RETRATO DA SEMANA

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COMEÇANDO A LIDA BLOGUEIRA COM:

domingo, 12 de junho de 2016

ESTÂNCIA DO CORAÇÃO




ESTÂNCIA DO CORAÇÃO
 
Eu fui assim, cruzador
qual vento nos alambrados...
Fiz da cantiga meus brados,
do campo fiz corredor.
Rédeas soltas, campeador
dos farranchos do rincão.
Gargalhei da solidão
cruzando o pago nativo
até que parei, cativo,
da Estância do Coração.
 
Minhas noites de índio vago
ficaram ternas, mais longas,
das rancheiras fiz milongas,
dos sofrenões fiz afagos.
Não me perco embriagado
por sonhos de vastidão.
Meu peito responde: - Não!
Não mais o mundo em loucuras!
Fiquei peão das ternuras,
da Estância do Coração. 

Versos de: Léo Ribeiro
Retratista: Desconhecido