RETRATO DA SEMANA

RETRATO DA SEMANA
Realmente, o assunto Baiano Candinho despertou grande interesse em nossos leitores. Olhem só a verdadeira relíquia que nos chega através do meu amigo e parceiro de cavalgadas Marco Aurélio Angeli, carinhosamente cohecido como Zoreia, um dos homens mais campeiros deste Rio Grande. O flagrante é um retrato, talvez único, onde aparece Baiano Candinho (o penúltimo sentado a direita). Tal chapa, segundo a saudosa avó do Marco Aurélio, foi por ocasião de uma eleição. O que podemos concluir, é que estas pessoas (reparem as vestimentas) faziam parte do famoso Esquadrão Josaphat durante a Revolução Federalista aonde Candinho era o grande líder na região de Três Forquilhas. Tal foto faz parte do acervo do Marco Aurélio.

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sábado, 9 de julho de 2016

AGORA NÃO TEM DESCULPAS


PARA NÃO TOSAR AS CRINAS


Quem me conhece mais a miúde sabe que sou um colecionador de peças que tenham alguma relação com a cultura regional gaúcha. Nosso galpão Aconchego dos Gaudérios, lá por São Chico de Paula, é um mini museu. Pois ontem, quando estive por aquelas bandas, ao chegar no rancho tinha uma linda caixa de presente envolta numa fita vermelha. Com curiosidade abri. No seu interior uma antiga máquina de cortar cabelo acompanhada do seguinte escrito:
 
"Sr. Léo Ribeiro de Souza gostaria que recebesse esta peça como agradecimento pelos lindos versos que gentilmente fez para mim.
 
Versos que ficarão para sempre em minha memória, assim como seu gesto de carinho.  
 
Grande abraço desta gaúcha da fronteira adotada por São Chico.
 
Clarissa Lima de Lima."  

 
É o que sempre digo. São estes pequenos/grandes gestos que valem a pena nesta vida velha. Perdi as contas de quantas vezes encordoei versos para meus amigos sem nunca cobrar um pila, até porque um "biete" destes vale mais que qualquer dinheiro.   
 
Agora já tenho o afiador, a navalha, seu estojo em madeira e a máquina de cortar cabelos. Tá ficando buena minha barbearia de campanha.  
 
 
Lembro quando aparecia o barbeiro lá em casa, na velha e legendária Aratinga, e a minha mãe mandava deixar só o topete. Aquela máquina (igual a que ganhei) mais mascava que cortava. Era um suplício.
 
E agora não tem mais desculpas para não cortar as crinas. "Vamo atracá".