RETRATO DA SEMANA


Para quem começou este blog há 16 anos atrás com 40, 50, acessos diários, terminar o mês de junho com 99.429 acessos (somente no dia 01 já tivemos 10.040 visitas) só aumenta nossa responsabilidade. Continuamos peleando apenas pelo prazer de ser mais um guardião da cultura regional gaúcha.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

QUAL O CONCEITO DE “BOA” MÚSICA?





Tenho visto e ouvido muito sobre o que seja “boa” música e lhes conto: - é o debate mais improdutivo que existe. Pior até do que um colorado e um gremista, fanáticos, discutindo futebol. Cada qual tem suas razões e ninguém convence o outro. Pior. Tornam-se chatos. 

Não adianta perguntarem a mim ou ao crítico musical mais renomado do mundo o que é boa música pois eu vou ter a minha opinião influenciada pelo ambiente em que fui criado, e ele vai ter a dele. A minha boa música dificilmente será igual a boa música do meu amigo Juarez Fonseca, por exemplo, pois reconheço que sou meio ufanista.

Eu detesto rap, funk, pagode, sertanejo universitário (acho que neste ponto Juarez e eu concordamos). Agora perguntem a qualquer um adepto destes ritmos o que pensa da música gaúcha. Talvez nem conheça. Isto é normal. 

Trazendo isto para o nosso ambiente riograndense, as divisões também existem e isto se reflete nos bailes, nos shows, nos festivais, nos programas de rádio... 

Nem todos gostam de tudo e, entre o nativismo e o regionalismo, hay fortes divisores de águas.  

Pela experiência que eu tenho, quando a organização de algum Festival compõe a mesa avaliadora, já sei que tipo de música será a predominante. Nem é uma questão de desonestidade, ou relações de amizades dos jurados, é uma questão de gosto musical. 

O que lamento disto tudo é que, tirando um ou dois festivais que ainda resistem,  a música campeira do Rio Grande foi para o brejo com soga e tudo (e isto também vale para os festivais de poesia onde os versos rimados não tem mais vez).