RETRATO DA SEMANA

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

QUAL O CONCEITO DE “BOA” MÚSICA?





Tenho visto e ouvido muito sobre o que seja “boa” música e lhes conto: - é o debate mais improdutivo que existe. Pior até do que um colorado e um gremista, fanáticos, discutindo futebol. Cada qual tem suas razões e ninguém convence o outro. Pior. Tornam-se chatos. 

Não adianta perguntarem a mim ou ao crítico musical mais renomado do mundo o que é boa música pois eu vou ter a minha opinião influenciada pelo ambiente em que fui criado, e ele vai ter a dele. A minha boa música dificilmente será igual a boa música do meu amigo Juarez Fonseca, por exemplo, pois reconheço que sou meio ufanista.

Eu detesto rap, funk, pagode, sertanejo universitário (acho que neste ponto Juarez e eu concordamos). Agora perguntem a qualquer um adepto destes ritmos o que pensa da música gaúcha. Talvez nem conheça. Isto é normal. 

Trazendo isto para o nosso ambiente riograndense, as divisões também existem e isto se reflete nos bailes, nos shows, nos festivais, nos programas de rádio... 

Nem todos gostam de tudo e, entre o nativismo e o regionalismo, hay fortes divisores de águas.  

Pela experiência que eu tenho, quando a organização de algum Festival compõe a mesa avaliadora, já sei que tipo de música será a predominante. Nem é uma questão de desonestidade, ou relações de amizades dos jurados, é uma questão de gosto musical. 

O que lamento disto tudo é que, tirando um ou dois festivais que ainda resistem,  a música campeira do Rio Grande foi para o brejo com soga e tudo (e isto também vale para os festivais de poesia onde os versos rimados não tem mais vez).