou fazer um questionamento unicamente para fins de conhecimento próprio. Já adianto pra quem não me conhece que não sou músico, tampouco dependo de música para viver. Meu questionamento é o seguinte...
 Nosso artistas regionais ganham mais dinheiro como?
 Fazendo shows? Vendendo cds? Direitos autorais?
 Mais uma vez saliento que falo apenas dos artistas gaúchos.
 Faço essa pergunta pelo seguinte motivo...
 Existia um site que se chamava "música gaúcha pra download". Nunca conheci o proprietário deste site. Mas ele fazia um trabalho super importante (ao meu ver). Neste site haviam coletâneas esquecidas, discos que foram upados do vinil para mp3, cds de poesia que eu nem sabia que existiam (e olha que tenho um lote), mas principalmente trazia os cds de praticamente TODOS os festivais do estado. Por ali podíamos acompanhar as composições que figuravam nos festivais de todo o nosso território.
 Houve que, alguns artistas descontentes por suas obras terem sido divulgadas neste site, alegando assim, dificuldades em vender seus cds inéditos, se mobilizaram e o site foi fechado.
 E nisso consiste meu questionamento...
 Tirando talvez o Joca, o Marenco e o César e o Rogério que com certeza venderam muitos cds, não daria mais lucro para o artista que suas músicas fossem divulgadas em massa para que fossem mais pedidas nas rádios gerando assim direitos autorais e consequentemente vendendo mais shows?
 Sinto falta do site apenas pelos discos antigos e pelas músicas dos festivais que, pela distância e dificuldade de ir a cada cidade, nunca mais terei acesso.
 Uma lástima
Anderson Fonseca
 
 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

REPONTANDO DATAS / 25 DE JANEIRO


Foi num dia 25 de janeiro, do ano de 1898, que assumia a presidência do Estado o caçapavano Borges de Medeiros, o “Antônio Chimango”(livro satírico de Ramiro Barcelos, seu inimigo político), pessoa que por mais tempo governou o Rio Grande do Sul, sucedendo seu padrinho político Dr. Júlio Prates de Castilhos.

Também foi num dia 25 de janeiro, mas do ano de 1923, que o mesmo Borges de Medeiros frauda as eleições e assume pela terceira vez a presidência do RS. Desta feita os gaúchos inconformados, pegam em armas contra o ato. Inicia-se, então, a sangrenta revolução Maragatos x Chimangos.
 
 Como percebe-se, o dia 25 de janeiro tem fortes ligações com esta figura histórica, Borges de Medeiros, pois foi, novamente, num dia 25 de janeiro, do ano de 1928, que Getúlio Dornelles Vargas assume a presidência do Estado substituindo, exatamente, Borges de Medeiros.
 
MAS O QUE FOI A REVOLUÇÃO DE CHIMANGOS E MARAGATOS?
 
A Revolução de 1923 foi o movimento armado ocorrido durante onze meses daquele ano no Rio Grande do Sul, em que lutaram, de um lado, os partidários do presidente do Estado, Borges de Medeiros (borgistas ou Chimangos, que usavam no pescoço como característica o lenço branco) e, de outro, os revolucionários, aliados de Joaquim Francisco de Assis Brasil (assisistas ou maragatos, que usavam no pescoço o lenço vermelho).
 
Republicano e positivista, mas nada simpático à democracia, Júlio Prates de Castilhos, o Patriarca, como era chamado, governou o Rio Grande do Sul com mão de ferro de 1891 até sua morte prematura, em 1903. Para se manter no poder, tomou duas providências: redigiu praticamente sozinho e fez aprovar uma Constituição autoritária e montou uma poderosa máquina política no Partido Republicano Rio-grandense (PRR), com seus incontáveis chefes locais e seu séquito de agregados, presentes em mais de cem municípios rio-grandenses. Ao morrer, ficou claro que se fora o ditador, mas a ditadura republicana continuava viva.
 
 Borges de Medeiros.
 


Castilhos foi substituído na presidência do Estado por Borges de Medeiros, que seguiu adotando os mesmos métodos e que também tinha como objetivo perpetuar-se no poder. Em 1922, Borges resolve se candidatar mais uma vez à presidência do Estado e contava, como sempre, com a força do PRR, que não hesitava em apelar para a fraude e a violência, para garantir a reeleição.
 
Todavia, dessa feita, há um fato novo: forma-se uma aliança entre vários segmentos da sociedade gaúcha para estimular uma oposição organizada. O veterano político Assis Brasil desafia Borges na disputa nas urnas.
 
Divide-se, assim, o Rio Grande, entre borgistas ou chimangos (numa alusão ao pseudônimo dado a Borges por Ramiro Barcelos, Antônio Chimango) e assisistas ou maragatos (como eram chamados os adeptos do Partido Federalista, identificados pelo uso do lenço vermelho).
 
A campanha eleitoral ocorre sob um clima de repressão e violência. Opositores do governo são presos, espancados e até mortos. Locais de reunião dos assisistas são fechados e depredados pela polícia borgista.
 
