RETRATO DA SEMANA

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

GAUCHINHOS FAZEM SUCESSO NO


THE VOICE KIDS

Piazada do Rio Grande do Sul matam a pau na segunda edição do programa The Voice Kids, da Rede Globo de Televisão, neste domingo, dia 08 de janeiro.

 
Luiz Arthur Seidel de Souza (foto), 12 anos, de Guaíba fez os jurados Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e Victor e Leo."virarem a cadeira" antes de terminar o primeiro verso da canção My Girl (The Temptations). Luiz Arthur, criado no ambiente tradicionalista onde faz parte da invernada Mirim Darci Fagundes, andeja com a mesma técnica e naturalidade em diversos estilos musicais.
 
Muito emocionado, ao final de sua apresentação e após receber rasgados elogios de todos os avaliadores, acabou escolhendo para sua "técnica" a cantora baiana Ivete Sangalo. 
 
 
Outro que causou um enorme rebuliço de choro e contentamento foi o menino Thomaz Machado (foto), 9 anos, de Estância Velha, que defendeu o clássico sertanejo de raiz, Beijinho Doce. Thomaz, que desde os 5 anos é gaiteiro e faz parte da conhecidíssima dupla Os Irmãos Machado, apresentou-se acompanhado de sua gaita e trajado a moda gaúcha. Com esta estampa e seu jeito carismático encantou a todos fazendo com que cantora Ivete Sangalo comentasse da importância de manter a identidade e a cultura regional. Ela também foi a técnica escolhida por Thomas Machado.
 
Muitas manifestações nas redes sociais questionam o por que de os meninos, sendo crias do ambiente cultural gauchesco, não interpretarem canções de músicos desta linha. 
 
Ocorre que ainda estamos muito longe de sermos reconhecidos pelo resto do Brasil, musicalmente falando. Os concorrentes tem que apresentar em torno de 20 músicas para que os organizadores escolham aquela que melhor se adapta ao gosto popular nacional, de acordo com as características de cada intérprete. 
 
Em face disto não seria louvável o Luiz Arthur Seidel de Souza cantar uma canção em inglês, pilchado. Da mesma forma, quem garante que o Thomaz Machado fosse visto com os mesmos olhos brilhantes de todos interpretando, por exemplo, Batendo Água, uma canção linda e conhecidíssima... para nós, gaúchos.
 
Penso que, enquanto não apelarmos com letras que falam em cerveja, em traição, em desgraça, com um refrão repetitivo, não alcançaremos o sucesso do Sertanejo Universitário, por exemplo. Contudo, a este preço, prefiro ficar no ostracismo.
 
Enquanto isto, resta-nos ficar emocionados com tão belas apresentações desta gurizada e aqueles 7 minutos do Thomaz "pilchadito no más", para todo o Brasil, valem mais, promocionalmente falando, que muitos anos de luta em prol de nossas tradições.
 
A gente só pede que não esqueçam jamais de suas raízes.