RETRATO DA SEMANA

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sábado, 10 de setembro de 2016

GESTO DE PAIXÃO É REPETIDO


NO COLÉGIO MILITAR DE PORTO ALEGRE

Deu-se muita visibilidade ao acendimento da Chama Crioula na cidade de Triunfo, há alguns dias atrás, mas poucas foram as citações da repetição do gesto de Paixão Côrtes e o Grupo dos Oito que, em 1947, procuraram a Liga de Defesa Nacional e contataram o Major Darcy Vignolli, responsável pela organização das festividades da “Semana da Pátria”, expressaram o desejo do grupo de se associarem aos festejos, propondo a possibilidade da retirada de uma centelha do “Fogo Simbólico da Pátria” para transformá-la em “Chama Crioula”, como um símbolo da união indissolúvel do Rio Grande à Pátria Mãe, e do desejo de que a mesma aquece o coração de todos os gaúchos e brasileiros durante até o dia 20 de setembro, data magna especial. Nessa oportunidade, Paixão recebeu o convite para montar uma guarda de gaúchos pilchados em honra ao herói farrapo. David Canabarro, que seria transladado de Sant’Ana do Livramento para Porto Alegre.

Paixão Côrtes, para atender o honroso convite, reuniu um piquete de oito gaúchos pilchados e, no dia 5 de setembro de 1947, prestaram a homenagem a Canabarro. Esse piquete hoje conhecido como o Grupo dos Oito, ou Piquete da Tradição. Primeira semente que seria seguida no ano seguinte, na criação do “35” CTG.
 
Vejam como a retirada da centelha no Colégio Militar:
 

Escrito por Cel Araújo


No final da tarde do dia 07 de setembro, em cerimônia havida no Pátio Plácido de Castro, no interior do Colégio Militar de Porto Alegre, foi encerrada a Semana da Pátria, com a extinção da Chama da Pátria, contando com a presença de autoridades civis e militares, de representações das Forças Armadas e da Brigada Militar, de membros da Liga de Defesa Nacional, de integrantes do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e de populares.

Antes de a Chama da Pátria ser ali extinta, um piquete de cavalarianos do Movimento Tradicionalista Gaúcho retirou dela uma centelha e a conduziu para o Acampamento Farroupilha, no Parque da Harmonia. Simultaneamente, outro piquete de cavalarianos buscou uma centelha da Chama Crioula na sede da Primeira Região do MTG, no Bairro Tristeza, centelha esta que é tirada da chama gerada em Triunfo e que percorre as estradas do Rio Grande do Sul a casco de cavalo, quando quase mil cavaleiros levam às 30 regiões do MTG aquele que é um dos símbolos dos festejos farroupilhas.  

Os dois piquetes se encontraram no Acampamento Farroupilha, onde ocorreu a solenidade de "fusão das centelhas", como manda a tradição que é seguida desde 1947. A Chama Crioula, gerada por essa fusão ígnea ficará acesa no Parque da Harmonia até dia 20 de Setembro, guardada 24 horas por dia em uma alternância de guardiões voluntários. 

O momento foi histórico e revestido de grande simbolismo para o Velho Casarão da Várzea e para o Movimento Tradicionalista Gaúcho, pois, pela primeira vez desde 1947, a retirada da centelha foi realizada em local diferente do Parque Farroupilha, indo acontecer, com muita propriedade, no vizinho e histórico prédio onde o Major de Cavalaria João Cezimbra Jacques, herói da Guerra do Paraguai e Instrutor da Escola Militar do Rio Grande do Sul, idealizou o livro "Ensaio Sobre os Costumes do Rio Grande do Sul" - obra pioneira sobre as tradições gaúchas. Servia ele no mesmo local quando, em 1898, com um grupo de militares, de alunos da Escola Militar e de civis, fundou o Grêmio Gaúcho, primeira entidade destinada ao estudo e ao culto das tradições gaúchas. 

Pelo seu pioneirismo e pelo excepcional conjunto de sua obra em prol das tradições do Rio Grande do Sul, o Major João Cezimbra Jacques foi agraciado com o honroso título de Patrono do Tradicionalismo Gaúcho, resolução tomada no 6º Congresso Tradicionalista Gaúcho, efetivado na cidade de Cachoeira do Sul em 1959, e patrocinada pelos ilustres Carlos Galvão Krebs e Antônio Augusto (Nico) Fagundes, então presidente e diretor administrativo, respectivamente, do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.