Quando se anuncia o resultado das urnas, com a previsível vitória de Borges de Medeiros, a revolta é geral. A comissão apuradora de votos, formada por pessoas fiéis ao governo, é acusada de fraude eleitoral pela oposição. A disputa nas urnas transforma-se em disputa pelas armas. A oposição, liderada por Assis Brasil, adere à revolta armada para derrubar Borges de Medeiros, que toma posse para um novo mandato em 25 de janeiro de 1923.
 
Setores importantes da sociedade gaúcha já andavam descontentes com o governo. A política econômica de Borges precipitara o Estado numa crise financeira que contribuíra para descontentar tanto a elite estancieira como boa parte do movimento operário e estudantil. No plano nacional, Borges se isolara ao fazer oposição à candidatura de Artur Bernardes, afinal eleito Presidente da República.
 
Em verdade, o ódio entre as facções era mais antigo. Vinha desde a Revolução Federalista de 1893, que teve como marca a degola, dilacerando vidas e trazendo desgraça e tristeza para muitas famílias. Essa Revolução deixou sentimentos de vingança e violência em muitos corações, que teve quase continuidade na Revolução de 1923.
 
Os combates se iniciaram ao final de janeiro. As cidades de Passo Fundo e Palmeira das Missões foram atacadas pelos caudilhos maragatos vermelhos de Mena Barreto e Leonel da Rocha, que encontraram forte resistência de ambos os lados, não havendo vitória. 
 
A expectativa de Assis Brasil e seus aliados, ao partir para a luta armada, era a de que o Presidente da República Arthur Bernardes, que não nutria simpatias por Borges, decretasse intervenção federal no Rio Grande do Sul. Mas Borges, um político hábil, se aproximou de Bernardes e frustrou as expectativas de seus opositores.
 
Os maragatos, que não estavam devidamente organizados para enfrentar as forças governistas, nem tinham objetivos militares definidos, ficaram confusos ao verem que a pretendida intervenção federal não viria. A continuidade da luta dependia das ações isoladas empreendidas por caudilhos como Honório Lemes e José Antônio Matos Neto, o Zeca Netto. Mas as operações militares ficavam restritas a regiões distantes de Porto Alegre e não conseguiram causar dano às forças dos borgistas. Logo os maragatos começaram a se ressentir da falta de homens e de armas.
 
Para Assis Brasil e seus aliados mais lúcidos, ficou claro desde logo que não havia possibilidade de vitória militar; por isso, manifestaram disposição de negociar com o lado contrário.
 
A Campanha de São Francisco de Assis
 
Na madrugada de 2 de outubro, um maragato estava encilhando cavalos nos arredores do centro de São Francisco de Assis, quando foi atacado e morto por borgistas que haviam escavado uma trincheira naquele local. Foi a gota d’água. A cidade amanheceu cercada e um exército de aproximadamente 700 revolucionários atacou de forma suicida. Protegidos por sacos de areia colocados nas ruas que davam acesso à praça, 80 homens das tropas governistas resistiram abrindo fogo. Mesmo com várias baixas, a supremacia dos maragatos permitiu que a coluna continuasse avançando. Carlos Gomes percorria as trincheiras tentando animar os companheiros, quando foi atingido por vários tiros. “...o sangue espadanara por toda parte: manchando trincheiras, calçadas, portas, telhados das casas e o próprio salão da Intendência”, escreveu Flores da Cunha, governador do Estado, recordando sua passagem por São Francisco de Assis um dia depois da peleja.
 
Zeca Netto, que se opunha a qualquer acordo com Borges, tentou uma última cartada. Imaginou que se atacasse e tomasse uma cidade importante poderia intimidar os borgistas. Assim, em 29 de outubro, atacou Pelotas, então a maior cidade do interior gaúcho, de surpresa, ao alvorecer, mas a manteve sob seu controle por apenas seis horas, porque as hostes governistas conseguiram se rearticular e receber reforços. Na iminência de ser atacado por forças superiores, o velho caudilho de 72 anos de idade retirou suas tropas, sem ter havido batalha, como ocorreu em São Francisco de Assis.
 
A partir deste episódio, os maragatos já não tinham condições de seguir lutando. Por iniciativa do governo federal, realizaram-se negociações comandadas pelo ministro da Guerra, general Fernando Setembrino de Carvalho, com a participação do senador João de Lira Tavares, representante do Congresso. 
Em dezembro de 1923, pacificou-se a revolução no Pacto de Pedras Altas, no famoso castelo daquela localidade, residência de Assis Brasil. Pelo Acordo, Borges pôde permanecer até o final do mandato em 1928, mas a Constituição de 1891 foi reformada. Impediu-se o instituto das reeleições, a indicação de intendentes (prefeitos) e do vice-presidente do Estado.
 
O acordo foi importante para o Rio Grande do Sul. O sucessor de Borges no governo gaúcho foi Getúlio Vargas, lenço branco. Em 1930, a Frente Única Rio-grandense, sob sua liderança, assumiu o governo do país, na Revolução de 1930.
 
A Revolução de 1923 é narrada de forma romanceada por Erico Verissimo no livro O Arquipélago, terceira parte da trilogia O Tempo e o Vento.

