RETRATO DA SEMANA

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

PEDRO ORTAÇA RECEBE HOMENAGEM


NOS 50 ANOS DO MTG

 
Pedro Ortaça, o último Tronco Missioneiro, recebeu, neste fim de semana em que o Movimento Tradicionalista Gaúcho completa 50 anos, a Medalha Honeyde Bertussi, entregue por seu filho o também gaiteiro Daltro Bertussi. O fato aconteceu no evento promovido pelo MTG na Casa do Gaúcho, no Parque da Harmonia, em Porto Alegre. Foi uma festa bonita embora um tanto cansativa em face da leitura de inúmeros currículos de pessoas que colaboraram com a entidade neste meio século, além da quebra de protocolo, onde homenageados e políticos fizeram uso da palavra com intermináveis discursos. 
 
Esta denominação (Tronco Missioneiro) foi dada a Noel Guarany, Jayme Caetano Braun, Cenair Maicá e a esta Pura Cepa Crioula, Pedro Ortaça.

Pedro Ortaça é músico, cantor, compositor missioneiro, nasceu no Pontão de Santa Maria em São Luiz Gonzaga RS, em 29 de junho de 1942. Hoje é Mestre das Culturas Populares Brasileira- Prêmio Humberto Maracanã-Ministério da Cultura. Tem mais de 120 músicas de sua autoria, 07 discos gravados, 13 CDS e 01 DVD o Primeiro em Alta Definição no RS. DVD Pedro Ortaça, gravado em São Miguel das Missões, São Borja, São Luiz Gonzaga, Santo Ângelo.

Iniciou-se na vida artística quando guri, com amigos de calças curtas, tocando violão. Ele foi aprendendo música com Carlito, Desidério, Felício e Nego Juvenal, que foram imortalizados como personagens da música Bailanta do Tibúrcio. Conta Ortaça: "Na realidade, eles eram homens de idade e eu muito pequeno. Formei-me ouvindo-os tocar e conversar, ao amanhecer, os causos e músicas do Tibúrcio, Desidério, Carlito e do Felício. Fui cultivando um amor pelas coisas nossas com cheiro de terra, já que meu pai cantava e meu avô e minha mãe tocavam gaita. Naturalmente eu trazia no sangue a música e principalmente o amor pela terra. Ortaça dedilhou o primeiro violão com o Emílio de Matos. Era um violão velho e quebrado, que ele mandou reformar numa marcenaria. "Custou muito caro, tive que pagar em três vezes", lembra Ortaça que foi se apresentando em galpões, estâncias e canchas de bocha. "Naturalmente muitos me ajudaram e outros diziam que eu tinha é que trabalhar, pois naquele tempo só o pessoal vagabundo é que cantava e tocava. Em meados de 1966 eu, juntamente com Noel Guarani e Cenair Maicá nos reunimos para tocar e cantar, e decidimos que iríamos criar um novo modo de cantar e tocar, a maneira que as coisas do Rio Grande eram colocadas não nos satisfaziam não era a maneira que queríamos como norte para nosso trabalho.

Digo, nosso, por que surgimos nesse contesto na mesma época e com os mesmos ideais. E juntamente com o grande payador Jaime Caetano Braun que nos serviu de fonte e vertente para o nosso trabalho.

Fomos denominados pelo grande payador como “Os quatros troncos da cultura missioneira”, pois conseguimos cada qual com seu estilo criar uma nova identidade na cultura musical gaúcha.

“Hoje estou aqui, com muito carinho do Rio Grande e do Brasil", diz o bem-sucedido intérprete e patriarca de uma família musical que segue o estilo missioneiro.