RETRATO DA SEMANA

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domingo, 30 de abril de 2017

COMO FAZIAM OS MAÇONS FARRAPOS


 
As Sociedades Secretas, principalmente durante a idade contemporânea, após a Revolução Francesa, tiveram grande influência no delinear da história de muitos povos. Visando buscar o bem, nas penumbras de galpões transformados em templos, foram definidos rumos de diversas nações. Aqui no solo brasileiro não foi muito diferente pois nota-se a forte influência da maçonaria desde os primórdios da inconfidência até os meandros da Revolução Farroupilha/Guerra dos Farrapos. Hoje em dia a Ordem Maçônica já não carrega tantos mistérios e muitos dizem que deixou de ser secreta para tornar-se "discreta".
 
Como já nos referimos, a Revolução Farroupilha/Guerra dos Farrapos foi orquestrada por maçons tendo, em ambos os lados do conflito, a Arte Real como signatária. Basta ver que os dois comandantes em chefe, Bento Gonçalves da Silva e Duque de Caxias tinham como orientadores o Esquadro e o Compasso. 
 
Mas como eram as sessões maçônicas nesta época de conflito? De 1831, quando foi fundada a Filantropia e Liberdade, primeira Loja Maçônica no Estado, a 1835, início da Revolução, os iniciados na Ordem encontravam-se nos "gabinetes de leitura" e nas sedes das duas ou três Lojas existentes. A partir de então e durante os entreveros, por não ter parada certa por muito tempo, os revolucionários faziam suas Sessões pelos acampamentos itinerantes deixando um rastro de liberdade, igualdade e fraternidade por onde passavam. Nove Lojas foram fundadas nestes caminhos durante os dez anos de embate. 
 
Pois o Piquete Fraternidade Gaúcha, braço tradicionalista do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, tem revivido aqueles períodos áureos realizando Sessões Maçônicas a Campo, aproximando-se, da maneira mais autêntica possível, daquilo que faziam os irmãos farrapos.
 
Nesta sexta-feira passada demos um "pulinho" ali em Uruguaiana para rememorar tais fatos. Sob o lusque-fusque das Três Marias, do Cruzeiro do Sul  e de milhares de astros, numa noite agradável, iluminados por lamparinas, candeeiros, um fogo de chão e observados pelo Olho Onividente que tudo vê, um grupo de Gaúchos, de Irmãos, de Amigos, sob a hospitalidade da Loja anfitriã Cruzeiro do Sul II (um quebra-costelas especial aos manos Maxsoel Bastos de Freitas e Jaime Ribeiro), reprisaram, no meio do campo, ouvindo relinchos de cavalos e o coaxar das rãs, os tempos épicos da guerra.
 
Que noitada vivenciamos. 
 
E outros municípios já estão sondando esta gauchada para que tal atividade cultural aconteça em suas paragens.
 
É só prender o grito!