 Momento do Tratado de Paz das Pedras Altas
Assis Brasil é o primeiro a direita


 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

HOJE É DIA DE FICAR SÓ...


NEGACIANDO
 
 
Embora a palavra NEGACIAR no Dicionário Informal tenha outro significado, no GAUCHÊS tal terminologia é sinônimo de ESPIAR, ESPREITAR, NÃO SE METER.... 
 
É o que vamos fazer no dia de hoje.
 
 
 
 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

MUITO OBRIGADO


PELAS SAUDADES QUE SINTO !

23 de janeiro de 1956
 
 
 
 
 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

REPONTANDO DATAS / 22 DE JANEIRO


Num dia 22 de janeiro, do ano de 1807, nascia em Rio Pardo-RS, José Joaquim de Andrade Neves, o Barão do Triunfo.

 
Filho de José Joaquim de Figueiredo Neves e Francisca Ermelinda de Andrade, aos 19 anos de idade sentou praça no 5° regimento de cavalaria. Pouco depois abandonou a carreira para ajudar o pai na fazenda da família. Casou-se com Ana Carolina de Andrade Neves com quem teve três filhos: Maria Adelaide de Andrade Neves, José Joaquim de Andrade Neves Filho e Luiz Carlos de Andrade Neves. Era avô de José Joaquim de Andrade Neves Neto.
Em 1835, quando rebentou a Revolução Farroupilha, Andrade Neves, deixou a agricultura, alistou-se, voluntariamente, no lado imperial.  Tomou parte ativa em um grande número de combates como membro da Guarda Nacional tendo se distinguido no ataque à ilha do Fanfa (no rio Jacuí), onde Bento Gonçalves da Silva foi feito prisioneiro. No combate de Taquari Andrade Neves recebeu dois ferimentos de bala, entretanto permaneceu no campo de batalha até o término da luta. Sempre com a lança em punho, à frente de seus esquadrões, serviu à causa da legalidade com inexcedível bravura, até o Tratado de Poncho Verde.
Elevado a major da Guarda Nacional em 1840 e a tenente-coronel em 1841. De alferes a tenente-coronel, conquistou todos os postos no campo de batalha, por ato de bravura. Por sua bravura foi convidado a entrar para o exército.
Carga da cavalaria do General Andrade Neves no Combate de Peru-Huê, nas proximidades do Rio Hondo, em 3 de agosto de 1867.
Após um breve período de vida, em paz, no campo, retorna às armas para lutar na Guerra contra Rosas, em 1851, reunindo um grupo de voluntários, destacando-se na batalha de Moron.
Em 1864, quando da invasão brasileira à República Oriental do Uruguai, para defender a vida e os interesses brasileiros, o já General Andrade Neves ia à frente da 3ª Brigada de Cavalaria. Por ocasião do Sítio de Montevidéu, foi ele designado para atacar a fortaleza do Cerro. A 3ª Brigada avança e a guarnição iça a bandeira branca nas ameias da muralha.Terminada a campanha no Uruguai, pelo tratado de 20 de fevereiro de 1865, o exército imperial marcha a caminho do Paraguai. Penetrou no território do Paraguai em 1867. Na batalha de Tuiucué, em 16 de julho de 1867, suas divisões tomam a trincheira de Punta Carapá, arrastando os paraguaios em derrota até Humaitá. Em 3 de agosto derrota setecentos cavaleiros em Arroio Hondo.
O barão do Triunfo na passagem do Rio Surubi-hi (26 de Setembro de 1868), durante a Guerra do Paraguai.
Em 20 de setembro toma a vila de Pilar, em 3 de outubro defende a posição de São Solano, em 21 de outubro ataca quatro regimentos de cavalaria paraguaias e os derrota. Sua divisão era apelidada pelos paraguaios de caballeria loca de cuenta (cavalaria louca varrida). Por causa desta vitória foi nomeado barão do Triunfo, em 19 de outubro de 1867.
A partir de 1868 fez diversos reconhecimentos para ajudar na Passagem de Humaitá, ao mesmo tempo tomava Estabelecimiento da fortaleza, defendida por quinze canhões, apoiada por dois navios com artilharia, além de dois fossos e bocas de lobo. Sob pesadas perdas, foi ferido e teve seu cavalo morto, mandou desmontar sua tropa de cavalaria e atacou a fortaleza até tomá-la. Participou da Batalha de Avaí. Comandou as tropas que atacaram Lomas Valentinas pela esquerda, conseguindo levá-las ao interior da posição fortificada, porém em meio da posição, uma bala veio produzir-lhe grave ferimento no pé. Levado à Assunção foi recolhido ao palácio tomado de Solano López. Nos delírios da febre que o devorava, sob aquele clima de fogo, conta a lenda que o bravo general, como se naquele trágico momento o animasse uma alma espartana, julgava-se ainda à frente dos seus esquadrões e atirando as cobertas, brandava: "Camaradas!... mais uma carga!" José Joaquim de Andrade Neves faleceu no palácio em 6 de janeiro de 1869.