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domingo, 16 de junho de 2013

SÃO CASOS ISOLADOS MAS...


...ALGUNS POLICIAIS PAGOS PARA NOS PROTEGER...


...SÃO OS MESMOS QUE LANÇAM SPRAY DE PIMENTA NUM CUSCO...   


...UM ANIMAL PARCEIRO E AMIGO.

Este "tipo" de pessoa, infelizmente, existe em todas as profissões como, advogados, mecânicos, taxistas, médicos, políticos, etc. Não é um privilégio de ninguém.

Em relação as presentes manifestações de protestos, queremos dizer que somos contra qualquer tipo de excessos, de ambos os lados.

A este valente policial que, graças a Deus, faz parte de uma imensa minoria dentro de uma briosa corporação, respondemos com os fragmentos do poema  "CUSCO BÁIO"

Entre os amigos que tenho,
irmãos da lida campeira,
há um cusco baio colera
que vai junto, quando saio.
Botei-lhe o nome de raio
pois é um raio de ligeiro,
e não há melhor parceiro
do que o meu cachorro baio.

Voltava, um dia, do povo,
ao tranco do meu tordilho,
assobiando um estribilho
pra encurtar a madrugada,
quando ouvi, sobre a calçada,
um lamentoso ganido.
Era um cusquinho encolhido
quase coberto de geada.

Sem mesmo apear do cavalo
chamei e o cusquinho veio
e botei sobre o arreio
onde se ajeitou tremendo,
parecia estar sabendo
que estava junto de alguém
que conhecia também
as mágoas de andar sofrendo.

Só quem não tem coração,
ou não tem bom sentimento,
ignora o sofrimento
dos deserdados da sorte,
desses que vagam, sem norte,
á margem da caridade.
Pois sem calor de amizade
a vida é pior que a morte.

E assim o cusquinho feio
foi morar no meu galpão.
é um amigo, desde então,
sempre ao meu lado presente.
É o afeto permanente
refletido com ternura
naquela estranha doçura
que o cusco olha pra gente.

Poesia: Fragmentos do poema Cusco Báio, de Jayme Caetano Braun
Gravura: Marciano Schimitz