RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Realmente, o assunto Baiano Candinho despertou grande interesse em nossos leitores. Olhem só a verdadeira relíquia que nos chega através do meu amigo e parceiro de cavalgadas Marco Aurélio Angeli, carinhosamente cohecido como Zoreia, um dos homens mais campeiros deste Rio Grande. O flagrante é um retrato, talvez único, onde aparece Baiano Candinho (o penúltimo sentado a direita). Tal chapa, segundo a saudosa avó do Marco Aurélio, foi por ocasião de uma eleição. O que podemos concluir, é que estas pessoas (reparem as vestimentas) faziam parte do famoso Esquadrão Josaphat durante a Revolução Federalista aonde Candinho era o grande líder na região de Três Forquilhas. Tal foto faz parte do acervo do Marco Aurélio.

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terça-feira, 13 de junho de 2017

FESTIVAL RONCO DO BUGIO


 
Pinhão pulando na chapa,
conhaque, mate, quentão,
pandeiro, gaita, violão,
tudo pra espantar o frio.
Coisa igual nunca se viu
neste Rio Grande imortal,
campeiraço, original,
nosso Ronco do Bugio.

Contava Honeyde Bertussi
que aqui pelo Juá
inventaram de "imitá"
o bugio lá no capão.
E foi Virgílio Leitão,
num pouso a beira mato,
que arremedou o macaco
numa gaita de botão.

E foi também pelas mãos
do Honeyde e do Adelar
que o bichinho foi parar
no antigo "bolachão".
Assim virou o brazão
dos cantores da querência.
É terrunho, é pura essência,
é filho deste torrão.

Esta festa genuína
veio, então, apadrinhar,
difundir e preservar
esse toque do rincão.
Ainda traz a vocação,
entre os versos que desata,
de proteger o primata
hoje quase em extinção.

Artistas timbrando versos,
gente de fama graúda,
cantarolando saúdam
a cultura deste pago.
Este encontro é afamado
por sua estirpe campeira
e teima em cruzar fronteiras
da serra pra todo o Estado.

É um encontro de amigos,
vertente de poesias,
espetáculos, cantorias
que dá gosto a gente ver.
No gelado amanhecer
as gaitas aquentam tudo
neste trancão macanudo
que São Chico viu nascer.

(poema de Léo Ribeiro)